Digimon Adventure - Uma aventura de amor.
20 O fim de uma aventura
Anteriormente...
O grupo então se levantou. Tai e os outros acompanharam as meninas até a suíte delas. Ficaram conversando mais um pouco, trocando olhares e carinhos, e logo cada um se despediu de sua namorada antes de voltar para sua própria suíte.
Naquele momento, todos sabiam que o dia seguinte marcaria o fim da viagem. Era hora de voltar para Odaiba, retomar suas vidas de antes. Mas agora, com os novos relacionamentos assumidos, uma nova fase estava apenas começando.
**
Depois daquela madrugada em que Tai revelou seu relacionamento com a Sora, o dia começou a nascer. Os primeiros raios de sol entravam pela janela do quarto. Joe e Gomamon já estavam de pé e tinham se arrumado para tomar café da manhã. Matt, Gabumon, T.K. e Patamon, junto com Izzy e Tentomon, também já estavam acordados e conversavam animadamente. Tai, por outro lado, ainda dormia profundamente, e até mesmo Agumon já havia levantado.
Izzy: Impressionante como o Tai consegue dormir tanto assim, Agumon.
Agumon: Ele tem um sono pesado... às vezes nem a Kari consegue acordar ele.
Gabumon: O Matt não costuma dormir tanto quanto o Tai.
Matt: Bom, com a correria da faculdade e do trabalho, só consigo acordar tarde nos fins de semana. Afinal, ninguém é de ferro.
Joe: Verdade. Eu já acostumei a levantar cedo e deixar tudo em ordem.
Gomamon: Ah, mas você não conta, Joe. Você é um dos mais precavidos daqui.
T.K: Pior que é verdade. — Disse rindo.
Agumon: Mas o bom de acordar cedo na casa do Tai é que dá pra comer bastante.
Gabumon: Você é igual a ele, só pensa em comida.
Izzy: No café da manhã e no almoço vocês foram os que mais comeram.
Agumon: Só um pouquinho... — Respondeu rindo, tentando disfarçar.
Enquanto conversavam, alguém bateu à porta. Joe foi atender e se deparou com a Sora.
Sora: Bom dia, Joe! Bom dia, meninos!
Joe: Bom dia, Sora.
T.K./Matt/Izzy: Bom dia, Sora! — Disseram juntos.
Sora: Como vocês estão?
Matt: Estamos bem.
Sora: E o Tai? Já está se arrumando? — Perguntou, ao notar que todos estavam ali, menos ele.
Izzy: Sora... você conhece o Tai melhor do que ninguém, não é?
Sora: Ah não... não me diga que...
Joe: Isso mesmo. Nem precisamos falar mais nada.
Agumon: Ele continua dormindo.
Sora: Ai ai... eu já devia imaginar que isso ia acontecer. — Disse, revirando os olhos com um sorriso divertido. — Deixa comigo, eu acordo ele. — Disse, caminhando até a cama.
Tai estava completamente entregue ao sono, virado de lado e abraçado ao travesseiro. Agumon olhou curioso, como se já soubesse o que estava prestes a acontecer. Sora se aproximou devagar, inclinou-se e falou baixinho:
Sora: Tai... já está na hora de levantar.
Ele resmungou, virou para o outro lado e continuou dormindo. Os meninos riram discretamente.
Matt: Boa sorte, Sora. A gente já tentou e não deu certo.
Sora revirou os olhos, mas manteve o tom doce. Sentou-se na beira da cama e mexeu nos cabelos dele.
Sora: Vamos, dorminhoco... se não levantar agora, vai perder o café da manhã.
Tai: Cinco minutinhos... – Disse Abrindo um olho sonolento.
Sora: Se você levantar agora, eu prometo que vou te recompensar depois. – Falou aproximou-se mais e sussurrou no ouvido dele.
Tai abriu os olhos assustado, sentou-se rápido e olhou ao redor confuso.
Tai: O quê?! O que aconteceu? — Disse acordando assustado.
Todos no quarto caíram na risada.
Izzy: Calma, Tai...É só a Sora tentando te acordar.
Matt: Você parecia pronto para sair correndo com o Agumon.
Agumon: Eu já tinha levantado faz tempo, mas sabia que só a Sora ia conseguir acordar você.
Tai: Nossa... você quase me matou de susto. — Disse passando a mão nos cabelos e olhando para a Sora.
