Digital Prophecy: New Days
1 Capitulo 0 - Sessão Do Caos
Notas iniciais
Uma única criatura caíra ao chão, seu corpo se tornando imóvel, e lentamente desaparecendo, até que nada a não ser poeira ao vento ficasse.
Uma mulher de 19 anos, com seus cabelos longos e vermelhos, segurando duas espadas ofegava na frente do corpo-agora poeira, “Conseguimos...” ela diz, entre respirações fortes.
A mulher, Elesis, se levantara de seus joelhos, segurando com força suas duas espadas, Elesis era a líder do grupo que teria sido mandado para derrotar a criatura conhecida apenas como “Chaos”, a Grand Chase, como eram chamados, era a elite do continente de Vermécia, o grupo teria se começado com apenas três aventureiras, Elesis, Lire, a arqueira elfa, e Arme a maga de Serdin. Mas pelos três anos que a viagem durou, as três encontraram vários aliados.
Começando com Ryan, o jovem druida, amante da natureza, seguido por Ronan, o arcano, Lass, que fora possuído pela rainha das trevas, Cazeaje, Sieghart, o “Furacão Humano”, guerreiro lendário enviado pelos deuses, Amy e Jin, a dançarina e o lutador da Terra de Prata, Mari, a técnomaga, Dio, Erys e Zero, os viajantes de dimensões, todos eles se juntaram para derrotar Chaos, e agora, o trabalho estava feito, seu grande inimigo derrotado.
“Conseguimos...” repete Elesis, ainda tentando recuperar o fôlego, ela, acima de qualquer outro do grupo, era a avante, diferentemente dos outros, ela não tinha nenhum ataque a distância, e servia normalmente como uma distração para o inimigo, enquanto os outros cuidavam do dano bruto. Sieghart, seu ascendente, o primeiro da família, estava a seu lado, tendo dessa vez se juntado a sua descendente na linha de frente, ele estava igualmente cansado, se não fosse pelo fato de ele ser semi-imortal, ele estaria falando alguma coisa do tipo “Estou muito velho pra isso.”
Elesis se vira para o grupo, levantando sua espada “Conseguimos!” ela diz, finalmente em voz alta, o grupo, ainda ofegante, demora um tempo para responder, mas Arme é a primeira. “Obrigada, Deus...” ela diz, se deixando cair de joelhos, e segurando seu cajado com força, ela estava cansada, quantas magias teriam soltado naquela única luta? Ela realmente não sabia, ela costumava precisar de apenas duas ou três magias para acabar com exércitos inteiros de inimigos, mas não importavam quantas ela utilizasse, o inimigo simplesmente não caia.
Vários sorrisos cresceram no rosto do grupo, comemorações de todos os tipos, alegria em geral, Elesis escaneou o grupo rapidamente, e viu uma coisa que ela pensou que nunca viria, Lass, o calmo e sempre quieto do grupo, aquele tipo que não sorri não importa o custo, tinha em seu rosto o mais belo sorriso que ele poderia dar, Dio, que era similar, mas muito mais falante e arrogante, também sorria.
Palavras não poderiam expressar a felicidade do grupo naquele momento, nada precisava ser dito, congratulações estavam presentes, todos estavam felizes, o mal estava acabado, Chaos, a verdadeira fonte de todo mal, estava morto, derrotado, punido, acabado.
Elesis se vira para seu ascendente, ainda caído no chão, descansando como pode e com um sorriso no rosto, ela diz “Conseguimos, Sieghart.”
“Sim... Conseguimos querida Elesis.” Ele responde, sorrindo, honestamente, Elesis odiava ser chamada de querida, mas naquele momento, ela não poderia ligar menos.
Mas por mais que todos estivessem felizes, nada poderia evitar o que estava prestes a acontecer...
“Heh.” Vem uma única voz, todos seguram suas armas firmemente novamente, e se deparam com o mesmo inimigo que tinham acabado de derrotar. “Mas... Como?” pergunta Elesis, preparada para qualquer movimento.
“Não percebem?” diz Chaos, começando a rir maniacamente, mas claro que eles não entenderiam, eles são apenas humanos. “Então, me dêem a oportunidade de mostrar a vocês.” Ele continua, cerrando a mão direita em um punho.
