Digital Bonds
7 2.2 - Estupidamente Louca
Notas iniciais
Você já se deparou com alguma pessoa extremamente triste ou raivosa? Algumas vezes essas pessoas apenas precisam de um pouco de amor para se soltar um pouco.
Falta de amor leva as pessoas a dizerem ou fazer coisas muito horríveis. Que tal hoje você doar um pouco de amor e ver como as pessoas ficarão agradecidas? Todos precisam de amor, afinal, será na base do amor que o nosso mundo mudará.
I
O que antes era uma cidade colorida e movimentada agora não passava de uma floresta vazia e sombria. Não se dava para o céu, pois as árvores eram incrivelmente altas e escuras, não havia sol ali dentro. E como as folhas verde-escuro eram densas e cresciam de cima para baixo e de baixo para cima, o som não ia além de cinco metros. Os dois grupos que haviam se formado estariam separados até a hora de um milagre acontecer. Do lado esquerdo da “cidade-floresta” estavam a equipe de Kyosuke, Jasmine e Jullie, e seus Digimons (inclusive o inexistente de Jullie) que haviam acabado de cair num buraco que havia sido implantado na terra. E no lado direito estavam Ray, Rannyson e Lopmon, que nesse momento estavam cegos em meio àquela floresta sem luz. O lado de Kyosuke até que estava mais claro que isto, no lado direito, a floresta estava completamente escura.
– Ei, me tire daqui seu gato viado! – Gritava Kyosuke, enquanto tentava se levantar do buraco onde havia caído. O chão do buraco era duro como metal e não era nem um pouco confortável.
– Eu sou uma garota, seu filho de uma mãe. – Dizia aquele gato, ops, aquela gata que estava comandando um pequeno estabelecimento de itens do tipo vírus, a algum tempo atrás. Agora o olhar dela estava cada vez mais malvado.
– É melhor você aprender a tratar melhor os outros, seu merdinha. – Disse uma voz distante. Estava fora do alcance dos coitados que estavam presos no buraco.
– Quem é que tá falando, ein? – Kyosuke continuava com seus gritos tremendos.
– Ai, cala a boca, troço nojento! – Uma menina havia chegado à área de visão da galera do buraco. Ela era loira e tinha algumas mexas roxas no cabelo. Ela usava uma camisa preta com uma carinha sorridente em amarelo com dois “x” em vez de olhos desenhados nela, e acima do rosto tinha estampado o nome “Nirvana”. Ela usava uma calça jeans com o lado direito dela rasgado no joelho. Esta estava segurando um Digivice roxo na mão direita, o que significava que ela era a tamer daquela Digimon, também roxa, que estava do lado dela.
– Quem você acha que é pra me tratar assim, capinadora de lote? – Kyosuke jogava as palavras como se fossem pedras, e estava destruindo o ego da garota que acabava de aparecer, e que ele julgava ser a responsável pela queda deles naquele buraco.
– Eu sou Sabrina, seu pedaço de lixo. Sou uma Chosen Children também, mas ao contrário de vocês idiotas, eu trabalho para Seraphimon, e vivo no bem bom. – Respondeu a garota maluca.
– Chosen Children? – Disse Jullie, surpresa. Ela era uma das escolhidas, e ainda assim trabalhava para o rei malvado. O que havia de errado com aquela garota?
– Você deve ser maluca, com certeza. – Soltou Jasmine, não se preocupado com o que a garota fosse dizer.
– Acho que você devia tomar mais cuidado com o jeito de como fala com a minha mestra. – Disse a gata selvagem “es-rox-eada”, rangendo os dentes. Estava com raiva, compartilhando os sentimentos com a sua companheira.
– “Minha mestra”, isso tá certo? – Perguntou Jullie à sua amiga que estava do lado dela, ainda deitadas no chão.
– Eu acho que sim, sei não, num sou dicionário. – Respondeu Jasmine, sem humor o suficiente para aguentar a outra. – Palmon, pode tirar a gente dessa?
– Eu num sei muito sobre palavras... – Respondeu a plantinha, fracamente.
