Digimon Frontier 2.0 — The Return
2 01 — Mensagem
Notas iniciais
Digimon Frontier 2.0 — The Return:
Mensagem
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07 de Abril de 2005
15h36
— Takuya!
O chamado de sua amiga loira o fez virar-se para trás, encarando com um leve sorriso a garota que se aproximava a passos rápidos, vestida no uniforme escolar qu ele, por algum motiva, achava tão belo. O moreno gosta de ver como, mesmo tendo cortado seus cabelos dourados, pelos quais tinha tanto apreço, ela continuava bonita.
— Olá, Izumi. Onde estava? — perguntou, passando a mão pelos fios escuros, vendo-a criar uma expressão engraçada. — O que foi?
— Estudamos no mesmo colégio, lembra? — arqueou uma sobrancelha, deixando a face estressada por uma risada. O Kanbara como sempre era problemático.
Izumi Orimoto, treze para catorze anos, segundo ano do ginasial, antiga guerreira do vento, estava crescendo como uma bela moça, assim como a do espírito que portara há três anos. Descobrira, assim que voltou do Mundo Digital, que não morava tão longe do líder de sua equipe, apenas sete quadras. E que, futuramente, estudariam no mesmo lugar durante o ginasial.
Junpei e Kouji também viviam na mesma cidade, mas estudavam em lugares diferentes. O Minamoto, por sua vez, frequentava um colégio particular no centro, enquanto o Shibayama estudava na zona oesta da cidade. Não se encontravam com tanta frequência, mas aquele dia sete seria especial.
— Foi, mal, foi mal... Eu deveria ter te esperado, não é?
A loira andava na mesma frequência que seu amigo, e por sua vez empurrava uma bicicleta rosada, seu presente no último natal, o que facilitava muito suas idas ao lugar onde estudava. Deixou-se rir baixinho com a resposta do Kanbara. Realmente, não importava quanto tempo tivesse se passado, Takuya não mudava nunca.
— Tudo bem. — deu de ombros, mirando com os olhos verdes o céu, que parecia particularmente mais azul naquele dia. Por mais que estivesse um pouco diferente. — Será que todos conseguirão vir? — perguntou, mas para si mesma que para o outro.
— Não sei, espero que sim. — Takuya disse, seguindo a amiga em dar de ombros. — Junpei e Tomoki confirmaram, mas Kouji não tem certeza... Também não consegui falar com o Kouichi, você sabe... Desde que ele entrou no Ginasial é quase impossível ter um tempo com ele.
— Kouichi-kun foi para um colégio elitista, é normal que fique ocupado. — Izumi explicou, mas ainda assim concordava com o de madeixas castanhas, quase não via o amigo nos últimos dois anos. — E tem os treinos de baseball, acho que o tempo dele tem ficado escasso, até para o Kouji...
— Eu sei disso! — o mais novo resmungou, colocando as mãos no bolso da jaqueta preta do uniforme. Franziu o cenho com a gargalhada que escapou por entre os lábios rosados da Orimoto. — O que é? Do que está rindo?
— De nada, ignore. — a garota parou de andar quando uma rajada de vento passou por si, um pouco mais forte que o normal, a ponto de lhe balançar os cabelos e a saia. Pela primeira vez o vento não lhe parecia completamente agradável o que a fez ficar em silêncio por alguns segundos, como se esperasse que algo acontecesse. Nada. — Se quiser, eu posso ligar para o Kouichi-kun, assim teremos certeza se ele vai ou não.
Desconfiado da parada súbita de Izumi, Takuyta também estancou, pedindo com os olhos castanhos que ela explicasse o que estava havendo — e porque também achara estranho aquele vento, que parecia carregado de um mau pressentimento —, mas sem sucesso, apenas suspirou.
— Está bem, ligue logo, eu não tenho o número. — na realidade, nem sabia que o Kimura tinha comprado um novo celucar desde o incidente em Okinawa, quando, enquanto o rapaz de fios negros digitava uma mensagem, o puxou para a água. — bem, se ele vir já sabemos que o irmão também irá.
