Digimon Rebellions
4 Surge Kotemon
Notas iniciais
Eram 14:58 da tarde. Jake, e uma legião de pessoas atrás esperavam a chegada de May, ansiosos.
14:59. Nada ainda.
— Se ela não vier, me declararei vencedor. — Jake falou decidido.
Então já eram 15:00. Nenhum sinal de May.
— Muito bem pessoal, acho que ela não vem! — Jake anunciou pra todos. — O que significa que eu ganhei o desa...
— Não tão rápido, seu idiota! — Uma voz o interrompeu.
Era May, que chegou fazendo algumas manobras, impressionando o público e depois indo até seu adversário.
— Ora ora, então você veio... — Jake falou num tom desprezível.
— Sim. — Ela respondeu no mesmo tom. — Vamos começar isso ou não?
— Mas é claro...
— Qual é o desafio?
— Uma corrida de skate percorrendo todo o parque, e depois voltamos para cá. O vencedor comanda a pista de skate.
— Hum, não sei... Você pode trapacear.
— Ele não vai! — Alguém no meio daquelas pessoas falou. — Eu serei o juiz, e vamos espalhar as pessoas pelos cantos do parque para observarem vocês.
— Mesmo assim não estou certa disso. — May respondeu, encarando Jake.
— Então não fique. — Jake respondeu grosseiramente. — Vamos começar esse desafio logo ou não?
— É claro, seu otário.
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— May! — Sam gritou batendo na porta da casa da amiga. — Tenho uma coisa pra te contar!
Ninguém abriu, deixando Sam preocupado.
— MAY! — Ele bateu de novo. — Abre logo essa porta!
— Ela não tá aqui... — Uma vozinha triste falou. — Sumiu.
Sam olhou para o lado, e viu que era Sunmon, encolhido perto de uma planta.
— Sunmon... — Sam o olhava sem saber muito bem o que dizer. — Cadê a May?
— Não sei... — Ele respondeu, e olhou para FanBeemon. — Puroromon, você digivolveu.
— Sou FanBeemon agora! — O digimon corrigira, animado.
— Mas... — Sunmon estava confuso. — Como?
- É por isso que viemos falar com a May. — Sam explicou. — FanBeemon digivolveu duas vezes hoje.
Sunmon sentira um pouco de inveja e injustiça. Sam nem queria que FanBeemon digivolvesse, e ele que queria muito ainda estava na mesma.
— Ei, temos que ser rápidos se quisermos chegar a tempo! — Um garoto falou para outro enquanto corriam, passando na porta da casa de May.
— Aonde vocês vão? — Sam perguntou enquanto os garotos corriam, FanBeemon e Sunmon se esconderam.
— Vamos ver a May derrotar o Jake! — Um deles respondeu. — Estou torcendo por ela, ela tem que ganhar!
— Ela nem me contou nada disso... — Sam falou para si mesmo. — Posso ir com vocês?
— Claro! — Os dois responderam. — É só nos seguir.
Sam os acompanhou, enquanto FanBeemon e Sunmon vieram atrás, mas escondidos.
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Era evidente que May iria ganhar o desafio. Era mais rápida e mais ágil que Jake, que estava bem atrás.
"Idiota." Pensou risonha. "Ele sempre perde."
Enquanto isso, Jake estava preparando algo. Pegou um controle do bolso, apertando o botão. Embaixo de seu skate estavam duas pequenas turbinas, que ninguém reparara antes. Elas foram então ativadas, lançando Jake em uma alta velocidade, até passar May, empurrando-a para a rua.
— MAY! — Sam gritou, estava na esquina, junto com FanBeemon e Sunmon.
Mas vinha um carro ao mesmo tempo, e este iria atropelar a garota caso algo não fosse feito.
— MAAAAAAAY — Sunmon gritou desesperado, e o digivice da garota começou a brilhar.
Uma luz envolveu Sunmon, e ele se sentiu mudar.
— Sunmon digivolve para... CORONAMON!
Coronamon, já digivolvido, correu até May, a agarrando e pulando para fora da rua.
— C-Coronamon... — May falou um pouco tonta. — Você me salvou. Obrigada!
— De nada, May... — Ele sorriu, dando o skate pra ela. — Agora vai lá, você ainda pode vencer.
— Valeu. — Então May colocou seus óculos de mergulho no rosto, pegou um impulso e foi até Jake, que nem vira o que aconteceu. Ele estava cada vez mais perto da chegada e comemorava mentalmente por isso.
