Notas iniciais
Oi pessoal... mantendo minha promessa, apesar da hora, cá esta minha humilde pessoa postando o ultimo capitulo de DA 3.2 ^-^ Que felicidade, estou terminando mais uma fic *-* POR FAVOR, LEIAM AS NOTAS FINAIS Espero que gostem do capitulo. A parte final dele trouxe lagrimas aos meus olhos... Enjoy ^-^

Kuzuhamon pousa no navio soltando imediatamente TK e Kari. Tailmon salta do ombro do Digimon raposa e assim com os dois humanos se dirige para a amurada, saltando e pousando sobre ela, para olhar em direção à Ilha Viral.

– Goldramon. – sussurra TK ao ver ao longe uma coluna de fogo se formar no céu.

Vendo o estado de TK, Kari se aproxima dele e abraça o namorado por trás descansando sua cabeça em suas costas. O que ele precisava não era palavras de consolo, ou qualquer coisa do gênero, ela sabia que o mais importante que podia fazer por ele, era ficar ao seu lado.

Segundos depois de Kuzuhamon chegar ao navio, BanchoLeomon pousou deixando no convés aqueles que vieram com ele e logo se dirigiu a Kuzuhamon.

– Vou lá tentar ajuda-lo. – falou o Digimon raposa assim que sentiu a aproximação do amigo. – Garanta que os Digiescolhidos fiquem o mais longe possível da zona do redemoinho. Vou tentar ajudar Goldramon.

– Deixa comigo. – BanchoLeomon colocou uma mão sobre o ombro de Kuzuhamon. – E você vai ajudá-lo. Boa sorte. – ouvindo as palavras confiantes de seu amigo Kuzuhamon rumou novamente para a Ilha Viral.

BanchoLeomon começou a delegar ordens para os poucos Digimons que estavam no navio, incluindo alguns dos Digiescolhidos – ele não ousou chamar por TK ou Kari, mas Tailmon veio ajuda-lo –, para preparar tudo o mais rápido para a partida deles.

Alguns segundos depois as velas do navio já estavam içadas e eles estavam navegando para longe da ilha Viral com todos os Digiescolhidos a bordo.

Kuzuhamon estava chegando na ilha Viral quando viu Goldramon se lançar por entre a parede de chamas e chocar seu corpo contra o de NeoMyotismon, lançando os dois novamente na direção do castelo e sumindo de sua vista ao adentrarem nele.

O Digimon raposa voou com mais velocidade em direção a ilha – desviando de alguns Digimons aliados voadores que encontrava pelo caminho, ordenando que eles fosse o mais rápido que podiam para os navios – ao ver que a ilha já estava afundando e a água, quase chegando ao castelo pela parte de fora.

O humanoide Digimon foi até o topo do castelo e começou a descer pelos buracos que os outros dois Digimons haviam feito. Ele conseguia ouvir perfeitamente o som da água já entrando por todos os orifícios do castelo.

Ele sabia que estava correndo contra o tempo, ele tinha que impedir que o Digimon dos Digiescolhidos – sabia disso pois, TK havia falado que Goldramon era o seu Patamon em sua mega forma – se molhasse com a água negra do Oceano Escuro.

Assim que avistou Goldramon, ficou chocado ao o vê-lo voltar a sua forma rokkie muito cansado, mas ele não deixou isso abate-lo. Voando em velocidade máxima ele foi em direção ao pequeno Digimon, mas ele não foi sozinho.

As águas negras romperam por todos os lados indo em direção ao pequeno Digimon. Amarguradamente, Kuzuhamon viu que não conseguiria chegar a tempo de pegar Patamon ao sentir a água bater em si, mas mesmo assim o Digimon mega foi em frente.

A água negra bateu contra o corpo do pequeno Digimon e as mãos de Kuzuhamon envolveram ele no segundo seguinte impedindo que o corpo dele fosse mandado longe pela força da água.

