O primeiro ataque?!.

A/Explicação/2012 – Digimundo

“A lábia e a maior arma para um sábio.”

Omegamon tentou explicar tudo que havia acontecido no Digimundo para os quatro Humanos que tinham acabado de chegar no famoso Stonehenge, mas não o de seus mundos e sim do mundo digital, onde o principio geográfico era praticamente a mesma coisa dos mundo real, pelo fato de seus criados terem inspirado-se na geografia do mundial, uma das poucas coisas que não eram iguais eram a população e sua tecnologia, que eram na verdade criados por base de dados simples, os minérios de suas terras eram materiais de dados, nunca antes visto pelo humanos, por razoes obvias... Os materiais eram apenas dados.

As explicações do líder dos cavaleiros eram complicadas demais para as mentes fechadas dos humanos, as duas garotas não acreditavam em nada do que lhes era dito, Gintoki parecia também não acreditar mas não negava o que via, fazendo apenas algumas perguntas de tira-duvidas de minutos em minutos, Daisuke era o único que não se importava com nada, ele saiu de perto de todos os cavaleiros e de seus amigos e foi para fora do circula de pedras para observar as estrelas brilhantes que dali podiam ser vistas, incrivelmente maiores que as de seu mundo, a lua ali não existia, ou pelo menos parecia a lua que conhecia... era mais parecido com um outro mundo qualquer, e de acordo com algumas imagens vistas pela internet, parecia ser Saturno pelos grandes anéis que lhe circundavam, pensamentos passaram pela cabeça do garoto de quatorze anos, poderiam eles estar em Urano, ou quem sabe até mesmo Júpiter?, quem sabe até mesmo, porem muito menos provável; um planeta não descoberto pelos cientistas.

Um dos cavaleiros se aproximou do garoto com uma pequena luz brilhante em seu dedo. Tinha uma grande armadura vermelha e seus olhos eram escondidos por trás de um grande elmo vermelho assim como sua armadura, parecia montado em um gigantesco cavalo... ou melhor, ele era o cavalo.

“ — Um centauro” — foi o que Daisuke disse ao vislumbrar a grande sombra do cavaleiro e seu grande arco preso em suas costas.

“ — Não esta completamente certo, mas também não esta completamente errado. Sou Kentaurosmon, um dos Royal Knights, encarregados de proteger o Digimundo e sua Lei.” — A voz do monstro era forte e autoritária como a da maioria deles, mas esta tinha uma voz levemente parecida com o relinchar de um cavalo.

“ — Entendo, bem... acho que vocês devem ser o Deuses em que eu acreditava, vocês atenderam as minhas preces rapidamente, eu só queria fugir daquele mundo, eu tinha uma bela família, rica e com um bom padrão de ensino, estudava em uma ótima escola em minha cidade, tenho um futuro nas mãos. Mas isso não é pra mim, sou aventureiro odeio ficar em apenas um lugar, exatamente por isso que vivo viajando para conhecer lugares.” — disse Daisuke um pouco melancólico porem dava de perceber a animação que surgia em sua voz e em seu olhar ao encarar o cavalo.

“ — Você, garoto, é um ótimo humano, o com o melhor espirito que todos meus descendentes já podem ter descoberto, você é como nós cavaleiros reais... queremos o bem para os do nosso mundo, queremos que eles conheçam a verdadeira liberdade, assim como nós conhecemos, podendo viajar pelos mundos. Um verdadeiro domador.” — disse o Digimon-cavalo enquanto relinchava o que assustou um pouco o garoto que se inclinou para trás com o repentino movimento do cavaleiro.

Quando o Digimon abriu a boca para continuar, uma mão cortou o ar a sua frente e outro cavaleiro estava ali, Dynasmon.

“ — O líder esta colocando a essência do Digimundo na cabeça deles, parece que estão tendo dificuldades para entender a nossa história e pelo que foram chamados.” — disse ele em tom amargo.

