Notas iniciais
ÚLTIMOS CAPÍTULOS DA SAGA Olá meus caros leitores digiescolhidos. Espero que gostem de mais um capítulo. Momentos finais da saga, momento decisivo. O clímax de toda a fanfiction está para começar. O arco de episódios da Lilithmon começa agora. Vai do capítulo 58 até o 63.

CAPÍTULO 058

MAR DAS TREVAS

MagnaAngemon continuou a esperar pacientemente o desenrolar no Digimundo para assim colocar em prática o seu ardiloso plano de escapar da zona das trevas. Para isso ordenou os seus três servos a vigiarem a torre negra, pois qualquer arranhão nela acabaria com todo o trabalho que tivera.

Aquele ambiente hostil, obscuro e cheio de trevas, contrastava com o anjo. Vestindo uma graciosa roupa branca como um sacerdote, asas brancas angelicais e um longo cabelo loiro. Além de se contrastar com o resto do ambiente, portava uma espada sagrada que mais parecia a excalibur.

— Sabe aquela sensação de que estou prestes a sentir o gosto da liberdade depois de anos preso? Quando você veio para cá e tentou me persuadir a seguir o seu mirabolante plano, não acreditei e te ataquei — disse o anjo mexendo numa peça de xadrez. Ele jogava com Shadowking Aranha.

— Lembro sim, principalmente quando te derrotei com apenas um golpe. Eu tive que me segurar muito para não matá-lo, pois vocês, digimons, estão num nível abissalmente abaixo de mim.

— Falando sério. Como que um ser humano consegue ser tão poderoso e com muitas técnicas assim? Quando invadi o mundo de vocês, nenhum humano foi capa de me parar.

O jogo entre os dois acontecia dentro de uma casa de praia. Ambos sentados ao chão da sala enquanto conversavam e jogavam. Num movimento bastante habilidoso, Aranha deu um cheque-mate no anjo.

— Eu tenho muito poder por causa que também sou um digimon. Sabe, existem digimons que conseguem ficar na forma humana por causa da mistura de DNA em suas células. Por exemplo, há um ser humano que já foi o meu aluno, que conseguiu injetar DNA de digimon em seu corpo. Essa técnica só foi usada por minha causa.

— Isso é chato. Você venceu o jogo pela quinta vez.

— Digamos que eu sou uma subespécie de digimon. Um híbrido do tipo especial. Por isso eu tenho aparência humana, mas força de digimon. Entendeu? E chega desse jogo. Preciso voltar para a Terra já que eu conquistei uma ilha de que eu tanto queria.

Mas Adrien King não contou toda a verdade para o anjo maligno. O seu ser era muito superior ao que são humanos e digimons.

...

O templo de Ornismon virou dados, a tempestade cessou, a neblina parou e Cordilheira Cloud diminuiu de tamanho. A influência do lorde já não tinha mais poder sobre a região.

Após a derrota de Ornismon e o sacrifício de Goddramon, os digiescolhidos e os moradores emigraram para um outro local. A vila foi totalmente varrida do mapa, por isso precisavam andar para outra localidade.

— Eu sinto que vi o filme da minha vida passando pelos meus olhos — falou Rose sentada e encostada nas costas de Jin, que também sentou.

— Acho que eu perdi alguns anos devida por causa do estresse — disse Jin.

Paulo pediu ânimo aos dois e falou que os próximos vilões seriam pior do que Ornismon.

— É sério. Precisamos treinar os nossos digimons. Não dá para ficarmos apenas andando por aí enquanto os desafios ficam cada vez mais altos — respondeu Ruan.

Márcia surgiu montanda em Peckmon e com a Lúcia nos braços.

— Mamãe, como ela está?

— A febre diminuiu. Aos poucos está se recuperando. E o Ray?

— Mamãe, eu tenho que te contar algo muito ruim. O Ray foi sequestrado pela Lilithmon.

— Maldita! Aquela desgraçada só quer atrapalhar a nossa felicidade. Ah Ray, por que teve que acontecer isso?

— Sorte que ele entregou a erva antes de cairmos. Bom, está na hora de partirmos. Tem muita gente para nós salvarmos — falou Paulo.

Aiko afirmou que sabia de um caminho para chegar mais rápido ao prédio, mas que teriam que passar pela floresta ao redor do prédio.

