Dile: A prometida

6 Capítulo 6 - Corações Confusos


Notas iniciais
Olá pessoal. Então postei mais rápido do que normalmente porque tive uma grande ajuda, fiquei muito contente mesmo, muitos leitores estão ''aparecendo'' e realmente espero que gostem, estou muito feliz. Boa leitura ♥

Capítulo 6 — Corações Confusos

"Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito."

Renato Russo

Capitulo 6- Corações Confusos

No dia seguinte já estava no meu quarto, deitada, novamente olhando para o teto revivendo tudo o que houvera no dia anterior, tudo foi tão rápido, Nicolas me beijando, Eva e Eleanor, e Aron... Naquele momento que eu estava com o Nicolas toda dor e as lembranças se dissiparam, Nicolas era como um vício, uma droga que me acalmava e Aron era o meu motivo, é possível amar duas pessoas? Eu não sei, todos os dias perguntas me corroem, estou cansada eu não posso fazer nada apenas ficar trancada como uma boneca. Mesmo conhecendo Eleanor hoje, achei-a uma boa pessoa como Leonard e Antony até mesmo Eva quer dizer eles não são pessoas... estava deitada na minha cama ainda com o vestido Santori minhas lembranças eram apenas de Nicolas e Aron mesmo eu tendo completa consciência de que era errado, eu não tinha espaço para me lembrar de meu pai.

Fui tomar um banho fiquei um bom tempo eu acho já tinha perdido a noção de tempo, quando sai do banheiro tinha uma carta numa bandeja de prata junto a um colar que era feito de cristais, parecido com gelo, logo imaginei: Nicolas, em outra bandeja dessa vez de ouro um colar negro junto à outra carta. Li o que me aparentava ser mais suave: O colar de cristal. Um colar tão frio como o gelo, mas ao mesmo tempo tão quente... Já o colar negro que parecia ser tão quente era mais gelado do que aparentava ser, a carta que o acompanhava dizia:

“Querida Dil

Peço-lhe que mantenha essa carta em segredo, quero lhe encontrar, mesmo conhecendo-te tão pouco, mas te conheço mais do que aparenta, quando me deixou, percebi que minha alma é vazia, quando estávamos juntos percebi como era ter a alma cheia, Dil você corre um grande perigo tudo isso está prestes a quebrar quero lhe encontrar, por favor, me encontre depois do seu sétimo encontro no jardim das damas

Ass: Nicolas Santori

Me Ame como lhe Amo

Me queira como lhe Quero

Me Sinta como te Sinto.

Corei-me, meu coração falhava, mas isso não acontecia com Aron, com ele meu coração batia tão forte que parecia que iria explodir a qualquer momento. Fui ler cegamente a segunda carta, parecia uma hipnose do momento:

“Minha Di

Encontre-Me na biblioteca após receber essa carta, seja sigilosa e vista a roupa que está numa caixinha vermelha no seu closet.

Ass: Aron

É de extrema importância

Usava o colar de minha mãe, então fiz os outros dois como pulseiras, um pulso vestia o céu e o outro as trevas, não era uma bela mistura. Eu não queria ver Aron, mas ao mesmo tempo queria Se não visse Aron não iria me lembrar da dor que me causara e assim me lembrando apenas de Nicolas e ele cessando minha dor, ele não era minha segunda opção e sim como a outra metade do meu coração. Sai correndo para meu closet, e encontrei a maldita caixinha vermelha e lá havia um dos vestidos mais lindos que já vira em minha vida O vestido era preto com o brasão CL em dourado e o símbolo de uma rosa com certeza era da família Cisplen ou Layer, mas Layer não me soava muito melodioso. Vesti-me, e fui para biblioteca meu coração explodia e borboletas rasgavam meu estômago, fechei os olhos e entrei e quando abri meus olhos ele estava no meio da sala com fraque negro que deixava sua pele ainda mais pálida e seus cabelos negros intensamente vivos, ele me olhava de uma forma que eu nunca imaginaria, com ternura, ele estava lindo. E Então ele se aproximou de mim aos poucos como se estivesse numa corda bamba e qualquer movimento brusco seria fatal para mim. Quando ele se aproximou, já pude sentir que esse caminho não teria volta, ele passou a mão em meus cabelos, segurou minha cintura e lá estava eu mais uma vez hipnotizada por aquela criatura, ele parecia sentir as batidas do meu coração e sorriu, sussurrou ao meu ouvido depois de tantos dias de greve de fala:

–Dile, eu te amo. Não me deixe Dil, não me deixe. Por favor, Eu te amo.

