Digital Prophecy: New Days
4 Capítulo 3 - O que é um deus?
Notas iniciais
Agora, este capitulo introduz novos personagens e entra na história pelo qual essas histórias foram nomeadas, os novos dias da vida do exército depois da guerra durante o Arc II da série, assim como depois todos os outros acontecimentos durante o Arc III, fora isso, o basico da história começa aqui.
Algumas horas depois...
O grupo se encontrava no shopping no momento. Não qualquer shopping, claro, mas um dos maiores da cidade de Nova York. Provavelmente a maior cidade do mundo. Era necessário que eles sempre fizessem compras nos Estados Unidos – inglês era a língua universal do exército, afinal.
Elsword e Elsy estavam juntos como sempre, mas diferentemente do normal, onde Elsy estaria se abraçando com Elsword, eles estariam apenas andando próximos, como se fossem apenas bons amigos, embora seu grupinho soubesse o contrário.
Juntamente com eles, veio Rena, a mulher que teria organizado tudo, claro, ela queria quebrar as barreiras entre o exército, e ela trabalhava duro para isso. Fora ela, Raven também estava presente, usando uma camisa preta de manga longa com um jeans básico, escondendo sua garra no bolso da calça. Ele parecia humano o suficiente se ela ficasse escondida.
Chung estava presente, mas por mais que tinha capacidade de se comunicar, ele preferia não entrar na grande maioria das conversas, ele já tinha mais de 40 anos nessa época, e ele ainda se sentia um garoto com a facilidade que se sentia envergonhado sobre certos assuntos.
Eve também estava ali, um dos poucos momentos em que não estava acompanhada por Ophelia ou Oberon, quando estava em publico, ao invés da sua roupa natural de imperatriz, ela estaria usando uma camisa branca com um símbolo de diamante na frente, e calças longas igualmente brancas.
Mas esses eram apenas os usuários do Team Omega, fora eles, existiam quatro pessoas que não tinham nenhum tipo de ranking especial – Veemon, Guilmon, Davis e Takato – dois digimons e seus domadores, respectivamente, o quarteto se conhecia a um bom tempo, Veemon e Guilmon eram amigos de infância praticamente. Claro que os quatro tinham mais em comum do que muitos sabiam, embora a relação entre Davis e Veemon fosse mais do que conhecimento comum entre o exército, Guilmon e Takato ainda eram um mistério, e eles preferiam assim.
Mas claro cinco figuras icônicas também estavam presentes. “Dava pra vocês pararem de se mexer?” disse Tsubaki, conhecido como o “Irmão subconsciente 1#” no exército, seu cabelo vermelho e levemente espetado era algo que vários conheceriam de qualquer lugar, mas se não fosse por isso, seria pelos headphones que sempre carregaria com sigo, embora ele só tirasse eles do ouvido para tomar banho – e as vezes nem isso – seu MP3 não estava sempre ligado, o que permitia que ele pudesse falar com as pessoas a seu redor. Sua camisa era algo característico dele, um azul meio avermelhado e bem escuro de cada lado, e para o centro, separado por duas faixas amarelas um azul mais básico, claro. Não era um estilo de cores que poderia ser reproduzido facilmente. Seus shorts brancos, porém, não eram nada de especial. “É difícil carregar vocês dois ao mesmo tempo, ta bem?”
Em seus braços estavam dois Gomamons, o primeiro, era o Gomamon original do exército, com seu mohawk vermelho comum, tão conhecido e tão amado por todos pelo brincalhão que é. Na frente dele, também sendo segurado nos braços de Tsubaki, estava Benibara Kakutasu, muito mais conhecido como “Benny”, ele era o segundo “Irmão Subconsciente”, essa, obviamente, não era sua forma verdadeira, assim como a de Tsubaki, isso era apenas um avatar que usava, um Gomamon, um pouco menor que o original, com uma pele mais branca só que um pouco mais escura em algumas partes, suas pequenas partes azuis um pouco mais claras, e um mohawk rosa-claro ao invés do vermelho-alaranjado original. “Desculpa Tsubaki~” ele diz, mas não fazendo o mínimo de esforço para parar de se mexer.
Ao lado deles estaria Sayuri Furijia, o terceiro e ultimo “Irmão” do trio, ele tinha um cabelo preto e liso, uma pele um pouco pálida com uma jaqueta vermelha-sangue, suas calças algum tipo de preto mais claro, ele adorava o vermelho, por motivos que todos conheciam, até mesmo ele, embora ele realmente tentasse esconder isso. “Dava pra parar de ser teimoso?” ele diz, olhando para Benny, que responde com um simples sorriso, Sayuri suspira em resposta.