— A vila agradece a coragem de vocês e por terem salvado os moradores — disse Valkyrimon. — Ele puxou Aiko para distante. — O teu parceiro vai renascer graças ao meu poder de ressuscitação, mas eu percebi que os dados dele não foram para a Cidade do Princípio. Eles foram para aquele prédio.

— Eu sei. Lá que fica a matriz do D-GATE. Ele só está esperando abrir um portal para entrar na Terra.

Valkyrimon não entendeu.

— Meu Master vai renascer na Terra. Quando ele ainda era Agumon, eu fiz com que os dados dele se conectassem com a Terra. Master será o primeiro digimon terrestre da história.


Perto dali, Musyamon ficou escondido e ouvindo a conversa dos humanos. Ele não desistiu da sua ideia de evoluir se alimentando de digi-núcleos.

— Aquele maldito do Ornismon era tão poderoso que nem mesmo digimons extremos conseguiram vencer. E de quebra ele uniu forças com os digi-núcleos dos outros lordes. Droga! E eu aqui penando para ficar forte. Recebendo ordens daquela bruxa.

...

Nashi retornou do portal e caiu no chão. Estava visivelmente mais magro, mas ainda assim não demonstrava tristeza. Ele se levantou e pediu ao parceiro que saísse. A silhueta de um grande cavaleiro real surgiu. Assim que pisou fora, ele regrediu.

— Kotemon! Não ficou na sua forma extrema ao pisar no Digimundo. Por quê?

— É muita energia. Preciso descansar um pouco.

— Tudo bem. Passamos um bom tempo treinando. Agora é hora do merecido descanso.

As duas portas de ouro se fecharam e a carta sobre o púlpito de pedra desintegrou.

— Chegou a hora de ajudar os nossos amigos. Sinto que eles vão ser pegos por algo surpreendente. Temos que intervir.

— Sim, Nashi. Mas antes preciso comer.

— Claro.

O arqueólogo e o parceiro saíram do tempo e foram atrás dos seus amigos. Antes, porém, tinham que comer algo para dar sustância para uma eventual luta.

...

A sorte dos digimons da antiga Vila dos Digimons Refugiados era que outra vila era perto. Mais ou menos 5 quilômetros dali. E também tiveram sorte por nenhum residente ser um digimon maligno.

— Podem ficar na minha casa. Não é grande, mas é bem confortável — disse uma Renamon.

Márcia agradeceu a hospitalidade e pôs Lúcia deitada sobre a cama. Agora era apenas esperar o remédio fazer o efeito total.

No lado de fora, Paulo e Aiko conversavam a respeito de Impmon e do que houve na Ilha Arquivo. O irmão de Ray agradeceu todo o apio que teve do líder dos digiescolhidos.

— Aiko, eu já passei por isso uma vez. Então eu posso dizer com convicção que senti exatamente o que você sente. Mas não fique preocupado, pois ele renascerá na Cidade do Princípio.

— Obrigado, Paulo, pelas palavras, mas o Master não renascerá lá.

— Como assim?

— Foi isso o que você ouviu. Estou triste, mas não desesperado. Porque sei exatamente onde ele vai nascer. E não será no digimundo como acontece costumeiramente com a maioria dos digimons. Ele pode ter nascido aqui, mas quando eu o conheci foi na Terra.

— E isso é possível?

— Tudo é possível quando você quer. Só estou esperando resolver os últimos assuntos no digimundo para voltar pra minha casa no mundo real.

Márcia preparou mais uma dose do chá. Ela levou o copo para a filha tomar e concluir o tratamento.

— Toma filha, está morninho.

— Huh cade o Luce... mon, mamãe?

— Toma vai — ela deu pra menina beber. Lúcia sorvia todo o conteúdo e dormiu novamente. — Ray. Ainda não me conformo com isso.

...

Lilithmon ainda estava muito furiosa com os digiescolhidos. Não acreditava que o lorde mais poderoso foi destruído de uma maneira relativamente fácil. Apenas uma tocha estava acesa e ela sabia exatamente que era a dela.

— Ornismon era um demônio muito perigoso. Os digiescolhidos terem destruído ele pode ser algo paradoxal, amiga — disse Lotusmon com uma taça de vinho.

