Digimon - The Domains Of Darkness
5 Pedindo Ajuda! Salve o Vale da Luz! – Parte Dois
Notas iniciais
Título em Japonês: 助けを求める!光の谷を救え! — パート二
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Enquanto Hajime levava os habitantes do vilarejo até o Vilarejo das Flores, para se prepararem para a batalha, Yumi estava muito perto deseu destino. O Monte Yee.
Estava tudo escuro, não se via nada, se não fosse uma montanha tão alta, talvez, algum Digimon alado – como Sunflowmon –, poderia se chocar contra as rochas e seria o fim. Isso era perigoso!
O vento frio batia no rosto de Yumi com muita força, pois Sunflowmon, mesmo estando um pouco machucada, se esforçava para conseguir chegar ao seu destino, pois eles dependiam dos Birdramons, que seria um ótimo ataque aéreo.
Faltavam apenas alguns metros até chegarem mais ou menos no meio da montanha, quando Sunflowmon percebeu que algo estava errado.
— Yumi! – Gritou, pois o vento impedia que se comunicassem direito. – Algo está errado! Sinto que algo de ruim vai...
BAUM!
Algo havia se chocado contra o Digimon planta. Yumi não conseguiu se segurar e caiu. Gritava muito. Toda sua vida passou por sua mente. Os pais quando saíram de casa para os desfiles ao redor do mundo, sua avó a recebendo em Tóquio e quando conheceu Lalamon sua nova melhor amiga!
Uma grande mão pegou-a e a garota continuou a gritar, mas logo parou, pois percebeu que sua amiga lhe ajudara.
— Que bom! – Disse Yumi chorando. – Pensei que tivesse caído e morrido. E que... E que eu iria morrer também! – E caiu em prantos.
— Não se preocupe! – Falou a Digimon. – Amigos são para essas coisas, não é?
A jovem assentiu.
Ela foi colocada nas costas de seu Digimon e voaram por alguns segundos, quando Sunflowmon fez seu rosto brilhar e assim começou a procurar algo, como um farol que brilhava perto do mar.
Um ser branco, com asas no lugar de braços, rosto humano e garras afiadas, voou na direção do Digimon planta, que desviou e usou sua calda para rebatê-lo para longe. Depois, aplicou-lhe um soco no rosto. Desferiu o primeiro ataque novamente, tornando o inimigo zonzo, que se recuou e como um míssil, foi em direção de Sunflowmon. Após atingi-la, a mesma gritou:
— Feixe de Luz Solar! – Um raio de luz saiu de seu rosto, atingiu o Digimon branco, que se desfez em dados.
Tudo isso aconteceu com Yumi pendurada nas costas, ela estava segurando nas costas do Digimon como se fosse um chiclete num tênis.
— Que coisa! – Gritou ela. – Não podia me deixar em algum lugar? Sabia que eu posso vomitar aqui?!
— Foi mal!
Todos se ajeitaram e um dos dados que eram do inimigo, voaram para perto de Yumi, que sentiu o D-Mega esquentar e ao balançá-lo no ar, absorveu um dos dados.
Na telado Dispositivo apareceu, a seguinte mensagem:
Dados Negros
Digimon: Harpymon
Outras Informações Indisponíveis
— Quem é Harpymon? – Gritou Yumi.
— É um Digimon ave de rapina, o Harpymon é muito forte!
— Foi ele quem nos atacou! Um de seus dados foi absorvido pelo meu Digivice!
— Ótimo, mais uma função do D-Mega descoberta!
E seguiram quietas por mais alguns metros até que as duas avistaram uma trilha de pequenas pedras, elas concordaram de pousar lá. Após o pouso, que não foi muito difícil, pois o vento diminuíra, Yumi decidiu chamar seus amigos pelo dispositivo.
Mexeu em alguns lugares do Digivice, e apareceram as caras de seus amigos na tela. Chamou os dois, que demoraram algum tempo até chamar.
Hajime foi o primeiro:
— Yumi? Você está bem?
— Ah, sim! – Falou seguida de um suspiro. – Fui atacada por um Harpymon, mas... Deu tudo certo. Sunflowmon me protegeu. – E olhou com um sorriso para sua amiga.
Dai entrou na conversa:
— Pessoal, Graças a Deus! – Falou. – Acho que por causa da distância, demora mais para que a ligação aconteça!
— Oi pessoal! – Disse Shiisamon. – Estamos voltando para o Vilarejo das Flores, tudo deu certo no final. Os habitantes estão indo conosco. E BlueMeramon já foi destruído.
