Notas iniciais
Boa leitura, e espero que este capitulo agrade. Mesmo tendo ficado um pouco curto, os outros ficaram maiores, prometo.

Aoi’s POV

Senti meus olhos doerem com a luz tão intensa que tomou o corpo do loiro, após seu despertar. Porém ele permaneceu ali, deitado em minha cama.

Meu corpo parecia ser molhado por jatos de água, mas eu me apalpava e estava... seco.

Aquele clarão durou meros segundos, assim como aquela sensação úmida que envolveu todo o meu corpo.

E então acabou.

O clarão, a sensação e tudo mais que me tomou naquele curto espaço de tempo.

Meus orbes negros, e curiosos, buscaram com avidez a imagem da figura loira que se encontrava em minha cama. Ele parecia tão perdido, seus olhos amendoados vagaram pelo meu quarto, até cessarem sua trilha em mim.

- Etto... – seus lábios se entreabriram lentamente, e ele então murmurou. — Onde estou? Em que ano estou? – indagou, sua voz suave demais, assemelhada a de um anjo. Eu nunca havia ouvido a voz de um anjo, mas deveria ser igual a dele.

- Desculpe... o que perguntou? – ergui uma das sobrancelhas, enquanto meus lábios contorciam-se.

- Onegai! Onde estou? Em que ano? – voltou a pedir o loiro, que franzia levemente o cenho. Apesar de manter a suavidade em sua voz, não deixara de usar um tom firme.

Era realmente estranho aquilo. Não só aquilo, mas tudo que havia acontecido em minha casa, naquela noite.

- Ano... você está na minha casa e o ano é 2009.

- Baka. – vi um sorriso divertido curvar seus lábios bem desenhados. E então ele ajeitou seus fios claros, levemente desalinhados e que tapavam fração de sua face delicada. – Eu quis dizer... cidade!

Era de fato, muito estranho. Mas apesar daquilo, não consegui deixar de focar minha mal interpretação, o que fizera minha face adquirir um leve rubor – devido ao constrangimento sentido.

- Toquio. – minha face estava levemente recaída, os fios negros de meu cabelo tapando a mesma, ainda com aquele leve tom de rubor.

- Ah... – exalou de seus lábios em tom de pura compreensão. E então um sorriso gentil tomou estes. – Etto... você é?

- Aoi. – respondi automaticamente, as palavras exalando meus lábios carnudos rápido demais.

- Hwn... prazer Aoi. –um grunhido baixo abandonou seus lábios, e entãoele se ajoelhou em minha cama, em seguida colocou ambas as mãos sobre a mesma, e passou a engatinhar em minha direção, eu me encontrava na ponta da cama.

E eu me afastei, poucos centímetros, mas me afastei.

Eu não estava com medo. Mas, sei lá... ele apareceu do nada na varanda da minha casa, desacordado. E depois exalou aquela radiante, e esquisita, luz e em seguida me senti molhado e não estava. Era esquisito, e quem sabe eu estivesse sim com medo.

Meus orbes negros estavam fixos a imagem do loiro, que ainda engatinhava até mim. Mas assim que ele atingiu o final, do extenso, espaço da cama, ele não parou. Continuou até que caiu, e colidiu seu corpo contra o chão.

De imediatamente inclinei até ele, e o tomei em meus braços.

O loiro pareceu um recém-nascido, daqueles fofos de comerciais de televisão. Mesmo que eu quisesse, não pude conter o sorriso desajeitado que tomou meus lábios.

- Hwn... arigatou. – murmurou, e as palavras soaram comprimidas em seus lábios, levemente, entreabertos.

- Não há de quê, sempre a disposição. — eu me senti encantado, idiotamente encantado com aquele...Eu não sabia o descrever.

Mas uma coisa da qual eu tinha certeza, era que ele não era humano.

Voltei a colocá-lo na cama, sua face dotada de uma palidez, incrivelmente, estranha. E acima de tudo bela.

Senti uma sensação, calorosamente, boa transbordar meu corpo quando seus orbes, dotados de infantilidade, me seguiram pelo caminho que trilhei até a porta do quarto, a fechando.

- Etto... o que faz aqui, em meu apartamento? Como chegou aqui? – tentei começar pelas perguntas mais lógicas, que passaram pela minha mente. Ou talvez estivesse receoso às respostas das mais complexas.

- Eu... não sou daqui. Nem desse tempo... – as palavras do loiro não me assustaram, não depois de todo o acontecido, aquilo já era meio que óbvio. – Eu venho do ano 2.259, na missão de exterminar Shiroyama Yuu.

‘O QUÊ?’Arregalei meus olhos com aquelas afirmações, eu só poderia ter escutadoerrado, ou algo assim.

- Q-quem? – indaguei, receoso pela resposta, que confirmaria que eu não tivesse ouvido errado.

Continua...

Notas finais
Não tenho nada a dizer, apenas... ele é um exterminador. '-' Um tanto diferente, mas é. .-.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.