Digimon Beta - E as Cartas Acessórias
23 A Guerreira do Solo
Alex e Fernanda, por alguns instantes, pensaram em fugir. Apesar de terem encontrado o grupo formado por humanos e digimons, e que apenas Verônica possuía digivice, ela havia ordenado a sua digimon que atingisse o nível Extremo de evolução. Se a pequena Plotmon o fizesse, Ophanimon seria capaz de derrotar seus digimons com um único golpe.
A digimon semelhante a um cachorrinho de pelúcia com coleira dourada, fecha os olhos e se concentra, porém nada acontece.
— Verônica, eu não to conseguindo!
— Aproveite o momento, Leomon!
— Punho do Rei das Feras.
A poderosa energia gerada a partir do punho do digimon humanoide e que tem o formato de uma cabeça de leão atinge o chão próximo aos domadores, levantando uma densa nuvem de poeira. Aproveitando a falta de visibilidade dos garotos e dos seus digimons, Leomon tenta concluir o plano do seu domador em mandar os domadores que haviam sido resgatados pelo Carlos, para o Mundo Real.
Verônica tossia por conta da densa nuvem de poeira ao seu redor. A garota tinha plena consciência de que era a única, naquele momento, que poderia detê-los, porém não fazia ideia do porquê Plotmon não conseguiu evoluir.
Os gritos de Bruno Soares e Igor são escutados por todos.
Com a lenta dispersão da poeira, João, Verônica, Carlos, Antônio, Murilo e Flávia perceberam que Igor, Labramon, Bruno e Patamon foram mandados de volta para o Mundo Real. Com a confusão, Bárbara havia perdido seu senso de direção e caminhava de encontro ao digimon de Alex.
— Leomon, bom trabalho. – Diz o garoto de olhos rasgados. — Agora despache a ceguinha.
Bárbara se assusta com as palavras ditas pelo Alex e percebe o perigo que corria. A moça entra em desespero e senta-se no chão aos gritos enquanto Leomon se aproximava. Fanbeemon, ao perceber que sua amiga humana corria perigo, voa a toda velocidade de encontro a ela para protegê-la. Patamon a segue.
— BÁRBARA! – Grita o garoto magro que havia ficado trancafiado juntamente com ela.
— Verônica! – Alerta o garoto de óculo de grau de armação negra. — A carta! Use a carta da nova evolução!
Verônica saca a carta de um dos seus bolsos, olha confiante para Alex e, em seguida, passa a carta de evolução pelo digivice.
— Evolução de Dados!
Plotmon rapidamente é envolta por uma enorme gota d’água, tornando-se Ranamon. A guerreira da água faz um movimento de soco no ar, semelhante ao Angemon, e dispara um poderoso jato de água sob pressão no rosto do Leomon, que se desequilibra por alguns metros antes de firmar-se ao chão e sacar sua espada, protegendo-se da técnica.
— Leomon, desvie e agarre a garota!
O digimon acata a ordem do seu domador e salta, desviando da técnica da guardiã das águas e rapidamente agarra a garota de cabelos cacheados, por um dos braços, com muita força.
Fanbeemon e Patamon já estavam próximos, quando atacam Leomon com suas técnicas. O digimon Adulto, então, desfere um tapa com o dorso da mão, derrubando os dois digimons com forte impacto no chão.
— Ranamon, faça alguma coisa! – Grita Verônica, desesperada.
— A essa distância eu machucaria a Bárbara.
— Filho da mãe largue a garota! – Berra João, irritado. — Ela não tem nada a ver com isso!
— Vem me forçar a fazer isso! – Diz Alex, sorrindo.
— Ai! Você ta me machucando!
— Largue ela, seu brutamontes. – Brada Fanbeemon, tentando atingir o digimon leão com seus ferrões.
Leomon usa sua espada e consegue desviar cada um dos ferrões disparados, finalizando com um golpe na pequena digimon abelha, lançando-a contra Patamon, que se aproximava.
