Depois de matarem Babamon, quase matarem Moetamon e terem sido surpreendidos por um Kouhei nervoso, os três generais do Despair Army voltaram para a base secreta do exército.

– Aquele garoto... Ele tem algo muito poderoso dentro de seu corpo. – disse Astamon se lamentando por não ter conseguido matar todos os escolhidos.

– Então quer dizer que o garoto emitiu aquele brilho com vocês também? – perguntou WaruSeadramon emergindo do lago no centro da sala.

– As notícias neste mundo correm. – disse Mephismon.

– Pelo menos conseguimos matar aquela velha e ferimos gravemente um titã, já você... – disse SkullSatamon dando uma gargalhada maléfica.

– Sua caveira irritante. Se eu tivesse pernas eu te aniquilava agora mesmo. – disse WaruSeadramon.

– Parece que alguém aqui está com inveja de nossas pernas. – disse Mephismon subindo na cabeça de WaruSeadramon e mostrando seus cascos para ele.

WaruSeadramon sacudiu a cabeça e Mephismon saiu voando até pousar em um lustre.

– Mas que bando de idiotas. – disse uma voz vinda da escuridão.

– Quem está aí? – perguntou Astamon nervoso.

Então dois seres que pareciam anjos caídos saíram da escuridão.

– Ah, novatos. Onde está o terceiro? – perguntou Astamon.

– Vocês realmente não sabem quem o garoto é? – perguntou um anjo mulher.

– Eu perguntei primeiro. Responda. – gritou Astamon nervoso.

– Kouhei guarda um poder muito mais forte do que qualquer um aqui. – disse o anjo homem.

– Ele é capaz de purificar qualquer Digimon caído e é um dos poucos que podem vencer nosso mestre. – disse o anjo mulher.

– Que ousadia vir falar que alguém pode derrotar nosso mestre. – disse SkullSatamon.

– Sugerimos que deixem Kouhei conosco. – disseram os dois anjos ao mesmo tempo.

– Vocês vão ter que batalhar para consegui-lo. – disse Astamon.

– Você está nos desafiando para uma batalha? – perguntaram os anjos.

– Uma corrida mais especificamente. O primeiro que conseguir capturar o garoto, ganha. – disse Astamon.

– Trato feito. – disseram os dois anjos que despareceram logo em seguida.

– Vamos ver quem vai conseguir capturar esse garoto primeiro. – disse Astamon desaparecendo na escuridão.

Os três generais restantes se olharam e desapareceram logo em seguida. Enquanto isso na caverna, Kouhei acordava um pouco zonzo.

– Finalmente você acordou. – disse Sora ajudando seu amigo a assentar.

– O que aconteceu? – perguntou Kouhei colocando a mão na cabeça. – Só lembro de estarmos ajudando o pessoal do vilarejo...

– Descanse mais um pouco. – disse Sora tentando fazer com que Kouhei não se lembrasse do que havia acontecido.

– Babamon! – gritou Kouhei ao ver o DigiTama ao lado de CaptainHookmon. – Agora eu lembro. Babamon foi assassinada por Astamon.

– E você também começou a brilhar e lançou uma rajada de energia nos três generais. – disse Tatsu.

– Tatsu! – gritaram Sora e Tarumi juntos, repreendendo Tatsu.

– Que foi? – perguntou Tatsu olhando para seus amigos.

– Então vocês viram o poder que há dentro de mim? – perguntou Kouhei abaixando a cabeça.

– Sim, vimos. – disse Sora.

– Será que você poderia usar esse poder para salvar Moetamon? – perguntou Tatsu.

– Moetamon? – perguntou Kouhei assustado.

Então CaptainHookmon levantou-se e revelou o titã do fogo adormecido.

– O que aconteceu com ele? – perguntou Kouhei assustado se aproximando do corpo do titã.

– Recebeu um ataque direto dos generais. – disse CaptainHookmon.

– Meu deus... E onde estão Eiyo, Hana e Toramaru? – perguntou Kouhei.

– Foram em busca de Ryukomon. Moetamon pediu para que eles fizessem isso. – disse Tarumi.

– Não vejo sentido em salvar um vida perdida. – disse uma voz vinda do nada.

– Quem está aí? – perguntou Tatsu se levantando.

Kouhei arregalou os olhos e começou a tremer.

– O que está acontecendo, Kouhei? – perguntou Sora assustada.

