CAPÍTULO 036

LABORATÓRIO DE WEIZ

A assistente Darcmon detectou uma energia estranha vinda do Mar de Dagomon. Avisou ao seu chefe imediatamente por vídeo. Investigavam as recentes atividades das trevas depois que surgira o Shadowlord.

Muito estranho o mundo digital permitir que humanos não digiescolhidos entrassem livremente, haja vista era impossível há alguns anos.

...

Voltando um pouco no passado...

— Impmon superdigivolve para... BAALMON!!!

Paulo não entendeu o motivo de Impmon evoluir para um nível inferior.

Baalmon e Musyamon lutavam incessantemente. O vilão utilizou a sua espada para criar vários cortes do ar e atingir tudo o que estivesse pela frente.

Enquanto isso, Kotemon ingeria o maior número de fast food que Nashi acabara de comprar. Não podiam perder tempo fora da batalha.

— Aquele Musyamon é traiçoeiro — disse Nashi aos outros.

Koushiro pegou o seu notebook e lamentou. Além de ter tido um bem seu destruído, não era mais possível jogar os digimons restantes de volta ao Digimundo.

— Só o que resta é destruí-lo.

Nashi colocou a mão do ombro do ruivo e afirmou que matar um digimon não seria tão difícil.

Uma garota caminhava com o seu cão pela calçada. Foi pega de surpresa por uma explosão de terra e detritos. O animal correu. A garota tentou ir atrás. Entretanto viu o samurai parado em frente a ela.

— Perdemos ele de vista — falou Paulo ao olhar para os lados.

— Que vista linda — disse Musyamon no topo de um prédio baixo. Ele segurava a refém pela jaqueta.

Nashi e os outros se impressionaram com a audácia dele em sequestrar uma humana.

— Querem ela? Então toma!

O vilão jogou a garota e fugiu. Baalmon deu um pulo alto e a segurou antes de cair no chão.

— Eu falei que ele era traiçoeiro. Como ela está?

— Desmaiada. Melhor assim — respondeu Koushiro.

— Melhor nos juntarmos aos outros — concluiu Paulo.

No presente...

DIGIMON: ETEMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: PERFEITO

NPD: 22000

DESCRIÇÃO: DOIS ETEMONS SERVOS DE MALOMYOTISMON. SEUS ATAQUES SÃO NA MAIORIA FÍSICOS, MAS PODEM USAR PODERES DAS TREVAS.

— Pata de Macaco!

— Chute do Macaco!

— Vocês só sabem fazer isso? Será que é o melhor que podem fazer? — disse Baalmon esquivando-se de todos os golpes.

— Não brinque conosco — disse o Etemon 1.

— É isso mesmo, não brinque conosco — repetiu o Etemon 2.

— Pois então me mostre os seus melhores ataques — disse Baalmon..

— Já que pediu então lá vai...

— ESPÍRITO DAS TREVAS! — ambos os macacos soltaram duas esferas negras que foram na direção do outro. Este, porém, utilizou a sua espada e destruiu as esferas deixando os dois impressionados.

— Não pode ser, co-como conseguiu destruir nossos ataques apenas com as mãos? — perguntou o Etemon 1.

O fato era que Baalmon possuía um poder acima da média para um digimon na forma perfeita, e nem 2 Etemons eram capazes de detê-lo.

— O que faremos agora? — perguntou Rose.

— Talvez se ajudássemos... — respondeu Tai para a menina.

Baalmon continuava a lutar contra os a dupla de Etemons, levava uma ligeira vantagem. Não conseguia voar, pois desconhecia essa habilidade. O único jeito era ter que atacar físicamente os dois.

— Como sabe lutar assim? — perguntou Etemon 1.

— Assistia MMA escondido com o meu parceiro no canal esportivo. Por isso eu aprendi uns golpes finalizadores — o digimon ficou na posição de ataque e partiu pra cima dos dois. O homem deu um soco na cara do segundo Etemon e depois deu um chute bem alto que atingiu a parte lateral da cabeça do primeiro Etemon, derrubando-o. — Deixa eu explicar os golpes, o soco que dei foi um Cruzado e o chute um High Kick usado muito em Kickboxe. Aprendi alguns golpes, é a primeira vez que os pratico.