— E você tem coragem de dizer isso na minha cara? Tudo bem. Ele seria um problema para mim. Nem eu tinha ideia de como derrotá-lo. Mas aquele pivete do Aiko se superou. Tirou um Goddramon da manga. É por isso que eu sempre odiei aquele moleque.

— Ele era o seu cunhado, não? — Lotusmon sentou na poltrona e cruzou as pernas. — O que pretende fazer agora?

— Lucemon modo Anjo Caído!

Uma criatura surgiu na sala do apartamento. Era um anjo com a metade das asas brancas e outra metade pretas.

— Sim, mestra — disse o digimon sendo controlado por ela.

— Destrua os digiescolhidos. Mate todos eles. Principalmente aquela que possui o Brasão da Luz. Entendeu?

— Sim, mestra. — Lucemon saiu voando e foi em busca das crianças para atacá-las.

— Acha mesmo que um digimon na perfeição conseguirá deter todas aquelas crianças com aqueles digimons na forma extrema?

— Não, minha querida Lotusmon. Já sei que Lucemon pode falhar miseravelmente. É por isso que eu sempre dou um passo além. Lopmon!

— Sim, mestra Lilithmon. O que a mestra deseja?

— Pode digivolver.

O Lopmon começou a evoluir para um digimon maligno chamado Wendimon.

DIGIMON: WENDIMON

ATRIBUTO: VÍRUS

NÍVEL: ADULTO

NPD: 55.000

DESCRIÇÃO: UM HOMEM BESTA QUE SÓ PENSA EM DESTRUIR O SEU OPONENTE. SEU CORAÇÃO É CHEIO DE ÓDIO E CRUELDADE.

— Hehe o que houve, mestra? Qual ajuda a senhora quer?

— Digamos que Lucemon falhará e você será o plano B. Não confio nos planos A. Portanto, preciso que fique de olho e espere o momento certo para atacar — disse Lilithmon segurando uma pequena esfera que poderia ser uma semente.

Wendimon revelou a sua verdadeira forma. Era aquele demônio selvagem. No passado, com a ajuda de Lilithmon, enganou até mesmo o Raymond. A forma Lopmon era apenas um disfarce.

...

Depois de algumas horas descansando, Lúcia finalmente acordou. Todos a olhavam alegres pela recuperação. A garota, porém, ainda estava fraca e precisava ficar deitada.

— Puxa vida, eu devo ter dormido várias horas. Não me lembro de nada que aconteceu por aqui.

— Só quase fomos mortos... — Rose falou e sendo repreendida pelos colegas.

— Lúcia, que bom voltou a si. Irmãzinha, eu estou muito contente pela sua recuperação.

— Maninho... obrigada.

— Eu também fiquei muito contente, Lúcia.

— Obrigada, Imp.

O semblante dela continuou triste.

— Mas estou muito preocupada com o Lucemon.

— Filha, vamos recuperar todos que foram sequestrados pelas mãos daquela megera. Eu juro pra você que eu trarei o Lucas de volta. — Disse Márcia a beijando.

De repente uma explosão aconteceu numa parte da vila. Digimons foram feridos e outros correram com medo. Um inimigo surgiu entre a fumaça.

Os digiescolhidos, menos Lúcia, correram todos para fora para verem do que se tratava. Surpreenderam-se ao ver um digimon parecido com um anjo, porém com as asas do lado esquerdo do corpo pretas. Era Lucemon Anjo Caído.

Jin analisou o inimigo e percebeu e percebeu que o nome dele não aparecia no tablet.

— Ele tem um poder de três digimons no nível extremo. É bem forte — falou o japonês.

Paulo se adiantou.

— Quem é você? Por que está atacando a vila? — perguntou Paulo.

— Destruir os digiescolhidos. Destruir os digiescolhidos. — disse o digimon se aproximando das crianças.

— Cuidado Paulo. Ele parece ser muito forte e perigoso. Provavelmente é um dos digimaus servos da Lilithmon — disse Ruan.

Dot e Melissines atacaram Lucemon, mas foram jogados para longe. Valkyrimon lançou as suas flechas até ele. Lucemon parou os objetos e lançou de volta. O Valkyrimon recebeu o próprio ataque.

