Digimon Chronicles: Forgotten Tales(Interativa)
4 A hora da convocação! Chamem os escolhidos!
Notas iniciais

3 meses depois, mundo digital.
Guilmon andava calmamente pelo corredor que adentrara, o qual, segundo Mikemon, uma Subespécie de Tailmon, lhe indicara que Hideki, o misterioso humano no mundo digital, estava o aguardando. Ele estava vislumbrado, apesar de por fora ser apenas uma cabana, por dentro era tão grande como um castelo, e era decorado com diversas estátuas e quadros, de diversos tipos de Digimons e em um certo local, haviam fotos enquadradas nas paredes, mostrando diversos grupos de Humanos e Digimons. Após se perder algumas vezes pelos corredores, Guilmon finalmente encontra a sala em que Hideki estaria, mas antes que ele batesse na porta, ela é aberta por duas pequenas figuras, que pareciam muito velhos.
Ah, Guilmon-Kun, é muito bom ver você, faz um bom tempo que você não passa em File City, eu vejo que você ficou muito maior e mais forte. Quem se pronunciou primeiro fora o Digimon ancião, que tinha uma grande barba branca-Cinza, cobrindo todo seu rosto e tinha em suas mãos um bastão com uma espécie de mão de gato no topo.
Pov´s Analisador Digimon:
Jijimon, um Digimon ancião, nível Kyuukyokutai, esse Digimon é muito bondoso e alegre, porem pode se tornar ranzinza quando está irritado, principalmente quando começa a discutir com sua esposa Babamon. Sua arma é a Vara do Protetor, em que ele cria uma grande barreira de pedra em volta de todos os que ele quer proteger.
OFF Pov´s Analisador Digimon
Ainda me lembro de quando vimos você pela primeira vez, era apenas um pequeno Jyariamon. Ah como o tempo passou, essas crianças de hoje em dia, venha nos fazer uma visita depois que isso tudo terminar. Agora quem falara foi a Digimon Bruxa, de pele azul-esbranquiçada e de cabelos brancos, que cobriam seus olhos e andava com uma vassoura em mãos.
Pov´s Analisador Digimon:
Babamon, Digimon tipo Anciã Bruxa, nível Kyuukyokutai, essa Digimon geralmente é sabia e responsável, porem pode se tornar ranzinza se irritada, principalmente quando começa a discutir com seu esposo Jijimon. Sua técnica é a Neblina da Imperatriz, em que ela lança uma forte neblina mágica roxa, que inibe totalmente visão do inimigo, dando-lhe chance para ataca-lo de surpresa ou fugir. Também consegue voar e transporta mais uma pessoa com ela em sua Vassoura mágica.
OFF Pov´s Analisador Digimon
Eu realmente me surpreendi vendo vocês por aqui, mas eu prometo que assim que eu acabar por aqui, eu vou visita-los o mais rápido possível, eu prometo. Guilmon coça sua cabeça envergonhado por encontrar seus ´´Avós e Avôs´´ ainda mais por nem se lembrar deles direito.
Então cuide-se Guilmon-Kun! Nos vemos logo, logo. Babamon e Jijimon se despedem de Guilmon, enquanto o mesmo entra na sala onde Hideki estava, batendo a porta alguns segundos depois, só para ver diversas incubadoras em volta, cada uma com um Digitama e um DCM, iguais ao que Endo ganhou, só que esses Digivaices eram sem cor.
Bem na hora Guilmon, mais alguns segundos e você estaria atrasado, algo que eu consideraria uma grosseria. Hideki aparece atrás de Guilmon, enquanto encarava o relógio de pulso, que apenas girava de um lado para o outro, o que indicava que ele não estava vendo a hora por ali.
Sinto muito, acabei me perdendo por aqui, e no final acabei encontrando Babamon e Jijimon, o que me tomou um pouco de tempo. Mas sem querer enrolar, o que é tão importante para você me fazer ir da ilha arquivo até o Continente Sarba?
