Dile: A prometida

7 Capítulo 7 - Amores mal resolvidos


Notas iniciais
Olá pessoal. Sim faz muito, muito tempo mesmo que eu não posto, desculpem-me de verdade, eu não tive tempo e estava muito ocupada com tarefas do dia a dia, não irei dar prazo aos capítulos, entretanto estou postando o mais rápido possível, eu agradeço mesmo á todos que acompanham essa historia. Mais uma vez muito obrigada a todos e um grande beijo. Gente por favor não se esqueçam de comentar, compartilhar, favoritar em fim isso tudo ajuda muito para o crescimento e divulgação da história, obrigada. ♥

Capítulo 7 — Amores mal resolvidos

“Eu sou feito de: Sonhos interrompidos. Detalhes despercebidos. Amores mal resolvidos...”

Martha Medeiros

Capítulo 7- Amores mal resolvidos.

Cheguei novamente na mansão Cisplen, me despedindo de Eleanor no corredor e segui para meu quarto quando ouvi na ala B um barulho muito alto e corri sorrateiramente para saber o que estava havendo, nunca tinha ido para lá, entrei em uma sala que tinha um cheiro muito denso e era abafada, e lá estava o casal apaixonado numero um Antony e Leonard minhas supostas ''aulas'' foram suspensas por causas desses malditos encontros sem nexo, voltei para meu quarto e na mesa, havia uma bandeja de prata com sanduíches e do outro lado um chá com uma coloração estranha, eles encomendavam essa comida para mim, liguei pela primeira vez a enorme Televisão que nunca tinha visto até então, e era como programas comuns só diferenciava o fato de serem pessoas pálidas apresentando e o conteúdo era totalmente diferente parecia um pesadelo: Mulheres rindo e matando humanos em um canal, no outro noticias loucas e absurdas, outro como matar mais pessoas em uma só noite, aquilo era demais para mim, quando fui apertar o botão de desligar apertei um sem querer que estava escrito H, ótimo agora era um canal humano, com noticias humanas e boas que não faziam meu coração palpitar como o medo da morte, porém era tedioso, e apareceu uma noticia no tele-jornal:

Cientista renomado Joseph Vandort é internado em uma clinica de tratamentos psicológicos após sete meses do desaparecimento de sua única filha Dile Vandort as autoridades ainda investigam esse caso...

Meu pai... Não consegui ver até o final, e quando me veio um pensamento fútil sobre o imortal chamado Joseph também, mas logo o descartei meu pai estava precisando de mim, e enquanto isso eu apenas estou aqui sem poder fazer nada, e tudo por causa de mim mesma e da minha idiotice de acreditar em algo, eu me odeio, deve ter alguma forma de sair daqui, mais não posso agir precipitadamente.

Tracei um plano em uma de minhas folhas e a guardei sobre minha roupa, eu estava cansada emocionalmente, tudo o que aconteceu, eu poderia ter evitado, mas meu egoísmo apenas machucou a única pessoa que eu amo na vida, entrei no banheiro já estava mais calma após concretizar materializar meu plano em um papel e percebi o quanto estava magra e abatida, olheiras acentuadas a pele excessivamente pálida o cabelo emaranhado e oleoso, tirei aquele vestido com certa dificuldade eles eram muito trabalhados, em um dos livros que li as damas precisavam de criadas para ajudar a colocar e tirar o vestido, com esse pensamento ainda estou no lucro de conseguir tirar e colocar sem ajuda de ninguém, enchi a banheira e entrei, passei um xampu que tinha cheiro de dama da noite e um sabonete de ervas que não soube reconhecer qual era, quando sai estava com um forte cheiro da flor, sequei meus cabelos e os deixei soltos, sai de toalha e fui pegar um pijama qualquer, lá não se tinha temperatura nem frio nem calor, senti as lagrimas rolarem minha face, Aron, Nicolas, meu pai, tudo me cortava aos poucos, morrer é fraqueza nunca é dado um fardo maior do que se pode carregar, porém esse fardo estava me matando.