— Maldição. Acabamos de nos recuperar da luta contra o Ornismon. Nossos digimons ainda não estão prontos — respondeu Mia.

— Então é isso. Só sobrou Impmon e eu. Impmon impeça que ele nos ataque. Megadigivolva e destrua-o.

— Certo. Impmon megadigivolve para... Beelzebumon.

— Destruir digiescolhidos — balbuciava.

Quem estava por perto e vendo a batalha era Musyamon. Ele cruzou os braços e ficou esperando o momento certo para agir.

Beezebumon e Lucemon começaram a lutar. Lucemon iniciou dando um chute certeiro em Beelzebumon, que foi parar na fachada de uma casa. Logo depois era a vez de Beelzebumon, que aplicou o Garra das Trevas e jogou Lucemon contra outra casa.

— Isso, Beelzebumon. Ganha essa por nós — dizia Paulo na torcida.

Mia ficou olhando para o estranho digimon e quis se lembrar de algo, mas não conseguia. A sua forte intuição atacou novamente.

Na sequência, Lucemon jogou duas esferas de energia contra o parceiro de Paulo.

— Cuidado! — disse o garoto.

Beelzebumon desviou a tempo.

— Desgraçado! Assim ele vai destruir a vila usando esse poder. Destruirei você quem quer que seja. — Beelzebumon foi pra cima do outro e tentar utilizar as suas garras. Lucemon também foi e os dois se encontraram, empurrando-os pra ver quem é o mais forte.

— Desista, digimau. Vou acabar contigo de qualquer jeito — disse o parceiro de Paulo.

— Destruir os digiescolhidos. A minha missão é destruir os digiescolhidos.

Mia chegou para Paulo e disse que aquele digimon talvez estivesse manipulado.

— Por que acha isso?

— Porque ele fala apenas uma frase. É como se a mente dele tivesse passado por uma lavagem cerebral.

Paulo sabia que a menina tinha uma intuição afiada.

Beelzebumon olhou bem para os olhos do adversário e percebeu que eles estavam sem vida ou brilho.

O que? Por que ele fica repetindo essas palavras? Será que... Não pode ser!

Beelzebumon se separou de Lucemon e ficou pensando.

Mia pensou:

Olhando bem para ele, as asas no topo da cabeça, o jeito estranho de falar e os olhos vermelhos. Não pode ser. Aquele é...

— Agora caiu a minha ficha! Aquele digimon deve ser o Lucemon — alarmou Mia. Os outros ficaram surpresos.

— Do que você está falando? — perguntou Ruan.

— Mia, você disse que aquele digimon é o Lucemon? Como?

— Paulo, olha bem pra ele. Aquelas asas no topo da cabeça. Os olhos vermelhos. Quando o Lucemon foi controlado pela Lilithmon, ele ficou com os olhos vermelhos. Agora eu vejo aquele digimon, é muito parecido.

— Tem razão, ele é muito parecido. Então se aquele é o Lucemon, por que está diferente? — perguntou o brasileiro.

— Talvez ele tenha digivolvido à força pela Lilithmon. Coitadinho do Lucemon não teve escolha. — disse Rose.

— Se ele é o Lucemon, precisamos de um jeito de trazê-lo de volta. Beelzebumon, por favor, não destrua ele. Ele é Lucemon!

— Disso eu já sabia, cara. Agora como tirar o controle da Lilithmon nele é que vai ser difícil.

Lúcia resolveu se levantar para ver o que estava acontecendo, mas foi impedida pela sua mãe, alegando ser muito perigoso para ela. Contudo, a menina queria ver mesmo assim, pois o brasão dela não parava de brilhar.

— Não, minha filha. Lá fora está muito perigoso. Vários digimons malignos estão atacando.

— Mamãe, confie em mim. Preciso ir. O meu brasão não para de brilhar. É um sinal de que preciso ver. Por favor, mamãe, confie em mim.

— Tudo bem, filha, mas fique pertinho de mim.

As duas saíram e viram todos olhando para a luta. Beelzebumon não tinha mais coragem de atacar o outro. Apenas desviava ou se defendia dos golpes.

— O que está acontecendo aqui, meninos?

— Mamãe, aquele é o Lucemon.

— Então ele está sendo controlado pela Lilithmon. Como vamos tirá-lo do transe?