Bem, como você foi direto ao ponto, serei direto com você também. Você como bem sabe, é um Digimon que tem um parceiro Humano, conhecido como Nakamura Endo, que atualmente está com a posse do Digivaice Cyber Matrix, ou como ele mesmo apelidou, DCM. Está quase na hora de eu chamar os jovens que irão se unir aos Digimons, que possuem a mesmas características e mais afinidade com eles. Por você já não ser um Digimon indefeso, quero que vá ao mundo humano e traga seu parceiro, junto com os outros jovens escolhidos.
Hideki-San, eu entendo e aceito fazer o que o senhor pediu, até que é bom que eu reveja aquele bobão chorão, mas e os outros como eu vou saber quem são? E melhor dizendo, como vou até elas?
Não achou que eu não iria procurá-los especificamente e achar um jeito de você conseguir ir até eles? Francamente Guilmon...-Um teclado holográfico aparece na frente de Hideki, em que após ser digitados alguns botões, uma plataforma começa a se levantar, chamando a atenção de Guilmon.
Isso é incrível Hideki-San...-Foram as únicas palavras que Guilmon conseguia falar ao ver o ´´jeito´´ que Hideki havia criado.
(...)
3 meses depois, Mundo Humano.
As seis da manhã, na linha de Yurikamome, perto da estação Odaiba-Kaihinkoen, um estranho trem passava por ali. Era dono de uma cor azul-escuro e tinha alguns vagões de classe alta, nada muito estranho, se não fosse por um detalhe: Esse trem não era um trem, era um Locomon, Digimon Kazentai, em forma de Trem.
Após parar na estação de Odaiba-Kaihinkoen, algumas figuras descem do trem, e por ser de manhã bem cedo, poucas pessoas estavam por ali, o que faz com que sejam poucas percebidas as aparências dos seres encapuzados, que logo vão embora, assim como chegaram, misteriosamente....
Casa dos Matsuda, 7:00 A.M.
Diferente das casas do bairro, em que diversas famílias dormiam, uma era exceção, a casa dos Matsudas, uma família aparentemente comum, pelo menos para as pessoas de fora.
Keitarô comia seu café da manhã tranquilamente, enquanto algumas cadeiras e pratos voavam, alguns que passaram tão perto, que ele teve que se abaixar para não ser atingido.
Como assim você conseguiu destruir o carro tão rápido, com apenas um mês de uso, Baka? Vocês dois deveriam apenas ir ao supermercado, uma coisa tão simples...E vocês conseguiram estragar tudo, ainda me pergunto quem de vocês é o mais velho? A mulher de Cabelos Castanhos, enrolados em um coque, na faixa dos 40 anos, gritava com uma garotinha com cabelos loiros bagunçados e um sorriso maroto encarava o homem ao seu lado, na casa dos 40, que estava vestido com um terno cinza e gravata vermelha, que desvia das coisas jogadas por sua esposa, sem ao menos se queixar, por já saber que nunca ganharia uma discussão com ela.
Pov´s Keitarô
Vocês devem estar se perguntando, que tipo de família é essa? Admito que não é nem um pouco comum esse tipo de comportamento na maioria das famílias, mas a minha é assim, fazer o que não é mesmo? Bem vou apresenta-los para vocês...
A mulher que está jogando as coisas pra tudo que é lado, é a minha Mãe, Matsuda Rei, de 40 anos de idade (Apesar dela não gostar muito que eu fique espalhando a verdadeira idade dela). Geralmente ela é muito gentil e calma, mas quando fica irritada, ela vira outra pessoa, sendo capaz de botar medo em qualquer outra pessoa, até mesmo meu pai.
A garota de cabelos loiros bagunçados, é a minha irmã mais nova, Sarah, de 10 anos, dona de uma personalidade arteira e brincalhona. Eu geralmente me dou muito bem com ela, apesar de que ela realmente consegue me dá nos nervos, as vezes. Meu pai me disse uma vez, que Sarah é uma cópia perfeita da minha mãe, quando era criança, o que explica como ela consegue contorna as brincadeiras que ela costuma fazer.
