Digimon Adventure 3.0: Luz Vs Trevas
66 A Misteriosa LadyAngewomon
Notas iniciais
CAPÍTULO 066

Um avião passou pelo céu de Tóquio no momento da invasão. Pela janela, os passageiros viram um pilar fino de energia preta ascender até a camada de ozônio. A energia se espalhava aos poucos e parte do céu ficou numa coloração arroxeada.
— Mamãe, o que é isso? — perguntou uma criança.
— Não sei, filha. Talvez seja algum fenômeno atmosférico ou um jogo de luzes de algo que deve estar acontecendo na cidade.
O piloto e o co-piloto entraram em comunicação na torre do aeroporto, perguntaram sobre o fenômeno, porém não tiveram uma resposta sucinta.
Daemon continuou a sua missão de inundar a Terra em trevas. Seu objetivo era enfraquecer os digiescolhidos antes de qualquer batalha. Ele sabia que as crianças possuíam uma força de vontade espetacular, por isso recorreu a uma precaução.
BlackWargreymon e ChaosDukemon ficaram próximos. Eram os seus guarda-costas.
O governo do Japão passou a ser cobrado. O primeiro-ministro entrou ao vivo para uma conferência de imprensa a fim de acalmar a população da capital.
— Por volta das 9 horas da manhã de hoje ocorreram várias explosões nas regiões de Minato, perto da torre, em Chyoda, em Shibuya e na ilha de Odaíba. Pessoas disseram que monstros atacaram carros, prédios e ruas.
Os repórteres iniciaram uma onda de perguntas. Eles se atropelavam nas palavras.
— Acreditamos que esse incidente foi o mesmo que aconteceu há duas semanas em Odaíba. Também ocorreu algo semelhante em 2002 e em 1999.
— O senhor diz que digimons existem? — perguntou uma repórter da TV Fuji.
— Ah sim. Aqueles seres digitais que vivem num planeta criado por computadores. Isso é apenas uma teoria. Não ha nada de concreto.
— Mas houve uma aparição em 1995 também. Eu lembro que um dinossauro surgiu. Eu estava lá.
O primeiro-ministro pediu para desligarem o microfone da reporter. Ele não queria gerar pânico desnecessário. Mas o fato era que o governo sabia da existência de digimons. Apenas não queria que a notícia fosse exposta ao público.
CHYODA, TÓQUIO
Matsunaga ficou observando a paisagem da janela do seu escritório enquanto ouvia as palavras do primeiro-ministro. O ancião riu. Todos os políticos tinham uma noção básica sobre os digimons, empresários de setores estratégicos também.
— A política é um cancro na vida do cidadão comum, não é? Eles sabem a verdade, a verdade aparece diante dos olhos das pessoas, e mesmo assim negam até a morte.
Ele bateu com a sua espada de madeira sobre a mesa. Um grupo de deputados estava com ele no escritório.
— Essas coisas não acontecem apenas com regimes autoritários como a China. Mas em democracias liberais. Aprendemos a cartilha dos Estados Unidos. Esconder... para proteger. E o Japão pós-guerra virou um modelo ocidental. E é desse modelo que aproveito até as últimas consequências.
Os 30 deputados eleitos, graças ao dinheiro e influência de Ryuu, prometeram avançar uma lei que permitiria a empresa Genetech a estudar os digimons e o Digimundo.
— Convença o primeiro-ministro. Ele já não pode mais tampar o sol com a peneira. É tarde demais para isso. O futuro será o planeta ter conhecimento sobre os digimons.
Ryuu tinha uma ambição grande demais para começar em pouco tempo. Levaria anos. Mas o primeiro passo tinha que ser dado. A Genetech seria a pioneira nos estudos com digimons.
...
Em algum lugar de Tóquio, um digimon, sem ser os generais das trevas, comandava alguns outros invasores. Na verdade era uma digimon que parecia um anjo trajado num longo vestido branco, porém com asas negras (iguais as de Beelzebumon). Ela possuía longos cabelos grisalhos, um elmo vermelho que tapava-lhe uma parte do rosto e um colar em seu pescoço que, no lugar do pingente, havia um objeto muito parecido com o Brasão da Luz. Ela era a Angewomon Falldown Mode e uma serva fiel de Daemon que também veio do mundo das trevas pelo portal.
— Escutem, digimons, o mestre Daemon pede a colaboração de todos vocês. Precisamos derrotar os digiescolhidos que vivem nesta região — disse ela com um pouco de dificuldade, pois já era bem velha.
— Sim, mestra LadyAngewomon — disseram em uníssono os digimons que a escutavam.
— Precisamos agradar ao máximo o nosso imperador das trevas. Que não haja falha entre vocês ou serão punidos sem dó nem piedade. Agora vão acabar com os inimigos do mestre.
Ela ordenou e os digimaus foram atrás dos escolhidos. LadyAngewomon saiu voando de volta até a Torre de Tóquio avisar aos generais que ordenou os digimons a acabarem com os escolhidos. Ela mantinha sempre um rosto sério, não demonstrava nenhuma expressão em seu rosto. Realmente ela era alguém muito misteriosa, principalmente quando se tinha um objeto semelhante a um brasão em seu pescoço.
Na Torre, Kari e T.K ainda estavam presos juntos das outras pessoas. Eles não conseguiam sair por causa de que alguns digimons faziam guarda em toda a torre.