Ao redor, o lugar começa a mudar, todos se concentram firmemente no inimigo, não é como se essa fosse a primeira vez que ele tentara usar uma ilusão contra eles, se concentrar no inimigo era a chave para quebrá-la.
O lugar se torna... Um negro... Nada podia ser visto, nada além de o próprio Chaos. “Esse, é o começo de tudo.” Ele diz. Elesis tenta falar, mas suas palavras são em vão, “Como podem ver, vocês não existem, suas palavras e ações não existem, mas eu existo.” Ele diz, e continua a rir, sua risada ecoando no espaço negro.
Então, cinco entidades aparecem além de Chaos, cada uma extremamente diferente da outra, nenhuma delas reconhecida pelo grupo, nenhuma além de... Gaia? “E essas, foram as minhas primeiras criações.”
Elesis não estava entendendo, Gaia é a mãe Terra, progenitora de vida, e deusa da vida, se ele criara uma deusa tão poderosa quanto Gaia, então quer dizer... “Tudo, no começo, apenas eu existia.” Ele diz “Então, eu criei os primeiros cinco deuses, Érebo, Tártaro, Eros, Nyx, e Gaia. E eles, fizeram o resto do trabalho em criar o mundo, e o universo em si.” Ele diz.
Ela não podia acreditar no que estava ouvindo, mas Elesis sabia que isso era um truque – só podia ser! – eles ajudaram os deuses, incluindo Gaia! Se ela soubesse disso, por que não a contaria? “O ditado, “és pó e ao pó te tornarás”? Tudo veio do caos, tudo volta ao caos.” Ele continua “Eu sou, mais do que imortal, eu sou a própria existência.”
Então, o grupo se retorna a sala de confronto que estavam antes, dentro do grande castelo de Chaos, “Então, façam a si mesmos um favor, e saiam da minha frente, vocês podem me derrotar nesse corpo quantas vezes quiserem, eu sempre retornarei. E se eu fosse para usar o meu poder verdadeiro em vocês, vocês não durariam três segundos.”
O grupo olha entre si em desaprovação, alguns não podem acreditar, outros acham que isso é um truque, e outros acham que ele está certo, mas de um jeito ou de outro, no fundo no fundo eles sabiam, que Chaos não estava mentindo – e a verdade nua e crua era simples, ele não estava.
“E você, foi um ótimo utensílio.” Vem outra voz, familiar ao grupo, eles olham para o local de onde ele viera, e vêem ninguém mais e ninguém menos do que a deusa da vida, Gaia, com seus longos cabelos verdes, e seus braços entrelaçados entre vinhas, uma pequena flor colocada entre elas, a mesma coberta por um manto branco, sutil e eficaz, ela estende a mão para Sieghart.
“Você sabia disso...” diz Sieghart “O TEMPO TODO?” ele grita, se tomando pela raiva, sua aura negra começa a ondular o espaço ao redor do mesmo, ele nunca sentira uma ira tão grande assim em sua vida, com sua grande arma em mãos, ele corre em direção a Gaia, “SUA VACA!” ele chinga, balançando sua grande Soluna em direção a deusa, a mesma não precisa fazer nada, Sieghart é jogado para longe, caído no chão.
“...Desgraçada...” ele diz por debaixo da respiração, pegando novamente sua Soluna e correndo novamente a deusa, ele já tinha derrotado o próprio deus da morte antes, não teria problemas em derrotar a deusa da vida.
Do nada, uma nova criatura, utilizando nada mais do que um vestido sutil e leve preto, com um corvo negro em seu ombro direito e longos cabelos pretos aparece na frente de Sieghart, tocando sua testa gentilmente. “Bem-vindo” diz a mesma, Sieghart não conseguia mais controlar seu corpo, ele lentamente começa a flutuar no ar, suas duas armas caindo no chão, e ele preso em uma posição de T, com os braços abertos, significando a cruz, e que “O santo fora crucificado.” “Meu querido pupilo.” Diz a mulher.
