Digimon Adventure 3: The Digicode
2 A Viagem para Napoli
Notas iniciais
Kari e T.K. não são mais tão amigos quanto antigamente, Devimon transformou parte de um monumento histórico para a humanidade em um cartão de memória, e um brasileiro roubou o tal cartão resultando na fúria de Devimon. Tailmon surgiu no meio da batalha e agora está aos pés de sua escolhida. T.K. não se importa mais com o que está ocorrendo com o Digimundo e as coisas estão prestes a mudar...
Kari Kamya
Leonardo havia pegado aquele cartão de memória que surgira das ruinas e saiu correndo nos deixando para trás. Tailmon acordou e me agradeceu por estar ali, agora teríamos uma chance de lutar juntas mais uma vez, mas mesmo com o anel sagrado, seria muito difícil vencer Devimon.
- Tailmon, é bom te ver, mas queria que fosse em outras condições! –
- O mesmo Kari, mas quem era aquele garoto? Um escolhido? –
- Não sei... Só sei que ele era brasileiro... –
Devimon não se importou com as duas e mandou os Goatsumons irem atrás do garoto brasileiro, obviamente aquele cartão de memória era mais importante do que me destruir ou destruir Tailmon. Alguma coisa estava escondida na memória.
- Kari, não pode deixar Devimon pegar aquele cartão de memória! – Disse Tailmon
- Certo! Pronta para Hiperdigivolver? –
- Sempre! –
Eu peguei meu Digivice e apontei para Tailmon. A luz da hiperdigievolução envolveu ela.
Tailmon hiperdigivolve para... Nefertimon!
Subi em Nefertimon e deixamos as ruinas do fórum romano para trás em busca de Leonardo e do estranho cartão de memória. Era estranho voltar a fazer isso depois de tanto tempo, já devia estar acostumada, mas ainda me assustava um pouco em voar com Nefertimon.
Roma vista do céu era mais linda ainda! Não víamos nenhum sinal de Leonardo, estávamos vendo apenas os Goatsumons em várias partes da cidade procurando o sinal do Brasileiro. Mas nada, era como se ele tivesse desaparecido.
Quando estava quase desistindo, finalmente eu pensei, que minha primeira reação seria voltar para o Hostel se eu estivesse na pele de Leonardo... Possivelmente eu me esconderia debaixo da cama e esperaria o Tai me falar que estava tudo bem (Putz, como sou criança...). Mas o brasileiro poderia ter a mesma reação, não custava dar uma olhada... Assim eu já avisava os outros do que estaria ocorrendo.
Dito e feito! A primeira pessoa que vi quando entrei no Hostel, estava de camiseta amarela com detalhes em verde! A camiseta da seleção brasileira. Tailmon me acompanhou, fui até ele com rapidez, quase o acusando de roubar alguma coisa minha. Quando ia falar para ele devolver o cartão de memória, ele estendeu a mão e me entregou o mesmo, com a cabeça baixa como se estivesse dizendo “me desculpa por não te avisar do que eu iria fazer, mas está aqui o que você queria...”.
Me senti um pouco culpada de pensar que ele seria um ladrão.
- Kari, sinto muito por não ter lhe avisado sobre o que iria fazer! Mas vocês duas demoraram! – Disse ele olhando para o relógio em seu pulso
- Tudo bem... Mas você correu perigo! – Disse eu
- Kari, ele fez isso para dar tempo para gente escapar! Ele pegou o que Devimon queria e saiu correndo atraindo a atenção! Se ele não tivesse feito isso, dificilmente agora estaríamos tendo essa conversa! – Disse Tailmon
- Ah, me desculpe, eu não me apresentei! Meu nome é Leonardo Torres, mas pode me chamar de Léo! –
- Olá, meu nome é Tailmon, sou a parceira de Kari! Obrigada pela sua ajuda! –
Aquele momento no mínimo estranho se resumiu a isso, Leonardo insistia em saber o que estava acontecendo. Mas na verdade nem eu sabia o que ocorria nesta cidade, o por que daquele cartão de memória ser tão importante. Eu respondia que não sabia o que estava acontecendo, e eu tinha que entrar em contato com os meus amigos que poderiam me ajudar.
As coisas se resumiram em Leonardo indo até seu quarto e pegar seu Ipad para eu poder entrar em contato com os outros.
Minha primeira parada a internet foi o Facebook.com, procurando qualquer escolhido que pudesse estar online no mensenger... Mas nada, nenhuma alma viva. A segunda foi o Skype e aí, pela graça de Deus, Izzy estava online.