E por último meu Pai, Paul Matsuda, de mesma idade que minha mãe. Pelo que eu sei, ele nasceu na Inglaterra, mas acabou vindo para o Japão, por causa de alguns assuntos desconhecidos, onde acabou conhecendo minha mãe. No início, os dois tinha uma relação de Ódio-Amor, que por fim acabou dando no casamento deles, há exatamente 19 anos atrás. Nunca consegui entender o porquê do meu pai levar as discussões entre eles numa boa, sempre acatando as ordens da minha mãe, por mais que algumas sejam paranoicas demais. Mesmo assim, sei que ele ama ela totalmente e esse amor é correspondido, por mais brigas que eles tenham....
Mãe, daqui a pouco vou sair com o Endo e Asuna, vamos andar por ai um pouco, tudo bem para você? Perguntei, enquanto comia uma panqueca inteira, entupindo minha boca, fazendo o som sair um pouco abafado, mas ela aparentemente conseguiu me ouvir, já que alguns segundos ela me respondeu.
Ela calmamente parou de brigar com meu pai e me respondeu, como se nada disso tivesse acontecido -Está bem querido, mas volte antes que escureça, e lembre-se de trazer a Asuna-Chan, já que seus tios vão viajar para outra cidade. E se quiser, pode trazer o Endo-Kun. E com isso ela voltou a fazer cara feia e novamente começou a brigar com o meu pai e irmã.
Depois de terminar de comer e lavar minha louça, subi para o meu quarto, para trocar de roupa. Mas assim que eu entrei, vi meu Notebook apitando, com um balão de informações avisando que um aplicativo fora aberto.
Ótimo, ele acordou...-Sentei na minha cadeira ao lado da escrivaninha e cliquei no aplicativo para inicia-lo e depois de alguns segundos vi o que eu esperava: Hi-Andromon, um Digimon tipo máquina, na fase Kyuukyokutai, que eu, Endo e Guilmon, um Digimon que veio junto a Hi-Andromon, que acabou se revelando parceiro de Endo, conseguimos derrotar e jogá-lo no Cyber-Espaço ou, pelo menos era o que pensávamos, já que um mês depois, eu o encontrei dentro do meu PC, vivo, porém desligado.
Como não sabia acorda-lo sem liberta-lo, entrei em contato com um programador Brasileiro, que em menos de 1 semana conseguiu criar um programa que impedisse que ele escapasse, caso fosse acordado e ao mesmo tempo conseguiu liga-lo. Achei que ele fosse me chamar de maluco quando falei sobre o propósito daquilo, mas simplesmente ele me disse, que quando encontrasse um Digimon de verdade, mandasse para ele, pois ele o domaria. Acabei achando graça nisso, já que não planejava encontrar qualquer outro Digimon tão cedo, mas acabei concordando.
O que você quer Hi-Andromon? Eu já te dei seu alimento hoje, a não ser que você queira falar comigo que foi que te mandou, não temos mais nada para falar.
Eu já falei que eu não posso falar, seu humano estupido! Eu fui programado para obedecer as ordens de meu mestre, então não adiantar me aprisionar aqui, eu não vou falar nada.
Então por que me chamou? Eu estou ocupado agora!
Realmente não posso avisa-lo sobre quem foi que me mandou, mas posso avisa-lo que senti a presença de um grande número de Digimons pela cidade.
Como assim você sentiu? Não é possível que um grande número de Digimons estejam andando pela cidade e ninguém tenha reparado em algo estranho, não acha?
É você está certo, talvez eu esteja apenas com um defeito, mas fique de olho, só por precaução, por mais que não goste de humanos, acho que pelo menos você que tem me alimentado, mereça uma pequena ajuda, mesmo que eu saiba que vocês vão perder. Com isso, a tela do aplicativo se fecha.
Keitarô? Está tudo bem ai? Posso entrar? — Minha mãe bate na porta, com um tom preocupada.
Não é nada não mãe, mas pode entrar sim! Enfiei rapidamente o Notebook numa mochila e abro a porta para ela.
Só queria avisar que a Asuna-Chan chegou, e ela está te esperando.
A sim, já estou indo! Corro até a porta da frente mas sou chamado por minha mãe, que estava em frente a escada.
Não se esqueceu de nada mocinho?
Fico corado, mas dou um beijo na testa da minha mãe e ela me abraça fortemente, só me largando alguns segundos depois.
