Digimon Adventure 3.0: Luz Vs Trevas
52 As máquinas de Raijinmon! O plano para Andromon
Notas iniciais
CAPÍTULO 052

PRÉDIO DAS TREVAS
ChaosPiedmon chegou ao prédio das trevas para entregar a semente das trevas à Lilithmon. O general ficou muito perto da cobertura e entrou pela varanda, assustando a digimon.
— Quem é você?
— Isso não importa no momento. Lilithmon, eu tenho algo para te dar — disse o palhaço.
— Algo para me dar? Como assim?
— ShadowLord só era Shadowlord por causa desta semente implantada nele. Deixa eu explicar melhor. Esta semente foi a responsável por dar poderes a ele. Agora estou lhe oferecendo.
— Espera um momento. Como assim? Explique-me melhor...
— Não há tempo — a semente saiu da mão dele e foi direto ao corpo da digimon. Entrou nela fazendo-a cair de dor. Ao olhar novamente, ChaosPiedmon havia sumido.
— O que aconteceu?... Hã? Eu me sinto mais... poderosa. Sim eu estou muito mais poderosa do que antes. Agora estou segura que terminarei o projeto da torre negra — saiu para seus aposentos.
ChaosPiedmon ficou perto da torre negra e a tocou. Ficou andando em volta dela, analisando.
— Está muito perto de finalizá-la. Lilithmon será uma isca e tanto para os interesses do mestre hehehe.
— ChaosPiedmon, o mestre está chamando. Ele vai digievoluir e quer que nós, seus generais, estejamos lá — disse o outro general ainda desconhecido.
— Vamos — abriram o portal para o mundo das trevas e foram.
Ainda havia muito mistério envolvendo a torre negra. Porque ela é tão importante para Lilithmon e ao mesmo tempo para o Patamon das Trevas?
...
DARK CITY
A luta no parque começou quando Sealsdramon e Raremon atacaram em conjunto os digimons parceiros dos digiescolhidos. Guardromon e Woodmon não tinham forças suficiente para derrotarem a dupla.
— Bando de idiotas! Agora o meu alvo são vocês — Sealsdramon foi na direção das crianças.
— Guardromon superdigivolve para... Andromon!
Andromon parou a facada de Sealsdramon e o socou. O vilão caiu longe, mas não desistiu da ideia de atacar os meninos. Correu ao redor deles.
Raremon avançou contra o Kamemon desmaiado. Os golpes de madeiras de Woodmon não eram poderosos o suficiente.
— Woodmon superdigivolve para... Jyureimon!
Jyureimon ficou na frente do monstro e utilizou as suas próprias raízes para golpear Raremon. Depois, utilizou a névoa para confundir a criatura.
— Use as frutas bombas.
Ele soltou as frutas explosivas. Raremon foi destruído.
Na outra batalha, Andromon e Sealsdramon travaram uma intensa luta envolvendo rapidez. Andromon acertou vários socos no oponente e retirou a sua faca.
— Mísseis!
— Mestre Raijinmon!! — e explodiu.
Após as lutas, Ruan e Jin ajudaram Kamemon e saíram dali antes da chegada de mais soldados.
CIDADELA
A notícia sobre a prisão de MachGaogamon foi um soco na cara dos rebeldes e do povo da cidadela. Após a exigência de Raijinmon, uma parte quis abrir passagem para o exército passar. Outros, porém, insistiam que o líder não aprovaria nenhuma rendição.
Starmon chegou ao local de reunião e avisou sobre a digiescolhida.
Rose e Palmon entraram no recinto e viram o grupo de digimons que faziam oposição ao tirânico lorde.
— Ela é digiescolhida — falou Starmon.
Kentarumon se aproximou da garota e apresentou todos ali. Eram digimons de todos os tipos que lutavam para acabar com o regime maligno. Então ele avisou que o mais forte rebelde fora preso dentro da base de controle do lorde.
DIGIMON: KENTARUMON
ATRIBUTO: DADOS
NÍVEL: ADULTO
NPD: 20.500
DESCRIÇÃO: UM CENTAURO QUE POSSUI UMA ARMA FUNDIDA AO BRAÇO E GRANDE AGILIDADE. NÃO ACEITA ORDENS, MAS TEM GRANDE SENSO DE JUSTIÇA
— Mojyamon acabou de ser salvo por mim quando ele estava saindo num comboio para ser executado. Ele sabe onde fica o QG do Raijinmon.
