Digimon – The Evil Arch

5 O Segundo: Parte I - Atos Pueris


Notas iniciais
Nesse capítulo tem uma surpresa para vocês na história~
Espero que gostem e boa leitura!

I


Durante um período de três dias contando depois do evento da evolução de Kyo, o trio acabou por lutar contra mais alguns Digimons que apareciam, eram Digimons crianças então não tinha tanta dificuldade e até Lopmon pode lutar contra esses inimigos. Na segunda, Aoi acabou passando por Yoru e estranhou ele estar de baixa estima e aconteceu o mesmo na terça...

─ Ei, alguma de vocês sabem o que aconteceu com o Yoru-senpai? ─ Aoi perguntava para algumas garotas que tinha visto seguindo o garoto.

─ Parece que ele ficou um pouco triste pelo mascote dele ter quebrado e não consegue concertar... Mas ele parece muito ligado a um simples brinquedo, se quebrar é só comprar outro, esses garotos ein! ─ A garota ria, e as amigas dela também riam com aquilo. Aoi acabou ficando em silêncio e saiu dali, estava brava com aquelas garotas por não saberem a importância daquele brinquedo e que foi aquela amizade com o mascote digital que afetou a possibilidade de evolução de Kyo e por isso Aoi sabia como Yoru poderia se sentir, mas não iria se aproximar dele, iria pensar melhor sobre o assunto.


Depois da escola, Aoi passou naquele parque para ver se nenhum outro Digimon estava lá e não tinha nenhum segundo seu parceiro, ou seja, ela pode ir para casa sem nenhum problema, ou foi o que pensou...

─ Aoi, o portal está se abrindo! ─ E naquele aviso de Kyo de dentro do Digivice, a garota viu um feixe de luz e dele sair um adolescente de uns dezesseis anos aparente, ele usava roupas verdes e que lembravam um pouco roupas europeias de alguns séculos atrás.

─ Ele também é um Digimon? ─ Perguntava para si, mas não perdeu tempo para fazer o reconhecimento pelo digivice, só que ela foi notado e o adolescente avançava, segurando-a pelos braços. ─ Como?

─ O que você estava tentando fazer garotinha? ─ O Digimon perguntava.

─ Queria saber quem era você apenas... ─ O respondia enquanto tentava se soltar.

─ Me chamo Petermon! Sou um Digimon e um dos mais belos e poderosos! ─ Petermon ainda segurava os braços de Aoi e percebia que ela tinha um digivice em mãos, a considerando automaticamente uma domadora. ─ Então és uma domadora! Muito interessante, mas você não vai impedir meus planos!


“Além dele não me parecer se tornado um selvagem, ele também previu meu plano?” Pensava Aoi, tentando se escapar mais ainda, mas aquele Digimon era bem mais forte que ela.

─ Tinkermon, faça aquilo! ─ Ordenava o jovem e de seu bolso aparecia um Digimon fada, era Tinkermon.

─ Tem certeza Petermon? ─ Aquela fada parecia preocupada com algo.

─ Sim! Faça isso ou vai ser pior para você Tinkermon! ─ Gritava com ela, a olhando com raiva.

─ E-Está bem... ─ Tinkermon foi obrigada a agir e assim foi até Aoi e começou a jogar o pó que saia de suas asas sobre a garota. ─ Fairy Powder!

─ M-Mas o que? ─ Aoi percebia que seu corpo parecia diminuir, ela se tornava uma criança de quatro anos de idade e Petermon segurava o digivice dela.

─ Aha! Você acabou de virar um bebê e agora seu digivice é meu... Mas, espere, você ainda me parece uma criança e não me parece um bebê, Tinkermon o que significa isso? ─ E Petermon gritava novamente com a pequena fada.

─ M-Me desculpe Petermon...

─ Nada de desculpas! ─ Ele tirava a faca da bainha e atacava Tinkermon com força a jogando um pouco para longe e a machucando forte. ─ Agora vamos....

─ Beak Pecker! ─ Kyo saia no momento exato do digivice já atacando com seu bico para que Petermon soltasse o digivice, o pegou com seu bico e pegou Aoi com uma das asas para fugir dali, podia voar bem com apenas uma das asas e como a garota já estava segurando suas roupas, não precisaria se preocupar com aquilo, a mochila da garota tinha sido pega pelas garras do gavião.


