Digimon Adventure 3: The Digicode
4 Quando Amor e Luz viram Trevas...
Notas iniciais
Aqui está a explicação de T.K. ou não....
Matt Ishida – Odaiba
Sinto falta dela... O que aconteceu há dois anos deixou uma marca profunda em minha vida e na vida de todos aqueles que me seguiram ao mar das trevas para libertar Kari do domínio das trevas mais uma vez. Não culpo Kari pelo o que ocorreu com Sora, mas depois disso nossa amizade nunca foi mais a mesma, o que aconteceu com Sora é sim, em parte, culpa de Kari Kamya.
O brasão da luz pode ser a maior benção que uma pessoa pode ter, mas ao mesmo tempo que ele torna a pessoa um exemplo e onde a pessoa têm a admiração de todos, ela se torna vulnerável ao máximo ao domínio das trevas. Kari é o maior exemplo disso, Tai que contém o brasão da coragem sempre protegeu muito a irmã. Mas a influência de um digimon vindo diretamente da zona das trevas foi maior do que a proteção do irmão oferecia.
Foi há dois anos, quando num único dia, deixamos de ser um grupo e perdemos a confiança numa das principais escolhidas. Era para ser um simples reconhecimento de campo, estávamos no mar das trevas, onde queríamos mapear uma região desconhecida por humanos e digimons. Nós conseguíamos evoluir para as formas perfeitas de nossos digimons e realmente nada parecia poder nos deter.
Mas foi nesse ponto em que nos enganamos. Havíamos a recém voltado do reconhecimento no mar das trevas, quando percebemos que Kari estava com os olhos negros e com uma cara de poucos amigos... Deveríamos ter percebido que alguma coisa estava errada, mas ignoramos. Kari no final daquele dia voltou com o irmão mais velho para casa, sem nada de diferente acontecer. Até o cair da noite.
Segundo Tailmon, o digivice de Kari não parava de apitar e emitir uma forte luz dourada, mas ele estava longe da escolhida que não dormia, apenas admirava a escuridão da noite. Foi quando Tai foi desejar boa noite a escolhida que as coisas pioraram. Tai estava com seu digivice em mão e quando chegou perto de Kari, um feixe de luz foi disparado contra ela.
Kari começou a se contorcer, e só parou quando Tai jogou seu digivice para longe. Quando Kari acordou, ela simplesmente levantou, nocauteou seu irmão e saiu do seu apartamento em busca de um meio de ir para o mar das trevas.
Quando Tai acordou Tailmon estava com o digivice de Kari em mãos e sem saber o que fazer. Ele ligou para todos nós, mas somente, eu, o T.K. e Sora fomos atender o chamado do líder dos digiescolhidos. Seguimos os passos de Kari até o Píer de Odaiba onde ela havia aberto um portal para o mar das trevas. Ela estava prestes a entrar quando Tailmon e Tai a agarram.
Kari não teve nenhum problema em se livrar dos dois, Sora foi até ela com o digivice apontado para ela, o feixe de luz se concentrava na cabeça de Kari, mas parecia não ter efeito. Ela simplesmente agarrou Sora pelo pescoço e a levou para dentro do portal para o mar das trevas.
Lá o que ocorreu ninguém sabe, mas Tailmon e Tai foram atrás das duas escolhidas, houve um flash de luz rosa que deu para ver pelo portal e logo AngeWomon e Tai voltaram com Kari nos braços. Quando perguntei de Sora para o Tai, ele simplesmente me entregou um prendedor de cabelo dela envolto em cinzas. Com lagrimas nos olhos Tai simplesmente acenou negativamente com a cabeça. Kari parecia estar apenas dormindo nos braços de AngeWomon.
Depois daquele dia, as coisas nunca mais seriam as mesmas, para nenhum de nós... Kari quando acordou na manhã seguinte não parecia se lembrar de nada, Tailmon misteriosamente estava ainda transformada em AngeWomon e não falou com a escolhida quando ela perguntou o que havia acontecido. Tai não culpava a irmã, mas não falou com ela por alguns meses.
Eu demorei, mas pelo menos consegui perdoar a escolhida, Kari sempre foi tão boa com nós todos e eu não poderia ficar culpando ela para sempre. Talvez a única pessoa que não a perdoou nesses dois anos do desaparecimento de Sora foi meu irmão.
Eu nunca havia visto T.K. daquele jeito, ele estava com muita raiva da Kari e eu não sabia dizer o por que?! O tempo passou e a nossa relação virou uma espécie de geladeira, eu não vi mais T.K. e não falei mas com Tai por alguns meses. Atualmente estou na faculdade de música e tento esquecer aquela fatídica noite que estremeceu nossa relação de amizade para sempre.