Eu não vou ficar muito tempo fora mãe, não se preocupe.
Eu sei disso, só que, eu não acredito como você cresceu tão depressa, ainda me lembro de quando você ainda estava na minha barriga, quando começou a dar seus primeiros passos...
Mãe, eu tenho que ir, senão a Asuna me mata, você sabe como ela é.
Eu sei, mas tenha um bom dia e volte logo.
Eu vou voltar mãe, eu prometo. Com isso, abri a porta e junto com minha prima, fui atrás do Endo.
Pena que eu não voltaria para casa tão cedo...
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???,???
Já está tudo preparado, SnowAgumon? O ser misterioso, se encontrava de frente para diversas câmeras que filmavam todo o seu corpo, enquanto diversos SnowAgumons e um Digitamamon, operavam diversas maquinas, a tempo de projetar essa imagem por todo o Digimundo.
Está quase mestre, falta somente alguns estantes para a transmissão alcançar todo o Digimundo e 30 minutos até que a transmissão especial alcance a Terra.
Excelente, agora, quero ver como vão reagir, meus caros Guardiões....
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Asuna Pov´s On
Keitarô e Endo discutiam na minha frente, sobre qual lugar deveriam ir, mais precisamente, qual lanchonete era a melhor.
Eu não vou naquela lanchonete porca de novo Endo, ela é muito barulhenta e além disso, temos que ficar horas esperando por uma chance de poder sentar.
Eu posso dar minha opini...-Não consegui terminar de falar, já que Endo acabou me interrompendo.
Espera ai, vocês estão ouvindo isso? Parece um toque de celular. De início não conseguia ouvir nada, mas após alguns segundos, ouço o barulho que Endo mencionara, e parecia um toque daqueles celulares antigos, demora alguns minutos, mas percebo de onde está vindo o som.
Acho que está vindo do seu braço, seu cabeça oca.
Keitarô encarou Endo com um olhar curioso, enquanto o mesmo levantava a Manga de sua camiseta cinza, revelando um estranho relógio digital, que apitava numa cor vermelho, e era impressão minha ou, tinha alguns pontos de cor amarela que pareciam se mexer, principalmente um, que estava perto demais do centro.
Acho melhor irmos pra casa, não acha Endo?
Com certeza Keitarô, vamos deixar para ir na lanchonete para outro dia, vem Asuna! Estranhei as atitudes deles, por que primeiro, os dois ficaram mais nervosos do que um boi que vai para o matadouro, de uma hora para outra e segundo, os dois concordaram com alguma coisa sem discutir! Isso significa duas coisas, ou o mundo vai acabar ou...Eles estão escondendo alguma coisa de mim.
Vem Asuna, vamos assistir aquele filme que você gosta lá em casa, podemos fazer pipocas para comer lá também e se não me engano, ainda tem algumas garrafas de Refrigerante do último domingo. Keitarô tentava me puxar, mas fico parada ali, com os braços cruzados e uma cara feia.
Vão ficar enrolando até quando para me falar o que está acontecendo mesmo? Eu quero saber a verdade.
Agora não dá para te explicar, vem logo Asuna. Agora os dois juntos tentavam me puxar mas mesmo assim me esforço para continuar no lugar.
Já disse que não vou, pelo menos não enquanto não me explicarem o verdadeiro motivo desse nervosismo todo.
Esperei alguma resposta deles, só que os dois somente encaravam algo que parecia atrás de mim, estranhando, me virei e me deparei com alguma espécie de monstro alaranjado, com dois chifres de metal e uma espécie de arma na mão direita. Ele lembrava muito o monstro da mitologia grega, o tal Menotauro, não, era Minotauro o nome correto. A criatura me encarava soltando um bafo de cheiro de podridão, como se ele nunca tivesse escovado os dentes na vida (O que talvez fosse verdade) e ainda tivesse comida um lixão inteiro. Fiquei com medo, não sabia do que aquilo se tratava, aquele monstro era real e estava me encarando, não, também encarava Keitarô e Endo. Tentei me mexer, só que a criatura pareceu reagir a isso, já que ela pareceu me fitar novamente. Mas dessa vez foi um pouco diferente, ela apontava para mim o troço parecido com um canhão, e uma forte luz roxa emanava dele.
