Notas iniciais
Bom, gente. Primeira história aqui, espero que gostem. Deixar uma review não dói mesmo que seja pra dizer que não gostou. Aceito sugestões e elogios, bjs.

Era uma sala escura e nela havia um homem trajando um jaleco meio sujo e roupas comuns vestidas de qualquer jeito amassadas e sujas, seus cabelos castanhos estavam totalmente bagunçados e embaraçados, mas ele não parecia ligar. O homem estava sentado em frente a uma bancada com várias peças de computadores e um notebook ao qual ele lia alguma coisa com a ajuda de seus óculos.

Ao seu redor, vários tubos de ensaio e tubos para experiências químicas estavam por toda parte, alguns até quebrados, papeis espalhados por todo o chão e em cima das mesas que se encontravam no que aparentava ser um laboratório desprovido de luz, a não ser por uma pequena lâmpada pendurada sobre o cientista que iluminava um pouco o seu rosto e as teclas do notebook.

O homem aparentava estar ali há semanas e poderia dizer que também estava sem dormir por suas olheiras muito expostas. Ele pegou de cima da mesa uma xícara com uma rachadura e a direcionou até a sua boca tomando um gole do líquido escuro que havia na mesma. Seus olhos estavam totalmente concentrados em algum texto em seu computador, o qual ele lia rapidamente.

- Leroy? – disse uma voz feminina vinda de trás da porta e em seguida algumas batidas podiam ser ouvidas.

- Sim? – o cientista respondeu.

- Você não acha que já está aí há muito tempo? – perguntou a mulher que se encontrava do lado de fora do laboratório.

- Eu já estou quase chegando onde eu quero. – respondeu o homem sem nem mesmo parar de ler o texto que estava lendo.

- Venha pelo menos jantar, a Melody quer vê-lo. – a mulher insistiu.

- Eu não tenho tempo para isso, não vê que eu estou ocupado, quantas vezes tenho que mencionar a importância dessa pesquisa? Vá embora e deixe-me em paz. – Leroy respondeu sem nem muito alterar seu tom de voz, mas a impaciência em seu timbre estava clara.

A mulher se calou por alguns minutos, provavelmente havia escutado ao homem e ido embora. Leroy vasculhou por baixo de alguns papéis próximos ao computador e achou um celular, ele queria se informar sobre as horas porque o horário que indicava em seu computador estava errado, apertou uma tecla e então sua tela acendeu revelando as horas, eram quinze para as dez da noite.

Deixou o celular sobre os papéis que antes o cobriam e voltou a ler o seu texto, logo em seguida pegou algumas peças mecânicas e fez algum tipo de configuração com uma chave de fenda. Virou seu notebook de cabeça para baixo e encaixou a peça, logo iniciando algum tipo de programa.

A tela ficou toda azul e rapidamente uma barra verde sinalizando que algo estava carregando apareceu, ele fitou-a por alguns segundos enquanto a mesma enchia apreensivo. Seus olhos apertados pela claridade que o brilho da tela causava na sala escura não paravam de olhar sequer um segundo para a barra.

A barra verde estava completamente cheia indicando o final de sua ansiedade e então a tela de seu notebook se apagou completamente e Leroy abaixou sua cabeça demonstrando decepção. Ele suspirou, achou estar tão perto de uma grande descoberta, mas na verdade tudo o que havia feito era quebrar o seu computador.

Um pequeno barulho fez com que o cientista levantasse a cabeça, a tela de seu celular estava acesa e ele curioso o pegou com a certeza de que havia retirado o seu chip, deixando-o ali apenas para se informar das horas. Ele encarou a tela do pequeno aparelho e observou o texto na tela: “Uma nova mensagem”. Não possuía remetente.

- Mas que... – ele virou o celular e abriu sua parte de traz para certificar-se de que o mesmo estava sem o chip e ele estava.

Ele apertou o botão e então a mensagem se abriu: “Bem-vindo ao Mundo Digital”. De repente um grande clarão surgiu da tela de seu notebook e uma energia estranha começou a emanar do mesmo fazendo com que todas as folhas ao seu redor começassem a voar.

- Que porcaria é essa? – o homem ofuscado pelo clarão que era muito mais forte que a luz da pequena lâmpada sobre a sua cabeça começou a apertar rapidamente o botão de desligar do seu aparelho eletrônico em vão.

O seu celular que estava em sua mão também começou a soltar uma forte luz branca tão ofuscante quanto à primeira, essa luz começou a envolver todo o celular fazendo-o mudar de forma. As duas luzes se tornaram azuis e uma reagiu com a outra abrindo um portal de cor roxa que sugou Leroy para dentro do notebook, após o mesmo ser sugado a luz emitida pelo aparelho tornou a ser branca e logo se apagou.

* * *

Leroy acordou em uma floresta algumas horas depois de ser sugado para dentro de seu computador. Sua cabeça doía, uma das lentes de seus óculos estava rachada e suas roupas um pouco rasgadas, parecia ter tomado um tombo. O homem se levantou carregando ainda seu celular que agora havia se transformado em um aparelho diferente.

O aparelho eletrônico que se encontrava em suas mãos era pequeno e branco, possuía uma tela e ao seu redor um círculo azul com botões da mesma cor logo abaixo, ele segurava o aparelho por uma pequena tira também azul.

- Que lugar é esse? Será que finalmente eu encontrei? – ele se perguntava olhando ao redor e procurando qualquer tipo de vida que não seja das tantas árvores que o rodeavam formando a floresta em que Leroy se encontrava.

O cientista virou o aparelho em suas mãos e percebeu que em um dos lados possuía uma abertura para o reconhecimento de alguma espécie de cartão como uma máquina de cartão de crédito. Ele virou novamente o aparelho com a tela em sua direção e começou a encará-la. Logo uma espécie de ovo branco com bolinhas azuis surgiu deixando-o curioso.

- Mundo Digital? – ele tornou a olhar ao redor pensando em não estar sozinho ali, até que um barulho estrondoso o amedronta, algo de um tamanho considerável parecia se aproximar causando um pequeno tremor a cada passo que dava na direção do homem.

Leroy olhava nervoso para o meio de algumas árvores de onde vinha o barulho das fortes pisadas que faziam o chão tremer e então derrubando algumas árvores uma espécie de dinossauro coberto com uma “armadura” de pedra e um grande chifre afiado e pontudo sobre o focinho aparece rugindo para o mesmo.

Por impulso, Leroy apontou seu aparelho para o enorme monstro e então uma grande explosão de luz aconteceu no local em meio aos milhões de flashes de luz o ovo que antes estava na tela se materializou na frente do cientista e rapidamente começou a chocar.