Digimon: O Limiar de um novo mundo!
22 Capítulo 21 –A Verdade Sobre João (1ª Parte)
João subiu ao palco com um ótimo humor.
—Taki, você sabe onde esta o diretor?
—Ele disse que estava doente e que realizássemos o programa sem ele.
João riu, depois gargalhou e ninguém entendia nada.
—Como todos sabem estou sobre prisão domiciliar e só posso ir da minha casa para o estúdio, mas isso não quer dizer que não posso pagar para alguém seguir o diretor!
—Woooooo –Fez a plateia.
—Meus informantes me disseram que ele vai se encontrar com seu par hoje! Espero que até o final do programa tenhamos uma resposta e saibamos com quem aquele inútil esta namorando!
—Você é um bisbilhoteiro, João!
—Confesse que esta morrendo de curiosidade, Taki.
—Estou mesmo –A plateia riu.
—Venha se sentar comigo e vamos assistir o capítulo.
O telão foi acionado e exibiu a seguinte frase:
“Nós só escondemos aquilo que nos julga. Por isso a verdade dói”.
—Que frase é essa?
—É uma frase de impacto, isso indica que vai ter verdades dolorosas.
—Ahh, entendi, você é um gênio, João.
—Obrigado –Diz o apresentador beijando a bochecha do pequeno namorado.
—––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Receber a visita de um shinigami de salto alto querendo lhes revelar segredos e verdades não era o que os digiescolhidos esperavam para terminar aquele dia de despedida. As cinzas de João tinham sido espalhadas no lago do digimundo por Letícia, outra desconhecida que alegava ser grande amiga de velho, e de quebra imortal.
—Sentem-se –Grell lhes indicou a cama como se o quarto fosse seu –Lhes contarei a história do João e estarei no meu escritório na União para lhes tirar qualquer futura dúvida, Death!
—Você tem um escritório na União? –Hawkmon perguntou, pois mesmo trabalhando no correio nunca tinha visto aquele cara antes.
—Acabo de assumir. Deixem-me me apresentar mais detalhadamente, sou Grell Sutcliff, um shinigami poderoso e estiloso, Death! –Kitsu o encarou, aquele cara era completamente diferente de todos os shinigamis que conhecia –E também sou o recente nomeado líder da equipe vermelha.
Todos soltaram uma exclamação, aquele cara era o substituto da falecida Linx.
—Você vai ser um dos três líderes da União? –Questionou Hacko.
—União? Nunca gostei desse nome de fachada que eles escolheram.
—Nome de fachada? –Perguntou Pink.
—Vocês devem primeiramente saber que a "União" é apenas uma fachada? Seu verdadeiro nome sempre foi WZD –Aquelas três letras fizeram a pele de Bucky se arrepiar, ele já tinha as ouvido antes, tinha certeza disso, mas onde?
—WZD? –Perguntou Kitsu –Até parece uma abreviação de Wizardmon.
—Garota inteligente, deve ser por que é ruiva –Disse Grell brincando com os próprios cabelos vermelhos –Tudo começou com o Wizardmon.
—O parceiro digimon do nosso pai? –Perguntou Pink.
—Sim, mas ele é bem mais antigo do que imaginam, afinal ele foi criado pelo João.
—O vovô criou o Wizardmon?
—Vocês vão ficar repetindo todas as minhas frases?
—Desculpa.
—Vocês precisam saber a verdade para se prepararem para o que esta por vir. Vamos começar...
Eu sou um shinigami, meu trabalho é coletar almas, sempre tive uma atração por pessoas que causariam muitas mortes. Não me vejam como alguém do mal, apenas tenho esse fraco por assassinos, heróis e por aqueles que causam tragédias acidentalmente, muitas vezes nem dá pra distinguir a diferença. Deste modo fui atraído por João desde quando ele era criança, afinal podia sentir o cheiro da morte nele, o cheiro de grandes feitos, no entanto nem imaginava a proporção que isso tomaria.
João sempre fora sonhador, talvez um dos maiores que já existiu, curioso, inteligente, engenhoso, no entanto nunca foi de ter muitos amigos, foi por isso que inventou um amigo imaginário.