Palmon indagou se era o momento de irem atrás do líder deles e enfrentar o lorde. Kentarumon, porém, ainda era cético quanto a isso por alguns motivos. Um deles era que Raijinmon era muito forte, outro motivo era que isso deixaria a Cidadela sem nenhum digimon forte para a defesa.
— Posso dar uma sugestão? — Rose levantou a mão.
— Diga.
— Palmon consegue evoluir para a fase extrema. Então ela pode aguentar uma luta contra o Raijinmon. Pelo menos por algum tempo. Então a minha ideia é forçar a vinda do Raijinmon pra cá enquanto outro grupo vai lá e salva o líder.
Lilamon riu da menina. Isso deixou Palmon irritada. Lembrou a Lotusmon.
— Trazer o Raijinmon? Como? — perguntou a digimon planta.
— Retirem o campo de força e permitam que os soldados dele passem pelo túnel. Acho que isso daria o incentivo para ele vir.
Os digimons ficaram indignados com a ideia da menina. O único que ficou calado foi justamente Kentarumon.
— Silêncio todos!! — Kentarumon se aproximou de Rose. — Espero que esteja certa, moça. Se não, todos seremos exterminados.
MachGaogamon foi derrotado quando os três comandantes se uniram. No final da batalha, o ginásio estava completamente destruído.
Dentro da base, o líder rebelde permanecia acorrentado com chrome digizoid. Não havia como fugir.
— Desista! Eles nunca vão abrir as barreiras da Cidadela a você! — gritou enquanto arfava.
Raijinmon soltou descargas elétricas no cativo enquanto o via contorcer de dor.
— Será apenas uma questão de tempo para que o seu povo reaja da maneira oposta ao que você espera. Na hora do desespero, a criatura toma decisões pela paixão.
MetalPhantomon, MetalTyranomon e MetalMamemon assistiam à tortura. Eles também saíram machucados da batalha.
— Arf... arf...
— Pelo menos a minha mensagem deixou uma parcela deles em dúvida. Isso já é bom para mim. Semear a semente da dúvida e da desunião. Aceite que o dia de vocês estão contados.
Um Solarmon avisou que o campo de força da Cidadela foi desligado. O lorde e os comandantes ficaram impressionados com a rapidez.
— Viu? — Raijinmon saiu e deixou MachGaogamon com alguns soldados.
MachGaogamon entrou em pânico.
...
Ruan, Jin, Hagurumon, Mushmon e Kamemon entraram num lugar parecido com uma escola e tentaram descobrir se ali era o ambiente mais seguro possível.
A escola era um prédio com três andares e ficava distante do centro da metrópole. As três crianças e seus digimons ficaram vasculhando todo o lugar.
— Como isso é parecido com o nosso mundo. Até parece que voltei pra lá — disse Ruan olhando para uma sala cheia de carteiras.
— Oba, uma tomada elétrica — disse Hagurumon se dirigindo ao fundo da sala e se conectando ao circuito elétrico por meio de um fio que saía dentro dele.
— Espera, Hagurumon! Não faça isso — disse Ruan ao puxar o fio.
— Por quê, Ruan?
— A gente precisa ter em mente que aqui é território de um lorde das trevas. E se ele nos localizar?
— Eu preciso me energizar. Por favor!
O espanhol não tinha outra alternativa a não ser deixar o seu parceiro se alimentar da energia. Pôs o fio de volta à tomada.
Jin, Mushmon e Kamemon foram até a cantina e procuraram por comida. Acharam algumas frutas e pão.
— Sirvam-se. Preciso tentar entrar em contato com a Rose.
Ele mexia no digivice enquanto os digimons comiam. A comunicação com a digiescolhida da sinceridade ocorreu.
— Onde você está? — perguntou Jin.
— Na Cidadela. E vocês?
— Uns 500 metros de um parque. Parece uma versão digital do Central Park.
— Estão me dizendo que nós estamos separados a uma distância de mais de 50 quilômetros.
Jin passou a mão no rosto. Era muito longe. De fato, Dark City era uma cidade imensa.
— Jin, o Paulo está com vocês?
— O Paulo? Claro que não, menina. Esqueceu que o grupo dele foi para uma outra parte? Por quê?
— Por que foi detectado um digiescolhido antes de nós chegarmos.
Na mente do japonês vinha Nashi. Prometeu investigar direito.
— Podemos nos reencontrar...
