Digital Prophecy: New Days
3 Capítulo 2 - Não é pecado.
Notas iniciais
Quando Elsword termina de se lavar, e fecha a corrente da água no chuveiro, ele rapidamente pega sua toalha e se enxuga.
Aqueles foram dias dolorosos para mim...
Assim que termina ele coloca seu roupão, e sai do banheiro, voltando para o quarto, e agora vendo seu irmão sentado na cama.
Elsword se aproxima do irmão, “Algo em mente?” ele pergunta, Elsy dá um pequeno olhar ao irmão, antes de balançar a cabeça. Elsword se aproxima e ajoelha na cama, logo a frente de Elsy, colocando a mão no ombro do mesmo. “Vamos... Você pode me contar.” Ele diz.
“...Não é nada, Elsword...” ele responde, olhando para baixo. “Apenas... Nunca mais diga isso... Ok?” ele pede, Elsword se sente abalado por isso, a ultima coisa que ele queria ver no mundo era Elsy triste, ele acena com a cabeça, e remove sua mão no ombro de Elsy.
Os dois ficam ali parados, por um tempo, Elsword apenas olhando Elsy com um olhar triste, e Elsy olhando para baixo, não querendo ver os olhos do irmão, para ele, saber que Elsword estava triste por ele estar triste era mais do que uma flecha no peito, mas por mais que fosse tal, ele não conseguia se levar a pedir desculpas pro irmão.
“Eu vou tomar um banho.” Diz Elsy, se levantando da cama, e lentamente andando até o banheiro, “Quer que eu lave suas costas?” pergunta Elsword, isso era uma pergunta que ele fazia sempre pro irmão, normalmente, sem nem perceber, “Não obrigado” responde Elsy quase que imediatamente, a resposta veio naturalmente, e por mais que ele quisesse responder sim, algo dentro dele o impedia.
Elsy fecha a porta detrás dele, deixando Elsword rapidamente sozinho, ele suspira para si mesmo, se levanta e vai até o armário, abrindo-o, tudo que ele quer naquele momento é bater sua cabeça na parede até formar uma cratera.
Alguns minutos depois...
“Hey! Elsa!” diz Elsword, batendo na porta do quarto da irmã, “Elsa! Você ta acordada?!” ele continua chamando “Elsa!”
“Me deixa dormir Elsword!” grita Elsa de dentro, Elsword para de bater na porta, “Gee, esse é o nosso Furacão Humano? Estamos perdidos.” Ele diz, meio baixo. “Ta! Desculpa!” ele responde, e volta a olhar para o corredor.
A casa era algo simples, aqui no segundo andar ficavam os quartos, cada um bem espaçado do outro, sete portas no total, um quarto para cada um, com exceção de Elsword e Elsy, que dormiam juntos, cada quarto era uma suíte, o que fazia com que tudo fosse mais fácil.
De uma das portas sai Rena, usando uma roupa básica, camisa amarela de mangas curtas com um shorts azuis, seu longo cabelo loiro solto, cobrindo o que deve ser a única parte não-atraente na mulher, suas orelhas de elfa. Rena não era do tipo de se mostrar, ou pelo menos, era isso que ela vivia dizendo.
Ela olha pros lados, e vê Elsword na frente do quarto da irmã, ela acena para ele, mas com a outra mão, ela parece fazer algum tipo de movimento para dentro do próprio quarto.
“Hey Rena” diz Elsword, se aproximando da mulher, “Então, vamos ao shopping hoje?” ele pergunta.
Rena anda até Elsword, os dois se encontrando no meio do caminho. “Em mais ou menos cinco horas.” Ela responde, “Espero que não se importe, mas eu chamei mais gente hoje.” Ela continua, não era incomum que ela fizesse isso sem contar para os outros, felizmente, eles eram tão sociáveis quanto praticamente todos da guerra.
“Posso perguntar quem?” Elsword diz, embora ele já tivesse certeza de que pelo menos uma pessoa viria, “Bem, eu chamei o Tsubaki, o Benny, o Sayuri, O Gomamon...” ela disse, e coloca o dedo no queixo, como se estivesse pensando, ela sabia que tinha convidado esses quatro de cabeça – ela sempre convidava eles, afinal – mas os outros ela não tinha certeza. “...Davis, Takato e Guilmon...” ela continua, e continua pensando, porém sua linha de pensamento é rapidamente interrompida por Elsword.
“Poderia parar de convidar eles?” diz Elsword, “Sério, é legal que você queira que os quatro casais homossexuais da guerra sejam grandes amigos, mas você ta meio que exagerando.” Ele continua, “Não que eu não goste deles, mas... Geez.”