Sora: Se eu não fizesse isso, você ia dormir até o almoço. — Disse rindo.
Joe: Pelo menos agora ele está de pé. Milagre!
T.K: E tudo graças à Sora.
Tai: Tá bom, tá bom... você venceu. – Disse Tai sorrindo sem graça. — O que você está fazendo aqui tão cedo, Sora? – Disse ainda meio sonolento, com o cabelo todo bagunçado.
Sora: Vim salvar sua vida, Tai. Você esqueceu de arrumar suas coisas de novo, e eu não vou deixar você voltar pra Odaiba só com a roupa do corpo.
Joe: Isso mesmo, Sora. Dá uma bronca nele, porque o Tai dorme tanto que quando acorda nem sabe em que planeta está.
Tai: Ah, foi mal, amor..., Mas também não precisa me crucificar assim, né Joe – Falou com voz arrastada, tentando se defender.
Matt: Mas bem que você merece, Tai. Se fosse campeonato de preguiça, você ganhava medalha de ouro.
Tai: Tá bom, tá bom... já entendi – Disse se levantando devagar, ainda tropeçando nos próprios pés.
Enquanto Tai tentava se arrumar, Sora já estava de prontidão, dobrando roupas e organizando as malas. O contraste era engraçado: ela ágil e prática, ele meio lento e perdido, como se ainda estivesse sonhando.
Ela colocou as roupas dobradas na mala, ajeitou os tênis e guardou os acessórios que estavam espalhados pelo quarto. Tai observava, meio sem graça, mas também aliviado por ter alguém cuidando da bagunça. Joe, que estava por perto, não resistiu e comentou:
Joe: Se não fosse a Sora, você ia voltar só com o pijama, Tai.
Matt: Verdade. Acho que ela merece uma medalha por paciência.
Tai riu, ainda com voz de sono, e se aproximou dela.
Tai: Valeu, amor. Se não fosse você, eu ia esquecer até de levar as malas.
Sora: Pois é.… por isso eu estou aqui. Agora fica quietinho e deixa que eu termino.
No fim, a mala ficou impecável, organizada como nunca. Tai olhou para ela e sorriu, sabendo que sem a Sora estaria perdido.
Sora: Pronto, acho que agora não falta mais nada!
Tai: Nossa, já terminou, Sora? – Disse surpreso, ainda coçando os olhos.
Sora: Claro, você acha que eu brinco em serviço? – Falou piscando para ele.
Tai: Muito obrigado, Sora. Depois eu te recompenso com alguma coisa – Disse dando um beijo rápido em seu rosto.
Sora: Que tal começar com um beijo bem gostoso?
Tai: Hum... você tirou as palavras da minha boca.
Joe: Ei, galera, vocês não vão começar a se agarrar aqui não, né?
Tai: Relaxa, Joe. Por enquanto não.
Sora: Vamos logo, todos já estão na mesa do café, só falta a gente.
Tai: E o Agumon, nem pra me acordar... que parceiro, hein.
Sora: Ele disse que não quis te acordar porque você chegou tarde e precisava descansar.
Tai: Entendo..., mas para comer ele sempre é o primeiro.
Joe: Isso é fato.
Sora: Você e ele são dois esfomeados.
Joe: Ela tem razão, Tai.
Sora: Então vamos indo, senão ficamos sem nada. E viajar com fome é horrível.
Tai: Tá bom, tá bom... já tô indo.
O grupo seguiu para o restaurante do resort. A mesa já estava farta: pães, frutas, sucos, ovos mexidos e uma pilha de panquecas que chamava atenção de longe. Agumon foi o primeiro a se servir, enchendo o prato como se fosse o último café da manhã da vida dele. Tai, ainda meio sonolento, se sentou ao lado e não demorou a imitá-lo.
Joe: Eu sabia... vocês dois são iguais.
Izzy: Isso não é café da manhã, é um banquete particular.
Matt: Se deixar, eles comem até o cardápio.
Sora: Eu já disse, o Tai e o Agumon são dois esfomeados.
Tai, com a boca cheia, tentou se defender.
Tai: Ei, eu preciso de energia para a viagem!
Agumon: Eu também!
Todos riram da cena. Kari serviu um pouco de suco para T.K., enquanto Mimi aproveitava para experimentar todas as frutas da mesa. Catherine e Meiko trocavam olhares divertidos, comentando como aquele grupo nunca perdia a chance de transformar qualquer momento em uma comédia.
