Notas iniciais
Como disse, aqui está o segundo capítulo! Não custa nada mandar um review, sabe?

*PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII*

O despertador soou alto e violento, fazendo May Jones cair da cama assustada.

Enquanto se recuperava do susto, foi olhar o calendário.

"Mas hein?" Ela pensou. "É final de semana, e eu acordei as 7:30? Que droga!"

De tanta raiva, começou a chutar tudo que estava no chão de seu quarto (não tão arrumado).

Depois daquele susto, não ia conseguir mais dormir. Não via opção além de ir tomar café da manhã e começar o dia. Então desceu as escadas rapidamente, sem notar que o Digitama estava quebrado.

Chegando na cozinha, se deparou com um bilhete na geladeira, dizendo:

"May, precisei sair um pouco para um assunto importante, volto de tarde. Comporte-se. -Vovó Abby"

"Tomara que tenha pão sobrando" Ela pensou, faminta.

Logo abriu a geladeira, lembrando de ontem, quando tinha se perdido com Sam na floresta e foram salvos por uma velhinha. E ganharam aquelas coisas estranhas.

Enquanto pegava suco, várias panelas caíram atrás dela. May se virou, deixando a jarra na pia e catando as panelas caídas.

Ela não percebeu, mas uma das panelas pequenas começou a se a arrastar até a sala. Quando ela finalmente se deu conta disso, a panela já estava perto do sofá.

"Mas essa caiu longe demais..." Estranhou.

Quando foi pegá-la, olhou no fundo, mas não havia nada. Mas a coisa que arrastara a panela estava debaixo do sofá, ela apenas não percebera.

Assim, voltou para a cozinha, fazendo um sanduíche e colocando suco num copo, levando o desjejum para a mesa da sala. Ligou a TV, mesmo achando que não teria nada de interessante nessa hora da manhã.

- Vocês sabiam que as árvores estão acabando? — Uma propaganda anunciava. — E que não é tão tarde para reciclar? Pois bem, é isso que a ECO está fazendo. Salvando árvores, arrumando formas menos poluentes para motores, economia de água...

- Legal. — May falou desprezando o anúncio, continuando a comer.

- E na pior das hipóteses, ainda estamos procurando um planeta novo! Caso a nossa Terra não resista... E achamos que conseguiremos ser bem sucedidos! ECO, solucionando nossos problemas ecológicos com coisas fáceis e simples.

Após esse anúncio, vários outros começaram a aparecer na TV, então May desligou a televisão, não querendo assistí-los.

Foi até seu quarto, se jogando na cama e olhando para o teto. Ficou pensando em qualquer coisa, até que pensou em ver o que era aquele tal Digivice e o tal Digitama. Quando olhou seu criado-mudo, se chocou. O Digitama estava quebrado!

"Que droga!" May resmungou mentalmente. "Será que eu não consigo cuidar de nada mesmo?"

Frustrada, começou a pensar... Lembrou das panelas caídas. Elas não poderiam ter caído sozinhas. Alguém fez isso. Ou algo...

- May! — Uma voz fina exclamou, e May se virou, se assustando e caindo no chão.

Era um bichinho estranho, pequeno e com um formato de sol.

- Tudo bem, May? — A criaturinha (que voava) percorria o quarto animada, enquanto a garota procurava se levantar.

- Q-quem é você? — Ela gaguejava, tocando na cabeça dolorida.

- Sou Sunmon! — Ele sorriu, brilhante. — Seu parceiro Digimon!

- Digimon? — Ela olhou estranhamente. — Mas o que é isso?

- Eu! Eu sou um Digimon!

- Tá bem né... Mas... De onde você veio?

- Do Digitama! Todo Digimon vem de lá!

May se virou e olhou mais uma vez o Digitama rachado.

- Então... — May voltou a olhar para Sunmon. — Tem mais de você?

- Vários! — Ele não parava de sorrir. — Milhares deles, cada um com sua forma. E você é minha parceira humana!

- Parceira?

- Sim! Como eu falei, eu sou seu parceiro Digimon... Você é minha parceira! Vamos nos unir, ser amigos! E quem sabe um dia eu possa digivolver, ah, que sonho!

Sunmon até caiu no chão depois dessa, imaginando-se mais forte.

- O que é digivolver? — May perguntou, confusa.

Sunmon arregalou os olhos na hora. Pôs-se a pensar, mas não sabia responder a pergunta de sua parceira.

- Sabe que eu não sei direito... — Sunmon corou. — Mas é algo bom, eu acho... Algum instinto meu diz isso.

- Ok... — May concordou, um pouco inconformada com a resposta. — Espera um pouco aqui, preciso fazer uma coisa...