— Jin, não. Não ainda. Palmon e eu ajudaremos os digimons da Cidadela.
O japonês compreendeu a colega e pediu que se comunicasse o quanto antes.
Na base central...
— O quê? Mestre Raijinmon, alguém está usando o circuito elétrico na zona periférica P-02. — disse Solarmon ao ver pelo mapa eletrônico alguns pontos vermelhos novos.
— Mais digiescolhidos estão aqui, porém estão longe do centro. Muito inteligente da parte deles. Dê a ordem para que uma parte do exército vá até eles.
— Sim, mestre. Exército Do Novo Império do Metal. Saiam e vasculhem a zona periférica P-02 agora.
— MetalMamemon, você encabeçará o exercito contra os digiescolhidos.
— Sim, mestre.
— MetalTyranomon, você vem comigo.
A cúpula do planetário do centro abriu e saíram o Raijinmon levando o seu comandante a tira colo. Perto dali o chão abriu como um alçapão e saiu dele vários Commandramons, Sealsdramon, Guardromons e Mechanorimons. MetalMamemon liderava esse grupo.
DIGIMON: METALMAMEMON
ATRIBUTO: DADOS
NÍVEL: PERFEITO
NPD: 45.000
DESCRIÇÃO: UM DOS DIGIMONS DA ESPÉCIE MAMEMON. POSSUI O CORPO REVESTIDO DE METAL, ALÉM DE POSSUIR UM CANHÃO NO BRAÇO ESQUERDO COM ALTA CAPACIDADE DE DESTRUIÇÃO
— É hoje que eu faço purê de digiescolhidos hehehehehe.
Na Cidadela...
Rose observou o túnel que dava para o lado de fora do distrito. Um lugar espaçoso o suficiente para passar um pelotão inteiro de digimons. Passava por baixo de um grande paredão de represa instalado pelos rebeldes para impedir uma passagem fácil dos inimigos.
— O que você está fazendo, Rose?
— Palmon, apenas observando. Será por aqui que eles passarão.
Starmon avisou que o campo de força foi desligado, mas que as paredes da Cidadela possuíam cinquenta metros. Era maior que o muro da cidade. Portanto, para os digimaus terrestres, o único jeito de entrar era pelo túnel.
— Todos em seus postos! Marchando — falou um Hi-Commandramon.
Dezenas de soldados foram na direção da Cidadela. Eram Mechanorimons, Guardromons, Tankmons, Commandramons, Sealsdramons, Hi-Commandramons. O comandante MetalTyranomon e Raijinmon ainda não tinham chegado.
Os digimons civis se esconderam em bunkers construídos para isso. Aqueles que lutariam se prepararam.
— E agora?
— Todos em seus postos — Rose era a líder. — Eles não sabem que estou aqui, portanto terão uma surpresa.
A batalha na Cidadela estava prestes a começar.
...
Jin conectou o seu tablet numa tomada de uma outra sala. Ele queria mapear toda a cidade no seu aparelho, mas descobriu algo desagradável
— Droga!
— Jin, o que houve? — perguntou seu parceiro.
— Droga, Mushmon. Eles sabem onde estamos. Não podemos conectar nada nessa cidade senão somos descobertos — o garoto desconectou seu aparelho e saiu atrás dos amigos.
— Jin, espera por mim.
Os Mechanorimons foram os primeiros a surgir perto do parque e rondaram toda a região.
— Parem! Parem de acessar qualquer coisa daqui — gritou Jin, dando um susto em Ruan
— O que houve? — perguntou o espanhol.
— Eles nos localizaram. Usamos a energia elétrica da cidade. O que houve?
Ruan pediu desculpas a Jin e disse que usou para alimentar Hagurumon. O japonês entendeu a razão do colega.
— Mas precisamos sair daqui urgentemente. Provavelmente digimaus vão atacar a qualquer momento.
— Espera aí, Jin. Vem, Hagurumon.
Kamemon guiou os humanos até os fundos da escola. Eles correram a fim de se salvarem de quaisquer ataques.
— Raio Gêmeo!!
As explosões começaram na fachada da escola. As máquinas destruíam tudo com os raios. Algumas ruas distantes, Tankmons rondavam.
Os cinco pegaram um beco atrás da escola, mas abaixaram na caçamba de lixo ao virem Tankmons passando pela pista.
— Há um monte deles por aí. O que faremos? — perguntou Ruan.