Quando acordei fiquei olhando para o teto coberto pelas cortinas da cama, não queria mais ir aos encontros, só queria me deitar para sempre e ficar desse modo mais com certeza nada disso era possível, sai em minha varanda e sentei lá, não sabia as horas, o tempo,nada, nunca soube de nada, repentinamente lembrei-me de minha mãe mais precisamente sua foto, que tipo de mulher foi ela? Não tinha em quem me inspirar e estava presa em uma jaula de leões que são apenas pacificados por algo que não saberia o que dizer, enquanto vou envelhecendo todos os dias e eles os vampiros não, suas peles sem vida, seus cabelos, unhas e olhos com brilho incomum, eles vivem de aparência e encanto apenas disso, porque o meu coração ainda clamava por eles? Porque sou tola, porque ainda amo dois imortais que destroem meu coração e que só me dão palpitações cardíacas, sou a boneca deles sou o que eles quiserem, afinal não poderia competir nunca.

Quando percebi estava sendo observada por Erick que estava em minha varanda como da primeira vez que o vi, nada me surpreendia e nem me assustava, nem mesmo Erick com seu silencio sobre o banco ao meu lado.

–Olá Erick. — Cumprimentei o vampiro que olhava a esmo com uma aparência melancólica e disse ainda encarando o nada com seus olhos pensativos e depressivos, eu também olhava para frente.

–Olá pequenina, faz tempo que não a vejo, quando chegou aqui seus olhos eram diferentes. –Disse ainda olhando para frente nosso dialogo não era visual.

–Sim, mas como pode ver meus olhos?-perguntei como em transe com a escuridão.

–Porque os olhos de uma estrela se apagaram, quando chegou aqui pensei: Ela não fará diferença e só mais mundana, mais você mudou a todos.

–Para o bem o para o mal?

–O bem e o mal são conceitos criados pelo homem, mais se fosse para os dois, o bem é que: estávamos mais humanos e o mal é que: estamos mais humanos.

–Obrigada. – Ele saiu de seu transe e olhou para mim finalmente se surpreendendo, mas eu continuei olhando ao nada.

–Pelo que criança?- Depois de seu breve momento de choque voltou a olhar.

–Ser verdadeiro, me parece o único sincero aqui, mesmo sendo dessa forma nada sutil. Ele sorriu estava sorrindo eu senti

– No começo eu te odiei porque me falou verdades que eu pensei que só eram para me quebrar, mas percebi agora que tentava me fazer mais forte, então obrigada Erick.

Erick me abraçou forte eu achei que iria quebrar e percebi o quão frágil sou, porém retribui, fiquei supressa, ele sussurrou ‘’pequena a vida é difícil’’ senti suas lagrimas quentes diferente de seu corpo frio, e depois seu rosto já estava impassível passei a mão em seus cabelos e sorri, fui embora e ele voltou a sua melancolia, quando vi suas lagrimas vermelhas mancharam meu vestido, não me importei e fui diretamente ao ‘’Louvador’’, que nome horrível de se dar, mas não poderia julgar veja meu próprio nome, bem... Não tive culpa e não o escolhi, quando cheguei, Eleanor estava exaltada com Beatrice, me escondi debaixo de uma mesa com uma pilha de tecido e ouvi:

–Eu lhe odeio sabe disso Eleanor então não venha me chamando de ‘’Trice’’ porque nem mesmo suportável você é!- disse Beatrice rindo ironicamente.

–É por causa de seu irmão e Erick!- retrucou Eleanor.

–Tenho apenas dois irmãos Leonard e Joseph, você felizmente não passou suas garras pútridas a Leonard, mas a Joseph...

–Éramos melhores amigas Beatrice! Eu era companheira de seu irmão e éramos felizes mais comecei a amar Erick, e quando dispensei seu irmão para ficar com Erick ele já estava com você!

– Ainda tem á audácia! Erick me ama sempre me amou muito mais que você por isso que ele ficou comigo, você não passa de uma vagabunda!

–Ele ficou com você Beatrice porque viu que eu estava com seu irmão, erro que me consome até hoje, amei Joseph um dia mais Erick o amo até hoje.

–Ama tanto que iria ficar com Eva, que até saiu do cargo, você é uma devassa uma vadia!

–Tentei esquecê-lo veja que até gostei de Eva, mais é impossível!

