Dile: A prometida

5 Capítulo 5 - Fogo gélido


Notas iniciais
Obrigada a todos que leem, um grande beijo e continuem lendo. ♥ Piadinhas sem graças da minha mãe 2: Dile (risos) sabe esse nome parece Dully (risos) Frase da mamãe: Dile toma Dolly com Dully* e vai para Deli* Dully: Uma cadela velha caindo aos pedaços da amiga da minha mãe. Deli: Nova Deli-Índia( cidade).

Capítulo 5 — Fogo gélido

‘’ Somente aqueles que nada esperam do acaso são donos do destino’’

Matthew Arnold

Capitulo 5 – Fogo gélido

Sai atordoada, ele não me amava mais porque me beijou? Tudo estava corroendo minha mente, entrei no meu quarto e desabei na minha cama, ele me beijou a primeira vez, foi uma mistura de sentimentos mantidos presos, como agora esta me ocorrendo essa mistura, felicidade e tristeza, eu era tão ruim assim para ele me beijar e me largar desse modo?

Não sabia responder só, me joguei na cama com as roupas de treinos que no final não foram usadas, e dormi com esses pensamentos me consumindo, me matando, me salvando.

–Leon... Vamos ao jardim das damas... – Disse Antony para Leonard, estavam na sala de treinamento, Leonard o pressionava na parede, o agarrando e com o desejo a flor da pele, que dava arrepios quentes em Antony, o imortal parecia um anjo ou uma pintura, era celestial.

Ele andava e Leonard o abraçava por trás, sorrindo e sussurrando no ouvido do menor, atravessaram a enorme sala e foram pela porta que ficava no fundo e bem escondida por trás de uma cortina de veludo pesado marfim, atravessaram e chegaram ao jardim das damas, era onde Aron havia levado Dile para jantar, mas desta vez não estava com uma mesa e sim um enorme jardim que parecia um tabuleiro de damas, revestido com moveis de ar livre, e uma no havia um divã vermelho revestido de rosas.

–Hum... Você fez isso para gente anjo?-Sussurrou Leonard ao pé do ouvido de Antony que sorriu e disse baixinho quase inaudível.

–Drene meu sangue, até eu achar que sou humano, Mon amour... -Descartando a pergunta de Leonard, Antony se virou seus cabelos lisos e louros jogados para trás e seus olhos azuis estralando de desejo e os olhos carvão de Leonard brilhavam como fogo negro, ele pegou o menor no colo e se sentou sobre o divã, se beijaram com ternura e desejo voraz, um beijo quente, Antony agarrava os cabelos longos e negros de Leo e sua mão caminhava livre pelo corpo do mesmo, então Leonard mordeu os lábios de Antony que sorriu, seus lábios jorravam sangue que o outro bebia e apoiava uma das mãos na nuca do loiro e uma no cós da calça, e se agarrava cada vez mais em seu amado.

–Leon... Vá rápido... — Antony sorriu e Leon inseriu suas presas que pareciam agulhas no pescoço do mesmo, e enfio a mão por baixo da blusa de Antony que gemeu baixinho com o toque e Tony mordeu um dos braços musculosos e límpidos de Leonard que o acariciou, os dois sugavam um ao outro, e quando chegou ao ápice do prazer, Antony caiu sentado de lado no divã e Leonard acariciava as pernas do mesmo, que sorria, as colorações das bochechas estavam vividas e os olhos com um tom azul avermelhado e o de Leonard parecido com um carvão em chamas, então puxou o menino loiro para si e se deitou com ele.

–Eu te amo Antony. Somos adeptos de um prazer carnal que é como sexo para os mundanos- Eles riram com a voz fraca.

–Céus, Leon é como um sexo de vampiros- Eles riram ainda mais- Só que não precisamos ficar nus e é mil vezes mais prazeroso, ah veja do que estamos falando!- Disse Antony com diversão

–Você já fez sexo humano anjo?- Disparou Leonard com suavidade.

–Não, eu acho estranho.

–Anjo...

Ele olhou profundamente nos olhos do outro com encanto e...

Quando acordei, tomei um banho gelado e peguei um vestido, sentei-me na minha cama e fiquei pensando, como meu pai estava? Meu primeiro beijo não conta o primeiro afinal foi uma péssima experiência que me dava calafrios até hoje, e pensando em hoje quanto tempo estou aqui?