– Não é sobre isso, é se você consegue tirar a gente daqui. – Retrucou a tamer.
– Hm, talvez eu possa tentar. – Disse a Digimon. Ela levantou os braços para o céu e esticou as raízes para alcançar as bordas do buraco onde estavam presos. A tal da Sabrina olhou pra eles com incrível onda de raiva e começou a bater o pé no chão. E a Digimon dela começou a ranger os dentes novamente.
– Vocês acham que eu sou idiota? – Gritou a garota.
– Acho. – Respondeu Kyosuke.
– Não vou deixar vocês escaparem tão fácil, vai Gazimon! Acabe com eles! – Essas foram as ordens da louca de pedra chamada Sabrina, ela mandou a sua Digimon, que ora se chamava Gazimon, para atacar a galera que estava no buraco. A gata selvagem pulou e adentrou no buraco, com os dentes e garras afiados prontos para dilacerar qualquer um que chegasse na frente.
– Sim, então é uma batalha, certo? Vamos lá Terriermon! – Gritou Kyosuke, mandando o seu Digimon pular e colidir com Gazimon. E em um curtíssimo período de tempo acontece uma coisa incrível. As duas criaturas abrem as suas bocas e ambos atacam mirando um ao outro.
– PARALYZE BREATH!
– BLAZING FIRE!
Gazimon, enquanto caia, lançou uma grande rajada de ar de cor laranja, algo que não parecia muito “cheirável” e que não faria nenhum bem à Terriermon. E o coelho branco lançou suas velhas e conhecidas pequenas esferas de fogo, que ao se tocarem com o bafo gigante de Gazimon, explodiram.
II
– Okay, acalmem-se e não se separem. – Dizia Rannyson, enquanto procura os seus dois companheiros.
– Lopmon, pode criar algum tipo de luz para a gente? – Perguntava Ray, tendo a certeza de onde estava o seu pequeno coelhinho.
– Não, eu só consigo fazer gelo e vento, nada além disso. – Respondeu ele, tristonho.
E de repente um grande círculo de faíscas se formou alguns metros a frente deles, o que iluminou um pouco a vista deles. E dentro desse círculo, estavam brilhantes olhos vermelhos que se destacavam na escuridão. Era Betamon, que ainda estava lá.
– Vocês estão bem? – Perguntava ele, segurando os seus choques elétricos para manter a luz.
– Pra que você quer saber? Já sabemos que você tem alguma coisa a ver com isso! – Criticava Ray, cortando o ar com os braços.
– Eu não queria...
– Não adianta se desculpar, não vai nos pegar novamente. – Dizia Rannyson. – Agora precisamos procurar os outros.
– Mas, está tão escuro. – Disse Lopmon, que quando o viram, estava de ponta cabeça.
– Precisamos ir mesmo assim. – Disse Ray, virando as costas e andando ao lado contrário ao que Betamon estava.
– Não! Vocês não podem ir! – Gritou Betamon, mandando uma faísca elétrica para a frente de Ray, que acertou o chão e fez um pequeno barulho.
– Porque afinal? – Perguntou Ray.
– Eles vão pegar vocês. – Disse o anfíbio verde, baixinho.
– Eles quem? O grande exército de Seraphimon?! Grande merda. – Retrucou Ray, voltando a trilhar o seu caminho. Dessa vez Rannyson e Lopmon começaram a o seguir. Betamon não conseguia andar porque estava ocupado demais fingindo ser uma lâmpada, e acabou perdendo os outros três de vista.
– Nunca perca o seu guia de vista. – Betamon apagou as suas faíscas e começou a correr na direção dos garotos. Nenhum deles estava vendo nada, mas, o que de pior poderia acontecer?
E a caminhada começou pela densa floresta escura. Eles nem ao mesmo viam a se mesmos, apenas sabiam que estavam juntos. A esse ponto algum deles poderia estar completamente distante do outro, mas não estavam. Ray e Rannyson eram os cabeças-duras do grupo, eles não iriam se perder tão fácil. Não importa se eles não conseguiam ver ou não.