– Eu sinto... Samamon! – disse Kouhei paralisado.

Uma gargalhada veio do além e esferas espirituais começaram a aparecer na caverna. As esferas começaram a se unir e um ser começou a ser formado. Era um homem com quase dois metros de altura, vestia uma armadura negra assustadora com olhos espalhados sobre ela, tinha asas negras, cabelos loiros arrepiados, um elmo que deixava apenas sua boca de fora.

– Baby Flame! – gritou Agumon lançando uma bola de fogo em Samamon.

O ataque de Agumon bateu no peito de Samamon e desapareceu. O dragãozinho caiu assentado e começou a se arrastar para perto de Tatsu.

– Muita coragem sua me atacar. Aposto que nem ao menos sabe quem eu sou. – disse Samamon com uma voz sem vida.

– O que você faz aqui, Samamon? Achei que você tivesse desaparecido. – perguntou Kouhei se levantando.

– Estou fazendo meu trabalho, diferentemente de outros. – disse Samamon.

– Quem é você para falar uma coisa dessas? – perguntou Kouhei nervoso.

– O único de nós que está ainda está exercendo seu ofício. – disse Samamon.

– De nós? O que você quer dizer com isso? – perguntou Sora intrigada.

– Ah, então ele ainda não contou a vocês. – disse Samamon sorrindo.

– Saia daqui, Samamon! – gritou Kouhei.

– Já disse que estou apenas fazendo meu trabalho. – disse Samamon.

– Que história é essa que você ainda não nos contou, Kouhei? – perguntou Sora séria.

– Não é nada demais. – disse Kouhei.

– Ser um cabala realmente não é nada demais. É extremamente entediante, não acha Gabrmon? – perguntou Samamon assentando ao lado de Moetamon.

– Seu... – disse Kouhei nervoso.

– Cabala? Gabrmon? Não me diga que... – disse Sora assustada.

– Sim. Esse garotinho que vocês chamam de Kouhei é na verdade Gabrmon, um dos Cabalas, assim como eu. – disse Samamon apontando suas garras para Kouhei.

Enquanto isso, Garurumon corria com as crianças e seus Digimon nas costas. Eles iam a toda velocidade embaixo daquela tempestade amedrontadora. De repente um relâmpago cai no chão a uns cinco metros de Garurumon. O lobo é arremessado para longe com a força do relâmpago e todos caem na trilha de terra, que devido àquela chuva estava mais pra lama do que terra.

– Você está ferido, Garurumon? – perguntou Eiyo preocupado com seu parceiro.

– Estou bem. Não precisa se preocupar. – disse Garurumon se levantando.

– Com esses relâmpagos nunca conseguiremos chegar neste pântano. – disse Toramaru.

– Deveríamos achar um lugar coberto e esperar essa tempestade passar. – disse Hana.

– Não. – gritou Eiyo. – Moetamon está quase morrendo e vocês querem esperar a tempestade passar?

– Eiyo, se continuarmos um relâmpago pode nos atingir e então nunca salvaremos Moetamon. – disse Hana.

– Verdade. Melhor atrasar do que nunca chegar. – disse Toramaru.

De repente a tempestade parou e o céu começou a abrir. As crianças e seus Digimon olharam para o lado e se depararam com uma enorme floresta escura a poucos metros deles.

– Como isso apareceu aqui? – perguntou Eiyo assustado.

– Dizem que os gases desse pântano podem provocar alucinações. Uma delas é conhecida por esconder o pântano. – disse FunBeemon.

– Então parece que não estamos mais sob o efeito desse gás. – disse Hana inspirando o ar e verificando se havia algum cheiro anormal.

– Vamos entrar. – disse Eiyo.

– Quem vocês pensam que são para entrarem aqui? Red Thorn! – gritou uma voz vinda de dentro do pântano.

De repente um cipó espinhoso saiu do meio das árvores e atingiu Eiyo, que foi lançado uns metros para trás.

– Como ousa fazer isso com Eiyo? Fox Fi... – gritou Garurumon.

– Não tão rápido. – disse outra voz vinda de dentro do pântano.

Então um enorme inseto humanoide verde saiu do meio das árvores e deu um soco em Garurumon, impedindo que o lobo lançasse seu ataque. Alguns segundos depois uma planta falante vermelha saiu do meio das árvores e se posicionou bem ao lado do inseto.

– Vocês não têm permissão de entrar neste pântano. Deem meia-volta se não querem ser derrotados. – disse o inseto.