O loiro teve uma ideia de enviar uma mensagem para seu irmão pelo seu celular, pois não trouxera nem digivice nem o seu d-terminal. Entretanto alguns Soulmons ficaram todo o tempo de olho numa possível ação suspeita dos presos. LadyAngewomon apareceu diante de todos.
— Senhora LadyAngewomon, nós mantivemos os presos aqui como uma moeda de troca pra pegarmos os digiescolhidos — falou um dos Soulmons.
— Eu já ordenei que fossem atrás deles — ela caminhou para perto das pessoas — acho que não precisamos mantê-los presos aqui. Cadê os três generais?
— Os senhores foram lutar contra os escolhidos. O mestre ChaosDukemon ordenou que as pessoas fiquem de refém até a segunda ordem. Ele disse que são ordens diretas do imperador Daemon.
— Certo. Se o mestre Daemon falou, está falado — assentiu ela.
Kari ficou observando aquela digimon. Ela era muito idêntica a sua parceira quando estava na forma perfeita. A morena tentou se aproximar dela, contudo o loiro a puxou para si, dizendo que não podiam chamar atenção, pois eles descobririam que eram os digiescolhidos. Kari assentiu e tentou ficar calma o suficiente para não chamar atenção.
— Logo o mestre Daemon inundará esta terra em trevas e ninguém poderá detê-lo. Ninguém. Exceto uma coisa...
A anjo era uma digimon enigmática que destoava dos demais vilões. Era conhecida como a misteriosa LadyAngewomon.
Taichi tentou ligar diversas vezes para a casa de sua mãe, mas ninguém atendia. O homem queria saber notícias da sua irmã e da sua mãe. A preocupação dele aumentou mais ainda quando o Daisuke resolveu ligar para ele. O mais jovem disse que a Kari havia saído pela manhã e estava com o T.K. O mais velho quase sobiu pelas paredes de tanta aflição.
— Com uma invasão acontecendo, eles resolvem sair sabe lá pra onde!
— Mas Tai... Ninguém sabia dessa invasão — respondeu Daisuke.
— Depois a gente se fala — e desligou na cara do outro.
Taichi não aguentou mais e saiu do seu escritório. Com a invasão e a neblina, estava impossível trabalhar. Tai pegou seu carro da garagem e arrancou com tudo até o seu apartamento. Encontrou-se com Sora. Pegou seu digivice, tirou o seu terno e vestiu uma roupa de frio. Foi com Agumon atrás da sua irmã nem que fosse no fim do mundo. Sora continuou lá no apartamento com Pyomon e seu filho. Não poderia fazer nada, tinha que cuidar do seu bebê.
Taichi e Agumon foram de carro até a casa da sua mãe. Chegando lá encontrou vários Bakemons tentando invadir o prédio. O homem não se conteve e pediu para que seu parceiro digivolvesse e acabasse com aquela situação.
— Agumon digivolve para... Greymon.
Greymon começou a usar as suas bolas de chamas contra os invasores, derrotando todos. Logo Tai subiu com seu parceiro, já na sua forma criança, e foi até a sua mãe. Tirou a mulher de lá o quanto antes e mandou ela se refugiar na casa de Koushiro. Assim que citou Koushiro, teve uma ideia de ligar para o nerd ruivo com o intuito de perguntar o que estava acontecendo. Ligou, o nerd lhe respondeu que fosse num endereço X, que na verdade era o endereço da casa de Jin. O homem foi com a sua mãe e Agumon para o tal endereço.
Daisuke não aguentava mais ficar esperando sem nenhuma notícia satisfatória do paradeiro da sua amiga. Principalmente quando ela estava junto de T.K. Ken tentava acalmá-lo, mas calma nessas horas era algo escasso. Do jeito que Motomya era, não teria calma nenhuma de ficar ali esperando. Foi quando ele recebeu uma mensagem de Koushiro pelo d-terminal avisando pra ir até o endereço de Jin. Ele foi até a sua casa pegar seu parceiro e da sua casa para a casa de Jin. Ken resolveu acompanhá-lo com Wormmon.
— Às vezes acho que falo demais — Desabafou Miyako.
— Acalme-se, Miyako. Você não teve culpa dessa invasão ter acontecido justo hoje. Justo hoje que eu ia ganhar meus chocolates — desabafou Hawkmon.
— Hawkmon muito obrigada pelo consolo. Porém não adiantou muito. Não se preocupe que eu tenho alguns doces aqui na minha bolsa.
— Eba...
SHIBUYA
Aiko ficou muito preocupado com a demora do seu irmão. Ray havia saído há duas horas e ainda não voltou. O pior era que a sua tia estava lá, atrapalhando o tempo todo. A mulher ficou impressionada com a invasão dos monstros. Não sabia que tudo ali se tratava de digimons, pois os irmãos nunca falaram a respeito para ela.
— Gente... que loucura. Ai meu Deus! Tranquem as portas, as janelas! Os monstros estão invadindo! Ai aiai...
— Aiko, a sua tia é doida?
— Koromon, eu não achava, mas tudo leva a crer que sim. E o pior é que o Ray ainda não veio. Pra onde ele foi?
O menino ficou assistindo às notícias junto com Koromon. Foram interrompidos pelo grito de Mayako.