“M-Mas quem...” pergunta Sieghart, mas ele não tem tempo de terminar a frase antes que suas pernas lentamente comecem a desaparecer. “Obrigada, Nyx.” Diz Gaia, oferecendo a outra mulher uma mão, “Não há de quê, querida irmã.” Continua a mulher de cabelos pretos – Nyx, a deusa da noite – e as duas desaparecem no ar.
“Sieghart!” gritam o grupo, todos menos Dio e Erys se aproximam de Sieghart, mais do que preocupados. “Parece... Que eu não vou conseguir...” ele diz. “Elas botaram a minha alma em sono novamente... E eu duvido que eu vá voltar a acordar...” ele continua.
Todos queriam dizer alguma coisa, mas era inútil, palavras, magias, nada podia contra os poderes dos deuses. “E-Elesis...” Sieghart chama, e a espadachin-agora-Justiceira se aproxima de seu ascendente, com curiosidade e medo do que o mesmo quer falar. “P-Por favor... Eu sou apenas um escravo dos deuses agora... Então... Eu quero que você leve a nossa família a glória...” ele diz, entre vários gemidos de dor, sua alma, agora já metade esvaecida, se tornara fraca e frágil, Sieghart não podia ir, sem terminar seu ultimo pedido a sua única descendente. “Leve... O meu titulo... Continue nossa linhagem... Não deixe que deuses sejam... O fim da nossa família...” ele continua.
Uma coisa que não tinha acontecido com Elesis há anos e anos acaba acontecendo, uma lágrima escorre por seu rosto, com suas únicas forças, ela larga suas duas espadas e diz “Sim... Eu prometo Sieghart... Levarei nossa família a glória... Eu farei de tudo...”
“É o que eu espero de você...” ele diz, seu peito já se esvaecendo, seu pescoço, e rapidamente, sua face, “... Furacão Humano...” ele continua, antes que sua face inteira e seu cabelo se esvaeçam, restando nada do antes glorioso guerreiro.
Ninguém consegue falar nada, todos estão em uma grande perda por palavras, o grupo, em completo choque, olhando para onde ficara o corpo de Sieghart, mas o que mais os assombra, seria a guerreira Elesis, tão inquebrável quanto aço, tão resistente e forte, corajosa e sem medo, caída, chorando, na frente de onde ficara o corpo de seu ascendente.
“Vocês podem sair daqui, voltem para sua medíocre dimensão” diz Chaos, que olhara tudo com desgosto, com um estalar de dedos, um portal aparece ao lado de Erys e Dio, Dio olha para o portal, e sem olhar para trás, entra no mesmo. Erys olha para os aventureiros, não com um choro, ou com qualquer expressão negativa, mas sim, com um sorriso, “Bon Voyage!” ela diz, acenando e mandando um beijo para o grupo, antes de sair pelo portal.
Zero se distância do grupo, e dá uma ultima olhada para eles, “Adeus”, ele diz, segurando sua Grandark com força e raiva, a mesma o dava ordens para atacar Chaos, mas ele não a obedeceria, não mais. Ele passa pelo portal sem mais palavras, e o mesmo se fecha.
“E enquanto a vocês.” Diz Chaos, estalando os dedos novamente, criando um novo portal. “Sumam da minha frente.” Ele continua.
Os aventureiros dão uma ultima olhada para Chaos, Ronan é o primeiro a passar, rapidamente seguido por Lass e Ryan, os três não estavam pra conversa naquela hora – nenhum deles estava — Mari passara depois, sem dizer uma palavra, ou mostrar uma única emoção, Lire olha para Elesis, ainda caída no chão, e sem poder fazer nada por sua amiga, também passa pelo portal.
Dos aventureiros, apenas Arme e Elesis restavam, mas Arme, sem dizer ou se quer olhar para Elesis, passa pelo portal.
Elesis fica ali, caída, chorando, por mais alguns segundos, antes de finalmente pegar sua duas espadas, se levantar, deixando uma ultima lágrima cair de seu rosto, e finalmente, passar pelo portal. Chaos, finalmente tendo se livrado do grupo, volta a seu trono.
Chaos teria os mandado de volta para Vermécia, agora, cansado, exausto, e mentalmente abalados...
