Digimon - The Domains Of Darkness
6 Pedindo Ajuda! Salve o Vale da Luz! – Parte Três
Notas iniciais
Título em Japonês: 助けを求める!光の谷を救え! — パート三
Enquanto Yumi voltava para o Vilarejo das Flores, Daichi estava correndo como um guepardo. Enquanto Coredramon ofegante ia atrás dele. O Digimon não conseguiu voar há muito tempo, pois ficou cansado.
- Espere-me! – Gritou o Digimon.
Eles chegaram juntos a uma colina que logo abaixo havia um buraco. E nele estava Vila Vizac. Várias casas feitas de metal, algumas de madeira e ferro. Tinham prédios não tão altos, outros lugares eram largos, parecidos com estações de trem.
- É aqui... – disse Coredramon ofegante. – Aqui é a... Vila Vizac, o lar... Da tecnologia...! – Seus olhos ficaram mais abertos. – Hã, não era para ter um Digimon psicótico, que quer nos destruir e como foi que Hajime disse? Ah, um sim, um Digimon com uma cápsula que suga almas... Cadê ele? – Disse olhando para os lados.
Eles desceram a colina, o que não demorou muito.
Lá embaixo, havia um tipo de rua principal, onde vários digimons de vários tipos andavam para lá e para cá. Era uma feira de rua. Digimons grandes, pequenos, gordos, magros, gritavam para anunciar seus produtos exóticos.
Peixes estranhos com espinhos e olhos enormes, frutas espinhosas, rosas, verdes, pretas – que eles juravam estar boas –, grandes, pequenas, enfim, eram muitas, coisas diferentes para humanos!
Agora, havia também, as coisas normais, tipo, peças de computadores, relógios, telefones, peças de carros, como motores – que diziam ser teletransportadores –, rodas, pistões, etc. Tinha também em cima das barracas coloridas, muitos pen drives abertos e outros fechados, sendo vendidos por preços absurdos, como espadas à laser.
Daichi estava andando pela feira, parou de frente a um motor e um Digimon robô com uma cabeça parecendo de alienígena, corpo de metal duas armas na mão apareceu.
- Prazer! – Disse com uma voz metálica. – Eu sou Ebemon e o que desejam? Tenho muitos produtos, peças de robôs gigantescos, peças de outros mundos, um teletransportador...
- Isso não um tele...
- Mas claro que é! – Falou o Digimon. – Isso veio do mundo humano!
- É? Eu também e sei mais que você! E digo que isso é um motor de carro!
Ebemon ficou com raiva, mas também com medo, pois o Digimon sabia que estava errado, então pegou com todos os seus tentáculos mecânicos, o motor levou-o para dentro de uma tenda colorida de onde havia saído.
Seguiram em frente e não viram nada de diferente do que já tinham visto na feira. Eram comidas exóticas do mesmo tipo, motores, peças, robôs e brinquedos quebrados. Nada de valor.
- Que horas são? – Perguntou Hajime à Coredramon, que olhou para o céu.
O céu estava escuro, nuvens por todos os lados. Mas no meio delas estavas a três luas dos Digimundo. Elas brilhavam com três cores diferentes! O clima também estava um pouco frio... E piorava!
- São mais ou menos nove e meia. – Disse com um ar de preocupado. Seus olhos ficaram totalmente abertos, a pupila diminuiu e os dentes apareceram. – AARRGGHHH! Algo ruim tá vindo!
- O-O que foi? – Perguntou Dai com medo de seu próprio amigo. – Acalme-se!
- Não entendo o porquê de eu estar assim! – Falou com os dentes à mostra. – Acho que é algum inimigo vindo! Algo muito forte! Muito!
Daichi pôs a mão sobre o bolso da calça jeans. Lá estava seu Digivice. Não era algo que somente Coredramon sentia. Ele também sentia algo estranho. Como se fosse dor no coração, uma dor muito forte que o garoto não podia fazer parar!
O Digimon começou a olhar em volta com raiva ainda. Via tudo, mas nada do que queria. Eram apenas barracas coloridas. O Digimon dragão sabia que se visse algo de estranho, poderia reconhecer.
