Digimon Adventure 03 - O Brasão Lendário
9 Capítulo 8 - Colapso Digital.
Notas iniciais
Então, aqui nesse capítulo... Oh, não tem muita ação, só achei que estava mesmo na hora de explicar um dos motivos da situação do Digimundo está assim tão ruim. Afinal, eles foram chamados urgentemnte e tal, tinha que ter mais coisas envolvidas. O que Gennai não contou... Revoltas, levantes, conflitos de opiniões... Motivados pelo quê? Pela incerteza da vida no Digimundo. Pelo próprio medo. Pela própria escuridão. (Dramático, né?) Também dou a localização do castelo do inimigo, que apareceu no último capítulo...
Foi mal se esse cap. ficou chato, mas era pra ser mais informativo ou interessante mesmo... Hmm.
Bem, aqui nesse capítulo terá a introdução do início da história real, se posso dizer assim... Afinal, o título ainda está valendo, né? "O brasão lendário".
Queria agradecer a minha primeira - porém não última, espero - recomendação!! Obrigaga pela enésima vez, TK Takaishi. Receber mais uma, de outro leitor, não faria mal, sabe? kkk
Aproveitem!!
No Mundo Humano, o céu estava sendo tingido por um azul e um laranja suaves, indicando o início da tarde de um dia típico de verão, as nuvens estavam fofas, brancas e meio rosadas. Elas pareciam muito macias, com aquela impressão que são feitas de algodão-doce. O sol se escondia timidamente atrás das mesmas, o clima estava muito agradável, fresco, uma brisa soprava. Os raios de sol esquentavam as pessoas de forma leve e quase carinhosa. A luz que irradiava da estrela passava por entre as folhas das árvores, provocando algumas sombras no chão. Onde há Luz sempre há Trevas. Isso é imutável. Eterno.
A vida existia harmoniosamente em todos os lugares.
Ou talvez não.
Havia um lugar, escondido nas profundezas das sombras de outro
mundo, completamente diferente do descrito acima. O céu antes negro estava tingido de vermelho-sangue, literalmente sangue. O líquido vermelho escorria pelos céus, em um contraste perfeito com os gritos mutilados ao fundo da paisagem, digna de um filme de terror de sucesso. Uma névoa negra e densa pairava no local, perto do solo. Não exatamente solo, era areia. Areia cinza.
Por mais que você andasse, por mais que você tivesse esperança de voltar, você sempre veria a mesma coisa: Escuridão. Um mar negro como petróleo completava a decoração.
No meio desse cenário aterrador, um grande, novinho em folha e
majestoso castelo erguia-se, triunfante, como se zombasse do local a sua volta. Essa fortaleza, julgada por todos os seres que a conheciam de impenetrável, era composta por tijolos estranhamente fantasmagóricos. Mas nem um pouco transparentes, e sim negros. Era imenso, uma energia arrepiante emanava de lá.
Os gritos atormentados eram proferidos por algumas almas injustiçadas, que um dia já foram digitais. Agora eram prisioneiras das Trevas. Presas e aterrorizadas por um ser maligno, sem a menor chance de voltar para seu próprio mundo, clamavam por ajuda, em uma das salas desse castelo, feitas especialmente para aprisioná-las. Nunca seria permitido elas saírem. Nunca. O mais curioso, porém não era isso.
Havia um grande círculo desenhado na areia, de autoria momentaneamente incógnita. Deste, um campo de força, também escurecido e poderoso, surgia , impedindo um homem bem idoso de sair. Ele tentava achar um jeito de quebrar o grande campo de força, concentrado em sua tarefa. Nenhum resultado de fato satisfatório.
–SOLTEM-ME! – Exclamou. Ordenou seria a palavra certa, porém ali ele era apenas um subordinado, um escravo das Trevas, mesmo que inconscientemente. Apesar de não parecer ter alguém ali perto, fora do castelo, havia sim. E ele sabia disso. As sombras, as próprias Trevas perambulavam pelo lugar sem cerimônia. A figura aprisionada foi solenemente ignorada.
Sua esperança estava se extinguindo, ele se agarrava completamente à possibilidade dos Digimons das crianças escolhidas voltarem ao normal, ou elas mesmas o salvarem, mesmo que isso significasse estar a metros do castelo do inimigo. Sua única salvação, sua vida nas mãos daquelas crianças...
Não havia jeito de sair do Mundo Das Trevas, do Oceano Escuro, agora dominado por outro mestre. Muito mais cruel, com um plano jamais imaginado por qualquer criatura viva. Ou morta.