Então Beatrice correu, seus olhos estavam vermelhos, como sangue, suas pressas finas e tirou algo do bolso uma estaca de ouro com um sinal de cruz e sussurrou algo:

‘’Pelos demônios é criada e por Deus é morta’’

E mobilizou Eleanor no chão eu estava pasma, porém continue a observar a cena como um flash: Beatrice tentando matar Eleanor, entretanto a mesma foi mais rápida se desviando e segurando o braço de Beatrice que desvencilhou seu braço socando Eleanor na altura do tórax, e quando ela ia enfiar uma estaca no coração de Eleanor, que parecia já sem esperança para lutar, ela ficou parada, como em sinal de uma morte que seria muito honrada, eu gritei mais alto que acharia que meus pulmões agüentassem, Beatrice se assustou e Erick chegou a segurou com fúria nos olhos, Beatrice se soltou e mirou o coração de Eleanor, mas Erick a empurrou e a estaca fincou no ombro de Eleanor, que já estava fraca e tirou a estaca de seu ombro e ao mesmo tempo caindo assim deixando a estaca rolar de sua mão, Beatrice pegou a estaca e tentou enfiá-la em Erick mais ele foi mais rápido, ela o arranhava e dizia palavras sujas, ele não se defendia e quando novamente Beatrice tentou matá-lo ela o arranhou e ele já cedendo a morte á ela, porém ele pegou a estaca de sua mão lhe apunhalando em seu coração e assim matando Beatrice- Eu não conseguia dizer nada ou se mover fiquei covardemente parada olhando a cena- Eleanor ainda no chão, se recompondo, e sua face era banhada de horror, disse num sussurro:

–Erick você á...

–Matou- Complementei a frase e arregalando os olhos, quando vi estava sentada ao lado de Beatrice vendo seu corpo e o toquei estava queimando aos poucos como uma múmia e até virar cinzas, estava horrível.

Erick não parecia abalado apenas frio, se retirou do recinto que não havia mais um cena de morte como antes agora só cinzas que estavam sendo jogadas pelo vento, Eleanor foi atrás dele, ainda abatida, eu fiquei na sala, sentei-me em uma poltrona Branca a essa hora já tinha decorado as famílias e essa era a Chandel’s, então escolhi qualquer vestido que vi, mesmo branco sendo minha cor favorita não estava com cabeça para pensar em moda nesse momento, e mesmo ainda abalada tenho que ser forte e acabar logo com esse ‘’encontros’’ sem nenhum sentido, então pus um que ficava um pouco mais apertado nas pernas não era como os outros que eu vesti como na época vitoriana esse era mais moderno, não gostava das minhas pernas nunca gostei, eram muito torneadas, quer dizer nunca gostei do meu corpo queria ser o tipo de menina ‘’miudinha’’ e magra, mais tinha seios normais, cintura normal, pernas torneadas, lembro agora de meus 15 anos onde queria ter um corpo de modelo, mais com o tempo emagreci mesmo hoje não tendo um corpo de modelo, apreendi a gostar do meu, sai para o portão pela primeira vez sozinha e alguém me puxou bruscamente não tive tempo de ver quem era ou de ter uma reação iria cair mais as mãos fortes me segurarão me escondendo atrás de uma pilastra, enquanto alguns imortais passavam eu não os conhecia e quando virei vi a pessoa que me pressionava contra a pilastra.

Nicolas Santori.

–Nick...- Ele tampou delicadamente meus lábios, e quando vi aquilo tudo estava corada ele estava colado a mim, mesmo sendo mais alto que eu senti seu peitoral colado no meu, seus quadris nos meus, eu conseguia sentir as batidas do meu coração grudado ao dele, vi seus cabelos emaranhados suas roupas desleixadas como se estivesse fugindo de algo ou alguém, então disse no meu lóbulo:

–Di meu amor, me perdoa não pude te avisar antes, você corre um grande perigo, isso tudo é falso, você vai morrer, não confie em ninguém, escute o que vou lhe dizer, com muita atenção- Ele ainda estava colado em mim segurando minha nuca com precisão e minha cintura- Na ala B tem uma porta de vidro com uma cortina dourada, é muito pequena essa porta, entre nela e lá vai ter uma chave linda que é dourada e esconda, tenha os seus três encontros restantes hoje e quando voltar pegue a chave, terá um baile e você participará, normalmente e depois vá até seu quarto e embaixo do tapete central á uma fechadura, abra e fale seu destino, te encontrarei na Terra em Veneza, consegue fazer isso? Sei que é muita informação e tão repentino mais não temos muito tempo- ele notou que eu estava usando sua pulseira azul que ele me deu- Di esperei por você minha vida toda e não vou deixar que morra, desculpe não poder dar mais explicações por enquanto.