— Vamos voltar! — Jin retornou.
— Peraí, Jin. Voltar seria suicídio.
— Calma, Ruan. Tenho uma boa ideia para sairmos dessa.
Os Tankmons começaram a atacar também quando viram um digimon saindo. Era Pinochimon.
— Marreta de Marionete! — todos os dez digimaus foram derrotados pelo forte ataque do boneco. — Pronto. Aqui tá limpo.
— Ótimo, Pinochimon — Jin.
A rua foi limpa por Pinochimon. As máquinas ainda vivas, mas incapacitadas.
Eles saíram dali e foram se esconder em um outro lugar.
Não muito distante...
Ray e Márcia saíram do prédio em que ficaram e foram o mais longe possível do centro financeiro. O casal foi escondido das vistas do inimigo. Ray sabia por onde ir e que caminho tomar.
— Você está bem, meu amor? — perguntou ele enquanto caminhava na lateral do esgoto.
— Ainda pergunta? O Digimundo não devia imitar as coisas ruins da Terra. E fedor de esgoto é horrível.
Raymond pediu cautela, pois sabia que existiam criaturas que viviam nos esgotos. O melhor jeito para ambos saíram dali em segurança seria evitar tais criaturas.
— Vem, Márcia, por aqui — ele abriu a tampa do bueiro e levou a mulher até um supermercado.
A sorte deles era que o toque de recolher obrigou os digimons a ficarem em casa. Todo o estabelecimento comercial fechou.
— Tá. E como e que vamos entrar?
— Músculos. — Mostrou o bíceps.
— O quê?
— Afaste-se um pouco.
Ele arrancou a porta metálica do supermercado. Entrou com Márcia e depois pôs de volta.
— Ainda não acredito que ainda tenha forças. Pensei que havia perdido quando aquele palhaço tirou aquela semente da sua nuca. Aliás, foi bem nojento.
— Não. Minha força vem do meu DNA. Eu implantei células de digimon em mim e fundiu tudo por dentro. Sou um híbrido agora.
— E a semente?
— Até então não sabia nada sobre essa semente. Talvez eu realmente fui uma marionete. Droga! Aquela minha inteligência e a manipulação das trevas foram frutos daquela semente.
Ray pensou em Adrien King.
O interior era exatamente igual ao de um supermercado comum do mundo real. O estabelecimento possuía várias prateleiras, caixas, corredores, etc. Márcia ficou aguardando Ray sentada no caixa junto de seu bebezinho Ketomon até ele chegar com alimentos.
— Márcia, toma isso. Ficamos muito tempo sem comer nada e eu acho que isso pode suprir nossa necessidade — ele tinha pego algumas frutas e também um bolo de chocolate com calda.
— Ray, você roubou? Que coisa feia.
— Raijinmon provavelmente roubou tudo isso. Ou você acha que ele produz? O safado construiu esta cidade em cima de vilarejos. Depois pegou os habitantes e fez lavagem cerebral.
— Você é por dentro da vida deles, não é? Foram eles que te traíram, não?
— Sim. Mas eu não quero me lembrar disso agora. Dê também ao Ketomon.
— Estou faminta. Tomar aquele vinho me deu mais fome.
Os três comeram.
As crianças digiescolhidas entraram no supermercado e deram de cara com o casal lanchando. Por algum tempo ficaram se encarando. Reconheceram o antigo ShadowLord.
— Digiescolhidos? Vocês aqui? — perguntou o homem um pouco nervoso.
— É o ShadowLord! — avisou Ruan.
Os garotos estavam preparados para mandarem os seus digimons à luta, porém Raymond pediu que eles não o fizessem.
— Esperem, crianças. Não ataquem. Estou do lado de vocês.
A palavra de Ray não valia nada. Mushmon e Hagurumon foram na direção dele.
— É verdade. Vocês devem ser os amigos de Paulo. Eu sou a mãe dele — Mushmon e Hagurumon tropeçaram e caíram.
— Fala sério! A mãe do Paulo é essa mulher? Não é muito jovem para ser mãe daquele esquisito? — indagou Ruan.
— É verdade que estão do nosso lado? — perguntou Jin.
— É claro que sim. Escutem, estamos procurando os filhos dela e o meu irmão. Vocês os viram por aí?
— Escuta, moço, o Paulo se separou de nós e não vimos seu irmão ainda não. Como ele é? — perguntou Jin.
