Digimon Adventure 3.2
40 40: O Fim parte 2
Notas iniciais
WarGreymon contra Mugendramon
Assim que sentiu tocar em solo firme Mugendramon, usando as linhas que ainda estavam em volta de WarGreymon, lançou o Digimon mega de Tai para frente enquanto este ainda estava atravessando o cômodo acima.
Como consequência disso, o corpo de WarGreymon abriu uma cratera ainda maior no andar superior enquanto seu corpo o atravessava caindo com força no chão ainda enrolado nos fios de Mugendramon.
O Digimon mega do tipo Dramon movimentou seu pescoço, os fios que envolviam WarGreymon por seus braços começaram a avançar em seu corpo, apertando ainda mais em torno dele enquanto avançavam.
WarGreymon se pôs de pé com certa dificuldade, os fios começaram a envolver seu pescoço e começaram a descer por seu tronco. Mugendramon a poucos metros a sua frente estendeu seu braço direito na direção de WarGreymon.
– War Driver. – as matadores de Dramon nos braços de WarGreymon começam a se energizar e usando sua força WarGreymon abre os braços cortando os fios de Mugendramon no mínimo toque que suas matadoras de Dramon dão nos fios.
Mas no mesmo instante, Mugendramon também faz seu ataque.
– Booster Claw. – a garra da mão direita do Digimon mega vai em alta velocidade na direção de seu oponente.
– Escudo da Coragem. – os dois protetores em suas costas se fecham formando um escudo com o símbolo da coragem gravado nele e com isso WarGreymon o usa para bloquear o ataque de Mugendramon tirando o escudo de suas costas.
Quando a garra de Mugendramon bate em seu escudo WarGreymon vira o escudo desviando a garra e impulsiona um pouco ele fazendo-o direcionar a garra para a parede próxima dele causando nem um dano em seu escudo e fazendo com que a garra penetrasse na parede.
Com um sutil movimento, Mugendramon faz sua garra voltar ao seu corpo.
Mantendo sua guarda levantada, WarGreymon pode finalmente olhar a sua volta, para o lugar em que havia caído. A luz que entrava no lugar era mínima, vinda dos andares superiores, dos buracos causado por eles ao atravessarem-nos – WarGreymon agradeceu mentalmente pelo último movimento de Mugedramon contra si enquanto estava caindo, assim acabou proporcionando mais luz ao local.
As paredes e o chão era de terra batida, o ar em volta deles era húmido. Pela forma como o chão atrás de Mugendramon refletia a pouca luz que recebia e pelo som de seu balançar, WarGreymon sabia que atrás dele havia água negra do oceano escuro.
O Digimon Mega de Tai não se atreveu a olhar para trás de si para saber a que distancia estava as águas negra as suas costas. Ele podia ouvir o som de água á suas costas, parecia estar mais distantes das que estavam atrás de Mugendramon.
Mas pelo sim, ou pelo não, WarGreymon teria que redobrar seus cuidados e acabar com seu oponente o mais rápido que podia.
Os dois Digimons Megas se encaravam, analisando um ao outro, esperando alguma brecha para iniciarem seus ataques e foi quando sentiram um tremor em volta deles que ambos começaram seus ataques.
– Giga Canhão. – Mugendramon dispara ondas de energia dos dois canhões em suas costas.
– War Grey. – estendendo suas duas mãos WarGreymon disparou duas bolas de fogo.
Os dois poderes se chocaram causando uma pequena explosão na frente deles. A onda causada pela explosão lança os dois para trás.
WarGreymon gira no ar e pousa poucos metros longe de onde estava. Pela primeira vez, se atrevendo a olhar para trás, WarGreymon sente um frio lhe percorrer a espinha e da dois passos para frente escapando da água negra, que assim como ele, havia regredido um pouco por causa da onda do choque do poder dos dois Digimons Megas.
– Mugen Hand. – Mugendramon surgiu, atravessando a nuvem causada pela explosão, seu braço direito desceu como extrema velocidade em cima de WarGreymon.
Graças aos seus sentidos alertados, WarGreymon conseguiu bloquear o ataque de Mugendramon com o Escudo da Coragem. Contudo, pela força que Mugendramon havia usado, o Digimon de Tai deixou-se cair sobre um joelho enquanto mantinha o escudo lhe defendendo do ataque de seu oponente.
Os olhos de WarGreymon se arregalaram ao sentir as áureas de poder que seus amigos e companheiros Digimons estavam emanando do andar superior. Áureas de poder carregadas de fúria.
