Digimon Adventure 3.2

6 06: Mundo das Trevas


Notas iniciais
Oi Pessoal ^-^ Sem enrolação o capitulo...

Kari e Ken aparecem em um mundo todo negro e cinza sem se darem conta de nada.

– Obri...

Quando senti o vento tocando seu rosto Kari para de falar e olha ao redor sentindo a mudança climática a sua volta. Ken também sente e olha para os lados.

– Não pode ser. – murmura Kari incrédula.

Kari se afasta de Ken olhando melhor para o seu redor e não acreditando a onde estava quando sua visão parou na imensidão a sua frente. Ken não estava atrás e sentiu um aperto no coração por estar nesse lugar. “Aqui não. Não pode ser. De novo não” pensa Ken caindo de joelhos no chão.

– Estamos no Mundo das Trevas. – disseram os dois juntos olhando um para o outro.

– Mas como isso aconteceu? – pergunta Kari olhando para o mar a sua frente. – Estávamos na casa de TK, como viemos parar aqui sem mais nem menos?

– Eu não sei. – disse Ken cabisbaixo e se levantou de súbito tateando os bolsos até encontrar seu Digivice. – Ufa. – suspirou aliviado.

– O que foi? – perguntou Kari olhando para o amigo sem entender a reação dele.

– Não sei como viemos parar aqui, ou como sairemos daqui, mas como o Digivice Izzy pode saber a onde a gente esta. Você esta com o seu? – perguntou Ken e Kari assentiu aliviada. – Que bom, assim eles vão saber que pelo menos estamos juntos, mesmo que seja em um lugar como esse aqui.

– Mas como isso é possível? – perguntou Kari se sentando no chão.

– Lembra que temos o mapa do Digimundo e que dava para saber a onde a gente estava? – perguntou Ken e Kari assentiu. – Então, Izzy e eu enquanto mexíamos naquela TV esquisita conseguimos o mapa do Mundo das Trevas e com algumas alterações conseguimos colocar o rastreamento de Digivice nesse mapa e também fizemos com o mapa do Mundo Humano e funcionou quando testamos no Mundo Humano, só espero que funcione aqui também.

– Você consegue abrir um portal como daquela vez? – perguntou Kari e Ken negou.

– Depois daquela vez eu tentei, só por curiosidade, abrir um portal, mas não funcionou. – respondeu.

Os dois ficaram em silencio olhando para o mar a sua frente que trazia lembranças desagradáveis a ambos.

– Vamos procurar alguma coisa. – disse Ken.

– Tem razão. – disse Kari se levantando. – Não podemos ficar aqui sem fazer nada. Agora, seguimos o oceano, ou vamos pela floresta?

– Vamos em paralelo aos dois, talvez encontramos o rio que desagua aqui, assim pelo menos teremos agua para beber, eu espero. – disse Ken e Kari assentiu.

Ken foi a frente caminhando devagar e Kari o seguia apertando fortemente seu Digivice. “Como vamos sair daqui?” se perguntava ela.


Apartamento dos Takaishi...

Tai ficou revoltado quando sua irmãzinha desapareceu da sua frente junto com Ken. Matt e Sora tentavam acalma-lo assim como Joe tentava acalmar Davis que estava muito agitado enquanto que Mimi estava fazendo um chá para acalmar os ânimos de todos.

Izzy disse que tinha um jeito de encontrar tanto Kari quanto Ken, mas que precisaria de tempo e por isso ele e Cody estavam em volta do seu notebook, no qual Izzy mexia rapidamente, e no notebook de TK, que estavam usando para tentar entrar em contato com Gennai.

Yolei estava sentada no sofá sem se mover, ela não parava de pensar em Ken, estava muito preocupada, mas não queria falar nada para ninguém. Os Digimons ficaram em silencio na sala. Patamon conversava com Tailmon que tentava se manter calma.

TK estava sentado em frente ao seu quarto escorado na porta fechada dele. Seus olhos estavam fechados, seus punhos cerrados. Ele estava sentindo raiva por não poder fazer nada para ajudar a encontra-los e tinha medo que descontasse isso em alguém que não merecesse.

– Por favor Izzy, me diz que conseguiu alguma coisa? – pergunta Mimi servindo chá para todos.