Prendendo Patamon firmemente em seus braços junto ao peito e apesar da revoltosa água em torno de si, ele impulsionou seu corpo para cima. Usando todas as suas forças, desviando de todos os destroços que conseguiu, ele sairia dali com o pequeno Digimon.

Todos no navio estavam em choque vendo como a ilha Viral estava afundando muito depressa e quando finalmente ela submergiu, a tristeza preencheu o coração de todos ao ver que ninguém saiu do castelo.

TK estava catatônico vendo que seria impossível seu amigo e parceiro Digimon sair do castelo sem se contaminar com a água negra do Oceano Escuro.

As lembranças de quando Angemon se sacrificou veem à mente de TK, ele estava vendo o inevitável, seu amigo Digimon, mais uma vez se sacrificou por todos e dessa vez ele sabe que vai perder para sempre seu amigo, pois Patamon nunca se entregaria as trevas, não depois de tudo que eles haviam passado por causa dela.

O desespero o toma e antes que pudesse fazer alguma besteira, Matt e Tai passam seus braços em torno do portador do Brasão da Esperança mantendo ele dentro do navio, enquanto que Kari pega o Digitama de TigerVespamon dos braços do namorado. Mas ela logo o passa para Davis – o que estava mais perto dela no momento.

Todos ficam triste ao ver o estado de TK, especialmente Kari. Eles não sabia como agir em um momento assim, principalmente pelo fato dessa ser a segunda vez que TK passa por isso.

Kari queria abraça-lo fortemente e dizer que tudo ficaria bem, mas seu corpo não a obedecia e no fundo ela sabia que qualquer palavra que pensasse que servisse de consolo não funcionaria agora, elas não passariam de mentiras para ele.

Poucos segundos depois o Digimon mega raposa sai da água voando, como um tiro em direção ao céu. Todos prenderam a respiração ao vê-lo vindo em direção ao navio com perspectiva.

Em silencio absoluto todos viram ele chegar ao navio, por alguns segundos seus olhos se arregalaram de felicidade ao ver que ele estava carregando algo laranja em seus braços quando pousou na frente de TK.

Talvez Kuzuhamon tenha chegado a tempo. Esse era o pensamento otimista de todos.

– Oh, não! – a tristeza na voz de Matt imediatamente enche o coração de todos de aflição, espantando o pequeno momento de esperança que eles tiveram.

Matt podia sentir seus olhos arderem em lagrimas que ele segurava para não deixar cair ao ver Kuzuhamon colocar Patamon no convés do navio, aos pés de TK, e sair de perto deles para lhes dar liberdade.

O pequeno Digimon contorcia-se de dor enquanto expelia água negra de sua boca. As lagrimas enfim saíram ao sentir TK tremer em seus braços ao ver o sofrimento de seu melhor amigo Digimon. O seu irmãozinho estava sofrendo junto com ele.

Pelo estado que todos se encontravam, TK conseguiu se esquivar dos braços de Matt e Tai com facilidade, caindo de joelhos em frente a Patamon. Tremulamente, ele estendeu uma mão para tocar seu parceiro, mas uma outra mão agarrou o pulso dele o impedindo.

TK não olha e nem resiste a quem quer que o tenha impedido. Ele simplesmente não conseguia tirar os olhos de Patamon, sua mente estava em branco com toda essa situação.

– Você não pode. – disse BanchoLeomon ajoelhado ao seu lado o mais suave que pode, pois Patamon ainda estava molhado, mas a voz do Digimon mega não tinha sido processada por TK.

Usando suas últimas forças, Patamon virou o rosto em direção a TK e com os olhos fechados ele abriu um sorriso. Ao fundo, o que antes eram só soluços se transformaram em choros compulsivos ao ver o esforço do pequeno Digimon.

Em sinal de respeito por Patamon, os Digimons dos Digiescolhidos inclinaram suas cabeças respeitosamente em direção ao pequeno Digimon laranja – os outros Digimons acabaram seguindo o exemplo deles.