“Deixa ele, você sabe que é inútil.” Diz Blackguilmon, andando um pouco mais a frente do grupo, o ex-homofóbico Digimon agora não tinha problemas com os hábitos de Benny, parcialmente por que ele também era culpado, parcialmente por que isso era preconceito – o que é feio! – e parcialmente por que, de certa forma, ele era o quarto irmão do grupo.
Rena não consegue segurar o riso, por mais que não admitissem, os quatro eram bonitinhos juntos.
O tempo se passa com o grupo simplesmente jogando conversa fora, almoçando na praça de alimentação e muitas outras coisas, o típico dia normal de jovens no shopping, felizmente digimons eram facilmente aceitos na sociedade atual, graças a ninguém mais ninguém menos do que Sacchi Hikaru. Ele realmente lutou pra fazer a sociedade humana – preconceituosa do jeito que é – aceitar os digimons, e só conseguiu fazer isso depois que apresentou a possibilidade dos digimons serem úteis em trabalhos cotidianos, felizmente, os digimons estavam dispostos a trabalhar para os humanos.
“Man...” diz Rena, pegando o celular, “Cadê a Aisha? Já são 4 horas...” ela continua, Aisha tinha confirmado que vinha, e o horário marcado era a uma da tarde, ela estava bem atrasada, coisa que não era dela.
Rena fecha o celular, mas no momento que faz isso, ele bipa “You got mail” vem a voz, uma referência a um jogo relativamente antigo naquela época.
“Tenha certeza de conseguir pontos na Ordem.” Diz Elsword, parando de andar, eles estavam no meio do shopping, naquela tarde de sexta-feira, o shopping estava simplesmente lotado, ainda bem, eles gostavam disso.
“Nah, vou ficar com as respostas da Liberdade mesmo.” Responde Rena, sorrindo, e abre o celular “Ohhhhh, parece que achamos um outro lado da nossa querida Rena!” diz Tsubaki, ele já tinha cansado de segurar Gomamon e Benny, os dois podiam andar bem sozinhos, eles só eram muito lerdos, sendo pequenos assim, quem não seria?
“Yeah, como se já não conhecêssemos esse lado.” Diz Guilmon, olhando discretamente para Veemon. “Hey! Vai me culpar?” Veemon responde.
O grupo entra na gargalhada, brincadeiras assim eram comuns entre eles, Rena abre o celular para ler a mensagem, e a lê em voz alta:
“Hey Rena! Desculpa por eu estar tão atrasada!
Eu percebi que tenho treinado demais e minha voz e nem um pouco tanto quanto o trombone, preciso praticar mais.
Espero que entenda, o concerto é em uma semana afinal, precisamos estar preparados.
Desculpa novamente.
-Aisha
PS: E se você vai ficar noites a claro, poderia pelo menos fazer o favor de praticar durante o dia? Gee será que eu sou a única que leva essa banda a sério?”
“Oh Aisha.” Diz Rena. “Você nunca muda.” Ela continua.
“Mas ela tem razão sabe.” Elsword diz, mandando outro olhar para ela, Elsy já fica de olho em Eve, que não faz movimentos bruscos, além de outro pequeno facepalm. Pouco sabia ele que Eve não precisava preparar a mão para um bom tapa, anos de experiência, afinal.
“Dava pra parar de martelar isso, Elsword?” diz Rena, “Gee, como se VOCÊ não passasse as noites a claro.” Ela continua, se Elsword vai ter que tocar onde dói, ela vai fazer o mesmo.
“Well, yeah, mas eu não pulo as minhas horas de pratica por isso, e o mesmo vale para Elsy.” Ele responde. “E então, como vem indo o seu progresso na guitarra?” ela pergunta.
Elsword rola os olhos “Bem, se quer realmente saber eu tenho tido problemas com o refrão de DRLP, e ainda preciso de treino para DeC, fora que vamos tocar NCF no próximo concerto, eu vou precisar ralar os dedos, mas fora isso, eu tenho me dado bem no treino.” Ele responde, com um sorriso meio esnobe no rosto, ele não estava mentindo, ele praticava a guitarra duas horas por dia, com a única exceção aos domingos. As siglas eram verdadeiros nomes de musicas, como estavam em publico, eles preferiam não dizer os verdadeiros nomes, para não estragar a surpresa. No caso, ele estava se referenciando a três de suas melhores musicas, “Digi-Rock for a Lost Princess, Necrofantasia e claro, seu grande trunfo, “Divindades em Chamas”, essa seria apenas a segunda vez que tocavam essa musica em publico.