Dai também olhava. Mas não via... Espera... O que era aquilo. Todos os digimons da feira noturna estavam com pouca ou sem roupa. E aquilo que ele via, estava coberto da cabeça aos pés.
- Core... – Ele já havia visto antes de Daichi terminar.
- É ele! – Disse com os olhos fervendo!
O estranho que ia em direção deles estava totalmente coberto por uma capa, alguns retalhos em volta para escondê-lo por completo, mas por quê? Quem era o ser vestido?
Coredramon investiu contra o talvez-inimigo, que deu um tapa no focinho do dragão. Ele se soltou, mas arrancou um pedaço dos retalhos, que ficava perto do pulso. Deu para ver uma pequena parte “pelada” do corpo do inimigo. Parecia uma pele macia. Seria uma...
- Ah, seu dragão idiota! – Disse com uma voz feminina o forasteiro. Ele, ou ela, arrancou da boca de meu Digimon. – Argh! Não sei por que não te... Bato... Ou melhor, eu já fiz isso! – E ergueu os braços balançando os quadris.
Daichi estava achando estranho um Digimon com um jeito tão feminino, ou melhor, com um jeito estranhamente esquisito.
- Desculpa senhora! – Falou Dai puxando Coredramon para trás. Este perdeu a raiva, mas ela estava no Digimon. – A senhor me...
- O quê? – Falou ela tirando o capuz, que revelou uma linda mulher, com pele lisa, cabelos loiros, pequenas asinhas dos lados da cabeça. E não dava para ver seus olhos, pois havia um pano, que o cobria. Ela era linda! – Você me insultou!
- O quê? Como? Espera... Foi mal!
- “Foi mal!”? Só isso? Eu sou Venusmon, a maravilhosa deusa da beleza, mais linda que as mulheres do seu mundo! Paris Hilton, Gisele Bündchen e... Sou mais linda que a Lady Gaga! Eles não falam que ela é linda?!
- Hã? – Disse pasmo Daichi. – Ele nunca viu um Digimon saber tanto de personalidades de seu mundo, quanto a tal Venusmon. – Um minuto. Como você as conhece? E Lady Gaga não é tão linda quanto você pensa!
A deusa da beleza retirou o resto dos trapos, que considerava nojentos e fora de moda. Ela usava um vestido branco, que deixa à mostra suas pernas até a canela, onde tinha um tipo de grande sandália. Seu cabelo era enorme e era amarrado por várias fitas também brancas!
Em seu pulso, onde Coredramon havia mordido tinha uma marca, mas não era de mordida ou corte. Era um símbolo, lembrava muito a letra grega FI (Φ), porém nas partes de cima e de baixo, havia um risco, na horizontal, ligado à linha que corta o círculo.
— Tenho que ir. Preciso achar alguém! – Ela passou reto e deixou os dois ali olhando para suas vestes.
“São eles sua burra! O que você tem de beleza, não tem de inteligência!”, disse Iblimon na cabeça de Venusmon, que parou e olhou para trás.
— Ah, desculpa! – Mentiu ela, indo na direção dos dois.
Sem esperar um segundo, Venusmon jogou o menino no chão e deu um soco no Digimon dele. Sentou-se ao lado o jovem. Mexeu no cabelo e ajeitou o pano que lhe cobria os olhos. Ela estava calma.
Os outros digimons olhavam para ela e para o Coredramon caído.
— Como posso dizer isso sem fazer clichê? – Ela pensou alguns segundos. – Que se dane! Não me importo com clichê! Vai logo moleque, me dê seu Fogo Divino ou então... Terei que... Sugar todos vocês. E depois Mestre Iblimon sugará vós alma!
Ela pegou suas antigas vestes sujas e feias. E de lá tirou a cápsula, de vidro e metal. Estava fechada, ou seja, não tinha nenhum Digimon lá dentro.
- Não seria “vossa alma”? – Disse o menino com um sorriso no rosto e pensando: “Ela pode ser linda, mas é burra igual uma porta!”
