Digimon: The Fallen God
1 Prólogos
Notas iniciais
PRÓLOGO I – AGUMON
Uma pequena criatura amarela de enormes garras e olhos verdes igualmente grandes corria segurando um enorme ovo roxo com um triângulo vermelho e transparente. O corredor era comprido. Sons de alarme para todos os lados. Engrenagens com olhos vermelhos lançavam outras menores em direção à criatura amarela com traços reptilianos. Esta ofegava muito, mas não desistia nunca, conseguindo se esquivar facilmente dos ataques inimigos. Em uma das situações ele percebeu que não conseguiria se esquivar de uma engrenagem e vira sua enorme cabeça para trás.
- BABY FLAME!
Uma bola de fogo de tamanho considerável desintegra a engrenagem que fora lançada em sua direção e atinge o autor do ataque, fazendo-o desaparecer em pixels e virar um ovo amarelo metálico do tamanho do que ele carregava. O réptil amarelo sorri e corre mais rápido, vira um corredor e se esconde no escuro, despistando as outras engrenagens vivas.
Em uma sala um pouco distante dali, um homem de óculos escuros e de cabelos negros e lisos monitorava tudo o que acontecia dentro da base em que se encontrava através de diversas telas. Mas a sua atenção estava focada em uma tela em especial e esta monitorava a área em que o réptil amarelo se encontrava.
- Contabilize as nossas perdas nessa operação de resgate. – Diz o homem a um dos operadores que se encontrava em frente ao número assustador de telinhas.
- Senhor, quinze câmeras de segurança foram destruídas e perdemos sete Hagurumons. – Responde o operador sem tirar os olhos do monitor a sua frente.
O homem soca o primeiro teclado que vê, fazendo umas dez telinhas explodirem. Ele suspira e conserta seus óculos para demonstrar tranquilidade.
- Heh. Nunca imaginei que um único Agumon fosse nos causar tantos problemas assim... – O homem sorri. – Ele deve estar trabalhando para eles...
..............
O Agumon, muito ofegante, estava sentado debaixo de uma enorme árvore, há quilômetros de distância do edifício em que ele estava há algumas horas atrás. Ele ainda segurava o misterioso ovo roxo e olhava com curiosidade para o triângulo rubro.
- Que tipo de Digimon é você...? Todo mundo te quer por algum motivo... – O Agumon fica quieto por algum tempo, contemplando o triângulo extremamente polido. Irei ser seu mentor quando nascer. Vou lhe ensinar todo tipo de coisa, começando agora!
O Agumon sorri para o misterioso ovo e se retira do local, andando tranquilamente. No percurso, ele parecia conversar com ele, como se realmente pudesse ser entendido. Em algumas ocasiões o ovo balançava levemente, mas sempre surpreendia Agumon.
......................
Agumon agora entrava em outro edifício, mas ele andava nele como se conhecesse o lugar há muito tempo. Uma ave rosa do tamanho dele voa em sua direção.
- É este o ovo?
- É sim. Legal, não? – Agumon estende seus braços em direção à recém chegada.
- Hmm... – A ave rosa coça sua cabeça com as garras vermelhas que se encontravam no final de suas asas. – Ele é estranho. Que tipo de Digimon é?
- Ainda não sei. Vamos ver o que o comandante vai dizer.
Os dois agora atravessavam um corredor tão longo quanto o que Agumon corria horas atrás. Uma câmera de segurança acompanhava os seus movimentos e um homem jovem de cabelos brancos e olhos verdes os observava.
- Poderiam calcular quanto de dados os dois já tem?
- Sim, senhor!
Os operadores que se encontravam em frente às telinhas usavam seus teclados com uma perícia incrível e depois de poucos segundos, os resultados dos cálculos aparecem nos monitores de seus computadores.
- Senhor, Agumon já acumulou dados o suficiente. Piyomon ainda está na metade do necessário.
- Hmm... Entendo... Bem, não podemos mais esperar... – O homem coça o próprio queixo, pensativo. – Temos que usar pelo menos Agumon... Como está o Digivice?
- O Digivice está pronto para uso, senhor.
- ... Excelente. Iniciar transferência ao Mundo Real! Calculem as coordenadas. Lembrem-se quem tem que ver o Digivice!
PRÓLOGO II – KUROSAKI TOUYA
O sinal indicando o final das aulas finalmente toca. Um laranja nostálgico banhava o céu no momento em que Touya sai da sua escola. Era mais ou menos umas 16:30. Ele achava um saco aquele horário e o fato de sua escola ser muito próxima do Distrito de Shibuya, mas completamente distante de onde ele mora, Arakawa. Todos os dias, de manhã muito cedo, Touya pega um trem na Estação de Mikawashima para chegar à Estação de Shibuya e finalmente ir para sua escola. É uma viagem tediosa e que o irrita muito. Logo ele que é tão ativo...
Para quem não sabe, Touya é capitão do time de futebol de sua escola. Ele tem orgulho do time. Foi em seu comando que o time conseguiu conquistar dois títulos seguidos nos campeonatos interescolares. Pensar nisso o confortava muito durante os treinos e o dava confiança. “Sempre vamos conseguir!”, é o que pensava sempre que alguma partida não ficava bem para o seu lado. Embora ele seja uma estrela nos esportes, seu rendimento escolar fora da área da Educação Física não é tão brilhante. Não é ruim, mas nada excepcional. Isso só reflete como Touya não é esforçado para estudar. Ele está até acostumado em levar bomba nas provas, mesmo sabendo que ser aluno do segundo ano do ensino médio exige muita responsabilidade.