- Tudo bem...

May foi até a sala, pegando o telefone, e discou o número de Sam.

- Vai, atende... — Ela grunhia.

- Alô? — Uma voz meio surpresa atendeu.

- Sam! Preciso que você venha aqui, urgente!

- Não vai dar, May... Tô meio enrolado aqui...

- Ah, vamos! É muito importante.

- Por que você não vem aqui? É mais fácil!

May ficou impaciente, mas como Sam não iria deixar-se convencer tão cedo depois de ontem, concordou.

- Tá. — May falou raivosa. — Tô aí em uns 15 minutos.

- Ok, tchau. — Sam respondeu, desligando.

Assim que May colocou o telefone de volta no gancho, voltou para o seu quarto.

- Sunmon! — Ela exclamou, enquanto se calçava. — Vamos dar um passeio!

- Pra onde? — Sunmon olhava para ela, curioso.

- Vamos visitar um amigo... — May respondeu enquanto pegava sua mochila, olhando um pouco sem graça para Sunmon. — Ah... Preciso te falar uma coisa.

- O que?

- Bem... Assim como tem vários Digimons, tem várias pessoas, sabe... Cada uma diferente da outra.

- Sim, mas por que está me dizendo isso?

- Bem, essas pessoas, bem, não estão acostumadas com Digimons como você... E vão se assustar se o virem.

Sunmon estava confuso, com um olhar perdido.

- Por que? — Ele não parava de fazer perguntas. — Sou tão feio assim?

- Não... — May riu de leve. — Apenas confie em mim. Você vai dentro da minha mochila!

- Tudo bem, May...

Enquanto Sunmon entrava na mochila, se deparou com o Digivice caído no chão.

- Não vai levar o seu Digivice? — Sunmon perguntara encarando o aparelho.

- Hã? — May se virou, agarrando este. — Isso aqui?

Ela encarava o Digivice, como se estivesse hipnotizada.

- May! — Sunmon chamou sua atenção. — Não vamos?

- Ah... — Ela despertou do transe. — Vamos sim.

May colocou o Digivice na mochila, pegou seu skate e foi até a casa de Sam.

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- May Jones! — Alguém a chamara no caminho. — Você por aqui?

May se virou, viu quem era e logo se irritou.

- Jake Nichols. — May olhou desafiadora para seu rival. — Achei que tinha te expulsado daqui depois daquele desafio de skate.

- Quero uma revanche, simplesmente.

- Não tenho tempo agora, quem sabe mais tarde...

- Então você tem medo?

Ao ouvir essas palavras, May queimou de raiva, rapidamente virando-se para Jake com o punho fechado, como se fosse dar um soco nele.

- O QUÊ?! — Ela gritou. — ORA SEU... Argh!

- Tudo bem, eu sei que você está meio indisposta agora. — Jake sorriu com um olhar malvado. — Que tal as três da tarde?

- Grrrr... Tá bom. Mas você vai perder!

- Vai sonhando.

May o ignorou, voltando a andar no skate e indo para longe.

"É cada uma..." Pensava irritada.

Odiava aquele cara, desde sempre. Poderia socá-lo até não aguentar mais.

- Ele parece ser legal. — Sunmon comentou, meio apertado dentro da mochila.

- Hein? — May arregalou os olhos. — O Jake? Tá de brincadeira, né?

- Não...

- Mas não é. Agora você já pode sair, chegamos.

Sunmon deu um pulo para fora da mochila, se deparando com uma casa de subúrbio normal, a casa de Sam. May fora tocar a campainha, e quando a porta se abriu, ela se deparou com algo estranho.

- Sam... — May tentou não perder a calma. — Tem um inseto gigante nas suas costas.

- Huh? — Sam olhou para as suas costas, e deu uma risadinha. — Não... Esse é o Puroromon. Puroromon, May. May, Puroromon.

- Olá! — Puroromon abriu suas asas e voou para perto de May, a encarando com uma cara amável. Era amarelo, com olhinhos esbugalhados e asas roxas.

- Ele é meu novo amiguinho. — Sam explicou, enquanto Puroromon voltou a pousar nas costas dele. — Mas então, o que tem de tão importante para me contar?

Sunmon estava atrás de May, e ela o puxou mostrando-o para Sam.

- Bem, este é Sunmon... — May começou a contar toda a história para Sam.

- A mesma coisa rolou comigo. — Sam comentou após May falar da história. — Será que tem algo a ver?

- Não sei, Sam... — May deu de ombros.

E ficaram lá, pensativos.

Notas finais
Enrolei no final, confesso... Mas vai ficar mais legal no próximo capítulo, acho.