Digimon Adventure 3.2

35 35: Momento Certo


Notas iniciais
Oi pessoal ^-^ Sei que demorei para atualizar mais do que o normal, a explicação do porque esta no meu perfil, não vou colocar aquele testamento aqui também.
Sem enrolação, mas LEIAM AS NOTAS FINAIS.
Espero que gostem do capitulo... Enjoy ^-^

Castelo da Ilha Viral, celas nas masmorras. Grupo Tai alguns minutos atrás...

Mesmo com os pulsos e tornozelos doendo e sangrando muito Tai juntou as forças que lhe restavam e correu em direção aos seus amigos que estavam algemados na parede quando eles ficaram sozinhos com Zassoumon.

– Solte nossos Digimons primeiro, Tai. – ordenou Joe ao ver o amigo ir em sua direção e novamente o portador do Brasão da Confiança começou sua luta para se soltar das algemas mantendo seus olhos em Zassoumon.

– Vamos, Agumon, ACORDE! – gritou Tai indo até o seu parceiro Digimon que era o mais próximo de Joe. – Agumon, AGUMON! – Seu rosto estava pálido e suor escorria sobre seu rosto quando Tai pegou uma pedra que havia se soltado da parede quando Zassoumon o havia tirado com brutalidade de perto de seus amigos e começou a bater nas algemas que prendia seu amigo Digimon.

O Digimon subordinado de FlaWizardmon manteve seus olhos nas figuras de Tai, Joe e seus Digimons se aproximando devagar deles “Vou começar por eles” pensou se divertindo vendo as tentativas deles, todas em vão ele sabia.

Mesmo que eles conseguissem libertar os Digimons nada fariam eles acordarem para eles serem algum mínimo de ameaça para ele porque o feitiço que FlaWizardmon lançou nós Digimons era poderoso e só seria quebrado por outro feitiço.

As dores de Tai só iam aumentando com cada segundo de esforço que ele fazia para tentar soltar seu amigo. As algemas ainda presas em seus pulsos arranhavam seus machucados que se não fosse a adrenalina que estava tendo no momento Tai sabia que já teria desmaiado de dor e ele nem queria pensar enquanto sangue estava perdendo.

– Prometo que só sofreram por um minuto. Um minuto para cada um de vocês é claro.– disse Zassoumon sorrindo ao chegar perto de Joe e Tai.

Os dois Digiescolhidos fecharam os olhos e continuaram suas tentativas de se libertarem se concentrando somente nisso, tentando o máximo possível deixar o desespero e o medo longe deles, sempre mantendo a esperança, até o ultimo momento.

Com um sutil movimento da hera que formava seus braços Zassoumon enrolou uma em cada Digiescolhido, em torno de seus pescoços.

– Suas ultimas palavras? – perguntou o Digimon divertido.

– Deveria ser mais atento. – a voz feminina da Digimon se fez presente fazendo tanto Zassoumon quanto os Digiescolhidos ficarem surpresos ao ouvir a voz dela.

Cody também não havia perdido tempo e havia se virado, começando a ajudar Darcmon e Zassoumon deveria ter dado mais atenção ao mais novo Digiescolhido.

Quando Darcmon colocou sua mão sobre a de Cody e uma pequena luz saiu entre elas o que ela lhe deu foi a chave que soltaria suas algemas – nem todos os Digimons que foram mandados para vigia-la eram espertos o suficiente e ela conseguiu enganar um e fazer uma copia da chave sem que o Digimon percebesse.

Darcmon sabia que não poderia usar a chave até o momento certo e também, pela forma como estava presa, ela não conseguiria usar a chave sem usar seus poderes e ela precisava guardar todas as forças para o momento certo por isso escondeu a chave na palma de sua mão usando um simples feitiço.

E finalmente o momento certo havia chegado. Agora, livre das algemas que a prendiam e bloqueavam boa parte de seus poderes, as espadas de Darcmon, entrelaçadas em um x, aparecem embainhadas em suas costas

Não importava que eles as tivessem tirado dela, enquanto ela ainda tivesse poderes as espadas sempre apareceriam sempre que ela quisesse não importa em que lugar, ou com quem elas estivessem antes.

