Digimon Adventure 3.0: Luz Vs Trevas
43 KingChessmon, o Boneco do Mal
Notas iniciais
CAPÍTULO 043

Com a derrota de KingEtemon, a área do deserto voltou a ser o que era antes: um clima mais ameno. As temperaturas despencaram para 30 graus e vegetação tomou conta do solo.
Outros lugares do Continente Servidor foram destruídos pela influência dos Lordes das Trevas. E a próxima região era o Campo Software, domínio de Lorde KingChessmon, que parou de nascer flores e frutos e ainda teve os rios poluídos.
— Ex-Tylanomon!!!
— Sim, mestre.
— Cadê os digiescolhidos? Ainda não apalecelam? — o vilão estava sentado à uma grande mesa farta de frutas.
Ex-Tyranomon surgiu com os seus dois olhos brilhantes por baixo da fantasia rosa de dinossauro. Ele afirmou que ainda levaria um tempo até chegarem ao QG.
KingChessmon fez birra e ameaçou destruir o seu comandante.
— Melhor não fazer isso.
— Quem está aí?
Das sombras surgiu Musyamon.
— Você vai precisar reunir toda a força para acabar com os digiescolhidos, incluindo do Ex-Tyranomon. Não se esqueça que eles eliminaram KingEtemon.
— Humpf... Sou o mestle dos tluques. Nenhum digiescolhido vai me intimidar.
O samurai percebeu que os lordes eram iguais de tolos. Pelo menos os dois reis eram inconsequentes na mesma proporção.
...
Muitas horas se passaram e Ray continuava dormindo um sono profundo e inquietante. Inquietante pois ele sonhava com coisas do passado, como o acidente de carro dos seus pais e a responsabilidade de criar seu único irmão. Além de sonhar com o passado familiar, ele sonhava com o que era na época de ShadowLord. Um verdadeiro sonho sem nenhum sentido. Ele começou a suar muito, suou tanto que molhou sua camisa com o suor. O pesadelo foi tão intenso que fez com que ele suasse como se estivesse com febre. Ray se mexia, remexia, contorcia, ia para lá e para cá na cama.
— Eu... p-precis... salvar... os meus... pais — ele delirava.
Márcia fez muitas coisas antes de fazer o chá de Ray. Ela ainda foi pra fora colher alguns frutos, olhar a paisagem, dormir um pouco, sair de novo, ter o saco enchido novamente pelo Numemon que queria pedi-la em casamento, depois foi se deitar, dormiu, se acordou, preparou algo com os frutos e começou a fazer o chá. Isso quer dizer que já era quase noite, tardinha, por volta das 17 horas mais ou menos.
Ao terminar de fazer o chá com as ervas que serviam para recuperar osso fraturado, ela deixou esfriar na chaleira até ficar morno. Depois pegou um copo de porcelana branca e colocou o chá no copo e levou para Ray beber. Ela entrou e o viu dormindo, mas mesmo assim o tentava acordar para beber o conteúdo no copo. Ela o olhou de perto e viu que ele ficava inocente dormindo, parecia mais uma criança apesar de ser bem mais velho que um adolescente — Ray tinha 27 anos.
— Moço. Acorde, por favor — ela tentava acordá-lo de seu sono pesado. Ela cutucava o ombro dele para despertá-lo mais depressa — Acorde agora.
— Não... Aiko por... fav... não... NÃO! — Ele acordou repentinamente, assustando Márcia, que derramou o chá sobre o tronco dele, sujando sua camisa branca. O homem, sem entender muita coisa, ficou sentado e encostou-se na cabeceira da cama, sentindo seu tórax e abdome levemente quentes devido ao líquido morno. Ele não se queimou porque o chá estava um morno frio. — Ai ai que é isso? O que houve? — ele olhou ao seu lado e viu a mulher pegando uma flanela na cozinha.
— Ai meu Deus, deixa que eu te limpo, que sujeira. Sua camisa ficou amarela — ela começou a passar a flanela sobre a camisa dele olhando para o tórax e abdome definidos dele que aparecia sob a camisa molhada. Ela ficou corada com aquela situação. Ray também corou só olhando para ela o limpando.
