Digimon Adventure - Uma aventura de amor.
10 Quando o assunto esquenta...
Após a tensão da manhã, Tai e os outros decidiram que era hora de recarregar as energias. Foram almoçar juntos e, em seguida, seguiram para as águas termais do resort — um merecido momento de descanso depois de tanta agitação.
Assim que chegaram, não perderam tempo: entraram nas piscinas quentinhas e começaram a aproveitar cada segundo. Kari, Mimi e Sora escolheram um canto mais reservado, onde a água estava especialmente quente e relaxante. Ali, entre risadas e conversas tranquilas, elas deixaram o corpo descansar e a mente fluir, falando sobre tudo — desde os acontecimentos do dia até segredos e sonhos guardados.
Mimi: Ai, essa água tá maravilhosa... bem quente, do jeitinho que eu gosto. — Disse, se acomodando na borda da piscina.
Sora: Mimi, me diz uma coisa... você teria ciúmes do Joe com outra garota?
Mimi: Acho que sim, Sora. Na verdade, quando fui ao shopping comprar umas coisas para vir pra cá, ele foi comigo. A gente acabou almoçando juntos, conversando bastante... e aí, do nada, resolvi perguntar se ele estava namorando. O Izzy tinha comentado que ele andava saindo com uma menina.
Kari: O Joe... saindo com uma garota? — Perguntou surpresa, arregalando os olhos.
Mimi: Sim! E ele confirmou. Disse que era uma colega de trabalho.
Sora: Nossa, você deve ter ficado super sem graça na hora.
Mimi: Fiquei sim. Mas ele explicou que nunca rolou nada entre eles, que era só amizade mesmo. Fiquei aliviada... embora ainda meio desconfiada, sabe?
Kari: Mas pelo menos ele não ficou com ela. Acho que ele já gostava de você, Mimi.
Mimi: Gostava sim. Tanto que, no mesmo dia, ele foi até minha casa levar uma sacola de compras que tinha ficado no carro dele. A gente acabou assistindo uns filmes na sala... e depois de um tempo, eu contei que gostava dele.
Sora: Sério?! — Disse surpresa, com um sorriso curioso.
Kari: Uau, Mimi!
Mimi: Antes de tudo, ele me perguntou se eu já tinha ficado com alguém... fiquei super sem graça e acabei contando que nunca tinha beijado antes.
Sora: Sério mesmo?
Kari: Não acredito!
Mimi: É verdade, meninas. Apesar de ser toda animada e extrovertida, o Joe foi o primeiro que eu beijei. Quando contei isso, ele se ofereceu pra me ensinar... e eu aceitei.
Sora: Não creio! — Disse surpresa, rindo.
Mimi: É sério! E olha... foi uma experiência incrível. Super respeitoso, mas ao mesmo tempo muito especial.
Kari: Mimi, sua safadinha! — Brincou, rindo.
Mimi: Gente, o Joe tem cara de quietinho, mas surpreende. Ele me deixou super à vontade, foi gentil e cuidadoso. A gente se beijou com calma, e foi ficando cada vez mais intenso.
Sora: Pelo jeito foi bom mesmo. Mas... vocês chegaram a ir além?
Mimi: Não, não. Foi só beijo mesmo. Mas foi especial demais.
Sora: Acho que é melhor assim. Primeiro encontro pede leveza, né?
Kari: Concordo. Essas coisas têm que acontecer com alguém que a gente realmente gosta, e no momento certo.
Mimi: Verdade. E com o Joe, mesmo só com os beijos, já foi tudo muito marcante. Me senti segura e feliz. Foi um momento só nosso.
Sora: Nossa, Mimi... para chegar nesse ponto, o clima entre vocês dois devia estar mesmo muito especial.
Mimi: Foi sim. Mas e você, Sora? Já teve sua primeira vez?
