Digimon: The X-War
1 Atraso, Sonho Estranho e... Digimundo?
Notas iniciais
-Até mais tarde! –Gritou Kai para sua mãe enquanto saía apressado de casa.
-Tome Cuidado! –Respondeu a mulher.
Kafumi Kai, um simples jovem de 14 anos, de cabelos castanho-claro e olhos verdes. Ele estuda numa pequena escola de Kyoto próxima a sua casa, mas longe o suficiente para fazê-lo perder a hora...
-Droga... Nesse ritmo irei me atrasar... –Talvez por estar muito rápido, ou simplesmente o fato de não ser atencioso tivesse feito o garoto bater em algo... ou melhor em alguém.
-Por que não olha por onde anda!? –
-Bom dia pra você também, Yumi. –
Takeya Yumi, quase 14 anos, uma garota de cabelos marrons e olhos dourados. Estuda na mesma escola que Kai, faz de tudo pra ser uma aluna exemplar, além de odiar o jeito despreocupado de Kai.
-Pare de jogar conversa fora, nós já estamos atrasados. –Retrucou já voltando a correr em direção a escola.
-Tanto faz... –Murmurou, já a seguindo.
Apesar de tentar correr o mais rápido que conseguiam eles não conseguiram chegar na sala antes que o sinal batesse. Quando finalmente chegaram lá o professor já estava lendo algum texto, quando notou a figura dos dois na porta apenas disse, sem tirar sua atenção do livro:
-Eu não me surpreendo com você Kai, mas Yumi... Andem logo e vão para os seus lugares! –
-Sim, senhor... –Ela respondeu em voz baixa enquanto Kai apenas acenou com a cabeça.
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As aulas passaram-se normalmente até a hora do intervalo. Enquanto almoçavam Yumi não parava de reclamar sobre o atraso.
-Isso é tudo culpa sua, Kai! –
-Minha culpa!? Até parece, mesmo se nós dois fossemos mais rápidos que o som não teríamos chegado a tempo... –
-Você não toma jeito. –Concluiu a garota que ignorou o outro que falava.
-Mas vem cá, por que você se atrasou? –Perguntou sério, pois sabia que para Yumi ter se atrasado alguma coisa deveria ter acontecido.
-Eu... Eu dormi demais, mas... Mas é porque eu tive... Tive um sonho estranho. –Disse no que pareceu ser um sussurro.
-Um sonho estranho? E o que tinha nele pra ser tão estranho. –
-Eu não me lembro bem, tinha uns bichos estranhos e... bem, você estava lá... –
-Eu? Você estava sonhando comigo? –Perguntou o garoto a interrompendo.
-É e também... E também –
-E também? –Perguntou animado.
-E também tinha o... o Matoyo-Senpai. –Respondeu corada. Todo o entusiasmo de Kai se esgotou em menos de um segundo e foi substituído por uma avalanche de raiva.
-Não acredito que você tem se atrasado por estar sonhando com esse... com esse... –
-Pra começar, sim, ele estava no sonho, mas o sonho não era sobre ele, e sim sobre uns bichos estranhos! –Interrompeu a garota.
Antes de Kai poder perguntar alguma coisa o sinal tocou e Yumi se levantou para voltar pra sala e foi logo seguida por Kai.
-Ei, o que você acha se a gente sair pra... –
-Venham até mim! –Disse uma voz colossal que interrompeu Kai e que parecia vir de fora da escola.
-Você ouviu isso? –Perguntou Yumi.
-Ouvi e parece que vem de lá fora. –
-Não parece ter vindo dos autofalantes! –
-Venham logo, digiescolhidos! –
-O que vamos fazer, Kai? –
-Vamos lá fora, ué? –A jovem ia discordar, mas o amigo já corria pra fora da escola.
-Venham, venham logo! –
-Já estamos indo, oh grande voz misteriosa! –
-Pare de brincadeira, Kai! –Gritou a garota que tentava alcança-lo.
Quando chegaram no ponto de onde parecia que a voz vinha eles não viram nada, mas quando Yumi olhou para o chão encontrou dois pequenos objetos que pareciam celulares, ela os pegou e viu que um era azul com detalhes em vermelho e o outro era preto com detalhes dourados.
-Ei Kai! Vem cá. –
-O que foi? –
-Olha essas coisas, pra que será que servem? –
-Deixa eu ver! –Kai pegou o preto e tentou liga-lo, sem sucesso.
-Parecem ser celulares, mas são muito estranhos. –Yumi concordou em silencio e os dois começaram a encarar os objetos quando ouviram uma voz familiar:
-Ei, vocês dois! –
-Tinha que ser. –Reclamou Kai.
-Matoyo-Senpai –Exclamou a garota que estava encantada.
-É bom te ver também Kafumi, bom dia Takeya-San, mas vou ser direto, vocês também ouviram aquela voz? –
-Sim Senpai. –
-Ótimo, pelo menos louco eu não estou, ou estamos os três loucos! E eu também encontrei um desses celulares. –Exclamou calmamente enquanto mostrava um objeto semelhante aos outros dois só dividido em azul e verde e com detalhes em vermelho e branco.
Matoyo Tsukiro, tem 15 anos, de cabelo loiro quase branco e olhos azuis. É o presidente do conselho estudantil da escola de Kai e Yumi, e apesar de passar medo as outras pessoas ele é um educado e calmo rapaz. É muito admirado por Yumi o que causa certo ciúmes em Kai.
-Mas que voz era aquela? –
-Eu não sei, mas acho que... –Tsukiro parou de falar quando viu um pequeno vórtice se formar na sua frente.
-Mas o que... –Yumi não conseguiu terminar pois os três foram sugados pelo pequeno portal.
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-Ai, que dor! –Kai abriu os olhos e percebeu que estava em cima de Yumi numa posição vergonhosa. A garota abriu os olhos e ficou o encarando até que...
-Saí de mim, assombração! –Gritou fazendo com que Kai pulasse pra longe. Os dois começaram a olhar pro seu redor e perceberam que estavam na entrada de uma floreta que parecia estar em cima de um morro e que era cortada por um pequeno rio.
-Ei, parem de brincar e venham aqui! –Os dois foram até Tsukiro que estava na beira do morro.
-O que... foi?... –Kai calou a boca quando olhou para cima e viu vários campos de terra flutuando.
-Onde estamos? –Perguntou Yumi apavorada.
-Eu não sei, mas com certeza não é em Kyoto, nem no Japão e muito menos na Terra! –
-Você está certo. –Disseram dois pequenos dragões verdes em uníssono que assustaram os três jovens.
-Não estão no seu mundo... –Falou um urso com um boné.
-Este é... O DIGIMUNDO! –Completou uma espécie de lobo, quer dizer macaco, ou melhor dragão!
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