Digimon Emperor
3 Capítulo 2 — O começo de uma aventura! Parte 2: nosso herói em outro mundo!
Notas iniciais
Akiyoshi Hongo, um jovem estudante de 16 anos, estava cansado de ir a escola por ter passado de ano, mesmo sua mãe tendo-o obrigado a ir. No caminho para a aula, viu um amigo ser ameaçado por um valentão e, para ajudá-lo, aceitou fazer o que o bully quisesse. Precisava ajudar o delinquente a assaltar uma loja de conveniências, mas, não aguentando fazer algo errado, entregou o bandido que, em vingança, contou que Akiyoshi o ajudou a fazer tudo. Enquanto estava na delegacia uma forte luz o tomou, o transportando para um estranho lugar.
O lugar era coberto por uma vasta floresta aparentemente normal, com árvores de frutos estranhos, muito parecidos com os do mundo de Akiyoshi, porém de colorações e formatos um pouco diferentes. O garoto estava na entrada de uma pequena vila semelhante a um paraíso para bebês, com berços para todos os lados, gigantes blocos macios e empilhados; os quais não fariam mal a nenhuma criança; e... ovos? Sim, vários ovos do tamanho de um bebê humano. Uma ótima omelete poderia ser feita com eles.
— Ei! Perdeu o juízo!? — Esbravejou BlackAgumon, dando um tapa pesado na cabeça de Akiyoshi. —Se você gritar por aqui vai acabar atraindo problem— E quando estava terminando de falar o som de vento cortando atrás de BlackAgumon podia ser ouvido, similar a uma espada de um lendário herói. Era a lendária vassourada de Babamon na cabeça dura do Digimon réptil que caiu no chão pela dor. O garoto também estava caído no chão, rolando pela dor do ataque forte que recebeu de BlackAgumon. — Quem perdeu o juízo foram vocês dois, seus malandros! — Gritou Babamon. — Onde já se viu!? Gritar assim desse jeito! Vai acordar os bebês! — Sua velha, quem tá gritando aqui é você... — O que foi que disse, lagartixa!? Eu não te escutei! — N-Nada, nada, nada... — E você, seu encosto! — Disse a velha apontando sua vassoura para Akiyoshi. — Você é garoto dos Dragões? Parece uma lagartixa que nem esse inútil aí. Agora a idosa se dirigia a BlackAgumon. Tudo estava tão confuso e o medo de Akiyoshi crescia cada vez mais. “Garoto dos Dragões”? Ele não entendia. Ou melhor, não o deixavam entender. Babamon estava preparando mais uma vassourada contra BlackAgumon até ser impedida por uma voz também velha. Akiyoshi se levantou lentamente e reconheceu aquela voz. — Vamos, vamos... Babamon. Não seja tão má com esses dois. — Como não ser má!? Eles são uns lerdos! Uns lerdos! — V-Você... não pode ser... como o senhor está aqui!? — Perguntou Akiyoshi, surpreso por vê-lo. A voz se revelou e mostrou ser o mesmo dono da loja de conveniências que Akiyoshi foi obrigado a ajudar em um roubo. O velho agarrou o próprio avental que usava e o puxou para fora de seu corpo, revelando ser Jijimon, o esposo de Babamon. O cabo de vassoura que quase acertou a cabeça de nosso herói há algumas horas atrás se transformou em um cajado com o topo enfeitado com uma pata de gato. Jijimon fazia uma pose triunfal pela sua entrada dramática e sussurrava seu nome baxinho, até levar uma vassourada de Babamon em sua face, o fazendo voar longe. — Por que demorou tanto, velho!? Você que precisa explicar tudo para esse encosto! — Esbravejou Babamon, apontando para Akiyoshi. — Sério, velhote... como você aguenta uma mulher dessas como esposa? — Disse BlackAgumon se recuperando de seu nocaute. — O que foi que você disse, lagartixa...? — Perguntou Babamon que estava envolta por uma aura negra, seus olhos cobertos por sua franja se mostraram vermelhos de raiva. — Agora você vai voltar a ser uma DigiTama... e reze para Yggdrasill que eu apague seus dados totalmente! — C-Calma, eu... eu... socorro! BlackAgumon se via entre a vida e a morte e, em um pulo, ele corria por sua vida enquanto a velha o perseguia dando vassouradas atrás dele, na esperança de pegá-lo. Jijimon já estava de pé, andando com a ajuda de seu cajado até Akiyoshi como se nada tivesse acontecido. Nosso herói pensou que o senhor de idade já estivesse acostumado com tantas pancadas da esposa para ficar tão recuperado rapidamente. — O-O senhor está bem...? — Hohoho! Não se preocupe meu jovem... isso já não dói há... hm... eu nem sei quanto tempo eu parei de sentir as vassouradas da “Bombonzinho”... — E-Entendo... bem... eu não sei o motivo, mas isso acabou me acalmando um pouco...— Explicou o garoto com uma face meio torta pelo apelido carinhoso que Jijimon deu a sua amada. — Então... o senhor pode me explicar o que está acontecendo? Isso tudo parece uma piada sem graça... — Piada, você disse? — Perguntou retoricamente e logo estendeu seu cajado até a face do garoto com rapidez, o assustando. — Como esperado de humanos não crescidos, com esses aparelhos tecnológicos. Acham que tudo é uma brincadeira... ahh... na minha época... se bem que não posso falar muito sobre tecnologia. Hohoho! Pois bem... me siga, jovem! — Certo... mas tá tudo bem deixar esses dois sozinhos? — Perguntou o rapaz que se referia a Babamon e BlackAgumon. — Deixe-os, deixe-os... uma hora ela se cansa... ou não. Hahahaha! — ... — Pois bem, escute com atenção, porque apenas direi isso uma vez... — Disse seriamente o velho Digimon enquanto andava com seu cajado. — Há algum tempo, no nosso mundo, tudo está se tornando um caos por uma grande guerra... poucas áreas são neutras e de total acesso a todos, como nossa adorável Ilha Arquivo... mas pela guerra estar se tornando algo preocupante, o número de DigiTamas vem crescendo por aqui pelos Digimons derrotados nessa guerra... ahh... você não vai entender isso... não sabe o que é um Digimon... hum... como explicar pra um leigo? Hm? Ei! Está pelo menos ouvindo? — Hã? Sim, sim... estou, senhor. — Muito bem! Eu sou o que pode se chamar de Digimon... Monstro Digital... eu posso ter um corpo físico, mas na verdade sou feito de dados... hohoho!