E eu não me controlei, e o beijei. Meus instintos estavam à flor da pele, tanto silêncio e agora tudo rompido como um barulho no meio da multidão, mas aquela sala estava tão silenciosa e eu só sentia seu corpo forte pressionado contra o meu, sentia os botões de sua camisa pressionados em meus seios, o beijo era tão intenso era como se eu estivesse em um dia de verão e ele viesse para saciar toda minha sede e calor, ele destruía e reconstruía meu coração, beijá-lo era como beijar o céu, simplesmente fantástico. Ouvimos duas vozes femininas, que logo as reconheci, eram Eleanor e Eva. Abaixamos-nos sob a mesa, e ainda sim nos beijando e cessando toda aquela falta que sentíamos um do outro, Aron parou de me beijar, mas percebi que não como da última vez, ele me olhava carinhosamente, e ainda segurava minha cintura. Eleanor parecia nervosa:

– Ev... Eva... — nós a espionamos pelo buraco da mesa, e percebemos que Eleanor segurava fortemente a mão da pequena — Eu gosto de você.

– Eu também Eleanor, você é uma ótima amiga – Disse Eva contente e aliviada.

– Mas eu não gosto de você somente como uma amiga... -desabafou.

Nesse momento Eva soltou a mão de Eleanor, franzindo o rosto de maneira desprezadora, com nojo, parecendo uma estátua de horror, se virou e Eleanor tentou tocá-la e Eva se desviou e disse:

– Não me toque, você é repugnante, não me procure mais, não te quero ver pela eternidade. Prefiro morrer!

Eva saiu, Eleanor se pôs aos prantos, nunca vi nem imaginei que veria algum imortal chorar, ainda mais por esse motivo, para eles ou era ‘’8 ou 80’’, estranhei de certa forma, ver Eleanor chorar me deixava desconfortável. Aron olhava para mim com um sorriso torto mais era tão delicado, tudo parecia um grande sonho e quando Eleanor saiu da sala saímos do nosso esconderijo e ele disse:

–Tenho ciúmes de que lhe toca aqueles imortais que você terá de conhecer Dile porque teve que nascer assim como uma prometida? O destino me amaldiçoou- Vi toda fragilidade nos olhos dele, era um sonho?

–Aron — Falei confusa -não te entendo- completei, ainda assim tremendo, ele me fazia ficar assim.

–Dile não pode me entender, mais se pudesse saberia todas as regras e sacrifícios que estou quebrando, é tão proibido...

–Nunca entendo o que diz uma hora me trata feito uma devassa e outra hora feito um anjo.

–Você é meu anjo, minha salvação, mas você é proibida também.

–Então quer dizer que agora você ficara comigo às escondidas como dois adolescentes? Eu já disse não sou esse tipo de garota Aron.

–Não é isso Dile não tenho vergonha de você! Não é uma relação comum humana eu preferia que você fosse apenas uma humana, mas você não é Dil, você é proibida!

–Aron. — Minhas lagrimas iriam rolar, mas me contive olhando fixamente para um livro a esmo.

–Não chore Di. — Ele me abraçou era reconfortante eu sussurrei: Você só me deixa confusa e quando vi rolava em seu olho direito uma lagrima vermelha e especa nunca vi Aron assim tão frágil, porque ele estava agindo assim? Nunca respostas sempre perguntas, quando fiquei no seu abraço eu não queria sair mais, não queria perder aquele Aron frágil e perfeito de quem eu amo e que sou apaixonada, mas logo me deu uma pontada no coração e pensei: Nicolas, meu coração está repartido, mas Aron sempre leva vantagem sobre meu coração eu o toquei como tocara no mesmo dia em que o vi quando tinha meus cinco anos, passei a mão sobre seus cabelos e escorregando para sua face e o selei os lábios suavemente e foi se aprofundando para um beijo calmo, sua mão em minha bochecha e percebi o quão ele me amava e doía para ele, mas doía para mim também e assim ele disse ao pé do meu lóbulo o que me deu calafrios:

–Ange, precisa conhecer os Dion’s, infelizmente.

–Aron não me diga que é apenas um sonho.