—Wizardmon! Vamos ser melhores amigos pra sempre! –Ele vivia correndo pra lá e pra cá com o espantalho feiticeiro imaginário.
Algum tempo depois explodiu o sucesso de um anime intitulado Digimon, João ficou fascinado por ele e começou unir seu amigo imaginário àquele universo até então fantasioso.
—Todos os digimons, terminam com “mon”, então Wizardmon, você é um digimon!
Para sua surpresa apareceu no anime um digimon feiticeiro com o nome de Wizardmon, aos poucos a imagem que o garoto tinha do amigo imaginário foi se modificando até que achasse que a imagem daquele digimon sempre fora idêntica ao de seu amigo.
João cresceu, mas aquele fantasma em sua mente o acompanhou, até o dia em que ele teve a ideia de dar um corpo de verdade para seu amigo. Essa ideia o seguiu por anos.
No auge de seus 38 anos, estava em mais uma tentativa de fazer a sua máquina dar certo, essa já era a quinta, nas outras já havia explodido um laboratório, um galpão, seu próprio quintal, o antigo local de trabalho e sua casa de praia. Mas agora o grande cientista tinha certeza de que daria certo no seu novo laboratório por um único motivo:
—Seu louco inescrupuloso! Como você pode pensar em usar isso? – exclamou Alice, a irmã de João.
—Pode crer Alice, usando isso conseguirei ativar essa bendita máquina! –Disse João sacudindo um pequeno frasco contendo um líquido que brilhava alternando entre vermelho e amarelo –Meu sangue misturado com o fluído vindo do local onde as férias de verão dos primeiros digiescolhidos começaram!
—Isso só aconteceu na sua mente perturbada, seu imbecil! Tudo bem que o lugar é real, mas lá não há magia alguma! –Retrucou a morena, nessa época João já havia descoberto a existência do digimundo, o que havia começado como um simples anime e jogos de computador tinha se transformado num mundo digital –Sempre fui a seu favor, mas não posso deixar que se mate desse jeito!
—Se não está ao meu favor, está contra mim! Saia já daqui! Sua reclusa! A porta da rua é a serventia da minha curta paciência!
—Reclusa? Sempre tentei ser sua amiga, mas você prefere conversar com um amigo imaginário ao invés de sua própria irmã! Pois bem, prossiga com essa máquina ridícula! Mas se morrer numa explosão nem conte comigo em seu enterro –Gritou saindo do local.
—Já foi tarde –Resmungou voltando-se para a máquina em forma de laser com vários botões e um capacete acoplado –Agora só preciso abrir o compartimento B, puxar os fios azuis e amarelos, encaixar o frasco aqui e... –É interrompido pelo barulho do celular –Que raios...
—Querido, por favor, pare com isso! Imploro-lhe que esqueça essa loucura! Vai se matar desse jeito!
—Me perdoe querida, mas tenho que fazer isso –Lamentou João desligando o celular –Eu serei grande, como ninguém da minha família nunca foi! Trarei o primeiro mundo para este local fétido e hostil chamado Terra! –Falou colocando o capacete da máquina em si e puxando a alavanca – AGORA!
Raios e trovões rodeavam os céus do Japão, nuvens carregadas de todo o mundo eram atraídas para aquela região, todos os equipamentos eletrônicos de todos os países começaram a oscilar e dar curto circuito, enquanto o novo laboratório de João brilhava e vários raios caiam no para-raios do local, fortalecendo a eletricidade da máquina num verdadeiro estilo Frankenstein de terror.
—AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH! –Gritava João também sendo atingido pela descarga elétrica –Prefiro morrer à desistir! Estabilizar rede de energia –Saiu apertando os botões freneticamente –Agora! VENHA WIZARDMON!
Um raio branco foi disparado do laser da maquina em direção à parede rasgando a camada que separa os mundos, números binários holográficos flutuavam por todos os lados, João mantinha sua persistência e sua esperança, ele iria ser o maior de todos e jamais pensava em desistir, mas então a máquina começou a entrar em curto ameaçando explodir.