Em um piscar de olhos o corpo de Patamon se transforma, ficando completamente cinza – o sorriso eternizado por alguns segundos – e com um balançar do vento seu corpo esfarela lançando o pó em direção ao Oceano.

Isso foi o suficiente para tirar TK do transe em que estava, desesperado ele grita pelo nome de seu parceiro e amigo enquanto tenta alcançar as cinzas que um dia foram ele assustando a todos, pois ele estavam bem perto da beirada de acesso do navio.

– TK! – Matt e Tai estendem seus braços para alcançar TK, mas ele já estava fora do alcance dos dois pela rapidez e brusquidão de seus movimentos fazendo o pânico crescer dentro deles.

Contudo, antes que TK caísse do navio tentando seguir cegamente as cinzas, sua visão embaçada pelas lagrimas em seus olhos, uma sombra surge a sua frente impedindo ele.

TK bate de cara contra o peito de Anubismon. O Digimon mega estendeu seus braços e parou Matt e Tai antes deles chocarem seus corpos com o dele.

Sem dizer nem uma palavra, Anubismon afasta gentilmente TK de si. Seu ser se entristece ao ver o estado perdido que seu velho amigo estava e quando TK tanta lhe falar algo o Digimon lhe cala com um duro olhar.

Anubismon faz um pequeno movimento com uma de suas mãos o que chama a atenção de todos. Aos poucos sorrisos começam a se formar no rosto de todos ao ver as cinzas de Patamon flutuando perto da mão de Anubismon.

O Digimon mega abre sua mão com a palma para cima. As cinzas se reagrupando, flutuando rente a sua mão aberta, e uma luz forte, dourada, se origina nessa junção.

A luz flutua indo em direção a TK. Olhando encantado para o brilho dourado TK estende suas mãos. A pequena luz dourada pousa nas mãos de TK e seu brilho cessa. TK fica chocado ao ver que a luz dourada se transformou em um Digitama com listras brancas e laranjas.

O Digitama de Patamon.

– Eu não poderia viver comigo mesmo, depois de tudo que eu vi e senti, deixar que ele tivesse esse fatídico fim. – disse Anubismon suavemente deixando todos alegres. – Ele é um Digimon que sempre lutou pela justiça, até no mundo das trevas. E acima de tudo ele é meu amigo, não podia deixa-lo morrer e se tornar mais uma composição desse mundo.

– Eu vou vê-lo de novo. – disse TK com a voz embargada, seus braços tremendo enquanto segurava o Digitama.

– Sim. – falou Kari gentilmente se colocando ao lado de TK e segurando as mãos deles. Ela estremeceu ao sentir que ele não estava só tremendo como também estava frio. – T...

Ela não terminou sua fala, TK passou o Digitama de Patamon para ela antes de sentir toda a energia de seu corpo se esvair e perder a consciência.

Como Anubismon ainda estava perto dele, ele o ampara impedindo que TK caia no chão. Todos se assustam com o estado de TK e Joe logo corre para o lado dele. Anubismon colocou TK deitado no convéns, Kari se sentou ao lado dele e colocou a cabeça de TK em seu colo.

Tendo somente o tato e audição para lhe auxiliar nesse momento, Joe o examinou como pode.

– Ele só está cansado. – disse Joe despois de suspirar aliviado, o que deixou todos aliviados. – Esgotado física e emocionalmente. No momento ele precisa de um bom descanso.

– Creio que isso possa se aplicar a todos nós também. – brincou Cody descontraindo um pouco o ambiente.

– Eu preciso de um banho. – Mimi ficou um pouco pensativa antes de olhar para cada menino, menos Joe e TK. – Mas o caso de vocês é bem mais urgente.

– Oque que você quer dizer com isso? – perguntou Tai emburrado.

– Exatamente o que você pensou. – disse Mimi sorrindo enquanto secava seu rosto que a pouco estava banhado em lagrimas.