— Caramba ele é um lutador de MMA. Eu nunca vi isso antes com um digimon — disse Tai com os olhos brilhando.

Os Etemons não se deram por vencidos, combinaram um ataque. Conseguiram enganar Baalmon o derrubando no chão e ficaram sobre ele.

— Hihihihi agora escapa disso — disse o Etemon 1.

— Será que vocês podem me ajudar. Em vez de me assistir lutando, que tal uma mãozinha hein?

— Ah essa voz é de Impmon! — percebeu Ruan — Guardromon, ajude-o.

— Certo. Guardromon superdigivolve para... Andromon!

— Oi, pessoal! — gritou Paulo vindo correndo com Koushiro, Nashi e os digimons.

— É o Paulo, Koushiro e o outro guri que esqueci o nome — disse Daisuke.

— Pessoal... ainda... ainda bem que chegamos a tempo — disse o brasileiro ofegante.

— Não se preocupem que... aquele digimon é o parceiro do Paulo. É a superdigievolução de Impmon. — explicou Koushiro.


Enquanto isso, Mimi retornou ao apartamento de Sora, agora sem o seu namorado e seus digimons. Ela chegou já com tudo — folgada — abriu a porta, viu a Sora e as crianças na sala, pegou a amiga e a arrastou praticamente para a cozinha que ficava logo ao lado do cômodo central.

—Que é isso, que agressividade?

— Sora confessa... — Mimi olhou pra se certificar de que não vinha ninguém — Confessa que você ainda é apaixonada pelo Yamato.

— Mimi, você pode ser minha amiga, mas eu não admito que fale uma barbaridade dessa. Eu amo o meu marido e meu filho.

— Será mesmo? — começou a rir — Ai amiga, foi um escândalo quando o Yamato soube do seu caso com o Tai. Somente dois anos que amou o Tai, mas será mesmo? Será verdade?

— Sei não viu — Sora pegou um copo, abriu a geladeira, tirou um jarro com água, pôs o liquido no copo e começou a beber — só você mesmo... Que som é esse?

— Meu celular, peraí deixa eu ver... se for a cobrar eu mando ir pra aquele lugar. Ah é o Jo, o que ele quer? Oh empata! — atendeu — Oi amor como vai?... Onde estou?... Estou no motel com meu amante colocando um chifre bem grande no meio da sua linda e maravilhosa testinha — Sora cuspiu a água que bebia molhando a outra no celular — Ai que nojo, Sora! Jo eu tô na Sora, mas ela acabou de me dar uma cuspida literalmente sujando meu vestido. Ok, depois eu volto pra casa, tchau e bom plantão aí. Beijo.

— Não acredito que falou isso na cara dele — a ruiva ficou paralizada.

— Ele é acostumado com minhas piadas. Lembrando que nunca o traí. Agora eu estou preocupada com outra coisa... — a morena ficou com uma cara desconfiada.

— Ah não, Mimi Tachikawa, eu te conheço. Conheço essa cara, o que foi?

— Eu disse pra você que os homens de Miami são lindos e tudo mais... É que lá em Miami aconteceu uma coisa que me intrigou e tal... Ah vou falar logo de uma vez, eu conheci um cara mais velho chamado Adrien King.

— Ah não, pelo amor de Deus!!! Você quer me matar do coração?

— Ele me be...ou...

—Que?

— Me be...ou...

— Afff fala logo de uma vez por todas.

— Sora, o cara me beijou no rosto — a outra ficou com o queixo caido. — Tudo aconteceu quando eu e minhas amigas fomos à boate e fui para o bar beber um coquetel, daí ele sentou ao meu lado e me ofereceu uma bebida, eu aceitei. Conversamos como amigos, só isso. Depois ele se despediu de mim e me deu um beijo no rosto tão rápido que não pude evitar.

— Deixa eu digerir tudo isso... espera um momentinho. Quer dizer que você permitiu que um estranho a beijasse? Que falta de respeito para com Jo.