Não conseguia me mexer, o medo havia tomado controle do meu corpo. Encarei a criatura, eu não sei como, mas tinha a sensação que ela não queria fazer aquilo. Mas isso foi meu último pensamento, antes de ouvir o barulho do canhão atirando.
Asuna!!!-Endo e Keitarô gritaram ao mesmo tempo e depois disso, tudo ficou branco.
30 minutos antes...
Algo estranho acontecia no Mundo Digital, dezenas de telas holográficas apareciam em diversos lugares, inclusivamente nas regiões das Bestas Sagradas.
Hideki encarava surpreso o acontecimento, e ao seu lado estavam Guilmon e Jijimon, que havia voltado assim que descobriu o que estava acontecendo.
Guilmon Pov´s
Ele novamente apareceu, quantas vezes terá que ser necessário derrota-lo até que ele desapareça para sempre? Jijimon segurava com força seu cajado, estava angustiado daquela situação está acontecendo.
Você conhece essa figura, Jijimon-Sama? — perguntei encarando o Digimon Ancião.
Faz muitos séculos Guilmon-Kun, achei que ele estivesse morto, mas se ele ainda está vivo, não duvido nada que ele é que tenha causados esses problemas que estamos passando atualmente.
Digimons que escutam minha voz, eu sou a sombra desse mundo, o erro que seus superiores tentaram apagar, estou me apresentando a vocês humildemente para que ouçam o que vou falar. Eu vaguei por centenas de anos nesse mundo, enfrentando diversos tipos de oponentes, todos formidáveis porém inúteis perante minha força. Mas para minha surpresa, Seres Humanos conseguiram derrotar um dos meus melhores soldados, algo que me intrigou. Por isso mesmo, eu vou até o Mundo Humano e espero realmente que`` Exista mais alguém na Terra, que valha a pena ser destruído´´. E caso ninguém consiga me impedir, destruirei toda aquela planetinha, para que ninguém mais tente me atrapalhar. — Com isso o ser misterioso dar uma grande gargalhada, encerrando assim a transmissão.
Hideki-San, deixe-me ir para a Terra, para ir atrás do Endo e traze-lo, senão ele vai acabar sendo morto.
Claro, mas lembre-se ainda existe outro Humano que tem com compatibilidade com os Digitamas que foram preparados, por isso procure por essa pessoa e entregue o Digivaice, você tem 30 minutos até o portal se abrir novamente aja rápido e só lute se for realmente preciso.
*Hideki ativa uma máquina em forma de porta, que se abre lentamente, mostrando no fundo Odaiba, vendo diretamente Keitarô, Endo e mais uma garota desconhecida, e a sua frente se encontrava um Minotaurmon(Adulto), que estava prestes a disparar com sua arma*
Essa não! Endo!!!-Foi a única coisa que consegui falar enquanto avançava em direção ao portal, com as garras já em chamas.
Pov´s Endo
Nos três estávamos paralisados, eu nunca tinha sentido aquilo antes, nem mesmo contra aquele Digimon que nos atacara á alguns meses. Encarei Keitarô e falei no tom mais baixo que eu conseguia, e lhe perguntei o que deveríamos fazer, mas parece que aquele Digimon espécie de minotauro, conseguiu ouvir eu sussurrando, pois o mesmo começou a me encarar com a saliva escorrendo pela boca. Mas logo após alguns segundos, ele voltou sua atenção para Asuna. Eu encarei por mais alguns segundos, até que a criatura apontou seu canhão para Asuna, começando a carregar energia negra nele. Eu e Keitarô só conseguirmos perceber o que ele ia fazer tarde demais, e a única coisa que conseguirmos fazer foi gritar e logo após isso, tudo ficou branco.
Acabei por cair por causa do golpe, só conseguindo me levantar com bastante esforço, mas não consegui entender o que havia acontecido. Asuna estava ainda lá de pé, sem parecer estar machucada, enquanto o monstro em forma de minotauro estava caído a sua frente, com um enorme galo na cabeça. Keitarô correu para ver ela e eu também fiz isso, mas ela estava em choque, mas pelo menos não estava ferida.