Com isso, todos começaram a rir felizes que finalmente tudo estava bem. Os Digimons dos Digiescolhidos vibravam felizes, cada um à sua maneira, por todo o navio.

Mas havia um Digiescolhido que não estava sorrindo. Davis olhava para o Digitama de TigerVespamon em seus braços. De seus olhos escorriam lagrimas solitárias.

“Você deu sua vida por nós. Patamon deu sua vida por nós.” pensava amarguradamente o líder da segunda geração. “Enquanto eu não pude fazer absolutamente nada. Que merda de líder eu sou, não é?”

Contudo, duas pessoas notaram o comportamento dele.

– Davis!? – ao ouvir seu nome ser chamado por seu melhor amigo com tanta preocupação transbordando da voz dele Davis esfregou os olhos rapidamente e colocou seu sorriso marca em seus lábios.

Ken e Yolei olhavam para ele preocupados. Yolei tentava disfarçar sua preocupação, mas suas tentativas eram inúteis ao ver que Davis estava chorando tristemente mesmo depois das boas notícias.

– Não é nada demais. – falou rapidamente, mas Ken e Yolei estreitaram seus olhos em sua direção, desconfiados. – Eu estou bem, não é nada demais.

– Você quer enganar a quem com isso? – Yolei cruzou os braços em frente ao peito olhando superior para o herdeiro dos óculos de Tai.

– Eu não quero enganar ninguém e o que era essa cara de preocupada que estava fazendo agora a pouco? – sorrindo matreiramente Davis se aproximou de Yolei, para a raiva desta. – Estava preocupada comigo, Yolei? Hein?

– Mais nem a pau que eu me preocuparia com alguém como você. – disse ela brava. – Só para constar, agora a pouco você estava chorando, seu bebezão.

– Eu não sou bebezão.

– É sim, você é um bebezão chorão.

Ken agiu rápido, pegou o Digitama de TigerVespamon dos braços de Davis no momento em que as alfinetadas de Davis e Yolei começou a se tornar física quanto Yolei brigava com ele.

Com esse momento de descontração, vendo a briga de Yolei e Davis, todos riam felizes. Todos os problemas, o que lhes havia acontecido momentos atrás esquecidos para dar lugar a um pouco de paz em seus espíritos e corpos.

Aproveitando esse momento Anubismon se pronunciou.

– Então creio que é hora de vocês irem para casa. – todos se viraram imediatamente para o Digimon mega surpresos, o que o fez rir ao ver a cara que eles fizeram. – O que prendia vocês nesse mundo não existe mais.

BanchoLeomon e Kuzuhamon trocaram olhares nervosos. Apesar do momento de tranquilidade que estavam eles se lembraram que ainda não tinha acabado os problemas.

Mas os dois resolveram não pronunciar suas preocupações, se o que Anubismon estava falando era verdade, eles não tinham porque manter os Digiescolhidos com eles por algo que eles nem sabiam se valia a pena se preocupar depois da derrota de Dragomon.

– Podemos ir embora mesmo? – perguntaram Mimi e Yolei esperançosas.

– É só se despedirem e logo em seguida posso manda-los de volta para o mundo humano.

– Posso perguntar algo? – Izzy deu alguns passos à frente ficando cara a cara com Anubismon, este somente assentiu ao portador do brasão da Sabedoria. – Como TigerVespamon se tornou um Digitama depois de seu sacrifício?

– O poder do Digivice sagrado o salvou, lhe deu uma segunda chance. – respondeu o Digimon mega, sua resposta não surpreendeu o garoto a sua frente, mas ela fez surgir outra pergunta que Anubismon não precisou esperar ele proferi-la, pois ela estava estampada em seu rosto. – Os sentimentos de amizade que TK e Kari tiveram por TigerVespamon fortaleceu o poder do Digivice sagrado deles e isso possibilitou que eles pudessem atender seu desejo. Infelizmente as coisas não são assim para todos.

O entendimento passou pelo olhar de todos ao ver Anubismon olhar para todos que estavam a volta deles.