— Betamon e Terriermon, vão ajudar. – Ordena Carlos.
— Ranamon você também!
Ranamon, Terriermon e Betamon avançam na direção de Leomon.
— Rápido, Leomon!
— BÁRBARA!
Com o grito do rapaz de pele bronzeada e que usa barba cerrada, um grande tremor de terra acontece e uma larga fenda se forma no chão, separando Leomon e a garota dos demais. Uma nova carta surge de dentro da fenda, levitando. Na carta havia a imagem de um amontoado de terra, semelhante a uma duna, e algumas palavras que diziam: Carta do Solo.
João corre e a segura. Apesar de ter tocado a carta, como fez Verônica, nada acontece.
— O que houve? Cadê meu digivice novo?
Percebendo que a carta não pertencia ao domador de Betamon, Carlos corre até ele e lhe tira a carta das mãos, porém nada acontece.
Bárbara se debatia, tentando se livrar do digimon leão do Alex, que se irrita e a sacode com força, forçando-a a novamente gritar de dor.
A Carta do Solo, que estava nas mãos de Carlos, começa a brilhar.
Blaze estava muito preocupado com Guilmon. A cada instante sua febre aumentava. Por mais preocupado que o garoto pudesse estar, não deixava transparecer seu desespero. Externamente, continuava o mesmo garoto de sempre.
— Blaze! – Sussurra o dinossauro vermelho em meio a gemidos. — Ta doendo...
Guilmon transpirava e sentia uma forte dor no braço onde havia levado as ferroadas.
— Guilmon, você ficará bem.
Lunamon seguia desacordada.
Sem saber o que fazer ou qual atitude tomar para ajudar o seu digimon, Blaze resolve mexer no seu digivice e procurar algo que pudesse ser útil.
— Não tem nada nessa droga de digivice! – Esbraveja.
— Calma, Blaze. Eu vou melhorar!
— Não te quero ver sofrendo. Você é a única pessoa em que eu confio plenamente.
— Pessoa? Eu?
— Não me importa se você é um humano ou um digimon. Você já conquistou a minha eterna confiança.
O garoto alto, encorpado e de olhos verdes seguia observando seu pequeno tiranossauro quando passa a ouvir gritos. Blaze rapidamente se levanta e, antes que o Guilmon pudesse dizer alguma coisa, faz um gesto pedindo silêncio ao digimon.
— Vou ver o que é isso. Fique quieto. Daqui a pouco eu volto.
— Cuidado, Blaze! Pode ser algum digimon selvagem.
Blaze segue se afastando de Guilmon, que o observava atentamente, e passa a caminhar por entre as árvores. A cada passo dado, a voz ficava mais próxima se tornava mais nítida. Alguém chamava pela Bárbara. O domador, que caminhava cuidadosamente para não gerar ruídos, ouve sons de passos e se esconde atrás de uma enorme árvore.
Um rapaz surge gritando, um pouco longe, pela Bárbara. Estava muito assustado e tinha várias escoriações espalhadas pelo corpo. Suas roupas estavam rasgadas e completamente sujas.
Os olhos de Blaze saltam as órbitas ao ver de quem se tratava. Sua boca seca. Seu coração acelera. O domador reúne coragem para sair detrás da árvore, enquanto o rapaz de cabelos curto em cachos volumosos continuava a chamar pela garota.
O garoto de voz afeminada seguia gritando quando, ao ouvir um som de graveto se quebrando atrás de si, vira-se de costas e fica completamente extasiado ao ver o domador.
— Blaze?
— Bento!
Os olhos do irmão da Bárbara se enchem de lágrimas. Por mais que tentasse falar, não conseguiria. Blaze abre os braços e Bento corre ao seu encontro, abraçando-o profundamente e com ternura.
— Leomon, agora! – Ordena Alex.
— AHHH!
