Notas iniciais
Eu quero agradecer ao Filipe Dragneel por ter recomendado a minha fanfiction, estou grato por isso. Desculpem-me se custei, é porque estava com preguiça de fazer de uma vez só e ficava editando por partes, por isso custei. Boa Leitura!

CAPÍTULO 048

ILHA ARQUIVO

Orgemon não quis nem saber a origem do barulho do lado de fora. Pulou com o seu taco e bateu no chão. A criatura desviou do golpe.

— É alguém do lorde? — Paulo foi o primeiro humano a sair.

Um digimon surgiu diante deles. Uma criatura bem diferenciada. Parecia um tubarão bípede de cor azul, com uma armadura azul e com partes laranjas, um grande chifre amarelo e olhos verdes.

— Você é capanga do ChaosMetalSeadramon? — perguntou Betamon.

— Opa! Não sou — o digimon planava numa prancha eletrônica com uma serra na frente e um turbo atrás. A prancha possuía um par de olhos como um tubarão martelo.

DIGIMON: SURFMON

ATRIBUTO: VACINA

NÍVEL: EXTREMO

NPD: ???

DESCRIÇÃO: NÃO SE SABE MUITO SOBRE ESSE DIGIMON. APENAS QUE POSSUI UMA FORMA HUMANA.

Surfmon pulou da prancha e a guardou dentro do seu terceiro olho. Perguntou quem havia mexido nas suas pranchas.

— Não me levem a mal. Eu não tenho intenções ruins. Apenas fiquei curioso para ver os novos digiescolhidos.

Mia acalmou os ânimos dos demais. Ela tinha um senso afiado de julgamento. A sua intuição dizia que o sujeito era confiável.

— Mas quem é você mesmo? — Impmon.

Um Ebidramon apareceu na frente dos digiescolhidos e ameaçou com as suas pinças. Surfmon deu um soco no crustáceo, pegou pela cauda e o tacou várias vezes no chão.

— Uau — Paulo nunca havia visto alguém tão forte.

O capanga recebeu um tratamento brutal e terminou todo cheio de hematomas e galos. Esse já estava fora do páreo.

— Minha forma verdadeira é... — Surfmon brilhou e diminuiu de tamanho. — Gomamon.

Orgemon estranhou que o parceiro de Jo estava ali, mas Gomamon avisou que era outro e não o do digiescolhido veterano.

— Gennai vai me dar uma bronca, porque não era para eu me mostrar aos digiescolhidos. Mas eu queria matar a curiosidade — falou o digimon besta marinha.

Paulo e Mia ficaram interessados no que ele havia dito. Ele conhecia o Gennai e falava na maior tranquilidade. Paulo queria saber o motivo do homem não ajudá-los durante esses seis dias.

— Como ele ajudaria? Dando apoio moral? Vocês já possuem os brasões. Apenas sejam espertos o suficiente para saberem usar com parcimônia.

— Sábias palavras. Mas é engraçado vindo de um digimon no nível criança — falou Paulo na tentativa de subestimar Gomamon.

— Acho melhor ficar na minha forma humana — Gomamon tinha um aparelho igual um digivice no pescoço. Ele apertou um botão e voltou a brilhar. Dessa vez tomou forma de um homem adulto. — Eu me chamo LinK.

...

— Olá, Ray, querido. Há quanto tempo não nos vemos? — disse a mulher olhando-o dos pés a cabeça — O que aconteceu? Sua aparência mudou muito. Seus cabelos cresceram um pouco, veste roupas normais...

— LILITHMON!!!! — o homem levou um susto — C-como me encontrou?

Lilithmon começou a rir da cara de bobo que ele fazia ao vê-la ali, parada na sua frente.

— Meu querido Ray. Acha que pode se esconder de mim?

— Droga, o que você faz aqui? Já não bastou ter me traído e ter quase me matado naquele dia? O que você quer? — ele começou a suar frio vendo aquela digimon na sua frente.

— Pela sua cara eu vejo que ficou com medo. Medo de que? Do que teme? Não sei. Agora eu tenho um problema para resolver e só você poderá me ajudar.

— Eu não a ajudarei em nada. Do momento em que me traiu, cortamos qualquer vínculo!

— Preciso que me diga o que fazia com a torre negra. Eu tenho uma proposta muito tentadora pra você. Volte para mim e eu o nomearei ShadowLord novamente, mas sob minhas ordens, é claro.

— Nunca voltarei contigo! Os arquivos ficaram todos lá no prédio. Por que não dá uma olhada por si só? — disse rispidamente.