— É muito parecido comigo. Ele deve ser pouco maior do que você, olhos escuros, cabelos escuros etc. É um japonês miscigenado, pois temos metade do sangue inglês.
— A gente ainda não viu nenhuma outra pessoa além de nós e de vocês — disse Ruan.
Jin lembrou das palavras de Rose quando entrou em contato com ela. Segundo ela, havia um digiescolhido na cidade além deles.
— Aiko não é digiescolhido.
— Tem certeza?
A pergunta de Jin deixou o homem encucado.
— Estou muito preocupada com os meus filhos. Eles, separados de vocês, assim fica mais fraco ao enfrentar algum inimigo poderoso. Ei, meninos, mudando de assunto, vocês querem bolo e frutas? Tem aqui pra todos. Acho bom comerem pra enfrentarem os inimigos.
Eles aceitaram o convite e aceitaram comer o bolo. Apesar de reconhecerem Ray, não ficaram com raiva. Fazia algum tempo que haviam enfrentado ele. Agora a única preocupação deles era em relação aos perigos de se andar numa cidade totalmente monitorada por um exército de digimons máquinas.
Passaram poucos minutos e eles escutaram mais explosões. A cada momento, o barulho ficava alto, ou seja estavam se aproximando. Ray entendeu isso e teve uma ideia genial ao ver Jin segurando o tablet.
— Ei, garoto, eu posso usar um pouco o seu aparelho?
— Sim. O que vai fazer?
— Esta cidade é constantemente monitorada tanto por câmeras como por sensores e outras coisas. É claro que se nós usarmos a energia, acusará lá. No entanto, se eu implantar um vírus no sistema deles, poderemos ter cerca de dez minutos até chegarmos ao gerador de energia de toda a cidade — disse digitando.
— Gerador de energia? O que faremos lá? — perguntou Jin.
— Preciso do seu cabo conector. O vírus já está pronto só falta enviá-lo — Jin o deu e o homem pode enviar o vírus — Primeira coisa: já enviei e todos os sistemas deles serão apagados por dez minutos. Segunda coisa: após os dez minutos, o sistema voltará. Precisamos estar longe daqui pois quando voltar o sistema acusará exatamente aqui. Com certeza atacarão com tudo. Porém já estaremos próximo ao gerador.
— Moço, espera um momento, e o gerador? Que gerador é esse? — perguntou Ruan.
— Quando estivermos lá eu explico. Tivemos sorte, pois é pertinho daqui. Agora sim o vírus chegou nesse momento lá — disse Ray.
No quartel general, os monitores, todos eles, foram infectados pelo vírus. Incluindo o mapa eletrônico, o radar e todas as câmeras. MetalPhantomon assustou-se ao ver aquilo.
— Entrem em contato com o mestre Raijinmon.
— Impossível. Todo o sistema de comunicação foi suspenso — respondeu Solarmon.
MetalPhantomon teve apenas que torcer para Raijinmon conseguir o seu objetivo em Cidadela.
...
CIDADELA
As tropas de Raijinmon chegaram às portas do distrito e desceram pelo túnel. Mais de 100 soldados marcharam pela via única.
— AVANCEM!!! ACANCEM!!! — gritava MetalTyranomon.
O lorde Raijinmon não acompanhou. Preferiu voar e ficar sobre o muro da Cidadela para observar a guerra se desenrolar.
Algum tempo antes, Kentarumon partiu em disparada para fora do distrito e deixou a liderança a Rose. O seu objetivo era guiar os digiescolhidos até a base central, que havia sido descoberta por Mojyamon.
— Em seus postos — falou um Meramon.
Rose pediu para Palmon evoluir.
— Palmon digivolve para... Togemon!
Os primeiros soldados não tiveram tempo livre dentro do distrito, pois foram recebidos com ataques dos rebeldes.
— Rajada de Espinhos!
Togemon acertou uns cinco de uma vez.
Mais e mais invasores entraram na Cidadela. Começaram a atirar.
— Rose, esconda-se.
— Mas eu não posso ficar muito longe de ti, Togemon.
Um Hi-Commandramon empurrou a cato com o seu escudo. A parceira de Rose caiu sobre uma fachada de um edifício.
DIGIMON: HI-COMMANDRAMON
ATRIBUTO: VÍRUS
NÍVEL: ADULTO
NPD: 20.000
DESCRIÇÃO: DIGIMON DE INFANTARIA PESADA QUE SERVE COMO ESCUDO PARA AS TROPAS DE ASSALTO.