***
–Vejam, pessoal! Já posso andar novamente! – Uma Mimi sorridente e saltitante exclamou. Ela estendia sua perna insistentemente para o alto, a fim de comprovar o que falava. Izzy escondeu um sorriso, sem exatamente saber o porquê de ela estar tão feliz o agradava.
–Ainda bem. – Murmurou Joe, alongando os braços doloridos, com a expressão aliviada.
Ken tinha se apresentado para Willis, que ficou feliz em ganhar mais um amigo. Todos já tinham contado suas histórias, depois da explosão da casa de Gennai, quando se separaram bruscamente. Izzy e os outros, sobre como escaparam do lago com vida, achando a tal caverna. A existência dela deixou todos muito intrigados, mas os que estavam lá não contaram sobre a mensagem estranha, deixando isso pra depois. Andromon e Kentarumon prometeram tentar explicar sobre a caverna num lugar mais seguro. Os dois conversavam, confusos. Tai
contou aos outros como o inimigo tinha controlado seus parceiros, fazendo com que eles os atacassem.
Os Digiescolhidos, Lopmon e Terriermon, seguiram Andromon e Kentarumon andando até chegar a uma clareira. A grama verde-clara era curta, distribuída igualmente formando um círculo grande, com algumas colinas pequenas em volta, cercada por árvores e flores coloridas. Dentro do terreno circular havia um lago, amplo, porém raso, com a água azul cintilante, onde alguns peixes nadavam. O céu indicava o início da tarde. Mesmo o Digimundo não tendo estações, o clima se assemelhava à nossa primavera. Os olhos de Willis brilhavam, apreciando cada centímetro do belo lugar, maravilhado com sua primeira viagem digital.
Andromon andou calmamente até um grande carvalho, e em seguida fez um gesto para que as crianças sentassem, numa roda, em volta da árvore. Eles assentiram e fizeram isso. Tai sentou-se primeiro, seguido por Matt, Sora, Izzy, Mimi, Joe, Cody, Yolei, Davis, Willis, Ken, TK e Kari, formando a roda nessa ordem.
Andromon franziu a testa, tentando organizar seus pensamentos em
palavras. Ele sentou-se na roda, de modo que ele ficasse em frente a todas as crianças Kentarumon galopou, encostando-se ao carvalho, já com o tronco um pouco velho, mais ainda bonito, vivo. O local não parecia estar com nenhuma influência das Trevas. Era seguro conversar ali. Por enquanto, pelo menos.
Elas olharam ansiosamente para o Digimon máquina, sem aguentar o silêncio inquietante.
–Acho melhor começar contando o que aconteceu no Digimundo depois que vocês voltaram para a Terra. – Andromon sugeriu. Sem enxergar qualquer outra opção, os treze concordaram. – Foi algo que gosto de recordar... A Paz finalmente chegou, nunca houve época melhor no Digimundo. A não ser a época em que as Trevas ainda não existiam, porém isso é tão antigo que não faz sentido dizer agora.
–Sim. – Kentarumon mirou o horizonte. – Acontece que todos sabem da Paz que prosseguiu a derrota de MaloMyotismon. Todos sabem da felicidade infinita. – o tom dele era quase gélido. – Vocês precisam saber o que aconteceu por trás da Paz. Sempre existe a revolta, mesmo que ela esteja muito bem escondida por trás da felicidade. – ele olhou para o robô, em seguida para as crianças – O que Gennai não teve a chance de contar-lhes.
–Falando nisso, onde está aquele velho? – Davis perguntou repentinamente.
–Sim, nós estamos preocupados. Ele pode estar em perigo... – a voz de Kari falhou.
–Um passo de cada vez. – Andromon alertou. Depois soltou um leve
suspiro. – Há alguns meses, Gennai nos chamou em sua casa. Ele disse que pressentia que algo horrível iria acontecer. Eu e Kentarumon fomos designados pelos Seres Divinos a rondar o Digimundo, em busca de algo que nos levasse a suspeitar... – ele olhou para o centauro, indicando que era para ele continuar.
–No início simplesmente não conseguíamos achar nada, quem quer que fosse era, e ainda é, estrategista. Ele deve ter te fixado em algum lugar, mas já reviramos esse mundo todo e não achamos. Depois de um pequeno período de tempo, houve um ataque a um pequeno vilarejo, nos deixando curiosos. Desde então Gennai começou a buscar mais insistentemente por problemas, e eles acabaram nos encontrando, de qualquer forma.
–O ataque à Cidade do Princípio. – Tai murmurou, meio irritado.