— Quanta agressividade! Vejo que não me ajudará mesmo. Portanto suas consequências não serão nada boas, meu querido. Fica esperto, não se meta no meu caminho ou se arrependerá amargamente — ameaçou.

— Não tenho medo das suas ameaças.

— Ray, o que está acontecendo? Que discussão é essa? — Márcia saiu da pousada. — Eu já te vi em algum lugar.

— Provavelmente quando sequestrei a pessoa errada na sua casa e você me seguiu.

— Ó céus. Conceição.

— Vamos embora, eu não tenho nada mais como ela — disse o homem tentando se sair.

— Esperem! Ray, a que nível você ficou! Trocar uma deusa como eu pra ficar com uma humana. Uma concubina? Que gosto mais patético. Gostar dela? Uma reles humana, uma mulher qualquer — implicou.

— Escuta aqui! Eu não sou qualquer uma não, viu. Respeito é bom e eu gosto — disse Márcia já emputecida.

— Ray me diz quem é essa fulana. Ah já sei, é a vagabunda que anda pegando.

— Vagabunda é você! — gritou Márcia partindo pra cima da outra, mas foi segurada pelo homem — Me solta, eu quero dar uma lição nela.

— Peraí, tenha calma, meu amor. Não se estresse assim — disse ele a segurando pela cintura. — Ela pode te matar.

— É isso mesmo, minha filha. Você é idiota. Deixa de ser burra, ele te usa. Esse homem não tem sentimentos.

— Mentira sua, eu confio muito no Ray. Foram dias de convivência boa com ele — retrucou a loira.

— Será mesmo que ele realmente é confiável? Pois bem, deixa eu te contar umas coisas — Lilithmon tomou fôlego — Sabia que na época em que ele era o ShadowLord, perseguiu os digiescolhidos? Isso não é tudo, ele queria acabar com a vida principalmente da digiescolhida que ele, erroneamente dizia "lendária", isto é a Lúcia. Ele quase conseguiu.

— Do que está falando? — perguntou ela já começando a acreditar na outra.

— Que o Ray estava prestes a matar a sua querida filha Lúcia. Foi por muito pouco. Se não fosse salva pelos digiescolhidos, a sua bebezinha não estaria viva, porque esse homem queria matá-la e investiu pesado pra conseguir isso — concluiu Lilithmon satisfeita.

Ray tremia na base. Ele contaria isso, mas de um jeito menos agressivo.

Márcia, por um momento, hesitou, mas começou a desconfiar de seu namorado. Ela se virou pra ele e fez uma pergunta.

— Ray, tudo o que ela disse sobre você tentar matar a Lúcia é verdade? — perguntou com a esperança de que dissesse não.

— Conta, Ray. Diz a verdade. Agora olha no olho dela e diz.

— Err meu amor... — ele engoliu em seco e tentou olhar nos olhos claros de Márcia — Sim, eu... tentei matar a Lúcia. Mas eu ia te contar, porque disse que fiquei arrependido...

A mulher deprimiu.

— Chega, eu não acredito que não me contou isso. Nossa, eu me envolvendo com um homem que um dia queria matar meus filhos! Não, eu não desejo ter uma pessoa dessa ao meu lado — e saiu depressa deixando Ray para trás.

— Márcia, por favor! — disse o homem — Lilithmon, sua cretina! Não bastou ter tomado tudo o que é meu, agora quer acabar com a minha felicidade?

— Eu disse que se você não me ajudasse teria que arcar com as consequências. Vai lá implorar o perdão a ela, acho difícil hahahahaha. — depois saiu, entrou na limousine e foi embora sem relar a mão nele. Deu um tchauzinho e mandou o motorista sair.

Márcia corria pela praia, chorando, querendo fugir, sair daquela situação. O choro amargo servia para aliviar a dor da decepção que sentira há pouco.

Ray não perdeu um minuto e foi atrás da amada.

— Márcia, por favor, me escuta — disse, segurando-a pelo braço. — Eu ia te contar sobre isso, mas me faltou coragem.

— Você não faz ideia... do que estou sentindo agora — disse ela limpando as lágrimas com a mão mesmo. — Acha que o perdoaria depois disso? Não.

— Márcia, eu estou arrependido, completamente arrependido. Perdoe-me, meu amor — disse ele com a maior das sinceridades.

— Não dá. Agora, por favor, não me siga. Acabou qualquer relação entre nós. Adeus, vou encontrar meus filhos sozinha.

— Márcia... — e ficou parado vendo sua amada partir.