Togemon deu um soco, empurrando o ciborgue por alguns metros. E mesmo levando uma sequência de murros, o escudo não era destruído.
— Ele é muito forte. Togemon.
— Togemon suoerdigivolve para... Lillymon.
Agora como uma fada, Lillymon voava e já não era mais um alvo fácil.
— Canhão Flor!
Hi-Commandramon perdeu o escudo e foi derrotado.
Ainda na batalha, Starmon, Butterflamon, Lilamon, Mojyamon, Meramon e outros deram tudo de si. Eles jamais abaixariam a cabeça para Raijinmon.
Kentarumon conseguiu passar pela tropa sem ser percebido. Avançou muito rápido a ponto de já estar no meio do caminho.
— Essa é a nossa única chance. Tomara que dê certo.
E saiu pulando de terraço em terraço.
A Lillymon jogou vários canhões de energia contra os soldados. Mais de vinte caíram. No entanto, ainda sobraram muitos.
— Raijinmon já chegou? — perguntou Rose escondida debaixo do chão por meio de um alçapão.
— Ainda não vi — respondeu Starmon. — Mas a responsabilidade por enfrentá-lo é sua.
A menina assentiu e pediu que confiassem nela e na sua parceira.
O general MetalTyranomon deu as caras.
— Arrasem com tudo! Reduzam tudo a pó!!
Um grupo de digimons ficaram na frente dele e soltaram poderes. Mas o corpo do general era resistente. Ele saiu correndo e golpeando todos com as suas garras.
— IDIOTAS FRACOTES!!! COM QUEM PENSAM QUE ESTÃO LUTANDO?
De repente, o Canhão Flor atingiu o general, que caiu de costas. Ele viu Lillymon.
DIGIMON: METALTYRANOMON
ATRIBUTO: VÍRUS
NÍVEL: PERFEITO
NPD: 45.000
DESCRIÇÃO: DINOSSAURO CIBORGUE QUE REMODELOU SEU CORPO PARA ADQUIRIR AINDA MAIS PODERES. É UM DOS TRÊS COMANDANTES DE RAIJINMON.
— Isso fez cócegas. Mas me fez tropeçar. Agora estou muito furioso e vou fazer picadinho de fadinha.
Rosemary pediu a Lillymon que tomasse cuidado.
— O quê? Um humano? Será que é um digiescolhido? Haha! Não importa. Vou destruir qualquer um que se meta no meu caminho.
...
Kentarumon chegou ao centro de Dark City, especificamente no local que Mojyamon dissera. Mas havia algo estranho.
— Quem fez isso? — indagou o centauro.
Havia um buraco na pista. Dava para ver o caminho subterrâneo. Digimons derrotados pelo caminho.
A base central era um labirinto enorme. Os corredores eram totalmente feitos de metal e fios expostos. Havia muitas salas e cada uma com uma função. Por exemplo, havia um grande salão de treinamento de tropas, havia um salão para as tropas se reunirem antes da missão, havia um pátio onde as tropas se juntavam para ouvirem Raijinmon discursar numa parte mais alta.
— Ainda não entendo o que fazemos aqui.
— Calma, Master. Talvez tenhamos que lutar com mais digimaus.
Os dois ficaram cara a cara com Kentarumon.
— Não fiquem nervosos. Sou um amigo. Precisamos salvar o chefe MachGaogamon.
— Como assim?
— Hoje derrubaremos Raijinmon. Se vocês me ajudarem.
Aiko e MasterTyranomon assentiram.
— Ótimo. Agora temos que encontrar o meu chefe. Vamos.
Os três aproveitaram que a energia havia caído e invadiram a sala de comando. Os Solarmons atacaram, mas foram facilmente vencidos.
— O que você tá fazendo? — indagou Aiko.
— Tenho que achar o local exato — disse ao conectar um fio que partiu do seu corpo. — Achei. Vamos.
Mas mal sabiam que MetalPhantomon vigiava na sala com MachGaogamon.
...
Ray e os outros saíram do supermercado e, com muito cuidado, chegaram até uma grande praça localizada bem na parte mais central da cidade. A praça lembrava a Praça de São Pedro no Vaticano. Havia uma torre branca igual um obelisco. Fios negros saíam dela e entravam no solo. No céu, o satélite espinhoso flutuava sobre a torre.