Quero fugir, voltar. Em meio a esses devaneios a porta se abriu e uma figura esguia adentrou, meus olhos arregalarão de susto.

–Não sabe bater?- Perguntei ironicamente para Beatrice.

–Até sei mais não vou gastar meu toque nessa madeira. -Disse ela de forma natural como se não fosse estranho.

Ela estava acompanhada com uma mulher ao seu lado mais alta que ela, com os cabelos castanhos repicados um corte bem moderno com um enorme lábio bem bonito e olhos gentis castanhos, era linda parecia ter saído em uma das revistas de pin up.

–Oiiiiiiiiiiiiiii, sou Eleanor Aniora, quer dizer agora uma Cisplen- ela era animada e sorria com os olhos.

–Tá não precisa se apresentar para ela, ela... É... Só... você sabe. — Disse Beatrice de mau humor original como sempre, às vezes tenho vontade de mata lá aos poucos, ela me deprecia me cansei.

–Não diga isso Beatrice! Seu nome é?- Repreendeu Beatrice que pareceu não notar e me perguntou.

Tive um flash Black instantâneo quando ela perguntou meu nome.

‘’Me vi sentada em um pomar sorrindo para uma mulher de cabelos loiros e nua com uma cobra em volta de si, eu mordi uma maça, ela me colocou um colar o mesmo que meu pai me dera quando fiz 15 anos que era de minha mãe, eu ainda sorrindo para a mulher abri o colar e dentro dele estava escrito Angelic Layer (1897) e o bordão ‘’A filha retorna a casa de sua mãe para salvar os irmãos do pecado’’.

Quando voltei à realidade foi um choque mais não as demonstrei, me olhavam esperando uma resposta. Olhares penetrantes, incisivos e atentos. Eleanor tinha uma beleza como de todos fora do normal eram lindos mais evidentemente não tinha nada de humano na beleza vampiresca.

–O nome dela é Dile é muito estranho esse nome não é?- Perguntou Beatrice com um desdém visível no olhar, como olhar para uma concubina.

–É estranho mais faz tanto tempo que não vejo uma humana que me fascinam ela é muito bonita, olha esses cabelos mortos é uma beleza mórbida, sabe se ela não fosse o que é e se fosse uma de nós ela seria linda. – Disse Eleanor com um sorriso como se tivesse dito a coisa mais simples do mundo e sem nenhuma ofensa na voz.

–Ok, quando vão parar de me ‘’manter presa’’ aqui e de caçoar de mim e de meu nome?- lancei um olhar aterrorizante para as duas, Beatrice pareceu não ligar como fazia com tudo e a Eleanor apenas se sentiu sem graça.

–Dile desculpe, não quis te ofender, mais preciso que venha conosco essa semana esta semana esta ausente de suas atividades, irá conhecer as sete famílias.

–Famílias...?- Perguntei com uma desconfiança afinal de quem ela estaria falando?

– Ah o Leo esta um pouco atrasado com seus estudos e creio que você também Trice. – Disse Eleanor para Beatrice que pelo visto tinha um apelido, e que pareceu não ligar e apenas disse com frieza e rispidez:

–Bom você tem que estar bonitinha, você meio que vai a um encontro com cada família e como tem sete serão sete dias de felicidade para você! Então se vista adequadamente, tome um longo banho e pelos céus está pálida como uma folha!- Tocou sua mão fria em minha face e eu desvie.

–É pelo visto não podem falar muito sobre minha palidez!-Eleanor riu o tipo de risada contagiante tinha um sorriso lindo.

– Anjinha!Varias pessoas vem para esse ‘’mundo’’- fez um gesto com a mão, ainda sim cheia de simpatia- Humanos que mechem com magia de transporte e suas almas ficam presas e então a transportamos fisicamente e drenamo-los, também tem humanos que nos chamam e imploram a morte, humanos que são criminosos e inclusive o que vocês chamam de ‘’cadeia’’ metades dos ‘’criminosos’’ são destinados á nos para o abate e assim nos alimentamos, feliz com a resposta? Afinal fizemos leis com o mundo de vocês, dão uma quantia e os deixamos em paz é claro que alguns transgridem essa lei mais são capturados e abatidos como humanos criminosos, são sem honra. – Declarou Eleanor que sorria de forma elegante.