—Não irei acabar aqui, para aqueles que me chamavam de louco! Eu serei o maior de todos, o lendário sonhador! No presente, no futuro, indo aonde for! –Ele quis que suas últimas palavras fossem sobre aquilo que mais amava. O líquido no interior do compartimento B brilhava entre as cores laranja, azul, roxo, cinza, vermelho, verde, rosa, branco e amarelo fortalecendo ainda mais a máquina que disparava raios cada vez mais fortes.
Tudo explodiu, no lugar em que ficava o novo laboratório de João não sobrara nada além da máquina e do próprio cientista que estava caído no chão, seu corpo estava envolvido de energia que o percorria como se fosse pequenos raios.
—Ai, minha cabeça –Gemeu levantando-se do chão e olhando arrasado para tudo ao redor –Mais um fracasso! Não acredito –O cientista deixou jorrar as lágrimas contidas das outras tentativas que deram errado –Sou uma piada! Uma antissocial que ficará pra sempre sozinho, eu...
—João? Por que tá chorando? –Disse um ser de rosto cinza, roupas roxas e amarelas de feiticeiro, chapéu pontudo com caveira, cabelos laranja, olhos verdes, e um cajado com um sol esculpido na ponta –Não estou acostumado a tiver assim desde seus 14 anos!
—Cale a boca Wizardmon! Deixe-me em... –Ele parou, pensou que se tratava de seu amigo imaginário, mas quando bateu os olhos na aparição, o viu tão sólido e tangível que lhe causou arrepios –Você é real? Não é apenas minha alucinação? Meu Deus, eu morri e estou no céu? Mas aqui é feio! E não tem pão!
—João, olhe nos meus olhos, sou eu mesmo! Você não morreu! Finalmente você realizou seu sonho!
—Wizardmon! –O louco cientista pulou nos braços do seu amigo imaginário e parceiro de infância –Esse é um passo para o futuro!

—Um grande passo para destruir esse mundo obscuro! –Completou o digimon sorridente, ou menos ao que parecia, pois era difícil de saber pelo pano que cobria sua boca.
—Vamos Wizardmon tenho que lhe apresentar minha família, ou ao menos pessoalmente, já que eu sempre lhe contei tudo! Você vai amar o Pedro, ele é tão fofo!
E assim partiu incrivelmente feliz e louco, o cientista e o seu amigo que agora se tornara real, e que era o primeiro digimon a pisar na Terra. Mas, é claro, que João não sabia, era que seu desejo de expurgar os Homo sapiens, vulgos humanos, do mundo seria apenas o inicio para o que ele chamava da verdadeira loucura...
Grell fez uma pausa e olhou para as crianças boquiabertas.
—Estão de parabéns por não interromper meu relato.
—Nunca se deve interromper Flashbacks, dá azar –Informou Letícia.
—O que o Wizardmon quis dizer com destruir esse mundo?! –Bucky perguntou surpreso.
—Aquele espantalho sempre me deu arrepios –Confessou Letícia.
—Não seja racista! –Grell a repreendeu e depois se voltou para os jovens –Como eu disse, histórias de heróis e vilões costumam se misturar, todos temos dois lados. Aquela explosão não somente trouxe o Wizardmon a vida, como enfraqueceu a camada que separa os mundos e ainda modificou o corpo do João lhe dando incríveis poderes. Seu avô nunca fora muito fã da humanidade, de certo modo ele os odiava, quanto mais estudava e via as atrocidades cometidas pelo homem, mais os achava uma peste que devia ser eliminada ou consertada.
—Consertada?
—Ele queria trazer a evolução para um estado de paz e harmonia, mas para isso, primeira precisava vir a destruição, afinal, para se ter dias de sol, primeiro precisa vir a tempestade.
Grell voltou aos seus relatos do que observara como um shinigami invisível aos olhos mortais.
—João, você vai mesmo confrontar o governo de novo? –Reclamava Angélica, a esposa do cientista –Não é por que você tem um digimon poderoso ao seu lado que você vai conseguir aprovação para criar uma sede que tem o intuito de dizimar a raça humana!