– Você conhece esses Digimon, FunBeemon? – perguntou Toramaru.

– Esses são Stingmon e RedVagimon. Talvez sejam subordinados de Ryukomon. – disse FunBeemon.

– Isso mesmo. – disse RedVagimon.

– Somos súditos do mestre Ryukomon e não deixaremos que vocês entrem nesse pântano. – disse Stingmon se preparando para a batalha.

– Então teremos que passar por cima de vocês. Garurumon, ataque. – gritou Eiyo após se levantar.

Garurumon correu na direção de Stingmon e RedVagimon. Stingmon levantou voo e conseguiu escapar do lobo, já RedVagimon bateu com sua mão-cipó no chão e esquivou-se para a esquerda.

– Fox Fire! – gritou Gararumon lançando uma rajada de fogo azul em RedVagimon.

A planta novamente bateu com sua mão-cipó no chão e se esquivou.

– Hazard Breath! – gritou RedVagimon atirando várias esferas vermelhas de sua boca.

O ataque de RedVagimon atingiu Garurumon de lado, mas não foi suficiente para derrubar o lobo, que partiu para cima da planta novamente.

– Spiking Finish! – gritou Stingmon vindo do céu como um míssil.

Um enorme ferrão de energia roxa surgiu de sua luva e penetrou nas costas de Garurumon que urrou de dor.

– Idiota. Doku no Tsuta! – gritou RedVagimon batendo em Garurumon com suas mãos-cipó.

Enquanto isso na caverna Samamon continuava conversando com os escolhidos e Kouhei.

– Vocês nos disse que os Cabalas haviam sumido. Como pôde mentir assim? – gritou Sora com os olhos lacrimenjando.

– Que feio Gabrmon. Achava que mentir era algo proibido para nós. – ironizou Samamon.

– Eu não lembro de nada, tá bom? – gritou Kouhei. – Só lembro que estávamos em uma reunião e que algo nos atacou. Depois disso só lembro da minha vida como um humano normal.

– Humano? Você realmente acha que você é um humano? Que patético. – disse Samamon apreciando suas garras brilhantes.

– Por que você não vai embora? – perguntou Kouhei.

– Já disse que estou aqui fazendo meu trabalho. – disse Samamon.

– Não tem ninguém morrendo aqui. – gritou Kouhei.

– Não é isso o que os espíritos dizem sobre o titã do fogo. – disse Samamon.

– Nossos amigos já foram buscar ajuda. – disse Sora.

– Espero que eles achem essa tal ajuda a tempo. – disse Samamon com um sorriso maléfico no rosto.

– Eles foram em busca do melhor médico deste mundo. – disse Sora.

– Ryukomon? Até parece que aquele velho ranzinza vai aceitar ajudar vocês. – disse Samamon.

– Então por que você não ajuda? Fica aí só falando asneiras. – gritou Sora nervosa.

– Acho que você não sabe quem eu sou, queridinha. Mas isso não é um problema, eu lhe conto. Eu sou Samamon, o anjo da morte. Aquele que cuida das almas de todos os seres mortais deste mundo. Acho que não posso ajudar seu amiguinho do fogo aqui. Mas posso acelerar a morte dele se vocês quiserem, porém, não posso matá-lo. Que ironia, o anjo da morte que não pode matar, muito menos salvar. – disse Samamon terminando com uma gargalhada rápida.

– Então é por isso que você está aqui. Para levar a alma de Moetamon. – disse Tarumi.

– Claro que sim. Por quais outros motivos eu estaria aqui conversando com seres entediantes como vocês? – perguntou Samamon.

– Ora, seu... – disse Sora nervosa se aproximando do anjo da morte.

– Nem ouse se aproximar. Eu posso acelerar sua morte também. – disse Samamon erguendo seu braço e apontando suas garras para o coração de Sora.

– Afaste-se, Sora. Samamon nunca brinca com essas coisas. – disse Kouhei pegando no braço de sua amiga.

– Pelo menos se lembra da minha personalidade. – disse Samamon.

– Me solte. – gritou Sora tirando a mão de Kouhei de seu braço.

A garota aproveitou que havia parado de chover e foi para fora da caverna. Vendo que sua parceira não estava emocionalmente bem, Hawkmon resolveu segui-la para certificar de que não ocorresse nada de errado.