"Nada vai me impedir de ganhar." Ele pensava alegre, até que May o passou. "Mas hein? Vou ter que usar as turbinas de novo."
Então as ligou, a ultrapassando. Parecia muito que ia vencer, mas Jake não contava com uma coisa: Uma pedra estava no caminho, e ele acabou batendo nela, sendo atirado de seu skate até uma moita a sua frente, enquanto May o ultrapassava de novo e cruzava a linha de chegada.
O público saudara May, ignorando Jake, que estava caído na moita.
Ele os observara com um olhar de ódio, até os que estavam do seu lado mudaram de ideia. Mas acima de tudo estava odiando May mais ainda.
Mas ela, ao invés de jogar na cara dele que vencera, ou coisa do tipo, deu uma desculpa pra sair de lá, correndo. Logo as pessoas de lá foram embora também, esquecendo de Jake.
"Por que será que ela tem tanta pressa?" Ele se perguntou, curioso.
Logo foi até seu skate quebrado, pegando as peças.
Ele foi até a pedra onde havia batido, e viu algo curioso: Era uma pedra com uma coloração estranha, e parecia estar soterrada debaixo da terra.
Ele escavou para ver, e notou que aquilo não era uma pedra: Era algum tipo de ovo. De repente, algo bizarro aconteceu: Uma luz branca envolveu o controle que usara para ligar as turbinas, transformando-o em um aparelho estranho.
— Mas o que é isso? — Ele se perguntou baixinho.
Resolveu colocar o ovo e o aparelho na mochila, pegou seu skate quebrado e foi pra casa.
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— JAKE NICHOLS, O QUE EU TE FALEI DE SAPATOS SUJOS NO CHÃO DE CASA? — A mãe de Jake gritara, vendo os tênis do filho sujando o chão que acabara de limpar.
— Foi mal, mãe! — Jake respondeu correndo para seu quarto, tirando seus tênis da maneira mais rapida que arrumara.
Olhara uma foto do pai, que havia morrido alguns anos atrás, em seu criado-mudo. Queria muito que não tivesse morrido, que estivesse lá, com ele e sua mãe.
Suspirou fundo, e então abriu sua gaveta de ferramentas, pegando sua chave de fenda.
Uma coisa que poucos sabiam sobre Jake era que ele levava jeito com ferramentas, e fazia invenções. As turbinas em seu skate foram feitas por ele, assim como o controle. Então ele pegou o estranho aparelho que antes era este, procurando um parafuso para tirar e abrí-lo para ver o que havia dentro. Mas o aparelho não tinha nada disso. Era todo fechado, nem havia uma fenda de lado.
— Mas o que pode ser isso? — Ele se perguntou, logo pegando o estranho ovo, o encarando. — E isso também. Queria muito uma resposta...
De repente, o estranho aparelho lançou uma luz branca no ovo, que começou a rachar assim que ela parara de o envolver.
Jake se surpreendeu, até que viu alguma criatura estranha sair do ovo. Não era igual a nenhum animal que tinha visto na vida, parecia um ratinho metálico. Mas antes que ele pudesse fazer alguma coisa, sua forma mudou de novo: Agora parecia uma espécie de bola, com aparência de uma raposa e um capacete de metal com dois chifres.
— Oi Jake! — A coisa falou animada. — Estava esperando o dia que você iria me despertar! Sou o Kapurimon.
— AAAAAAAAAHHHH! — Jake se assustou, correndo até a porta, mas Kapurimon não fez nada, apenas ficou parado em cima de sua cama.
No andar de baixo, a Sra, Nichols escutara o grito do filho, e resolveu subir para ver o que estava havendo.
— Jake, está tudo bem? — Ela perguntou batendo do outro lado da porta de seu quarto.
Por um segundo ele pensou em entregar Kapurimon, mas olhou para o coitado recém-nascido, e sentiu pena.
— Não foi nada, mãe! — Ele mentiu. — Eu apenas tinha tido uma ideia muito boa, estava comemorando!
— Ah sim... Então tá tudo bem?
— Sim, está!
— Então tá, filho...
A Sra. Nichols desceu de novo, mas preocupada com o filho. As coisas não andavam muito fáceis depois que seu pai morrera, e ela estava escondendo uma coisa de seu filho. Uma coisa que mais cedo ou mais tarde, planejava contar.