Rena fica calada por um momento, até que Veemon interfere. “E enquanto a Elsy? Quero ouvir dele.” Ele diz, Veemon e Rena eram grandes amigos, teriam sido por uma longa década, suas pequenas noites não eram mais nada do que “escapadas” que basicamente o exército inteiro sabia sobre, até mesmo seu amante, Davis, mas ele não ligava – graças a deus.
“Ei, não traga ele nisso.” Diz Elsword, ficando um passo a frente de Elsy, quando se tratava de Elsy, Elsword sempre ficava defensivo, Elsy praticava, mas não tanto quanto ele, não por falta de vontade, ou motivo, mas sim por que ele era mais um “extra” na banda. “Vamos deixar isso entre nós.” Ele continua.
“O que? O Elsy não praticou?” diz Veemon. Para ele, a conversa fazia meio-sentido, ele não sabia que musicas eram “DRLP”, “NCF” ou “DeC” ele estava basicamente perdido, mas como o bom amigo que era ele não ia deixar Elsword falar com a Rena daquele jeito.
“Não precisa ficar irritado, Vee.” Diz Rena. “Vamos, não leve isso pro lado pessoal...” ela continua, Veemon olha para Rena, ainda com raiva de Elsword, mas ele não podia dizer não pra Rena. Ele solta um suspiro, “Ta bem.” Ele responde.
“Vem cá.” Diz Davis, pegando Veemon nos braços, e colocando ele pra sentar em seus ombros, “Não vai mais causar problemas ai em cima.” Ele continua.
“Ah, claro, nenhum problema.” Diz Veemon, sorrindo para Davis, “A não ser, talvez...” ele continua, e começa a bagunçar o cabelo de Davis furiosamente, Davis tenta fazer ele parar sem cair – ou deixar ele cair – mas com a experiência de luta de Veemon, manter o equilíbrio nas costas de Davis não era problema.
O grupo entra em uma risada coletiva, o grupo estava sempre de bom humor, depois de anos de guerra, era tudo o que eles precisavam.
...
Em algum outro lugar...
“Senhor.” Diz o piloto, naquela tarde comum nos Estados Unidos, ele estaria apenas fazendo sua rota normal de patrulha, a segurança nos Estados Unidos teria triplicado depois da guerra, embora Sacchi tivesse prometido segurança mundial depois daquilo. “Nada de anormal acontecendo, pedindo permissão para voltar, câmbio.” Ele diz no rádio que carregava com sigo.
“Permissão concedida soldado, retorne a base, câmbio” veio a resposta do radio em pouco tempo, “Entendido, câmbio e desligo”, disse o piloto, antes de manobrar e dar meia-volta, voltando para o caminho de onde veio.
Vários minutos entediantes se passam para o piloto, olhando para frente sempre, ele via alguns digimons aqui e ali, digimons voadores não eram algo raro de se ver a essas altitudes, felizmente, nenhum Digimon permitido no mundo real era selvagem.
O piloto olha para a sua direita por um único momento, e vê algo relativamente peculiar, uma parte relativamente aberta da floresta... “...Aquilo não era pra estar cheio de árvores?” ele se pergunta, e manobra o helicóptero novamente, para poder ver mais de perto.
Quando ele se aproxima, ele consegue ver uma clareira, ele provavelmente estava apenas enganado sobre ter tido árvores ali antes, mas o que ele viu não era algo comum, não mesmo.
Uma grande mensagem no chão, ele estava longe demais, então ele começou a perder altitude, antes de ligar novamente para seu capitão. “Capitão, encontrei algo estranho, câmbio.” Ele diz, “Prossiga soldado, câmbio.” Diz seu superior “Parece algum tipo de mensagem encravada em uma clareira. Eu vou ver o que significa, câmbio.” Ele diz.
O piloto se aproxima, e chega perto o suficiente para poder ler a mensagem com clareza...
Eles
Perderam
Os seus
Presentes
“Mas o que é iss—“ ele diz, antes de se deparar com algo que não tinha notado antes, com uma mão tremula, ele pega o rádio. “S-Senhor...”
“Prossiga soldado.” Diz o capitão pelo rádio, “A-A-A mensagem se lê “Eles perderam os seus presentes.”” Ele diz, ele tinha que terminar a frase, mas ele não conseguia.
“E com o que ela é formada, soldado?” pergunta o capitão.