Ray sentia-se derrotado por si mesmo. Sua última tentativa de se redimir acabou descendo pelo cano. Ele sentou-se na areia da praia e começou a chorar. Há muito tempo não chorava, desde que seus pais morreram.

— Não posso me dar por vencido.

E foi atrás dela.

...

LinK era um homem de 1,80 de altura, pálido e com olhos verdes bem destacados. Possuía cabelo preto curto (com uma mecha grande vermelha ondulada para trás). Ele vestia uma combinação parecida com a do Gennai jovem, porém com detalhes roxos em vez de marrons. Seu rosto possuía marcas roxas em cima e embaixo do olho iguais a de Gomamon.

— O que acharam?

— Incrível. Nunca vi um digimon além de mim que mudasse para a forma humana — Lucemon.

— É sério? Mas é por causa dessa tecnologia no meu pescoço. Ele parece um digivice. Posso até trocar algumas partes da minha skin quando estou nesta forma — LinK mudou o cabelo e pôs um moicano vermelho.


De repente algo estranho aconteceu em Arquivo. Raios vermelhos passaram a cair constantemente sobre a ilha.

— Ebidramons e Gusokumon! Por que estão demorando tanto? Ainda não encontraram os digiescolhidos?

A voz de ChaosMetalSeadramon ecoou por toda a ilha e assustou os habitantes. Até mesmo os servos do lorde ficaram temerosos.


Leomon e Nashi foram surpreendidos por um Ebidramon.

— Parece que fomos descoberto, parceiro — Nashi falou com Kotemon.

— Não resta mais nada além de lutarmos — Leomon falou isso por causa que estavam encurralados no spa digimon.

O Ebidramon foi para cima deles.

— Kotemon digivolve para... Dinohumon!

Dinohumon salvou Nashi do avanço do vilão, que entrou no spa, acabando de vez com a fachada e partes internas do estabelecimento. Sorte que já não havia mais ninguém dentro.

— Essa foi por pouco, Dino.

— Punho do Rei das Feras! — Leomon atingiu o crustáceo, mas não teve muito efeito. — Que defesa!

DIGIMON: EBIDRAMON

ATRIBUTO: DADOS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 23.000

DESCRIÇÃO: UM DIGIMON LAGOSTA, MAS QUE É DO SUB-TIPO DRAMON. USA AS SUAS PODEROSAS PINÇAS QUE SÃO CAPAZES DE CORTAR METAIS.

— Eles são fortes, apesar de serem apenas soldados do lorde das trevas. Por isso golpes do Leomon não fazem tanto efeito.

— O que faremos?

— Bom, Dino, o único que pode derrotá-los é a sua evolução para Knightmon.

O grupo de Paulo resolveu enfrentar ChaosMetalSeadramon. Para isso, eles acabariam primeiro com os servos do lorde. Deixá-lo por último era uma ótima solução.

— Está na hora de salvar a Ilha Arquivo — Paulo falou determinado.

...

Conceição e os duques permaneciam trabalhando no restaurante nos cinco dias que passaram para pagarem pelas dezenas de pratos quebrados.

Digitamamon estava se arrependendo com a vagarosidade da duquesa como garçonete.

— E ai, essa sopa sai ou não sai? — perguntou o Vegiemon que ficava no caixa.

— Pronto, já fiz — disse Conceição depois de preparar um panelão de sopa e pôr em vários pratos. — Duquesa, leva este prato de sopa para a mesa 2.

— Sim, Conception, já que não me resta outra alternativa — depois deu uma provada na sopa — Hum... está divina.

O duque era o garçom. Ele olhou para o Vegiemon que contava o dinheiro e se impressionou com os dólares que o digimon contava.

— Ah fiquei satisfeito. Agora eu vou pagar — disse um Bakemon se dirigindo até o caixa.

— Não precisa ir até lá. É só me pagar mesmo e depois entrego ao caixa — disse o homem.

O Bakemon pagou cerca de quinze dólares para o duque e foi embora. O homem surrupiou cinco e devolveu dez.

— Ei está faltando cinco dólares aqui...

— Meu querido Vegiemon deixa isso pra lá. Aquele digimon me disse que estava com muita fome e que só tinha esses dez dólares. O mundo está cheio dessas pessoas. Precisamos nos unir para acabar com a fome no mundo, vamos dar as mãos e rezar para o bem dos flagelados — o duque pegou o Vegiemon pela mão ou tentáculo e o arrastou para a cozinha.

— O que? E a caixa registradora? — perguntou o digimon.

— Não se preocupe com isso. Conception, ei Conception, por favor, faça a reza para os flagelados — disse o duque.