—Querida, tem dois pequenos erros na sua afirmação, primeiro: eu tenho um exercito de digimons. Segundo: não quero dizimar a espécie humana, quero evoluir a espécie do Homo sapiens! –Respondeu João com sorriso louco estampado no rosto –Eu farei esse mundo ser perfeito como nunca foi, o livrarei da existência dessa espécie pútrida e defeituosa...
—Pense em sua família! A Alice concorda comigo a respeito disso e...
—Ela é uma hipócrita! Reclamou tanto que eu era louco por digimons e agora que alguns surgiram no mundo real, até ela tem um parceiro digimon!
—Pense no seu filho! –Tentava a mulher convencer o moreno de seu louco plano – O Pedro tem apenas três anos! Não arruíne a infância dele desse jeito.
—Angélica, eu tenho planos bem maiores para ele.
—Esse seu plano é uma loucura! Você inclusive esta escondendo a existência dos outros mundos!
—Eles só precisam saber do digimundo, os outros são irrelevantes no momento.
—E aqueles shinigamis?!
—Não se preocupe com eles, são meus amigos, inclusive me deram até um cargo importante na Sociedade das Almas.
—Isso me assusta muito, querido. Quando se abre uma porta qualquer um pode entrar –Aquela frase assustadora pairou sobre o ar e ela prosseguiu –Inclusive o mundo dos demônios esta...
—Chega Angélica! Suas preocupações são infundadas! Cuide do Pedro enquanto eu crio um mundo melhor para ele viver! –Disse dando sua palavra final para a loira e se levantando indo em direção à porta –Wizardmon! – chamou e o digimon logo apareceu surgindo de uma sombra –Vamos, pois hoje tenho certeza de que eles aprovarão. Isso é, se eles têm apreço pelas suas vidas humanas –Ele deu um sorriso vilanesco saindo da casa.
—Com sua licença Senhorita Angélica – disse o feiticeiro acompanhando seu amigo e fechando a porta, deixando a loira desolada sentada no sofá, com o rosto entre as mãos.
Na sede do governo japonês, João, o considerado cientista do século, estava agora novamente na enorme sala de cor cinza, com uma enorme mesa metálica no centro com vários homens e mulheres, todos de grande importância sentados em volta, enquanto ouviam novamente a ideia do moreno.
—Deste modo unirei o mundo real e o digimundo criando a WZD para controlar as relações humanas-digimons, dando inicio aos estudos de hibridação para criar a nova raça Digi homo sapiens.
—Mais uma vez, não! –Negou o governador japonês ao ouvir pela terceira vez o pedido do cientista moreno –E se continuar a insistir nessa ideia terei que deportá-lo para seu país de origem.
—Senhor governador, não cometerias o erro de mandar embora do seu país, um dos cientistas mais importantes e mais bem sucedidos do Japão! Pense como ficaria esse lugar sem mim! E além do mais, hoje o senhor não tem como negar o meu pedido! –Disse João extremamente sério –Se todos vocês sabem o que é bom para este país, me deixarão criar a minha sede, também por que, eu posso acidentalmente, abrir vários portais e deixar que “meus amigos do outro lado” entrem neste mundo!
—Isso é uma ameaça? –Exclamou irritada uma mulher se levantando– Governador não pode deixar esse projeto de terrorista continuar aqui!
—Concordo plenamente! –Disse outro homem ao lado da mulher –Quer que concordemos com ele por meio de ameaças? Esse louco deve ser internado!
João se irritava cada vez mais com os comentários, já não bastava ele ter ouvido esses mesmos insultos quando era criança, e agora os comentários voltavam a lhe atormentar. Quem esses caras pensam que são para lhe insultarem deste jeito?
—Pois bem! –Exclamou João repentinamente fazendo todos se silenciarem e o observarem –Se não tenho permissão para montar minha sede, tudo bem! Sem problemas!
—Sério?! –Perguntou o governador desconfiado.
—Já que não terei a permissão do senhor por bem, verei se consigo por meio de um massacre! –Ele sorriu maleficamente.
—Guardas prendam-no! Ele acaba de declarar uma ameaça ao Japão!