— Não, espera — Ray falou isso na tentativa de baixar a sua camisa, pois agora Márcia levantou a camisa do homem para limpar seu abdome. Ele a viu passando aquele pano amarelo sobre seu corpo e logo ficou vermelho de vergonha. Percebeu também que ela ficava corada com aquilo. Ray ficou mais corado ainda de vergonha, se isso é possível, ao sentir o cheiro de Márcia. Um cheiro de hidratante de flores, adocicado, com odor de morango ou algo assim que saia da pele da moça.
— Pronto, garotão. Que sujeira você fez, mas tem mais chá ali. Ei, sem me intrometer muito na sua vida, mas já me intrometendo. Queria saber o seu nome — mas Ray ficou calado — Está bem. Não quer dizer então a partir de hoje te chamarei de Kyo.
— Ei, que Kyo é esse? — perguntou na dúvida.
— Kyo Kusanagi. Sabia que você tem a cara e o corpo dele? Deve levar uma vida bastante saudável pra ter um corpo assim, sarado — disse ela se levantando e indo na direção da cozinha.
— Obrigado. Você também não é de se jogar fora... digo, você é muito bonita. Agora me diz por que me acha parecido com o Kyo do The King of Fighters?
— Porque você é a cara dele. Olha, se colocasse uma jaqueta e calça de couro e um lenço na cabeça e soltasse fogo pela mão, você seria o cosplay perfeito dele. Eu juro. Você não é só parecido, você é idêntico.
— Como sabe dessas coisas, tipo sobre o Kyo? Você é uma viciada em jogos eletrônicos? — Ray perguntou com um sorriso no rosto.
— É porque meu filho é louco por esses jogos de luta. Nunca apoiei, também não proibi — Márcia fazia algo na cozinha que Ray não sabia o que era.
— Quem é seu filho? — ele já havia matado a charada. Ele sabia já que ela era uma das mães sequestradas dos digiescolhidos. Só não sabia que ela era a mãe de Paulo.
— Por que eu te diria? Você não quer dizer seu nome, portanto não direi quem é meu filho — tome, garotão. Ela entrou no quarto trazendo dois pratos de porcelana com um tipo de salada em ambos os pratos. — Tome, é salada de frutas. Eu fiz com algumas frutas que colhi na floresta, acho que são boas.
— Está com a cara ótima. Ainda bem que não pegou frutas venenosas, porque senão era o nosso fim. Calma, não fique espantada, eu sei muito bem sobre as frutas do digimundo. Fique tranquila, não morrerei espumando pela boca.
— Não brinque com isso. Agora tome essa colher — ela deu a colher para ele e ficou com uma outra. Ambos saborearam o prato feito por ela.
— Nossa. Está maravilhoso isso aqui.
— Viu, Kyo. Agora sabe do que sou capaz.
E ficaram comendo a salada de fruta.
...
NUMA ILHA DISTANTE
Weiz pousou a sua aeronave no pátio externo do presídio de segurança máxima. Recebeu uma mensagem do seu cliente japonês, que disse a respeito das batalhas dos digiescolhidos em Odaíba. Chamado pelo homem de Daregon, Weiz prometeu que vigiaria melhor o tal Lucemon de que tanto o homem misterioso queria.
— Prometo que farei o possível para investigar sobre isso, senhor.
Depois de mandar a mensagem, saiu do veículo e entrou no presídio a fim de visitar alguém que foi muito importante para ele no passado. O corredor úmido e escuro levou-o para uma cela afastada das outras. O local em que o prisioneiro se encontrava era escuro e sujo.
— Como você está? Aprendeu a lição ou ainda quer passar a eternidade trancafiado aqui?
Mas a criatura não respondia nada a ele. Uma sombra no canto da cela observava homem observando-a. Sabia quem era, mas decidiu não se manifestar.
— Parece que não quer falar comigo. Eu entendo. Se eu fosse você, também me odiaria. Que tipo de digiescolhido deixaria o seu próprio parceiro digimon preso perpetuamente? Hehehe. Mas eu já disse que não nasci para isso. A minha missão nesta vida é outra. Eu vim de tão longe, tão longe que você não compreenderia.
A criatura continuou inerte.
— Sabe de uma coisa? Sabe quem retornou para me atormentar? O meu irmão. Ele voltou a ser Beelzebumon em poucos dias. Nesse tempo recobrou a memória de quem realmente é. Mas ainda tenho dúvidas se ele me reconhecerá caso ficássemos frente a frente. Agora ele se fortaleceu e está lutando com os novos digiescolhidos para derrotar digimons maus que surgiram recentemente. Mas se serve de consolo, nenhum digiescolhido descobriu sobre os meus planos, porque ainda não fui apresentado a eles. Talvez num futuro próximo. O que acha? Não vai falar nada, criatura?