— Opa, é comigo mesmo — disse a empregada.

Logo os três estavam de mãos dadas em forma de círculo na cozinha e Conceição enrolando o caixa com suas palavras.

— Meu Deus — disse a empregada — guarde os pobres dos digimons que não têm o que comer. Aqueles que são os morta-fome da vida. Aqueles que não têm nenhum pão de cada dia. Aquele pão seco, enrugado, embolorado, que a gente guarda dentro de um pote dentro do armário. Aquele pão...

Enquanto isso, a duquesa fazia a limpa no caixa.

— ... aquele pão que se nós jogarmos contra a parede faremos um buraco, aquele pão duro...

— Conception, já chega, please! Bom, eu acho que isso foi tudo. Agora nossas almas eston purificadas pela reza maravilhosa da Conception — disse o duque.

— Eu... fiquei comovido — o Vegiemon chorava depois da reza da Conceição.

Na verdade, essa não era a primeira vez que roubavam ali.

...

ChaosMetalSeadramon permaneceu no topo da montanha, usou os seus poderes mentais e chamou mais soldados das profundezas. Em pouco tempo, surgiram mais digimons na praia.

— Shellmon!

— Divermon!

— Gesomon!

— Vão atrás dos digiescolhidos e os destruam no momento que os encontrarem!!

— Sim, mestre — responderam em uníssono.


Paulo e os outros saíram da casa de Orgemon e foram para uma outra localidade, pois o lugar havia sido palco de uma luta recente e estava exposto a outros ataques. Caminharam até o lago dos Seadramons e ficaram um bom tempo para bolarem algum plano ofensivo contra o lorde.

— Vocês querem peixe? — LinK surgiu segurando um peixe.

— Não, obrigado — respondeu Mia.

— Então sobra mais pra mim — LinK fez a sua cabeça ficar de Gomamon e abriu a boca, engolindo o peixe de uma vez.

Paulo pediu a todos que se concentrassem em derrotar os soldados do lorde antes mesmo de enfrentá-lo de cara. Para isso, pediu a Impmon que colocasse fogo numa madeira.

— Agora o que nos resta é esperar — Paulo tremia.

— O que houve? Sente-se mal? — perguntou Impmon.

— Estou apenas ansioso para a próxima batalha. Impmon, nunca enfrentamos inimigos tão fortes quanto os lordes das trevas. Às vezes me sinto muito esgotado.

— Não perca a coragem, Paulo. Eu vou estar sempre aqui para derrotar os inimigos um por um.

Paulo sorriu e pôs a mão na cabeça de Impmon.

Lúcia terminou o curativo na pata de Gizamon e acalmou o anfíbio. Ela garantiu que os digiescolhidos venceriam ChaosMetalSeadramon.

— Obrigado — Gizamon chorou.

— Não é nada demais. Eu sou boa em curativos. Mamãe me ensinou a fazer.

Mia também estava exausta, mas o seu amor pela justiça a impediu de esmorecer. Ela ainda tinha esperança de que venceriam todos os lordes.

— Mia! Vem cá um pouco. Vamos nadar neste lago — falou Betamon ao pular na água.

— Não vai dar, Beta. A água deve estar fria e eu não quero adoecer logo agora. Aproveite você sozinho. Ficarei aqui mesmo.

— Que pena. A água tá tão gostosa.

Lucemon, com a luz que saía das suas mãos, ajudou Gizamon a se curar aos poucos do ferimento. Logo, o anfíbio não precisou mais do curativo e agradeceu a ajuda do loiro.

— Por que não usa todo o seu poder? — perguntou Gizamon.

— Lúcia não quer que eu me envolva em batalhas. Ela até pediu para eu não digivolver.

— É uma pena. Meu sonho é digivolver e ficar mais forte. Se eu fosse no nível adulto talvez venceria algumas lutas.

Lúcia se aproximou deles e falou que não gostaria que Lucemon deixasse a sua aparência humana, pois gostava de tê-lo como um irmão.

— Eu não quero. É muito perigoso.

— Então eu não vou digivolver, Lúcia. Fica tranquila.

Gizamon ficou com uma interrogação na cabeça. Não entendeu a relação entre a digiescolhida e o digimon anjo.

Algo se aproximava do Lago dos Seadramons. Duas criaturas emergiram das águas e se mostraram os dois últimos Ebidramons.

— Kyaah! São os digimaus, Mia. Eles nos encontraram — alarmou Betamon.

LinK saiu da água, deixando apenas o parceiro da menina sozinho.

— Eles finalmente chegaram. Vamos nos preparar — falou Paulo.