Atualmente, estudante de Engenharia da Computação na Universidade de Tóquio, Izzy era um universitário já muito reconhecido por participar de alguns projetos e já programava alguns softwares para grandes empresas. Ele ganhou algum dinheiro com um aplicativo para Iphone e Android, que “baixava” os principais livros de graça no smartphone. De certa forma o pequeno Izzy, na primeira ida ao digimundo, de todos os antigos escolhidos, era o que mais se dera bem depois de tudo...
Liguei para ele via Skype, ele pela graça de Deus atendeu com certo espanto vendo que era eu que ligava...
- Kari?! Há quanto tempo?! – Espantou-se o garoto
- É mesmo Izzy... Muito tempo que a gente não se fala... Mas não temos tempo para isso! – Disse eu na minha delicadeza rural
- Problemas com Digimons não é? – Perguntou ele
- Sim... Alguma coisa está muito errada aqui em Roma, eu vi Devimon e eles querem este cartão de memória! – Disse eu mostrando o cartão para ele
- Devimon?! – Disse ele se espantando
- Sim! Você sabe o que é isso?! Os portais estão se abrindo de novo?! –
- Kari, vou pesquisar e entro em contato daqui a pouco... Vou tentar avisar os outros... O T.K. está com você? –
- Não... Ele não se importa mais com o digimundo, eu estou com um amigo aqui! – Disse eu meio desconfortável
- Entendo... Se escondam, se possível deixem a cidade e boa sorte! –
Ele desligou a ligação... Eu olhei para Leonardo com uma cara “Você quis se meter nisso, bem, agora você é minha responsabilidade e você vai comigo!”. Decidimos que iriamos seguir o conselho de Izzy e deixar a cidade, tudo bem, fui eu que decidi, mas não poderia deixar aquele garoto sozinho. Ele agora era minha responsabilidade e não queria saber de um não como resposta.
- Léo, arrume suas coisas... Estamos de saída de Roma! –
- O que?! –
- As coisas ficaram perigosas demais... Se eu te deixar aqui e Devimon o encontrar, você não vai sair vivo desta cidade! –
- Não tenho medo daquele homem! –
- Garoto?! Você ainda não entendeu! Ele não é um homem, é uma criatura digital, feita de dados! Têm poderes incríveis e dificilmente um humano poderia encostar nele sem se ferir mortalmente! Isso não é uma brincadeira! Se você errar, você morre! – Disse eu com raiva para ele
Nunca havia me visto daquele jeito, mas senti que ele havia me entendido. Ele voltou para seu quarto, pegou sua mochila e disse que estava pronto. Eu fiz o mesmo, em alguns minutos, nós dois já montávamos em Nefertimon preparados para sair da cidade.
Nefertimon alçou voo e em velocidade nos distanciamos de Roma. Decidimos ir a Napoli, que ficava a algumas horas de Roma... Enquanto isso, teríamos tempo para discutir o que faríamos em seguida.
- Kari, o que você é?! Quero dizer, você têm seu digimons que se transforma... Conhece seus inimigos... – Perguntou Léo
- Sou uma Digiescolhida... Quando era criança eu fui escolhida junto com outras sete para defender o mundo digital... Fazendo com que os digimons evoluíssem para salvar o mundo deles e o nosso! –
- Isso é muito legal! Mas deve ser perigoso... E esse tal T.K., ele parece um babaca! – Disse ele
- Ele não era assim... Ele era uma pessoa muito especial para mim, mas agora, quando mais preciso dele... –
- Sei que não deveria perguntar, mas como ele ficou assim? –
- Depois eu te conto... O que faremos quando chegarmos a Napoli? –
- Descansar! – Disse Nefertimon
- Concordo com ela! – Disse Léo
- Muito bem... Ainda temos que falar com Izzy! –
O resto de nossa viagem foi um silêncio mortal, Léo não falava nada e Nefertimon também não. Chegamos a Napoli no meio da madrugada. Procuramos um Hostel como o de Roma para descansar. Conseguimos um quarto para duas pessoas e enfim seguimos para lá.
Não pensei duas vezes, liguei o tablete e vi uma mensagem em vídeo de Izzy.
“Kari. Não consegui entrar em contato com você de novo! Espero que você esteja bem! No caso, os portais do mundo piraram, estão abrindo em diversas partes do globo, mas a maior atividade é na Europa. Quanto ao cartão de memória, eu ainda não sei do que pode se tratar! Consegui falar com Davis pela Internet e ele disse que ele e Ken estariam partindo para a Itália assim que amanhecer aqui no Japão. Não sei o que está ocorrendo e vou tentar falar com os outros! Fique bem! Beijos Izzy!”.
Davis e Ken estariam a caminho, eles iriam para Roma esperando me encontrar lá. Mas eu estaria aqui em Napoli, as coisas realmente não estavam dando certo para a gente.
Eu repeti o que Léo e Tailmon fizeram, dormi! Não aguentava o cansaço e foi ai que as coisas começaram a ficar mais estranhas...