–Exatamente. – foi à vez de Andromon continuar. – Depois disso nós dois fomos para uma região afastada, em busca de uma pista falsa, forjada pelo inimigo. Foi quando a casa de Gennai foi destruída por esse Mal.
–Um Mal está se apossando do Digimundo! – Izzy disse impaciente. – Nós já sabemos disso! – ele ficou um tanto irritado consigo mesmo por falar assim, mas a monopolização de informações estava ficando grande demais para ele suportar.
–Sim, está. Ele tem o poder de controlar os Digimons usando apenas a força das Trevas, que corrompe a mente e o coração. – disse Kentarumon, sem se incomodar com Izzy. – Fazendo com que se voltem contra a Luz.
Os olhos de TK estavam vidrados nos dois, visivelmente incomodado com o que estava ocorrendo. “A força das Trevas mais uma vez.”
Kari pensou em confortá-lo, abraçá-lo, mas acabou desistindo quando percebeu que não seria o momento certo, além dela mesma não saber se tinha coragem para isso. Ela franziu a testa, ficando um pouco confusa e voltando á prestar atenção.
–Assim como fez com nossos parceiros. – disse Sora, triste. Ela
encostou a cabeça no ombro de Matt, que suspirou.
–E com aquele Flymon. – Joe concluiu pesarosamente. – Todos
controlados, como marionetes sem vida ou vontade.
–É aí que você se engana. –disse Andromon, quase como se esperasse por aquela deixa.
–Como assim? – Yolei questionou.
–Ele não estava sendo controlado, crianças. – a voz do Digimon
máquina era grave. – É esse o ponto. O problema.
–Então porque ele nos atacou? – Matt perguntou exasperado. “Por diversão?” Ele ironizou mentalmente.
–Era isso que eu queria explicar. – Kentarumon falou. – Depois de
mais alguns ataques, antes ao da Cidade do Princípio, muitos Digimons
finalmente entenderam. Eles entenderam que as Trevas estavam retornando, e isso gerou um grande conflito no nosso mundo. Uma espécie de levante, uma revolução. As opiniões se chocaram, discussões e pequenas batalhas foram travadas. Muitas revoltas foram feitas. E contidas pelos Seres Divinos, que diziam estar tudo bem, o que revoltou ainda mais alguns Digimons.
Kentarumon assentiu, falando também:
–Vários Digimons estavam cansados do controle deles, que eram
extremamente poderosos, porém acusados de não se importarem conosco. E, então, começou a discussão mais grave. Todos temiam as Trevas, porém, como ter certeza de que a Luz é melhor que elas? Não seria mais simples, mais eficaz e prático, que o Digimundo fosse tomado pelas Trevas? Até que ponto a Luz é superior? – eles se espantaram, pensando na possibilidade de os seres digitais acharem tal coisa. – Muitos dos que pensaram assim foram silenciados. – eles estremeceram – Então, os que acreditavam na Luz, precisavam de uma salvação, pois os Digimons não conseguem se salvar sozinhos. São incapazes demais para isso. Eles precisam transferir essa responsabilidade há alguém. Mesmo que sejam apenas crianças. – o centauro resmungou.
–Alguns defendiam que os Digiescolhidos deveriam ser chamados
urgentemente, para que pudessem logo esquecer esse problema. Outros achavam que eles seriam inúteis, afinal, todos os seres digitais foram enganados com a promessa que o mal se fora, mas ele não foi de fato derrotado. Isso os fez questionar se vocês são ou não “eficazes”.
–E ainda havia os mais radicais. Eles estavam se perguntando até quando a Paz iria durar, em segredo. Os que ficaram tão injuriados com os quatro Digimons Divinos, que queriam confrontá-los de alguma maneira.
–Então, alguns Digimons, para provar que não podem ser mais
controlados pela Luz, querem... Nos matar. – Ken concluiu, confuso. – Eles acham que nós somos os problemas? Eles acham que é por nossa causa que o Digimundo está sendo controlado pelas Trevas novamente? Isso não faz sentido!
–De certa forma, faz. – Cody ponderou, tentando entender a
estranha situação Digital. – Eles acham... Que o Digimundo estaria melhor sem a nossa interferência, não é isso? – ele perguntou. Andromon assentiu.
– Alguns Digimons não gostam de ser salvos por humanos.
–Eles acham que deveríamos ir embora, a nossa presença só piora as coisas. – Joe franziu a testa. – Só deixa as coisas mais difíceis. Humanos não deveriam pisar no Digimundo , é errado. Não pertencemos a esse mundo, pessoal.
–Acontece que não foi exatamente ideia nossa ser escolhido. – Tai argumentou, com uma careta.