–Nicolas....como?- Me recompus do choque- Mais você nem me conhece direito e tudo isso está confuso.

–Dile Vandort. Conheço-te desde que nasceu.

– Agora isso tudo esta ficando ainda mais confuso.

– Di prometo que lhe conto tudo o que quiser saber, apenas faça isso, não estou mentindo, me encontre em Veneza.

–Eu sei confio em você, tudo bem, irei lhe encontrar lá, prometa que não esta me enganando como Aron fez.

–Eu te amo Dile Vandort, eu dou minha vida pela sua, eu te amo como nunca amei ninguém, nunca lhe enganarei por mais que a verdade lhe doa!

–Nick... — O abracei, ele pareceu surpreso, mas retribuiu ainda mais forte e me beijou, tinha gosto de sangue doce, acariciei seu cabelo, sentia seu corpo ao meu, Nick tinha cheiro de loção cara e perfume francês aquele cheiro que eu tanto amava, eu estava amando Nicolas eu já estava apaixonada por ele, algo em mim disse: Tarde demais Dile, seu coração já estava loucamente apaixonado por ele e por Aron. — Não queria me separar de seus braços, queria ficar ali para sempre, quando percebemos que meu próprio fôlego havia acabado, nos desvencilhamos daquele beijo, seus lábios suaves e macios.

–Nicolas eu te amo.

Ele sorriu aquele sorriso que iluminava meu rosto, acariciou meu rosto, selou os meus lábios e se foi, meu coração se recusava a parar de palpitar, arrumei meus cabelos e minha roupa amassada, me recompus e fui, estava certa do que tinha de fazer tomei coragem e fui o carro estranho me esperava o motorista apenas assentiu e abriu a porta para mim e eu disse em alto e bom tom, autoritária:

–Eleanor não esta em condições de me acompanhar hoje, irei só.

Ele pareceu confuso e depois disse:

–Como quiser senhorita.

Eu estava nervosa, porém mostrei-me, forte e independente, vou ver meu pai novamente, eu estava feliz com isso, mas não compreendi o morrer, iriam me matar? Não sei não queria pensar nisso, nunca confie muito em ninguém daqui, então tentei por um segundo esquecer tudo isso, toda via a idéia me consumia, cheguei a uma das belas mansões que já não me surpreendiam, mas eu já estava acostumada com tudo, era como um jogo eu entretenho eles e vou embora, como uma boneca.

Estava com o cabelo preso em um rabo de cavalo e um batom rosa claro, sorri e desci do carro, bati na porta que também tinha aqueles símbolos estranhos, e um homem muito ruivo com os olhos azuis e com o terno branco bem passado era muito bonito como todos lá. Tive vontade de perguntar: Porque todos vocês são lindos?

–Entre querida, por favor.

Entrei e como sempre era uma linda mansão e bem decorada, porém percebi que essa era moderna nada de moveis pesados de épocas passadas apenas televisões de tela plana e tecnologia, ele me levou até uma poltrona com design diferente e mexendo em sua mesa que parecia ser do futuro materializou um chá com biscoitos que eu não conhecia.

–Então Dile... -o interrompi sem intenção apenas falamos no mesmo tempo.

–Vocês são ET?- Ele riu tanto que quase o achei humano.

–O que? Tipo verde e cabeçudinhos?Não, não criança. Apenas mas se é de outro mundo, sim nós somos apenas precisamos do seu mundo para viver querida, e não somos humanos, pensando bem, sim somos extraterrestres.

–Uh eu sabia- sorri para ele, rezei para que não pudesse ler meus pensamentos e sentir minha culpa por esconder algo- Qual seu nome?

–Dimitry Chande’l.

–Bonito nome.

–Acha mesmo?

–Sim, claro.

–Só o nome é bonito?

–Oh céus! Não, Dimitry você é muito lindo, satisfeito?

–Hum. Sim, nenhuma prometida me disse isso, você é a primeira.

Eu ri baixinho ele era muito simpático.

–Alguns de vocês nem parecem imortais

–Concordo humanos tem uma idéia estranha nossa.

–Na verdade, achei que vocês pareceriam modelos.