Sora: Ainda não. Eu sou virgem. O Tai foi o primeiro garoto com quem fiquei de verdade. Acho que fui como você — tudo aconteceu com calma. Nosso beijo foi ótimo, mas o momento não pedia mais do que isso. E, sinceramente, foi perfeito do jeito que foi.
Mimi: E se acontecer? Você acha que estaria pronta?
Sora: Talvez sim... talvez não. Acho que prefiro deixar as coisas acontecerem naturalmente, sem pressão. Quando for a hora certa, eu vou saber.
Kari: Bom... já que estamos sendo sinceras, eu também sou virgem. Nunca pensei muito sobre isso, até porque o único garoto que eu realmente gosto é o T.K. E eu nunca tive com quem conversar sobre esse assunto. Minha mãe provavelmente ficaria super desconfortável se eu tocasse nesse tema. Mas com vocês... eu me sinto segura. Se um dia acontecer com o T.K., quero que seja especial, só nosso.
Sora: Você disse tudo, Kari. A primeira vez tem que ser com alguém que a gente confia e ama. Não precisa ser perfeita, só precisa ser verdadeira.
Mimi: Concordo. E olha, mesmo que não tenha acontecido nada além dos beijos, só de estar com o Joe daquele jeito já foi marcante. Ele me fez sentir segura, respeitada... e isso vale muito.
Kari: Isso é o mais importante. Não é sobre pressa, é sobre conexão.
Sora: E sobre se sentir pronta. Cada uma tem seu tempo, e está tudo bem com isso.
As três ficaram em silêncio por alguns segundos, apenas ouvindo o som suave da água e sentindo o calor relaxante das termais. Era um daqueles momentos raros em que a amizade se fortalecia no silêncio e na confiança.
Mimi: Sabem... é bom poder falar disso com vocês. Sem julgamentos, sem vergonha. Só... sendo a gente mesma.
Kari: Eu também sinto isso. Como se estivéssemos crescendo juntas, sabe?
Sora: E estamos. Cada uma no seu ritmo, mas sempre lado a lado.
Elas sorriram, cúmplices, enquanto o vapor subia suavemente ao redor. A tarde ainda estava só começando, e a noite prometia ser cheia de luzes, música e novas memórias.
Logo próximo dali...
Tai: Caramba... aquelas meninas conversam mais que rádio ligado no volume máximo. Mulher tem assunto pra horas! — Disse, olhando na direção da piscina onde Kari, Sora e Mimi estavam.
Izzy: Verdade. Falando nisso... alguém viu a Meiko e a Catherine?
Matt: Vi as duas indo pra outra piscina, ali do lado. Estão bem perto das meninas.
Izzy: Hmm... Tai, você parece bem interessado em saber onde a Catherine tá, hein. — Provocou com um sorriso malicioso.
T.K: É mesmo, Tai. Tá rolando alguma coisa aí que a gente não sabe? — Perguntou, entrando na brincadeira.
Tai: Ah, qual é, gente! Só perguntei onde elas estavam. Agora não pode nem perguntar mais que já vira novela?
Izzy: Calma, foi só uma zoeira. Não precisa se defender tanto assim. — Riu.
Tai: Relaxa, estou brincando também. Mas mudando de assunto... quem aí tá animado pra festa de hoje à noite?
T.K: Eu estou! Quero dançar, curtir, aproveitar. A gente merece depois do que rolou hoje.
Matt: Só pega leve, viu, T.K.? Se for beber, que seja energético. Nada de exageros.
T.K: Pode deixar, Matt. Não vou exagerar. Um drinkzinho não mata ninguém, né?
Tai: Concordo. O T.K. já está grandinho, sabe se cuidar.
Joe: Engraçado você falar isso, Tai... mas quando é com a Kari, você vira o irmão superprotetor.
Tai: Ah, mas a Kari é menina, né? E... bom, eu já parei com isso. Estou tentando dar espaço pra ela.
Matt: Parou? Por quê? Aconteceu alguma coisa?