Dysnamon tinha uma aparência feroz, uma armadura branca com pequenos “dentes”, possivelmente de um grande animal preso como entalhes em auto-relevo em toda sua armadura, os mesmo eram de um amarelo forte que pareciam ouro, seu elmo tinha dois chifres projetados de suas laterais, pareciam não serem usados para ataque mas poderiam ser afiados como o gume de uma espada. E por final, suas asas, duas grandes asas projetadas de suas costas... eram roxas e se assemelhavam muito as famosas asas de dragões vistas em desenhos e quadrinhos pelos Humanos.

“ — Não precisara usar isto neste aqui, lhe garanto isso. Acredite, ele tem a essência e os mesmos objetivos que nós, sua mente é aberta, diferente das cabeça-duras que são os outros.” — falou Kentaurosmon com um meio-sorriso em sua boca de cavalo por baixo de seu elmo.

Dysnamon assentiu com a cabeça e se dirigiu até a roda onde se encontravam os outros Digimons e os outros três humanos.

“ — Bem, obrigado por isso... acho que não seria uma boa ideia ter milhares de memorias ejetadas em minha cabeça em uma fração de segundos.” — disse Daisuke dando uma risada para o Digimon.

“ — Acredite, não é bom, todos os cavaleiros tiveram de passar por isso até mesmo Dukemon que é o mais velho da corte, ficando atrás apenas de nosso líder Omegamon, que não precisou disso.” — falou o Kentaurosmon enquanto colocava o garoto em sua mão e então colocava o mesmo em sua lombar para que ele o monta-se. “- Venha humano, cavalguemos pelo Digimundo, enquanto isto lhe explicarei tudo, com o tempo, você se adaptara as leis de nosso mundo.

Os dois novos companheiros saíram dos círculos exteriores feitos de pedra e então cavalgaram com uma velocidade incrível para as planícies que vinham a seguir, então ao deserto e até mesmo as zonas mais frias do Digimundo.

O/Ataque/2012 – Digimundo.

“Uma morte.”

Dois dias haviam se passado após a chegada dos quatro humanos no mundo digital. Após terem sua mente expandida com milhares de dados e memorias pelos cavaleiros, sobre a existência e criação do Digimundo, sobre o seu deus; Yggdrasil, a quem os Royal Knights servem. Sobre os Lordes Demônios que chegaram ao Digimundo, sobre Barbamon e seu feitio anterior contra os cavaleiros e as criaturas inocentes, sobre as digievoluções e até mesmo sobre os antigos domadores Digimons e sua grande ajuda contra o mal, libertando a força de seus companheiros Digimons.

Todos se encontravam em uma base temporária dos Royal Knights. Os humanos descansavam no meio da noite e os Royal Knights faziam um plano de ataque sobre a torre e discutiam sobre o efeito do ritual que não havia sido aplicado até agora, mesmo que estivessem se sentindo fracos.

A luz começava a aparecer quando um relâmpago cruzou os céus e caiu a poucos quilômetros da base, o solo tremeu e as antigas muralhas da base foram abaladas, abrindo grandes buracos em sua extensão. O alarme soou, todos os aparelhos foram cancelados e exibiram uma mensagem vermelha: Inimigo em 6,7km... 6,6km, e abaixando rapidamente. Gintoki e as duas garotas se levantaram rapidamente e correram para fora do aposento, onde os cavaleiros estavam, prontos para a batalha... ou pelo menos alguns deles, e outros Digimons estranhos.

“ — Mas que porra foi essa?.” — berrou Gintoki, para os cavaleiros.

“ — É chegada a hora, meu garoto, não poderia ter acontecido em momento pior.”. — falou Omegamon com a voz fraca mas sem deixar sumir seu tom de liderança. As garotas deram as mãos para si e então Omegamon continuou enquanto os quatro cavaleiros restantes se colocaram em posição de batalha juntamente com os outros quatro Digimon's.

Um tremor varreu a terra ali perto e então as arvores caíram e um grotesco Digimon apareceu. Parecia um crocodilo vermelho, porem com mais ou menos dez metros de cauda, ou melhor, dez metros em cada cauda pois o mesmo havia duas delas, alem disso, tinha mais seis ou oito metros de corpo, sendo que só sua boca ocupava três metros de seu corpo.