Tailmon – Napoli
Aquela noite ainda assombra minha memória como um pesadelo. Sou a parceira de Kari e a considero como a minha melhor amiga, não têm outra pessoa na qual eu confie mais do que nela. Mas depois daquele dia eu comecei a questionar se devia dar confiança a alguém que era levado para o lado das trevas tão facilmente. Não posso falar nada, pois eu já lutei contra os escolhidos, eu era ajudante de Myotismon na invasão da Terra há oito anos.
Conhecer Kari foi o que mudou minha vida, os escolhidos teriam me destruído se eu não fosse a parceira de da oitava criança e agradeço isso até hoje. Os humanos crescem e mudam, mas nós digimons, permanecemos assim para sempre. Kari nunca me perguntou o que aconteceu com Sora, acho que ela têm medo de que eu me vire contra ela, mas, Kari de um certo modo tentou salvá-la.
Quando entramos na zona das trevas, Kari segurava Sora pelo pescoço e estava a ponto de jogar ela no mar. Se Sora fosse jogada ali, seu corpo seria corrompido pelas trevas, não conseguiríamos separar ela das trevas nunca.
Eu me lembro de gritar: “Kari! Não!”. Quando gritei isso, uma intensa luz rosa veio do céu. Eu havia evoluído para AngeWomon. Eu fui até Kari, quando eu cheguei perto, ela jogou Sora nas aguas do mar das trevas. Eu abracei Kari e consegui com que a luz divina que emanava do meu corpo tirasse as trevas da mente dela. Mas Sora não teve a mesma sorte. Quando ela se banhou nas aguas de trevas, seu corpo começou a se desfazer em dados e se juntar com a água.
Tai só olhava de longe, ele não se mexia, a única coisa que restou de Sora foi um prendedor de cabelo que estava na mão de Kari. Tai o entregou a Matt e os dois se abraçaram. T.K. não sabia o que dizer, Kari continuava desmaiada em meus braços. Levamos ela ao apartamento dos pais esperando que ela se recuperasse. Eu incrivelmente fiquei na forma de AngeWomon por alguns dias, eu não sabia o por que, mas quando Kari acordou eu não falei com ela. Chamei Tai e voltei para o digimundo sem querer saber da minha parceira.
Hoje, se Kari me perguntar o que aconteceu naquela noite, eu não saberei o que dizer para ela... Mas parei de culpar ela, e desejo acima de tudo que ela seja feliz, pois eu estou em ter ela como parceira.
Bem, esse jovem garoto chamado Leonardo, parece ser uma boa pessoa e ainda mais têm uma de minhas formas inferiores como parceira. Ele e Kari parecem ser uma boa dupla, mas ele ainda têm muito o que aprender...
Kari Kamya – Napoli
Foi a digievolução mais emocionante que já vi. Quando Léo estendeu o seu digivice para Salamon esperando acontecer alguma coisa, na verdade aconteceram várias. Parecia uma batalha de luz, uma luz rosa parecida com a que iluminava as transformações de Tailmon batalhava com uma luz mais escura. Léo parecia estar fazendo um esforço muito grande para que a Luz rosa ganhasse da luz escura e foi o que aconteceu...
Salamon digivolve para... Tailmon
Foi uma digievolução incomum, que parecia ter drenado todas as forças do jovem escolhido que caiu no chão após a transformação de sua parceira. A Tailmon de Léo era meio incomum, ela foi para cima de Monochromon.
- Soco de Gato! – Gritava ela dando uma série de socos na cara de Monochromon
O digimon não sabia o que fazer, ele não conseguia se livrar de Tailmon e quando Nefertimon disparou sua Joia do Nilo em Monochromon a luta que antes da chegada de Gennai parecia perdida, agora havia sido vencida com até extrema facilidade. Fiquei feliz em ver que tudo estava encerrado, mas havia me esquecido de Léo completamente. Ele ainda estava deitado no chão.
- Léo você está bem? – Perguntou a Tailmon dele correndo até lá
- Estou, só muito cansado... Kari por que você não está que nem eu? – Perguntou ele
- Não sei... Acho que já estou acostumada com isso... Mas vamos, levante-se! – Disse eu puxando o braço dele
Ele se levantou e olhou para sua digimon evoluída...
- Agora como saberemos qual é qual? – Perguntou ele se referindo a situação de termos duas digimons iguais...