— Tia. O que houve?
Aiko viu um grupo de Pagumons pulando sobre a mulher desmaiada. Eles arrombaram o portão do muro e fizeram a maior bagunça na área externa da frente.
— O que Pagumons fazem aqui?
— Quem é esse idiota? — perguntou um Pagumon.
— Sei lá. Vamos assaltar a casa dele.
Cinco Pagumons que se autointitulavam "Gangue Pagu" entraram com tudo na residência e passaram a quebrar tudo.
— Parem!!
Koromon disse a Aiko que aqueles Pagumons eram do Mar das Trevas e chegaram com o exército de Daemon.
— Eu posso lutar.
— Espera, Master. Eles são cinco. Além disso, os digimons das trevas são bem mais fortes.
O pequeno digimon rosa sorriu e disse que sentia que havia muito poder em seu corpo. Desde que havia evoluído para Goddramon, ele tinha aumentado drasticamente a sua força.
— Merda. Eles estã destruindo a cozinha!
— Ataque de bolhas!!
Os Pagumons fugiram do golpe. Em seguida, uniram-se para atacar o parceiro de Aiko. Pouco tempo depois, Koromon venceu o quinteto.
— Incrível!
— Eu te falei. Estou bem forte.
— Eu vi. Mas o que faremos com esses Pagumons? E essa bagunça toda?!
ODAÍBA
Koushiro explicava às crianças que precisariam unir-se para derrotarem os inimigos. Tai e Agumon chegaram ao local quase que repentinamente. O homem estava praticamente doido por causa do sumiço da sua irmã. O ruivo tentou acalmá-lo dizendo que se fosse fazer um resgate, seria bom se preparar para as lutas que teriam.
— Falar é fácil pra ti, Koushiro. É filho adotivo e não tem nenhum laço de sangue com seus parentes. Mas o sangue da Kari corre nas minha veias. Ela é filha da minha mãe e do meu falecido pai.
— E pra ter verdadeiros laços familiares precisa ser do mesmo sangue? Por favor, Tai, você chega a ser um incômodo na vida da sua irmã.
— O que? O que disse?
— Não tenho tempo pra discussões bestas. Precisamos nos unir para acabar de vez com os planos de Daemon...
— Quem? Daemon? — perguntou Daisuke que acabava de chegar junto de Ken — Não brinca conosco, Koushiro.
— Eu não estou brincando. É a pura verdade isso. Quem está liderando a invasão dos digimaus é Daemon junto de mais três digimons na fase final que se dizem ser seus generais.
— Mais uma vez ele veio ao nosso mundo para conseguir dominá-lo. Certo de que há mais ou menos uns dez anos ele veio, no entanto fracassou. Agora deve querer alguma vingança por nós termos o aprisionado no mar de Dagomon — disse Ken.
— É isso mesmo, Ken. Ele deve querer se vingar da gente, mas desta vez conquistando o mundo. Agora, neste exato momento ele está encobrindo o nosso mundo com trevas — explicou o nerd.
— Com trevas? Então precisamos fazer alguma coisa para pararmos ele — disse Paulo.
— Com certeza. Vamos ter que nos dividir em alguns grupos para acabarmos primeiro com os digimons invasores, depois acabaremos com os planos de Daemon — Koushiro.
Mimi Tachikawa já não aguentava mais ficar sem notícias do seu noivo Jo. Ela ficou fula da vida, pois os digimons poderiam ter capturado ele. Foi então que ela deixou de se esconder e foi atrás do seu Jo pessoalmente juntamente com Palmon.
— O que foi? Não podemos sair assim. Os digimons podem nos atacar. Mimi, escuta.
— Nem, minha filha. Eu não vou ficar esperando o meu noivo ser atacado por digimons malignos e ficar aqui de braços cruzados não. Eu vou sim e você vem comigo — disse ela pegando a chave do carro e pondo na sua bolsa.
— Espera — disse a pequena correndo pra alcançá-la no elevador.
Ela desceu até o subsolo e foi em direção ao seu carro. Enquanto ia, ela foi interrompida por um Numemon que estava querendo se casar com ela e tudo o mais.
— Hehehe vamos nos casar minha linda. Uhuu gostosaaa.
— Escute aqui, sua lesma, eu não tenho tempo pra brincadeiras. Vamos saia da minha frente porque estou muito atrasa... O QUE É ISSO NO CAPÔ DO MEU CARRO!!
— Mimi isso... eca. Isso é fezes de digimon — disse Palmon.
— Minhas princesas. Isso é um enfeite que eu fiz.
— Então você cagou sobre o meu carro lindo e maravilhoso? — uma veia apareceu na testa dela — SEU FILHO DA... POR QUE CAGOU EM CIMA DO MEU CARRO??? SEU NOJENTO!!!
Ela deu um soco no Numemon, que foi parar longe. Provavelmente foi destruído pelas mãos da Tachikawa que deu um golpe furioso. Ela saiu bufando dali e entrou no carro com sua parceira. Arrancou com o carro em ré até a saída da garagem e quando chegou na pista deu um cavalo de pau com o carro fazendo marcas de pneus no chão. Depois foi aos 100 quilômetros por hora atrás do seu noivo.