De uma forma que ele não sabia explicar, seu ser começou a ser tomado pela fúria que ele sentia vinda de seus amigos. Uma áurea alaranjada começou a envolver o corpo de WarGreymon.
Mugendramon se afastou rapidamente de WarGreymon quando um calor anormal começou a envolver o Digimon Mega. O chiado de água se evaporando se fez presente enquanto WarGreymon ficava em pé lentamente.
O Digimon Mega do tipo Dramon, incrédulo, não conseguia tirar os olhos de WarGreymon, da áurea que se formou em volta dele, tão quente que estava evaporando a água que estava a míseros dois passos atrás dele.
O poderoso rosnado de MetalGarurumon se fez presente ecoando até as profundezas em que estavam. E esse, pareceu ser o sinal para o último movimento de WarGreymon contra Mugendramon.
A áurea em torno do Digimon Mega de Tai se intensificou. Mugendramon se preparou para se defender, mas já era tarde demais.
– Guarra de Dramon. – usando suas Dramon Killers, como na primeira vez que WarGreymon derrotou Mugendramon, ele avança contra ele, fatiando seu oponente.
Mas dessa vez, ele não dá nem uma chance ao seu adversário saindo do ataque sem nem um arranhão enquanto seu adversário se desintegrava, virando pó.
Sabendo que logo ficaria sem poderes, WarGreymon salta, atravessando rapidamente os buracos que ele e Mugendramon causaram poucos minutos atrás. Assim que ele coloca os pés em chão firme na sala em que os outros estavam ele volta a ser Agumon.
E fica confuso com o que vê a sua frente.
Rosemon e Vikemon contra Pinochimon
Pinochimon caiu de costas com Vikemon em cima de si na antessala. Assim que sentiu o chão em suas costas, rapidamente, Pinochimon posicionou seus pés contra o abdômen do Digimon Mega de Joe, impulsionou-os para cima com força, lançando Vikemon para cima, em direção ao teto tão alto quanto da sala que acabaram de sair.
– Bullet Ha... – Pinochimon não terminou seu ataque. Algo chamou sua atenção e ele olhou para baixo vendo algo amarelo com espinhos emitindo uma luz rosa se enrolando no cabo de sua arma.
Segundos antes, Rosemon atravessou a parede destruída. Ela viu Vikemon ser lançado para cima e o sorriso maníaco que Pinochimon deu. Ela já tinha ideia do que o inimigo iria fazer assim que viu ele segurar seu martelo com a ponta em formato de um cilindro de revolver na direção de Vikemon.
Ela balançou seu braço esquerdo na direção do inimigo, o chicote em seu braço emanou uma luz rosa enquanto se alongava com o seu movimento. Usando seu chicote ela envolveu o cabo da arma de Pinochimon.
– Crianças não deviam brincar com armas. – disse a Digimon mega de Mimi sorrindo. E antes que Pinochimon fizesse ou falasse algo, ela atacou. – Chicote de espinhos. – Pinochimon soltou gritando o cabo de sua arma ao sentir uma corrente elétrica atravessa-lo.
Rosemon balançou o chicote puxando a arma de Pinochimon para si.
– Sua m... – mais uma vez, PInochimon não teve oportunidade de falar.
Seus instintos o fez olhar para cima, o que o fez suar frio. Vikemon estava caindo em alta velocidade com suas maças firmemente em punho em sua direção, um segundo e ele seria acertado.
Com agilidade PInochimon pulou para o mais longe que podia da área de impacto. Vendo o movimento de seu adversário Vikemon estendeu o máximo que pode suas maças na direção dele.
Pinochimon arregalou os olhos ao ver as duas maças passarem rente ao seu rosto antes de acertarem o chão com fúria junto com o peso do portador delas, levantando uma nuvem de poeira e areia em torno de Vikemon.
O chão tremeu com a força do impacto e Pinochimon foi jogado pela onda dele, rolando até seu corpo de madeira se chocar contra a parede da antessala.
– Seus miserais. – resmungou Pinochimon com fúria se levantando alguns segundos depois do impacto dando um soco de lado na parede. Um quadro que estava pendurado na parede em que ele havia se chocado caiu acertando a cabeça da marionete Digimon. – Ai! Ai! Ai! – resmungou enquanto esfregava sua cabeça no lugar em que o quadro lhe acertou.