Asuna, como você conseguiu escapar do golpe desse monstro? -Keitarô perguntou, enquanto a ajudava a levantar.
Com a minha ajuda talvez? Reconheceria aquela voz em qualquer, mas não acreditava que ele estivesse realmente aqui.
Guilmon?!
Quem mais? Guilmon aparece na nossa frente, enquanto dá um salto caindo em cima de mim, me abraçando
M-monstro!-Asuna começa andar para trás assustada, dando sinais que estava recuperada do choque que sofreu com aquele Digimon.
Eu salvo sua vida e você quer me chamar de monstro? A pera, deixa eu te mostrar garota...-Guilmon tentou avançar contra Asuna, mas eu o segurei, dando risada, afinal, eu sabia que ele não iria machuca-la de verdade.
Guilmon-Kun, é bom revê-lo também, mas o que está acontecendo? Quem era aquele Digimon que nos atacou? Keitarô perguntou, enquanto examinava o Digimon Minotauro caído no chão.
Curioso como sempre Keitarõ...Mas agora não tenho muito tempo para explicar, eu vi atrás do Endo e além disso, eu vim chamar outra pessoa que possa ajudar a salvar o meu mundo!
Keitarô pareceu ficar animado com a ideia, mas Guilmon percebeu a alegria dele e falou-Sinto muito Keitarô, mas não é você que eu vim chamar...
Então quem foi que você veio chamar então Guilmon? Perguntei curioso.
Guilmon direcionou seus olhos para Asuna, que estava afastada de nós, em um orelhão, tentando ligar para casa...
Tá de brincadeira comigo, não é? Quer dizer, a Asuna com um parceiro Digimon...
Chega a ser estranho, mas concordemos que isso seria muito típico dela!
Vocês estão levando isso muito na boa, mas então...Quem vai avisar a ela? -Perguntei, já imaginando a reação dele, que não sairia boa, pelo menos na minha cabeça.
EU NÃO VOU COM ESSE MONSTRO DE JEITO NENHUM, NEM CONHEÇO ELE E ELE AINDA QUER ME LEVAR PARA UM MUNDO DIFERENTE DO NOSSO? Asuna gritava fazendo um escanda-lo no meio da rua, as pessoas que nos encaravam como se dissessem: Louca de pedra, coitada.
Tentei acalma-la, dizendo que era por um bem maior, até que ouço um pequeno barulho de relógio apitando, Asuna e Keitarô parecem notar também, pois param de discutir.
Não temos mais tempo, sinto em lhe dizer Asuna, mas você vem comigo, querendo ou não!-Por um momento reparei no relógio que Guilmon usava, era um relógio comum, só que o mesmo estava usando um cronometro, e pelo visto faltavam 5 minutos para o tempo acabar, seja o que aquilo significa-se.
Eu não vou mesmo, olha eu agradeço você ter salvado minha vida e tudo, mas eu não posso ir para um mundo diferente do meu, eu tenho muitas coisas para fazer ainda e...-Sem deixa-la terminar de falar, puxei Asuna e falei para Guilmon nos levar até o local onde ele precisava.-Nani? Endo Nakamura, me solta logo, você não tem o direito de me obrigar a ir, Keitarô! Me ajude aqui, o Endo enlouqueceu e que me levar junto com esse monstro!
Fiquei preocupado com o que Keitarô iria fazer, não queria ter que obrigar a Asuna ir, mas poxa, o Guilmon já nos salvou duas vezes, pelo menos temos que fazer alguma coisa por ele e qualquer coisa iriamos manda-la para casa novamente.
Etto...Guilmon-Kun, algo que está me preocupando! Como as outras pessoas não repararam em você ou naquele Digimon? Vocês estavam bem na frente delas, mas ninguém pareceu notar nada de estranho, o que seria algo incomum, mesmo aqui no Japão. — Suspirei aliviado, pelo menos Keitarô estava no meu lado nessa escolha, mas infelizmente, Asuna não foi tão agradecida assim.