“Sinto muito Elsword, eu só pensei que seria legal que vocês oito se conhecessem melhor, nós ainda somos a parte “proibida” do exército, afinal.”ela continua, sim, o tão conhecido “Team Omega”, formado por ela, Elsword, Elsy, Elsa, Aisha, Eve, Chung, Raven e mais alguns, era uma das grandes partes “proibidas” do exército, ninguém costumava falar com eles simplesmente por que eles eram de um ranking “maior”, poucas pessoas se quer tentavam se aproximar deles, felizmente – ou talvez, infelizmente – eles não estavam sozinhos, Tsubaki, Sayuri, Benny e BlackGuilmon eram parte proibida também, porém ninguém parece perceber que eles são de ranking ainda maior que o próprio Team Omega.
“Nós já somos amigos, mas não precisa ficar chamando eles toda vez que nós confirmamos que vamos.” Elsword responde. “Me perdoe...” responde Rena.
“Ah, não esquenta.” Elsword responde, “Mas então, mais alguém?” ele continua. “Ah, sim, BlackGuilmon também confirmou que vem, fora isso, eu tentei contatar o resto do time, todos recusaram, menos Joshua e Cereza, que disseram talvez.” Ela responde.
Elsword suspira, quando os dois diziam “talvez” eles queriam dizer “Sim, mas só vamos aparecer no meio de tudo e fazer uma grande entrada excepcional pra todo mundo notar que não somos humanos normais” ele completamente odiava isso, eles não queriam ser vistos pelo mundo como o “Team Omega”, mas sim como humanos.
“Ah bem, não há o que fazer sobre isso” responde Elsword, “Mas, então...” ele continua... Antes que ele fosse interrompido pela porta de seu quarto sendo aberta, e de dentro, saindo Elsy.
“A-ah... Senhorita Rena...” diz Elsy, num tom baixo, e se aproxima dos dois. “Ah, bom dia Elsy.” Responde Rena, calma, mas por mais que não demonstrasse, ela foi salva pelo gongo, ela podia mentir, e bem até, mas quando o assunto era o que Elsword estava prestes a perguntar, ela não podia mentir sobre seu progresso, progresso que ela não teria feito ontem, pois ela estava... Ocupada. Felizmente, todos os quartos eram a prova de som.
“B-Bom dia...” ele responde, e se aproxima do irmão, ainda um pouco apreensivo, Elsy era extremamente tímido ao lado de Rena, o único motivo era a beleza dela, ou mais precisamente, seu busto enorme. Felizmente, ele voltava ao “normal” quando alguém além de Elsword estava por perto.
Elsword dá uma pequena risada, ele sabia por que Elsy ficava envergonhado na frente de Rena, por mais que ele tratasse Elsy com carinho, os dois ainda eram homens, afinal, o que o deixava feliz. Assim que ele termina de rir, ele vê algo azul e pequeno correndo pelo corredor, ele era rápido e quieto, se não fosse sua coloração completamente azul, ele teria passado despercebido, o mesmo teria vindo de dentro do quarto de Rena. Elsword olha pra cima, e solta um pequeno suspiro, ele estava prestes a perguntar sobre o progresso de Rena, mas com aquela pequena criaturinha azul – Veemon – saindo do quarto dela, ele sabia que ela não tinha conseguido nenhum.
“Mas então, Elsword. Conseguiu algum progresso?” pergunta Rena, Elsword rola os olhos quanto a isso, “Diferentemente de você, sim, eu pratiquei um pouco ontem. O concerto é em uma semana afinal, eu tenho que me preparar.” Ele responde.
“Está insinuando alguma coisa, Elsword?” ela responde claramente irritada, ela já tinha percebido que Elsword percebeu, mas ele não precisava ser um babaca quanto a isso. “Bem, se a carapuça serviu.” Ele continua.
Elsword fecha os olhos, ele sabia o que estava prestes a vir, toda vez que ele era remotamente rude com uma das garotas – principalmente Rena – ele sentiria alguém tocando em seu ombro, e cairia inconsciente pelos próximos 20 segundos.
Porém, por mais que esperasse nada acontecia, ele abre os olhos, confuso, e se vira, para ver que o corredor atrás dele estava completamente vazio... Ele então sente algo acertando ele na cabeça, e ele sendo jogado contra a parede.
Elsword, caído, abre os olhos, e se vê sendo segurado por Elsy, ele não teria apagado por dois segundos, mas fora Elsy, o que ele notou fora Rena e Eve fazendo um sisfist, “Mas o que foi isso?!” ele pergunta, segurando a cabeça “Vocês completamente quebraram o padrão!” ele continua. O “padrão”, no caso, seria que quando ele era rude contra Aisha e Rena, Eve apareceria atrás dele – caso estivesse acordada, e ela era sempre a primeira a acordar – tocaria seu ombro, ele viraria, e sentiria o tão-familiar tapa de Eve.