– Tenho uma boa e uma ruim. – disse ele e todos voltaram sua atenção para Izzy. – Vou contar a ruim primeiro. Não conseguimos contatar Gennai.

– E qual é a boa? – perguntou Tai esperançoso, assim como todos naquela sala.

– Tem um jeito de sabermos a onde estão Ken e Kari como eu disse antes. Mas calma. – disse Izzy ao ver que Tai iria falar alguma coisa. – Mas isso só saberemos se eles estiverem no Digimundo ou aqui no Mundo Humano, se eles estiverem em outro mundo ai não garanto nada.

– Como assim Izzy? – perguntou Matt. – Acha que eles foram para outro Mundo que não seja o nosso ou o Digimundo?

– É provável. – disse Izzy serio. – Pode existir vários outros mundos.

– E porque não conseguiria encontra-los se eles estivessem em outro mundo a não ser esses? – perguntou Sora.

– Se eu tivesse mapas de outros mundos e um de nós esteve nele uma vez poderíamos procura-los por lá. – respondeu Izzy. – Mas eu não tenho nada a não ser do nosso mundo, do Digimundo e do Mundo das Trevas.

– Primeiro tenta ver se eles estão aqui ou no Digimundo depois pensamos nisso. – disse Tai se segurando para não perder a cabeça mais uma vez.

“Espero que ambos estejam com seus Digivice” pensa Izzy sem ter coragem de falar isso em voz alta.


Mundo das Trevas. Castelo da Ilha Viral. Em algum lugar dentro do castelo...

Um ser de capuz estava sentando em uma poltrona em uma sala espaçosa que só tinha a poltrona como mobília e a enorme TV a sua frente. Ele olhava atentamente para a tela em sua frente que mostrava os Digiescolhidos no apartamento de TK.

– Os três já estão aqui, meu senhor. – disse um Digimon adentrando ao local.

– Hum, chegaram cedo, mas tudo bem. Isso é ótimo. – disse o ser rindo. – Entretenha eles por enquanto, quero ver o que vai acontecer com os novos visitantes desse mundo. Piedmon pode esperar.

– Sim senhor. – disse o Digimon se retirando e uma imensa figura aparece ao lado do ser gargalhando.

– Ela já esta aqui. Não pensei que seria tão rápido. – disse a imensa figura. – Um toque entre eles e eles seriam mandados para cá, no mundo das Trevas.

– Achei divertido usar isso para trazê-los para cá. – disse o ser rindo. – Somente tive que faze-la tropeçar e pronto. Tudo bem que poderíamos ter usado outro meio.

– Adorei essa sua ideia de qualquer jeito. Quando eu chamei ela aqui uma vez demorou demais até ela me ouvir.– disse o outro. – O que acha de vermos o que eles estão fazendo? Na minha sala do castelo tem uma tela bem maior que essa.

– Isso vai ser muito divertido. – disse o ser. – Estou louco para colocar minhas mãos nele, mas quero desfrutar de tudo por enquanto.

– E eu quero ela, só para mim. – disse a imensa figura antes dos dois desaparecerem.


Mundo das Trevas. Em algum lugar, Kari e Ken...

– Você já esteve aqui antes. – disse Ken olhando para Kari que assentiu. – Davis me contou isso, mas confesso que nunca prestei muita atenção nessa historia. Talvez conseguiríamos pensar em alguma coisa se você me contar ela.

– Não sei bem se vai ajudar, mas quando eu vim aqui foi porque eles me chamaram. – disse Kari. – Não entendo muito bem, mas tem haver de querem se casar comigo. – um arrepio passou pelo corpo de Kari ao se lembrar disso.

– Se casar com você? – perguntou Ken não acreditando. – Essa parte eu nunca ouvi.

– Pois é, mas eu nunca entendi isso direito. Enfim, eles tentaram me levar para algum lugar, mas ai eles me atacaram. Não sei bem o que aconteceu depois, eu gritei pelo nome do Tai, da Tailmon e do TK e foi ai que ele apareceu junto com nossos Digimons.

– Ele simplesmente apareceu? – perguntou Ken não entendendo, mas antes de Kari pudesse responder uma voz soou.