Ele sorriu e disse ainda sussurrando no meu lóbulo: “Não é um sonho”, então ele me levou para o Louvador ou como eu chamo sala dos vestidos, Leonard me explicou que era algo referente a “Louvar” as famílias e outras coisas, mas não prestei atenção, então fomos à sala e ele me levou á ala vermelha havia lindos vestidos escolhi um de renda vermelha até os joelhos e com uma cauda atrás e Aron ficou me esperando, e disse:

–Eu seria seu tutor todos os dias e não me importaria não me parece uma tarefa difícil ver você experimentar vestidos.

Logo me corei e dei uma risada tímida e continuei sorrindo, ele me fazia sorrir, era incontrolável, coloquei meus cabelos atrás da orelha e sorri ele se aproximou e tirou das orelhas.

–Prefiro seus cabelos assim. –Ele me acompanhou até o carro e Eleanor estava lá dentro diferente do dia anterior ela parecia sombria e seus olhos não estavam com o brilho intenso e costumeiro mesmo usando um lindo e justo vestido vermelho com renda nas costas.

–Oi... -Estava com medo de sua reação era como conviver com leões domesticados e que não lhe poderiam fazer mal apenas por algum motivo que não conhecia estava com certo receio.

–Olá Dile. — Falou a linda imortal na minha frente tentando esconder sua voz lacrimosa e triste, eu queria consolá-la mais não sabia qual seria sua reação

–Está tudo bem?-perguntei com certo desconforto

–Sim, por que não estaria?- respondeu com desconfiança da garota que jazia a sua frente.

– Por que você não me parece bem... Não estou vendo Eva, onde ela está?- respondi com desaforo

–Eu não sei- respondeu, estava começando a ficar nervosa- Aonde quer chegar?

– Não quero que fique nervosa... Você é uma pessoa legal e bo... — Fui interrompida bruscamente.

–Eva não quer mais me ver, eu me declarei a ela, e ela me tratou como um lixo... Agora já sabe, podemos ir?- Disse com rispidez.

Ficamos em silêncio o trajeto inteiro, então chegamos à casa da família Dion’s. A casa era um palácio de cores fortes e quentes, rubis aflorando a casa. E na porta central, um imortal, moreno, não muito alto como Aron e Nicolas, olhos castanhos e cabelos do mesmo tom, ele era muito parecido com Eva, seu sorriso era muito bonito, ele abriu a porta do carro, e Eleanor se escondeu o máximo possível, perguntei baixinho:

–Você não vai me acompanhar?

–Não... Venho te buscar o mais rápido possível, essa família é desprezível, como Eva. – respondeu

Sai do carro e o garoto imortal me recepcionou perguntando:

– Você que é Dile, não é?

Ele era muito simpático.

–Sim, e você é?- Perguntei

– Adam Dion’s, entre boneca- Disse com um sorriso malicioso.

Eu achei estranho, mas assenti. Entramos, e a casa era muito bem mobilhada, moderna diferente da casa dos Santori, que era excepcional como Nicolas, Nicolas era tão celestial que só de pensar nele me dava arrepios, toquei levemente meus lábios ao lembrar ele. Adam me levou a um campo sem dizer nada, ele apenas me olhava simpaticamente e disse:

–Vamos jogar?- Perguntou Adam com uma bola entre as mãos rindo,

–Hum, Adam boleiro?-Perguntei rindo e mexendo nos cabelos.

–Boleiro não é de bolo?- Perguntou ironicamente e brincando.

–Serve para os dois... — Percebi que ele estava de zombaria- Ah muito engraçado, espertinho.

– Estou brincando boneca. — Ele me chamava de boneca incessantemente e tinha um ar de menino maroto.

– Não estou apropriada para jogar e além do mais sou péssima!- Disse com um sorriso torto.

–Eu te ensino, veja. — Ele jogou as bola e eu peguei e começamos a jogar um para o outro a bola de futebol americano e assim continuamos até eu acertar com força seu ombro e mesmo assim ele sorriu parecia que não havia sentido e realmente não sentiu nada e eu comecei a suar e ele disse repentinamente:

– Boneca precisa comer, vem. — O sotaque dele assemelhava se a um carioca do Leblon.