“Elsword, você está bem?!” pergunta Elsy, preocupado com o irmão. “Estou bem sim, eu consigo agüentar um chute da Rena.” Ele responde, Rena e Eve dão uma pequena risada juntas, “Bem, não gostamos de ser previsíveis” diz Rena. “Mas você realmente precisa aprender como tratar uma dama, Elsword.” Diz Eve.
“Há! Como se ele pudesse.” Vem uma voz subindo as escadas, era Aisha, a segunda mais nova do grupo, ela usava uma camisa azul com um símbolo de gatinho, e calças pretas para aquela manhã, descendo o corredor, ela dá um pequeno aceno para o grupo.
Elsword responde com um rosno na direção de Aisha. “Pelo amor de deus Aisha, essa não foi legal.” Diz Rena, felizmente, ela e Eve estavam entre Elsword e Aisha, se não fosse por isso, os dois já estariam se matando, ou prestes a. “Não importa, ele vai ter que aprender mais cedo ou mais tarde.” Aisha responde, ela era a menos amigável quando se tratava de Elsword, ela não tinha preconceito com o que Elsword teria escolhido para um estilo de vida, ela só acha que ele estar junto com o próprio clone é algo nojento.
“E se eu não quiser aprender? Somos praticamente imortais, lembra?” Elsword diz, era verdade, os dados deixavam suas formas sempre jovens, e graças a suas forças, serem mortos em batalha era praticamente impossível. “Tudo morre uma hora ou outra.” Responde Aisha, ela sabia disso mais do que ninguém, ela não teria mudado seu titulo para “Anjo das trevas” por nada. “Enfim, o café está servido, e poderia falar pro Veemon que se ele quiser passar por mim é melhor ele aprender a esconder seus batimentos cardíacos.” Ela diz, para Rena, voltando a descer o corredor e as escadas.
“Sua vaca!” grita Elsword, “Obrigada pelo elogio!” responde Aisha, os dois nunca se entenderiam.
Rena suspira, os tempos em que os dois se impressionavam de ver ela brava já se passaram a anos, com o nível de poder de Aisha e Elsword, os dois poderiam derrotar ela sem problema algum se ela não tomasse cuidado, fora que ela era uma pacifista, ela detestava ter que lutar. “Sinto muito Elsword.” Ela diz.
“Não é culpa sua, ela é uma vadia mesmo.” Ele diz, se levantando, Aisha teria parado de ser arrogante com ele alguns anos atrás, mas recentemente, ela tem ficado mais e mais arrogante, isso começou quando eles começaram a fazer shows pelo mundo – eles eram uma banda oficial, agora – e Aisha teria ficado como a mais famosa do grupo, quase sempre estando na frente, o que não era surpreendente, com ela sendo a vocalista. Isso começou principalmente depois do maior show que deram ainda, cuja atração principal era a musica “Divindades em chamas”, que não só teria ela cantando e dançando, Eve e Rena também estariam fazendo o mesmo, o que mais chamaria atenção, porém, eram seus truques com a foice, ela é a única mulher que o mundo conhece que dança com uma foice de verdade, afinal.
Eve coloca dois dedos em sua testa, sua pequena versão de um facepalm, não eram nem oito da manhã ainda, e os dois já tinham brigado, “Enfim, é melhor irmos, e se quiserem saber, eu não tive tempo de praticar o teclado ontem, fiquei revisando os sistemas de Oberon e Ophelia.”
“Eles já são perfeitos o bastante, não acha?” diz Elsword “Não serão até terem um subconsciente e mente própria.” Eve responde. “Não acha que seria uma má idéia seu servos terem uma vontade própria?” Elsword pergunta.
“Desculpe-me se eu trato meus “servos” como meus iguais, Elsword. Eles podem não ser tão humanos quanto eu, mas eles ainda são Nasods, e eu vou tratar o que sobrou do meu povo com carinho.” Ela responde irritada, e se vira, seguindo para o fim do corredor.
“Será que todo mundo nessa casa acordou com o pé esquerdo hoje?” Elsword diz, seguindo pelo corredor, Elsy seguindo ele logo atrás. Rena no caso, não estava com fome, então ela volta para seu quarto, e se prepara para praticar a bateria, ela sendo a mais rápida da equipe era a pessoa perfeita como baterista. Besides, ela não queria ser a vocalista principal.
O dia se passa sem mais confrontos, Chung e Raven são os dois próximos a acordarem, e se juntam ao café da manhã logo antes de Aisha terminar o dela, Elsa é a ultima a acordar, e acaba tomando café sozinha, Elsy e Elsword saem da casa juntos, prometendo voltar antes da hora de irem ao shopping, os dois não tinham um rumo em mente, eles só queriam ficar juntos naquela manhã, ambos o mais longe possível de Aisha, e o mais sozinhos possível, felizmente, a casa deles era bem desolada no digimundo, quase ninguém chegava até ali.