Izumi assentiu em concordância, afinal, os gêmeos viviam grudados. Pegou o aparelho branco com tado de seu bolso, procurando entre seus contatos o número do amigo, sem notar que ela e seu acompanhante estavam sendo observados por uma criatura feita de estática e dados em cima de uma das muitos constuções do local.
A rua estava movimentada quando ela levou o celular ou ouvindo, esperando que conectasse com o do outro. Mas o chiado esquisito vindo dele a fez com que a loira o afastasse da orelha para encarar a tela, onde brilhava em vermelho vibrante a mensagem "sem sinal", fazendo-a arquear uma sobrancelha. Não era nada normal.
— Que estranho. — comentou, mostrando a Takuya a anormalidade. A rede ali costumava ser boa e sem interferências. Suas dúvidas aumentaram ao ouvir o barulho que anunciava uma nova mensagem. Como?
Não havia título ou remetente, e ao ler a curta palavra sentiu o sangue gelar e apertou o aparelo mais forte em sua mão. Tremeu com uma sensação ruim. Devia ser uma brincadeira. Uma brincadeira. Uma brincadeira muito sem-graça.
— O que foi, Izumi? — o rapaz perguntou, com visível preocupação. A maneira quea outra estava reagindo estava ajudando a aumentar o sentimento anormal.
Os lábios rosados tremeram. E com dificuldades pronundiou a única palavra que formava o conteúdo daquela misteriosa mensagem:
— "Cuidado."
Mal contou o que haviam lhe enviado, e Takuya a puxou para baixo com um agudo grito quando a critura avençou sobre eles, voando a poucos centímetros de suas cabeças. Podia ouvir o barulho de chiados vindo dele a forma como quase desaparecia no ar. Seus olhos verdes pareciam cruzar com os dele, como se estivesse em câmera lenta e ao arregalou. Não era uma simples coincidência.
Assim que os corpos dos adolescentes tocaram o chão os olhares das pessoas que transitavam por ali se voltaram para eles com curiosidade. Sem ver nada. Sem notar nada. Sem pareceber nada. Como se apenas os dois ali tivessem visto aquilo que os atacou.
Izumi voltou a mirar o caminho que a critura havia seguindo, mas ele simpleste desaparecera de seu campo de visão. Foram segundos procurando antes de finalmente se por em pé com a ajuda do rapaz, e bater a sujeira que ficara em suas roupas enquanto alguns desconhecidos perguntavam se estavam bem. Não. Não estavam. De maneira alguma.
— Precisamos sair daqui. — o mais novo disse e a Orimoto simplesmente assentiu, pegando sua bicicleta e montando em cima dela, tendo-o em sua garupa e pedalou para fora dali o mais rápido possível.
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07 de Abril de 2005
16h15
— Que estranho, não estou conseguindo ligar para o Takuya. — Kouji comentou sentado na arquibancada da escola de seu irmão, enquanto o mesmo sentava-se ao seu lado, cansado. O treino de sua equipe ficava cada vez mais pesado por conta do campeonato juvenil que ficava cada vez mais perto com o passar do tempo. Tinha apenas um mês. — Será que o celular daquele idiota está desligado?
— Idiota? Quanto amor. — o gêmeo mais velho ironizou, virando uma lata de energético, para o desagrado de seu irmão. — Deve ser por isso que ele não te atende, é excesso de melosidade.
— Você ainda vai se matar com isso. — resmungou, passando a mão por seus longos fios escuros, sempre muito bem tratados a ponto de causar inveja na meninas de sua sala. Bem, não se importava muito com isso. — Sabia que essas coisa fazem mal?
Kouji Minamoto, catorze anos, segundo ano do ginasial, antigo guerreiro da luz estava ficando mais alto e mais forte a cada dia, com os treinos regulares de kendô. Resolvera, por si só, manter as madeixas compridas, por mais que ambas as mães, Satomi e Tomoko insistissem para que cortasse ao menos as pontas.