Depois de receber o golpe de Stingmon e RedVagimon, Garurumon caiu e regrediu para Gabumon. Eiyo correu para perto de seu parceiro para ajudá-lo.

– Está tudo bem, Gabumon? – perguntou Eiyo agachando ao lado de seu parceiro.

– Acho que fui envenenado. – disse Gabumon que estava muito fraco e levemente pálido.

– Agora que seu Digimon foi envenenado pelo meu Doku no Tsuta, vocês podem cair fora daqui. – disse RedVagimon.

– Nós iremos entrar neste pântano custe o que custar. – gritou Hana.

– A garotinha também quer apanhar? – perguntou RedVagimon.

– Hana, o que você está fazendo? Eles são Digimon fortes. Você não pode vencê-los. – disse Eiyo ajudando Gabumon a ficar de pé.

– Eu não gosto de brigas, mas não posso deixar que seres covardes nos vença. Floramon, você está comigo? – perguntou Hana.

– Estou com você sempre. – disse Floramon.

– Então as duas vão sofrer. Doku no Tsuta! – gritou RedVagimon esticando suas mãos-cipó para cima de Hana e Floramon.

Floramon entrou na frente de Hana e recebeu todo o impacto do ataque.

– Floramon, você esta bem? – perguntou Hana preocupada com sua parceira.

– O veneno dele não pode me atingir. Afinal, também sou uma planta venenosa. – disse Floramon com um sorriso maléfico no rosto.

– Você pode ser imune ao veneno dele, mas não é imune à minha força. Spiking Finish! – gritou Stingmon voando a toda velocidade para cima de Hana e Floramon.

O DigiVice de Hana começou a vibrar e a emitir um brilho branco. A garota pegou seu dispositivo do bolso e deu um sorriso.

– Essa é a nossa vez, Floramon. – disse Hana.

– Me dê suas forças, Hana! – gritou Floramon.

– Slide Up! Floramon, SHINKA! – gritou Hana ativando seu DigiVice e apontando-o para Floramon.

Floramon começou a brilhar, crescer e tomar outra forma.

– Floramon shinka! – gritou a planta ao evoluir.

Então um ser que parecia ser um réptil misturado com um girassol apareceu no lugar de Floramon.

– Sunflowmon. – gritou a planta ao terminar de evoluir.

– Você acha que só por ter evoluído é párea para mim? – gritou Stingmon que se aproximava a toda velocidade com seu ferrão apontado para Sunflowmon.

Quando o ataque de Stingmon estava quase atingindo Sunflowmon, ela agarrou a mão do inseto com seu rabo e começou a rodá-lo em toda velocidade. Ela deu alguns giros e depois o lançou contra o chão com toda sua força.

– Como ousa fazer isso com meu amigo? Hazard Breath! – gritou RedVagimon lançando várias bolas de energia vermelha de sua boca.

– Cactus Tail! – gritou Sunflowmon que começou a rodar seu rabo a toda velocidade e a lançar espinhos por ele.

Os espinhos atingiram RedVagimon e prenderam a planta venenosa em uma árvore.

– Agora é você. – disse Sunflowmon. – Sunshine Beam!

As pétalas envolta da cabeça de Sunflowmon começaram a absorver a luz solar e brilhavam intensamente.

– Espera! Não me mate. Eu os levo até o mestre Ryukomon. – implorou Stingmon.

Sunflowmon olhou para Hana e com o olhar de sua parceira, a Digimon planta percebeu que não deveria continuar o ataque. Sunflowmon foi para o lado de Hana e regrediu para Floramon.

– Então nos levará a Ryukomon? – perguntou Hana ficando na frente do Stingmon caído.

– Sim, eu os levarei. Só não posso garantir que ele irá ouvir vocês. – disse Stingmon levantando-se.

– Tenho certeza de que ele irá nos ouvir. – disse Hana confiante.

A garota andou até RedVagimon e o libertou dos espinhos de Sunflowmon.

– Agora cure o Gabumon. – ordenou Hana.

– Como desejar. – disse RedVagimon cabisbaixo.

Ele se aproximou se Gabumon e lhe entregou uma das folhas de sua cabeça.

– Coma isso e em alguns segundos se sentirá melhor. – disse RedVagimon colocando a folha na boca de Gabumon.

O parceiro de Eiyo mastigou a folha com dificuldade, mas logo em seguida já estava bem disposto e conseguia andar sem ajuda. Com a ajuda de Stingmon e RedVagimon, os escolhidos e seus parceiros iam caminhando pelo Desease Swamp. O pântano era cheio de Digimon planta e inseto e Hana andava por eles sem ter medo de nenhum.