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— Então deixa eu ver se eu entendi... — Jake tentava raciocinar após Kapurimon ter explicado algumas coisas. — Você é um Digimon. Eu sou seu parceiro. Aquele aparelho esquisito é um Digivice.
— Isso! — Kapurimon sorriu vendo que ele entendera.
— Mas por que isso? Por que eu?
— Não faço ideia, Jake. Mas por algum motivo importante, foi você. Talvez descubriremos mais tarde, e quem saiba eu possa digivolver mais rápido.
— Digivolver? Você não me contou o que é isso.
— É quando um Digimon fica maior e mais forte. Algo como uma melhoria.
— Mais forte? Isso parece interessante... Você deseja digivolver?
— Sim, muito! Você, como meu parceiro humano, vai me ajudar!
— Mas como?
— Sabe... Eu não sei.
De repente, Kapurimon fez uma expressão estranha.
— Jake. — Ele falou, fazendo uma posição de guarda. — Tem um digimon por aqui. Um digimau, lá fora.
— Mas hein? — Jake foi rápido até a janela, e viu um animal esquisito. Parecia um coelho cinza, mas tinha uma cauda como a de um felino.
— É Gazimon! — Kapurimon falou, pulando na cama para enxergar pela janela. — Mas o que ele está fazendo aqui?
— É isso que vamos ver. — Jake falou se calçando, agarrando Kapurimon e seu digivice.
— Jake, aonde vai com tanta pressa? — Sua mãe perguntou, ao ver ele passar correndo pela porta da cozinha.
— Vou dar uma volta, mãe! — Ele respondeu antes de fechar a porta. — De tarde eu volto.
— Tá bom.
Ela nem havia visto Kapurimon, já que Jake passara muito rápido. Então ele pegou sua bicicleta, colocou Kapurimon na cesta e saiu pedalando pra seguir Gazimon.
O seguiu até um beco sem saída, onde Gazimon se virou e tentou atacar os dois.
— Explosão paralisante! — Ele gritou, lançando seu ataque.
— Sopro vociferante! — Kapurimon contra atacou, bloqueando o ataque de Gazimon.
— Isso, Kapurimon! — Jake gritou levantando o braço, animado.
— Precisamos dar um jeito de derrotá-lo, mas eu sou um Digimon em treinamento e ele é Criança, o que complica as coisas. — Kapurimon falou, e de repente levou uma assanhada de Gazimon.
— KAPURIMON! — Jake gritou assustado, pois seu parceiro digimon estava caído e não conseguia se levantar.
Gazimon então lançou um ataque em Jake, e Kapurimon, vendo a cena, se desesperou e gritou:
— Não, Jake!!! Eu tenho que te proteger!
De repente uma luz saiu do digivice de Jake, envolvendo Kapurimon, que gritou:
— Kapurimon digivolve para... KOTEMON!
Gazimon se assustou, tentando recuar pra fugir.
— Você machucou o Jake... — Kotemon falou irado. — Vai pagar por isso! Trovão Kote!
Então ele foi atacando Gazimon, que contra atacava também, mas Kotemon era mais forte, e acabou vencendo-o, transformando Gazimon em dados no ar.
— Jake... — Kotemon foi até seu parceiro humano, que estava caído. — Você está bem?
— Kapurimon... — Jake falou, um pouco fraco. — Vencemos?
— Sim... Mas me chame de Kotemon agora, está certo? Eu digivolvi!
— Claro...
Jake se levantou, olhando em volta.
— Mas... — Ele coçou a cabeça. — O que aconteceu com Gazimon?
— Virou um monte de dados. — Kotemon respondeu, um pouco friamente.
— Se eu pudesse fazer alguma coisa... — E lembrou de seu digivice, que apitava em seu bolso e o pegou.
Logo, o digivice sugou os dados de Gazimon, os armazenando em sua memória.
— Mas que incrível! — Jake exclamou maravilhado, não tinha ideia de que era tão poderoso assim. — Kotemon, será que tem mais desses digimaus por aí?
— Provavelmente... — Kotemon respondeu, também impressionado.
— Então, Kotemon... Acho que as lutas são a chave para a digievolução. O que acha de sair caçando digimaus por aí?
— Eu acho que é uma ótima ideia, Jake.
— Então toca aqui! — Jake levantou a mão e Kotemon bateu nela.
— Agora vamos sair daqui antes que alguém chegue e veja você. — Jake falou, logo os dois foram embora correndo até sua bicicleta.
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