— Lucemon! — disse a garota indo na direção do digimon.

— Não faça isso. O Lucemon está muito perigoso! — impediu Paulo.

— Mas... ele fez uma promessa pra mim de que sempre me protegeria. Olhem o meu Brasão da Luz, ele está brilhando. Tenho certeza que isso fará o Lucemon voltar ao normal.

— Pessoal, eu também acho que a Lúcia deveria tentar. — disse Mia.

Beelzebumon afastou-se de Lucemon. Lúcia começou a caminhar até na direção do seu parceiro. Todos estavam apreensivos com o que poderia acontecer. Beelzebumon estava preparado, caso o digimon atacasse a menina.

— Lucemon, ainda se lembra de mim e da promessa que me fez? Disse que sempre me protegeria. Sempre estaria ao meu lado — disse a garota já bem perto dele.

— Filha...

— Espere. Deixe que ela resolva isso. — disse Paulo interrompendo a sua mãe.

— Destruir a digiescolhida da Luz. Eu vou destruir — Lucemon foi para cima de Lúcia para atacar. Todos ficaram apreensivos. O Brasão da Luz brilhou mais intensamente. Lucemon parou.

— Você é o meu parceiro digiescolhido. Somos parceiros.

— Destruir... parceiro... destruir... Lúcia. Aaaaahhhhhh — Lucemon ajoelhou-se e põs as mãos no chão. Nesse exato momento a semente das trevas começa a sair de dentro do corpo do digimon.

— Lucemon? É você?

— Lú-Lúcia? E-eu não queria machucar você — Lucemon começou a regredir à sua forma criança. — Eu juro que não me lembro de nada.

— Lucemon, que bom te ver de novo, meu parceiro — disse ela o abraçando. — Eu senti saudades de você, não quero mais me separar de você.

— Eu também não, Lúcia. — disse o menino. Ele olhou para Márcia e ficou alegre ao vê-la. — Mamãe!

— Oi, meu querido. Vem cá meu anjinho. Ai como você é pesado — disse ela segurando-o nos braços.

— Mãe, não foi a minha intenção de atacar a Lúcia. Perdão.

— Não precisa me pedir perdão, querido. Eu sei que você não teve culpa.

Mais um problema resolvido. O regresso de Lucemon trouxe um alívio aos digiescolhidos.

— Já que tudo está resolvido, precisamos sair daqui imediatamente. O prédio em que Lilithmon está fica alguns quilômetros daqui. — disse Aiko.

Os herois se despediram dos moradores. Dot e Melissines agradeceram e presentearam as crianças com cestos com frutas para comerem no caminho. Valkyrimon recebeu o Ketomon de Márcia e prometeu cuidá-lo. Assim, eles partiram daquela pequena vila e prometeram aos moradores que logo ajudariam a reconstruir a antiga vila destruída por Ornismon. Eles foram rumo ao prédio de Lilithmon.

Mas aquela semente das trevas não foi totalmente destruída. Musyamon a pegou e percebeu que ainda estava intacta.

— Isso é muito interessante — disse ele comendo a semente.

O poder do samurai aumentou muito. Faltava apenas um empurrão para ele chegar na forma extrema.

...

PRÉDIO DAS TREVAS

Desde que foram sequestrados, Emma e os senhores Castillos permanecerem trancafiados no andar da prisão. Eles eram alimentados apenas com pão e bebiam água. Foram 13 dias nessa tortura. Até mesmo a irmã da Mia havia ficado mais magra. Ela, porém, não sucumbiu. Pediu que a colocasse na mesma cela que os pais de Ruan.

Juntos, os três se ajudaram psicologicamente. Também porque a Lilithmon não se importava muito com eles, exceto no dia atual, quando ela se descontrolou com o Ray.

— Psiiii... Ei — falou ela com um Gottsumon guarda.

— Você de novo? Eu te falei pra não pedir mais informação.

— Eu sei. Mas você pode se beneficiar muito. Quero se você teve alguma informação da Mia e os outros.

Gottsumon olhou para os lados e falou que ouvira do chefe Insekimon que os digiescolhidos já estavam perto dali.

— Obrigada.