— Eu sei, mas não pude evitar. Foi de uma vez. Esquece isso, pois o Jo nunca saberá disso nem em sonho.

— Espera um momento. Não venha com queixo pra cima de mim não que não tem vez. Vai ter que me contar essa hist... — nesse momento ela é interrompida por Mia.

— Dona Sora, preciso ir agora. Os meus amigos estão me chamando — disse Mia.

— Sim... é eu não posso ir. Mimi, você pode levá-los até lá?

— Salva pelo gongo. Pra onde vamos? — perguntou Mimi.

— A Rose disse que está numa praça próximo a uma emissora...

— TV Fuji. Venha, a levarei. Tchau Sorinha — disse a morena.

— Esperem! Precisamos ir também — disse Lucemon.

— Dona Sora, queremos lutar também. O Lucemon disse que consegue vencer os digimons — disse Lúcia.

— Está certo, podem ir, mas cuidado.

— Dona Sora, eu posso usar o banheiro? É que eu preciso me transformar, mas pra isso eu tenho que ficar nu. — disse o loiro.

— É logo ali — a ruiva não entendeu nada, mas permitiu.

Lucemon entrou no banheiro que ficava no quarto de casal. Sora só viu um clarão vindo do seu quarto, minutos depois o garoto veio na sua forma de digimon carregando suas roupas. Tanto Mimi quanto Sora ao ve-lo ficaram admiradas com sua beleza.

— AI QUE FOFO!!! — disseram. Depois as duas deram um beijo uma em cada lado do rosto do digimon, deixando-o bastante vermelho.

— Ma-mas o que estão fazendo? — perguntou bastante corado. Sora se conteve, mas Mimi não. Voltou a beijá-lo no rosto inúmeras vezes deixando várias marcas de batom no rosto dele.

— Quem manda nascer fofo e lindo assim. É nisso que dá — disse Mimi.

— Olha aí o Lucemon ganhou duas admiradoras — disse Mushmon.

— Ai! Eu nunca mais serei o mesmo — disse o anjo cabisbaixo.

— Será sim — disse Lúcia dando um beijo na testa dele — eu não tenho ciúme, posso te beijar a hora que me der vontade.

— Hã? Até você, Lúcia?!

— Só falta eu — Mia também o beijou no rosto, eita bicho de sorte. Betamon logo ficou com ciúme, mas a menina logo o beijou. Lucemon não se conteve.

— Ai parem de me beijar! Eu tô constrangido assim. O que você tá me olhando Jin? Vai me beijar também? — o loiro se apavorou só com a possibildade do rapaz o beijar.

— Não, nunca. A única que posso beijar aqui é minha mãe que ainda está desmaiada. Boa sorte lá na luta — disse o japonês.

— Já to indo Sorita — Mimi se despediu.

— Não esquece de me contar o resto da história — disse a ruiva no ouvido da outra.

— Tudo que tinha de contar já contei, fui. — respondeu Mimi bem baixinho. — Venham. Lucemon, fique perto de mim pra eu poder te apalpar de perto, seu lindo. Tchau povo que come ovo, tchau Soralice amiga.

— Que história é essa de Soralice?

— Sora com Doralice. Vamos Lucemon segure na minha mão, não desgrude não. Ai que asas lindas, que braceletes lindos...

Os cinco desceram as escadas e foram para o carro de Mimi que estava estacionado logo próximo. Mia, Lúcia e Betamon ficaram no banco traseiro, Lucemon ficou na frente.

— Ai eu quero ir atrás — disse já sem esperanças.

— Lúcia deixou que eu o apalpasse, meu lindo. Fica quietinho aí — a mulher apertou a buchecha do loiro — Quem mandou ficar na forma de digimon. Agora põe o cinto e ajeita as suas asas que estão na minha cara. Lá vamos nós.

Assim foram ao encontro dos demais. Mimi parecia uma corredora de fórmula 1, arrancando com seu carro numa velocidade absurda.

...

Baalmon era um digimon muito forte e veloz, entretanto os seus movimentos já se tornavam previsíveis para a dupla de Etemon. Ambos desviavam dos ataques da espada. Na sequência, imitaram os golpes de luta de Baalmon.