O homem desistiu de ficar ali conversando com o seu digimon, portanto resolveu sair. Quando Weiz estava muitos passos longe da cela, a criatura falou.
— Em breve... você me verá a solta e causando o terror e o ódio. Beelzebumon não é o único digimon que já foi humano, Blizzard Daregon.
— Mas que papo furado é esse? Você já foi humano também? — retornou para tentar uma resposta, contudo o digimon misterioso voltou a se calar.
Em vão. Weiz não conseguiu extrair outra palavra da criatura. Saiu dali antes que se descontrolasse.
...
Paulo e os demais conseguiram, finalmente, sair daquele deserto e entraram numa estrada de terra batida, mas pelo menos tinha algumas árvores e alguns arbustos semi-secos. O trajeto era doloroso, pois, além de ser terra, tinha várias pedras pelo caminho, mas não era pedrinhas não, eram pedras de tamanho médio. Algumas pedras era do tamanho de um tijolo. Com certeza eles sofreram com esse caminho pedregoso.
— Meus pés estão me matando — Rose não parava de reclamar. — Por que não vira Togemon e me carrega?
— Eu também estou cansada, Rose.
Mia observou ao redor e sentiu um cheiro terrível. Correu, acompanhada por Betamon. As crianças escutaram correntes de água e pensaram que era um rio.
— Mas por que está assim? — indagou Betamon.
Paulo se aproximou do rio. O local estava cheio de espuma e lixo. Era praticamente um esgoto a céu aberto.
— Como pode sujarem tanto o rio? — indagou Mia ao consolar Betamon.
O digimon anfíbio estava visivelmente abalado por causa da poluição na água e na morte dos peixes.
— Isso só pode ter dedo de algum lorde.
— Tem razão, Paulo. Estamos nos domínios de algum deles — Jin mostrou o mapa da região. — Parece que é o Campo Software.
Ruan chamou a atenção de todos ao mostrar as árvores exalando odores terríveis. Os frutos já nasciam podres. A vegetação seca e a água podre.
— De longe engana. Mas de perto... — falou Ruan ao chutar uma fruta.
Hagurumon retirou um fio de dentro do corpo e enfiou no solo tal como fizera no deserto. O parceiro de Ruan confirmou que havia água no subsolo do campo também.
— Vai ser mais difícil tirar água lá de baixo. O chão daqui é um solo mais resistente do que a areia — falou Ruan.
Mia avisou que prosseguiria pela ponte de madeira perto dali. Não perdoaria o lorde que poluira o rio.
— Você é alguma ativista climática, amiga? — questionou Rose.
— Meu amor pela natureza, principalmente pelos corpos d'água me deixou furiosa.
Betamon seguiu a treinadora. Os demais foram atrás dela.
Jin era o único que ficou mais atrás em relação aos outros cinco. Ele e seu Mushmon andavam mais devagar pelo fato do nerd mexer no seu tablet.
— Jin, vamos mais rápido, senão nos perderemos dos outros.
— Peraí, Mushmon. Estou tentando fazer um negócio aqui. Se quiser ir na frente, é só correr até eles.
— Não, Jin. Ficarei com você.
Os digiescolhidos não sabiam, mas havia algo de estranho nas entranhas do Campo Software que desafiava a lógica.
Enquanto isso no castelo de blocos, KingChessmon abriu um baú cheio de brinquedos e retirou um telescópio. Colocou o objeto na janela do seu quarto.
— Mestre...
— Cala a boca, Ex-Tylanomon! Agola vou me divertir com o soflimento dos digiescolhidos.
O rei dos bonecos avisou que as crianças caminhavam para uma área de Software que tinha uma ilusão.
— Eles jamais sailão de lá!
Enquanto isso nos digiescolhidos da frente...
— A sensação de lutar daquele jeito foi boa. Aliás foi maravilhoso chegar na minha forma explosiva e voar com minhas asas — disse Impmon enquanto caminhava.
— Puxa, não vejo a hora de chegar a minha fase extrema também — disse a Palmon.