— É aqui o local. Preciso que confiem em mim, crianças. Você é o Ruan, não é mesmo? Você e seu parceiro vêm comigo. Vocês nos dão cobertura — disse Ray.
— O que vai fazer, Ray?
— Márcia, você fica aqui com eles. É mais seguro do que ir conosco, por favor, amor, faz isso.
— Sim, eu fico.
— Moço, o que fará conosco? Por que nos quer?
— Não discuta, Ruan. Precisamos nos apressar mais do que nunca. Raijinmon saberá da nossa localização assim que o apagão terminar. Agora eu peço que você, Hagurumon, digivolva pra Andromon. Pode ser?— pediu o homem.
— Claro que sim. Ruan?
— Vai Hagurumon, digivolva.
— Hagurumon digivolve para... Guardromon. Guardromon superdigivolve para... Andromon. Mísseis! — Andromon atirou seus mísseis contra alguns guardas que vigiavam o local.
— Ótimo, desejem-nos boa sorte. — disse o homem.
— Ray, volte logo — disse Márcia o encorajando.
— Valeu, amor. Vamos, garoto, não temos mais tempo. — eles entraram e os outros ficaram do lado de fora.
Soldados surgiram de todos os cantos a fim de proteger a praça. O trabalho de dar cobertura era inteiramente de Pinochimon.
...
Não tão longe dali, na base subterrânea, Aiko, MasterTyranomon e Kentarumon chegaram à sala onde MachGaogamon estava. Viram o lobo espancado. Quem também fazia companhia a ele era MetalPhantomon.
DIGIMON: METALPHANTOMON
ATRIBUTO: DADOS
NÍVEL: PERFEITO
NPD: 53.000
DESCRIÇÃO: UM PHANTOMON QUE METALIZOU O SEU CORPO. USA ENERGIA DE OUTRA DIMENSÃO PARA ENERGIZAR A SUA FOICE.
— Fogo Mestre! — MasterTyrannomon criou uma aura vermelha e depois liberou uma potente chama de sua boca.
MetalPhantomon desviou, mas sem evitar que o fogo destruísse boa parte do salão.
MachGaogamon olhou Kentarumon atirar contra as correntes e libertá-lo.
— Isso, Master, você consegue, garoto — torcia Aiko.
— Predador de Almas! — MetalPhantomon energizou a sua foice e cortou o ar. Uma lâmina de energia saiu cortando tudo pela frente.
MachGaogamon reuniu forças e deu uma voadora no comandante.
— Precisamos sair daqui o quanto antes — disse o líder rebelde.
A base de operações do lorde pegou fogo rapidamente. Muitos digimons soldados fugiram. Os heróis fizeram o mesmo e voltaram à superfície.
MetalPhantomon voou e ficou frente a frente com o grupo do Aiko. Depois ele usou a sua velocidade para passar entre os três digimons e ir ao outro lado. MasterTyranomon, MachGaogamon e Kentarumon fora atingidos pela foice.
— Ele é muito forte.
— Esse arranhão não foi nada — falou MasterTyranomon. — Aiko, vamos lutar até o fim.
O rapaz sentiu firmeza nas palavras do seu amigo digimon.
...
Ray, Ruan e Andromon chegaram próximos à torre base do gerador. O homem tocou as paredes do objeto e sentiu uma parte oca. Empurrou. Uma porta automática abriu.
— Essa torre tem a capacidade de manter o satélite-ouriço intacto lá no céu. A energia contida alimenta o satélite, que depois energiza toda a cúpula e o campo de força. Portanto, há uma energia incrivelmente densa.
Eles subiram as escada e foram ao topo do obelisco. Havia uma bola transparente de plasma com pelo menos dois metros de diâmetro. Era o coração energético da cidade.
— Ruan, agora mais do que nunca eu quero que confie em mim. Andromon, você poderia se conectar a esses cabos de energia?
— Não! Ele vai morrer eletrocutado.
— Ruan, eu sei o que estou fazendo. Andromon, você pode se conectar aos cabos?
— Sim, posso — o androide fez sair uns cabos de seu braço e se conectou ao gerador. Ele começou a levar várias descargas elétricas, mas aguentava.
— Pra que isso, hein? O que pensa que está fazendo?
— Garoto, você verá e ainda me agradecerá.
MetalMamemon deu um tiro que explodiu uma parte da praça. Jin, Márcia, Kamemon e Pinochimon correram antes de serem pegos.