O que restou da Grand Chase começou a sua longa caminhada de volta para casa, mas todos sabiam, não existia casa para se voltar, Serdin, Canaban – toda a Vermécia – estava destruída, mas, a caminhada de volta era o único objetivo que tinham em mente, eles teriam perdido três anos para chegar aquele ponto, três longos anos, e perderam tudo, com alguns meros fatos que desconheciam... A caminhada era tudo que tinham, todos sabiam que perguntariam “E agora?” quando chegassem lá, mas ninguém ligava, simplesmente chegar lá era o objetivo, era um objetivo, e por esse momento, era tudo que precisavam.
A caminhada começou por minutos, horas, e dias se tornaram semanas, eles tinham um continente inteiro para cruzar a pé, afinal, o dia inteiro era usado para a caminhada, e as noites para o descanso e para adquirirem comida, ninguém falava nada, todos estavam em silêncio, durante os dois meses que a caminhada durara ninguém disse uma palavra se quer.
Então, uma noite, no meio do deserto, enquanto todos estavam ao redor da fogueira, tendo acabado de terminar a janta e estavam prestes a dormir...
“Já chega disso.” Disse Elesis, se levantando, todos – menos Arme – a olham com sobrancelhas levantadas, curiosos para saber o que ela diria. “Não podemos ficar assim.”
“E o que pretende que façamos?” pergunta Ronan, sem perder tempo, essa era a verdade nua e crua, eles não tinham o que fazer, com basicamente todos os continentes que conheciam destruídos e/ou naturalmente inabitáveis, era impossível eles acharem um lugar para viver.
“Não importa.” Diz Elesis, “Perdemos três anos da nossa vida, e o que isso importa? Nada. A vida continua, ainda estamos vivos, e ela não vai parar só por que queremos, devemos continuar em frente, não importa o que.” Ela diz.
“Você parece ter um plano.” Diz Ryan, com um tom sarcástico, ninguém estava realmente acreditando nela, por mais que ela fosse a líder, ela nem sempre era a melhor com as palavras.
“E tenho.” Ela diz “Eu nunca contei isso pra vocês por que achei desnecessário, mas... Eu não sou de Canaban, ou pelo menos, não da capital.” Ela diz, tendo trazido a atenção de todos, “Eu vim de uma vila a pouco menos de uma hora de caminhada da capital, eu nasci e cresci lá, e fui treinada por meu pai, lá.” Ela continua.
“Meu pai me treinou para seguir os passos dele, e foi por isso que eu me juntei aos cavaleiros vermelhos e me tornei a líder deles, para poder seguir os passos dele, eu virei parte da Grand Chase não só pra procurar meu pai, mas sim, para mostrar a ele, onde quer que ele esteja que eu era a mulher forte que ele queria que eu fosse.” Ela continua. “Agora que essa expedição não levou a nada, eu vou voltar, meu pai pode ter voltado enquanto estive fora, e ainda preciso cuidar da minha mãe...” ela diz, e lentamente coça a parte de trás da cabeça. “E isso é um pouco embaraçoso de se admitir, mas eu também preciso cuidar do meu irmão mais novo.”
“Você tem um irmão?” pergunta Lire, um pouco surpresa, “Sim, tenho, ele é catorze anos mais novo que eu, então ele deve ter seis anos hoje.” Elesis responde “Sieghart me pediu pra continuar a linhagem da família, então eu vou treiná-lo do jeito que meu pai me treinou, mas eu também vou agir como uma boa irmã mais velha. Ao invés do tratamento duro que meu pai me dava.” Ela continua.
“Então em outras palavras, você vai ser uma dona de casa.” Diz Lass, abrindo um sorriso e olhando pra cima, todos ficaram surpresos com isso, Lass era do tipo que praticamente não falava, e se quer sorria, essa era a primeira, e talvez a única brincadeira que ele faria com o grupo. “Bem, uma dona de casa que pode chutar muitos traseiros.” Diz Elesis, com um pequeno riso no rosto. “Mas ainda sim uma dona de casa.” Completa Lass.