– Parece que você não tem medo de insetos. – disse Floramon reparando que sua parceira passava perto dos insetos tranquilamente.

– E por quais razões eu teria medo? – perguntou Hana.

– Bem, todas as humanas que eu conheço possuem medo de insetos. – disse Floramon sorrindo.

– Você acaba de conhecer uma que não tem. – disse Hana sorrindo.

Depois de mais alguns minutos de caminhada, eles chegaram a um grande lago verde. Gases saíam do lago e ele parecia estar fervendo por estar constantemente borbulhando.

– Chegamos. – disse Stingmon.

– E onde está ele? – perguntou Hana pondo a mão na testa tentando ver onde estava Ryukomon.

– Dentro do lago. – disse Stingmon.

Hana já ia entrando no lago quando Stingmon a puxou pelo braço.

– Você é algum tipo de suicida? O lago é extremamente quente por dentro. Vocês não conseguiriam ficar poucos minutos com apenas seus pés dentro dele. – disse Stingmon.

– Então como faremos para falar com Ryukomon? – perguntou Toramaru.

– Fácil. – disse Eiyo pegando uma pedra e tacando no meio do lago.

– Você é louco? Vai despertar a fúria do mestre. – gritou Stingmon assustado.

O largo começou a borbulhar com mais frequência e então uma criatura começou a emergir bem do centro dele. O ser usava uma armadura negra, suas ombreiras pareciam cachorros das trevas, usava uma máscara de caveira prateada que deixava apenas sua boca à mostra, mas possuía furos no local das narinas e olhos. Seus olhos eram totalmente amarelos e ele possuía alguns chifres amarelos que saíam de sua máscara.

– Mestre Ryukomon. – disseram Stingmon e RedVagimon se curvando diante de seu mestre.

– Quem ousa me acordar? – perguntou Ryukomon com uma voz grave.

– Eu sou Himizei Hana e essa é minha parceira Floramon. Nós viemos pedir sua ajuda. – disse Hana.

– Humanos... Não sabem onde terminam seus limites. – disse Ryukomon.

– Por favor, senhor. Ajude-nos. Um amigo nosso está quase morrendo. Precisamos que você nos ajude. – implorou Toramaru.

– A situação de seu amigo não é problema meu. Deem o fora daqui. – disse Ryukomon entrando no lago novamente.

– Não é problema seu, mas é problema do mundo. Se Moetamon morrer o equilíbrio do mundo poderá ser afetado. – gritou Hana.

Ryukomon arregalou os olhos e olhou fixamente para a garota.

– Você disse Moetamon? – perguntou Ryukomon.

– Sim. Moetamon é nosso amigo e ele está gravemente ferido. Ele pediu para que viéssemos aqui pedir sua ajuda. Por favor, senhor, nos ajude. – implorou Hana com olhos lacrimejantes.

– Não é possível que esse moleque esteja ferido tão gravemente assim. – disse Ryukomon duvidando da veracidade do caso.

– Ele recebeu um ataque direto de Astamon, Mephismon e SkullSatamon. – disse Toramaru.

– Esses nomes não me são estranhos. – disse Ryukomon.

– Claro que não são. Esses são três generais do Despair Army. – disse Toramaru.

– Despair Army? Por que eles atacariam um titã? – perguntou Ryukomon.

– Por que Moetamon quebrou o acordo que vocês selaram com eles. Agora pare de perguntas e venha conosco. – disse Hana.

– Esse moleque... Apenas vou ajudá-los por que se Moetamon morrer, este mundo entra em colapso. – disse Ryukomon se aproximando das crianças.

Ryukomon assobiou e um enorme Ookuwamon desceu dos céus bem no meio do lago.

– Subam crianças. Assim vamos mais rápido. – disse Ryukomon.

As crianças, seus Digimon e Ryukomon subiram nas costas do grande inseto que começou a voar em direção à caverna onde Moetamon estava.

Enquanto isso, no quartel general do Despair Army os dois anjos caídos conversavam com duas crianças.

– Vocês são nossa arma para acabar com aquelas crianças escolhidas. – disse o anjo mulher.

– Quando chegar a hora certa, acionaremos vocês. – disse o anjo homem.

– Entendido. – disseram as duas crianças juntas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.