─ Mas o que aconteceu comigo? ─ Aoi se via assustada com aquele corpo, nunca pensaria que algo podia acontecer e ainda por cima de alguém que era feito de dados... O que a fez pensar que algo acontecia para os Digimons perderem uma porcentagem de dados e virar mais orgânico, mas parou de pensar quando chegou em casa, Kyo entrava pela janela e a garota ficava sentada na cama, suas roupas eram largas de mais e podia ficar só com a blusa que dava certo e foi quando seu irmão mais velho; chamado Yoshiaki; entrou no quarto com Kou.

─ Você não pode entrar no quarto da Aoi sem ela estar... Aqui... ─ O mais velho se assustou ao ver aquela cena, via Aoi junto com Lopmon e Kyo e arregalava os olhos de medo e surpresa, Kou também se assustou, mas abriu um largo sorriso e foi mexer com Kyo. ─ Q-Quem são vocês!?

─ Err... Olá irmão... ─ Aoi falava meio constrangida, mas não perdeu tempo, teve que explicar a situação para eles. Explicou tudo, desde o encontro com Lopmon até o momento com Petermon e Tinkermon.


─ Então você se tornou uma criança de quatro anos de idade... Parece um problema... ─ Yoshiaki não acreditaria se não estivesse vendo aquela situação com seus olhos.

─ Então agora eu não sou mais o irmão mais novo e a Aoi é? ─ Kou perguntava, fazendo sua irmã corar.

─ Acho que sim Kou-chan... Mas não sei se vai ser temporário ou não... Só sei que por enquanto eu estarei assim e não poderei ir para a escola... ─ Ela parecia desanimada, mas seu irmão tratava de respondê-la.

─ Nós vamos dizer que você está doente e não pode receber visita de ninguém, eu estudei e a Hina também estudou na mesma escola que você estuda atualmente, então não vai ser problema passarmos lá para pegarmos as lições e entregarmos para você e assim não vai perder nenhuma matéria e... ─ O jovem adulto via a volta da sua pequena irmã tomar uma coloração mais escura. ─ Quando você tinha quatro anos de idade ainda precisava de fraldas...

Com o comentário, Aoi e Kou olharam para a situação e a garota corava bruscamente por ter urinado na cama enquanto o garoto ria divertido.

─ Ela fez xixi na cama! Ela fez xixi na cama!

─ E você fez xixi na cama esses dias atrás. ─ Yoshiaki tentava acalmar a irmã por já ter previsto aquilo conhecendo os dois.

─ Ei! Você prometeu que não ia contar para ninguém! ─ Kou ficava envergonhado e Aoi ria com aquilo.

─ Bem, vamos lá! ─ Ele pegou a irmã no colo e se virou para Kyo e Lopmon, que observavam tudo quietos. ─ Kyo e Lopmon, né? Vocês poderiam tirar a roupa de cama e colocar para lavar? Kou, os ajude!

─ Certo! ─ Os três falavam juntos e já começavam a fazer aquilo enquanto o mais velho dava um banho na garota para depois deixá-la na sala.

─ Eu vou sair um pouco e já volto, se a Hina ou a nossa mãe chegar, melhor explicarem direitinho, está bem? ─ Yoshiaki falava com seu ar de irmão mais velho que gosta de mandar, também falava para Kyo e Lopmon ficarem na sala antes de sair.


Yoshiaki voltou antes até da mãe ou a irmã que faltava chegarem em casa, o jovem foi até a irmã, vendo que ela estava no mesmo lugar.

─ Precisou ir ao banheiro? ─ Perguntou curioso.

─ Precisei não, e não fiz xixi sem querer de novo! E o que você comprou?

─ Um pacote de fraldas... ─ O jovem suspirava. ─ Também uma roupa que você possa usar já que sei que não tem nenhuma aqui em casa que sirva... Comprei o mais rápido que pude então escolhi apenas uma peça.

─ Ta bom... ─ A garota corava com a situação, até o irmão percebia que apenas o exterior dela que unicamente mudou e seu interior continuava intacto, sendo a mesma garota de antes.

─ Você poderia tentar agir como uma criança da sua idade atual, não é? ─ Yoshiaki comentava aquilo ao arrumar a irmã, a sentou para por o vestido rosa que tinha comprado para ela.

─ É que ainda estou confusa... ─ Aoi virava seu rosto para o lado, pensando sobre o que tinha acontecido, mas soltava um sorriso alegre ao ver que o vestido tinha um desenho de urso na frente. ─ Acho que vou tentar ser mais como uma garota de quatro anos por enquanto! ─ Aoi ficou em pé na cama, seu irmão também tinha comprado um par de meias e uma sandália caso ela fosse sair de casa.