–Tem razão, a ideia não foi de nenhum de vocês. Foram os Digimons Divinos. Eles ajudaram a procurar crianças que tinham os mesmos dados de alguns Digimons, que se tornariam seus parceiros. – disse Kentarumon.
–E isso tudo fez com que alguns Digimons se rebelassem. – Izzy
disse lentamente, sua mente tentava entender. – E esses Digimons, como o Flymon, por exemplo, querem mudar a forma de como o Digimundo é controlado, por livre e espontânea vontade.
–Eles querem infligir poder. – TK falou em seu próprio raciocínio. – Querem provar que não são submissos a nada, até mesmo a Luz. As coisas estão difíceis pra nós aqui...
–Isso. – Disse Andromon. – O Mundo Digital está entrando em colapso.
–O problema do Digimundo. – Sora começou – É que... Não é como a Terra, onde podemos escolher quem controla cada lugar. Aqui, os mais fortes dominam. Muitos devem estar cansados disso, enquanto outros se acostumaram.
–Eu acho que não é exatamente assim. – Willis disse. Todos se assustaram, já que ele não tinha se pronunciado nenhuma vez até agora. O menino estava muito concentrado na história. – Nós, algumas vezes, pensamos em alguns dos Digimons como seres irracionais. Seres que foram feitos simplesmente para andar, comer, lutar e dormir. Mas eles não são nada disso. Eles vivem, mas estão começando a agir como querem viver a partir de agora. Eles estão impondo sua força de vontade, ignorando “como sempre foi”. Tudo isso para não verem o Digimundo ser tomado pela escuridão mais uma vez.
–O problema é que o jeito que eles estão fazendo isso é o jeito errado. – Disse Mimi, um tanto revoltada por terem Digimons que não dão mais importância para os Digiescolhidos e querem destruí-los como uma forma de protesto contra o controle da Luz. "Eu não quero ser destruída, poxa." Ela pensou.
–E há jeito certo? – Willis retrucou. – Eles só querem que tudo acabe logo, de alguma maneira. Se o preço for nossas vidas, então que assim seja. – ele deu de ombros, pensativo.
–Se eles nos destruírem, as Trevas vão tomar conta de tudo. – Argumentou Matt.
–É isso que alguns deles querem. O Digimundo foi tomado pela Luz,
mas as guerras, a fome, as injustiças não acabaram por causa disso. – disse Andromon. – E vocês são humanos, considerados impostores por muitos.
–Pra mim eles ficaram loucos. – Davis opinou. – Se as Trevas dominarem será pior. As Trevas nunca serão melhores que a Luz.
–Eu acho que os Digimons simplesmente não conseguiram aguentar. – Kari disse, com uma voz distante.
–Como assim? – Tai perguntou.
–Eles não aguentaram conviver com a possibilidade do sofrimento
voltar.
–Ela está certa. – disse Kentarumon. – O Digimundo é feito de
dados, porém a muito mais escondido, quase como magia. A Luz sempre estará de guerra com as Trevas. Nenhuma pode perder, ou vencer. Nenhuma pode ser destruída. E será sempre assim. Muitos não conseguiram aguentar isso. A realidade os assustou, não aguentaram ver o Digimundo desse jeito novamente. Muitos lugares já foram tomados pela escuridão. Muitas vidas já foram perdidas e arruinadas, quando vocês ainda não estavam aqui. Agora mesmo uma área deve estar sendo destruída.
–Isso levou muitos Digimons á loucura. – continuou Andromon. –
Mesmo que eles não percebam, as Trevas o controlam. Porém não é a mesma Escuridão que controlou os parceiros de vocês. São as Trevas que existem no coração de cada um que estão fazendo isso. Eles não servem ao Mau. São escravos da própria escuridão. E isso torna a mente mais volátil, mais fácil de manipular. E, quando o Mal verdadeiro realmente precisar de escravos, eles serão extremamente fáceis de controlar.
–Ele usa os medos e as sombras de cada um. As Trevas de cada coração estão se manifestando, fazendo com que eles achem que as Trevas são melhores que a Luz. – disse Kentarumon.
–Ele é muito estrategista mesmo. – disse Izzy. – Ele espalha o
desespero no Mundo Digital para fazer com que os dados se curvarem diante dele.
Todos ficaram em silêncio absoluto, em suas próprias reflexões. Isso parecia simplesmente irreal de mais. Alguém com força o suficiente, que, apenas com a existência, faz com que os seres Digitais esqueçam-se da força, e sejam controlados pela própria agonia. Portanto, quando seu plano estiver finalmente consolidado, ninguém teria mais vontade de lutar. “Quase ninguém.” Ainda havia os que estavam do lado da Luz, como Andromon e Kentarumon e os que estavam gratos e felizes depois da derrota de MaloMyotismon. Foi exatamente esse pensamento que passou pela mente de Davis.