“...Corpos...”
...
...
...Em outro lugar, enquanto isso.
“Pretende fazer algo sobre isso?” pergunta Ryouji, ele se encontrava na câmara de Sacchi Hikaru, o Deus da Noite, falando com o próprio, a câmara não era nem um pouco simples, ela era uma planície, com várias flores brancas, soltando seu pólen mortal no ar, cada flor separada por um pouco de grama verde de todos os lados, a noite na câmara era eterna, nenhuma nuvem no céu e uma Lua Cheia infinita, trazendo um ar sombrio e escuro ao verde da grama, fazendo da câmara um lugar majestoso.
A planície se situava no topo de um morro, na base dele, era possível ver a cidade de São Paulo, o morro era a janela da câmara para o mundo, Sacchi podia ver não apenas São Paulo, mas o mundo inteiro daquele morro. “Eu já disse Ryouji, não.” Sacchi responde, utilizando as mesmas roupas de sempre, suas duas espadas embainhadas, suas calças e traje cor “Midnight Blue”, e seu cachecol cinza escuro.
“E por que não?” Ryouji pergunta, não tirando os olhos dos corpos que foram recém-descobertos pelos humanos, ele usava um cachecol amarelo, uma camisa branca e calças pretas, seu cabelo curto preto calmamente se movendo no vento calmo da câmara.
“Eu sou um Deus, deuses não podem interferir diretamente nas vidas humanas.” Responde Sacchi.
Os dois ficam em silêncio, até um andar calmo e lento – mas firme e facilmente audível – começou a ecoar pela câmara. “Boa noite senhores” veio a voz de uma mulher.
Sacchi se vira para a voz, e se depara com uma mulher usando um vestido completo de cor escura, com a parte do centro aberta, e obviamente não tendo nenhum sutiã, seu busto apenas coberto pelo seu próprio vestido, seu cabelo vermelho, um afro gigante, balançando a cada passo que dava. “Boa noite Trisha” responde Sacchi “Boa noite, Ishtar.” Responde Ryouji.
“Eu suspeito que tenha vindo falar comigo sobre os acontecimentos?” Sacchi pergunta, aquela era a forma humana da deusa babilônica do amor, da fertilidade e do sexo, Ishtar, sua forma humana tendo o nome de “Trisha”, um bom anagrama. “Sim, principalmente por isso. Mas eu vejo que você não pretende fazer nada sobre isso.” Ela responde.
“Por que se preocupa?” Pergunta Sacchi, “Eu não me preocupo, eu trabalho com amor e reprodução meu querido, vida e morte não é comigo, mas no caso, isso seria com nosso querido Thanatos, não?” ela diz, sorrindo para Ryouji, Ryouji, assim como os dois, era também um deus, mais especificamente, o Deus Grego Da Morte, Thanatos, filho de Nyx, antiga Deusa Da Noite, provavelmente a deusa mais forte até Sacchi aparecer. “Sim, se as coisas continuarem assim, teremos um problema com a balança entre a vida e a morte.” Ele responde.
“Please, Gaia pode cuidar da balança sem problemas, e não é como se você fosse o único deus da morte por aqui.” Sacchi diz, sem preocupação nenhuma.
“Ah, bem, eu já mandei minha mensagem, agora, se me dão licensa.” Diz Trisha, virando-se e lentamente saindo.
“Trisha? E a nossa aposta?” Sacchi pergunta, com um certo sorriso no rosto.
Trisha suspira, e se vira para Sacchi. “Mesmo em uma hora séria dessas, você realmente consegue ficar pensando em seus pequenos projetos Sacchi? Você é uma peça mesmo.” Ela diz.
“Mas se quer saber, eu estou fazendo o que posso para manter a minha parte da aposta, eu perdi, afinal, assim como prometi, estou tentando trazer a ajuda de outras deusas quanto a isso, Afrodite já deu o ok quanto a isso, mas eu não sei se vou conseguir convencer Freya.” Ela responde.
“Continue tentando, deixe a Freya por ultimo, se você disser a ela que um certo numero de deusas já está ajudando, será mais fácil convencê-la, fora que, se você mencionar o meu nome, vai ser mais fácil ainda.” Ele diz, sorrindo.
“Ohhhh, Naughty Boy~” Trisha responde, e sem mais palavras, retorna a sair da câmara.
Assim que ela some, Ryouji abre a boca. “Posso perguntar sobre o que o projeto é dessa vez?” ele diz.
“Você pode perguntar, mas eu não vou responder.” Sacchi responde, rindo.
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