Tai: Não, nada demais. — Respondeu, desviando o olhar, tentando disfarçar que sabia do envolvimento da irmã com T.K.
Izzy: Na festa, acho que vou ficar só nos drinks também. Quem sabe não conheço alguém interessante por lá?
Joe: Você está empolgado, hein, Izzy?
Izzy: Claro! E entre nós... vocês acham que eu teria alguma chance com a Mimi?
Os garotos se entreolharam, alguns riram, outros fingiram pensar.
Tai: Olha, Izzy... eu acho que não, parece que ela está afim de u outro cara.
Izzy: É, eu percebi. Mas não custa sonhar, né?
Matt: Sonhar é de graça, Izzy. Só não vai virar drama de novela se não rolar.
T.K: Quem sabe você não conhece alguém novo hoje?
Izzy: É... quem sabe. A noite é uma criança!
Eles riram juntos, deixando a conversa fluir com leveza. O clima era de descontração, e a expectativa pela festa só aumentava.
Tai: Esquece ela, Izzy. E outra... tentar algo com alguém que já está comprometida não é legal, viu?
Izzy: É, você tem razão. Mas quem sabe eu não conheço alguém novo hoje à noite na festa?
Tai: Já que o assunto é esse... vamos elevar o nível da conversa.
Matt: Elevar como assim? — Perguntou, desconfiado.
Tai: Vamos falar de um tema mais... adulto. Tipo, sexo. Joe, você que é o mais velho aqui, tem alguma experiência?
Joe: Para ser sincero? Só na teoria mesmo. Nunca passei da parte dos livros e conselhos. Na prática... ainda não rolou.
Matt: Uau, Joe. Se fosse há um tempo, você teria ficado vermelho só de ouvir essa palavra.
Joe: Pois é. Mas a gente cresce, né? Uma hora tem que encarar esses assuntos com naturalidade.
Tai: E você, Izzy?
Izzy: Estou no mesmo time do Joe. Sei o básico, mas experiência mesmo... zero.
T.K: Acho que nem preciso responder, né? Vocês já sabem.
Tai: Sabemos sim, T.K.
Matt: E você, Tai? Só tá jogando as perguntas pra gente...
Tai: Estou no mesmo barco, galera. Nunca aconteceu de verdade. Mas teve uma vez, depois do treino de futebol, que fiquei com uma garota. A gente estava naquele clima, os beijos estavam pegando fogo... aí o celular dela tocou. Era a mãe dela. Teve que ir embora na hora.
T.K: Caramba, quase, hein, Tai?
Matt: Teve uma vez que eu...
Mimi: Voltamos, meninos! — Anunciou com um sorriso, interrompendo Matt no meio da conversa.
Tai: Achei que vocês tinham desaparecido de vez.
Mimi: Às vezes é bom tirar um tempinho só para a gente, sabe? Conversar sobre assuntos de meninas. — Disse, piscando para Kari e Sora, que riram discretamente.
Matt: Justo. Todo mundo precisa de um momento só seu.
Joe: Mas falando nisso... não tá na hora da gente se arrumar pra festa? Se demorarmos muito, vamos perder o começo.
Sora: Verdade, Joe. Vamos subir logo.
Izzy: Pelo que eu vi no mapa do resort, a festa vai até de madrugada. Ela acontece numa área mais afastada, justamente para não incomodar quem quer dormir cedo.
Tai: Sério? Que organização!
Izzy: Sim. Parece que vai ser bem animada.
T.K: Então bora! E vamos chamar a Meiko e a Catherine também.
Tai: Isso aí. Partiu!
Depois de um dia inteiro curtindo a piscina e relaxando nas águas termais, os Digiescolhidos começaram a se preparar para a grande festa da noite. A expectativa era alta — todos estavam animados para dançar, rir e aproveitar cada momento. Mas o que eles não sabiam... é que aquela noite guardava surpresas que mudariam tudo.
Continua...
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