E com essas palavras – não querendo se aprofundar em um assunto que poderia ferir os sentimentos dos outros – os Digiescolhidos e os Digimons começaram a se despedir daqueles Digimons que haviam sido mandados para o Mundo das Trevas por terem feito coisas ruins enquanto estavam no Digimundo, mas que eles puderam comprovar com seus próprios olhos que viver no Mundo das Trevas os haviam mudado, mudado para algo melhor, algo que provavelmente eles não conseguiriam se estivessem no Digimundo.

– Cuidem bem de TigerVespamon. – ameaçou Tactimon de brincadeira para Ken.

– Faremos nosso melhor. – lhe assegurou Ken.

Depois de se despedirem, Matt pegou TK no colo e todos se reunirão em volta de Anubismon.

– Agradecemos muito pela ajuda de vocês. – Kuzuhamon foi em direção a Matt e colocou um pedaço de papel no bolso da calça de TK. – Quando ele acordar avise ele sobre isso. – o Digimon raposa sorriu, uma lembrança veio em sua mente. – Ele havia me emprestado esse papel e agora estou devolvendo a ele. Diga que vou ficar com a caneta como uma lembrança.

Matt somente assentiu para o Digimon a sua frente. Este se afastou e comtemplou quando Anubismon abriu um portal atrás de si e um por um, todos os Digiescolhidos e seus parceiros Digimons passaram pelo portal sumindo de suas vistas.

Nacy Takaishi abriu a porta de seu apartamento sentindo seu corpo cansado e ofegante depois subir as escadas correndo, o elevador resolveu dar problema justo no momento que ela mais precisava.

Imediatamente ela se precipitou pelo seu apartamento indo em direção ao quarto do seu filho mais novo. A porta estava aberta e assim que chegou nela seus olhos logo se direcionaram para a cama de seu filho, ao qual estava ocupada pelo mesmo.

Parecia um anjo dormindo, como todos os dias que ela o pegava assim, mas dessa vez ela não pode evitar sentir que o estado dele não era só sono. Um lagrima escorreu por seu rosto.

Seu filho mais velho havia ligado para ela a pouco mais de meia-hora. Resumidamente Matt havia lhe dito o que tinha acontecido, disse para não se preocupar que Joe já havia chamado um amigo médico para ir examina-lo e que ele só estava dormindo.

Mas é óbvio que ela se preocupou e foi o mais rápido que podia para seu apartamento.

Nancy se assustou ao sentir um toque quente e reconfortante em seu ombro. Seu mundo que estava focado somente em TK voltou para as pessoas a sua volta. Ela olhou primeiramente para Matt, um sorriso cansado em seu rosto e a mão dele tocando gentilmente seu ombro.

Depois ela percorreu o quarto com os olhos.

Um homem vestindo roupas brancas estava ao lado da cama de TK, provavelmente o médico. Sentadas do outro lado da cama estavam as namoradas de seus filhos, Sora e Kari, ambas lhe dirigiam sorrisos reconfortantes.

Em cima da escrivaninha estavam dois ovos grandes listrados – um com listras pretas e amarelas e outro com listras brancas e laranjas – confortavelmente colocados em cima de uma manta sem riscos de cair.

– Ele está bem. – disse Matt calmamente fazendo ela voltar a sua atenção para ele. – Doutor?!.

– Não se preocupe, minha senhora. – a voz do médico soava tranquila e profissional. – Era o que Joe havia suposto em seu diagnóstico. Tudo que ele precisa é de descanso e ter a família e amigos por perto. E ele pode dormir por mais algumas horas por causa disso, mas nada grave.

– Você tem certeza? – a voz de Nancy saiu tremula e um pouco embargada.

– Sim, Joe havia me contado a história por trás do que aconteceu com ele. – disse o médico confiante. Ele tirou o estetoscópio que estava envolta de seu pescoço, que ela nem tinha percebi que ele tinha, e o guardou em uma maletinha que estava aos seus pés.