–Somos ‘’fabricados’’ Dile, tenho que ser belo e forte não possuo uma natureza humana ou normal, somos feitos como desejam.

–Ruivos...

–Sim, como meus criadores queriam, sempre como queriam. — Ele tocou-nos próprios cabelos e riu, tinha um belo sorriso seu canino levemente a amostra, era bem atencioso.

–Acho uma bela cor de cabelo.

–Você é uma das humanas mais estranhas que eu conheci. — E riu um riso lento e bobo.

–Perdoe-me a grosseria, mas tenho de ir. –Falei me retirando e deixando intactos os biscoitos e o chá, caros, importados da Rússia, como um nome peculiar.

–Não tocou ainda nem nessas coisinhas aqui- Disse ele apontando como uma face surpresa o biscoito e chá.

–Estou satisfeita, agradeço, fiquei honrada em conhecê-lo.

–Você não parece humana e nem imortal. – disse ele desconfiado e com um olhar curioso.

–Desculpe-me sou leiga demais para entender as falas de vocês.

–Não profira essas palavras, doce menina, você ainda é nova demais para o mundo velho. – disse Dimitry, sorri e como despedida lhe dei um beijo na sua bochecha ele ficou surpreso, porém sorriu com o gesto e me retirei, a casa era branca e bege com tons de marrons, parecia estranhamente humana toda via misteriosamente sobrenatural, o chão revestido com um carpete felpudo e macio bege, os sofás modernos, poltronas com um design futurista, um pequeno portão que deveria ser a lareira uma estante de mármore pesado, pude reparar no teto abobadado, as clarabóias vazando luz ao recinto, a mesa grande e de vidro com cadeiras brancas e a figura ruiva melancólica sentada olhando os alimentos e sem olhar minha partida.

Entrei no carro já havia separado as roupas para as famílias e me troquei no carro com certa dificuldade, coloquei um vestido longo atrás e um pouco mais curto na frente era verde, vários tons de verdes e com alguns brilhos que saltavam como estrelas, tirei rapidamente meu batom rosa e passei um neutro que não distinguia muito da cor de minha pele e soltei o rabo de cavalo e meus cabelos caíram ondulados sobre meus ombros e costas, não eram pesados, ao contrario leve como um pena e exalando um perfume de sândalo e rosas, isso foi muito rápido, e em minutos estávamos parados em uma mansão que tinha uma forma de castelo com folhagens vastas porém falsas e assim um homem saindo daquele enorme castelo cheio de vida como uma criança, tinha os cabelos cheios e até o ombro lisos e selvagens com um toque amistoso seus olhos eram castanhos como nozes seu sorriso era o mais belo que já vi, seus dentes brilhavam de tão brancos e suas presas incisivas que com orgulho mostrava e pude perceber a estrutura eles se afiavam como agulhas nos caninos e resto era totalmente humano, seu corpo era bem modelado como de um Deus, e enfim sai do carro o motorista iria abrir a porta mais ele o dispensou com aceno de mão e ele próprio abriu a porta, pegou em minha mão e auxiliou-me a descer do carro- que até hoje não descobri o que realmente era só chamava-o de carro porque era o que mais se assemelhava não tinha rodas era como algo eletromagnético sobre a base e dentro era muito confortável as poltronas inclusive era como pluma veneziana e por fora era como se viesse algo errado, algo futurista, como se a humanidade terrestre estivesse atrasada para a tecnologia- ele beijou minha mão como um perfeito cavalheiro e sorriu, seus lábios macios contra a pele de minha mão quente -a beleza deles era errada, encantadoramente errada.

–Olá- sussurrou ele ao pé de meu ouvido.

–Oi. – fiquei de certa forma sem graça, sempre quando vejo alguém muito bonito fico assim nunca sei como agir até porque eu acho que a minha simplicidade física não se compararia de forma alguma com á deles- sou normal uma garota normal de todas as formas até mais problemática que as outras, não sou do tipo que se distingue de uma multidão ou que as pessoas parariam para me ver, me lembro da minha adolescência e infância, nunca fui magra, nunca e como eu me martirizava por isso e sofria, e quantas dietas loucas fiz, mais percebi que tudo é na hora certa, e também me conformei que minha estrutura nunca será magérrima, porém hoje me aceito de certa forma, hoje sou normal, emagreci com o tempo e me aceito- ele me acordou de minhas lembranças chamando meu nome e me olhando desconfiado e sorridente como se eu fosse um gatinho prestes a atacar.