Ela percebeu o erro e gritou:
- Não me corrija seu... Seu menino idiota!
Mesmo sorrindo, Daichi não iria aceitar uma ofensa, muito menos ser jogado no chão por um Digimon. Um Digimon idiota e que não sabe nem falar direito.
Venusmon segurava na mão a cápsula e no rosto tinha um sorriso maléfico. De longe ela parecia ser boa, mas de perto ela era muito má. Ou então...
“Esse símbolo no braço dela! Será que é por isso que ela é má? Venusmon não aparenta ser ruim. Mas esse símbolo me parece algo do Iblimon!”, pensou olhando para a Digimon fêmea.
Num movimento muito rápido, ele ergueu o braço e propositalmente acertou o dela, que deixou a cápsula sugadora de digimons cair e fez uma pequena rachadura. O menino empurrou a deusa da beleza e se levantou. Pisou com toda a força no objeto, que se quebrou.
Correu para perto de Coredramon. Mesmo Venusmon parecendo fraca, o soco dela foi forte, pois no rosto do dragão tinha uma mancha vermelha, que provavelmente ficaria roxo mais tarde. Ele com lágrimas nos olhos gritou:
- DESGRAÇADA! Eu respeito muito as mulheres. – Disse levantando-se. – Mas você não é uma mulher! Você é simplesmente um monstro! Além de ser burra! Não sabe nem falar direito. Eu vou acabar com você! Vou fazer um marca como você fez no Coredramon! Mas essa vai ser pior! ELA NUNCA VAI SAIR!!!
Ela se levantou limpou suas poucas vestes.
- Você está com muita raiva moleque! – Ela ajeitou o cabelo e olhou para ele (mesmo com o pano no rosto). – Eu não gosto de ficar com raiva! – Venusmon passou a mão pelo rosto liso e branco igual à neve. – Raiva faz aparecer rugas.
Daichi com raiva correu e formando um punho com as mãos, tentou dar um soco no rosto dela. Mas a deusa da beleza segurou seu punho com a mão.
“Como ela consegue fazer isso? Ela tem um pano no rosto!”, pensou o garoto. Retirou a o punho da mão dela.
- Você me... Me... Me enche de raiva! Eu tenho vontade de matá-lo com um só golpe! Mas Vulcanusmon pediu que o esperasse! Mas quem é ele pra falar isso pra mim? Meu marido? Ah... Bem... Só no seu mundo Daichi!
Eles estavam frente a frente. Daichi podia acertar-lhe um soco. Mas o que adiantaria. O soco que deu em Coredramon o machucou muito! O que será que aconteceria com ele? Talvez quebrasse um osso?
E ela podia muito bem matá-lo. Mas sabia que ele tinha um poder que poderia aniquilá-la. Não iria ousar tanto! Iria enrolar até Vulcanusmon chegar e os dois juntos finalmente poderiam acabar com os dois sem muito esforço!
Um pequeno brilho apareceu no bolso de Dai. Algo parecido com um celular recebendo uma chamada. Venusmon percebera a luz, mas não seria tão tola de perguntar nada, pois além de saber, a deusa tinha medo daquilo que todos conheciam como...
“O Fogo Divino”, lembrou-se Daichi. “Será que... Será que eu consigo usá-lo? Talvez consiga fazer pelo menos algum machucado nela!”
Rapidamente ele pegou o D-Mega sem saber que estava brilhando. Olhou a assim percebeu que o poder poderia ser usado. A luz crescia a cada segundo. Ergue-o e disse:
- Fogo Divino! Poder do Fogo! – A luz aumentou tanto, que os digimons da feira ficaram surpresos! A luz iluminou tudo. Muitas tendas tinham lâmpadas, mas não eram tão fortes quanto aquela luz!
- Droga! Tudo está contra mim hoje?! – Disse Venusmon gritando para o céu.