O médico pegou a maletinha e fez uma mesura respeitosa para Kari e Sora, ao qual elas retribuíram, antes de se dirigir para Nancy e Matt.

– Creio eu que ele não vai precisar de nem um acompanhamento pelo trauma que sofreu, mas se ele começar a ter um comportamento estranho depois disso... – o médico não precisou terminar sua frase para eles entenderem.

Nancy suspirou aliviada, apesar do aviso ela não permitiria que nada acontecesse ao seu filho, ela garantiria que ele não chegaria a precisar de tal ajuda.

Depois disso, Matt acompanhou o médico até a porta.

Nancy se aproximou da cama de seu filho. Imediatamente Sora pegou a cadeira em que estava e colocou ela ao lado da cabeceira da cama de TK do outro lado, fazendo Nancy se sentar nela.

Com delicadeza ela tocou a testa de seu filho. Ela fechou os olhos e sua mão se direcionou para o cabelo dele, aonde ela começou a fazer massagem, um cafune. Nancy expirou profundamente deixando a tensão em seu corpo sair com o ar.

– Me contém o que aconteceu, por favor. – pediu, ainda mantendo seus olhos fechados.

Alternando as narrativas entre as duas, Kari e Sora contaram tudo que se lembravam do que havia acontecido. Desde o momento que Kari e Ken haviam misteriosamente ido parar no Mundo das Trevas até o momento em que todos voltaram para o apartamento dos Takaishi.

Depois que todos haviam chegado, a primeira coisa que fizeram foi checar a hora e data. Para a felicidade deles, não havia passado mais que três horas que eles haviam ido para o Mundo das Trevas.

Mas eles não ficaram por muito tempo no apartamento dos Takaishi. Joe logo ligou para um amigo vir ver o estado de TK, Matt ligou para a sua mãe, os Digimons aproveitaram para voltar ao Digimundo levando Darcmon consigo, todos estavam cansados e precisavam ter cada um o seu tempo.

Alguns minutos de despedida e todos foram para as suas casas terem o merecido descanso que necessitavam. Apesar do pedido de Matt, Sora e Kari se recusaram a ir embora até que ouvissem o que o médico teria a dizer.

A poucos minutos, eles haviam recebido uma mensagem de Izzy.

Através de troca de mensagens com Gennai, Izzy contou a todos que o que aconteceu foi quase a mesma coisa que aconteceu com eles a primeira vez que foram ao Digimundo. Horas no Mundo das Trevas, eram minutos no Mundo Humano.

E que Gennai estava reforçando a segurança no Digimundo, pois poucos minutos depois que os Digiescolhidos voltaram um estranho poder havia surgido no Continente Server que destruiu toda a floresta em volta de seu ponto de origem.

Isso acabou deixando todos preocupados, pelas trocas de mensagens que começou entre todos os Digiescolhidos, mas eles preferiram deixar isso com Gennai por enquanto. Eles ainda tinham muita coisa na cabeça depois do que passaram no Mundo das Trevas.

Enquanto elas estavam conversando, Matt aproveitou a chance e cozinhou algo para todos, já estavam perto do hora da janta quando elas terminariam de conversar.

Assim que ele terminou de cozinhar e preparar a mesa ele se dirigiu ao quarto do irmão. As três imediatamente olharam para ele após ele bater com os nós dos dedo na porta aberta.

– Preparei algo para a gente comer.

– Finalmente está pronto. – disse Sora de forma dramática o que o fez arquear uma sobrancelha confuso.

– Estamos sentindo um cheiro delicioso faz tempo. – falou Nancy sorrindo.

– Apesar de não termos reparado antes, o cheiro de sua comida lembrou nossos estômagos que estávamos com fome. – Kari sorriu para seu cunhado.

– Espero que esteja bom o suficiente para satisfazer a todos. – Matt abriu um sorriso de canto.