—Wizardmon –Foi tudo que João disse e o digimon feiticeiro surge de uma sombra e o envolve com sua capa –Vocês irão se arrepender de não permitirem meu sonho! Espero que o seguro de vida esteja em dia, vão precisar! –E desapareceram.
—O que esse terrorista vai fazer? Procurem por ele em todos os cantos do Japão, façam de tudo, agora ele é perigo de prioridade máxima!
Sobre o céu de Tóquio, João e Wizardmon conversavam e andavam como se estivessem sobre um chão de vidro.
—Wizardmon, os humanos me desprezaram pela ultima vez. Eles vão pagar por tudo que me fizeram, e já que a WZD não pode ser criada pacificamente, que seja então por meio de uma guerra! Você já chamou quem eu pedi?
—Sim claro, e ele já chegou –Disse abrindo um portal e um barulho de salto alto se fez presente quando um ser ruivo-sangue de brancos dentes de tubarão entrou portando uma motosserra também vermelha.
—Hello guys! DEATH! –Disse o ser ao entrar no recinto, fazendo uma pose um tanto quanto exagerada, diga-se de passagem, e fazendo um gesto com a mão.
—Olá senhor Sutcliff, espero que tenha gostado do processo de viagem pelos portais! Mas bem, eu preciso que você me faça um pequeno favor para mim – Disse o cientista com um sorriso macabro estampado no rosto.
Grell fez outra pausa em seu relato.
—Então foi aí que você conheceu nosso avô? –Perguntou Pink.
—Ele pelo menos pensa assim, mas na verdade não, afinal eu o observei desde criança.
—Toda essa história é muito perturbadora –Comentou Hayaki.
—Perturbadora? Você ainda não viu nada garoto samambaia, o massacre que vou narrar vai lhe dar pesadelos.
Bucky estava calado, “Seu avô não é tão nobre quanto você pensa!” havia lhe dito Myotismon. A mente do garoto fervilhava de imagens que se alternavam, se via brincando com seu avô, em seguida o via ameaçado o governo japonês, via Wizardmon o fazendo levitar pela sala ao som das risadas de seus pais, depois tudo ficava vermelho e via o digimon surgindo de uma explosão e dizendo: “Um grande passo para destruir esse mundo obscuro”.
—Continue –Ele disse chamando a atenção de todos –Eu quero saber toda a verdade! Quero saber quem meu avô realmente era!
—Bucky –Kitsu colocou a mão em seu ombro.
—Seja o que for que ele fez! Sou capaz de suportar a verdade! –Grell riu.
—Ok, agora vou lhes contar como seu avô causou a morte de centenas de pessoas.
Continua...
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—Gente que capítulo revelador! Meu xará é tipo bipolar!
—Foi ele quem abriu os portais para o digimundo!
—Na verdade para vários outros mundos. Não posso nem imaginar como o coitado do Bucky deve estar se sentindo.
—E que história é essa que ele matou centenas de pessoas?
—Isso deve ser um mal entendido.
—Estou ansioso para a segunda parte!
—Com licença –Disse um homem misterioso usando um sobretudo marrom.
—Quem é esse? –Perguntou Taki.
—Xiii! É o investigador que contratei. Olá senhor investigador. Conseguiu descobrir o que lhe pedi?
—Sim, aqui esta –Ele entregou um envelope para o apresentador –Vou mandar a conta para sua secretária –E saiu.
A plateia ficou em silêncio, João e Taki se olharam depois voltaram sua atenção para o envelope.
—Será que o investigador colocou o namorado ou namorada do diretor aí dentro?
—Não seja ridículo, Taki! A não ser que ele esteja namorando a Sininho ou o Hantaro –Indagou João –Só tem um jeito de saber –Ele abriu o envelope –São fotos! Mas estão em branco! Aquele vigarista! Vou atrás dele ensiná-lo uma lição!
—João, espera! Não estão em branco, estão ao contrário.
—Oh! Eu sabia, só estava brincando –Sem poder mais esperar, João virou as fotos, eles viram o diretor almoçando com alguém, a foto seguinte revelou o rosto da pessoa –Não acredito!
Continua no próximo capítulo.
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