Orgemon já estava com a sua arma pronta para atacar.

— Não escaparão do mestre ChaosMetalSeadramon! — falou um Ebidramon.

— Destruiremos os digiescolhidos — disse o outro.

Mia não ficou intimidada pelas palavras do digimau e mandou o Betamon evoluir.

— Betamon digivolve para... Seadramon!

A dupla de Ebidramons partiu para cima do Seadramon com as suas pinças.

— Tesouras Gêmeas!

— Explosão de Gelo!

Os ataques explodiram, gerando uma energia significativa. No entanto, os Ebidramons não foram derrotados.

— Ele precisa de ajuda — falou Paulo.

Orgemon praticamente voou para cima de um digimau e bateu na cabeça. O vilão criou um galo, mas não foi derrotado. Usou a pinça para segurar e apertar o ogro.

— Orgemon! Temos que ajudá-lo.

— Eu vou — disse Impmon.

Impmon não teve nem tempo para entrar na briga. Alguém surgiu e golpeou o Ebidramon com uma longa espada. O monstro soltou Orgemon.

— Quem é aquele? — perguntou Mia.

— Flecha de Gelo!

O outro Ebidramon recebeu o golpe. Depois o digimon "misterioso" socou o rosto do capanga, jogando-o para cima.

— Oi, gente — Nashi surgiu com Leomon.

Os digiescolhidos foram até ele e ficaram felizes por reencontrar o antigo guardião do Brasão da Luz. Em seguida, viram que aquele que atacou os Ebidramons foi o Knightmon.

— Ele superdigivolveu — explicou Nashi.

— Incrível, Kotemon — Paulo.

Enquanto isso, Orgemon e Leomon travaram uma batalha.

— Temos que proteger a Ilha Arquivo. ChaosMetalSeadramon tem a capacidade de destruir ilhas. Eu sei disso porque Knightmon e eu escapamos fedendo de uma.

Todo o grupo saiu do lago.


ChaosMetalSeadramon saiu da montanha e voou em direção ao lago. Se aproximou e liberou um Rio de Sangue. O ataque evaporou toda a água (e consequentemente matou os Ebidramons). Um vapor se espalhou por boa parte da ilha, criando um clima de névoa.

— Não vão fugir de mim!!


Os digiescolhidos foram atacados por um outro membro do exército das profundezas. Era um Shellmon.

DIGIMON: SHELLMON

ATRIBUTO: DADOS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 21.000

DESCRIÇÃO: UM DIGIMON MOLUSCO QUE POSSUI UMA CONCHA MUITO RESISTENTE. SEUS GOLPES SÃO USANDO ÁGUA.

A concha ficou diante dos heróis. O digimon estava dentro da concha e soltou um jato de água.

— Chamas! — Impmon.

— Punho do Rei das Feras!

— Soco do Imperador.

— Lá vai choque — Betamon.

Os golpes atingiram o inimigo, mas ele nem se mexeu. Shellmon, por fim, saiu da carapaça e soltou uma rajada de água. O golpe atingiu Orgemon e Leomon.

— O mestre vai gostar de muito de tê-los como troféus — falou o Shellmon.

Betamon voltou a ser Seadramon e atacou Shellmon. Entretanto, ele foi atacado por Divermon.

DIGIMON: DIVERMON

ATRIBUTO: DADOS

NÍVEL: PERFEITO

NPD: 26.000

DESCRIÇÃO: HOMEM-BESTA AQUÁTICO QUE ATACA EMBAIXO DA ÁGUA COM A SUA LANÇA E SE MOVE COM O MOTOR NAS COSTAS.

Surgiu um terceiro capanga. Seu nome era Gesomon, o digimon lula gigante. Ele impediu que Knightmon atacasse o Divermon.

DIGIMON: GESOMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 24.000

DESCRIÇÃO: UM DIGIMON LULA GIGANTE. VIVE NAS PROFUNDEZAS DO OCEANO NET E E MUITO TERRITORIALISTA.

A batalha contra o trio de soldados das profundezas se desenrolou na praia da Ilha Arquivo. Todos faziam a sua parte, exceto Lucemon. Apenas ele não lutava por causa de um pedido de Lúcia. Até mesmo LinK voltou a ser Gomamon (ele não tinha energia para virar Surfmon) e ajudou as crianças contra os digimaus.

— Assim não vai dar. Impmon!

— Certo. Impmon superdigivolve para... Baalmon!

— É a tua vez, Seadramon — Mia segurou o brasão.

— Seadramon superdigivivolve para... MegaSeadramon!