Darcmon só esperava ter poder suficiente para ajudar os amigos de TK também.

Antes que perdesse o elemento surpresa Darcmon usou uma de suas espadas, conhecidas como La Pucelle, para cortar as heras de Zassoumon libertando Tai e Joe fazendo o Digimon gritou de dor.

Assustado e chocado demais para fazer algo amais além de gritar Zassoumon nem percebeu quando Darcmon desembainhou a outra espada.

– La Pucelle. – com um único movimento de suas espadas Darcmon cortou Zassoumon em três, ele nem sentiu as laminas lhe atravessarem o corpo, e essas três partes, assim como as heras que estavam em torno dos pescoços de Tai e Joe, se transformaram em pó aderindo ao chão das masmorras.

– De fato, um anjo. – comentou Tai suspirando aliviado encostando as costas contra a parede relaxando um pouco seu corpo e isso não foi bom para ele.

Um gemido de dor escapou de seus lábios quando a adrenalina que há poucos segundos estava sentindo estava diminuindo e agora ele podia sentir ainda mais as dores em seus membros machucados.

– Ah meu Deus, Tai. – gritou Joe preocupado com o amigo.

Também preocupado com o amigo Cody corre para o lado de Tai, mesmo não sabendo bem o que fazer em um momento desses, enquanto que Darcmon usando suas La Pucelle solta Joe que imediatamente se ajoelha para examinar Tai.

– Cody, veja se sobrou alguma coisa em nossas mochilas. – ordenou Joe e o mais novo prontamente assentiu se levantando, correu em direção do que sobrará das mochilas deles.

Com a ajuda de Darcmon, que havia acabado de libertar os Digimons, Joe coloca Tai deitado no chão tomando cuidado. Darcmon libera as algemas ainda presas nos pulsos e tornozelos de Tai dando melhores condições de Joe examina-lo.

– Os machucados não são muito profundos, mas Tai perdeu uma boa quantia de sangue. – disse Joe compenetrado. Ele levantou a cabeça olhando para Cody. – Me diz que achou alguma coisa, Cody?

Joe estava esperançoso que pelo menos um remédio para aliviar a dor de Tai poderia ainda estar intacto ao ataque de FlaWizardmon.

– Me desculpe. – respondeu ele com amargura. – Esta tudo destruído. Tudo queimado.

Darcmon se ajoelha em frente a Joe e Tai com os olhos fechados. Seus pensamentos correndo a mil buscando uma maneira de poder ajudar eles – não só nesse momento, mas em como tira-los dessa prisão em segurança.

Infelizmente, ela sabia que somente havia uma coisa que poderia fazer já que não tinha mais energia o suficiente. Eles teriam que fazer isso sozinhos, mas teriam os Digimons deles que teriam o poder que ela não tem no momento.

– Calma, gente. – disse Tai sôfrego. Ele tenta levantar os braços, mas agora eles pareciam chumbos para ele e cada movimento seu faz os machucados arderem. – Eeu... Eu estou bem, nossos Digimons é que estão inconsciente e não acordam de jeito nem um.

– Droga. – praguejou alto Joe. – Cody, veja como estão os Digimons, eu cuido de Tai.

Cody vai até os Digimons examina-los. Fica aliviado ao constatar que eles estavam todos bem, mas inconscientes como Tai disse. Então Cody – confuso, estressado e amedrontado – sem saber bem o que fazer tenta os fazer acordar já que isso era a única coisa que lhe vinha na mente no momento.

– Os Digimons não acordam. – disse Cody aflito.

– Espere um momento. Antes eu preciso cuidar dos ferimentos do Tai. – disse Joe depois de pensar um pouco. Ele tira sua camisa de manga cumprida revelando uma outra camisa que usava por baixo.

– Isso não será necessário e não precisam ficar mais em pânico. – falou Darcmon abrindo os olhos e levando uma mão até os ombros de Joe impedindo o seu movimento. Cody e Joe encaram Darcmon confusos. – Eu posso cura-lo e acordar seus Digimons.