Com a exceção de Mari, o grupo entrou na gargalhada, ela bom o grupo estar se sentindo bem depois de meses de depressão, pelo menos, alguém tinha um objetivo.
“E enquanto a vocês?” pergunta Elesis, se sentando de novo, olhando especificamente para Lass. “Eu não sei, eu não tenho muito que fazer”. Diz Lass, “Eu acho que vou simplesmente viajar por ai, acabando com o mal que eu encontrar, ele pode ser indestrutível, mas nada nos impede de deixá-lo mais fraco, não?” ele diz, sorrindo para Elesis, com o tipo de sorriso “Não esperava por essa, não é?”, antes que Elesis pudesse responder, porém, ela é cortada por Ronan. “Eu vou com você, não existe muito pra mim mesmo. Vamos trabalhar bem juntos.”
“Eu só espero que consiga acompanhar.” Diz Lass, era verdade, Lass era o mais rápido do grupo, com movimentos que nem mesmo os olhos ótimos de Elesis poderiam acompanhar, mas com Ronan e Lass, eles seriam uma dupla de batalha e tanto.
“Heh, boa sorte pra vocês.” Diz Elesis, dando um olhar para Jin, curioso sobre o que ele responderia.
Mas ao invés dele, Amy responde. “Eu vou espalhar meus talentos pelo mundo e me tornar muito famosa!” ela diz, sorrindo tanto quanto o Sol, Elesis não estava surpresa, vindo de Amy, esse tipo de resposta era de se esperar.
“Se importa se eu for com você? Uma celebridade precisa de um guarda-costas, afinal.” Jin pergunta, olhando para Amy “Eu sei me cuidar bobinho!” Amy responde “Mas é claro que pode!” ela continua. Elesis não consegue resistir, e simplesmente ri, os dois são realmente um verdadeiro casal bonito, se bem que o fato de que Jin é três anos mais velho que Amy pode ser uma barreira.
“Então está decidido, nós vamos juntos espalhar os meus talentos pelo mundo!” diz Amy, cantarolando para si mesma, ela já conseguia imaginar, palcos, pessoas gritando por seu nome, e ela dançando e cantando alegre e feliz. Jin coça a parte de trás da cabeça, envergonhado, claro, todos já sabiam que ele tinha uma queda por Amy, menos a própria Amy, estava tão na cara, mas mesmo assim, ele pretendia honrar a promessa que fez como um amigo, e não com um desejo obscuro.
“Bem.” Diz Lire “Eu vou voltar para a minha ilha, honestamente, eu sinto falta de lá.” Ela diz “E assim como você Elesis, eu tenho uma família pra cuidar.”
“Ah, um irmão mais novo também?” pergunta Elesis, curiosa pra saber, “Não.” Responde Lire, com um sorriso meio sarcástico no rosto. “Vocês podem ficar surpresos, mas eu tenho uma filha.”
...O silêncio tomou o grupo, todos pasmos olhando para a arqueira, “Eh eu falei algo estranho? Eu tenho uma filha.” Ela diz, mas ela já sabia que essa seria a reação deles “Really, quantos anos vocês acham que eu tenho?”
“Dizesseis.” Responde Ronan. “Em anos Élficos? Vinte e quatro. Em anos humanos? Sou mais velha que todos aqui juntos.” Lire responde. “Nosso ritual de maturidade começa aos três anos, sim, eu tive uma filha em uma idade baixa, mas isso é bom, me dá mais tempo para cuidar dela, e honestamente muitos de lá nem filhos tem.” Ela continua
“Huh, eu nunca pensei nisso. Qual o nome dela?” pergunta Elesis “Ela ainda não foi batizada, com a mãe dela estando fora e tudo. Mas na verdade...” diz Lire “Eu podia muito bem ter recusado vir nessa expedição, eu apenas aceitei por que eu venho da família a matriarca, e era a minha vez de me tornar uma. E honestamente? Responsabilidade demais pra mim, mas depois dessa viagem eu acho que estou pronta para continuar a linhagem da minha família.” Ela responde.
“Então você também tem o seu bom objetivo.” Diz Elesis, com um grande sorriso no rosto, ela estava feliz pela amiga, nunca imaginara que a própria Lire teria uma filha.