─ E eu vou guardar no seu quarto o pacote de fraldas, o talco e as outras coisas! ─ Yoshiaki já pegou as coisas e guardou em um lugar no quarto da irmã.


Quando a mãe e a irmã deles chegavam em casa, Aoi e o resto explicou a situação inteira mais uma vez e tinham como provar que era verdade, mostrando Hawkmon e Lopmon, mas isso trouxe um pouco de tristeza para a mãe deles.

─ Como minha Aoi pode se envolver em uma coisas dessas? É horrível, muito horrível, você poderia ter se machucado sabia? ─ A mãe estava com a filha no colo.

─ Me desculpe, mas eu tinha que fazer alguma coisa e não podia pensar que poderia ter alguém sofrendo e eu ficasse parada sem ajudar... ─ Tentava se explicar, ficando cabisbaixa.

─ Tudo bem! ─ A mulher sorria para a filha. ─ Afinal essa é a Aoi que eu conheço como filha e sei que da nossa família, só você poderia fazer tal coisa!

─ Mamãe...

─ Isso ai Aoi! E vamos te ajudar no que for preciso, vamos dar a você o nosso suporte! ─ Era Hina falando, a irmã de dezessete anos, e aquilo foi confirmado pelos outros irmãos e pela mãe da garota.


─ Que família incrível! ─ Dizia Lopmon admirada com tal união.

─ É a união da família deles, é uma coisa linda... E quente... ─ Kyo comentava para a coelha, estava feliz que não precisariam esconder mais nada da família de sua domadora, aquilo iria fortalecer mais os laços entre os dois.


II


Quando Aoi fugiu, Petermon pegou Tinkermon e a jogou bem longe para que pudesse cair em algum lugar e morrer.

─ Que fada estúpida! Eles fugiram e aquela domadora não se tornou um bebê e creio que ela vai poder usar o digivice a algum momento! ─ O Digimon estava claramente irritado, mas saiu dali, iria pesquisar mais sobre aquele mundo e descobrir a casa de Aoi para derrotá-la antes que acontece-se com ele.


Tinkermon era jogada para longe e caia em um canto qualquer no chão, mas ainda não estava machucada o suficiente para morrer, apenas para ficar inconsciente e a pequena fada jogada ali no chão seria um alvo fácil para qualquer pessoa desligada pisar nela, mas uma pessoa a viu e pegou, aquela pessoa a levou para casa afim de tratar os ferimentos dela, o que levou Tinkermon a ficar enfaixada na barriga e outros lugares.


─ O-Onde estou? ─ A fada abria seus olhos, vendo que não estava mais no lugar que aterrizava e sim em um local que parecia ser um quarto de um humano.

─ Na minha casa... ─ Uma voz falou e no exato momento, Tinkermon procurava pelo dono da voz.

─ Quem é você? ─ Perguntou.

─ Murasaki Yoru, mas pode me chamar apenas de Yoru. ─ Respondia ao sentar na cama para pegar a fada com suas mãos. ─ E você, quem é você?

─ Me chamo Tinkermon e sou um Digimon... ─ Ela estava cansada e falava lentamente, mas como não tinha mais perigo de vida, não tinha problema falar um pouco e em poucas palavras explicou o que era um Digimon para Yoru.


─ Então... Aquele monstro que atacou Al era um Digimon? ─ O seu mascote digital ainda estava quebrado e em cima do criado mudo, o garoto simplesmente não podia esquecer...

─ Possivelmente... ─ Respondia a fada, vendo o estrago que aquele mascote tinha sofrido, logo percebia que aquele aparelho parecia ser igual ao digivice de Aoi, só que roxo e sem a adições das câmeras e os botões, aquilo a assustava a ponto de ficar paralisada de medo, mas também um pouco de esperança aparecia dentro da fada. ─ Petermon...

─ Quem? ─ Perguntou curioso.

─ Outro Digimon que veio comigo, mas aconteceu algo com ele quando fomos sugados para esse mundo... Algo aconteceu no caminho... Eu não sei, ele me protegeu colocando dentro do bolso, não tinha como eu ver nada... Apenas sei que ele ficou diferente depois que viemos para esse mundo a ponto de me atacar e me deixar de lado por não ter feito o que ele pediu...

─ Entendo... Bem, posso te ajudar se quiser, mas não hoje e nem agora, eu preciso dormir e é melhor você descansar! ─ Dizia Yoru já se deitando em sua cama, deixando a minicama que tinha feito para deixar Tinkermon sobre o criado mudo.