Às vezes eu acho que Beatrice tinha seu próprio mundo afinal ela parecia estar pouco se lixando para tudo menos para Erick, Beatrice no começo foi gentil mais percebo que foi apenas uma mascara e que agora revela seu verdadeiro eu.

–Quem são essas famílias?

Perguntei mordendo meus lábios e com uma expressão de duvida no rosto.

–Há sete famílias, a primeira e mais importante você conhece que somos nós os Cisplen ou Layer que tanto podemos ser chamados por qualquer um dos dois. É uma seqüência mais o menos assim. – Trice tirou o caderno de minha mão e desenhou nele. –Cisplen ou Layer – Dourado e Prata. Simbologia: imagem de Lilith a mãe maior.

–Santori- Azul. Agilidade.

–Dion’s- Vermelho. Força.

–Forllyn – Roxo. Fidelidade.

–Chandel’s – Branco. Inteligência.

–Aniora – Verde. Encanto.

–Guenton- Laranja. Prosperidade.

Terminou Beatrice com sua explicação sobre cada família e Eleanor que estava eufórica com a explicação complementou:

–Cada um dos melhores filhos dessas famílias é escolhido para ser um Cisplen o que deixa a família intensamente alegre e honrosa, ou um Cisplen faz alguma união com algum membro de outra família...

Beatrice interrompeu bruscamente Eleanor que para de falar com decepção e certa raiva.

–Vamos parar por ai, ah eu não vou ir escolher os vestidos nem nada do gênero... Essa não é minha função — Disse Beatrice com os braços cruzados- Chame a Eva, eu não irei.

E assim saiu com olhando para as unhas e sibilando alguma palavra que parecia idiotice mais não me importei ela me cansa e ficaria feliz em não ter de vê-la mais.

–Querida, já esta aqui há bastante tempo para não se importar com ela, venha, cheguei de viagem de Bellveder então estou meio área, como vocês dizem- Deu uma risadinha doce e aguda como sua voz e fui seguindo ela- Hoje você conhecerá Eva.

Assenti com um sorriso ela parecia mais doce que os outros, andamos pelo longo e cansativo corredor até chegarmos a uma sala pequena cheia de livros onde uma imortal baixinha lia um de capa de couro e com as folhas amareladas pelo tempo era bonita e morena, como um filtro de café ecológico, pude perceber que todos aqui são pálidos.

–Eva. – Prosseguimos, eu e Eleanor adentrando a sala sem permissão.

– Oi- Disse a pequena imortal, ela tinha cabelos castanhos escuros e olhos também, mesmo sendo pequenina não passava nenhum tipo de fragilidade e sim força, ela marcou o livro com uma fita e o fechou repousando-o na pequena mesinha de madeira bem polida.

–Essa aqui é a nova prometida Dile essa ai é Eva- Fez um aceno de cabeça para mim e retribui o sorriso dela era engraçado, porém gentil e meigo.

Eu estava quieta esse dia observava muito, Aron adentrou a sala procurando por Eva e de começo não percebendo a minha presença e de Eleanor já fazia dias que não o via nem falava com ele, o estranho é que ele estava com uma blusa amassada, seus cabelos bagunçados, tinha uma aparência desleixada e cansada, como se não fizesse nada á dias, diferente de quando o vi ele sempre bem vestido e com seu cheiro de perfume amadeirado e cítrico, mais hoje a primeira vez que não o vi desse jeito, e quando percebeu minha presença apenas olhou para mim rapidamente, pude ver a fragilidade em seu rosto nunca vista, ele sempre parecia uma mascara de frieza para todos mais dentro de seus olhos vi sua ruína.

–Olá Eleanor, Eva e Srta.Vandort- Cumprimento ele, no final ao dizer meu sobrenome disse com dificuldade, porem disse: Srta Vandort ficou lindo meu nome em seus lábios mais sabia que sua formalidade era provocativa, nunca havia me chamado assim, parecia uma distancia tão grande entre mim e ele como no meu sonho que havia um abismo entre-nos mesmo estando tão perto, agora entendia esse sonho. Ele disse alguma coisa a Eva que apenas assentiu e deu o livro de couro a ele, seu olhar era impassível e entediado para Aron, me perguntei como algo no mundo não se encantaria com ele, mais ninguém daqui se encantava apenas eu, eu e minha burrice tola mesmo sabendo que me tratou como um lixo, mais porque ainda sim cada vez que o via meu coração parecia falhar uma batida ou explodir?

