Digital Boy
2 Chapter 2
Notas iniciais
Aoi’s POV
Senti meus olhos doerem com a luz tão intensa que tomou o corpo do loiro, após seu despertar. Porém ele permaneceu ali, deitado em minha cama.
Meu corpo parecia ser molhado por jatos de água, mas eu me apalpava e estava... seco.
Aquele clarão durou meros segundos, assim como aquela sensação úmida que envolveu todo o meu corpo.
E então acabou.
O clarão, a sensação e tudo mais que me tomou naquele curto espaço de tempo.
Meus orbes negros, e curiosos, buscaram com avidez a imagem da figura loira que se encontrava em minha cama. Ele parecia tão perdido, seus olhos amendoados vagaram pelo meu quarto, até cessarem sua trilha em mim.
- Etto... – seus lábios se entreabriram lentamente, e ele então murmurou. — Onde estou? Em que ano estou? – indagou, sua voz suave demais, assemelhada a de um anjo. Eu nunca havia ouvido a voz de um anjo, mas deveria ser igual a dele.
- Desculpe... o que perguntou? – ergui uma das sobrancelhas, enquanto meus lábios contorciam-se.
- Onegai! Onde estou? Em que ano? – voltou a pedir o loiro, que franzia levemente o cenho. Apesar de manter a suavidade em sua voz, não deixara de usar um tom firme.
Era realmente estranho aquilo. Não só aquilo, mas tudo que havia acontecido em minha casa, naquela noite.
- Ano... você está na minha casa e o ano é 2009.
- Baka. – vi um sorriso divertido curvar seus lábios bem desenhados. E então ele ajeitou seus fios claros, levemente desalinhados e que tapavam fração de sua face delicada. – Eu quis dizer... cidade!
Era de fato, muito estranho. Mas apesar daquilo, não consegui deixar de focar minha mal interpretação, o que fizera minha face adquirir um leve rubor – devido ao constrangimento sentido.
- Toquio. – minha face estava levemente recaída, os fios negros de meu cabelo tapando a mesma, ainda com aquele leve tom de rubor.
- Ah... – exalou de seus lábios em tom de pura compreensão. E então um sorriso gentil tomou estes. – Etto... você é?
- Aoi. – respondi automaticamente, as palavras exalando meus lábios carnudos rápido demais.
- Hwn... prazer Aoi. –um grunhido baixo abandonou seus lábios, e entãoele se ajoelhou em minha cama, em seguida colocou ambas as mãos sobre a mesma, e passou a engatinhar em minha direção, eu me encontrava na ponta da cama.
E eu me afastei, poucos centímetros, mas me afastei.
Eu não estava com medo. Mas, sei lá... ele apareceu do nada na varanda da minha casa, desacordado. E depois exalou aquela radiante, e esquisita, luz e em seguida me senti molhado e não estava. Era esquisito, e quem sabe eu estivesse sim com medo.
Meus orbes negros estavam fixos a imagem do loiro, que ainda engatinhava até mim. Mas assim que ele atingiu o final, do extenso, espaço da cama, ele não parou. Continuou até que caiu, e colidiu seu corpo contra o chão.
De imediatamente inclinei até ele, e o tomei em meus braços.
O loiro pareceu um recém-nascido, daqueles fofos de comerciais de televisão. Mesmo que eu quisesse, não pude conter o sorriso desajeitado que tomou meus lábios.
- Hwn... arigatou. – murmurou, e as palavras soaram comprimidas em seus lábios, levemente, entreabertos.
- Não há de quê, sempre a disposição. — eu me senti encantado, idiotamente encantado com aquele...Eu não sabia o descrever.
Mas uma coisa da qual eu tinha certeza, era que ele não era humano.
Voltei a colocá-lo na cama, sua face dotada de uma palidez, incrivelmente, estranha. E acima de tudo bela.
Senti uma sensação, calorosamente, boa transbordar meu corpo quando seus orbes, dotados de infantilidade, me seguiram pelo caminho que trilhei até a porta do quarto, a fechando.
- Etto... o que faz aqui, em meu apartamento? Como chegou aqui? – tentei começar pelas perguntas mais lógicas, que passaram pela minha mente. Ou talvez estivesse receoso às respostas das mais complexas.
- Eu... não sou daqui. Nem desse tempo... – as palavras do loiro não me assustaram, não depois de todo o acontecido, aquilo já era meio que óbvio. – Eu venho do ano 2.259, na missão de exterminar Shiroyama Yuu.
‘O QUÊ?’Arregalei meus olhos com aquelas afirmações, eu só poderia ter escutadoerrado, ou algo assim.
- Q-quem? – indaguei, receoso pela resposta, que confirmaria que eu não tivesse ouvido errado.
Continua...
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