— Se não tomar esse energéticos não vou ter tanta força para jogar depois. — explicou-se, encolhendo os ombros. Sabia sim que o excesso podia fazer mal ao seu corpo, e que podia ser tido como um viciado, mas precisava daquilo para manter-se acordado durante as noites que passava estudando para manter sua bolsa. — Além do mais, tem um gosto bom.
Kouchi Kimura, catorze anos, segundo ano do ginasial, antigo guerreiro das trevas, crescia no mesmo ritmo que seu irmão, e por conta dos frequentes treinos de baseball sua agilidade e força aumentavam. Entrara, depois de muito estudo e esforço, para um escola de elite em sua cidade, e engressara no time como um dos jogadores principais e de mais destaque, acabando por chamar a atenção da garotas facilmente.
— Você é um bom jogador sem isso. — bufou cruzando os braços, e pegou novamente seu celular, notando que agora ele estava sem sinal, o fazendo arquear uma sobrancelha. A escola do irmão estava sempre movimentada, e por isso não poderia estar sem sinal de celular ali. — Kouichi, seu telefone tem sinal?
— Hn? — o mais velho sibilou, conferindo o aparelho que ganhara após o Kanbara ter destruído o antigo e também estranho o fato. — Não, não tem... Esquisito, essas coisas nunca acontecem numa escola assim.
— Falou o garoto do colégio de elite. — o Minamoto disse com visível sarcásmo, sorrindo de canto, fazendo com que o outro corasse de leve. Estava pronto para retrucar, mas foi interrompido.
— Kimura, o tempo de descanso acabou, volte pro campo.
Kouji sentiu uma forte vontade de responder ao moreno abaixo de si, no entanto ficou em silêncio por respeito ao irmão. Não gostava daquele treinador de nariz empinado, e nem da maneira com que ele tratava Kouichi, do jeito de falar cheio de escárnio. Ainda o xingaria de todos os palavrões que conhecia, com certeza.
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07 de Abril de 2005
16h23
Tomoki e Junpei riram da coincidência quando se encontraram naquela tarde, antes do horário marcado pelos companheiros paar estarem na estação de Shibuya. Andavam agora juntos pela movimentada rua enquanto o Shibayama tentava entrar em contato com Izumi, mas nenhuma das mensagens que escrevia eram enviadas para a garota, para seu descontentamento.
— Assim fica difícil falar com ela. — resmungou ao guardar o celular, sem sequer notar que uma luz estranha se acendera na tela, com um símbolo que chegara há conhecer anos antes. — Às vezes acho que a cidade inteira combina de ficar sem sinal.
Junpei Shibayama, quinze anos, terceiro ano do ginasial, antigo guerreiro do trovão nunca teve o desejo de emagrecer ou fazer uma dieta. Passara a gostar mais de seu corpo quando voltou do mundo em que viveu tantas aventuras. Já não tinha mais uma paixão platônica por Izumi, e agora se esforçava nos estudos para comseguir passar em um bom colégio para o colegial.
— As conexões hoje estão esquisitas mesmo, Junpei-san. — o menino comentou, olhando para as grandes telas de televisão espalhadas pelas lojas, todas repletas do chiado irritante da estática. — Queria saber o porquê.
Tomoki Himi, doze anos, sexto ano do fundamental, antigo guerreiro do gelo já não chorava mais como antes, e sim se agarrava a coragem para ser forte como a pessoa que admirava. Desde a sua volta passara se dar bem com o irmão mais velho, e a cada dia que se passava parecia ficar mais maduro, acompanhando seus amigos nas mais diversas aventuras ali mesmo, no mundo humano.
— Isso está me preocupando, para falar a verdade. — o de olhos castanhos suspirou, passando sua mão por entre os cabelos molhados pelo suor. Desde a forte chuva da última noite sentia que havia algo muito errado no ar. — Parece um tipo de interferência digital.
— Digital? — o menor repetiu a última palavra. O outro falava da mesma coisa que havia entendido? — Do que está falando?
— Não é nada. — negou, encarando o céu de um intenso azul claro. Algo de muito errado estava acontecendo. — Não é nada.