– O que você vai fazer? – perguntou Cody preocupado com o pensamento que lhe ocorreu. – Me desculpe, mas olhe para você, Darcmon. Você esta quase sem forças. – falou Cody apontando para ela. Ele não queria que acontecesse com ela o que acontece com os Digimons que perdem nesse mundo. – Se vai usar seus poderes isso pode...

– Exauri-los. – completou a anja Digimon. – Mas não por completo, ainda vou ter um pouco de energia. Com Tai recuperado, você e ele – Darcmon apontou para Joe e Tai. – podem me carregar, vou conseguir andar, mas vou estar muito cansada.

“E quando eu acordar seus Digimons eles vão ter forças para lutar e proteger vocês, forças que eu não teria mesmo que não usasse para isso.”

– Então no final, você vai ficar bem? – perguntou Joe, que também havia pensado a mesma coisa que Cody, somente para constatar a onde seu raciocínio o havia levado.

– Sim. Se seus amigos estão realmente aqui e vieram atrás de vocês. – assentiu Darcmon. – Com os inimigos preocupados com eles, podemos escapar daqui, não sei se com facilidade, mas nossas chances aumentaram ainda mais.

Darcmon olhou para Tai. O portador do Brasão da Coragem estava com os olhos fechados com força, suor escorria em pingos de seu rosto, se concentrando para não gritar de dor, ele nem estava ouvindo sobre o que os outros estavam falando.

Tai deixou um gemido de dor escapar por entre seus lábios ao sentir a mão de Darcmon tocar em sua testa o assustando, fazendo-o abrir os olhos para ver o que estava acontecendo. A imagem embaçada de Darcmon pairou em cima de si.

– O queee estaa fazendo? – perguntou Tai se esforçando para manter os olhos abertos.

– Retribuindo. – respondeu a Digimon abrindo um sorriso.

No momento seguinte Tai sentiu um calor aconchegante vindo da mão de Darcmon em sua testa e esse calor começou a se espalhar por seu corpo rapidamente. Seus olhos e boca se abriram em choque ao sentir as dores em seus membros diminuindo gradativamente até sumirem assim como a fadiga que estava sentindo.

– Darcmon. – a voz preocupada de Joe fez o choque de Tai passar e olhar para a Digimon.

A Digimon estava respirando com dificuldade, seus olhos estavam fechados. Joe apoiava Darcmon em seus braços usando a camisa que tinha tirado antes para limpar o suor que escorria pelo rosto dela, pelo esforço que ela havia feito.

– Ei, o que esta acontecendo? – pergunta Agumon levantando com a ajuda de Cody.

Depois de contar o que havia acontecido desde que os Digimons haviam ficado inconscientes – depois de todos agradecerem Darcmon – Joe e Tai se postaram cada um em um lado de Darcmon e passaram um braço dela sobre seus ombros sustentando-a.

– Como vamos sair daqui? – perguntou Armadillomon quando todos saíram da sala em que estavam e olharam para o imenso corredor que se estendia de um lado ao outro.

– O Digivice de vocês. – falou Darcmon. – Ele ira guiar vocês até os outros, não precisamente já que não sabemos como é a forma arquitetônica desse castelo, mas já é um começo.

Cody imediatamente levou a mão ao bolso, a onde estava seu Digivice. Um sorriso se abriu em seu rosto ao ver no aparelho os nove pontinhos vermelhos que representavam seus amigos.

– Eles aparecem com clareza no Digivice. – falou ele feliz.

– Isso é um belo começo. – disse Tai soando animador. – Cody, nós indique o caminho.

– Certo. – assentiu o mais novo e apontou para o caminho a esquerda da saída da sala.

Eles seguem em frente seguindo as instruções de Cody pelo caminho sinuoso das masmorras do castelo. A visibilidade ruim e as circunstancias em que se encontravam faziam o ritmos deles ser bem lento, mas não se importavam, pois mantinham a atenção em dobro.

Cody, Gomamon e Armadillomon iam à frente sendo seguidos por Tai e Joe que ajudavam Darcmon e Agumon ficou na retaguarda.

Chegando perto de uma bifurcação ao qual Cody indica o caminho da direita, os sinais de seus amigos vinham de algum lugar naquela direção e não estavam muito longe, mas o eco de um barulho estranho vindo da esquerda chama a atenção deles, parecia o bater de asas de imensos insetos.