Emma se aproximou do casal e avisou sobre a conversa com o guarda. O casal Castillo ficou esperançoso. A mulher estava em êxtase. Queria ver o filho o quanto antes.

— Como vocês vieram parar aqui, senhores Castillo? — perguntou Emma.

— Nós estávamos de férias na Itália. Passamos vários dias fora até que resolvemos voltar mais cedo. Ligamos várias vezes para o Ruan, mas ele não retornava. — disse Juanes.

— Foi quando nós estávamos no saguão do Aeroporto de Madri e a Lilithmon apareceu pra nós. Ela estava como uma humana, diferente. Disse que o Ruan estava nos esperando, e o idiota do Juanes aqui acreditou no papo dela. Se não fosse pela ingenuidade dele, nós ainda estaríamos em casa.

— Amor, não coloque a culpa em mim. Como eu saberia?

— Não converse com estranhos. Isso é tão simples. Pareceu até uma criança caindo na conversa dos outros. Poupe-me, Juanes. Às vezes eu tenho raiva de ti.

— Acho que seria muito difícil de enganar aquela mulher. Quando cheguei aqui, ela me golpeou apenas com uma mão. Não teríamos escolha. Só fico preocupada com a Mia. Será que ela está bem? Será que aconteceu algo com ela? Não. Preciso pensar positivo. Precisamos pensar no lado bom. Eles vão nos salvar. Eu tenho certeza que eles nos salvarão. — disse Emma tentanto ser positiva após a informação do Gottsumon.

...

Algum tempo se passou e já era noite no digimundo. O cenário da região era assustador. Vários raios no céu rasgavam-no de instante em instante. Logo um temporal ia cair. A torre negra já estava pronta e começava a iniciar a sua função. O mais incrível era que nem o espaço e nem o tempo estavam sendo distorcidos como calculado. Havia coisa errada.

Os digiescolhidos foram na direção do prédio de Lilithmon. Caminhavam por uma estrada de terra longa que cortava a floresta negra.

— Parece que as árvores têm olhos. Sinto calafrio de passar aqui — falou Rosemary arrepiada.

— Essa é uma área dominada pela Lilithmon. Quando eu morava aqui, não era assim. Aparentemente ela mergulhou de vez nas trevas — revelou Aiko.

Paulo olhou para o céu. As nuvens formavam uma espécie de bloqueador. Não dava para ver a lua digital e nem as estrelas.

Ainda no grupo, Lucemon voava a fim de verificar a melhor maneira de chegar até o prédio.

— Lucemon desce aqui, por favor.

— O que houve, Lúcia?

Ela retirou o brasão do seu pescoço e o pôs no pescoço do digimon.

— Quero que proteja o meu brasão. Agora ele ficará no seu pescoço, pois foi graças à ele que você voltou ao normal.

— Lúcia. Eu...

— Não fale mais nada. Agora que o meu parceiro voltou ao normal é só alegria — disse ela o abraçando. Logo ela segurou na mão dele.

Aiko parou e mandou Jin mapear toda a região. O digiescolhido mais velho explicou que o território da Lilithmon abrangia desde as montanhas do leste, o litoral norte e a Floresta Negra.

— A Floresta Negra tem alguns níveis. Esse niveis foram criados por Ray como proteção contra invasores.

— Ou seja, nós — disse Paulo.

— Sim, também. Mas precisamos tomar cuidado no ultimo nível. A parte mais próxima do prédio fica a Floresta da Ilusão. Mas também precisamos tomar cuidado com a Floresta Sanguessuga. Aqui possui uma horda de Keramons selvagens que só pensam em sugar dados. Cuidado.

— Claro, claro. Vamos ter medo de reles digimons crianças — desdenhou Paulo.

— Nós estamos na parte mais externa. Então aqui é mais seguro. Mas nós precisamos estar cientes de que quanto mais progredimos, mais perigoso fica.

Paulo se perguntou como a sua mãe passou pela floresta sem ser atacada. Aiko respondeu que sair por trás do prédio não havia problema. A direção norte era bem segura, pois era onde o Ray ou a Lilithmon costumavam sair de limusine.

— A verdade é que eu nunca pisei aqui. Todas as vezes que eu saía, voava com um Airdramon. Conheço a floresta apenas na teoria.

