Digimon - Revival
2 CAPÍTULO II
Notas iniciais
Fortes emoções neste capítulo (kkk').
Espero que gostem! :D
Primeiramente corri até a garota porque eu tinha certeza de que ela estava viva. Peguei-a em meus braços e a pus perto de Petermon que respirava com dificuldade. O digimon de verde acordou e balbuciava coisas sem sentido.
- Bancholeomon?! – Indagou ele com os olhos semicerrados.
- Petermon... Eu sinto muito não ter...
Ele deu uma risada, mas logo mudou sua expressão para um mais triste e severa.
- Não precisa lamentar... – Ele sorriu e olhou para o lado, a menina dormia profundamente, mesmo que ela tenha sido jogada, não parecia ter sofrido. — ...Tinkermon vai ficar sozinha sem mim... – olhou para mim com uma cara de choro misturada com uma de tristeza. – Por favor, não a deixe sozinha! Prometi a seus pais cuidar dela... Mas não poderei cumprir minha promessa. Por favor, Bancholeomon, eu... suplico, cuide dela!
Seu corpo começou a se dissolver, vários dados saíam de seu corpo, eram pequenos pontos amarelos. O número aumentava e seu rosto mais abatido ficava.
- Petermon, não sei se vou conseguir protegê-la! Sei que sou forte, mas...
Com um sorriso no rosto ele disse suas últimas palavras:
- Confio em você, Bancholeomon... Tinkermon com certeza estará segura... – Fechou os olhos e terminou a frase: – ...ao seu lado.
Vários dados se espalharam pelo local, Petermon se fora. Confesso que chorei. Não demonstrei fraqueza, com certeza não, mas sim coragem por aceitar o desafio que Petermon me deu. Não vou abandonar Tinkermon em hipótese alguma! Tenho que ajudá-la. Vou fazer Petermon se orgulhar de ter me encontrado!
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Depois da morte Petermon, uma chuva forte começou a cair e trovões rebimbavam no céu. Para não me molhar nem Tinkermon, dirigimo-nos para um recinto protegido, não havia muitas coisas naquele lugar, com uns panos improvisei uma cama para ela dormir e fiz uma fogueira.
Eu só queria saber o que faz um ser, provavelmente um digimon, destruir cidades inteiras, machucar digimons inocentes e o pior, matá-los. É terrível, sei que parece estranho um digimon como eu pensar assim, mas ele não merece a vida que recebeu.
Eu observava Tinkermon dormir perto das chamas enquanto ficava um tanto longe descansando, encostado numa parede. Ela dormia profundamente, nem parece que foi atingida por um digimon maligno para ficar assim.
Alguns minutos se passaram e ela começou a se mexer e os olhos abriram.
- O-Onde estou?
- Estamos em algum recinto que foi destruído por DarkXmon ou um de seus aliados. Você se sente bem? Trouxe comida caso queira. – Disse a ela.
- E você quem é? – Indagou passando a mão pela cabeça.
- Sou Bancholeomon, pode me chamar apenas de Bancho e...
- Petermon! A luta! Eu estava lutando ao lado dele contra aquele digimon enorme e cheio de panos escuros! – Dizia ela olhando para os lados.
Sem me levantar, respondi:
- Acalme-se. Não há mais luta... – Olhei para o fogo, preferi evitar seu olhar triste. — ...nem Petermon.
Os olhos delas fixaram em mim, depois se moveram até fitarem o fogo crepitante. Murmurava algumas coisas, mas eu não entendia. Nem tentei consolá-la. O choro dela era alto e parecia querer se matar, apertando usa cabeça.
Apenas continuei olhando, não há o que fazer. Já havia perdido pessoas que amava e fiquei chorando enquanto me consolavam. Sei que para uma perda como essas, você precisa de um momento seu, ficar chorando sozinho, sem consolações. Você está sofrendo, você precisa vencer isto sozinho!
Depois de algum tempo, ela se acalmou e ficava o tempo todo olhando para o fogo. Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar e vez ou outra dizia “Por que...?”.
- Hum... Petermon pediu para que eu cuidasse de você. Sei que por um tempo será estranho, mas...
- NÃO! – Gritou ela. – Eu quero apenas Petermon, ele foi meu amigo desde que me conheço por digimon!
Não fiquei surpreso com sua reação, comigo seria o mesmo, um digimon chega e diz que vai te acompanhar, sendo que o seu melhor amigo acabara de morrer. Eu a entendia, com certeza.
- Não quero ser grosso, mas você não tem escolha, Tinkermon. Está sozinha e...
- Não.
- O quê?