–S-sim, sim desculpa, meu nome é Dileeoseu.- falei muito rápido que as palavras se juntaram formando uma só e confusa.

–‘’Dileoseu’’? Hum... Perdoe-me que nome estranho, e meu é Duarte, Duarte Aniora achei que Eleanor iria vir, faz tempo que não a vejo.

Eleanor. Deu um choque um pequeno, porém um choque dá lembrança, morte de Beatrice, me recompus e disse:

–É Dile, e ela não pode vir, ela é sua irmã?

–Dile, Dile espertinha não? Sim ela é minha irmã parecemos não é? Entretanto... Eu sou mais sexy e bonito. –Falou ele rindo e mostrando seus caninos eu ri junto. – Estou brincando, tem irmãos?

–Nenhum. –sorri divertido ainda na sintonia do ambiente.

–Oh, veja só os meus modos entre, por favor.

Entrei, tinha uma decoração natural e gostosa como uma casa de um campo de Galês era muito bonita e com uma decoração estranha, entretanto interessante, tinha uma pequena copa onde havia acessórios de uma cozinha humana qualquer ele foi até lá e o segui, a pequena copa exalava um cheiro de ervas.

–Fiz um bolo de uma erva, o cheiro é agradável. – Ele sorriu gentilmente os dentes reluzentes como uma faca.

Faca. Peguei discretamente uma faca e por trás dele o abracei girando a faca em sua garganta arranhando a pele branca e lívida dele, ele não se mexeu mais senti seu rosto mudar.

–Duarte. Sei quem são vocês, sei toda a farsa então não precisa mentir, ao contrario me esclareça ou cortarei seu pescoço e antes de você se curar e a cravo em seu coração, então me conte tudo que sabe.

–Primeiro, sabe que eu poderia te matar e que essa misera faca não ainda de nada você é uma humana fraca, e sabia que você iria querer me matar, além da profecia estar se cumprido eu vi em seus olhos, Segundo não posso lhe matar, ordens, se não você já estaria morta pelas mãos daqueles malditos vampiros que você tanto ama e confia, não pense que é a mais bela e interessante das mortais e que contagiou a todos e roubou corações, não, eles apenas seguem ordens, só isso como eu, afinal a profecia tende ser comprida, não é nem tão bonita é comum, totalmente comum, ninguém te ama, ninguém Dile.

A faca falhou por um estante na minha mão doeu ouvir essas palavras que no fundo era totalmente verdadeira, ele se virou e muito rapidamente tirou a faca com um golpe rápido e segurou minhas mãos no mármore com força e ao pé do meu ouvido sussurrou:

–Viu você é fraca.

–Cala boca maldito.

O chutei ele soltou minha mão não por dor mais sim por surpresa, peguei uma panela e aceitei em sua cabeça ele me pegou meus pulsos e me jogou no sofá eu corri e ele puxou meus pés, meu rosto estava sangrando em alguma parte que não senti, e ele subiu em mim segurando ao lado do meu corpo meus braços e o nosso contato visual foi nítido e ruim, ele não respirava fundo, cansado e com dificuldade como eu, ele não respirava apenas havia sangue que escorreu pelo seu cabelo já seco, porém continuava quieto e com um rosto melancólico e um pouco confuso.

–Dile, que Deus nos perdoe.

–Você é maluco.

–Você é maluca, primeiro eu não fiz nada, você com seus distúrbios humanos psicóticos femininos, Dile como sabe?

–Que vou morrer que vocês mentem e me aturam, por algum motivo estranho?

–Dile, eu não tenho nada contra você só entenda que esse é seu destino desde quando nasceu e quando isso é traçado no destino ninguém pode mudar.

Minha voz falhou virei o rosto de perfil ele ainda me prendia só que agora mais folgado.

–Só me diga, quando será minha morte?

–Tem quantos anos?

–Dezenove... – Falei desconfiada.

–Quanto tempo falta para fazer vinte? – Perguntou Duarte com uma simplicidade desnecessária.

–Aproximadamente três meses, mas Duarte o que isso tem haver?

– Você tem aproximadamente três meses.

–O que!? – Sentei e ele se sentou junto, entretanto estava chocada- O que vinte anos tem haver com a minha sobrevivência?