– E eu espero que sobre alguma coisa para mim. – a voz rouca e sonolenta de TK fez todos olhar em sua direção com os olhos arregalados e bocas abertas.

Mas não demorou muito para todos estarem sorrindo e indo até TK lhe dando abraços e beijos. TK ouviu das três mulheres e de seu irmão para nunca mais os deixarem preocupados desse jeito.

– Vou tentar, mas não prometo nada. – brincou ao responder para eles.

Nesse momento seus olhos pousaram aonde estava os Digitamas de Patamon e TigerVespamon. Todos ficaram em silencio, um pouco apreensivos, ao verem para onde TK estava olhando.

– Eu... – TK engoliu em seco quando algumas memorias vieram a sua mente, mas ele logo as afastou e abriu um sorriso feliz. – Eu vou vê-los novamente. – prometeu.

Matt começou a gargalhar ao ouvir as palavras de seu irmão. Ele não sabia porque estava rindo desse jeito, mas esse foi o jeito que seu corpo usou para aliviar todo o peso que ele estava sentindo por tudo, aliviar sua alma.

Confusos, todos olharam para ele, mas logo eles também começaram rir contagiados por ele. A alegria deles preencheu todo o cômodo em que estavam.

Eles conseguiriam curtir momentos assim, de descontração e divertimento, por mais três semanas. Por três semanas eles não teriam problemas, por três semanas eles teriam a vida normal deles de volta.

Mas quando essas três semanas passassem, aquele que um dia foi lançado no Mundo das Trevas pelos Digiescolhidos da segunda geração e que após tantos anos finalmente havia conseguido achar uma maneira de voltar para o Digimundo vai dar seu primeiro passo.

Um passo silencioso que colocara tudo de cabeça para baixo, trazendo mortes e destruição.

Dgimundo. Continente Server.

O ser encapuzado voltou para onde deseja, a passos lentos seguia seu “guia” até as ruinas de um castelo. Para seu desalento, ele ainda teria que esperar um tempo até colocar seu plano em ação e ficar escondido até lá, mas sabia que era necessário.

Além de todo o poder que ele teve que usar para manter a ligação “corpórea” com Darcmon, o que o possibilitou abrir um portal direto para o Digimundo quando ela chegou àquele mundo depois de ter fracassado várias vezes, dessa vez ele planejaria cada passo e nunca mais subestimaria os Digiescolhidos, eles haviam se superado na luta que tiveram no passado usando a inteligência e agora haviam derrotado Dragomon sem sofrerem nem uma baixa pelo que tinha ouvido.

Felizmente, derrotas faziam parte do seu plano, incluindo a sua, mas ainda haviam coisas que ele precisava decidir sobre essas infortunas partes.

– Chegamos. – a voz de seu guia lhe tirou de seus pensamentos.

O ser encapuzado olhou para frente, seus olhos logo capitaram o imenso portão que estendia-se magnanimamente em frente de si.

– Finalmente. – falou abaixado o capuz. Um sorriso orgulhoso, mas maligno estava estampado em seu rosto do Digimau. – Me aguardem, Digiescolhidos. Em três semanas vou realizar aquilo que sempre almejei.

Continua...

Notas finais
LEIAM AS NOTAS FINAIS, POR FAVOR Espero que tenham gostado e apesar de eu já ter escrito o primeiro capítulo da terceira fic, eu só vou posta-la dia 5 de julho. Tenho outras fics que preciso dar atenção no momento. Mandem reviews, eu preciso saber a opinião de vocês. E também, eu disse isso no outro capitulo, no outro antes dele e no antes daquele outro, uma pessoa pelo menos manifestou seu interesse então lá vai. Seria três perguntas, mas estou com preguiça então vai ser uma só. QUAIS SÃO OS NOMES DOS MEMBROS DA D-FIVE? O primeiro que responder vai poder ler o primeiro capítulo da 3ª temporada. Muito obrigado a todos que lerem até aqui, por todos que leram essa fanfic. Bjs ^-^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!