Paulo, Mia e Nashi era trio de digiescolhidos que estavam com os seus parceiros na forma perfeita. Knightmon cortou Divermon; Baalmon deu um tiro e Gesomon; MegaSeadramon congelou Sheelmon.

— Vencemos! — comemorou Paulo.

Mas a alegria durou pouco, pois o comandante Gusokumon surgiu e golpeou os três digimons perfeitos. Ele utilizou torpedos em forma de peixes para atingir os parceiros dos escolhidos.

— Quem fez isso? — perguntou Mia.

— Gusokumon, o segundo em comando do exército das profundezas — respondeu o crustáceo azul.

DIGIMON: GUSOKUMON

ATRIBUTO: VACINA

NÍVEL: PERFEITO

NPD: 48.888

DESCRIÇÃO: UM DIGIMON MEIO CIBORGUE QUE VIVE NA ZONA ABISSAL E TEM COMO CARACTERÍSTICA A CAÇA DE DIGIMONS MAIS FRACOS. É O COMANDANTE DO EXÉRCITO DAS PROFUNDEZAS.

Gusokumon chamou a atenção do trio de capangas e ameaçou destruí-los se não voltassem a lutar. Eles imediatamente atacaram Lúcia por causa do Brasão da Luz que ainda era uma ameaça.

Paulo olhou desesperado.

Lucas não se deixou intimidar e ficou na frente da menina.

— Socorro!

— Desculpa, Lúcia. Mas eu tenho que lutar.

Lucas se transformou em Lucemon. Ele utilizou o bastão dourado para usar como arma de defesa e bater nos vilões.

Gusokumon atirou um torpedo na direção do anjo, mas foi interceptado pelo escudo de Knightmon.

De repente, um raio vermelho atingiu parte da praia, causando uma onda de choque que arrastou todos. A origem daquele ataque era o ChaosMetalSeadramon, que sobrevoava logo acima da água.

— É ele — Paulo.

— Não podemos nos descuidar nem por um segundo — Mia.

— Achei vocês, digiescolhidos. E o destino é a destruição completa de todos.

O vilão era imponente e botava medo até nos aliados. O trio que antes atacava Lucemon parou. Eles não conseguiram concluir a missão.

— RIO DE SANGUE!!!

A rajada foi na direção de Lúcia.

— Cuidado! — gritou Paulo.

Lucemon segurou Lúcia e Gizamon e fugiu do foco do ataque. O poder do lorde reduziu a pó Shellmon, Divermon e Gesomon, destruiu árvores e chegou até o outro lado. O que sobrou foi um rastro de destruição de uma ponta a outra.

— Quanto poder — Nashi ficou perplexo.

Lúcia desmaiou.

Lucemon não podia perdoar ChaosMetalSeadramon. Seu corpo liberou uma aura de fogo. O digivice dela brilhou.

— Lucemon digivolve para... PIDMON!!!

O anjo de fogo deu as caras.

...

FLORESTA WIRELESS

Rose não parecia muito bem. Seu corpo estava mais pesado e a visão turva. Ela sequer dormiu bem na noite anterior. Estar dentro de uma grande árvore era muito incômodo.

— Como ela está? — perguntou Ruan a Jin.

— Com febre.

— Gente, por favor, posso continuar andando. Uma febrezinha não vai me matar.

Palmon pediu à parceira que não se esforçasse muito.

— Era apenas uma questão de tempo um de nós adoecer. O pior é que não existe informação do que ela pode ter — respondeu Jin.

— Precisamos resolver de uma vez por todas essa guerra contra a Lotusmon. Não vai ser fácil. Éramos seis, mas agora somos metade — Ruan.


Na colmeia central...

— Então está me dizendo que os digiescolhidos se esconderam num local perto das grandes árvores? — Lotusmon permanecia sentada numa flor gigante de lótus.

— Sim, mestra Lotusmon. Já foram localizados — disse Blossomon.

— Que notícia maravilhosa. Agora que são apenas três, posso acabar mais facilmente fom eles.

Lotusmon preparou a sua tropa da floresta para um ataque massivo aos digiescolhidos.


Os digiescolhidos lutavam contra mais digimaus da floresta. Depois que foram descobertos, não havia mais outra saída a não ser lutar.

— Granada de Destruição! — O golpe atingiu um Dokugumon.

— Rajada de Espinhos! — os espinhos de Togemon atingiram alguns Kiwimons.

— Controle de Mente! — Pinocchimon começou a controlar um Kuwagamon com suas linhas — Agora dance pra mim hahahahaha.

— Eles são muitos — disse Jin.