— Esse lance de luta humana é bem fácil de aprender — disse o Etemon 1.

— Irmão, atacaremos juntos — falou o Etemon 2.

Ambos uniram as suas forças para darem socos no herói. Ele recebeu toda aquela força em seu corpo. Os Etemons aproveitaram para lançarem uma bola de trevas ainda mais poderosa. Baalmon foi arrastado até a frente de um prédio. Houve uma explosão.

— Baalmon!! — gritou Paulo.

— Canalhas! Eles vão pagar por isso — Ruan praguejou.

— Será que não tem alguma coisa que possamos fazer, pessoal? — Rose questionou.

— Esperem um pouco. O que eles estão fazendo? — Mia apontou para a dupla.

Os Etemons prepararam uma grandiosa caixa de som ligada a cabos. Os cabos conectavam um microfone e uma guitarra. O microfone ficou com o Etemon 1 e a guitarra com o Etemon 2.

— Vocês vão pagar por terem atrapalhado os nossos planos — ameaçou o primeiro.

— Os irmãos Etemons mostrarão o seu talento. Curvem-se — respondeu o segundo.

A guitarra soou tão alta que quase explodiu os tímpanos dos ali presentes. As caixas de som começaram a tocar uma música frenética de rock. Os decíbeis eram tão altos quanto de um jato militar.

— Ah... que horrível — falou Daisuke pondo as mãos nos ouvidos.

Os demais tentavam a todo o custo tamparem as orelhas, haja vista o som era perturbador. Não era um som comum ou um som alto que podia incomodar. O barulho era carregado de energia das trevas, energia que deixava os digiescolhidos mais sensíveis.

— Tailmon! — disse Kari ao perceber que a sua parceira regredia para Salamon.

— Desculpa, Kari. Ele me obrigou a ficar nessa forma.

Takeru falou aos novatos que as ondas sonoras da música eram nocivas, por isso os digimons enfraqueciam com aquilo.

— É isso mesmo. Vocês não têm chance conosco. Vamos arrasar ainda mais. Yeah! Rock'n Roll Baby!!!

A onda sonora se espalhou por Odaíba e além. Pessoas nos carros pararam e alguns acidentes de trâsito ocorreram. As janelas dos prédios ao redor quebraram. Pedestres que passavam perto do campo de batalha caíram no chão com a dor de ouvido.

— Eu não aguento mais — falou Mia. Seu Betamon já estaria perdendo as forças e quase virando um Koromon.

— Essa não. Nossos digimons estão regredindo. Não podemos permitir isso — Ruan foi acudir Hagurumon.

Baalmon deu um pulo bem alto e preparou uma potente arma a partir do seu braço direito. Os amoletos transformaram o que tinha na manga dele num tipo de espingarda. Ele deu um tiro. A energia destruiu a caixa de som dos Etemons.

— O quê? Como ousa destruir o nosso equipamento? — questionou o Etemon vocalista.

— Irmão... assim não poderemos continuar o show — falou o Etemon guitarrista.

Tai ficou de saco cheio de ouvir a dupla. Preparou o seu Agumon para digivolver. O alaranjado assentiu e foi para a linha de frente.

— Agumon digivolve para... Greymon!

— Ainda temos fôlego. Veemon!

— Veemon digivolve para... ExVeemon!

— Nós, os veteranos, continuaremos a proteger a paz na Terra. Patamon.

— Patamon digivolve para... Angemon.

— É a sua vez, Tentomon.

— Tentomon digivolve para... Kabuterimon!

— Consegue lutar, Salamon?

— Claro que sim, Kari. Salamon digivolve para... Tailmon!

Tailmon correu em direção aos Etemons e arranhou os seus rostos. Os dois ficaram tontos.

— Agora — Tailmon saiu de perto deles.

— Bola de Fogo!

— Mão do Destino!

— Eletro-choque!

— Ex-laser!

Os quatro golpes atingiram os irmãos Etemons, que foram catapultados para o céu.