ORA SEU, QUANDO EU CONSEGUIR ME SOLTAR, EU VOU FAZE-LOS PROVAREM O INFERNO POR ESTAREM FAZENDO ISSO COMIGO!!!- A todo momento, Asuna tentava se soltar de mim, mas eu segurava seu braço bem forte, mas sem machuca-la, mas eu sabia que quando eu a solta-se, estaríamos fritos.
Keitarô-Kun, não tenho muito tempo para explicar isso, então serei breve: Á vários anos, diversos Digimons acabaram por vim para o Mundo Humano, causando as tais catástrofes Naturais que acontecem pelo seu mundo. Hideki-San não conseguiu fechar essa brecha misteriosa que acabava trazendo os Digimons para cá mas, pelo menos conseguiu um jeito de enganar á população, modificando os Dados de todos os Digimons que vêm para o Mundo Humano, para aqueles que não querem serem vistos, nunca serem notados, somente suas ações.
Então tudo que é de ruim que acontece no nosso planeta é culpa dos Digimons? Eu sabia, vocês são monstros e só se importam em destruir tudo o que vêm. -Asuna se pronunciou finalmente, um pouco mais calma.
Na verdade garota, somente 48,4% de todas essas catástrofes Naturais. Não digo que os Digimons não têm culpa nisso, já que eles costumam vim para cá. Mas, os Humanos em sua grande maioria, tem a maior parte da culpa, justamente por causa da sua Ganância e Sede de poder, fazendo seu planeta adoecer, então morda a língua antes de falar dos Digimons.
Ficamos quietos por alguns segundos, principalmente Asuna, que parou de tentar escapar de mim, então afroixei um pouco minha mão sobre a mão dela e só daí me dei conta que eu estava de mãos dadas com ela e acabei ficando vermelho de vergonha por isso.
Por fim, chegamos á com um beco sem saída. Estava vazio e entre ele se encontrava duas lojas de informática, o que me pareceu um pouco estranho, já que eu costumo passar por esse caminho todo dia e nunca havia visto nem as lojas, quanto o beco.
Guilmon nos guiou até o fim do beco e olhou para o relógio. Faltava um minuto até que se acabasse o tempo, assim Guilmon respirou e pareceu relaxar um pouco. Chegamos a tempo, eu realmente não acredito nisso e...-Guilmon reparou que Keitarô se encontrava conosco e volta a falar sério.- Obrigado mesmo Keitarô pela ajuda, mas a partir de agora, somente o Endo e a Garota(Ele falou Garota de um jeito irritante) devem vir comigo, afinal, só eles possuem os Digivaices....
Keitarô pareceu entender, e foi falar conosco. Chute a bunda de alguns Digimaus por mim, não se esqueça. Guilmon é tipo vírus, então tente evitar de lutar contra Digimons que possuem atributo Vacina, eles levam vantagem contra os tipos vírus. Cheguei a sorrir com esse comentário, aquele era Keitarô, apesar de sempre estar reclamando quando algo não está certo, ele sempre nos apoia, não importando a situação.
Claro cara, mas me faz um favor: Pare de ser tão Nerd.... Nós dois rimos disso e ele foi falar com a Asuna. Não consegui ouvir o que eles falavam, mas quando ele terminou de falar, Asuna estava mais vermelha que um tomate e Keitarô levara um pedala na cabeça.
No fundo do beco, uma rachadura se forma no meio do ar e se abre, mostrando uma espécie de bolsão dimensional. Pelo que dava para se ver, aquele local só parecia seguir em linha reta, não tendo chão. Era bem colorido, mas a cor predominante era um Verde-Claro, com diversos códigos binários voando livremente por ali.
Então, esse é o Digimundo Guilmon? Perguntei, afinal eu esperava mais do que simplesmente uma dimensão somente colorida.
É claro que não Endo, esse Dimensão é uma espécie de ponte entre o Digimundo e a Terra. Não tem quase nada nela, pelo menos não que eu saiba, porém, vai nos levar facilmente até o Mundo Digital. Agora vamos entrando, não temos muito tempo até que o portal se desestabilize e assim perderemos nossa chance. Guilmon começou a andar em direção ao portal, porém antes de conseguirmos segui-lo, um leão de energia negra atinge o chão bem à frente do mesmo, o impedindo de nos aproximar do portal.