Eles inclinam a cabeça um pouco para o túnel da esquerda para ver se conseguiam enxergar algo. Diferente do túnel da direita que seguia em linha reta o túnel da esquerda, depois de dar alguns passos dentro dele ele começava uma longa curva aberta para a esquerda que fazia uma descida íngreme – descida essa que fizeram os Digiescolhidos agradecerem pelo sinal dos outros não estar vindo daquela direção já que não havia suporte nas paredes.

Os fogos das tochas que estavam pregadas nas paredes balançaram um pouco quando uma forma escura começou a surgir subindo pelo túnel. Os Digiescolhidos e seus Digimons se assustaram ao verem o rosto do Digimon que subia pelo túnel ser iluminado pelas tochas.

Mas antes que pudessem pensar em algo para fazerem eles haviam sido notados pelos olhos afiados do inseto Digimon que vinha pelo túnel.

– Estão vivos? – a poderosa voz do Digimon fez até o chão aos pés deles tremerem.

– Faça a gente Digivolver. – pediram os Digimons.

– Esse lugar é muito apertado para lutar e temos que ter cuidado para o teto não desmoronar em cima de nós. – disse Tai alarmado. – Precisamos de um plano.

– Então melhor começamos a correr. – falou Cody pegando Gomamon no colo e começou a correr pelo túnel da direita.

Armadillomon se “transforma” em uma bola e começa a rolar ao lado de Cody, sei jeito mais rápido de se locomover. Tai e Joe, com Darcmon, também começam a correr seguindo Cody.

– Não vou deixar vocês escaparem. – esbravejou o Digimon.

– Chama neném. – Agumon lançou uma bola de fogo bem nos olhos do Digimon antes de começar a correr em direção aos seus amigos.

O ataque dele não havia sido forte, mas foi um ataque surpresa para o Digimon. Se sentindo ultrajado pela ousadia do ataque do Digimon de Tai não estava mais se importando no que deveria fazer para pegar Darcmon sem machuca-la e pegar os Digivices dos Digiescolhidos sem destruí-los enquanto os matava.

Tecnicamente, essas ordens não eram de seu mestre, ele podia quebra-las.

O Digimon inseto tinha quase a mesma altura do túnel, era mais forte que os Digimons megas comuns, era o rei dos Digimons insetos, ele era TyrantKabuterimon e iria acabar com os Digiescolhidos.

Usando sua velocidade e cotando com a proteção do Chrome Digizoid que compunha a couraça que o envolvia, TyrantKabuterimon atravessou a parede que separava o inicio dos dois tuneis.

Com divertimento viu os gritos dos Digiescolhidos tentando motivar um ao outro a se moverem mais rápidos, mas ele não queria se divertir com eles, queria mata-los.

Partiu com estrema velocidade em direção aos Digiescolhidos. Seu corpo hora ou outra batendo contra as paredes e o teto do túnel ao ter que fazer algumas curvas. “Os humanos são até rápidos para seres tão fracos” pensou ele.

Quando estava perto dos Digiescolhidos TyrantKabuterimon abriu os braços destruindo as paredes, exibindo um pouco de seu poder, mas algo a frente deles chamou sua atenção. Um novo grupo que o deixou confuso por um momento porque aquele era um grupo que não deveria estar ali segundo seu mestre.

E foi por esse momento de confusão que ele não pode se desviar quando dois Digimons chocaram seu corpo contra o dele lançando-o para trás, metros longe de seu objetivo. Seu corpo caiu no chão em um baque que tremeu tudo ao redor.

E depois só ouve o silencio.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo ^-^ Leiam a minha explicação no meu perfil, é importante.
Reviews são sempre bem vindos se quiserem mandar é claro ^-^ E eu acho que não respondi todos os reviews do outro capitulo ainda, não tive tempo, me desculpe, mas eu vou tentar.
Eu fiz um twitter somente para as minhas fics e diariamente eu vou postar informações sobre elas lá, deem uma olhada https://twitter.com/writer_mandyl
E hoje vou colocar um informação sobre esse capitulo.
Muito obrigada a todos que leram o capitulo. Bjs ^.^