— Aqui, Baalmon! — Koushiro estendeu a mão para cima. Seu celular brilhava. — O portal para o Digimundo.

Baalmon acertou golpes físicos nos macacos. Eles caíram direto para a luz do portal. Passaram com tudo.

Os veteranos Baalmon a derrotar os dois Etemons, enviando-os de volta ao planeta deles pelo portal no celular de Koushiro. Após isso, os digiescolhidos achavam que venceram todos os inimigos, porém Lilithmon surgiu diante deles acompanhada por Myotismon e Musyamon.

— É a Lilithmon, essa bandida — Nashi resmungou. A derrota dos Etemons foi boa demais para ser verdade.

— Bandida eu? Respeite-me, seu pirralho insolente! Vocês que se meteram no meu caminho. Meu trabalho era muito simples: levar um humano para o meu mundo. Qual o problema nisso?

— Conta outra. Nós vimos você levar a mãe do Jin. Bilhões de humanos e logo a mãe de um dos nossos. O que queria com ela? — Mia não teve medo de perguntar.

— Ah que pena, eu não posso ficar e tirar as suas dúvidas. Preciso fazer minhas maldades no digimundo como de costume. Fiquem com meu servo Myotismon. Venha, Musyamon.

O samurai passou a espada no chão, levantando poeira e fazendo um corte considerável a fim de impedir que qualquer um prosseguisse atrás da sua mestra.

— Espere, covarde. Temos uma luta para terminar — Nashi se adiantou.

— Um dia chegará essa luta. Prometo que as mortes de vocês serão rápidas e indolor.

Musyamon acompanhou Lilithmon através do portal D-GATE. Apenas o vampiro continuou na Terra.

— Não pude adquirir o Brasão da Luz. Mas a senhora Lilithmon me deu a ordem para eliminar todos os digiescolhidos.

Myotismon levantou os braços e foi tomado por milhares de morcegos. A silhueta foi aumentando cada vez mais e tomado por uma luz. Quando os morcegos desapareceram, a forma original do monstro surgiu diante de todos.

— Eu sou MaloMyotismon, o general mais forte do Exército Negro. E também o mais perigoso.

Daisuke, Kari e T.K relembraram o passado ao verem a forma final de Myotismon. Avisaram aos outros que o digimon era na forma extrema e que era bastante perigoso.

— Preprem-se para morrerem da pior forma possível.

Ruan tomou a dianteira e pediu que o seu digimon evoluísse.

— Hagurumon digivolve para... Guardromon!

Mia apoiou a iniciativa do amigo espanhol e não se intimidou com o inimigo.

— Betamon digivolve para... Seadramon!

A serpente marinha e o robô soltaram os seus poderes. O vilão apenas ficou parado e com o corpo curvado. A explosão atingiu MaloMyotismon em cheio, mas não foi o suficiente.

— Digiescolhidos e os seus digimons! Agora fiquei decepcionado com o poder que vocês possuem. É inacreditável que o mestre ShadowLord foi derrotado por um nível tão baixo. Mas talvez ele não tenha ido com tudo.

O monstro mudou de pose e ficou relaxado. Ele gargalhou e deixou ainda mais à mostra seus dentes afiados.

— Chegou a hora de conhecerem o poder das trevas em sua essência.

MaloMyotismon criou uma onda de choque com o poder do mal. A ventania foi capaz de destruir postes, levantar carros e arrancar árvores. O poder maligno foi capaz até de arrastar os digiescolhidos.

Ruan não conseguiu se segurar direito e saiu voando.

— Guardromon superdigivolve para... Andromon! Eu te peguei.

— Valeu demais, Andromon.

Os demais se protegiam de alguma maneira.

Por causa da sua liberação de energia, MaloMyotismon emitia uma aura vermelha como sangue. Seu corpo pulsava como um coração bombeando o sangue que drenou tanto de humanos quanto de digimons. Ele abriu as bocas demoníacas em seus ombros e atirou um raio escarlate muito quente, atingindo um carro.

— Incrível. Ele derreteu — Koushiro ficou boquiaberto.