A Carta do Solo, que estava nas mãos de Carlos e brilhava intensamente, se lança na direção da Bárbara como um relâmpago, depositando-se em sua mão.
Ranamon, Betamon e Terriermon, aproveitando um momento de distração do digimon de Alex, investem contra ele, derrubando-o no chão e livrando a garota deficiente visual.
— Bárbara! – Grita Verônica, pondo as mãos ao lado da boca. — Você está com a Carta do Solo nas mãos.
— Por que ela está comigo?
— Isso eu não sei te dizer.
Um digivice surge na outra mão da moça e seguindo o mesmo ritmo do digivice da Verônica, ele pisca três vezes. Logo em seguida, Fanbeemon também pisca, revelando a todos ser a digimon da Bárbara.
— Bárbara seu digivice e eu brilhamos iguais!
— Eu também sou um deles?
A garota de corpo genuinamente brasileiro, longos cabelos cacheados e olhos fugitivos tentava entender a sua nova condição.
A digimon abelha se aproxima da garota.
— Bárbara, faça como eu fiz. – Insiste Verônica. — Passe a carta pelo digivice.
Alex fica apreensivo com o surgimento de uma nova domadora.
— Fernanda, temos que destruir todos, agora!
— Está bem. Solarmon, evolua.
Rapidamente a digimon redonda como uma bola de basquete e envolta por uma engrenagem de cor laranja, evolui para Blimpmon.
— Rápido, Bárbara! – Grita Antônio, alertando-a.
Bárbara sente que uma força magnética atraia a carta para o digivice e, ao passar o cartão pelo aparelho, ele emite uma intensa luz de cor amarela.
— Punho do Rei das Feras.
— Explosão de Zeppelin.
Uma enorme pedra se forma ao redor da digimon abelha e gira em várias direções e sentidos. As técnicas dos dois digimons inimigos atingem a pedra, mas de nada adianta. Aos poucos, feixes de luz amarela saem do interior da enorme rocha e uma explosão acontece lançando lascas de pedras por todos os lados, que se dissolvem em dados antes de tocar o chão ou qualquer outra coisa. Uma digimon humanoide inseto surge munida de uma forte carapaça amarela com sinais e o peito na cor roxa. Duas enormes brocas, como furadeiras, nas extremidades dos braços maiores e outra broca na extremidade do seu focinho.
Verônica saca seu digivice e rastreia informações sobre a nova digimon.
Digmon, uma digimon Híbrido. Por causa da forte carapaça que envolve seu corpo, essa digimon inseto é muito resistente. Consegue controlar todo material arenoso e rochoso ao redor. Ataca seus rivais com as brocas em um dos pares de braços que possui e da extremidade do focinho.
— Ataque mais uma vez, Leomon!
— Você também, Blimpmon.
As técnicas dos dois digimons no nível Adulto avançam na direção de Bárbara, Digmon e demais digimons.
— Ranamon, por favor, retire Bárbara, Terriermon e Betamon daqui com segurança.
A garota se assusta ao ouvir a voz de Fanbeemon.
— Fanbeemon, o que você vai fazer?
— Calma Bárbara. – Diz Ranamon pegando-a nos braços. — Fanbeemon evoluiu com sua ajuda. Ela vai ficar vem.
— Eu quero tocá-la. Quero sentir que isso é verdade.
— Agora não é o momento certo.
Digmon bate o pé com força no chão, erguendo uma enorme parede de terra e pedra à sua frente. As técnicas de Leomon e Blimpmon forçam a barreira, que aos poucos vai cedendo e indo de encontro a nova digimon.
— Rápido, Ranamon!
A digimon que controla a água segue levitando a poucos centímetros do chão e leva a garota e os digimons para próximo dos demais, retornando ao local da batalha logo em seguida.
Terriermon corre para os braços de Carlos.
Betamon fica intrigado com a apatia do seu domador.
— João, o que você tem?
— Nada, não, Beta. Coisas minhas...