“ — O que é esse Jacaré?.” — gritou Gintoki enquanto saia correndo para longe dos cavaleiros de onde a batalha seria travada, agarrando-se as duas garotas para que as mesmas também saíssem dali.

“ — Já é chegada a hora da batalha, cavaleiros.” — ribombou o urro do monstro-jacaré.

“ — Então esta é a hora, Leviamon. Cavaleiros ao ataque!”. — berrou Omegamon, enquanto corria em uma velocidade impressionante até o animal, que lhe acertou com a cauda, todos os outros Digimons avançaram até ele e o atacaram com seus poderes mais fortes, mas parecia que nada feria o grande animal. Ele urrava e atacava dois Cavaleiros com sua cauda que se agitavam rapidamente acertando tudo a sua volta, durante um momento uma delas se agarrou ao tronco de uma arvore morta ali perto e o lançou contra um Digimon azul que parecia ser alguma forma de Ulforce Veedramon, e o mesmo não se encontrava ali... O Digimon foi lançado com força para longe e então teve seu pescoço enrolado pela cauda do animal que lutava contra os outros sete cavaleiros. Omegamon cravou sua Grey Sword no meio do focinho do animal e logo foi acertado pela pata dianteira do animal o derrubando e o lançando a centenas de metros longe. Um Digimon vermelho e com a aparência de um dragão lançou um grande raio em direção a boca do animal que engoliu o raio e não pareceu ter nenhum tipo de dano, ele fez melhor, um raio azul saiu da boca do monstro e derrubou metade do castelo onde todos estavam “hospedados”, alem de partir metade de uma montanha. Um dos Digimons foi acertado no meio do golpe e teve seu braço arrancado pelo grande raio, o mesmo caiu e se afastou da batalha.

Omegamon também caiu na batalha. Gintoki ao olhar tudo aquilo não conseguia entender o porque dos cavaleiros, tão nobres guerreiros serem tão fracos assim... isso não estava certo, só então ele pode compreender o que aconteceria ali, eles estavam cansados, foram eles que abriram o portal entre os mundos para que pudessem teleportar os humanos para o Digimundo, que agora estava a beira de perder seus guardiões por terem feito isso.

“ — Se tivessem atacado quando dito por Ulforce Veedramon, vocês poderiam acabar com eles.” — gritou Gintoki, a beira de lágrimas.

Um Digimon humanoide estava preso sobre uma das caudas de Leviamon. Um cavaleiro caído sem um braço, lutando pela sobrevivência. Omegamon de joelhos lançando tiros de seu braço esquerdo em direção ao corpo do Jacaré que não se sentia nem um pouco intimidado com aquilo, a segunda cauda bateu novamente em Omegamon que caiu deitado no chão.

“ — Vocês cavaleiros, são fracos... estes Humanos que foram chamados não são os verdadeiros eles não podem lhes ajudar, olhem para vocês, regrediram por perder forças no ritual inútil de vocês, fracassados!.” — foi a voz de Leviamon que sobressaltou perante as explosões e os gritos.

“ — Não!. Você esta errado, sua besta filha de uma puta!.” — Não era nenhum cavaleiro ou Gintoki que gritava, e sim uma das garotas, uma de cabelos castanhos, a maior. Um brilho intenso estava preenchendo seu corpo durante sua fala, e ficando cada vez mais intenso, até que um foi em sua direção, ele estava acabado, sem um braço mas conseguiu fazer sua voz chegar até os ouvidos da garota.

“ — Menina, seu poder esta emergindo neste momento.” — ele tocou a garota, que se virou e abraçou seu corpo. Uma luz branca explodiu na visão de todos ali.

Quando tudo voltou ao normal, a menina não estava mais ali, e nem mesmo o Digimon.

“ — Mwahaha, sua escolhida foi uma fracassada, Knightmon!. Não conseguiu fazer o laço entre um Digimon e um Humano e agora, graças ao seu fracasso, foi incinerado juntamente dela!.” — novamente a voz de Leviamon berrou, juntamente de uma risada maligna do monstro.