–Eva. Vim aqui para você nos ajudar a escolher um vestido azul para Dile hoje é dia dos Santori.

–Ah sim, vamos.

Então saímos pelo um jardim lindo que nunca tinha visto aquela mansão era tão grande que não tinha visto nem a metade do lugar, quando finalmente atravessamos o longo jardim que parecia nunca se acabar tinha um cômodo enorme com uma porta francesa, Eva abriu e lá tinha vários e vários vestidos de todos os tamanhos e cores, era como um palácio de vestidos me encantava todos eles.

–Aqui- Me explicou Eleanor sussurrando- É onde ficam todas as roupas das prometidas, ah venha- A segui pelo grande cômodo- Aqui é a ala Santori, escolha um vestido daqui, eles são estampados com o emblema da família.

Depois de experimentar vários e pedir a opinião delas, escolhi finalmente um, em cima era todo de renda azul, o tom dele era de vários azuis, em baixo, o emblema estampado, eu me senti uma princesa naquele vestido, mesmo tudo ainda sendo muito sem sentido para mim, então Eva me deu um sapato de salto com uma pequena abertura na frente ele era azul e de seda com o emblema da família estampado pude perceber que dava muita importância a emblemas.

E assim o passou-se o ‘’dia escuro’’ e enfim chegou à noite, estava em um carro que se assemelhava muito com uma limusine, com Eleanor e Eva que também trajavam vestidos lindos azuis e com os emblemas, elas estavam lindas como sempre, eram lindas por natureza e as duas foram boas comigo as únicas pessoas suaves desde que cheguei aqui, meu cabelos estava em um coque meio solto e uns fios escapavam, minha franja sobre meu rosto, eu olhava para fora, parecia estar em outra época enquanto tudo aqui eram tão moderno e ao mesmo tempo tão antigo, o carro trafegava por ruas que pareciam uma mistura de Londres com Paris, parecia um mundo comum a meu ver, mulheres andando com calças, saias e vestidos curtos, e homens com camisas e calças jeans, a moda era moderna, parecia que apenas eu usava vestidos vitorianos da época de Maria Antonieta, Eleanor no ‘’dia’’ trajava uma calça jeans e uma camisa de botões que parecia ter sido cara com um salto, Eva usava um vestido justo até dois dedos acima do joelho de corte clássico e reto com um salto e Beatrice uma calça jeans e uma blusa de renda com uma sapatilha, estava sempre de calça.

–Eleanor tem como me arrumar quando chegarmos uma calça e uma blusa usar vestidos me cansam. – Pedi com delicadeza quebrando todo o silencio.

–Ah claro era só ter pedido estamos a sua ordem querida.

–Obrigada.

E assim Eva estava sorrindo parecia estar imaginando algo. Pude perceber que ela parecia nervosa, e voltei a observar o lado de fora, imortais e vários ‘’carros’’ que tinham formas diferentes e havia lojas, era um mundo parecido com dos mundanos só que ao mesmo tempo muito diferente era tudo tão perfeito algo que humanos nem sonham...

–Chegamos!- Disse euforicamente Eva e Eleanor assentiram me acordando de vários devaneios, pude ver pequeno ‘’pedaço’’ da mansão que parecia ser feita de cristais e gelo e o emblema era bem forte em todo o lugar.

Quando descemos no que parecia a porta principal que era enorme e feita de mármore pesado e no centro da rotatória havia um chafariz com a imagem que parecia um anjo e uma cobra, o motorista que não havia reparado até agora era humano, porém parecia doente e sem alma, Eleanor vendo meu estado de choque disse:

–Humanos viciados, nós damos um pouco de sangue para eles e assim virão nossos servos, temos vários, eles morrem logo, só depois de três mordidas vocês será imortal.

–Entendo.

Assim que o homem abriu a porta entramos e havia uma enorme sala com um piano era bem decorada e muito sofisticada havia apenas um homem lá que olhava para uma enorme janela aberta que entrava um vento frio o ambiente estava escurecido.

–Nícolas Santori. — Disse Eva como se não conhece o imortal.