— Eu já cheguei na fase extrema. Como gasto muita energia, mal consigo me transformar em solo seco. Conseguiria melhor se estivesse água — disse Betamon.
— Ué? Seadramons não voam? — indagou Lucemon.
— É que na água o meu potencial melhora. Mas eu posso voar desde a forma adulta.
— Acho que todos nós conseguiremos chegar à fase extrema. É só uma questão de tempo — disse Hagurumon.
— E você, Lucemon? Quando vai digivolver?
— Impmon, não sei. Eu estou na forma humana, sou um menino comum. Não conseguiria digivolver como humano — respondeu.
— Lucemon, você é besta. Em vez de ficar como digimon, que é melhor, pois se surgir alguma ameaça contra a Lúcia você já estaria preparado para defendê-la — Palmon tinha um ponto.
— Eu não. Eu sou um menino. Aliás eu vou ficar mais perto da Lúcia que ela pode precisar de mim — disse o loiro.
— Algum portal foi visto? — perguntou Paulo.
— Nada até agora. Estou tão cansada em andar nesse caminho sem fim. Parece que estamos andando em círculos — Mia.
Uma bifurcação surgiu. Os caminhos idênticos. Tudo era muito igual. Os digiescolhidos e os parceiros não puderam distinguir qual caminho seguir.
— Não dá para diferenciar. O que faremos? — perguntou Ruan.
Paulo pegou uma moeda e disse que CARA era o lado esquerdo, COROA o lado direito. Lançou o objeto. Deu coroa. Os heróis iniciaram a caminhada pelo lado direito.
Jin e Mushmon perderam os seus amigos de vista.
— Cadê todos eles?
— Calma, Mush — Jin verificou a localização no digivice, mas o aparelho não mostrou. — Será que está quebrado? Não pode ser.
Mushmon se deparou com um único caminho que dava para frente. Tanto ele quanto o Jin seguiram por esse caminho.
KingChessmon se comunicou com as criaturas da floresta ilusória para enganarem as crianças. Os monstros surgiram numa TV de brinquedo.
— Não quelo desculpas. Acabem com eles!
— Sim, mestre — responderam em uníssono.
Uma bola de fogo voou na direção de Lúcia. Impmon se meteu na frente e socou o fogo.
— Quem tá aí? — perguntou Paulo.
As crianças viram uma criatura que parecia uma vela com uma chama viva no topo e um castiçal dourado na parte de baixo.
DIGIMON: CANDMON
ATRIBUTO: DADOS
NÍVEL: CRIANÇA
NPD: 2.000
DESCRIÇÃO: UM PEQUENO DIGIMON VELA QUE MUITO PROVAVELMENTE TEM O SEU VERDADEIRO CORPO NO FOGO ACIMA.
Ruan e os outros gritaram para que Candmon parasse. O digimon sorriu e fugiu para dentro da mata.
— Ele vai pagar caro — disse Impmon correndo.
O Impmon pulou de galho em galho até parar num local onde as árvores eram escuras e pareciam ter vida.
— Bicadinha!
Algo parecido a uma mini ave caiu perto de Impmon e explodiu. O parceiro de Paulo correu a fim de não ser pego.
— Bicadinha!
O digimon causador era um Kiwimon. Um dos servos de KingChessmon.
DIGIMON: KIWIMON
ATRIBUTO: DADOS
NÍVEL: ADULTO
NPD: 11.000
DESCRIÇÃO: UMA AVE ANCESTRAL POUCO VISTA. NÃO POSSUI CAPACIDADE DE VOO.
Ruan pediu Hagurumon que ajudasse Impmon.
— Hagurumon digivolve para... Guardromon!
O robô deu um pulo e parou na frente de Kiwimon. Este soltou mais poderes a partir do bico, mas nem fez cócegas no corpo metálico de Guardromon.
— Granada de Destruição!
O poder foi interceptado por alguém usando uma capa preta. Ele mexia num baralho como se fosse um mágico.
— Quem é você? — questionou Ruan.
Nesse meio tempo, Jin e Mushmon ficaram pasmos ao verem que chegaram ao rio poluído. Eles andaram em círculos e retornaram ao ponto pouco depois da ponte.
— Que lugar estranho.
— E agora, Jin? A gente se perdeu dos outros.