Elsa não tinha muito que fazer, então ela voltou a dormir, ela não iria com eles no shopping, não dessa vez, ela era a mais preguiçosa e dorminhoca do grupo, depois de tanto sofrimento que teria passado na Grand Chase, era de se esperar... Embora ninguém soubesse.
Raven ficaria naquele dia andando pelo digimundo, era a única coisa que ele podia fazer, em essência, ele era um monstro, então ele gostava de ficar entre outros “monstros”, felizmente, os digimons selvagens ficavam contentes em ignorá-lo completamente, pelo menos a maioria deles.
Chung era o mais sem-vida entre todos os outros, passando seu dia apenas praticando a mira no campo de tiro-ao-alvo que tinham feito nos fundos da casa. Eve passava o dia praticando o teclado, cuidando dos códigos de Ophelia e Oberon, ou simplesmente cuidando de códigos em geral, seu objetivo principal de vida era refazer os Nasods, e ela trabalhava muito para isso.
O que restava Aisha, e Rena, Rena era a mais social do grupo, ela não conseguia ficar em casa muito, então depois de duas horas de um bom treino na bateria, ela vai para o mundo real, mais especificamente Tokyo, confirmar a presença de Joshua, e fazer qualquer coisa que pudesse para passar o tempo.
Aisha ficara basicamente sozinha em casa, sozinha em seu quarto, ela tinha feito uma sessão extra de treino no dia anterior, sua voz ainda estava um pouco cansada por causa disso, então ela estava apenas descansando em sua cama.
Mas ela não queria descansar, ela estava precisando fazer alguma coisa, não era tédio, era simplesmente muita energia acumulada. Ela se senta na cama...
Uma vontade estranha entra seu corpo... Estranha, mas familiar, era uma coisa que ela não tinha sentido em muito tempo, mas ela sabia o que era...
Sua vida teria sido destruída depois que soubera que sua vida era uma mentira, sua dimensão destruída, que teria entrado em colapso, e depois, ela foi jogada em uma guerra, e depois dela, mais uma, e várias lutas entre isso, ela matou não apenas milhares, mas milhões, a morte estava em seu sangue, era sua vida, e ela sabia disso, seu maior amor – o canto – era a única coisa que a impedia de matar hoje em dia... Ela também fazia algumas musicas, “Divindades em chamas” era uma delas, e também sua favorita...
Mas claro, com letras como “Sejam bem-vindos ao fim” ou “Aceite o caos por que no fim ele é tudo”, ela sabia que ela apenas fazia musica baseada em seu desejo de matar...
Ela se levanta, e lentamente segue até seu guarda-roupa, abrindo-o, é difícil de ver, mas no fundo, existe sua roupa de batalha. Ela pega a roupa, peça por peça, e segue até o banheiro, ela rapidamente se troca, abrindo a porta, e olhando no espelho de seu quarto para ver se estava tudo em ordem, era um vestido difícil de vestir, afinal.
Depois de se olhar no espelho, e arrumar algumas pequenas partes, ela olha para a porta, e cria um pequeno familiar – uma esfera branca de energia da qual ela poderia ver por – e o faz atravessar a porta.
Ela olha para os lados, e não vê ninguém, ainda bem, ela desfaz o familiar e se olha novamente no espelho, estendendo o braço esquerdo para a esquerda.
Ela se pergunta se isso é uma boa idéia, hesitando, mas ela continua, dobrando o braço esquerdo para dentro, e estendendo o outro para baixo...
Em sua mão direita, aparece um cajado em forma de machado, com uma decoração de morcego, e em sua mão esquerda, lentamente, uma foice vermelha toma forma, a foice era grande o suficiente para que sua lâmina passasse por cima da cabeça de Aisha, entre o cabo e a lâmina, estava um morcego vermelho, ela não tinha nada com morcegos, mas alguém tinha.
Do nada, correntes começam a circular seu corpo, ela sabia exatamente o que aquilo significava, elas entrelaçam na foice, flutuando levemente em sua frente, atrás, ela realmente parecia demoníaca com tudo aquilo, mas o ultimo toque ainda estava por vir...
No espelho, ela conseguiu ver uma forma branca com olhos amarelos aparecer atrás dela, a forma estende uma asa e cobre Aisha nela, olhando firmemente para o espelho, para que Aisha pudesse vê-lo. “Eu senti sua falta, Aisha.” Ele diz
Aisha exita por um único momento, antes de sorrir para o mesmo, “Eu também senti sua falta, Anger.”
TO BE CONTINUED...
Notas finais
Also, Anger é o morceguinho da Void Princess, pra que não sabe.
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