Murilo e Flávia pegam Bárbara pela mão.
— Você está bem?
— Cadê Fanbeemon, Flávia?
— Ela vai ficar bem, gata. Ela evoluiu para lutar por você. Agora ela se chama Digmon.
Uma grande explosão acontece. Digmon não consegue barrar os ataques do inimigo com o seu escudo de terra e pedra, e acaba soterrada.
Bárbara pressente o ocorrido.
— O que aconteceu com Digmon, Murilo?
— Tenha a calma... Ela foi atingida pelo Leomon e pela Blimpmon.
— Como que ela ta agora?
— Não sei dizer... Ela está soterrada.
— Míssil de Água.
O corpo de Ranamon fica envolvido por uma camada de água e ela avança como um grande torpedo na direção dos inimigos, atingindo-os com os punhos.
— LEOMON!
— BLIMPMON!
A montanha de terra que estava sobre Digmon passa a levitar, revelando que a digimon não possuía nenhum tipo de ferimento. A digimon que controla o solo rapidamente compacta toda a terra e pedras que levitavam, transformando-as em duas enormes rochas, que rapidamente avançam na direção dos inimigos.
Ranamon espalma suas mãos na direção do rio e passa a manipular uma enorme quantidade de água, criando uma enorme onda que avança sobre Leomon e Blimpmon.
Um turbilhão de água engole os digimons de Alex e Fernanda, que nada podem fazer para se safar. Ambos os digimons se agitavam em todas as direções, impossibilitados de respirar. Por vezes chocavam-se um contra o outro. Ranamon seguia movimentando as mãos e braços, como uma verdadeira maestrina, enquanto as águas seguiam se agitando e se movimentando.
Todos olham impressionados para tamanha demonstração de poder da digimon.
Com uma forte pressão, o turbilhão de água lança os dois digimons do nível Adulto para o alto e rapidamente se desfaz, retornando para o leito do rio. Blimpmon e Leomon tocam o chão, feridos e ofegantes.
A digimon da Fernanda regride logo após, deixando sua domadora desesperada.
— Solarmon, fale comigo. – Diz Fernanda, antes de olhar para Ranamon com raiva. — Sua louca, eu te odeio!
— Leomon, resista! Uma ondinha de nada não pode derrotar MEU digimon.
Leomon tentava a todo custo ficar de pé e não conseguia. Era nítido o grande esforço feito pelo digimon para cumprir a ordem dada pelo seu domador.
— LEOMON, FIQUE DE PÉ! – Esbraveja Alex.
O digivice prateado em sua mão brilha intensamente.
Um poder muito grande se apodera de Leomon.
Por alguns instantes toda a confusão gerada pela desforra promovida pelo Kau havia se silenciado no interior do gigantesco galpão. O único som escutado por todos era o insistente bip dos digivices de Caio, Júnior, Lucas e próprio Kau.
— Finalmente nossa busca terminou! – Brada Lucas ajeitando os óculos sobre o nariz.
— Tem certeza? – Questiona o garoto de cabelo verde e argola no nariz.
— Claro que tenho! Olhe seu digivice.
Júnior, Kau e Lucas observam seus respectivos aparelhos e percebem que a seta vermelha indicava Leon. Ele era o domador perdido.
Lentamente Caio solta Kau, que estava atônito com a revelação.
Os digimons também seguem livrando Stingmon e Exveemon, regredindo em seguida.
Leon fica de pé. Ainda ofegava muito.
— Que pasó? – Questiona o domador espanhol ao ver que os garotos e seus digimons conversavam como se nada de mais grave tivesse acontecido.
O dragão azul se aproxima de Leon.
— Veemon, estás bien?
— Estou, Leon. Obrigado por se preocupar.
— Veemon, es nuestra oportunidad de escapar!
— Mas você não quer explicar a eles o que aconteceu? Eles não fazem ideia de que nós os salvamos ontem.