Assenti e fomos para uma sala de jantar ao ar livre, tinha muitos tipos de vinho e massas e a luz da lua e de velas parecia excepcionalmente romântico, mas não me fez corar, era apenas como se eu estivesse jantando com um bom amigo, a única diferença é que meu suposto “amigo” não comia e apenas me observava. Então bebi muito vinho acho que uma garrafa, e não comi nada, conversa vinha e ia ele era muito legal conversamos sobre assuntos humanos como filme e livro, pensei: que imortal diferente e interessante ele era muito divertido, no final a criada, que eu não tinha visto, me chamou, ele se despediu com um beijo em meu rosto eu sorri, estava um pouco bêbeda e ria de tudo, passei as mãos nos cabelos castanhos dele e ri, fui embora com um divertimento nos lábios, então quando cheguei ao carro, Eleanor ainda estava triste, mas me olhei supressa eu ria e cantarolava My chemical romance I don’t Love you, mas estava muito errado. Nunca tinha ficado bêbada, então Eleanor me pôs no carro e me olhou assustada, eu pulava e ela tentava me acalmar, mas quando vi estava abrindo a janela e gritando ela me puxou de volta e quando cheguei, escorreguei pelo corredor e ri da Eleanor mesmo não havendo graça nenhuma e enfim ela quebrou o silencio e disse:

–Ele te embebedou, família maldita. — Disse ela me ajudando a andar pegando um de meus braços ela era extremamente forte.

–Não, eu que bebi e não comi nada ele deve ter comprado comida sem saber a maioria faz isso, Aron me leve até Aron, Eleanor, por favor. – Pedi a ela, eu falava “mole”, ela parecia esquecer seu sofrimento por um instante.

–Porque Dile?- perguntou ela como se falasse com uma criança.

– Por favor.

Então quando a convenci de me levar até ele, ela me deixou em uma porta pesada de madeira polida e nada convidativa o corredor era vazio sem nenhum outro quarto próximo, então bati na porta e ela foi aberta por Aron sem sua camisa exibindo por completo seus traços e tórax perfeitos como ele, seus cabelos emaranhados a calça semi desabotoada e com o rosto confuso.

– Di o que faz aqui? Céus! Entre... – Disse ele abrindo a porta por inteiro e mostrando um quarto enorme com uma porta francesa enorme de vidro que dava para ver a varanda e lá tinha tantas rosas vermelhas e móveis de varanda, havia outra porta pesada de mármore que deveria ser o banheiro, uma enorme porta de madeira que era o closet e o quarto decorado com coisas extremamente modernas, um enorme sofá, uma televisão grande, uma cama e cortinas, mas o quarto era um bagunça roupas jogadas para lá e para cá, livros espalhados por todos os lados, papéis, armas e várias outras coisas, o quarto era uma verdadeira bagunça, ele jogou um caderno de desenho e um lápis da cama e eu disse:

–Você desenha! Deixe-me eu ver?- perguntei com curiosidade.

–Não... — falou ele com um sorriso torto.

–Aron!

Então eu corri para o outro lado da cama e tentei pegar, mas como ele era muito mais veloz me puxou para trás e caímos no chão, nós dois começamos a rir, eu estava em cima dele, quando lembrei que ele estava sem camisa e que eu sentia sua pele nua em minhas costas, me corei agradeci mentalmente de estar corada, e quando me virei ele estava deitado e sorria como um anjo caído era lindo, demais, seus cabelos jogados na face e então ele passou a mão em meu rosto, nunca fui muito bela deitada mais ele era perfeito de todas as formas, então ele me puxou e nos abraçamos senti seus cabelos roçando nas minhas bochechas, sentindo ele e seu cheiro, me encaixando no vão do pescoço que fazia junção com o ombro, e quando vi estava deitada dormindo sobre ele, seu corpo quente junto ao meu, ele me pegou no colo e me pôs em sua cama, me vestiu com sua camisa e deitou ao meu lado mesmo que apenas se deitando seu coração explodia e voltava, ele queria me tocar, mas parecia que havia algo que o deixava imóvel, apenas nossas mãos se tocavam o que fazia meu coração rasgar e querer mais contato, mas era como se houvesse de alguma forma algo que nos impedia.

Acordei, mas ele já havia partido. Encontrei um bilhetinho sobre o caderno no qual havia lutado para ver: ”Eu te Amo, Dile Vandort”. Ele tinha me desenhado dei um enorme sorriso meu coração batia estupidamente forte só de ver aquilo. Esse era Aron? Eu sorri e quando vi estava com a camisa dele, e vi meu vestido de lado, não me lembrava de muita coisa, mas me lembrei do meu corpo queimando junto ao dele e o cheiro daquela camisa, o cheiro do Meu Aron, cítrico e amadeirado.

Então tomei a liberdade de pegar uma calça dele que ficou larga em mim e guardei o desenho e o bilhete no meu sutiã lá não teria risco de perca e nem de ninguém ver ou pegar, eu estava idiotamente apaixonada por duas criaturas imortais.