Joe: Pelo menos vamos viajar de barriga cheia.
Izzy: Isso é, se sobrar comida depois que o Tai e o Agumon terminarem.
Matt: Acho que o resort vai sentir falta deles quando formos embora.
Sora olhou para Tai com carinho, balançando a cabeça.
Sora: Só você mesmo para transformar um café da manhã em espetáculo.
Tai: Mas você gosta, vai...
O clima era leve, cheio de risadas e brincadeiras. Ao mesmo tempo, todos sabiam que aquele era o último café da manhã juntos no resort. A despedida estava próxima, e cada detalhe parecia mais especial.
Izzy: Estou muito feliz por ter vindo descansar aqui. Eu realmente estava precisando disso.
Matt: Concordo, Izzy. Eu também estava precisando de um tempo assim.
Agumon: O Tai e o Izzy tiveram uma ideia excelente.
Tai: Valeu, Agumon.
Tentomon: É verdade. Até os pais do Izzy disseram que ele precisava desse descanso.
Mimi: Na verdade, esse passeio fez bem pra todos. Eu estava muito estressada por causa dos desfiles, era tudo muito corrido e eu não conseguia organizar meu tempo. Mas depois disso, estou com as energias renovadas... uma nova Mimi.
Tailmon: Concordo com a Mimi. No Digimundo nunca tivemos esse tipo de diversão. Vir pra cá com vocês foi especial.
Gabumon: Disse tudo, Tailmon! Antes nem éramos aceitos no mundo de vocês, e agora estamos aqui, num lugar lindo desses. É um privilégio mesmo.
Sora: Todos merecemos. Além de passear, acabamos encontrando nossas almas gêmeas... se é que vocês me entendem.
Catherine: Disse tudo, Sora! Parabéns, representou muito bem.
Kari: Com aquele flagra que demos em vocês, não tinha como ela não representar, né Catherine? – Brincou.
Izzy: Ai, nem me fala... – Tentou disfarçar.
Joe: Concordo com o Izzy.
Gomamon: Joe, por acaso você está escondendo alguma coisa?
Joe: Eu? Como assim escondendo algo?
Gomamon: Talvez tenha algum segredo aí.
Joe: Claro que não! Até parece que eu iria esconder alguma coisa.
Os Digiescolhidos permaneceram conversando por um bom tempo, rindo e relembrando momentos da viagem. Mas, inevitavelmente, a hora da partida chegou. Um a um, eles se levantaram, pegaram suas malas e seguiram juntos até o micro-ônibus que já os aguardava na entrada do resort.
O clima era de despedida, mas também de satisfação. Ao chegarem, começaram a guardar as malas no compartimento de bagagem, ajudando uns aos outros, e depois foram entrando aos poucos. Cada um se acomodou em seu lugar, sempre ao lado de seu parceiro Digimon, como era de costume. O ambiente dentro do veículo logo ficou cheio de vozes, risadas e aquela sensação de união que só eles compartilhavam.
A viagem de volta para Odaiba seria longa, mas ninguém parecia se importar. Afinal, teriam tempo suficiente para descansar, conversar e aproveitar os últimos momentos juntos antes de retornarem às suas rotinas. No fundo, todos sabiam que dali em diante novas situações iriam surgir, e que aquela viagem tinha sido apenas o início de uma nova fase.
Durante o trajeto, alguns se distraíam olhando pela janela, outros conversavam animadamente com seus Digimons ou trocavam confidências com os amigos. Tai, sentado ao lado de Agumon, parecia pensativo. Depois de alguns minutos, ele se inclinou e chamou Izzy com um tom mais sério, como quem precisava falar algo importante.
Tai: Izzy, vem cá um instante. Preciso conversar com você.
Sem entender muito bem o motivo, Izzy não hesitou. Levantou-se, trocou de lugar com Agumon e se sentou ao lado de Tai, curioso para saber o que estava por vir.
Izzy: Pronto, estou aqui, Tai. O que você quer conversar?
Tai: Bom... lembra que você tinha comentado estar interessado na Catherine? Pois é, nós vimos vocês dois se beijando.
Izzy: Sim, mas qual é o problema nisso?
