—Hello, peoples! –Cumprimentou o adorável apresentador subindo ao palco –Desculpem-nos pela inconstância dos capítulos, mas sabem como é, eu ainda não me recuperei do trauma de ter sido sequestrado.

—Eles já sabem que isso é mentira, João-sama –Disse Taki lhe servindo um copo de limonada.

—Xiiii! Eles podem ter esquecido! –Ele se voltou para plateia –Mas não se preocupem que o maldito Terriermon não vai retornar tão cedo. Ainda lembro do meu cárcere privado, dos dias e noites que se arrastavam sem distinção, do frio e da fome... Mas sou alguém forte e vou superar meu trauma por vocês! Para poder a cada dia ser um apresentador ainda melhor! Obrigado pelo apoio de vocês leitores! –A plateia ia aos prantos com as palavras do apresentador –Sem mais delongas, vamos ao capitulo.

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As digiescolhidas estavam com problemas. Não só tinham perdido a chave para Pinocchiomon como eram também perseguidas pelo Minotauromon que estava sob o controle do Cavalheiro Infernal.

–Pé na tábua, Lucy! –Berrava Miwa, seu braço estava machucado por ter tentado desviar o golpe do Digimon – Martelo Vulcão! –Invocou o enorme martelo de metal digizóide e o arremessou na direção do Minotauromon que mesmo sendo atingido com tudo no rosto, continuou indo atrás das garotas – Não funciona!

–Claro que não iria funcionar! –Riu o Digimon marionete em algum lugar –Ele está no meu show de marionetes! Brinquem comigo meninas! Brinquem comigo!

–Sai voz do satanás! –Reclamou Lucy –Em nome de Yaoi-sama, seja descomungado! Cascata! –Um enorme turbilhão de água caiu sobre o Digimon mitológico, que desvia facilmente com sua broca –Minotauromon, me desculpe, mas estou ficando com raiva de você!

–Podem me matar... Se precisar! Antes morrer do que ser uma marionete! – implorou o Digimon – Me perdoem... Broca Terremoto! –Atacou, errando por pouco as digiescolhidas que correm para trás de uma parede aproveitando a nuvem de fumaça.

–Lucy, vamos realmente ter que matar o Chifrudo aí! Não tem jeito! –A de roxo arfava, a sua calça já estava rasgada. O sangue escorria de um corte no seu rosto – Eu nem tenho mais condições de correr... O mataremos e depois cuidaremos do pedaço de pau falante...

–Mas ele não tem nada a ver com isso! Não podemos mata-lo! – retrucou Lucy.

“Isso mesmo Lucy” uma voz familiar sussurrou na mente da garota, “Não mate o Digimon que não teve nada a ver com vocês e com sua luta estupida”

–Sai! – berrou a amante de barcos – Sai da minha cabeça!

–Lucy! –Disse Miwa sacudindo a amiga pelos ombros –O que você tem?

–Achei vocês! –A voz da marionete riu quando Minotauromon destruiu a parede onde as duas estavam escondidas – Não fujam... Brinquem comigo! Você quer brincar comigo? Um show de marionetes quero fazer! Hahahahahahahahaha!

Lucy continuava gritando. Que voz era aquela em sua mente? Mortos não falam! Não pode ser! Não era possível! Miwa puxava a amiga que não parava mesmo de pedir para que a voz saísse. Que voz seria essa? Qual a razão de causar tanto efeito assim na azulada? Ou ela voltaria logo ao normal, ou as duas morreriam ali mesmo, pensou a de roxo, mas ela defenderia a amiga a qualquer custo!

–Fim do jogo! –Pinocchiomon riu novamente ao ver que as duas não tinham mais saída –Encurraladas! Como ratos, que a WZD realmente é! Agora a brincadeira vai realmente começar! Para o golpe final desse show de marionetes... Vai Minotauromon!

—Me desculpem... Broca Terremoto! –Sua broca mais uma vez desceu contra as meninas.

–Olho das Trevas! –Miwa faz um olho sombrio enorme pairar sobre Minotauromon. O ar tinha ficado mais pesado, o céu se fechou, o chão parecia tremer –Me desculpe...

–Miwa! – gritou Lucy.

–Aniquilação! –A de roxo gritou. Um raio vermelho saiu do olho e acertou em cheio o Digimon, absorvendo seus dados –Descanse...

“Ela matou um Digimon inocente!” a voz gritou na mente de Lucy “Como ela teve a audácia?”.

–Miwa! Sua... –A navegadora chorava –Não era pra mata-lo! Ele era inocente!

–Hihihihihi! Vocês mataram o Minotauromon... E agora... Qual será o meu brinquedo? Que tal... Uma de vocês? –Pinocchiomon surgiu das sombras –E então?