Sinto em lhes dizer, mas não deixarei nenhum de vocês vivos antes que possam ir para o Mundo Digital, então estejam avisados! Uma grande figura aparecera na única EntradaSaída do beco, nos deixando encurralados, sem ter para onde ir. Ela usava um grande capuz de cor cinza, mas ele era tão grande que o capuz não conseguia esconder seu corpo inteiro, deixando toda sua cintura para baixo descoberta, e pelo que se notava, ou ele nunca foi em algum cabelereiro e trabalha numa fábrica de tintas ou, ele era um Digimon, e eu queria realmente que fosse a primeira opção.
Guilmon entrou na nossa frente, nos protegendo de qualquer ataque que aquele monstro usa-se contra nós. Quem é você? E o como nos conseguiu achar?
Ser inferior, eu não tenho nada para responder a você, mas como eu serei sua última visão antes de morrer, eu acho digno de você saber quem irá mata-lo! A criatura rasgava seu capuz, revelando seu corpo inteiro. Ele era totalmente roxo, porém seus pelos eram num tom vinho, porém sua característica mais importante não era seu corpo em si, mas sim sua face. Era uma espécie de mistura de loucura e raiva ao mesmo tempo. Seus olhos demonstravam alguma espécie de ódio, porém esse ódio não exatamente para nós e sim para tudo.
Meu Digivaice começou a reagir a presença de MadLeomon, mostrando um holograma dele e uma descrição dele:
MadLeomon
Nivel:AdultoPerfeito
É um berserker, que perdeu a sua inteligência e reforçou o seu instinto de combate. Ele mudou muito até chegar à sua aparência atual. No processo, a sua consciência desapareceu e ele tornou-se nada mais do que um fantoche.
Mas que droga! Asuna e Endo, entrem no portal agora, eu vou ganhar tempo para vocês e logo em seguida alcanço vocês...-Pelo tom de voz de Guilmon percebi o que ele queria fazer, não podia deixa-lo se sacrificar para nos ajudar, eu tinha que ajuda-lo.
Guilmon-Kun, não é necessário que você fique aqui, eu ganho tempo para vocês, não acredito que ele vai me matar, afinal, eu não tenho nada a ver com isso. Keitarô entrara na nossa frente e encarava MadLeomon para nossa surpresa, o mesmo ficara também paralisado por um instante, acho que, também ficou surpreso por um simples adolescente humano o peita-se sozinho.
SEU IDIOTA, não faça isso! Você mesmo disse que isso é real, não como no anime, essa criatura vai te matar, eu não quero ver meu primo morrer por algo tão idiota, volta pra cá!
Mas foi tarde demais, MadLeomon o atacou, ele não usou nenhuma técnica, mas só pela força bruta normal do Digimon já o mataria, porém por incrível que pareça, um milagre havia acontecido: Keitarô ao ser acertado, não chega a ser ferido, já que ao encostar nele, a mão do Digimau é destruída.
A criatura rugiu e praguejou de raiva e dor ao mesmo tempo, porém ao notar isso Guilmon nos pega pelas mãos e nos lança no portal, que começava a diminuir de tamanho. Nada conseguíamos fazer, já havíamos entrado no portal e por mais que tentássemos, não conseguíamos voltar, a única coisa que podíamos fazer era observamos, enquanto éramos arrastados em direção ao Mundo Digital.
MadLeomon estava irado e atacava todos os dois, e conseguiu acertar Guilmon, o mandando em direção ao portal, se unindo conosco, o mesmo estava desmaiado por causa do golpe e logo em seguida, MadLeomon atacou com sua técnica, causando uma explosão, chacoalhando o caminho que seguíamos e logo depois disso o portal se fechou.
Logo, eu tinha certeza de 3 coisas naquele momento: Eu e Asuna viramos Digiescolhidos, quem quer que tivesse tentando dominar o Mundo Digital não mediria esforços para nos matar e a última é que, por causa da minha fraqueza, meu Melhor amigo estava morto...
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