Rose ficou com tontura e caiu. Togemon parou os ataques e foi socorrer a parceira.

— Parece que ela está piorando — falou a digimon cacto.

— Essa é a pior hora para estarmos numa luta. A gente tinha que encontrar um remédio — falou Jin.

Mas abortar as lutas era impossível. Os soldados florestais atacavam um atrás do outro. Piorou quando diante deles surgiu o SkullScorpiomon, assuntando-os. O digimon esqueleto era bem maior que os demais e mais forte.

DIGIMON: SKULLSCORPIOMON

ATRIBUTO: DADOS

NÍVEL: PERFEITO

NPD: 43.000

DESCRIÇÃO: UM GRANDE ESCORPIÃO ÓSSEO. POSSUI UM FERRÃO NA PONTA DA CAUDA CAPAZ DE MATAR QUALQUER ADVERSÁRIO.

— Ai que coisa feia. Togemon! — disse Rose ainda segurada pela digimon.

Jin e Ruan puseram as mãos nos rostos e fizeram sinal de negação. Mesmo enferma, a menina ainda tinha a língua de chicote.

— Rose, tenho que lutar. Por favor, descanse um pouco — Togemon colocou a menina escorada numa árvore.

O monstro escorpião avançou contra os digiescolhidos.

— Togemon superdigivolve para... Lillymon! Canhão Flor! — o golpe atingiu o digimon esqueleto, mas sem deixar arranhão algum.

SkullScorpiomon tentava atacar Lillymon com o seu ferrão, no entanto ela desviava do perigo com a rapidez do bater de suas asas. E era de suma importância escapar de um golpe do ferrão, pois era tóxico.

— Pinochimon você é o único na fase extrema por aqui. Dá uma ajuda para a Lillymon — pediu Jin.

— Poderia até dar se não estivesse tão ocupado com esses digimons aqui. Marreta!

O boneco era cercado pelos insetos.

— Guardromon digivolva e vá ajudá-la.

— Certo, Ruan. Guardromon superdigivolve para... Andromon!

Andromon derrotou os últimos digimons insetos que ele lutava e foi até SkullScorpiomon. Deu um soco no digimau, fazendo com que ele caísse, pois Andromon era muito forte.

— Míssil Metralhadora! — os mísseis começaram a atirar como se fossem metralhadoras atingindo o digimau, mas ainda não causando nenhuma consequência. — Ele é muito resistente aos ataques.

— Andromon, por favor, troque de lugar com o Pinochimon. Pinochimon venha lutar contra o SkullScorpiomon, Andromon ficará em seu lugar — disse Jin.

Pinochimon foi ajudar a derrotar o digimau. Ele o atacou com sua marreta de marionete, porém ainda não derrotando.

— Ainda não foi destruído? Que teimosia. — Pinocchimon correu pra cima do digimau, pegou sua cruz atrás das costas — Cruz Voadora! — e cortou o digimon destruindo finalmente. — Pronto, vira digitama que é muito melhor.

SkullScorpiomon era um momstro selvagem e sem inteligência que só servia como cão de guarda da Lotusmon. Mesmo assim, era considerado um comandante das tropas da floresta. O diferencial dele era a sua defesa insana.

— O NPD dele aumentou? — Jin ficou perplexo. — Acima de 90 mil. Por quê?

Pinochimon tentou usar os fios manipuladores para controlar o escorpião. Não teve sucesso.

— Droga! Ele é mais resistente do que imaginei — o pinóquio já estava de saco cheio.

Da cauda do digimau saiu veneno, que saiu respingando em várias partes. Um pouco do conteúdo bateu numa árvore, corroendo o tronco.

— Marreta de Marionete! — SkullScorpiomon se defendeu mais uma vez, usando os braços como proteção.

Jin chegou à conclusão de que a parte sensível do monstro era a cabeça, por isso ele protegia toda vez que recebia um ataque. Pediu para os outros digimons ajudarem Pinochimon.

Lillymon utilizou o seu cordão de flor para amarrar e puxar o braço esquerdo, Andromon segurou o direito. Pinochimon retirou a cruz das costas e utilizou a Grande Cruz para atingir a cabeça do SkullScorpiomon e assim abrir um rasgo. Dados jorraram. O monstro caiu.

— Isso! — Ruan comemorou.

Andromon terminou com os últimos digimons soldados de Lotusmon que estavam os atacando. As crianças respiraram aliviadas por conseguirem deter o último inimigo.