Tai: Problema nenhum. Só fiquei pensando no que fez você mudar de ideia. Lembro que antes de irmos para o resort, quando eu toquei no assunto, você quase teve um troço. Ficou super sem jeito e cortou a conversa na hora.
Izzy: Ah, verdade... aquele dia eu não soube lidar. Quando a Catherine chegou aqui no resort, algo diferente aconteceu. Ela me chamou atenção de uma forma inesperada. Fazia muito tempo que não nos víamos, e agora... ela está ainda mais linda. Não deu pra resistir – Disse rindo, meio sem graça.
Tai: Então quando você quer alguma coisa, não perde tempo, né?
Izzy: Isso é verdade. Eu não costumo deixar passar oportunidades.
Tai: Você sabe que é um grande amigo pra mim. Desejar o melhor pra você é o mínimo que eu posso fazer.
Izzy: Que isso, Tai... não precisa exagerar. Mas obrigado pela consideração, significa muito.
Tai: Só quero que você seja feliz, Izzy. E se a Catherine te faz bem, então aproveite esse momento.
Izzy: Pode deixar. Eu vou cuidar pra que dê certo. Afinal, não é todo dia que a gente encontra alguém que mexe tanto com a gente.
Tai e Izzy estavam sentados lado a lado, falando em voz baixa. Izzy gesticulava um pouco, tentando explicar seus sentimentos, enquanto Tai o ouvia com atenção. O clima era sério, mas leve.
De repente, Catherine, que estava algumas fileiras atrás, inclinou-se curiosa. Ela percebeu que os dois estavam falando sobre algo que claramente envolvia seu nome.
Catherine: Ei, vocês dois... por acaso estão falando de mim? – Disse sorrindo, mas com aquele tom provocador.
Izzy: N-não... quer dizer... sim... mas não desse jeito! – Disse engasando com as próprias palavras e tentou disfarçar.
Tai: Pois é, Catherine. Ele estava justamente me contando como você chamou a atenção dele desde que chegaram ao resort.
Catherine: Ah é? Então quer dizer que eu virei assunto particular entre vocês?
Izzy: Bom... eu só estava explicando pro Tai... que você... enfim... que e achei você interessante.
Catherine: Não precisava explicar tanto, Izzy. Eu já tinha percebido. – Disse aproximando-se e dando um leve beijo na bochecha de Izzy.
O grupo que estava por perto caiu na risada.
Matt: Olha só, Izzy... flagrado de novo!
Mimi: Vocês dois não conseguem esconder nada.
Izzy: Vocês não entendem... eu só queria que fosse discreto. – Falou ainda vermelho, tentou se defender.
Tai: Discreto? Com esse grupo? Impossível.
Catherine riu e segurou a mão de Izzy, deixando claro que não se importava com a situação. Sora se aproximou de Kari, que estava distraída olhando pela janela do ônibus, e puxou assunto com um sorriso.
Sora: Posso te perguntar uma coisa, cunhadinha?
Kari: Claro que pode, Sora. O que foi?
Sora: Eu percebi que você anda radiante ultimamente... muito feliz com tudo que está acontecendo entre você e o T.K.
Kari: Vou ser sincera. Feliz é pouco. Eu esperei por isso durante muito tempo e finalmente aconteceu. Agora parece que tudo se encaixou.
Sora: Fico muito contente por você. O que mais me impressiona é o fato do Tai ter aceitado numa boa. Afinal, você sabe como ele é ciumento quando o assunto é você.
Kari: Você tem razão. Mas depois daquele dia em que eu e o T.K. fomos flagrados por vocês, eu tive uma conversa séria com o Tai. Expliquei que não adiantava ele ficar pegando no meu pé, porque eu não era mais uma criança de oito anos. Ele entendeu e ficou tranquilo depois disso.
Sora: Quem diria que você conseguiria mudar a cabeça dele... fico feliz que ele tenha parado de te tratar como se fosse uma menininha.
Kari: Pois é. Mas falando no T.K., quando você vai lá em casa? Quando meus pais souberem que você e o Tai estão namorando, vai ser uma surpresa enorme. Você não acha?
Sora: Nem me fale... eu já pensei nisso várias vezes. Mesmo conhecendo seus pais e indo sempre na sua casa, chegar lá como namorada e não como amiga vai ser um pouco vergonhoso.