–Nada está perdido. – ele sorriu, confiante. – Ainda há quem está
do nosso lado. Conseguiremos vencer. Mesmo que muitos não acreditem, é nosso dever salvar esse mundo. E nós vamos conseguir! – Davis jogou o punho no ar. Terriermon e Lopmon aplaudiram, contagiados com a disposição do menino. Alguns dos humanos sorriram, admirando como ele ainda conseguia ficar otimista. Tai sorriu um pouco, com orgulho de ter escolhido um bom líder para a segunda geração.
–Só resta saber como! – disse Joe, suspirando e aniquilando um pouco da alegria. Mimi se irritou, o encarando com certa fúria.
–Joe, como você pode ser assim tão pessimista? – ela levantou,
colocando as mãos na cintura.
–Eu sou apenas realista! – ele se defendeu, levantando também –
Mimi, presta atenção! Nosso inimigo faz com que os outros sejam escravos da própria mente! Que chances nós temos?
–Nós precisamos acreditar! – Mimi rosnou. – Você acha que eu
queria estar aqui? Não! Eu preferia estar no shopping! Mas não reclamei até agora! Então para com isso!
–Gente, calma! – disse Sora. Matt agarrou a mão da namorada, a
impedindo de levantar e participar da briga.
–Mimi, eu não quero que você ache que não tenho confiança na gente! Mas nós precisamos estar preparados para perder!
–Nós não vamos perder!
–Encare os fatos! Nós estamos sem Digimon! Sem jeito de vencer!
–PAREM JÁ! – Foi a vez de Tai se irritar, ele levantou num pulo. Kari o puxou pelo braço suavemente para ele voltar a se sentar, um pouco mais calmo. Joe e Mimi bufaram. Os dois se sentaram, vermelhos. Todos se encararam por um segundo. Não podiam brigar. Eles precisavam se unir mais do que nunca.
–Andromon. – Ken murmurou, tentando não pensar no fato de que um dia tentou escravizá-lo. – E sobre a caverna estranha que encontramos?
–É um Santuário. – disse Kentarumon. – Provavelmente, do jeito que vocês descreveram... É o Lendário Santuário dos Brasões. – ele parecia lembrar-se de algo. – Uma antiga história sem fundamento algum...
–Como assim? – Cody perguntou.
–Nós sempre achamos que esse lugar era uma invenção, até vocês
falarem que o viram. – Andromon admitiu.
–Mas por que ele foi criado? – Perguntou Izzy curiosamente. – O
que ele significa?
–É difícil explicar. – Kentarumon franziu a testa. – Ele faz parte de uma simples lenda que ouvimos depois que nossos Digitamas chocam. Nunca nos preparamos para a possibilidade da existência desse lugar, por isso ficamos confusos quando vocês falaram sobre ele. Só pode ser o Santuário. Não deveria existir...
–A menos que a lenda fosse real! – Andromon engasgou
repentinamente. Kentarumon o encarou, com lapso de compreensão em seu rosto.
–Que lenda? Do que vocês estão falando? – Perguntou Sora, inquieta.
–Tem algo a ver com isso aqui? – Izzy questionou, pegando seu
laptop. Assim que o abriu, a estranha mensagem com os Brasões continuava lá. Ele estendeu até seus amigos. Kentarumon e Andromon leram, boquiabertos. Eles se entreolharam e arfaram logo em seguida. – Essa mensagem apareceu enquanto estávamos na caverna. – o ruivo explicou.
–Então é isso... O jeito de nos salvarmos... – O centauro murmurou
em transe.
–Como assim? – Yolei perguntou irritada. – Será que alguém pode
fazer o favor de explicar? Estamos boiando aqui!
–Crianças. – a voz de Andromon ficou grave. – É a hora.
–A hora de quê? – A impaciência de Tai estava quase no limite.
–Vou contar-lhes a história do Brasão Lendário...
Notas finais
Ficou sério demais? Quer dizer, tinha que ser algo mais elaborado, ele não são mais tããão crianças. Não sei. Muito forçado?
O próximo fará jús ao nome da fic, explicando a lenda.
Até lá. Ah, na verdade não sei quando é o "lá". Bem, eu notei que a fic não ganhou nem um outro leitor... Meio decepcionante isso, mas eu espero mesmo estar agradando! As minhas ideias não têm fim!
Bjs!
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