O japonês tentou pensar em algo prático. A ideia veio. Ele pediu a Mushmon que virasse Jyureimon. E assim ocorreu. Jin pediu a Jyureimon que o levantasse. O digimon árvore o segurou. Jin entrou nas folhas da cabeça dele e ficou em pé no ponto mais alto do parceiro.
— Como você está aí?
— A vista aqui é muito melhor. O quê?
— Viu algo?
— Parece uma distorção no ar. Lembra da base de Mummymon? É o mesmo efeito.
Jin descobriu a ilusão.
Guardromon soltou mais algumas granadas. O sujeito misterioso pulou.
— Palmon digivolve para... Togemon!
— Betamon digivolve para... Seadramon!
Os três parceiros evoluídos tentaram atacar juntos o sujeito, mas ele desviava com bastante facilidade.
— Quem é você? Responde logo — Paulo.
O sujeito retirou a capa e revelou ser Jokermon. Um digimon homem demônio esguio vestindo calça verde e uma jaqueta roxa. Ele portava uma foice.
— Vocês não sairão desta floresta. O meu mestre me deixou o serviço de impedi-los de prosseguir. Kyahahahaha!!!
DIGIMON: JOKERMON
ATRIBUTO: VÍRUS
NÍVEL: PERFEITO
NPD: 44.000
DESCRIÇÃO: UM PALHAÇO DO CAOS QUE ADORA ENGANAR AS SUAS VÍTIMAS E ASSIM ELIMINÁ-LAS COM A SUA FOICE.
Jokermon jogou a sua foice e fez uma pose engraçada. Depois segurou a arma e sorriu.
— Vocês têm coragem de me enfrentarem?
Jin e Jyureimon ultrapassaram a barreira ilusória e foram ao ponto onde a energia se originava. Assim que chegaram, levaram um susto.
— Bem-vindos, digiescolhido.
A voz era mais grave que a de Jyureimon. O monstro pelo menos o dobro do tamanho do parceiro de Jin.
— Ele... é parecido comigo.
— Só que maior.
O monstro era Chaos Jyureimon.
Chaos Jyureimon era igual fisicamente, mas a sua cor era bem diferente do original. Um digimon enorme, que concentrou muito poder das trevas em seu corpo, e assim aumentou drasticamente a sua capacidade de ilusão. Essa força extra e nada boa fez com que ele se comportasse como um espírito vicioso da natureza.
— Ele tem as mesmas características que a tua, mas o poder dele excede os 50 mil — Jin suou de preocupação. Aquele poder era o mesmo de MaloMyotismon.
A árvore negra avisou que detestava lutas e que não era a sua intenção de fazê-lo. Apenas uma conversa seria o suficiente.
— Não temos tempo para isso. Você tem que cessar a ilusão na floresta.
O digimau sorriu e avisou que seria praticamente impossível, pois ele era subordinado direto do lorde e recebera uma ordem para não deixar que as crianças saíssem da Floresta da Ilusão do Campo Software.
— Você pode ficar aqui conosco. Melhor do que arriscar a vida.
— Não ouça ele, Jin — alertou Jyureimon.
Chaos Jyureimon iniciou um monólogo sobre a vida de Jin. Ele tinha o poder de ler a mente dos outros, por isso foi fácil para ele entrar nos pensamentos mais profundos do garoto.
— Seus pais se separaram. É por isso que você se sente um fracasso.
Jin ficou quase catatônico. A influência da névoa do vilão era forte o suficiente para atingir os sentimentos dele.
— Jin? Jin!
Impmon lutava contra Kiwimon.
Seadramon, Togemon e Guardromon lutavam contra Jokermon.
Paulo viu Candmon tentar atacar Lúcia. Ele correu para impedi-lo, mas foi surpreendido por Lucemon protegendo a menina.
— Luquinhas!
— Eu tenho que fazer alguma coisa.
O menino olhou para Candmon. A encarada foi tão forte que o digimon não teve coragem de prosseguir e fugiu.
— Bicadinha!
— Eu já estou de saco cheio disso — Impmon soltou uma bola de fogo ao kiwi. A ave não tomou o dano suficiente.
Jokermon deitou os três digimons evoluídos na porrada. Não foi preciso se esforçar muito. Pegou a sua foice e preparou um ataque mortal contra Togemon.
— Guardromon superdigivolve para... Andromon!