“Enquanto a você, Mari?” pergunta Ronan, olhando para a ex-técnomaga, eles teriam recebido um choque ao saber de sua verdadeira identidade a pouco tempo.
“Eu não sei... Mas pelo menos eu me lembro de tudo agora.” Ela diz “Eu...Sou a provável ultima sobrevivente dos Nasods, o verdadeiro nome da tribo que vocês chamam de Calnat, Nasod ProtoTYPE-C, como me chamam...” ela diz, “Eu acho que vou voltar as minhas raízes, e tentar criar os Nasods aqui em Vermécia, tentar fazer a vida voltar a esse lugar. Se eu falhar, que minha rainha me perdoe.” Ela continua.
“É um bom começo.” Diz Elesis, agora olhando para Ryan. “Eu vou voltar para a floresta, me tornando um guardião de lá, Magnus me ajudou muito nessas lutas, e eu vou honrar o espírito dele.” Ele diz.
Elesis acena com a cabeça, já feliz na decisão de Ryan, e olha para a ultima, “Arme?” ela diz, mas Arme estava quieta, sempre esteve, ela apenas olhava para o chão, segurando seu cajado e se apoiando no mesmo, quase como se estivesse chorando.
“Arme?” Elesis pergunta de novo, mas de novo, nenhuma resposta. “Fine...” diz Elesis.
Naquela noite, todos foram dormir sem reclamação, e o silêncio tenebroso entre eles fora facilmente quebrado.
Eles continuaram sua jornada, mas agora, todos com seus objetivos em mente, mais seis meses se passaram, Lass e Ronan foram os primeiros a se separarem do grupo, e logo após, Ryan foi embora, depois da primeira grande floresta que acharam, Jin e Amy partiram-se com o grupo logo após, tornando as três primeiras as ultimas.
O trio de aventureiras tomou um grande desvio para que pudessem pegar um barco para Lire, claro, com a grande maioria de Vermécia destruída, seria difícil, mas eles acharam um bom lugar, a economia de Vermécia não estava quebrada, pois ela não estava completamente destruída.
Depois que Lire deu seu adeus a suas amigas e partiu, restaram apenas Elesis e Arme, foi-se mais três meses de caminhada, uma caminhada silenciosa, por esse ano todo de jornada, Arme não teria abrido a boca.
Até que...
“Elesis...” disse Arme, durante o dia, ainda tinha mais um mês de caminhada até sua vila, e Elesis precisava descansar, mas ela estava perto, e ela não iria parar.
“O que foi, Arme?” ela disse, se virando para sua companheira.
“Meu... Meu objetivo...” ela diz, ainda fraca de tudo. “Eu... Eu quero esquecer esse tempo, eu quero voltar a ser quem eu era, e pra isso, eu vou ter que perder meus poderes...” ela continua “Então... Eu vou ter que partir com você agora... Eu vou criar uma magia para me deixar mais jovem e com outro rosto, uma magia para me fazer esquecer... E um artefato que me drene de meus poderes... Eu só quero esquecer... Por favor... Não fique brava comigo...” ela diz.
Elesis, não ficara brava com Arme, e na verdade, estava feliz, isso era um objetivo para a maga, e depois de tudo aquilo, qualquer objetivo valia. “Não estou brava.” Ela diz, colocando a mão na cabeça da maga. “Estou até feliz... Aisha.” Ela diz.
“A...isha?” pergunta Arme, confusa. “Sim, Aisha, você vai precisar de um nome novo também, não?” ela diz, sorrindo para sua querida amiga. “M-Mas... Claro...” responde Arme, envergonhada por não ter pensado nisso, agora, Elesis parecia realmente uma mãe para ela, mas nesse estado, ela aceitaria o suporte de qualquer um.
“Ei... Você vai ter vida nova também... Não acha que precisa de um nome novo também?” pergunta Arme, com um sorriso fraco no rosto, olhando para cima para sua grande amiga, “...Mas é claro...” diz Elesis, não tendo problemas com a idéia, por mais que ela não admitisse, ela queria esquecer também.