- Não estou sozinha. – Seus olhos estavam fixos nas chamas. Depois virou seus olhar para mim e fitou-me com seus olhos azuis. – Petermon estará comigo para sempre!
Depois do que ela disse, eu comecei a refletir... Realmente ela estava certa, com certeza Petermon estava olhando por ela, seja lá onde ele estiver, seus olhos estão em Tinkermon.
Peguei uma sacola plástica que estava ao meu lado e mostrei a ela dois peixes crus. Ela não pareceu muito interessada. Arrumei um pouco os peixes – tirei as escamas, etc. – e coloquei-os em gravetos e foram ao fogo. Alguns minutos depois a comida estava pronta.
- Onde conseguiu esses peixes? – Indagou ela.
- Já os tinha desde cedo quando os pesquei para depois. Quer um?! – Mordi o meu e estendi o outro a ela. – Está bom, pelo menos eu acho! – Dei uma pequena risada para ver seu conseguia demonstrar confiança.
Ela aceitou e começou a comê-lo. Parecia não ter comido há muito tempo. O peixe era grande, então, acho que deu para matar sua fome.
- Está gostando? – Perguntei com um sorriso.
- Uhum! – Afirmou ela.
Por alguns minutos vi sua tristeza desaparecer. Sentia-me feliz por não ver mais ela chorando, realmente, choros me deixam para baixo.
Depois de um tempo ela se desculpou por ter gritado comigo. Disse que tudo bem. Tinkermon, mesmo que acabara de acordar, parecia cansada, o dia fora muito longo e cheio.
- Hum... Vou descansar um pouco.
- Durma bem! Amanhã teremos um longo dia! – Respondi.
Tenho certeza que ela não dormiu logo que se deitou, devia ter ficado muito tempo pensando em Petermon. Ele não era só um amigo, mas O AMIGO para todas as horas. Nunca tive um amigo assim, mas sei como ela devia se sentir.
Recostei-me num canto mais perto do fogo e adormeci.
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Algumas horas se passaram durante meu sono.
Um sonho muito estranho me atormentou. Nem sei se posso chamá-lo de sonho, pois eram alguns flashes. No primeiro, eu via fogo e muitos gritavam. Provavelmente alguma lembrança deste dia que passara. Depois mudou para um livro e uma vila, que me parecia familiar, mas eu não me lembrava ao certo onde ficava.
E por último, outra lembrança, Petermon chorava, jogado no chão. A chuva caía em seu corpo. Tinkermon estava ao longe, corria em sua direção, mas não o alcançava. Tudo sumiu, Tinkermon se ajoelhou e uma enorme mão feita de trevas pegou o digimon no chão. A digimon gritava e chorava. Então acordei suando e arfando.
Realmente, os flashes foram para me lembrar do dia que tive e nunca mais esquecê-lo. E aquela vila... Ela era... Sim, a minha vila, de onde eu comecei minha jornada, sozinho. Eu devia começar por lá?
Da fogueira, só restaram as cinzas, Tinkermon dormia profundamente e estava frio. Era de madrugada e a chuva se fora, mas deixara o tempo nublado. Não devia faltar muito para amanhecer.
Decidi ir até um rio próximo da cidade para pegar algo para comer. A floresta passava a sensação de que o frio piorava. O rio era pequeno, mas alguns peixes nadavam nele. Enfiei minha mão na água e peguei dois, com a outra mão peguei um que, de tanto se mexer voltou a cair na água. Capturei outro e pu-los no chão. Três, precisava de mais um.
Voltando para “casa” com quatro peixes, pude ver o sol surgindo em meio aos destroços. Seria lindo se não fosse trágico e triste.
Já dentro do prédio semidestruído, acendi novamente uma fogueira e coloquei os peixes para assarem. Tinkermon se mexia muito, ia acordar logo. Peguei um dos peixes já prontos e comecei a comê-lo.
Tinkermon se levantou e coçando os olhos perguntou:
- De onde vieram esses peixes? Tinha mais guardado?
Sorri e respondi:
- Não, fui pegar num rio próximo. Coma!
Ela pegou mais um que estava pronto e começou a comê-lo, novamente vi um sorriso em seu rosto. Pegou outro e comeu. Eu nem havia terminado o primeiro e ela já queria pegar o terceiro.
- Hum... Este é seu, não é?
- Sim, mas pode comê-lo, já me enchi com este que acabei de comer. – Respondi.
Ela devorou mais aquele com gosto.
- Prepare-se hoje teremos um longo dia! Vamos até a Vila Hon!
Notas finais
Gostaram? Não esqueçam dos reviews!
Capítulo III em breve!
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