Andromon usou o seu braço como escudo contra a foice do vilão. Em seguida, usou os seus mísseis. Jokermon desviou deles. No entanto, não era mais tão fácil assim.
— Eu te devo uma — agradeceu Togemon.
— Melhor lutarmos juntos — falou o androide.
— Certo. Rose, o brasão — o brasão da Siceridade brilhou. — Togemon superdigivolve para... Lillymon!
Jyureimon regrediu para Woodmon e depois para Mushmon. À medida que a névoa do Chaos tomava a mente de Jin, o seu parceiro ficava mais fraco.
— Acorda, Jin!
— Eu sou o culpado pelo divórcio dos meus pais. A minha mãe me odeia. Por minha culpa ela quase foi sequestrada.
— Não diga isso.
Mushmon foi tentar atacar o inimigo, mas tomou uma bengalada.
— Isso. Deixe que o lado negro preencha a sua mente e o seu coração ainda mais.
Mushmon regrediu para Tanemon. Se as coisas continuassem como estavam, o parceiro de Jin voltaria a ser digitama.
De repente, algo passou cortanto o braço que segurava a bengala. Chaos Jyureimon teve o membro decepado. Ele gritou de dor. O responsável pelo corte foi Dinohumon.
— O que houve? — Jin voltou a si. — Tanemon? Por que está assim?
— Não importa, Jin. O importante é que você voltou ao normal.
O menino abraçou o seu parceiro.
Enquanto isso, Dinohumon, que estava com o poder aumentado, decepou os demais braços do monstro. Isso deixou o vilão apavorado, pois os seus dados escapavam rápido através das partes cortadas.
— Consegui salvá-los, Nashi — falou Dinohumon num walkie-talkie.
— Pode voltar.
A ilusão de Software acabou. O ambiente mudou. Árvores voltaram ao normal, o rio poluído voltou a ser limpo, as frutas voltaram a ser saborosas e as flores nasceram lindas.
— Olha, a vegetação está ficando mais verde — Rosemary.
Jokermon sabia que Chaos Jyureimon falhou. Ele se distanciou e soltou uma bomba de confete. Desapareceu.
Impmon derrotou Kiwimon.
Os demais digimons comparsas de Jokermon fugiram.
— Algum paradeiro do Jin? — Paulo perguntou aos outros. Os digivices de Mia, Ruan, Rose e Lúcia não mostraram a localização dele.
— Se a ilusão da floresta se foi, o que tá causando essa interferência? — Mia.
...
No castelo, KingChessmon recebeu Jokermon. Soube do fracasso de Chaos Jyureimon em prender os digiescolhidos para sempre na ilusão. Ele foi até o telescópio e viu a árvore negra fugir.
— Que covarde!
Jokermon e Ex-Tyranomon sabiam do destino da árvore fugitiva.
— Chaos Jyuleimon, sua incompetência tem um pleço. É a vida.
O lorde usou os seus poderes mágicos para explodir o corpo de Chaos Jyureimon em mil pedaços.
— Não quelo mais saber de ilusão. Os digiescolhidos telão que entlar na minha cidade. Hola de me divertir.
...
As crianças escaparam da ilusão, mas permaneciam sem contato com o Jin e Mushmon. De repente, surgiu uma segunda bifurcação no caminho. Diferente da outra, essa era em forma de V.
KingChessmon observava tudo por meio do telescópio em seu castelo de lego.
— Hihihihi eles estão perdidinhos com aquele caminho. Tenho que atlaí-los pala cá o quanto antes — KingChessmon pegou seu cetro e com ele fez um truque.
As crianças ainda estavam em dúvidas. Surgiu uma placa apontando para o caminho à direita.
— "Por aqui, clianças". Clianças? Quem fez isso deve ser analfabeto, né? Colocou um L no lugar de um R — disse Rose.
— Bom, pelo menos é a única orientação que temos no momento — falou Ruan já indo pela direita.
— Bom, então vamos por esse caminho mesmo — disse Paulo.
Os digiescolhidos, exceto Jin, foram pelo lado direito. KingChessmon observava tudo do telescópio e vibrava com a ingenuidade das crianças em cair num truque tão barato.
— Fufufufufu eles são patinhos mesmo. Agola pleciso que eles venham pala cá hehe. Já sei, a minha cidade é invisível a olho nu, mas se eu a fizer apalecer... quem sabe eles não vêm correndo pla cá — ele usou um truque com seu cetro e fez aparecer a cidade diante das crianças.