Lillymon pediu ajuda aos outros por causa da piora do quadro de saúda da Rose. A febre aumentou e a menina começava a tossir. Lillymon queria ao menos ter um poder para recuperar a sua amiga humana. Contudo, os digiescolhidos nem tiveram tempo de pensar numa estratégia para recuperar Rose. Lotusmon apareceu.

— Parabéns. Não é à toa que me deram trabalho nesses dias. Vencer SkullScorpiomon não é para qualquer um — disse a lorde batendo palmas.

Lotusmon viu o escorpião tentar se levantar mesmo ferido. Num golpe único com o seu mastro, ela matou o servo.

— Não preciso de perdedores no meu exército.

Blossomon atacou Lillymon e capturou Rose com os tentáculos.

— Mestra Lotusmon, capturei a menina.

Os mocinhos foram surpreendidos.

— Olá, Rose. Lembra de mim? Aquela Lalamon que você tanto acolheu. Quão estúpida você foi?

— É... eu não tenho sorte. Mas é... vivendo... e aprendendo — respondeu com dificuldade.

Lillymon tentou atacar Blossomon, mas Andromon impediu, pois poderia machucar a garota.

— Canhão Flor! — Ela se virou e atirou contra Lotusmon. A lorde conseguiu desviar.

— Precisará bem mais do que isso para me deter — disse a digimau.

— Chute do Sol Nascente — Lillymon concentrou o poder do sol na sua perna e foi até Lotusmon dar-lhe um golpe.

— Coitada — Lotusmon teletransportou e voltou atrás de Lillymon. Aplicou-lhe um ataque com o seu mastro colorido — Sétima Fantasia! — Ela disparou um poderoso ataque.

— Aaaah!! — Lilimon é atingida e bateu contra um tronco de uma árvore e cai.

— Lillymon... ME SOLTA?!! — gritava com Blossomon.

— Hehehehe vai precisar bem mais do que isso para derrotar a mestra Lotusmon. E você fique quietinha, humana!!!

Blossomon apertou Rose.

— Covarde! — bradou Ruan. — Andromon, ataque o Blossomon.

Mas Lotusmon se meteu na frente do androide e avisou que a única coisa que fariam era assistir à morte de Rosemary.

— Rose, eu tenho que te defender nem que pra isso eu perca a minha vida!

— Cale a boca! O que você vai fazer agora é aguardar a sua parceira ser destruída — Lotusmon estalou o dedo e surgiram mais digimons soldados da floresta. — Os outros estarão ocupados.

Ruan e Jin não sabiam mais o que fazer.

— Canhão Flor!

Lotusmon se defendeu e acertou Lilimon mais uma vez com o poder de seu mastro, fazendo-a voltar a ser Palmon.

— Solte-me... Cof! Cof! Cof! — disse a menina sendo levada por Blossomon.

— Não adianta pedir socorro, pois ninguém conseguirá salvá-la de mim — disse o digimau.

— Rose! — gritou Palmon caída no chão.

Um brilho surgiu no digivice da garota. O Brasão da Sinceridade fez Palmon brilhar. Assim mais uma megadigievolução surgia.

— Palmon Megadigivolve para... ROSEMON!!!

...

Lilithmon foi até a torre negra localizada próxima ao prédio e ao laboratório. Ela ficou perto da base e começou a tocá-la. Ficou assim por alguns minutos.

— Maldito Ray que deixou a obra parada. Se eu soubesse como terminar e pra que serve esta torre...

— Mestra, os gráficos e as plantas da torre negra já estão no laboratório — disse Insekimon

— Ótimo. Eu quero dar uma última olhada — disse ela indo para o laboratório.

Musyamon surgiu na frente dela.

— Pensei que você estivesse com a cabeça de algum digiescolhido. Por que está aqui? Não era para você ajudar os lordes?

— Mestra, não vou ficar feito um tolo servindo de mordomo para aqueles reis. Preciso de dados para evoluir. Você prometeu.

Lilithmon sorriu e chamou o samurai de petulante. Mas evoluí-lo seria do seu interesse.

— Você quer saber como ficar na forma extrema?

...

MAR DAS TREVAS

O trio de generais das trevas se reuniu com o Patamon misterioso.

— A torre negra precisa ser concluída. Retirem de Raymond Kyoto a semente das trevas e deem à Lilithmon — disse o Patamon dentro da bolha.

Um dos generais se aproximou e jurou que faria o serviço.

— Essa missão será minha, milorde. Será um prazer me encontrar com o portador da semente.

O Patamon deu um leve sorriso.

Notas finais
Espero que tenha gostado. A minha fanfiction ficará bem melhor e fortes emoções acontecerá.