Eu não me lembro de meus sonhos, mas com esse foi diferente, eu me lembrava de cada detalhe, parecia que eu estava no mundo real.
Meu Sonho:
“Eu estava aos pés de uma montanha, ao meu lado estavam Léo e Tailmon e mais uma digimon que parecia uma Tailmon mas era preta. No caso, eu olhei para trás e vi uma cidade inteira sendo transformada em dados, inclusive as pessoas. Ao ver aquilo eu fiquei horrorizada, como podiam transformar as pessoas em dados?
A última coisa de que me lembro foi de ouvir Léo me dizendo: “ Apenas quando Luz e Trevas forem unidas... A luz dourada voltará.”.
Um fim sem muito sentido...
Eu acordei depois daquilo com uma certeza! As coisas estavam prestes a piorar. Já era de manhã em Napoli quando acordamos todos. Tailmon estava exausta ainda e Léo não parecia muito melhor do que ela. Decidimos sair para tomar café, que na verdade, pelo horário local seria almoço.
Fomos a um pequeno restaurante e aproveitamos o cardápio italiano... Massas, uvas e tudo a que tínhamos direito! Ao terminar o Almoço fomos dar uma volta pela cidade, estranhamente Léo me seguia sem falar nada, eu e Tailmon conversávamos sobre tudo. Quando estávamos olhando a vitrine de uma loja uma explosão aconteceu atrás de nós...
- Um dinossauro! – Uma pessoa que estava na rua gritou
Na verdade um Monocrhomon, um digimon na forma de dinossauro. Ele, quando nos viu, saiu correndo atrás de nós e para a gente não ficar de presa fácil também saímos correndo. Tailmon não estava em condições de lutar contra ele, estava muito cansada e eu não podia pedir para que ela lutasse.
Uma pessoa vestindo um capuz nos chamou para um beco. Seguimos ele e escapamos por enquanto de Monocrhomon. Essa pessoa era Gennai.
- Gennai! Que bom te ver! – Disse eu abraçando o homem
- Digo o mesmo escolhida! Pena que nessas circunstâncias... –
- O que está acontecendo? – Perguntou Tailmon
- Ainda não tenho certeza, mas têm algo a haver com esse cartão de memória! –
Alcancei o cartão de memória para ele.
- Vou me certificar que isso vá para as mãos do jovem Izzy... Enquanto isso, Leonardo! – Disse Gennai
- Eu?! – Espantou-se Léo
- Garoto... Você ajudou Kari a se livrar de Devimon, além de que já teve contato com alguns digimons durante o ataque a Terra há 4 anos. Você já era um escolhido, mas agora vai ser chamado a responsabilidade! – Disse Gennai
- Como assim?! – Espantou-se mais ainda Léo
- Salamon! –Disse Gennai
A forma de treinamento de Tailmon saiu de um canto do beco e foi até Léo.
- Leonardo, lhe apresento sua Digimon, a Salamon! – Disse Gennai
- Como assim? –
- Ela vai te ajudar com o que está por vir e faz parte de algo muito maior! Essa Salamon é diferente, e vocês ainda vão descobrir o porquê! –
- É um prazer conhece-la! – Disse Léo
- Eu digo o mesmo Léo! – Respondeu a Digimon
- Ainda tenho que lhe entregar isso... – Disse Gennai pegando uma espécie de digivice e entregando para Léo.
Era um digivice diferente, ele era retangular, lembrando um Iphone e tinha detalhes em azul nos botões. Totalmente Touch Scream e com uma espécie de entrada para cartões de memória na parte de trás.
- Kari, me dê o seu Digivice também! –
Eu entreguei a Gennai meu digivice e ele o transformou num modelo igual ao do Léo, só que preto com rosa...
- Esse é o novo digivice N-3, será mais útil para vocês que o D-3. Vou fazer o mesmo pelos outros escolhidos! –
- Gennai, só uma coisa. Quando for ver o meu irmão, diga a ele que eu sinto muito! –
- Pode deixar Kari eu passo seu recado! –
Gennai desapareceu e nós quatro voltamos as ruas. Monochroon estava nos esperando, mas desta vez ele teria uma pequena surpresa...
T.K. – Roma 14:00
- Onde está Hikari Kamya?! – Perguntava o guia da excursão de Kari doido
É isso, a Kari conseguiu estragar a viagem do grupo todo... Eles chamaram até a polícia por causa dela! E enquanto isso eu tenho que ficar preso neste maldito Hostel perdendo de aproveitar minha viagem! Maldita Kari! Por que gostava de você? Você só trouxe o sofrimento para mim e para seu irmão...
Não vou ir atrás dela, isso eu prometo a mim.
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