“Que tal...” Arme diz, parecendo estar em pensamento por um momento, “Elsa?” ela continua, dando sua pequena sugestão para Elesis, ela não era boa com nomes, nunca fora, ela tinha certeza de que Elesis riria da sugestão, mas ela só podia tentar.
O nome entrou nos ouvidos de Elesis, e ela o repetiu várias vezes em sua cabeça Elsa Sieghart, huh... ela pensou, “Yeah... Yeah é um bom nome.” Ela diz, Arme fica surpresa, mas ao mesmo tempo, ela não deveria, ela já tinha se convencido de que Elesis era estranha as vezes.
“Bem, eu acho que nunca mais vamos nos ver de novo, não é?” pergunta Arme, com um sorriso um pouco mais forte no rosto. “Ah, não se preocupe com isso, nossos destinos estão entrelaçados, nós poderemos não reconhecer uma a outra, mas nos encontraremos de novo, isso com certeza.” Elesis diz.
“Otimista como sempre.” Responde Arme, as duas riem um pouco entre elas, até que Arme dá um pequeno passo pra traz, e uma longa olhada em sua amiga. “Adeus... Elsa.” Ela diz, com um pouco de dificuldade.
“Heh, adeus, Aisha.” Elesis responde, e se vira, acenando com a mão, e retornando a seu caminho, Arme não precisa mais de palavras, ela anda na direção oposta, em caminho de Serdin, levaria apenas algumas semanas no caso dela, ela apenas precisaria começar a voar, seria fácil.
Outro mês se passara antes de Elesis finalmente retornar a sua vila natal... E a primeira coisa que recebe é uma festa de boas-vindas, todos da vila felizes por tê-la de volta, mas quando ela volta para casa...
Ela entra em casa, esperando ver sua mãe, ou pai, mas tudo que ela vê é seu irmão, sentado no chão, chorando, ele olha pra cima, e vê a cara de sua irmã, seus pequenos olhos molhados se enchem de alegria, e ele se levanta, correndo para a irmã. “Irmã!” ele grita, com toda a felicidade.
“Maninho...” ela diz, se agachando e abraçando ele, “É tão bom te ver de novo...” ela diz.
“Irmã... Foi tão horrível... Nós recebemos essa carta... E... E... A mamãe começou a chorar... E...” ele quebra em lagrimas de tristeza de novo, Elesis continua o segurando forte, não querendo o deixar ir embora, mas ela estava curiosa sobre que carta essa seria, até ela olhar para frente, e ver que seu pequeno irmão estava lá, chorando na frente de tal carta.
Por um segundo ela o larga, e pega a carta em mãos, ela começa a ler, a carta lentamente descrevendo como o corpo de seu pai fora encontrado no meio da floresta, morto por algum animal ou monstro ou qualquer coisa, e que eles teriam vários problemas com as leis de Canaban, até que uma coisa que ela não tinha sentido antes a acerta no nariz, literalmente um cheiro podre... Ela sabia o que era, mas ela tinha que checar.
Ela se levanta, e lentamente vai pelo corredor, abrindo a porta de onde o cheiro vinha, e lá dentro estava a única coisa que ela esperava ver, e a ultima que queria ver.
Sua mãe seria se suicidado com uma faca ao pescoço, talvez depois de severa depressão ao saber que seu pai estava morto, e aos olhos dela, sua filha também, a faca ainda estava ao lado da mesma, ensangüentada. Elesis sentiu uma lagrima escorrer pelo rosto, mas ela rapidamente a limpou, e fechou a porta.
Ela voltou para a sala, onde seu irmão ainda estava, e o segurou com força, os dois ficaram ali, nos braços um do outro, seu pequeno irmão chorando incontrolavelmente, e ela quieta, simplesmente escondendo todas as emoções que sentia naquele momento.
“Mana... Você não vai me deixar sozinho de novo... Não é?” ele pergunta...
“Não... Eu prometo que não vou...”
...
“Hey! Elsa!” vem uma voz distante, “Elsa! Você ta acordada?!” a voz continua, batendo na porta do quarto “Elsa!”
Elsa coloca a cabeça entre o travesseiro, pressionando-o contra seus ouvidos. “Me deixa dormir Elsword!”
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