— Vamos ver se agora eu não arranco o Jo literalmente daquele hospital — disse ela com uma cara monstruosa. Palmon ficou olhando para ela com muito medo. Quando Mimi ficava brava ela armava um barraco daqueles.
...
MINATO
O poder das trevas havia se espalhado para além de Minato e já atingia metade de Tóquio. O ritmo era lento, mas constante.
— Em breve, as trevas vão cobrir todo o globo terrestre e não haverá como os digiescolhidos, sejam desta região ou de outra, me vencer. Porque sequer evoluirão.
ChaosDukemon e BlackWargreymon continuaram de guarda.
SHIBUYA

Enquanto isso, ChaosPiedmon e SkullSatamon ficavam sobrevoando os arredores da cidade atrás de algum digiescolhido ou até mesmo de um tal Dynasmon. Enfim o palhaço negro, que já era muito impaciente por natureza, ficou mais ainda quando não conseguiu encontrar o seu rival.
— Senhor, o que faremos agora?
— Ora, que pergunta imbecil. Não vê que estamos procurando uma pessoa muito importante para mim?
A Estação de Shibuya estava movimentada, apesar da neve e dos ataques. Na verdade, a população dali não havia presenciado digimons, por isso as pessoas estavam tranquilas, andando para lá e para cá, pegando os trens.
Um ônibus caiu para o lado com a força do golpe da foice de Phantomon. As pessoas gritaram e uma confusão generalizada tomou conta. A polícia chegou e viu a criatura levitando perto da entrada da estação.
— Atirem!
As balas atravessaram o corpo de Phantomon. Ele fez um movimento com a foice, dividindo o carro ao meio e deixando os policiais aterrorizados.
DIGIMON: PHANTOMON
ATRIBUTO: VÍRUS
NÍVEL: PERFEITO
NPD: 66.000
DESCRIÇÃO: UM DIGIMON CEIFADOR PORTANDO UMA FOICE E UMA CORRENTE. É UM FANTASMA DE CLASSE ALTA, COM PODERES SUPERIORES A DE BAKEMONS.
ChaosPiedmon teve a brilhante ideia de chamar a atenção de Raymond ameaçando a população no geral. Com a ajuda de SkullSatamon e Phantomon, o palhaço do caos invadiu a movimentada Estação de Shibuya e fez milhares de pessoas como reféns.
— Esses gritos me enlouquecem. Coloquem esses humanos para dormir.
Phantomon e SkullSatamon hipnotizaram as pessoas, que caíram desacordadas.
Raymond desceu do ônibus, caminhou alguns metros e já estava no cruzamento principal da estação. Ele parou para fazer reverência à estátua de Hachiko, o cão fiel.
Inúmeras pessoas corriam pelas ruas, nas pistas. O trânsito parou e aalguns motoristas saíram dos carros.
— Salvem-se. Os monstros estão dentro da galeria da linha Keiō Inokashira!
— Senhor! Senhor! Por favor, o que você viu? — perguntou Raymond.
— Um cara vestido de palhaço, um esqueleto ambulante e um ceifador. Eles estão atacando na Keiō Inokashira.
— A galeria branca?
— Sim! É melhor você voltar, meu rapaz.
A aposta de Ray estava correta. ChaosPiedmon havia atacado a estação para chamar-lhe a atenção. Ray sentia a presença do digimau. Ele conseguiu essa habilidade desde que despertou o seu poder contra a Lilithmon.
ChaosPiedmon brincava de lançar facas contra um segurança local.
Um grupo de policiais surgiu e apontou armas.
— Atirem!!
O vilão estendeu o braço e parou as balas com um escudo se energia. Devolveu os tiros. A sorte deles era que estavam de colete.
SkullSatamon e Phantomon se assustaram ao olharem para a figura um pouco distante do ponto onde estavam. Era o Dynasmon. Os olhos de ChaosPiedmon brilharam quando viram o cavaleiro real à sua frente.
O general mandou os lacaios atacaram Dynasmon em conjunto. A dupla foi imediatamente. SkullSatamon e Phantomon utilizaram os seus melhores poderes, contudo o cavaleiro socou os dois muito facilmente.
— Então você finalmente apareceu — disse o palhaço com o sorriso no rosto.
— Você disse que era pra eu te encontrar. Já nos encontramos. Agora eu quero saber como foi que matou os meus pais.
— Hehehehe! Olha só, nunca pensei que fosse tão rápido nas perguntas. Seu ódio deve estar transbordando.
— Para com isso. Seja direto e sem rodeios.
O palhaço riu e usou o poder mental para forçar um trem a andar sozinho. Ele subiu sobre a locomotiva e chamou Dynasmon para um passeio.
— Isso não tem graça. Não pode simplesmente colocar a vida de outras pessoas em risco.
— Eu faço o que eu quiser.
Os passageiros sentira que algo não estava certo, pois ouviram os apelos do maquinista. O teto do vagão afundou quando os digimons subiram. O trem partiu.
— Diga-me de uma vez. Como foi que matou os meus pais?
— Hehehe matei por matar. Mas eu sou uma criatura muito direta, então vamos logo ao ponto principal. Naquele dia do acidente de carro envolvendo os seus pais e o seu irmão mais novo, eu fui o responsável por esse acidente. Tudo começou há cinco anos quando o mestre Daemon, já na sua forma reduzida dentro da bolha me ordenou para que eu eliminasse qualquer pessoa que na época pudesse atrapalhar seus planos. Decidi matar sua família mais próxima para deixá-lo com o coração duro e sem amor. Infelizmente o seu irmão sobreviveu, mas não era problema, pois ele não atrapalharia.