– Estamos realmente lidando com uma criança. – a voz de Vikemon surgiu por entre a nuvem de poeira que ia se dissipando em volta dele.
– Uma criança birrenta e mimada. – reforçou Rosemon se postando ao lado dele quando a nuvem se dissipou por completo.
Pinochimon que ouviu tudo que eles falaram se encheu de raiva, seu rosto ficou vermelho e olhou raivoso na direção dos dois Digimons megas. A dor em sua cabeça esquecida por completo com o insulto que ouviu.
– Vocês vão me pagar. – gritou a marionete Digimon tirando a cruz de madeira de suas costas. – Flying Cross Cutter. – como um boomerang ele lançou a cruz em direção a Rosemon.
Percebendo o que ele estava fazendo Vikemon tentou acertar a cruz de madeira, mas Pinochimon havia usado suas linhas finas e quase transparentes em sua cruz e com um pequeno movimento de seus dedos ele desviou a cruz da maça de Vikemon.
E acertou Rosemon, em seu braço direito – onde, ela ainda mantinha em punho o martelo de Pinochimon. E as linhas que estavam no boomerang se transferiram para o cabo do martelo.
Com um puxão, Pinochimon tinha novamente em suas mãos seu martelo com a ponta em formato de cilindro de revolver. Segundos depois, sua cruz voltou voando para si, ao qual ele colocou novamente em suas costas.
O chão ao pé dos três Digimons megas tremeu levemente. Como eles estavam em silencio puderam ouvir tudo o que acontecia na sala principal. Escutaram o som de paredes desmoronando enquanto cada um mantinha os olhos em seus adversários.
– Me solte Stingmon. – ouviram o grito desesperado de Kari.
Rosemon e Vikemon se controlaram para não olhar para trás para ver o que tinha acontecido, o que poderia fazer Kari gritar desse jeito, mas quando começaram a ouvir os outros começarem a gritar assim como Kari eles não conseguiram se segurar e quanto se viravam para trás, um frio percorreu lhes o corpo.
Eles sentiram as áureas de poder que seus amigos e companheiros Digimons estavam emanando da outra sala. Áureas de poder carregadas de fúria.
A fúria que eles sentiam sendo emanadas de seus amigos Digimons, de um jeito que eles não sabiam como explicar, começou a se tornar a fúria deles. E com isso uma áurea cinza tempestuosa começou a se formar em torno do corpo de Vikemon e uma áurea rosa avermelhada se formou em torno do de Rosemon.
Sentindo também essas áureas de poder e vendo as áureas se formarem em torno de Vikemon e Rosemon, Pinochimon apertou com mais força o cabo de seu martelo.
– Não pensem que isso me assusta. – disse a marionete Digimon olhando, ao mesmo tempo corajoso e receoso para seus dois adversários. – Vou acabar com isso agora... Bullet Hammer.
No mesmo instante que Pinochimon ataca eles disparando tudo que podia do cilindro na ponta de seu martelo em direção ao seus dois adversários, MetalGarurumon solta um poderoso rosnado.
Como se esse fosse o sinal, a áurea em torno de Vikemon e Rosemon – que haviam se mantido parados com o corpo virado um pouco para o lado – se intensificaram. Vikemon dá um passo à frente.
– Arctic Blizzard. – a atmosfera a frente de Vikemon instantaneamente se converte em zero absoluto, congelando todos os disparos de Pinochimon e o próprio Digimon marionete.
– Tentação proibida. – o Tiferent, a joia que é gravada com o símbolo do amor e da beleza em volta do pescoço de Rosemon, brilha. A Luz que emana da joia envolve o Arctic Blizzard de Vikemon, o que era branco ganhou um tom de rosa claro.
Quando tudo estava em volto pelo poder de Rosemon, ela abre os braços e Vikemon lança uma de suas maças em direção a parede de gelo. Tudo na frente deles explode em flocos de neve e pétalas de rosas.
A parede que dividia a antessala da sala principal foi violentamente destruída por um imenso corpo. Eles viram Dragomon passar com incrível velocidade, atravessando a outra parede e indo além, deixando somente as pétalas e flocos de neve revoltosos como indicação de sua rápida passagem pela antessala.
Os dois megas imediatamente brilham e voltam a ser Gomamon e Palmon. Dando as costas para a sala que agora não tinha mais nada, nem um vestígio de Pinochimon, eles atravessam a parede destruída por onde entraram na antessala.
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