No dia seguinte, Yoru se levantava e ia para a escola, deixava Tinkermon em seu quarto, ela ainda precisava se recuperar, o garoto parecia um pouco mais feliz, ele tinha um sorriso um pouco perverso no rosto pois agora sabia o que tinha destruído Al, mas como não ouviu falar mais daquele Digimon que atacou a escola teve que pensar em outro ponto e resolveu que ficaria feliz em apenas vencer Petermon como vingança, tanto por Al quanto por Tinkermon, mas não pode evitar de tremer de medo ao pensar que ele poderia ter algum poder especial ou ser mais forte que si... “Tudo bem, ele pode ser mais forte que eu, mas eu vou arranjar um jeito de vencê-lo!” Era o que pensava para se animar na luta contra Petermon.


O dia passou e Yoru não perdeu tempo para voltar para casa, quando chegou viu que Tinkermon parecia bem e poderia fazer o plano que pensou perfeitamente:

─ Que bom que você está bem Tinkermon, então agora podemos ir atrás do Petermon para ensinar uma boa lição nele! ─ O adolescente se mostrava determinado em lutar contra o Digimon.

─ É impossível! Não tem como você vencê-lo assim, os humanos não tem poder contra nenhum Digimon! ─ Tentava impedir que ele fizesse alguma loucura, mas Yoru parecia não ouvir.

─ Mas eu vou ainda sim e se eu precisar de poder, então me de esse poder para vencer!

─ É impossível também, eu não tenho poder para tal coisa... ─ A fada parecia desanimada naquele momento, não negava que não queria que algo ruim acontece-se com aquele humano, mas se lembrou do mascote e então se decidiu. ─ Mas tem uma forma, não sei se vai funcionar, mas podemos tentar!

─ Eu tentarei qualquer coisa se for para vencer um inimigo! ─ A determinação e orgulho de Yoru não eram abalados por nada de desanimador que a fada falava.

─ Então peque o seu mascote digital que eu irei fazer o que pensei!

─ Certo! ─ Yoru fez o que Tinkermon pedia, pegando o mascote digital com uma das mãos e o deixando deitado.

─ Fairy Powder Modified! ─ E mais uma vez a fada jogou seu pó, mas dessa vez foi no aparelho e de forma modificada, dando parte de sua vitalidade para Al e foi quando aconteceu.


Uma forte luz roxa começou a irradiar o quarto, vinha do aparelho que se modificava em um digivice e de dentro saia um Digimon, Dracumon, e assim nascia mais um domador!

─ Yoru! Yoru! Que bom que estou de volta, foi terrível esse tempo! Ah sim, sou Al, seu morcego, mas agora estou mais para um vampiro... Só que diferente! ─ Al começava a pular um pouco alegre e tinha um sorriso maroto em seu rosto.

─ Um Dracumon! ─ Tinkermon comentava. ─ Eu dei parte da minha vitalidade para poder dar a vida para o Digimon e como você disse que Al era um morcego eu pensei em que outro Digimon poderia aparecer, mas talvez o Digimon que te atacou fosse um parecido... Você disse que foi um lobo, então só pode ter sido o Fangmon! Agora faz sentindo!

─ Não importa agora... Dracumon, você está pronto para lutar ao meu lado em pró da justiça? ─ Yoru falava como se fosse algum tipo de ordem em forma de pergunta.

─ Estou sim Yoru! Estou pronto para tudo e para uma pequena diversão! ─ O Digimon ria um pouco, ele tinha pegado a personalidade infantil que Tinkermon tinha e misturou com algo sombrio que ganhou de Fangmon.

─ Então vamos! ─ Com aquela ordem, Dracumon entrou no digivice de novo e Yoru saia de casa junto com Tinkermon, que explicava o pouco que sabia sobre os domadores, mas segundo a lenda, o digivice deles eram diferentes.


E assim Yoru, Dracumon e Tinkermon partiram para lutar contra Petermon, o novo trio estava pronto para lutar e lutaria ferozmente, até mais feroz que o jeito de Kyo e Aoi lutam!

Notas finais
Eu não coloquei imagem do Dracumon por ele estar na capa.
Lembrando que Dracumon foi o nome que foi colocado primeiro e depois foi deixado como Dracmon no original, ambos os nomes estão certo e preferi usar Dracumon porquê eu quis apesar de achar Dracmon mais bonito.
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