–Não ouse tocar em nenhuma de nós! –Defendeu Miwa –Lucy, vamos enfrenta-lo juntas!

–Não! –Respondeu a garota –Eu não quero mais lutar contra Digimon nenhum!

“Isso mesmo Lucy” a voz tornou a falar, “Não machuque mais nenhum Digimon.”.

–Então se vai ser assim de sua parte –Resmungou Miwa –Mão destino! –Seu punho brilho dourado e um raio dourado saiu indo na direção da marionete que se defende girando sua marreta.

–Humana tola! O que acha que pode fazer com isso? –Zombou Pinocchiomon –Tome! Marreta! –De sua arma, vários tiros foram na direção da garota de cabelos roxos, que invoca um escudo a tempo de defender a sua amiga e a si mesma.

–Lucy! –A amiga sacudia a amante de barcos –Saia dessa! Temos que lutar!

–Não se pode ferir um Digimon –A única coisa que Lucy respondia.

–Quem te disse isso?

–Meu tio-avô João... Ele disse que...

“Não importa qual, mas nenhum Digimon deve ser ferido!” a voz gritou.

–Seu querido tio-avô deveria estar aqui para ver isso! – Zombou a marionete –Ver que Lucy, sua sobrinha-neta, está levando seus mandamentos tão a fundo! Que emocionante! Mas agora vai se arrepender! Marreta! –Os tiros foram na direção de Lucy, que não foi atingida. Miwa tinha entrado na frente do ataque – Ownt! Que heroico da parte dela!

Por que ela entrou na frente? Lucy se perguntava. O que fez sua amiga se arriscar assim? De onde aquela voz veio? Qual o motivo dela se incomodar tanto com aquilo? Não era pra ela se perturbar tanto com isso? Será que era apenas por essa voz ser idêntica a do velho João? Esse não era o momento de pensar nisso! Por se deixar tanto levar por uma voz, agora sua amiga tinha se ferido! Ela precisava matar Pinocchiomon, pegar a chave de volta, e voltar ao mundo real o mais rápido possível para ajudar Miwa, mas primeiro precisava dar um basta naquela voz infernal!

–Me desculpe Miwa –Uma pequena lágrima escorreu do rosto da azulada.

–É bom se desculpar mesmo... Eu levei o ataque em cheio... –Miwa riu, apesar de estar ferida, ainda conseguia manter o bom humor –Agora... Em nome de Yaoi-sama, dê um jeito nesse pedaço de pau falante!

–Claro amiga! –Lucy deixou a amiga deitada no chão e foi pra frente, seu rosto estava sujo de poeira, suas unhas estavam quebradas, seu cabelo? Nem se fala! Mas agora ela iria acabar com aquele boneco!

“Você não pode!” –A voz voltou –“Ele é um Digimon!”.

–E quase matou minha amiga! Saia da minha mente! Não me atazane mais! Essa luta vai começar agora! Cascata! –A corrente poderosa de agua caiu sobre o Digimon, que agora via o real perigo sobre o qual estava –Você vai se arrepender!

–Você não gostou de brincar comigo? –Pinocchiomon estava contra uma das paredes –Foi tão divertido! Que tal se a gente brincar de novo? Eu serei bonzinho dessa vez!

–Nem vem! Punho das Profundezas! –Uma corrente de agua começou a girar pela mão da garota formando uma luva –Se arrependa! –Lucy começou a espancar o Digimon.

“Lucy! Pare” — a voz gritava – “’Você irá se arrepender!”.

— Vou me arrepender de ter te ouvido, voz maldita! Morra Pinocchiomon! – Lucy levantou a mão para o último golpe num Pinocchiomon que ameaçava se dissolver.

–Show de Marionetes! –O Digimon jogou seus fios na direção da garota que se esquiva facilmente.

–Pra onde está mirando? Foi muito fácil se esquivar dessa! –Zombou a azulada.

–Você irá se arrepender! Tome! –A marionete mexeu os dedos.

–Lucy... Cuidado... Eletrochoque! –Miwa tinha se levantado e atacado a amiga com uma esfera elétrica. A garota estava sob o controle de Pinocchiomon – Corra!

–Agora nosso jogo vai começar... –O Digimon riu.

Continua...

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As luzes do palco voltam a acender e João comenta o que achou do capítulo:

—Ouvir vocês é preocupante, será que a Lucy será internada na mesma clinica que o Live foi? Isso é, se ela sobreviver a essa batalha contra o ventríloquo Pinocchiomon.

—Não seja pessimista, João.

—Eu não estou sendo pessimista, Taki. Mas não há nada que possamos fazer a não ser esperar pelos próximos capítulos. Supondo que eu não seja arrebatado por traumas horríveis, nos vemos semana que vem! Kissus no heart!