Fui para meu quarto, e lá encontrei um bilhete branco comum:

Encontre-me no Louvador

Ass: Eleanor

Troquei-me, e fui para o Louvador, e Eleanor me esperava sentada em uma poltrona bege com um símbolo lilás:

–Bom Dia Eleanor- falei.

–Bom Diia- ela parecia mais animada-dormiu bem?

– Sim, aliás, muito bem- dei um sorriso – e você?

–Sim, mas por que “muito bem”? Aconteceu algo quando te deixei no quarto de Aron?- perguntou com um ar malicioso.

–Não... – respondi com indignação- Claro que não, Eleanor.

–Ainda não- disse baixinho

–O que? – perguntei fingindo não ter ouvido

–Nada... Venha e escolha um vestido, eu já separei alguns.

No final escolhi um lilás e roxo que vinha ate meus joelhos, era rodado e muito bonito como todos que eu já vesti e assim eu e Eleanor conversamos futilidades, ela estava ficando muito próxima de mim, e quando chegamos, a casa era um belo casarão e exalava cheiro de jasmim a casa era muito bela assim como a dos Dion’s parecia viver em um padrão apenas mudavam de cores e formas menos as dos Santori, a porta central era de mármore e os emblemas espalhados como honras tatuadas e uma criada abriu a porta e disse:

–Entre prometida.

Entrei, Eleanor me desejou baixinho “Boa Sorte” e quando chegue à sala, havia muitas frutas de vários tipos, a decoração era oriental e a casa tinha um aroma de incenso muito forte. Um imortal estava deitado em uma das almofadas enormes que jazia na casa, ele levantou o olhar e baixou novamente, percebi então que seus olhos eram como carvão negro assim como seus cabelos, curtos, aparentemente muito bonito e alto, mas não forte como Aron e Nicolas, apenas magro, porém ainda assim muito bonito, eu disse:

–Oi?

–Vamos acabar logo com isso, coma as frutas e finja que gostou de mim, e falarei muito bem de você no conselho- Disse ainda cobrindo o rosto com uma das mãos.

–Não estou com fome, e não precisa falar bem de mim se não quiser, e se quiser que eu vá embora saio de bom grado.

–Ah Garota- disse tirando a mão do rosto- Até que é interessante, se aproxime.

–Por quê?

– Por que eu lhe ordeno.

Virei às costas e sai rindo sarcasticamente quando ele levantou e pegou meu pulso:

–Fique aqui – Disse olhando em meus olhos

–Não sigo ordens ainda mais as suas, nem lhe conheço...

–Então aproveite para conhecer, sente-se e pergunte o que quer afinal você é só uma garota mortal

– Não me trate assim, não sei nem seu nome “garoto”- disse ironicamente, com ar de deboche.

Ele riu, e disse:

–Joseph, “garota”- Ele disse com um ar irônico e fazendo gestos com as mãos.

– Dile- disse seriamente, comendo uma uva, e oferecendo-lhe outra com um sorriso torto

Ele abriu a boca como se estivesse aceitando, mas retornei a mão com a uva para minha boca. Ele riu e aplaudiu:

–Seu nome é estranho, garota

– Ok ”Juséf” – falei rindo, pois não agüentei minha sátira

–Para uma mundana, você me encantou pequena.

–Não sou baixinha- disse o fitando

–Acho que já está na hora- Disse Eleanor nos observando da porta

Ele levantou e foi em direção a Eleanor:

–Está muito bonita Eleanor, só para vir a minha casa?

–Não se iluda não me arrumo mais para você. – respondeu Eleanor cerrando os olhos

Ele a beijou, segundos depois foi empurrado

–Vamos Dile?- Falou Eleanor enquanto Joseph fitava sua boca

–Vamos- Respondi

–Até qualquer dia, que eu espero que demore muito Joseph- Disse Eleanor

–Até — respondeu rindo, ele parecia gostar de Eleanor- Eu sei que gostou.

Eleanor virou as costas saindo, adentramos o carro.

–Vocês já...

–Sim ele é meu ex-companheiro- respondeu Eleanor

– Então, porque aceitou o beijo?- Perguntei

–É uma das poucas coisas que ele faz bem – Disse abrindo um sorriso, eu adorava quando ela sorria.

Sorri, e perguntei:

–Por que terminaram?

Ela parecia ter se lembrado de algo ou alguém...

–Erick- Disse quase sussurrando. – E agora só faltam quatro encontros- Eleanor disse mudando de assunto.

Notas finais
...Continua