– Olha só o que encontramos pessoal. – disse uma voz aguda atrás de Kari e de Ken fazendo os dois pararem e olharem para trás.

Eles viram um PicoDevimon acompanhado de vários BlackAgumons, Gotsumons e Numemons. Por instinto tanto Kari quanto Ken recuaram um passo vendo eles.

– Lembrem-se amigos, nosso chefe quer ver um pouco de diversão. – disse PicoDevimon voando em torno dos outros Digimons que olhavam para Kari e Ken como se eles fossem uma presa.

– Temos que sair daqui. Não gostei do que ele falou. – disse Kari e Ken assentiu, mas ele duvidava que conseguiriam ir longe dali com tantos Digimons atrás deles e sem os seus Digimons para lutarem.

– Não se esqueçam de que não é para machucar a garota, mas o outro podem mandar ver. – disse PicoDevimon sorrindo. – Agora.

Os Digimons correram em direção a Kari e Ken. Ken segurou a mão de Kari e a puxou correndo em direção a floresta que se erguia perto deles.

– Temos que achar um jeito de nos esconder. – disse Ken a Kari.

– Pepper Breath. – gritou os BlackAgumons juntos lançando bolas de fogo de suas bocas em direção a Kari e Ken.

– Cuidado. – grita Ken puxando Kari para o lado desviando de algumas bolas de fogo e continuam a correr tentando desviar dos ataques.

– Nume-Sludge. – grita os Numemons lançando seus próprios cocos contra os dois Digiescolhidos.

– Ah fala serio. – reclamou Kari pulando quando um coco caiu perto de seu pé. – Isso só pode ser uma brincadeira.

– É, mas é só divertido para eles. – resmungou Ken quando os Digimons atrás deles pararam de atacá-los para rirem deles.

– O que pensam que estão fazendo? – gritou PicoDevimon voando até os Digimons. – Eles vão se esconder e não os encontraremos nessa floresta densa.

– Eu tenho uma ideia. – gritou um Numemon e falou baixinho para os outros a sua ideia.

– Gostei. – disse PicoDevimon. – Agora vamos logo que eles estão escapando.

– Nós começamos. Para a esquerda. – gritaram os Gotsumons. – Punho de Pedra.

Diversas pedras saíram dos punhos dos Gotsumons em uma única direção que fez Kari e Ken virarem para a esquerda para desviarem do ataque deles

– Nossa vez. – gritaram os BlackAgumons. – Pepper Breath. – As bolas de fogo fizeram Kari e Ken virarem para a esquerda mais uma vez e continuarem a correr.

– Eles estão aprontando alguma com a gente, ou eles são ruins de mira. – disse Kari e Ken assentiu olhando para trás.

– Mas mesmo assim se não tomarmos cuidado eles podem nós pegar. – disse Ken e resmungou quando viu os Numemons tomarem partido. – Odeio esse ataque.

– Nume-Sludge.

Os cocos de Numemons fizeram Kari e Ken olharem para o chão para se desviarem deles. Os dois estavam tão concentrados no que estavam fazendo que nem repararem no penhasco a frente deles.

Quando Ken sentiu um vento no rosto ele olhou para frente e seus olhos arregalaram quando viu o penhasco.

– Kari. – gritou, mas era tarde de mais.

Kari levantou a cabeça e quando viu estava muito perto da beirada do penhasco. Ela tentou parar, mas escorregou e caiu do penhasco.

– Kari. – gritou Ken mais alto e foi até a beirada do penhasco.

Os Digimons que os estavam atacando logo apareceram e viram Ken gritar o nome de Kari e fizeram uma careta.

– Ihhh, o chefe não vai gostar nada disso. – disse PicoDevimon olhando para um dos Numemons. – Maldito plano seu, seu Numemon de bosta.

– Mas você gostou do meu plano. – resmungou o Numemon. – E também foi uma ideia e não um plano.

– Agora, definitivamente, não gosto mais desse plano, ou ideia que seja. – disse PicoDevimon olhando para Ken que estava debruçado sobre o penhasco.

– O que fazemos agora? – perguntou um dos Gotsumons.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo. Não como eu planejava, mas eu gostei..
Reviews são sempre bem vindos se vocês quiserem mandar...
Muito obrigada a todos que leram esse capitulo... Bjs ^.^