— Tenemos que huir rápidamente! Pronto los digimons dúo nos encuentran en esta fábrica de aviones.
— Você viu a cara do garoto? – Questiona Caio, sorrindo, aos seus amigos. – Você quase o matou de porrada.
— Kau se transforma quando está com raiva. – Pontua a pequena lagarta sobre seu ombro.
— Wormmon! Ao invés de me defender, você ainda concorda com as loucuras deles?
— Não acredito que vamos descobrir qual a nossa missão!
— Também to doido para saber o que é, Lalamon. – Diz o garoto com uma profunda cicatriz em um dos braços.
O barulho do portão se abrindo assusta os garotos e os digimons, que prontamente olham na direção de origem do som e veem que o domador de enorme franja sobre um dos olhos e Veemon, fugiam do local.
— Cara, a gente precisa ficar junto! – Avisa o garoto de óculos. — Espera!
— Vamos atrás dele! – Propõe o mais alto dos garotos, domador de Kudamon. — A gente demorou muito tempo para achá-lo e não vai ser agora que vamos perdê-lo de vista.
O garoto espanhol seguia correndo e a todo o instante, olhava para trás, certificando-se de que continuava sendo perseguido pelo quarteto de domadores de digimons.
— Esse moleque é doido, só pode ser! – Diz Júnior aos demais.
— Eu, no lugar dele, também teria fugido! – Retruca o pequeno dragão de cor roxa.
— Por que, Monô? – Pergunta Caio.
— Kau e Júnior nem ouviram o que ele tinha para falar e o atacaram.
— Ah! Calem a boca – grita Kau, interrompendo-os — e continuem correndo!
Leon e seu parceiro seguiam correndo, com o grupo os seguindo logo mais atrás, quando entram por uma esquina e se depararem com um beco sem saída.
Ao chegarem a esquina da rua por onde Leon e Veemon havia seguido, Júnior e os demais se assustam ao perceberem que eles não estavam lá.
— Como ele conseguiu desaparecer? – Pergunta Caio se aproximando de uma enorme lixeira e olhando o seu interior.
— Ele deve ter levantado voo com Exveemon. – Diz Lalamon.
— Vamos segui-lo. Ele ainda está por perto.
— Lalamon, preparada?
— Sempre!
A pequena digimon rapidamente evolui, tornando-se Sunflowmon, que alça voo sobre o prédio no fim da rua. Um forte lampejo surge no céu e a digimon vegetal é golpeada, caindo próxima aos seus amigos.
— Sunflowmon, o que aconteceu? – Questiona Lucas, preocupado.
— São eles...
— Eles quem?
— A mesma energia que nos atacou das outras vezes.
— E você viu quem te atacou? – Pergunta Kau. — Tem a ver com o Leon?
— Eu vi... Não foi ele! Trata-se de uma dupla de digimons.
— Inimigos? – Indaga Caio, confuso.
— O que vocês estão fazendo na nossa cidade? – Questiona a voz imponente oriunda do terraço de um dos prédios.
Os garotos e os digimons olham para o alto e veem duas silhuetas. Uma, semelhante a um humano, com uma calda que balançava entre as pernas. Já a outra silhueta tem asas, pernas e braços, é bem menor e voava próxima a mais alta. A luz do sol, que incidia diretamente sobre os olhos do grupo, dificultava a visualização dos inimigos.
— “Nossa cidade”? Desde quando? – Brada Júnior. Kudamon estava sobre o seu ombro.
— Desde sempre! Vocês não são bem-vindos aqui. – Diz uma voz mais esganiçada.
— Disso temos plena certeza. – Diz o garoto baixo, musculoso e de pele morena. — Não é pessoal?
— Pelo visto teremos que expulsá-los! – Torna a falar a primeira voz.
— Calem a boca, seus covardes. Já que são tão valentões assim, por que não mostram a cara? Ou preferem viver nos atacando pelas costas?
— Já que insiste...
Continua...
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