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07 de Abril de 2005
17h12
Assim que chegou em casa Takuya se trancou no quarto mesmo com os protetos de sua mãe e ali ficou até que conluíu já ser hora de sair. Se trocou rápido, colocando uma berbuda laranja com diversos bolsos — um presente de seu pai por ter tirado notas regulares na últimas provas — e uma camiseta preta, com mesmo símbolo de uma amarela que possuía, mas era gravado em vermelho no peito. Não prestou atenção na cor do sapato que colocou e saiu de seu antro, apressado. Ainda precisava pegar um trem.
— Irmão. — ouviu o caçula lhe chamar e se virou. Shinya estava com seu celular e como os óculos de proteção que sempre usava. Sorriu. Seu irmão mais novo realmente era o melhor. — Vocâ ia esquecendo.
— É verdade. — pegou os dois, guardando o aparelho em um dos bolsos e pendurando o óculos no pescoço. Desde o ano anterior preferir usá-lo dessa maneira. — Onde está a mamãe?
— Ela disse que ia ao mercado rápido e já voltava... Você vai sair agora? — perguntou com curiosidade.
— Vou sim. — respondeu, terminando de arrumar sua roupa. — Eu e meus amigos vamos nos encontrar, voltamos logo. Avisa nossos pais que saí? — pediu, já na porta de casa, vendo o moreno assentir.
Takuya sorriu e desapareceu pelo espaço aberto entre a madeira e o batente, se encontrando com a rua do lado de fora da residênca Kanbara. Suspirou e começou a andar, pensando no que havia acontecido mais cedo, e na conversa que tivera com Izumi sobre aquilo. Iriam falar com os outros sobre esse assunto, por mais que achasse que era uma simples coincicência, e desejava que assim fosse.
Ele estava crescendo, amadurecendo, e ao contrário do garotinho de três anos atrás, agora tinha noção do que uma nova ameaça poderia causar ao que lutara tanto para proteger, e também aos seus amigos. Como seria ver um deles simplesmente desaparecer em dados novamente? Sabia que não aguentaria.
Bem, mas apenas os dois haviam visto a criatura. Talvez fosse apenas um fruto de sua imaginação por estarem empolgados pelos três anos dese que salvaram um mundo. Sim, deveria ser isso. A Orimoto também acreditava nisso, ou ao menos fingia acreditar.
❝ — O que será que foi aquilo? — a loira perguntou quando chegaram na rua de casa, agora empurrando outra vez a bicicleta que usara para sair rapidamente daquele lugar. Não houve um outro "ataque", apenas interferências que impossibilitavam suas ligações.
— Não sei. — confessou com um longo suspirou, tirando a jaqueta preta de seu uniforme. — Mas... Talvez tenha sido apenas nossa impressão, não acha? — "Eu espero" — Não tem porque ter um... Um deles estar aqui.
A menina parou, pensativa. Encarava o chão enquanto refletia sobre aquilo. Se fosse a antiga Izumi com certeza estaria animada com uma possível nova aventura, porém a Izumi atual pensava mais nas consequências disso.
— Deve ter sido. — forçou um sorriso, tentando acreditar em suas próprias palavras. — Mas é bom falarmos com o Kouji e os outros sobre isso... Para ver o que eles acham.
— Sim. — o Kanbara assentiu, sem encontar mais nada para falar.❞
O garoto estancou os passos, pensando sobre isso, sem perceber as luzes da rua acendendo e apagando a todo momento, num frenético jogo de luzes e os chiados das televisões e rádios ficarem cada vez mais altos. Não sabia ainda o que estava por vir.
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07 de Abril de 2005
17h48
— Poxa, onde o Takuya está?
Izumi batia o pé irritada, sem conseguir entender o motivo da demora do jovem nascido no verão. Sabia que ele não era nada pontual, mas num dia desses? Naquele dia tão especial? Tinha sido bastante específica quando dissera para chegar as cinco e quarenta da tarde. Andava de um lado para o outro com impaciência, sem se importar em gasta a sola de sua gladiadora preta.