— Como o fez?
— Digamos que eu sou um digimon diferente. Sou feito dos dados do imperador, que inclui trevas, por isso eu tinha a forma de espectro. Por causa disso nós, generais, podemos assumir a forma de espectros ou sombras e passarmos por outras dimensões. Tanto que nós conseguíamos passar do mundo das trevas para o digimundo com facilidade. Poderíamos passar para o mundo humano da mesma forma, mas desse jeito não conseguimos ficar aqui com cem por cento de poder. Precisávamos que o próprio Daemon abrisse o portal para que assim passássemos com os nossos corpos físicos. Enfim, voltando ao assunto, graças à minha condição de espectro, eu pude passar para este mundo e assim criar uma ilusão na mente do seu pai que dirigia. Eles acreditaram que o veículo que estava à frente deles era real. No entanto era um truque que eu fiz. Hehe eles desviaram do suposto carro e foram pegos por um veículo verdadeiro que veio no sentido oposto. Desviaram e o resto você já sabe. É uma pena realmente pra ti. Mas eu... eu me diverti horrores, gargalhei vendo eles morrerem. Hahahaha!
— Maldito. Então é isso. Você os matou a sangue frio.
— Agora entende que eu sou um ser muito diferente de tudo o que você já viu e ouviu. Pois bem, agora eu não espero mais. Morra de uma vez.
ChaosPiedmon segurou duas espadas e se preparou para o começo da luta. Dynasmon voou até ele e preparou vários socos. O vilão desviava, também utilizava a espada como proteção contra os golpes e investidas do cavaleiro dragão. Num certo momento, o palhaço do caos começou a atacar o rival com as espadas. Dynasmon tinha a pele endurecida e não era complicado para ele utilizar os próprios braços como escudo. ChaosPiedmon deu um pulo e tentou estocar a espada em seu adversário, mas este desviou. As espadas entraram facilmente no vagão do trem, assustando os passageiros, que quase foram pegos pelas lâminas.
— Você tem bons reflexos — falou o general enquanto retirava as espadas. — Mas lutar aqui é trabalhoso. Vamos nos mudar para um local melhor?
— Primeiro pare o trem.
Mas o ChaosPiedmon não escutou Dynasmon e voou até o parque florestal de Shibuya.
Dynasmon ficou com muita raiva do vilão. Queria lutar e eliminar aquele digimau de uma vez por todas, mas antes precisava salvar as pessoas. Ficou na frente do trem e utilizou os braços para empurrar a locomotiva. Dynasmon foi arrastado por uns 300 metros, destruindo boa parte dos trilhos. Foi visto por muitas pessoas, que agradeceram. Ele voou e foi ao parque.
O digimau pousou com Phantomon e SkullSatamon (que se recuperaram). O parque estava branco por causa da neve que caiu. Não havia pessoas por perto.
— Demorou demais. Pensei que ia embora pra casa no trem hehehehe.
Dynasmon pousou.
— E perder a oportunidade de matá-lo? Não.
Os três digimaus foram de encontro com Dynasmon, atacando-o ao mesmo tempo. Usaram a espada, a foice e o cajado. Mesmo assim, o cavaleiro desviava ou se protegia com os braços. Os quatros saíram voando e caíram na pista ao lado.
— Morra! — Phantomon atacou com a foice.
Um ônibus passou no exato momento. O veículo foi partida ao meio. Sorte não ter atingido nenhum passageiro.
— Cajado de Ossos!
O vilão morto-vivo soltou uma rajada com o cajado, explodindo a fachada de um prédio.
Dynasmon voou na direção de Phantomon e utilizou as suas mãos para rasgar o fantasma ao meio, matando-o na hora. Isso deixou ChaosPiedmon motivado a lutar ainda mais.
Os três saíram da pista e voaram até caírem na frente do Templo Meiji. Os frequentadores correram assustandos.
— SkullSatamon, mate esse órfão arrogante.
— É claro, senhor general. Ele não será problema algum. Cajado de Ossos! — ele disparou um raio do seu cajado, que foi na direção de Dynasmon, mas este desviou do ataque. — O quê?
— Idiota! Ele está desviando com facilidade. O que é isso? — irritou-se o general.
— Cajado de Ossos! — o poder atingiu Dynasmon em cheio, causando uma explosão e deixando muita fumaça no ar — Consegui. O que?
Dynasmon nem se moveu e nem recebeu qualquer dano, nenhum arranhão. Isso deixou ChaosPiedmon mais irritado e ordenando que seu servo atacasse de qualquer maneira.
— Dessa vez eu darei todo o meu poder. Cajado de Ossos! — Dynasmon simplesmente parou o choque com uma mão — Impossível!
— Por mais que me ataque nunca fará um arranhão em mim.
— Idiota — ele foi pra cima de Dynasmon com seu cajado numa tentativa de acertá-lo.
— Desintegrador de DNA — o poderoso ataque atingiu o digimau e o destruiu.