A Estação de Shibuya é um pouco distante de sua escola. Vinte minutos a pé, dez de bicicleta. Como ele não pode levar a própria bicicleta dentro de um metro, ele tem que alugar. 82 yen a cada duas horas. Ele achava um preço extremamente salgado, já que todo dia ele tinha oito horas de aula. Fora as passagens de metro... Realmente isso é algo para se reclamar...
Touya se dirige ao parque de bicicletas da sua escola quando nota alguém correndo em sua direção. Era uma garota de cabelos rosa e bem liso e extremamente bem cuidados., uns cinco centímetros mais baixa do que ele e com um corpo que chamava a atenção. Ela usava um uniforme feminino de colégio tradicional japonês. Não tinha dúvidas: aquela era Mikan, colega de classe de Touya e sua amiga desde a quinta série. O coração dele começou a disparar e ele lambe os lábios secos de nervosismo.
- EEEEEEEIIIiii... Touya-saaaan!!!
Mikan finalmente alcança Touya, ofegante. Seus lindos olhos azuis o observavam. Este simples olhar fez o garoto corar violentamente. Mikan era uma garota alguns centímetros mais baixa que ele. Em uma rápida tática, Touya se vira para sua bicicleta e finge arrumar sua mochila nela.
- O-Olá, Yuuki-san... O-O que você quer comigo? – Era estranho ele estar nervoso perto dela. Eles se conhecem desde a quinta série. Na verdade, nem ele entendia. Só sabia que isso começou ano passado...
- A-Ah... Você esqueceu o seu caderno na sala. – Mikan abre a própria mochila e entrega a Touya um caderno de vinte matérias. – Não se preocupe, eu não vi nenhum de seus desenhos e... Opa. – Mikan leva suas mãos a boca.
- ...
- ... T-Tudo bem... Meus desenhos não são grande coisa. Hahaha... Haha... Ha...
- NÃO! ELES SÃO MUITO LEGAIS! H-Hm... – Mikan pega novamente o caderno das mãos de Touya e começa a folhear as páginas. – EU ADOREI ESTE DINOSSAURO E ESSA AVE! – Diz Mikan com uma voz chorosa, como se estivesse querendo consertar algum erro enquanto apontava para desenhos em nível de esboço. – Qual o nome deles?
- Ah, sinto desapontar, mas não tenho nomes para os dois. – Touya pega o caderno de volta e o guarda na mochila. – O-Obrigado pelo caderno, Yuuki-san. Bem, até amanhã. – Touya força um sorriso enquanto monta na bicicleta e vai embora.
Suas orelhas ainda queimavam. Ele odiava quando o viam desenhando ou quando viam seus desenhos. E para piorar tudo, uma das garotas mais estudiosas da sua classe, e a que ele gosta muito, vê que seu caderno escolar está entupido de desenhos que não tem nada a ver com as aulas. Ele agora tinha certeza de que a Mikan o achava um completo idiota. Touya também não percebia que ele estava pedalando em uma velocidade maior do que o normal, como se ele estivesse querendo sair cada vez mais de perto da escola e o mais rápido o possível. Seus cabelos negros brincavam com o vento que batia em seu rosto, mesmo eles sendo bem espetados.
..............
Depois da cansativa viagem, Touya atravessa a rua e chega no ao prédio em que mora. O porteiro, que o conhece desde pequeno, o reconhece e o cumprimenta.
- Ah, Kurosaki-san... Seus pais acabaram de sair. Eles me pediram para te avisar. – Diz o porteiro já grisalho, mas ainda com o rosto radiante de um adulto jovem.
- Ah, obrigado, senhor. – Touya sorri como forma de reforçar a gratidão.
O garoto abre a porta de seu apartamento que estava sendo banhando pelos últimos raios de sol de fim de tarde. Seu estômago ronca, avisando que era hora de comer. Ele encontra um bilhete na mesa de jantar com a letra de sua mãe.
“Pegue o que quiser da geladeira. Voltamos logo.”
“Claro que vou pegar o que quiser, a casa é minha!”, brinca Touya em um pensamento divertido.
- Hm, acho melhor eu tirar o uniforme... Suei demais na saída das aulas... – Touya pensa no rápido diálogo que teve com Mikan e cora levemente.
Ele se dirige para seu quarto e acende as luzes. É um quarto bem confortável. Um armário ao lado de sua cama arrumada, uma mesa de estudos em frente à cama e com seu notebook, vídeo games e alguns materiais escolares. Uma guitarra dentro de sua capa preta estava encostada a mesa de estudos. Touya joga sua mochila em cima da cama e vai escolher alguma roupa para vestir. Depois de ter se dado por satisfeito com a escolha, ele se dirige para o banheiro para um bom banho gelado após um dia cansativo.
Assim que Touya sai de seu quarto, uma esfera de Luz branca aparece em cima de sua mesa de estudos e de dentro dela aparece um dispositivo transparente com uma pequena tela de LCD e havia alguns ideogramas desconhecidos que circundavam a tela. Dois botões pretos encontravam-se ao lado desta. Em ambas as laterais do dispositivo havia uma borracha preta anti-deslizante. A pequena tela piscava e um dinossauro amarelo aparece nela, como se estivesse olhando para o quarto de Touya.
Fale com o autor