O fogo do poder de Daichi cobriu o braço do jovem. Ele não sentia o fogo lhe queimando, porque não estava. Aquele fogo crepitava e a raiva também, mas ele pôde perceber que quanto mais raiva tinha, menos o fogo queimava, ou seja, o jeito era ficar calmo!
Acalmou-se, mas ainda tinha uma missão, levar os digimons daquela vila para o Vilarejo das Flores lá, iriam se preparar e depois a batalha pelo Vale da Luz iria começar!
- AHHH! – Disse Dai correndo com o punho. Acertou o rosto da deusa que passou a mão e sentiu a pele quente e manchada com algo preto, como se fosse carvão.
- Mas que merda é essa? – Disse vendo a mão suja. – Você... Não sujou minha linda pele, branca como a neve, sujou? – Baixou os braços e cerrou os punhos.
Começou a desferir vários golpes no rosto do garoto. Depois dos socos, o jovem ficou com a cara levemente inchada e um pouco de sangue saía do nariz.
- Só isso eu fiz? Vou piorar!
Ele deu um forte soco em sua barriga e ela se abaixou. Empurrou-a para o lado, jogando a deusa no chão. Seu rosto ainda sangrado dizia e sua perseverança, diziam que ele estava sofrendo, mas seu Digimon estava pior, seu Digimon era seu amigo e iria protegê-lo contra qualquer coisa. Nada iria matá-lo, muito menos uma deusa burra!
Apontou o dedo em chamas para a mulher. A faixa no rosto tinha um pequeno rasgo e o resto de suas roupas, estavam pretas, ele não sabia como, olhava para suas mãos, estavam limpas, mas quando tocava nela, apareciam manchas. Disse então:
- Você é um Digimon muito idiota! Não sei como Iblimon tem você como capanga! Venusmon, você é muito irritante. Hoje, nem batalhamos direito, porque você só pensa em sua beleza. Além de ser burra... Mas com isso eu me divirto!
Virou-se para os habitantes. Olhou um por um dos que estavam próximos. Todos estavam perplexos com as cenas que viam. Olhos arregalados e boquiabertos!
- Vocês irão me ajudar a salvar o Vale da Luz? – Cerrou os punhos e o poder do Fogo Divino cessou. – Ele está correndo perigo! Ele será destruído se nos todos do Vale não nos unirmos e lutarmos juntos para destruir Iblimon!
Um Digimon feito de metal saiu do meio dos outros. Depois que se pôde ver melhor, Dai percebeu que ele tinha algumas partes expostas, com pele parecida com a humana. Apesar de ser um pouco feio, o Digimon de metal parecia ser inofensivo!
- O quê? – Gritou Venusmon atrás do Digiescolhido. – Você não pode me abandonar! – Ela falava com sua pulseira de brilhantes.
- O quê foi? Ficou louca? – Alguns digimons dali riram.
- Não preciso dar satisfação para você! Nem para esses outros Digimons feios! — Ela pegou de sua antiga veste marrom uma bolinha parecida com uma pérola. Jogou-a no chão e uma fumaça subiu. Alguns tossiram. E Venusmon sumiu.
- Digimon idiota! – Disse o outro de metal – Ela muito vaidosa! Mas... Mudemos de assunto! Eu irei ajudar, pois vocês são os salvadores? Já ouvimos falar. – Virou-se para os outros digimons. – Pessoal, mesmo que arriscaremos nossas vidas, vai valer a pena! Vamos lutar e vencer! Um apenas é fraco. Mas muitos fracos juntos irão formar um forte! Então o que acham?
Muitos digimons gritaram, aplaudiram e eles foram para suas casas pegar o que iriam usar. Talvez alguma arma. Ou então apenas trancá-la. Todos prontos, ou melhor, quase todos.
Coredramon acordou bem melhor e perguntou o que aconteceu. Daichi respondeu o mais rápido possível, resumindo tudo, porém sem esquecer as partes importantes. Eles se prepararam e estavam agora todos prontos!
Dai subiu no Digimon e foram embora, com os digimons atrás correndo, gritando e cantando gritos de guerra. Pois para eles, otimismo, com certeza vencia o pessimismo!
Notas finais
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