O homem se virou seus cabelos eram dourados esbranquiçado como a neve e o sol, os olhos azuis como cristais e a pele pálida o que fazia junção perfeita com seus fios um corpo alto e esguio, seus músculos ideais era lindo sua beleza era incomparável nunca vi ninguém assim, suas sobrancelhas bem delineadas e mais escuras que seus cabelos o que fazia parecer um anjo, ele era divino.

–Olá- Disse ele com uma simpatia visível quando sorriu pareceu iluminar seu rosto.

–Olá senhor Santori sou Eleanor e essa aqui é Eva, viemos trazer a prometida para o encontro. –Pronuncio-se Eleanor com Eva muda ao seu lado.

–Então vamos deixá-los a sós, iremos voltar para lhe buscar a meia-noite- Disse Eleanor saindo com um sorrisinho malicioso e levando consigo Eva que também tinha malicia em seus olhos.

–O antigo Santori era seu pai?- Minha curiosidade falou mais alto mais logo depois me arrependi da pergunta.

–Ah- Ele riu simpaticamente com sua voz suave- Bem é que filhos de Lilith são imortais e para nos ‘’reproduzirmos’’ injetamos o nosso sangue em uma filha de Lilith, ou seja, uma ‘’vampira’’ e injetamos um pouco de sangue de anjo para poder ser fértil e assim formando um d.n.a mais e prevalecendo o sangue demoníaco é muito trabalhoso e a criança cresce muito rápido, parando a aparência aproximadamente aos vinte anos. E então assim formando uma família.

– E onde estão todos nesse momento?- Perguntei timidamente ainda perto da porta.

– Na verdade eu sou o filho mais ‘’velho’’ então se eu for eu devo partir contigo.

–Comigo?- Assustei-me e minha voz saiu aguda para meus próprios ouvidos.

–Venha, deve estar com fome está pálida. — Me pegou pela mão e me auxiliou até a mesa de jantar onde havia uma mesa de vidro e mármore e cadeiras do mesmo a mesa com vários tipos de sorvetes, caldas e bolinhos quentes, um petit gateau minha sobremesa predileta, ele me ajudou a sentar como um verdadeiro cavalheiro eu não estava acostumada com isso, e pensando agora já estava me esquecendo da minha vida humana do meu mundo, estava me perdendo nesse novo mundo, Arvak Fenwick.

–Srta Dile?- Acordei do devaneio novamente.

–Sim, por favor, Nícolas me chame apenas de Dile.- Sorri, ele me encarava com os olhos azuis curiosos.

–Eu não sabia do que gostaria de comer então comprei sorvete me disseram que é doce... — Ele sorriu era tímido mais tão lindo que enrubesci com sua atenção direcionada para mim.

–É doce e eu adoro. Você toca?- Deu um sorriso e passei a mão em meus cabelos, e tomei uma taça de sorvete de chocolate com baunilha e uma calda de morango, meus lábios se avermelharam, ele observava passando a mão em seus cabelos ele era charmoso e sexy naturalmente mesmo sem perceber.

– A sim às vezes a eternidade se torna cansativa mais nos dá a oportunidade de aprender e saber muita coisa.

–Toque para mim Nícolas.

–Não negarei nenhum desejo seu Dil- O disse para mim meu nome em seus lábios me dava calafrios e calor, ele era lindo.

–Negaria algum dia. — Provoquei.

– Negare non iuro petentibus dies mei, et non unum tantum nox. – Disse ele em um tom romântico.

– Não sei o que significa.

– Um dia te contarei, mais hoje vou tocar para ti, venha. – Saímos das da mesa, e sentei na poltrona que ficava ao lado do piano branco, ele sorriu e tocou era linda e doce a musica, porém triste eu sorri ele tocava me olhando o que me fez corar eu desviei o olhar, seus dedos abeis sobe o piano parecia apenas vento mexendo as teclas formando a melodia, sempre senti certa ‘’fobia’’ com pessoas próximas demais eu sempre me afastei acho que um dos motivos deu não ter nunca namorado ou ficado com ninguém, apenas uns dos vários.

–Lindo- Percebi que havia dito um pensamento alto o que me fez enrubescer- Digo a musica é linda. – O olhar me penetrava como fogo mesmo seus olhos azuis como gelo.