- Relaxa, eu fico do lado da Kari e a sua fica do seu! – Disse a minha Tailmon para Léo
- Tudo bem... Agora o que faremos? – Perguntou ele
- Esperar o Davis e o Ken, assim poderemos decidir o que fazer... Espero que eles tenham chegado bem. – Disse Kari
Leonardo Torres –(Léo) – Napoli
Sinceramente tudo aquilo estava a me deixar quase à beira da loucura (ou de um ataque de pelancas... kk... SQN...). Se meus amigos brasileiros tivessem me falado que em dois dias eu teria a primeira aventura de minha vida ao lado de uma linda jovem japonesa e seu bichinho que na verdade era um digimon, eu teria ou acreditado que meu amigos tivessem usado drogas naquele momento ou iria me afastar deles demais.
Mas aqui estamos em Napoli, eu segui essa garota por pura e espontânea pressão. Quando ela falou: “Você se meteu nisso e agora terá que vir com a gente!”, eu simplesmente baixei a crista e fui subindo em Nefertimon. Eu não sabia que minha vida mudaria radicalmente aos 15 anos de vida.
Vamos dizer que aquele homem sinistro no beco escuro chamado Gennai me assustou um pouco, ele me deu o tal Digivice e me apresentou a Salamon. Aquele homem é sinistro, mas parece gente boa... Já de Kari, o que falar? Que ela é linda?!
Tudo bem, um dos motivos de ter seguido ela, além da pressão, era o fato de ela ser uma das garotas mais lindas que eu já vira. Não a mais, mas uma delas! O que mais me atraiu foram seus olhos, o tom do castanho era diferente de qualquer um que já vira, bem, além do fato de estar hipnotizado pela sua beleza, eu queria ter alguma diversão nessa viagem. Eu simplesmente fui obrigado a embarcar para Europa pelos meus pais... Na verdade eu não quero falar sobre isso agora.
O que me intrigava em tudo era o fato de que eu estava super cansado depois de fazer a evolução de Salamon. Aquela batalha de luzes, a rosa contra a azul escuro, eu não sabia o que iria acontecer. Mas um medo começou a assolar minha mente quando a luz escura estava mais forte, algo me dizia que se ela “ganhasse” aquela batalha, iria ser ruim para nós. Quando ela estava mais forte uma aflição começou a me corroer por dentro.
Fiz um enorme esforço mental para fazer que a luz rosa vencesse e venceu. A evolução deu certo e eu cai como uma jaca podre... Estava tão cansado que acho que dormi durante alguns minutos durante a batalha. Mas isso não importava, eu me levantei e eu e Kari decidimos aguardar o que estava por vir (Tudo bem, ela decidiu aguardar seus amigos...).
Eu passei o resto do dia conversando com ela e me informando sobre o digimundo, digimons, seus amigos e a vida no Japão... Até que os dois chegaram montados numa espécie de lobo azul. Um era típico nerd de escola, e o outro parecia um jogador de futebol.
- Léo, lhe apresento Davis e Ken! – Disse Kari indo abraçar os dois amigos
- É um prazer! Meu nome é Leonardo Torres! – Disse eu
- Prazer, Davis Motomya! – Disse ele estendendo a mão
Eu apertei a mão do garoto com porte atlético e, acho que seriamos grandes amigos, ele parecia uma boa pessoa. O outro era mais tímido, apenas me deu oi e desviou o olhar para Kari.
- Então Kari, me explica o que aconteceu? – Perguntou Davis
Ela contou toda história até a luta com Monochromon, e o garoto ficou pensativo. Foi nesse momento que Kari lembrou do meu Ipad e do tal garoto chamado Izzy. Ela entrou no Skype e viu que o garoto estava online...
- Oi Izzy! – Disse Kari
- Oi Kari, os outros já chegaram? – Perguntou Izzy
- Claro, estão aqui comigo e com o Leonardo! –
- Kari, Gennai trouxe o cartão de memória que vocês recuperaram... Eu o coloquei no computador e só havia um arquivo guardado nele... Quando o abri, ele pede um código e mais seis partes desse programa... Eu não sei do que se trata, mas o símbolo da luz apareceu no canto da tela quando o abri! Esse novo digivice, chamado de N-3 é incrível, sugiro que vocês aprendam a usá-lo! Kari, eu sugiro que vocês comecem a procurar esses outros seis cartões de memória e não deixem eles caírem nas mãos dos outros inimigos! – Disse Izzy
- Entendido Izzy! – Disse Kari
- Bem, temos uma nova missão! – Disse Davis feliz
O resto foi conversa jogada fora com todos. Alguma coisa me preocupava naquilo tudo, quero dizer, o que esses sete cartões de memória têm haver com os Digimons?! Bem se me derem licença eu vou dormir um pouco... Muitas emoções para apenas um dia!
Notas finais
Bem, até o próximo Sábado...
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