–Sempre as prometidas são trazidas um ano antes para ser preparada para sua morte aos vinte anos, onde você nem é ao céu nem ao purgatório, vinte anos é a faze onde seu ciclo se decide, numero vinte é o numero sagrado. Não diga nada do que disse aqui o que falei ficou aqui compreendeu?

Não sabia o que dizer nem o que fazer, fiquei apenas olhando ao nada, não tinha mais chão.

– Entendeu?

–Sim.

Fui ainda em transe e psicologicamente abalada, minha vida, o que foi minha vida?

Qual o sentido que dei a ela?

Não sei... Nunca soube... Novamente a estaca zero...

O ultimo encontro meus cabelos já estavam molhados de suor e os ajeitei para o lado, e pus um ridículo vestido Laranja, o ultimo os Gueton, ótimo vou morrer, pensar em morrer não me dava calafrios até eu pensar aprofundadamente no assunto, meu coração saltou o vestido era curto e colado demais e muito escandaloso, de um mau gosto visível.

Erick andava correndo para encontrar Eleanor que corria com os cabelos já soltos e esvoaçantes sua roupa estava rasgada e se embrenhou no meio da floresta Filzen havia uma divisão de florestas que por aquele mundo eram vastas as arvores brilhavam como em um desenho surreal era indescritível, jamais imaginado ou visto era um paraíso, que somente tomava cor nas imaginações mais férteis e criativas era estranhamente perfeito e novo, porém nada era perigo para um imortal não havia nada a temer, Erick a alcançou antes de ela atravessar o rio negro, diamantes escuros mergulhando nas trevas, ele a puxou forte e segurou-a como uma criança com medo do escuro, sangue escorria de seus olhos e manchava sua roupa e a dele agora, Erick tinha um rosto serio suas linhas fortes agora devido à tensão.

–Eleanor, Eleanor, ouça-me. – afoito disse à imortal que tremia em seus braços normalmente Eleanor era forte e nada nele demonstrava fraqueza, mais agora tremia e gemia como uma criança.

–Está tudo bem... – disse ele afagando os cabelos castanhos e cheios, porém curtos e não muito longos ela enfim levantou o rosto suas lagrimas manchava sua face de cera.

–Não, sabe que seremos mortos, á lei é lei, a impassível e que é desprovida de piedade.

–Não fizemos nada de errado, Beatrice iria nos matar.

–Você está certo, ‘’ A única coisa tão inevitável quanto à morte é a vida’’... – Eleanor recompôs sua postura e voltou a si, formando novamente a Eleanor que é dura, rígida e gentil.

– Charlie Chaplin, não sabia que gostava de artista, ainda mais da esfera humana.

–Você não me conhece há muito tempo, isso parte meu coração, como pisar em uma terra cuja se lembra mais não se perdoa por esquecer detalhes.

–Então me deixe lhe conhecer, e conheça a mim, nada nos impede agora. – Ele se aproximou pegando os suaves dedos de Eleanor que o tocou os cabelos e se beijaram selando os lábios um do outro em uma ternura, de séculos contidos como se pudessem se comunicar através dos lábios através de todo aquele desejo contido, os lábios de ambos tinham gosto de sangue doce, as mãos voláteis e precisas de Erick no quadril de Eleanor e ela com suas mãos trafegando livremente na nuca de Erick que sorria o desejo contido finalmente queimou.

Leonard e Antony estavam no parapeito de uma das janelas da mansão Cisplen na ala B, espionado uma mulher estranha com a pele pálida como todos, seus cabelos em um tom mel escuro, como capim dourado, lindos e em ondas volumosas caiam até sua cintura, olhos extremamente negro diamantes negros, seus traços finos de boneca, com um corpo de uma legitima colombiana, seios fartos, pernas torneadas e cintura fina, era linda mais tinha algo de estranho em seu ser, ela ria com um homem que lhe dizia algo no ouvido, ele também como ela era belo e errado, Antony escorregou mais Leonard o segurou, a mulher ouviu um barulho e saiu para ver o que acontecia por milagre os dois imortais foram mais rápidos escondendo-se atrás de algo, ela parecia distraída demais com o homem, pois o sentido de um imortal não deve falhar.

Isadora e Joseph Forllyn irmão de Beatrice agora morta.

Quem é Isadora Gueton?

Notas finais
...Continua