“- Leviamon, seus olhos não conseguem ver o que a mente não deixa!.” — falou o cavaleiro que estava ali, sua voz era uma fusão entre a voz gritante da garota e a justa voz de: Crusadermon, O cavaleiro indiferente.

Antes que pudesse fazer qualquer movimento, Crusadermon caiu sobre a lombar do monstro e lhe acertou ali mesmo com um grande ataque com a ponta de seu escudo, o urro de Leviamon poderia ser ouvido até mesmo do outro lado do Digimundo. Mais um golpe e mais um urro, e seguidos rapidamente um atrás do outro, um grito maior que o outro... dados começaram a sair das feridas, aquilo estava realmente machucando o maldito monstro. Omegamon se ajoelhou novamente e começou a cutucar as feridas lançando ataques a longa distancia de seu braço. Os outros também não ficaram para trás, se levantaram com uma certa dificuldade e faziam tudo que lhes era possível.

Leviamon parecia estar sendo vencido com uma grande facilidade, mas então um golpe de sorte acertou Crusadermon e ele tombou no chão, perto da pata do monstro que lhe amassou e pisoteou no chão. A voz da garota era facilmente ouvida sobressaindo-se.

A risada maligna novamente começou, mas desta vez estava cansada e lutando por conseguir sair, o demônio não queria demonstrar que estava ferido, mas era difícil alguém não perceber. Todos perceberam, mas não podiam fazer nada a respeito. Crusadermon era esmagado cada vez mais, logo estaria morto se nada fosse feito, mas o que poderiam fazer os cavaleiros ali, fracassados e sem forças?.

“ — Inferno Frost!.” — A voz ribombou como um relâmpago.

Uma flecha imensa e com um brilho quente se formou no céu e acertou o olho de Leviamon e então pegou fogo. O demônio gritou e berrou enquanto o fogo se formava em sua cabeça. Crusadermon conseguiu sair de baixo de seus pés e se afastar, mas não faria mais nada naquela batalha, seu corpo estava quebrado assim como as forças da garota que pareciam se esgotar dentro do Digimon.

“ — Essa flecha, isso, pelo menos ainda temos ele com quem contar.” — falou Omegamon com a voz fracassada, ele não falava mais como um líder e sim como um Digimon qualquer que precisava de ajuda.

O Digimon Cavalo cavalgou em direção ao corpo de Leviamon que agora estava todo em combustão mas não se dava por vencido, acertando tudo que havia por perto com suas caudas. Kentaurosmon estava cauteloso contra as mesmas, saltitando pelos ataques das caudas as esquivando com demasiada facilidade ele acertava um dos grande demônios com suas flechas com uma agilidade impressionante.

“ — Eu lhe condeno por seus crimes, Leviamon.” — foi a voz de Daisuke que soou da boca de Kentaurosmon.

Flechas continuaram a ser lançadas em direção ao corpo do monstro que ia se enfraquecendo a cada flecha que penetrava suas imensas e fortes escamas. Ainda sim o demônio não se deu por peso morto, e sua cauda parou de ir em direção a Kentaurosmon e então foi em direção ao grande Digimon que em sua forma posterior era um cavaleiro, Ulforce Veedramon. A cauda se agarrou a seu pescoço e a outra fincou em seu peito, lhe cravando e o atravessando.

“ — Não!.” — gritou Kentaurosmon e Crusadermon, os dois avançaram.

Crusadermon correu contra a cauda e lhe arrancou fora com um golpe rápido com a ponta de seu escudo que era afiado como o gume de uma espada. Uma aura emergiu do corpo de Kentaurosmon e o clima começou a baixar, a temperatura ficou insuportavelmente fria e então uma camada de gelo começou a se formar em Leviamon que tinha seus movimentos parados aos poucos.

O segundo demônio lorde havia sido derrotado, e virou um grande cubo de gelo. Kentaurosmon lançou uma ultima flecha em direção ao meio dos olhos de Leviamon e então o gelo rachou, quebrando juntamente de si o que restou do corpo do Demônio que ia se transformando em dados aos poucos.

Notas finais
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