– Estou vendo uma luzinha ali na frente. – Disse Lopmon, saltando e correndo para a luz que ele havia visto. Os outros dois começam a correr atrás dele. A vista estava começando a clarear, e agora eles conseguiam ver a si mesmos e um pouco do que estava à frente.
– PETIT TWISTER!
Lopmon começou a girar rapidamente e se tornou um pequeno tornado, que atingiu as folhas que cobriam a luz. As folhas se tornaram uma poeira verde e agora eles podiam ver claramente o que estava à frente deles. Uma linda raposa amarela crucificada no estilo “queime-a-bruxa” só que ao invés de fogo, ela estava sendo atacada por bolhas paralisantes.
– O que é isso? – Gritava Ray, já segurando o seu Digivice em mãos.
– Eu sabia que eles fariam isso. – Disse Betamon, também chegando ao pequeno campo onde eles estavam.
– Mais crianças... – Disse um dos Digimons que estava jogando bolhas em direção à raposa. – Vamos comer elas também.
– O que você quer dizer com isso? – Disse Rannyson, com os olhos arregalados. – Nate?!
– Vocês vão ver! – Gritou Ray, levantando o seu Digivice e mandando Lopmon seguir em frente. O pequeno coelhinho começou a correr em direção ao grande número de girinos pronto para acabar com todos eles. Ia ser uma “rumble battle” de lascar.
III
– TERRIER PUNCH!
Terriermon começa a esmurrar a gatinha roxa com suas orelhas, fazendo-a recuar até que tudo estivesse bem. Enquanto isso acontece, os três azarados que haviam caído no buraco sobem nas raízes de Palmon e chegam à superfície. E quando todos haviam saído da armadilha, ela simplesmente desaparece, como se nunca tivesse existido. E agora que Palmon havia terminado de carregar todos eles, os Chosen Children, ou a parte boa deles, haviam ganhado uma vantagem: Agora seria dois contra um.
– Ai, como vocês escaparam? – Gritava Sabrina, praticamente arrancando os cabelos da cabeça de estresse. Ela segurava o Digivice com muita força e Gazimon acabava recebendo toda a raiva que ela sentia, tornando-a uma Digimon muito mal-humorada. – Continue atacando Gazimon!
– BOOBY PIT!
Um buraco aparece de repente abaixo de Terriermon, e ele acaba caindo lá dentro. A diferença do antigo buraco onde eles estavam é que este estava cheio de uma gosma verde que faria qualquer um vomitar. Terriermon, quase se afogando sem forças, consegue sair de lá com muito esforço.
– Eco, o que é isso ein? – Perguntava Jullie, enojada com os resíduos que haviam ficado no pequeno coelho branco.
– Então é assim não é, cachorra? – Kyosuke havia chegado ao seu limite de jogos sujos, agora ele lutaria sério. Aquele olhar que ele havia acabado de fazer só era visto quando suas brigas com Jasmine chegavam a um nível extremamente sério. E agora o bicho iria pegar.
– SPINNING SLAP!
Terriermon começou a girar rapidamente com as suas orelhas na posição de estapear. E ao chegar perto de Gazimon, começou à estapeá-la numa velocidade estupidamente rápida que deixaria cada um zonzo de tantos “slaps” que foram ouvidos. Os resíduos de gosma que haviam grudado em Terriermon já haviam saído dele, e alguns chegaram a alcançar a calça de Sabrina, o que a deixou muito mais louca do que o normal.
– Seu pedaço de merda, você vai ver só! – A louca de pedra tirou o pequeno cartão do bolso, algo que nenhum deles havia visto até agora. Ela pegou aquele cartão e o passou por seu Digivice, e quando isso aconteceu, o pequeno Digital Device esroxeado começou a soltar faíscas roxas e sem rumo. Até que ela gritou:
– CARD SLASH! SPECIAL PLUGIN P
– O que é isso? – Dizia Jasmine, enquanto colocava a mão em frente ao rosto, pois o Digivice da garota estava emitindo um grande vento naquele lugar.
–... POISON FANG!
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