— Vocês foram atacados? – Disse Yumi e Daichi juntos.
— Sim, mas já resolvemos. – Disse feliz Hajime. – Atenção Daichi, quando você chegar à cidade algum Digimon do mal pode estar te esperando. E talvez tenha mais digimons por aí Yumi. Ah, eles podem ter uma cápsula que pode sugar almas! Cuidado!
— Você foi atacada? Está bem? Machucou-se?
— Desde quando se preocupa comigo? – Ela riu. Daichi começou a gaguejar no dispositivo. “Ele deve estar corado!”, pensou ela. – Hã, sim, estou bem. E não, não me machuquei. Foi só um Harpymon. Agora, tenho que desligar. Subiremos por uma trilha até onde os Bridramons moram!
Todos se despediram e desligaram.
Ela guardou seu dispositivo. Sunflowmon pediu para ficar ainda na forma que estava, pois queria protegê-la se tivesse mais algum Digimon por ali.
O chão era cheio de pedras, o que dificultava a subida. Para Sunflowmon? Era fácil, ela flutuava. Subiram em linha reta, por mais ou menos duzentos metros, até que viraram para a direita, como se fosse uma esquina. E novamente subiram, como uma escada.
A vista de lá do alto devia ser linda, mas várias nuvens cobriam tudo. Era impossível ver algo. Nem uma árvore se quer. Apenas nuvens escuras, com alguns raios aqui e ali.
Andou por mais ou menos meia hora, já estava ficando cansada, quando viu uma enorme abertura no “corpo da montanha”. Não era alta, mas bem larga. Altura mais ou menos quatro metros. Largura, mais de dez!
— É aqui? – Falou ela. – Uau, eles têm bom gosto. – Disse reparando em símbolos em volta da caverna e algumas caveiras na entrada. – Um bom gosto... Do estilo deles!
— É melhor não ser assim tão sarcástica com eles... Porque, eles não brincam em trabalho, muito menos em casa. São meio... Hã, irritantes até... Bem, esquece. Só não gostam de brincadeira!
— Ok...
Chegaram mais perto. Dentro parecia não ter nada, nem uma respiração dava para ouvir. Escuro como se fosse uma noite no meio de uma mata sem Lua nem estrelas visíveis.
— Hã... Tem alguém aí? – Falou Yumi com medo de que estivessem em alguma caverna errada e um ser macabro comesse sua cabeça. Olhou para os ossos. – Espero que sejam os Birdramons.
Passos foram indo na direção da entrada. De repente saiu na escuridão um tipo de águia com forma humanoide, seus olhos eram penetrantes. Tinha braços, como pernas de águia. E naturalmente pernas, com garras bem afiadas. Seu cabelo era comprido. Tinhas alguns símbolos parecidos com os da parede em seu corpo.
— O que querem aqui?! – Disse com um tom raivoso. – São servos de Iblimon? Querem roubar mais dos nossos Digiovos? Querem o que mais, hein? Nossos pequenos?
— Não, o senhor entendeu errado! – Falou Yumi. – Estamos aqui para pedir ajuda! O Vale inteiro vai ser atacado por Iblimon e preciso que o senhor e seus Birdramons... Ajude-nos a salvar esse lugar!
— Então são seres do bem?
— Sim, só viemos pedir ajuda!
— Certo. – Falou decidido, a grande ave humanoide. – Nem me apresentei direito. Sou Garudamon o General dos Céus do Vale da Luz. Protejo esse lugar desde que... Desde que era um Pyiomon! – Ele fitou o céu nublado. – Se recuperarem os ovos de Wendigomon... Prometo ajudá-los! Ele mora um pouco mais abaixo.
— Que droga... Descer tudo de novo. – E foram se despedindo temporariamente de Garudamon. A descida ia se mais fácil... Será?
No começo foi mais fácil, pois era inclinada, era melhor descer. Se deixasse, poderia sair rolando, o que seria mais rápido ainda. Porém, iria se machucar, o que não estava nos planos.
Ainda descendo, Yumi disse à sua companheira:
— Mas espera um pouco! Como vamos achar a caverna?
— Na verdade não sei, mas... – Sunflowmon não terminou sua frase, pois viu lá embaixo, mais ou menos duzentos metros, uma caverna escondida por algumas rochas gigantescas.
Na entrada, que parecia minúscula perto da caverna dos Birdramons, havia dois digimons um tanto estranhos, pareciam coelhos. Eles tinham o corpo roxo e alguns “galos” na cabeça. Orelhas enormes e usava roupas, a parte mais estranha para Yumi, mas como já vira muitas coisas estranhas nesse mundo. Aquilo parecia ver um coelho branco de olho azul.