Vestida com uma saia rodada cor-de-rosa e uma camiseta branca de alças caídas que acabava pouco antes do umbigo, como gostava. Tinha algumas pulseiras em seus braços e uma presilha roxa de borboleta prendendo sua franja para o lado.
— Eu nem me impressiono mais. — Kouji deu de ombros, respirando fundo para não surtar como a garota. Vestido numa calça comprida verde musgo, camiseta azul de finas listras horizontais com uma jaqueta jeans por cima. Nos pés uma bota marrom e nos pescoço um chale amarelo mostarda com detalhes laranjas.
— Como eu disse antes, quanto amor. — Kouichi revirou os olhos azuis, ajeitando o colete vermelho que estava por cima de sua blusa social clara com listras verticais pretas, com todos os botões em sua casa. A jaqueta branca cobria ambos, e chegava até o cós da calça jeans azul, que acabava assim que o sapatos sociais marrons começavam.
— Para o Kouichi estar sendo irônico desse jeito, deve ser muito amor mesmo. — o Shibayama riu, tentando afastar aquele clima que o estranhamento de mais cedo, somado ao fato do líder do grupo estar demorando tanto. Vestido numa simples camiseta branca escrito "Once God speed" e um jeans azul escuros, tinha os tênis verdes com cadarços pretos.
— Eu até tentaria ligar pra ele, mas meu celular esté sem sinal... — Tomoki comentou, consultando seu aparelo. Usava uma camiseta verde com mangas amarelas, e uma bermuda branca com detalhes alaranjados, seu tênis laranja tinha cadarços verdes. — De novo.
Todos os olhares se voltaram para o mais novo do grupo, com surpresa e incredulidade.
— O seu também? — perguntaram juntos, sem acreditar, ao passo que Takuya finalmente chegava ofegante.
Perdera o primeiro trem e o segundo tivera um pequeno atraso por conta de uma intervenção nas linhas de comunicações de todo o país, mas finalmente conseguiu chegar ao local do encontro que ele mesmo marcou, notando que seus amigos estavam aglomerados, parecendo discutir sobre algo que desconhecia.
Fez menção de chamar a atenção deles, mas sentiu seu celular começar a vibrar. De início, pensou ser por conta das interferências que vinham acontecendo desde que saira da escola, no entanto a vibração continua parecia não cessar, se tornando cada vez mais forte, o que fez os cinco se virarem para encará-lo, enquanto procurava o aparelo pelos bolsos.
Izumi estava pronta para repreendê-lo, porém o toque de seu celular, somado com o dos outros, roubou suas atenção, e uma exclamação de surpresa escapou por todos os seis lábios quando símbolo que conheceram muito bem no passado apareceu.
Sem conseguir acreditar naquilo, Takuya apenas encarava a tela de seu telefone, trêmulo, quando sua mão pareceu se mover sozinho em direção a uma das muitas televiões que ali se encontravam poluídas pelas estática e barulhos irritantes, sendo seguido pelos outros cinco, como se soubessem que deviam fazer isso.
A imagem de um anjo se formou na tela, e os olhos — fossem castanhos, azuis ou verdes — se prenderam a ela com comtemplação e medo. Era Ophanimon, a criatura que os havia convocado ao Mundo Digital há três anos.

O silêncio prevaleceu por longos segundos que mais pareceram horas, enquanto a imagem sagrada se distrocia de forma violenta, como se a comunicação fosse quase impossível entre eles. Ophanimon trazia um doce sorriso em seus lábios, como se sentisse uma grande emoção em revê-los.
— Olá, guerreiros lendários. — a voz soou doce e melodiosa, e uma outra interferência fez com que eles não entendessem a outra coisa que foi dita. — É uma pena que esteja entrando em contato com vocês novamente por conta de uma nova ameaça...