— Não esperava menos daquele que derrotou a Lilithmon com facilidade. Agora a sua verdadeira luta começará, seu idiota. Eu farei que você tenha uma morte dolorosa. Olhe para estas espadas douradas. Cada uma delas tem o fio bastante afiado, será impossível de fugir.
As espadas de ChaosPiedmon mudaram de cor e agora as lâminas eram da cor do ouro.
— Pode vir.
— Sinta o poder do meu trunfo das espadas douradas. Elas são tão mortais que nem mesmo digimons na fase final conseguem detê-las.
Ele lançou cerca de quatro espadas douradas na direção de Dynasmon, que não teve tempo de se desviar e foi pego por algumas delas. Ele apenas ficou se defendendo com sua armadura que era feita de Chrome-digizoide e por isso dava resistência à ele.
— Não adianta ficar se defendendo. Logo eu cortarei seu corpo em mil pedaços, seu imbecil!
Dynasmon desviou do ataque, mas era constantemente perseguido pelas espadas. ChaosPiedmon nem sequer se mexia, apreciando o seu momento apenas via o possível fim do seu rival.
— Maldito. Não consigo desviar direito delas. Só me resta uma coisa...
— Ah resolveu ficar paradinho aí na minha frente? Pois bem, sinta-se privilegiado por ser morto por mim. Eu, o general mais poderoso! Morre, seu tolo!
Das quatro espadas apenas duas foram na direção de Dynasmon. Seria uma morte certa se não fosse por um detalhe.
— O que? Impossível!
— Então esse é seu melhor ataque? Lamentável! Realmente eu fui ferido com seu golpe, mas eu resolvi parar de fugir para justamente fazer isso.
Dynasmon conseguiu segurar as duas espadas de ChaosPiedmon no ar. O general ficou impressionado com aquilo. Nunca que alguém teve a habilidade de fazer isso. Dynasmon as destruiu por completo. O general colocou as outras duas nas suas costas e ficou observando o seu oponente.
— Pensa que destruir duas espadas minhas conseguirá me vencer? Que tolice da sua parte. Meus ataques não são tão superficiais assim, seu maldito. Mas eu vou me acalmar, eu vou me acalmar — ele ficou se tremendo. Dynasmon não entendia o motivo do seu descontrole.
— Estou esperando o seu próximo ataque.
— Mágica das Trevas — ele estendeu a mão na direção do rival e começa a soltar um tipo de ventania. Dynasmon foi jogado contra as árvores.
— Maldito.
— Não adianta fugir do meu truque. O seu corpo será despedaçado. Eu disse que te mataria como fiz com seus pais, aqueles idiotas Hahahaha olha só eu gargalhei quando vi o sangue jorrar do corpo deles. Acredite em mim, depois de te matar, eu matarei o Aiko. Farei uma visitinha à ele e terei o prazer de apertar o pescoço daquele pirralho!
Essas palavras deixaram Dynasmon mais furioso e forte. Ele começou a andar com muita dificuldade contra a ventania. Absorveu o ataque do inimigo e lançou contra de volta, surpreendendo o palhaço.
— O que? Ele está repelindo o meu ataque! Uooooorrrrrr — ChaosPiedmon foi colhido pelo seu próprio poder e arremessado longe.
— Será que eu o venci?
— Realmente você é muito forte, contudo este ataque não é o suficiente pra me derrotar — disse ChaosPiedmon enquanto tirava a poeira de si com as mãos.
— Droga. Vou atacá-lo com o meu poder.
Dynasmon o atacou com seu desintegrador de DNA, porém ChaosPiedmon conseguiu formar uma parede de vidro na sua frente e deteve o golpe.
— Realmente eu o admirei por ter destruído duas espadas minhas e ter conseguido repelir o meu truque. No entanto, você não terá outra chance como aquelas.
— Desgraçado — Dynasmon ficou pronto para qualquer outro truque. Ele tinha consciência de que ChaosPiedmon era bem mais forte que a Lilithmon.
— Pois bem. Eu usarei as minhas espadas para acabar com a sua vida definitivamente. Morra...
De repente, alguns digimons surgiram na frente deles, interrompendo a luta. Eram Bakemons, um Soulmon, um Devidramon, um Flymon, alguns Evilmons e um Okuwamon. Eles eram os invasores vindos do mundo das trevas e servos de ChaosPiedmon.
— O que houve? — perguntou o palhaço.
— O grande Daemon ordenou que o senhor voltasse a procurar os digiescolhidos juntamente com os demais generais — respondeu o Soulmon.
— Droga. Justamente agora que eu estava quase conseguindo derrotá-lo. Mas tudo bem. Dynasmon, nos encontraremos daqui há poucas horas nos topos dos prédios. A nossa luta ainda não terminou.
ChaosPiedmon sobrevoou o local e foi para a sua entediante procura pelos digiescolhidos. Não podia contrariar ordens diretas vindas de Daemon.
Os digimaus ficaram ali para enfrentar Dynasmon.
— Agora o seu fim está próximo. Nós vamos destruí-lo aqui — falou o Soulmon inocente.
— Não pensem que sou bonzinho e deixo impunes aqueles que me irritam. Não hesito em matar um digimon. Portanto, saiam daqui se quiserem viver.
— Cale-se, seu idiota — os digimons se juntaram e atacaram ao mesmo tempo.