- É lá? – Perguntou Yumi.
- Acho que sim! – Falou Sunflowmon deitada e observando tudo. – São a Turuiemons, que é a forma... Como posso dizer? A forma “boa” Wendigomon. Mas esses devem estar ajudando ele!
Os Turuiemons estavam lá esperando algo atrás das pedras. E viram um Harpymon, que vinham com um ovo. Provavelmente outro Digiovo.
- Desgraçados! – Exclamou Yumi. – Eles roubaram mais um!
Ambas desceram um pouco até chegar mais ou menos cem metros antes da entrada. Todos os inimigos já tinham entrado. A “barra estava limpa”.
Elas se apertaram na entrada para ver o que acontecia lá dentro. Wendigomon provavelmente era o grande Digimon sentado num monte de pedras. Os dois coelhos digimons estavam aos seus pés. Uma Harpymon colocava o ovo que roubara numa pilha com vários outros atrás do “trono” de seu chefe.
- Há, há, há, há, há! – Riu o chefe deles. – Finalmente temos os ovos que precisamos. Faltam apenas três. Cadê aquela Harpymon que mandamos atacar aquela menininha intrometida?
Um Turuiemon se ajoelhou diante do mestre e disse:
- M-Mestre... – Ela fala com medo. Como se seu mestre fosse... Puni-lo por abrir a boca. — ...Aquela Harpymon... Bem, ela... Foi destruída!
- O QUÊ?! – Exclamou com raiva e se levantando. Seu rosto era estranho, seus braços grandes e tinha orelhas bem longas. – Aquela idiota conseguiu destruir minha serva?
- Presumo que sim! – Falou o outro Turuiemon.
- Vou acabar com aquela menina inútil e sugar a alma dela! – Fez uma pausa e olhou para seu servo com medo e ajoelhado. – Inútil! Devia ter ajudado ela!
“Não!”, pensou Yumi. “Ele não vai fazer isso!”
Wendigomon cerrou os punhos e desferiu um golpe muito forte na cabeça do pobre coelho rosa, que arregalou os olhos e sua imagem começou a tremular e explodiu em dados. Os digimons presentes ali ficaram pasmos junto com Yumi e Sunflowmon.
Como um Digimon pode matar um ser igual a ele? Bem, não era tão semelhante. Mas isso era inadmissível. Yumi cerrou os punhos e sussurrou para seu Digimon:
- Prepare-se! – Respirou fundo e terminou: – Vamos lutar agora!
Ela assentiu.
Yumi saiu de perto da entrada e foi com tudo para dentro. Lá olhava com os olhos pegando fogo para Wendigomon que riu e virou-se para trás. Seus olhos eram estranhos e frios.
- Ah, a menininha inútil veio!
- Prepare-se Wendigomon! – Disse Yumi fervendo de raiva. – Você vai pagar por esse pecado que acabou de cometer e pelos que futuramente cometeria!
Ele mexeu num colar com uma cápsula que estava vazia.
— “Cometeria”?
- Lógico! – Falou Yumi com sorriso. – Você não vai mais cometê-los! Pois vai ser destruído!
- GAROTA INÚLTIL – E atacou com seu punho.
Ele apesar de ser humana e não tão rápida, desviou dele como se estivesse possuída por algum lutador de luta livre.
Sunflowmon apareceu e com sua cauda, bateu no inimigo que tinha batido a cabeça contra uma pedra enorme. Depois lançou um raio de luz de seu rosto para que ele ficasse confuso.
- Yumi! – Disse a Digimon vendo sua domadora correndo para perto dos outros dois inimigos que estavam espantados. – Volte!
- Há, há, há! – Riu Wendigomon. Ele se levantou e olhou para a Digimon. – Vocês acham que podem me destruir? Quando abrir essa cápsula – disse mexendo em seu colar –, vocês dois irão entrar nela e irão ficar presos até o Mestre engolir as suas almas. Sabia que alma de crianças é mais poderosa?
- Você não pode fazer isso! – Gritou Sunflowmon. Yumi deu um soco no Turuiemon e quando Harpymon foi atacá-la, desviou e virou-se.
Estava tudo um caos. Tinha que haver algum jeito de destruir eles! Cerrou os punhos e o mundo parou. Começou a pensar em várias coisas ao mesmo tempo. Em seus pais que via poucas vezes, sua avó que tanto amava. Ela sentiu a força de quem amava dentro de seu corpo. Mesmo com os pais longes eles sempre pensavam na filha e avó, sempre orava por ela.