— Ele é muito perigoso. Já lutamos com o Myotismon original na sua forma MaloMyotismon e não foi fácil — respondeu Takeru.

Paulo e Baalmon pediu aos seus companheiros que deixassem a hesitação e o medo de lado. Se tais sentimentos negativos tomarem conta, as trevas que MaloMyotismon emitia tomaria conta da mente. Era preciso lutar com coragem.

— É isso que me move. A coragem — Paulo mostrou o seu brasão.

Taichi sorriu. Seu sucessor era um jovem muito corajoso.

— É isso mesmo, garoto. Somos a coragem em pessoa.

Os dois digiescolhidos da Coragem incentivaram os outros a lutarem pela Terra e pelo Digimundo.

...

Na prisão, Conceição cantarolava na cela, e cantava muito, para o desespero dos demais presos. Os pais de Rose, Ruan e a irmã de Mia ficaram na mesma cela com dois Bakemons vigiando.

Escravos de Jó jogaram cachangá

Tira, põe, deixa o Zé Pereira ficar

Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá...

— Agora outra, dona madame, Aviões do Forró — disse com a mãe de Rose que a achava louca.

Eu quero ver o meu salário aqui pra mim

Eu quero ver o meu salário aqui pra mim

Pois eu fui sequestrada e me lasquei assim

Agora eu quero ver meu salário aqui pra mim

Lá lá la la la la la la...

— Meu querido, essa mulher é louca — disse a duquesa. — Diga-a para parar com isso, dói os meus tímpanos.

— Certo. É... senhorita, poderia parar de cantar assim? Está assustando a minha esposa. Por gentileza? — disse o duque.

— Está me pedindo pra parar? A não, velho da cara de catita, eu não paro não, sabe por quê? Porque em toda a minha vida eu nunca passei por tanto sufoco quando passei desde que fui trabalhar na casa da dona Márcia. Pra começar, tava eu fazendo as coisas, de repente aparece uma mulher parecida com a Morticia, A Tia da Samara Morgan na minha frente. Era toda de preto, parecia a filha do Zé do Caixão, sei lá. Depois apago e acordo aqui sem saber onde estou e me deparo com esses fantasmas falantes aí na minha frente, desmaiei cinco vezes só quando cheguei, to cansada de desmaiar. Pra piorar, hoje é dia três ou quatro e ia receber meu salário dia cinco, está aí, levei uma rasteira daquelas. Por isso, cara de catita, eu não paro de cantar. Agora mais uma aí madame...

Mia, como será que você está? Desculpe-me, tive que fazer isso para o seu bem. — pensou Emma.


Lilithmon chegou no Digimundo e já foi informada por Insekimon sobre a extravagância de Ray. Ela imediatamente foi para a cobertura e se assustou com o estrago que se encontrava a sala. Depois foi para o quarto e encontrou o homem deitado na cama, de bruços, bastante abatido.

— Ray, acorda. Ray, acorda!

— O que foi, Lilithmon?

— O que fez com as coisas? Destruiu tudo. Estou muito chateada com isso. Agora me diz quais são seus planos? — perguntou deitando-se sobre ele.

— Agora não, depois eu digo. Hoje o dia foi péssimo. Vou dormir que é melhor — disse o homem se afastando dela.

Argh imbecil. Espera só amanhã o motim contra você. Que pena, vai durar até amanhã. E eu serei a nova líder dos lordes. Amanhã será um grande dia, o meu dia — pensou.

Aiko ainda estava acordado, chorou tanto que não tinha mais lágrimas para continuar. Ele ainda não acreditava que seu irmão, seu herói, fosse se tornar um monstro a ponto de batê-lo. Mesmo sabendo das atrocidades que seu irmão fizera, como matar digimons, tiranizar e atrapalhar os digiescolhidos, nunca se metera nos assuntos dele. No entanto, nunca concordou que seu irmão fosse chamado de ShadowLord e sempre o criticava por isso. Repentinamente, começou a sua crise de asma, imediatamente foi até a gaveta no criado-mudo e retirou sua bombinha e a usou. Sentiu-se aliviado.