— Olhem aquilo. Aquela cidade surgiu do nada — Ruan apontou.
— Ah! Que cidade linda — disse Rose ao ver uma cidade toda colorida à sua frente.
— Parece a cidade de Monzaemon, mas muito maior — disse Mia.
— Será que podemos entrar, maninho? Parece ser muito legal — dizia Lúcia sempre insistente.
— Bom, vamos entrar então — disse Paulo.
— Vamos correr, pessoal! — Rose resolver correr na frente e seguida de sua Palmon.
— Espera, Rose — Mia correu atrás e todos os outros também, menos Jin que ficou para trás.
A excitação das crianças não era para menos. A cidade de KingChessmon era rodeada por um muro branco cheio de desenhos fofinhos. Havia muitos pirulitos gigantes e bolhas de sabão.
Jin e Mushmon ficaram para trás. Não entenderam como Chaos Jyureimon desapareceu.
— Eles passaram para aqui... Ai!
Ele guardou o tablet na sua mochila e passou a mancar por causa de uma torção no pé. Não aguentou a dor e se sentou no chão.
— Jin, o que foi? Você está bem?
— Não, Mushmon. Acho que torci o meu pé. Ai, tá doendo muito — ele se levantou com certa dificuldade e começou a andar com uma perna só. — Droga. Logo agora que a ilusão se foi.
A cidade surgiu diante dos olhos de Jin. Mas antes de qualquer coisa, o menino não teve tempo de entrar, haja vista o portão da cidade fechou com os dois fora.
As outras crianças entraram antes do fechamento do portão. Resolveram no impulso sem esperar pelo japonês. Algo na cidade excitava a infância delas.
— Deu certo, mestre — falou Jokermon.
— O que faremos agora? — Ex-Tyranomon.
KingChessmon pôs para fora toda a alegria. Também fez uma expressão de que faria muito mal aos digiescolhidos.
Os outros digiescolhidos ficaram maravilhados com o que viram na cidade. Existiam muitos digimons do tipo boneco na iluminada cidade. As casas eram muito coloridas, o chão era da cor do arco-íris, os postes em formato de pirulito, as nuvens de algodão doce e muitas bolhas de sabão. Uma feira se encontrava na rua principal da cidade, um tipo de avenida de tão larga que era. A feira era para brincadeiras, gincanas, etc. Existiam muitas barracas com algodão-doce, hot dog e outras coisas. No final dessa rua, existia uma montanha-russa.
— Maninho, eu quero um algodão-doce, vai Paulinho, vai — Lúcia insistia. A menina tinha estrela nos olhos.
— Lúcia, eu também quero! Quero muito comprar. Mas não tenho dinheiro — Paulo estava visivelmente triste.
— Eu tenho aqui ainda. Tomara que aceitem — disse Rose também com brilho nos olhos.
— Desculpa, mas só podem digimons do tipo boneco — disse Pumpkinmon.
— Como assim? Como do tipo boneco? — perguntou Rose.
— Apenas digimons do tipo boneco podem brincar, comer algodão-doce e aproveitar tudo que tem nessa feira. Agora saiam que estão espantando a minha clientela — disse o digimon cabeça de abóbora.
— Como é que é? Escuta aqui, nós viemos de longe. Eu não saio daqui enquanto não comprar um algodão-doce — disse Rose. Ela ficou discutindo com o vendedor.
KingChessmon observava tudo de longe. Ele e os seus generais ExTyrannomon e Jokermon se divertiam com o fato dos digiescolhidos não poderem aproveitar nada da feira.
— Hehehe agola eu vou agir. Eles falão parte das minhas peças de xadlez. Fufufufufu — ele saiu em disparada até os digiescolhidos.
Rose ficou furiosa com o que Pumpkinmon lhe disse e já queria partir para briga. Os meninos a seguraram para que ela não cometesse nenhuma loucura. De repente, surgiu KingChessmon diante deles.
— KINGCHESSMON!!! — bradaram em uníssono.
— Olá, pestinhas. Ainda bem que vielam pala minha cidade. Agola estou com vontade de tlansformá-los em bonecos pala a minha coleção fufufu.
— Não vamos deixar. O derrotaremos do mesmo jeito que aconteceu com o outro lorde — disse Paulo já preparado para a luta.