Sunflowmon foi jogada na parede na parte de dentro. Os dois capangas de Wendigomon seguraram-na contra as pedras para que não escapasse. Os inimigos olharam para ela:
- Você vai ver o fim de sua amiguinha! – Seu sorriso a fazia sentir-se amedrontada, mas também muito furiosa. – Há, há, há!
Yumi sentiu um calor percorrendo suas veias. Sua pele fervia. Naquele lugar do Vale, era frio por causa da altitude. Mas ela sentia com se estivesse numa fogueira.
“Não pode acabar assim!”, pensou ela. “NÃO PODE!”
Sua mão pegou fogo, um fogo verde, mas não a queimava apenas estava lá. De repente na sua cabeça passou tudo que aconteceu em sua vida. Quando nasceu, enquanto brincava na escola com os amigos, os pais indo embora, a vida com sua avó, o dia em que vieram ao Digimundo, a luta de Sunflowmon contra Iblimon. Então o futuro também passou, mas parecia um borrão, não pode identificar nada!
Estava na hora de lutar de verdade!
Seu punho que ainda estava cerrado pegava fogo. Quando o abriu, as chamas cresceram e brilharam mais. Os inimigos olhavam pasmos com o que acontecia.
Ela ergue o D-Mega e a mão incandescente.
- Fogo Divino! Poder da Luz! – Tudo que Yumi dizia, ela não sabia que falava, pois era algo involuntário, algo que ela mal sabia que fazia.
Tudo ficou branco. A luz que saiu do Digivice e do Fogo Divino, iluminaram o lugar inteiro, como a caverna era pequena, via-se pouco do que já tinha dado para perceber. Pedras, os ovos, Sunflowmon e Wendigomon, nada de capangas. O quê? Eles estavam como em imagens 8-bit, ou seja, todos quadriculados, como imagens de computador. Então foram convertidos em dois ovos diferentes.
A luz cessou, ela caiu no chão. Sunflowmon deu um soco no rosto do inimigo, que foi jogado para o lado e foi acudir sua amiga. Ela parecia morta. Mas felizmente respirava. O vento ficou mais forte.
- Chega de chororô! – Falou o inimigo. – Voz Destruída!
Uma onda sônica foi na direção de Sunflowmon a jogou-a contra a parede.
Tudo começou a tremer.
- Cauda de Espinhos! – Falou a Digimon e acertou Wendigomon, que caiu.
A amiga de Yumi pegou-a nos braços e retirou seu Digivice do bolso, o apontou para os Digiovos, eles ficaram quadriculados e entraram no dispositivo. Até os ovos dos ex-inimigos entraram. Guardou o D-Mega novamente.
Foram para saída.
Wendigomon não ia deixar morrer assim. Pegou sua cauda e puxou a Digimon para trás. Ela caiu com sua domadora no colo. Colocou-a de lado e olhou para o inimigo.
- Você vai morrer! – Disse com raiva. – Você fez mal e vai continuar fazendo, por isso merece morrer!
Deu-lhe um soco no rosto. O inimigo revidou. Ficaram assim por alguns segundos. Até que ela teve uma ideia. “Ah, eles podem ter uma cápsula que pode sugar almas!”, lembrou-se a Digimon de quando Yumi conversava com o Dai e Hajime.
“Cápsula! É isso!”, pensou ela.
Pegou o objeto e arrancou-o do colar. Mexeu nele por alguns segundos e quando abriu sugou Wendigomon. Fechou. A imagem do Digimon estava aparecendo no vidro com se estivesse refletida na água.
Jogou-o no chão. Pegou Yumi e alçou voo.
Foram para a caverna de Garudamon e dos Birdramons. Ela parecia mais sinistra ainda depois daquela luta que tiveram. Um forte barulho pôde ser ouvido. Era a caverna desmoronando.
“Você teve o destino certo, Wendigomon!”, pensou Sunflowmon.
Depois disso, Yumi acordou e devolveram os ovos. Todos ficaram felizes. Pediram para cuidarem dos futuros Harpymon e Turuiemon, para que eles fossem bons. Depois disso agradeceram e falaram que iriam atacar Iblimon no momento certo. Se fossem agora... Bem, isso eles não responderam. Mas eles prometeram que iriam!
Yumi voltou para o Vilarejo das Flores. Sua missão estava cumprida.
Notas finais
Em breve a parte 3!
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