Kari: Vergonhoso pra quem? Você já é de casa há muito tempo. Minha mãe adora você, vocês passam horas inventando receitas malucas juntas. Ela gosta muito da sua companhia.
Sora: Vendo por esse lado, você tem razão, Kari. Acho que estou só fazendo drama à toa.
As duas riram juntas, criando um clima leve e cúmplice, como se compartilhassem um segredo especial.
Sora e Kari estavam rindo juntas, trocando confidências sobre o relacionamento da Kari com T.K. A conversa fluía naturalmente, cheia de cumplicidade e segredos de “cunhadinhas”. Kari falava animada sobre como estava feliz com o T.K., enquanto a Sora comentava sobre como o Tai havia mudado seu jeito ciumento. Tai, que estava sentado alguns lugares à frente, fingia estar distraído olhando pela janela. Mas, na verdade, ele estava prestando atenção em cada palavra. Quando ouviu seu nome ser citado mais uma vez, não resistiu.
Tai: Ei, ei, ei... calma aí! Vocês duas estão falando de mim, não estão?
Kari e Sora se entreolharam e começaram a rir.
Kari: Talvez... mas só coisas boas, pode ficar tranquilo.
Sora: É, Tai. Estávamos comentando como você finalmente deixou de ser o “irmão ciumento número um”.
Tai: Ah, então é isso? Vocês estão me pintando como o vilão da história?
Kari: Não é vilão, Tai. É só que você sempre quis me proteger demais.
Sora: Mas relaxa, agora você já está mais tranquilo... e isso é ótimo.
Tai: Tá bom, tá bom... eu admito. Talvez eu tenha exagerado um pouco no passado. Mas vocês sabem que eu só queria cuidar da Kari. — Falou fazendo cara de sério, mas logo soltou uma risada.
Kari: Eu sei, Tai. E eu agradeço por isso. Mas agora eu cresci, e você precisa confiar em mim.
Sora: E confiar no T.K. também, né?
Tai: Pois é... mas se ele pisar na bola, eu ainda sou o cunhado ciumento reformado.
Todos riram, inclusive T.K., que levantou as mãos em sinal de rendição.
T.K: Relaxa, Tai. Eu prometo que não vou dar motivo pra você voltar a ser ciumento.
O clima ficou leve e cheio de risadas, mostrando que, apesar das provocações, havia muito carinho e confiança entre eles.
Tai, que já tinha se intrometido na conversa de Kari e Sora, ficou ouvindo mais um pouco e não resistiu. Ele se levantou e falou alto para todos ouvirem:
Tai: Pronto, podem me chamar de “cunhado ciumento reformado”. Mas aviso que ainda estou de olho!
Matt: Olha só, Tai... você acabou de fundar um clube. O “Clube dos Cunhados Ciumentos”!
Joe: Eu apoio essa ideia. Afinal, alguém precisa manter a ordem, não é?
Gomamon: Ordem? Você só quer arrumar desculpa pra dar bronca nos outros, Joe.
Joe: Ei, não é bronca... é responsabilidade!
Sora: Vocês dois são impossíveis. Em vez de clube dos ciumentos, deveriam fundar o clube dos dramáticos.
Kari: Concordo. O Tai já é presidente, e o Joe pode ser o vice.
Tai: Ei, pera aí! Eu não sou tão dramático assim.
Matt: Não, claro que não... você só faz discursos toda vez que a Kari fala com o T.K. – Disse provocando.
Todos caíram na gargalhada. Até T.K., que estava quieto, levantou as mãos em rendição.
T.K: Tá bom, tá bom... eu prometo que não vou dar motivo pra vocês convocarem uma reunião do clube.
Agumon: Mas se tiver reunião, eu quero participar. Só pra ter comida no meio. — Falou comendo uma fruta.
O ônibus inteiro explodiu em risadas. O clima de despedida se transformou em uma viagem leve, cheia de brincadeiras e provocações carinhosas, reforçando ainda mais os laços entre eles.
Após algumas horas de viagem, o micro-ônibus finalmente entrou pelas ruas movimentadas de Odaiba. Do lado de fora, o sol já começava a se pôr, tingindo o céu com tons alaranjados e rosados, criando um cenário acolhedor para o retorno.
Dentro do veículo, os Digiescolhidos se animaram ao reconhecer os lugares familiares. Kari apontava pela janela, mostrando para T.K. alguns pontos da cidade, enquanto Mimi comentava sobre como sentia falta das lojas e cafeterias dali. Agumon, com os olhos brilhando, já pensava no que iria comer assim que chegasse.