— Não se preocupa, Aiko. Sempre progredimos a duras penas. Daqui já dá pra ver aquele enorme prédio. Em minutos chegaremos lá e acabaremos com a Lilithmon definitivamente, libertamos os que estão presos e ainda vai dar tempo de passarmos as férias de fim de ano — falou Paulo otimista.

Wendimon estava escondido entre as árvores ao redor da estrada. Foi quando ele apareceu e jogou a semente no corpo de Lúcia. Todos ficaram surpresos ao ver a garota desmaiando logo em seguida.

— Lúcia, minha filha, o que aconteceu? Responde filha. — disse Márcia tentando reanimá-la.

— Deixa eu ver isso. Irmã, acorde, por favor, acorde — disse Paulo tentando fazer o mesmo.

— Não funciona. Ela não está acordando, filho!

— Foi tudo culpa daquele digimon. Argh eu vou acabar com a raça dele — disse Impmon.

— Hehe sabe o que eu implantei nela? A semente negra da morte. Ela ficará inconsciente por uma hora e depois morrerá definitivamente. O único jeito é destruindo o Brasão das Trevas no alto do prédio ou destruindo a própria Lilithmon — disse o digimau.

— Você disse Brasão das Trevas? Existe um brasão desse tipo? — perguntou Jin.

— É claro que sim hehe. O oposto da luz é as trevas. O causador de todo o mal que enfrentaram parte desse brasão. Por causa dele, o digimundo e o mundo dos humanos se tornarão um só em poucas horas. Será um espetáculo de se assistir, menos a pirralha que está quase morta.

Aiko olhou bem para Wendimon e sacou que era o seu Lopmon.

— Você era o Lopmon, não era? Lilithmon também te manipulou.

Wendimon soltou uma gargalhada gutural. Revelou que não era um Lopmon de verdade. Foi no passado. Mas que era Wendimon antes mesmo de ser contratado por Lilithmon.

— Ray sabia disso?

— Não. Na verdade eu sou servo da Lilithmon. Eu sim tenho gosto de servir. Não aquele humano imundo do ex-ShadowLord.

— Cale-se! — disse Lucemon já irritado.

— O que? O que você disse? Não era você que iria matar a pirralha, hã? Voltou ao normal por quê?

— Já me cansei de ouvir a sua voz. Eu acabarei contigo, seu maldito — ele materializou uma lança de luz na mão.

— Acabar comigo? Um nanico feito você? Não me faça rir!! Eu sou um digimon adulto, sabia?

Lucemon foi pra cima do outro numa rapidez descomunal e preparou para perfurar o corpo do vilão. Mas algo salvou Wendimon na hora certa.

— Espera. Aquele é... Musyamon — falou Ruan.

— Ele segurou a lança de Lucemon com a mão — Jin ficou impressionado.

Lucemon não tinha força para puxar a lança e largou. O menino se afastou.

— Por que você atrapalhou, hein?

Musyamon se virou para Wendimon e pediu para ele ficar quieto por um tempo.

— Daqui ninguém passa.

— Droga. Ele vai nos atrapalhar agora que a Lúcia está desfalecida. E logo agora que ela se recuperou da doença — falou Paulo se tremendo.

Impmon segurou a mão do rapaz e pediu que confiasse nele.

— Impmon megadigivolve para... Beelzebumon!

O lorde demônio atacou tanto Musyamon quanto Wendimon. Num certo momento, Beelzebumon utilizou as garras para acertar Wendimon. Este foi morto. A outra garra parou no corpo duro feito aço de Musyamon.

— Minha mão doeu. Que corpo duro.

— É o resultado da minha força que conquistei.

Antes de virar dados, Wendimon foi absorvido por Musyamon. Ele brilhou e começou a digivolver para a sua forma extrema.

— Chamem-me de Zanbamon.

Zanbamon surgiu para os heróis e revelou ser um inimigo tão cruel e ambicioso quanto Lilithmon.

Notas finais
Gente já está quase acabando. Faltam 5 capítulos para o fim da saga e 12 para o fim da fanfiction. É triste, mas algo que começa um dia tem que terminar hehe O Lucemon voltou para os digiescolhidos, mas a Lúcia só tem 1 hora de vida. Eles terão que correr contra o tempo para salvá-la. Enfim, até a continuação...