— Vocês não me escapam, digiescolhidos!!
— Todos vocês para trás. Essa luta é minha.
Pinochimon vs MetalMamemon.
O comandante atirava constantemente com o seu canhão. O pinóquio corria e fugia de cada explosão.
— Cruz Voadora! — Pinochimon jogou a cruz, mas o vilão desviou.
— Você é muito lento!
— Não sou — Pinochimon surgiu por trás do MetalMamemon e deu uma marretada nele.
O comandante MetalMamemon teve boa parte metálica do corpo quebrada pela marretada. Ele caiu com tudo no chão, afundando perto de Jin.
— Hehehehe! Perfeito — mesmo ferido e deitado, MetalMamemon apontou o seu canhão na direção de Jin. — Adeuzinho.
A cruz de Pinochimon voltou e atingiu o canhão, arrancando-o do corpo do vilão. Pinochimon segurou o canhão e atirou à queima-roupa na cara de MetalMamemon. O comandante explodiu.
— Kyaah hahaha! Isso foi engraçado pra caramba — ria o Pinochimon.
— Vencemos! — comemorou Kamemon.
— Eu quase morri do coração — Jin ficou sem força nas pernas.
Márcia saiu de trás de um carro e respirou aliviada.
...
A guerra na Cidadela começou. Inúmeros confrontos envolvendo os soldados e rebeldes aconteciam em vários pontos do distrito.
MetalTyranomon avançava contra Lillymon. Utilizou as suas poderosas garras e a cauda para tentar acertar fisicamente a fada.
— Imbecil! Você não pode escapar para sempre. Giga Destruidor!
Um míssil saiu da mão direita dele. Explodiu uma casa. Rose e Starmon se jogaram no chão para evitar os estilhaços.
— Rose!
— Estou bem, Lillymon. Concentre-se na luta.
Lillymon usou mais uma vez o Canhão Flor. O general riu da parceira de Rose e deu um tapa no poder dela.
— Isso e tudo que pode oferecer? Pensei que os digiescolhidos fossem fortes. Talvez os outros lordes eram fracos demais.
— Canhão Flor!
— Isso é inútil — MetalTyranomon usou a sua supervelocidade para acertar uma cabeçada em Lillymon.
A parceira de Rose voltou a ser Palmon e caiu no chão.
— Palmon!
— Ele é muito forte. Nem mesmo na minha forma perfeita sou capaz de detê-lo. Rose, hora da minha megaevolução.
A menina concordou com a parceira e apontou o seu brasão até ela.
— Palmon megadigivolve para... Rosemon!
— MEGA O QUÊ? Não importa se evoluiu. Você não me parece muito forte. Tome isso. Laser Nuclear!
Um raio saiu da mão esquerda do MetalTyranomon e foi na direção de Rosemon. Esta usou o chicote para partir o laser em dois. Isso chocou o general.
— Não subestime o poder de uma rosa.
Rosemon deu várias chicotadas no oponente. Ele caiu. Rosemon amarrou a perna de MetalTyranomon e passou a girar e tacar ele no chão.
— Essa doeu. Mas você não pegou pesado. Sua benevolência é a sua fraqueza. Devia ter me matado... O quê? Meu corpo — MetalTyranomon não se movia.
— Meu chicote pode liberar veneno paralisante. Tem razão. Eu não sou adepta a violência desnecessária. A tua sorte é que eu fui a sua oponente. Se fosse o Beelzebumon... seria o seu fim.
A energia retornou em Dark City. A informação sobre a invasão à base chegou em Raijinmon. Ele tinha que voltar e proteger a base, porém a guerra ainda rolava. Então ele teve uma ideia.
As tropas começaram a perder as lutas, sobretudo após a derrota do general MetalTyranomon.
— Logo sobrará apenas o ditador — disse Starmon.
Rose abraçou Rosemon e parabenizou pela vitória.
Então uma tempestade de raios surgiu no céu. Raijinmon juntou a maior quantidade de energias em seus ombros e formou uma bola de eletricidade. A esfera cresceu tanto que já estava do tamanho de um campo de futebol. Ele simplesmente jogou a bola.
— Vamos morrer! — gritou Starmon.
— Não... — Rose fechou os olhos.
Os soldados gritaram e falaram que ainda estavam no campo de batalha. MetalTyranomon arregalou os olhos.
Raijinmon estava a um passo de reduzir toda a Cidadela a pó, incluindo qualquer um no solo.
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