–Obrigado – Ele sorriu- Então Dile diga-me sobre você, para ser sincero esperei essa noite toda minha vida. – Ele dizia com simplicidade torci que no ambiente escuro ele não pudesse ver meu rosto queimando, porque ele era tão gentil e me dizia isso? Ele nem me conhecia.

–Hum. Não á muito que dizer, além deu estar presa aqui, digo a esse mundo e praticamente não saber de nada. –Ele soltou um leve riso suave, estava sentado no banco do piano mais agora virado para mim.

–Me refiro a sua vida no seu mundo.

–A vários países e tive a oportunidade de ver morar em alguns, antes de vim para cá eu morava em Veneza lá foi um dos lugares mais agradáveis que já morei.

E conversamos mais ele era culto e o tipo de pessoa que é suave e as conversas ficam intensa, gostosas e não me entedia ou perde o assunto.

– Dile venha quero te mostrar uma coisa, ele pegou minha mão eu o acompanhei a mão dele era incrivelmente quente, Nícolas Santori porque meu coração bateu mais forte quando você segurou minha mão?

E quando chegamos havia um jardim com apenas rosas e lindas pareciam brilhar no luar azul e no centro havia um chão de pedra, ele retirou algo do bolso.

– Me concede a honra?

–Não sei dançar...

–Deixe-me guiá-la Dil- sussurrou ao pé do meu ouvido o que me fez sorrir mesmo que involuntariamente, ele pôs as mãos em minhas costas e me guiou ele dançava leve era como estar nas nuvens e ser guiada por um anjo, eu escorreguei no meu vestido ele me segurou se ajoelhando ao meu lado e quando estávamos tão perto, seus olhos azuis claríssimos sobre os meus castanhos esverdeados, seus cabelos com do sol com nuvens, aqueles olhos intensos e doces, então senti sua mão em minha cintura e as minhas sobre sua lombar, ele se aproximou de mim e eu dele, ele me beijou um delicado como se eu fosse quebrar, dando apenas rápidos beijinhos sobre meus lábios então foi se intensificando mais e mais, beijá-lo era como andar sobre as nuvens e sentir um fogo gélido queimando sua pele de desejo visível, meu penteado já estava desfeito e meus cabelos caindo sobre meu ombro era um beijo delicado e cheio de paixão mais tinha algo estreitamente proibido nele, meu coração acelerava percebi que ele se controlava então entre o beijo sussurrei:

–Não vou quebrar Nick.

E toda aquela passividade se tornou um desespero e urgência de sentir um ao outro, estávamos tão perto até não sobrar nenhum espaço entre nossos corpos pude sentir seus músculos e suas costas estavam quentes e então toquei em seu cabelo que era tão lindo quanto ele próprio, estávamos nos beijando loucamente, ele tocava em meu cabelo e contornava meu corpo com sua mão, quando percebi que meu vestido abriu nas costas corei ninguém nunca me vira assim.

–Não devo, não posso, Desculpe quanto atrevimento me...

Então eu o beijei como se dando permissão e cortando sua fala, ele retribui e tocou em minhas costas nuas com suas mãos quentes o que me fez arrepiar, eu estava já transtornada pelo desejo e ele também quando eu estava desabotoando a camisa de Nick ouvi o barulho de um carro e vozes então me recompus abotoando a parte de trás do meu vestido e arrumando meu cabelo rapidamente ele foi mais rápido, percebi que estava muito corado igual a mim, estávamos atrás de uma das roseiras, nos levantados e corri de mãos entrelaçadas na dele até a porta do jardim e sentando em uma dos bancos quando Eva e Eleanor nos chamavam percebi que Nícolas sorria e me olhava com ternura e disse com voz falha, rouca e sussurrante:

–Dile,quero te ver novamente, fuja de lá você está em perigo, eu não sei mais você mudou tudo em mim, Dile antes para mim você só era mais uma mundana mais estou apaixonado por você, você ira me ver novamente?

–Nick eu não compreendo mais quero-te v..

–Ai está vocês. – Disse Eva com Eleanor ao seu lado sorrindo satisfeita. – Vamos Dile.

Olhei novamente para Nick que estava descabelado e ainda sim um anjo lindo e celestial, sorri a ele e me fui.

–Leve o ultimo pedaço de meu coração e alma contigo. –Sussurrou Nícolas mais já era tarde eu já tinha ido.

Notas finais
...Continua