Joe, sempre preocupado, lembrava a todos de não esquecerem suas malas. Izzy, por sua vez, já estava com o laptop no colo, anotando ideias e reflexões sobre tudo o que haviam vivido no resort. Matt e Gabumon trocavam olhares cúmplices, como quem já planejava a próxima aventura.
Quando o micro-ônibus estacionou, todos se levantaram quase ao mesmo tempo. O barulho das malas sendo retiradas do bagageiro misturava-se às conversas animadas. Sora ajudava Tai a organizar seus pertences, enquanto Kari e T.K. caminhavam lado a lado, sorrindo discretamente.
O grupo se reuniu em frente ao ônibus por alguns instantes, olhando uns para os outros. Havia um sentimento de gratidão no ar: aquela viagem não tinha sido apenas um passeio, mas um momento de renovação, de descobertas e de fortalecimento dos laços entre eles e seus Digimons.
Tai, com seu jeito de líder, resumiu em poucas palavras o que todos sentiam:
Tai: Estamos de volta, mas isso não é o fim. É só mais um começo.
O micro-ônibus havia deixado o resort para trás, e agora, na praça central de Odaiba, os Digiescolhidos se reuniam pela última vez antes de cada um seguir para casa. O clima era de despedida, mas também de gratidão.
Tai: Essa viagem não foi apenas diversão. Foi um capítulo da nossa história, e eu nunca vou esquecer o que vivemos juntos. – Disse segurando a mão da Sora
Sora: Foi mais do que um passeio... foi um momento que nos uniu ainda mais. E eu vou guardar isso no coração.
Kari: Eu esperei muito por tudo isso. Essa aventura me fez perceber que crescemos, mas continuamos juntos. – Falou encostada no ombro de T.K.
T.K: E eu prometo que vamos continuar crescendo lado a lado. Essa viagem foi só o começo.
Izzy: Até eu, que vivo mergulhado em dados, percebi que o que realmente importa são os momentos que compartilhamos. Catherine, obrigado por me lembrar disso.
Catherine: E eu vou lembrar sempre que essa viagem nos aproximou de uma forma especial. — Falou sorrindo para ele.
Mimi: Eu estava tão estressada antes... mas agora me sinto renovada. Essa aventura me devolveu a energia e me fez sentir uma nova Mimi.
Matt: E também nos mostrou que somos mais do que amigos. Somos uma família, e nada vai mudar isso.
Joe: Eu sempre me preocupo demais, mas essa viagem me fez perceber que às vezes é preciso relaxar e aproveitar. Obrigado a todos por me lembrarem disso.
Gomamon: E eu vou lembrar que até nos momentos sérios, sempre cabe uma risada.
Gabumon: Antes não éramos aceitos aqui, mas agora estamos juntos em um lugar lindo. Somos privilegiados por ter vocês.
Tailmon: Vocês nos deram algo que nunca tivemos no Digimundo: momentos de pura diversão e amizade.
O silêncio tomou conta por alguns segundos, como se todos quisessem gravar aquele instante no coração. Então, um a um, começaram a se despedir com abraços apertados, promessas de reencontros e olhares que diziam mais do que palavras.
Os táxis foram chegando, levando cada dupla para casa. A praça foi se esvaziando lentamente, mas a sensação de união permanecia. Era o fim daquela aventura, mas também o início de novas histórias que ainda estavam por vir.
E enquanto cada um seguia seu caminho, a certeza era clara: o resort ficaria para sempre como uma lembrança romântica e especial, um capítulo inesquecível na jornada dos Digiescolhidos.
E assim, após risadas, confissões e momentos inesquecíveis, os Digiescolhidos retornaram a Odaiba. O resort ficou para trás, mas não como um simples lugar: tornou-se um símbolo de amizade, amor e descobertas.
Cada abraço na despedida carregava a promessa de reencontros, cada olhar dizia que nada seria esquecido.
O silêncio da praça, após os táxis partirem, guardava em si a essência daquela aventura.
Porque o verdadeiro fim não estava na viagem, mas sim na certeza de que, onde quer que estivessem, seus corações continuariam ligados — como páginas de um livro que jamais se fecha.
Fim...
Fale com o autor