Dessa vez, existia uma pontada de tristeza no timbre dela, o que fez com que Takuya se aproximasse, sem se importar com o que pensara mais cedo, com o fato de estar amadurecendo, de não querer ver mais nada destruído. Era Ophanimon ali, a mulher que lhe proporcionara a opotunidade conhecer aquele mundo tão maravilhoso. Se não o queria ver destruído, então lutaria para que isso não acontecesse.
— Ophanimon! — gritou, colocando suas mãos na vitrine em visível desespero. — O que está havendo? Que tipo de ameaça?... Está me ouvindo? Ei... Ophanimon?
Izumi e Tomoki o acompanharam em suas perguntas que permaneciam sem respostas devido as inpumeras interferências que não deixavam que a comunicação se concretizassem. Os outros três, um pouco mais afastados do grupo, pensavam no que teria que ser feito para voltar ao Mundo Digital. E o mais importante: o que fariam depois de chegar?
Kouichi, como os pensamentos mais presos ao seu mundo, percebia uma coisa: nenhuma pessoa ao redor parecia notar o que acontecia ali, era como se estivessem apenas os seis ali, separados dos restantes.
— ...Takuya... — o anjo sorriu. — Precisamos de... Vocês... — a mensagem continuava a falar, para o desespero do guerreiro. — Aqui... Novamente... — dizendo isso, sua imagem desapareceu, restando apenas seu símbolo com um fundo alaranjado que parecia aumentar e consumir tanto o espaço da televisão, quanto o da vitrine onde tocava, numa tentative de ter algum contado com a Digimon.
E nisso, o rapaz percebeu que suas mãos afundavam, juinto com o restante de seu corpo, e para dentro fui sugado, como se nunca tivesse estado ali antes.
— Takuya!
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Seu corpo doía e os raios de um forte Sol machucavam seus olhos. Suas costas estavam desconfortáveis por estar deitado na grama, e as roupas um pouco molhares por conta das gotas que água que caiam lentamente em cima de si. O Kanbara se colocou sentado com certas dificuldades, olhando ao redor sem reconhecer — e ao mesmo tempo tendo certeza que já esteve ali — o lugar.
Quando deu conta de si, se levantou se uma vez, ignorando a dor que de instaurava em suas pernas e abriu um largo sorriso. Estava ali, no lugar em que começara sua jornada, onde não hesitaria em proteger — por mais que desejasse que não houvesse nenhuma ameaça, pois não queria vê-lo ser destruído —.
No entanto, notava algo anormal: onde estavam seus amigos? Ainda não haviam chegado? E como Ophanimon conseguira abrir aquele portal? Precisava descobrir este detalhe, mas antes havia a necessidade de encontrar seus eternos companheiros de batalha. Andou por aquele campo verde que não se lembrava de ter visto antes, observando cada detalhe que não parecia haver ali antes.
Parou apenas depis de muitos minutos, quando encontrou um pequeno lago de água azul. Agachou-se para beber daquela água, e teve a impressão de ver algo refletido na transparência e voltou-se para trás, sem encontrar nada além da loira e dos outros que ao o avistarem, começarem a correr em sua direção.
— Takuya! — Izumi gritou ao se aproximar. Notava algumas feridas no corpo dela, mas não comentou. Talvez fosse o efeito da queda. — Onde você estava? Estávamos loucos atrás de você? Como entra num portal sem nos avisar? Francamente!
— Preciso concordar com ela. — Kouji cruzou os braços e olhou para o céu onde alguns Digimon voavam sem olhar para baixo. — Parece que estamos mesmo no Mundo Digital novamente...
— Pelo jeito. — o moreno suspirou, notando que o vendo que balançava seus cabelos parecia ficar mais forte e intenso. Não estranharia se não fosse pelo grito do gêmeo mais velho para que se abaixar.
Por insistinto, jogou-se na grama e um inseto gigante passou raspando o chão, arrancando algumas pontas de seus cabelos escuros. Mirou-o surpreso com os orbes castanhos. Mal haviam chegado e já estavam sendo atacados dessa maneira? Sendo eles, os guerreiros lendários que salvaram aquele mundo?
O que diabos estava acontecendo?
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