— Preciso sair daqui, meu tempo já acabou nesse prédio. Quando todos estiverem dormindo, fugirei.

Lilithmon ficou com ódio de Raymond e saiu do quarto. Pediu a Insekimon que explicasse melhor tudo o que ocorreu. O mordomo abriu o jogo.

— Parece que o clima não está para sol, mestra — falou Musyamon, de braço cruzado na varanda.

— Isso não é da sua conta. Seu trabalho é ajudar os lordes. Agora pegue o Airdramon e saia.

Musyamon deu um pulo e subiu no Airdramon.

...

Na Terra, a última batalha ficou mais intensa quando MaloMyotismon utilizou a sua aura assassina para atingir todos ao seu redor. Ele soltou uma rajada de ácido das cabeças em seus ombros. Os parceiros dos digiescolhidos desviaram.

— Não podemos nos dar ao luxo de sermos atingidos por aquele ácido — avisou T.K.

DIGIMON: MALOMYOTISMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: EXTREMO

NPD: 50000

DESCRIÇÃO: O SERVO DE SHADOWLORD MAIS PODEROSO. CRUEL, MAS OBEDIENTE. FOI O COMANDANTE DA PEQUENA TROPA DE DIGIMONS QUE INVADIU ODAÍBA.

Baalmon e Andromon lutavam contra MaloMyotismon, mas o digimau era rápido e muito poderoso. Nenhum dos dois digimons perfeitos conseguiam vencê-lo.

— Hahaha o que aconteceu com a pose dos dois? Acharam que me venceriam? — disse o digimau pendurado no quarto andar de um prédio.

— Não dá pra derrotá-lo assim — disse o androide.

— Droga. TOME ESSES TIROS! — mais uma vez os amuletos de Baalmon transformaram o braço direito em uma arma.

— GRITO DAS TREVAS!! — os dois ataques se chocaram.

— Espada Espiral — mas o vampiro desviou com facilidade.

— Não ficarei olhando aqui feito boba, Palmon é sua vez de ajudá-los — disse Rose.

— Pode deixar comigo Rose. Palmon digivolve para... Togemon. Togemon superdigivolve para... Lillymon! Canhão Flor!

— O quê? Porcaria! Mais outro pra me atrapalhar. Mas não faz mal, a destruirei também. Grito das Trevas — o golpe atingiu a digimon de raspão a obrigando a sair da luta e voltar a ser Palmon — Eu disse que vencerei todos que me atrapalharem.

— Palmon, você está bem?

— Não pude desviar adequadamente daquele ataque... estou fraca.

— Não desistam, por favor — disse Paulo para os dois que lutavam.

— TROVÃO! — um raio veio por trás do digimau atingido-o por trás. Ele ficou de joelhos.

— É MegaSeadramon — disse Ruan.

— Vamos aproveitar e atacar. Espada Espiral!

— Metralhadora! — os dois ataques atingiram MaloMyotismon em cheio, mas não o ferindo o suficiente.

— Uma droga! Vocês são bem irritantes. Dessa vez terei que pegar pesado. Digiescolhidos, desistam e morram!

O monstro concentrou uma energia vermelha entre as mãos e a fez explodir. A onda de choque fez com que Greymon, Kabuterimon, Angemon, ExVeemon e Tailmon regredissem para as suas formas crianças.

— Não possível. Ele é bem mais forte do que imaginávamos — falou Tai.

Mia pediu que deixassem o futuro daquela batalha nas mãos deles, dos novatos.

MegaSeadramon, Andromon e Baalmon atacaram mais uma vez. O golpe atingiu o inimigo em cheio. Dessa vez, MaloMyotismon sentiu a energia dos parceiros dos digiescolhidos.

— Não pode ser. Essa energia deveria ser infinita. Mas sinto que os dados estão se esvaindo do meu corpo.

Lucemon foi direto ao campo de batalha e pediu para que imobilizarem o digimau para que ele pudesse aplicar uma punição divina. Andromon usou seus mísseis para enfraquecer o digimau mais ainda e segurou o braço direito dele, enquanto Baalmon segurou o braço esquerdo. Lucemon voou bem alto e abriu os braços.