— Ai que burrice hehe burrice faz mal pla saúde. Enfim, é impossível vocês digievoluílem aqui na minha cidade. Só podelíam digivolver pala um digimon do tipo boneco. Acabou, digiescolhidos fufufufu.
— Não fale besteiras. Vamos derrotá-lo — disse Paulo.
— Tudo bem. Podem tentar fufufufu, eu ficalei espelando sentado aqui no chão, tenho todo o tempo do mundo.
— Vamos lá Impmon, Megadigivolva.
— Impmon megadigivolve para... Beelzebumon(fail) falhou.
— Essa revista de mulher pelada é muito intelessante né, Pumpkinmon?
— Sim, mestre KingChessmon — eles liam uma revista enquanto esperavam.
— Mas o que houve, Impmon?
— Não sei, Paulo, eu acho que perdi muita energia na luta contra o KingEtemon — respondeu.
— Então superdigivolva.
— Impmon superdigivolve para... aff não deu.
— Essa pedla você joga e depois pula nos númelos assim... — KingChessmon ensinava amarelinha ao outro digimon.
— Não esquenta, o seu digimon deve estar cansado. Deixe conosco. Hagurumon, por favor, detenha o inimigo — disse Ruan.
— Hagurumon digivolve para... Guardromon(fail). Ruan, não deu certo.
KingChessmon deitou-se no chão pra tirar uma soneca.
Mia e Rose tiveram o mesmo resultado. Nenhum digimon conseguiu evoluir. Paulo resolveu lutar mesmo assim.
— Impmon vamos lutar mesmo assim — disse Paulo.
— Noite de Fogo — o golpe nem fez efeito contra o inimigo.
— Vocês esquecelam que estou na fase extlema? Pirralhos. Agola é minha vez — KingChessmon apontou seu cetro na direção de Impmon e o transformou em boneco. Depois apontou em todas as crianças e seus digimon e todos viraram bonecos. — Fufufufufu viu, Pumpkinmon? Eles são burros mesmo. Agola vou jogar com esses bonecos um pouco de xadlez — e saiu em disparada para o seu castelo que ficava no meio da cidade.
...
Jin acabava de entrar na cidade dos bonecos. Depois de vários minutos fora, os portões se abriram para ele. A primeira coisa que ele quis fazer foi procurar os demais, mas não os encontrou. Mushmon logo se encantou com o lugar, com a feira, com as brincadeiras, com tudo. Começou a pedir as coisas sem mais se importar com os demais.
— Peraí Mush, nós precisamos encontrar os nossos amigos.
— Mas eu quero, Jin. Eu quero um algodão doce.
— Ah não. Vamos perder tempo...
— Mas eu quero. Você não gosta mais de mim?
— É claro que gosto. Mas nós viemos procurar os outros... Está bem, eu compro.
— Oba Jin, eu sabia que ainda gostava de mim.
— Ei, quanto custa um algodão desse...
— Infelizmente você nem o seu digimon podem comprar aqui e em nenhum canto porque vocês não são digimons do tipo boneco e somente digimons do tipo boneco podem aproveitar da feira. Já falei isso mais de mil vezes, mas parece que esses visitantes são retardados e não escutam — disse Pumpkinmon bastante ignorante.
Mushmon saiu deprimido e arrasado. Ele queria brincar, nunca havia feito isso na vida e era a sua chance de fazê-lo. Jin o seguiu e tentava consolá-lo.
— Calma Mush, calma. Sei que foi duro, mas eu avisei que não daria certo.
— Jin, eu tenho um forte desejo de brincar, me divertir. Eu sinto isso dentro de mim. Eu quero brincar, eu quero brincar!
— Fica calmo. Mas não dá, será que não entende?
— Eu quero brincar, eu quero brincar. Estou sentindo um forte desejo de brincar aqui — o cogumelo começou a brilhar, para o espanto de Jin. Logo o digivice e o brasão do japonês também brilharam. — Eu... eu sinto.
— Puxa vida o que está acontecendo com o Mushmon? Por que o Brasão da Pureza está brilhando?
Uma nova megadigievolução acontece!
— Mushmon megadigivolve para... PINOCHIMON!
Jin não acreditava no que acabou de presenciar. Seu digimon megadigivolveu para a forma extrema, para Pinochimon.
Continua...
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