E, em silêncio, Akiyoshi seguiu e escutou alguns fragmentos da explicação do velho enquanto adentravam na vila, mas o que realmente queria era poder ver mais de perto e confirmar se tudo era ou não uma piada sem graça. Os berços que antes tinha visto a distância agora estavam perto dele e então poderia tomar a prova de que tudo era uma piada! Ou um sonho! Ou qualquer coisa, aquilo já estava totalmente estranho para ele. De milhares de berços chegou perto do mais próximo e deu uma olhada, caindo no chão ao ver o que tinha dentro do berço: uma pequena bolinha negra e viva, com olhos amarelos e orelhinhas pequenas; tão fofo. — O-O-O quê!? O que é isso, senhor!? — Gritou. — Se acalme jovem! Se não os bebês vão... Infelizmente, antes de Jijimon terminar de falar, o grito de Akiyoshi havia ecoado em uma área próxima dos bebês dessa vez, fazendo com que um coro de choros pudesse ser ouvido, produzindo um barulho estrondoso. Ambos os mais velhos do lugar tapavam os ouvidos, aquilo deixaria alguém totalmente louco e, quando o rapaz ia tentar reparar o erro que cometeu, um grande macaco laranja de barriga laranja e óculos escuros. Parte de seu corpo estava costurada. De jeito malandro e sorriso largo; apareceu rapidamente. De sua cintura retirou um estranho urso amarelo de pelúcia e um microfone, estendendo o ursinho para cima enquanto começava a falar pelo aparelho. Este era Etemon. — Acalmem-se, babys! Mamãe está aqui! Vou cantar a música de ninar favorita de vocês! — Disse o macaco enquanto fazia estranhos rebolados dos anos 80. — Digimon, digitais, Digimons são campeões! Digimon, digitais, Digimons são campeões! Eeeeles vão se transformar! Paaaara o seu mundo salvar! Juuuuntos combatem o mal! Sãããão os guerreiros da paz! Neeeese lugar virtual! Os Digimons são demais!Com metade da música os bebês começavam a se acalmar, alguns já dormiam novamente e outros faziam menos pirraça do que o normal. Etemon continuava sua canção enquanto Jijimon puxava Akiyoshi de fininho e os dois sumiam conforme a música acabava. — Digimon, digitais, Digimons são campeões! Digimon, digitais, Digimons são demais! Baaaasta o perigo chegar! Eeeeeles virão pra salvar! Sãããão os amigos da paz! Os Digimons são demais! Digimon, digitais, Digimons são campeões! Digimon, digitais, Digimons são demais! Digimon, digitais, Digimon! — Depois de terminada, Etemon desligava seu microfone. — E minha mãe dizia que ninguém gostaria de me ouvir cantar... The DigiVoice o caramba, eu sou um astro aqui! E... quê? Cadê aqueles dois!? Um pouco longe Jijimon e Akiyoshi agora poderiam conversar sobre o que estava acontecendo enquanto o velho guiava o rapaz para um lugar. Mesmo andando, o número de berços não acabava e sim parecia aumentar alarmantemente, uma situação preocupante para o DigiMundo, algo que o rapaz entenderia melhor se não ficasse pensando em outras coisas. Mas sim, Akiyoshi estava cansado, confuso e preocupado com os acontecimentos passados. Sua colaboração com roubo, sua falta na escola, seu sumiço... sua mãe podendo mata-lo com apenas uma chinelada. Eram muitas coisas passando em sua cabeça por agora, mas tudo foi facilmente esquecido quando Jijimon cutucou suas costas com a parte de madeira do cajado e apontou para um lugar. — Você me ouviu antes, jovem? — Hum... para falar a verdade eu peguei alguns fragmentos... Digimons são feitos de dados... guerra... DigiTamas... — Por Yggdrasill... se não vai me ouvir... ao menos ouça eles... moleque retardado... — Disse o senhor, totalmente desanimado pelo DigiVice tê-lo escolhido. — Ouvir quem? Hum...!? Após ver tantas criaturas estranhas nunca pensou que ficaria feliz em ver semelhantes: humanos.
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