— Eu vou matá-los! Sodoma e Gomorra...

As bocas nos ombros abriram, mas foram congeladas pelos golpes de MegaSeadramon.

— O ataque que eu darei será muito forte, saiam no momento exato ou serão destruídos também.

— O que ele fará dessa vez? — perguntou Paulo ao ver Lucas voar.

— Espera só um momento — ele ficou com seus braços abertos, depois juntou as mãos como numa posição de reza, daí se concentrou mais ainda e começou a separá-las, pouco a pouco, até surgir uma réplica do sistema solar. Logo foi aumentando até virar dez esferas em forma de cruz, depois ele fez o ataque — Lá vai — nesse momento, os dois digimons que seguravam MaloMyotismon saíram o mais depressa possível — CRUZ GRANDIOSA!!!!!!!!

— NÃO!!!! — o ataque atingiu em cheio o digimau, que foi destruido na hora. Um desenho de uma cruz foi formada no chão, depois uma grande explosão de coloração azul escuro tomou conta do lugar.

Odaíba clareou no meio da noite. A Cruz Grandiosa de Lucemon foi praticamente um espetáculo pirotécnico. Mesmo fora do alcance do impacto, os digimons sentiram o efeito e foram arrastados pela onda de choque. Baalmon virou Impmon e Andromon voltou a ser Hagurumon. Os digiescolhidos também sentiram o efeito, uma cratera foi criada com o impacto. Muita poeira se espalhou. Lucemon, enfraquecido, desceu lentamente até atingir o chão e ficar sentado. Lúcia o ajudou a se levantar, pois ele tava muito fraco devido a grande quantidade de energia que liberou.

— Luquinhas!

— Eu só preciso descansar um pouco, Lúcia — falou visivelmente abatido.

— Lucemon, nunca pensei que podia destruir um digimon na fase extrema com apenas um golpe — disse Taichi impressionado.

— Sem me gabar, mas eu tenho força de um digimon na forma extrema, apesar de ser criança. Agora como eu nunca havia usado esse poder, gastei muita energia.

— Paulo, conseguimos vencer todos os inimigos, finalmente — disse Impmon comemorando.

— Ruan... vencemos.

— Estou muito contente contigo Hagurumon. Fiquei feliz por você ter lutado bravamente — disse o espanhol fazendo joinha.

— Impmon, meu irmãozinho, parabens pela luta, você tava ótimo — disse Paulo abraçando o digimon.

— Lucemon que marcas são essas no seu rosto ein? Ganhou algum coraçãozinho foi? — Rose mais uma vez sendo a rainha da sinceridade ou inconveniência.

— Ai ai! Esqueci de limpar o meu rosto. A dona Mimi me encheu de beijos — falou todo vermelho.

Mimi surgiu e deu boa noite a todos ali. Revelou que estava longe e por isso que tinha demorado muito.

— Conta outra. Você desleixou como digiescolhida — revelou Tai.

— Que maldoso, Tai. Acontece que eu não seria de grande ajuda. Esqueceu que Palmon está na minha casa com o Jo?

Lucas se sentiu sonolento.

Lúcia mostrou as roupas dele e que ele precisava se vestir.

Minutos depois...

— Luquinhas.

Lucemon saiu do banheiro público e voltou a ser o humano Lucas. Mimi puxou a bochecha dele e ameaçou dar mais beijos.

A alegria tomou conta do grupo. Parecia ser bom demais para ser verdade. Mais um plano dos vilões por água abaixo. Mas algo ainda não estava certo.

— Que foi, Impmon?

— Não notou a coincidência que foi a Lilithmon sequestrar a mãe do Jin? Além disso, desistiram fácil de roubar o brasão da Lúcia.

— Parceiro, vamos comemorar. O hoje é o hoje. O amanhã fica para amanhã.

Impmon concordou com Paulo. Mas havia outra preocupação de Impmon ainda mais forte do que teorizar as ações dos vilões. Ele olhou para Paulo e sentiu culpado por guardar um segredo dele.

FIM DO ARCO BATALHAS EM TÓQUIO