— Eu avisei. Desintegrador de DNA — com um único golpe, ele conseguiu derrotar os digimaus com extrema facilidade. Infelizmente quem ele queria saiu há pouco.
...
CHUO, TÓQUIO
Mimi Tachikawa e sua parceira Palmon chegaram no hospital na região de Chuo, ao norte de Odaíba. A mulher deixou seu carro em frente ao prédio e adentrou o estabelecimento com tudo sem se importar com o que aconteceria.
— Acalme-se, Mimi, pode ter algum digimau aqui dentro.
— Olha só, Palmon, eu não me importo nem um pouco que tenha digimons aqui. Eu vou arrancar o Joe daqui nem que seja a força.
A mulher chegou na recepção do hospital, porém não encontrou ninguém lá. Foi até um corredor que dava acesso alguns quartos e ouviu gemidos de pessoas. Logo ela abriu uma porta e encontrou várias pessoas aprisionadas e um Orgemon sequestrador.
— Você também será a minha vítima — disse o ogro.
— Realmente você não é o mesmo Orgemon que fiz amizade lá no digimundo. E cade o Jo, por obséquio?
O Orgemon correu atrás das duas, quebrando tudo que encontrava pela frente. Ambas saíram do hospital.
— Cansei. Palmon faz alguma coisa.
— Palmon digivolve para... Togemon! Rajada de Espinhos!
— Droga isso dói.
— Tome isso — Togemon deu um soco nele, fazendo o digimau cair longe. Depois deu outra rajada de espinhos derrotando Orgemon.
Depois disso, Mimi e Palmon salvaram as vítimas. Entretanto, Jo não estava no hospital. Segundo um amigo médico dele, o próprio Jo foi lutar contra os monstros invasores e não sabia se voltaria. Tachikawa pegou o seu celular e tentou ligar várias vezes para ele, mas sempre dava na caixa postal.
— Se tem celular, então porque não atende? Só o Jo mesmo pra ter essa mania de deixar na caixa postal aff.
— Ele deve estar ocupado — falou a digimon já como Palmon.
— Jura? Eu nem percebi.
Enquanto isso,os digiescolhidos se dividiram. Koushiro, Paulo, Ruan, Lúcia e Mia ficaram juntos, depois foi a vez de Ken, Daisuke, Jin e Rose. Eles foram lutar contra os invasores.
No porto de Tóquio, uma grande serpente marinha apareceu e logo aterrorizou as pessoas. Ele passou a dar cabeçadas no navio, perfurando o casco com o seu chifre. Era um dos digimons de trevas que veio do Mar de Dagomon junto com Daemon. Ele se chamava WaruSeadramon.
O grupo de Koushiro ficou encarregado para ir ao porto, que ficava ao lado de Odaíba. Souberam pelo rádio que um ataque acontecia na área portuária.
— Temos o nosso primeiro desafio — falou o ruivo enquanto dirigia uma van.
— Por que sinto que pode ser algum Seadramon dando bandeira? — falou Mia.
— Pois se for, eu quem luterei — respondeu Betamon já animado.
Chegando lá, o grupo viu o WaruSeadramon aterrorizando os passageiros de um navio. Ele balançava, pondo a vida dos humanos em risco.
— Parece que achamos o causador dessa confusão toda — disse Koushiro. — Hey, garota. Espera!
Mia abriu a porta deslizante da van e saiu com Betamon em seguida. Eles viram mais de perto o digimau.
DIGIMON: WARUSEADRAMON
ATRIBUTO: VÍRUS
NÍVEL: PERFEITO
NPD: 80.000
DESCRIÇÃO: UM SEADRAMON QUE CONSEGUIU CONTROLAR OS PODERES DAS TREVAS. MUITO MAIS FEROZ DO QUE UM MEGASEADRAMON.
— Você tem certeza que quer fazer isso, Betamon?
— Sim, Mia. Eu quero ter uma luta contra esse WaruSeadramon. — respondeu.
— Então vai lá e arrasa — ela pegou seu digivice.
— Betamon digivolve para... Seadramon. Seadramon superdigivolve para... MegaSeadramon.
Paulo e os outros saíram do carro e ficaram aguardando a batalha.
— Quanto tempo já se passou? — perguntou Ruan.
— Já são dez da manhã. Uma hora desde que os digimons atacaram — falou Koushiro.
Os digimaus entraram na Terra quando era noite em Tóquio. Contudo, só atacaram de fato às 9 da manhã.
— Eles não atacaram de imediato, porque precisavam reunir forças nessas horas — falou Ruan.
— Isso significa que a força de Daemon e dos outros diminuiu na Terra e eles precisam inundar o mundo nas trevas para terem o poder total.
— Kou, o que você quer dizer? — perguntou Tentomon.
— Que Daemon deve estar em algum lugar de Tóquio espalhando trevas. Olhem para céu.
Com a neve parando de cair, os digiescolhidos viram o céu com a cor roxa. Isso deixou as crianças assustadas.
Nesse momento...
MegaSeadramon foi de encontro com WaruSeadramon. A serpente marinha do bem deu uma cabeçada na outra, fazendo-a cair na água. O digimau golpeou o parceiro da Mia com a cauda, que também caiu.
Enquanto isso, um bando de Dokugumons apareceu na frente dos digiescolhidos, forçando-os a evoluírem.
— Tentomon digivolve para... Kabuterimon!
— Hagurumon digivolve para... Guardromon!
— Vamos lá, pessoal. Acabem com eles — disse Ruan.
— Eletro Choque — Kabuterimon disparou uma bola de choque que atingiu um dos Dokugumons.
— Granadas Protetoras — Guardromon usou seus dois braços para lançar dois mísseis que foram de encontro com os digimaus.
Mas os Dokugumons eram bem mais fortes que aqueles servos da Lotusmon. Todos tinham mais de 30 mil de poder.
— Ainda não é o suficiente pra derrotá-los. Guardromon superdigivolva.
— Guardromon superdigivolve para... Andromon!
Andromon jogou seus mísseis atingindo alguns digimaus, que logo foram destruídos, outros ficaram feridos e assim Koushiro pode abrir um portal para o digimundo, no entanto eles não passavam. Logo foi esclarecido que esses monstros eram do mundo das trevas, não do mundo digital. Então a única forma de se livrar deles era destruindo-os. Assim aconteceu, Kabuterimon e Andromon destruíram o restante.
MegaSeadramon conseguiu se enrolar em WaruSeadramon e assim conseguiu disparar uma rajada elétrica do seu chifre, destruindo a serpente das trevas. Ele retornou à sua forma criança Betamon.
...
ChaosPiedmon se encontrou com BlackWargreymon sobre o terraço de um prédio. O palhaço não estava nada satisfeito com a interrupção que tivera da sua batalha.
— Por que me interromperam? Eu estava resolvendo algo muito importante.
— Acalme-se, ChaosPiedmon. Mantenha-se concentrado na destruição dos digiescolhidos e na conquista deste mundo. O nosso mestre ordenou que ficássemos atentos — respondeu BlackWargreymon.
— Que absurdo. Existem muitos digimons espalhados por aí, porque tinha que me chamar. Cadê o ChaosDukemon?
— Ele acabou de sair e foi cuidar dos digiescolhidos. Pediu para que nós servíssemos de cobertura.
— BlackWargreymon, você deve me entender. Eu preciso acabar com aquele Dynasmon idiota. Eu nunca terei paz enquanto não o destruir.
— Não te entendo mesmo. As ordens do mestre Daemon vêm primeiro. Mantenha-se calmo e concentrado na sua missão.
— Como vou ficar calmo, me explica?! Aquele maldito destruiu duas espadas douradas minhas. E eu não sou tão calmo como você. BlackWargreymon você tem que parar de ser tão bonzinho assim. O santinho dos três generais.
— Eu não sou santinho. Apenas ajo com muita cautela às minhas ações. Não sou tão imprudente como você. Eu sempre dou a escolha do meu oponente de se juntar a mim ou morrer...
— Isso é besteira! Nenhum oponente vai se juntar ao nosso lado completamente. Precisamos matar quem se intrometer na nossa frente. A imprudência às vezes ajuda a derrotar os inimigos e a sobreviver nas batalhas. Não sei como consegue ser do jeito que é. BlackWargreymon você é um digimon de trevas, a crueldade era pra tá enraizada dentro de ti.
— Ser cruel não leva à vitória plena. Deveria saber disso. O que precisamos no momento é ajudar o nosso imperador a conquistar o mundo dos humanos. Os inimigos vêm depois. Seja paciente, pelo menos tenha paciência, mesmo eu sabendo que você não tem.
— Já vi que nunca entraremos em acordo comum. Desde que nós fomos criados, nunca fomos iguais. Sempre seremos os opostos em tudo. Agora não se preocupe que eu ficarei aqui até o momento que me der na telha. Depois eu continuarei a minha luta contra meu rival.
— Faça como bem entender — disse BlackWargreymon sempre calmo, e isso irritava demais seu colega.
Ainda na torre, Daemon ainda espalhava as trevas pelo mundo. LadyAngewomon continuou vigiando os reféns. As pessoas começaram a se manifestar e a fazer perguntas.
— Quem são vocês? — perguntou uma mulher.
— O que querem conosco? — perguntou um homem.
— Calem-se, humanos nojentos. Eu não tenho a obrigação de lhes responder essas perguntas. Apenas saibam que o fim de todos vocês está muito próximo — respondeu LadyAngewomon.
— Como assim o nosso fim? — perguntou Kari, para o desespero de T.K.
— As trevas dominarão o mundo. Quando isso acontecer, nenhum ser humano sobreviverá pra contar história. Nem mesmo a luz do sol penetrará, porque será impossível.
Kari ficou horrorizada com aquilo e resolveu mandar uma mensagem de texto do seu celular para o da sua mãe. Entretanto, a senhora Yagami havia deixado o aparelho em casa.
— Humph a Kari ainda não chegou e to muito preocupada por causa desses digimaus — disse Tailmon indo para a sala.
Logo em seguida, chegou Patamon com o digivice.
— Ei Tailmon você tem alguma notícia do T.K ou da Kari? — Patamon chegou pela varanda.
— Não...
O celular — que estava sobre uma cômoda — tocou por causa da mensagem. A gata foi até ele e o pegou. Impressionou-se mais ainda quando leu a SMS.
"Mamãe, por favor chame o Tai. Takeru e eu fomos feitos reféns na torre pelos digimons. Peça pra trazerem reforços. Hikari."
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