Digimon Adventure 03 - O Brasão Lendário
6 Capítulo 5 - Submersos & A Caverna Secreta.
Notas iniciais
Agora, o quinto capítulo, dez reviews e inúmeras emoções!
Ah, eu o teria postado mais cedo, mas apaguei a formatação sem querer, aí tive que fazer tuuudo de novo.
Seria bom se tivesse um jeito de salvar as suas histórias, mas sem publicá-las ainda....
Enfim, aproveitem:
Parte um: Submersos.
Tai sentia-se estranho, no mínimo. Sua mente girava, ele fazia um
grande esforço para pensar de forma coerente, sem nenhum sucesso. O menino estava completamente atordoado, como se estivesse fora de ar. Ele sentia vagamente seu corpo completamente dolorido, flutuar num lugar remoto, sem qualquer vontade de se mexer.
Seus olhos estavam fechados fortemente, tentando ignorar tudo à sua volta, sem realmente saber o que estava à sua volta. Mas precisava saber o que tinha acontecido. Tentou reunir os fatos anteriores numa sequência decente em sua mente. Tai estava um tanto consciente de um estrondo, os pedaços da casa de Gennai subiram para a superfície depois de um impacto enorme. A casa fora destruída... Com ele dentro.
“Uma explosão.” concluiu. "Alguém nos atacou."
Seus olhos se arregalaram. Assim que se abriram, ele sentiu uma ardência, claramente a água entrando em contato com seus olhos. Tai nem ao menos conseguiu se acostumar com o fato que ele estava completamente submerso no lago, quando sentiu uma ardência ainda pior em seus pulmões, privados até então de algo precioso. Oxigênio.
Saiu de seu transe, forçou seus músculos doloridos a se mexerem, nadando alucinadamente até a superfície.
***
Kari fora atirada violentamente contra algumas rochas, mas se manteve num estado quase consciente, nadando, com bastante dificuldade, à superfície em busca de ar. A primeira coisa que percebeu, foi que ela foi a primeira a conseguir escapar. Sentou-se na borda do lago, na grama que parecia confortável, ofegante. Ela tentou respirar fundo, quase engasgando com um pouco de água.
Olhou para a sua frente sem muita animação. Alguns pedaços da casa de Gennai flutuavam no lago. Tudo completamente destruído. Acabado. Por causa da explosão. De onde ela tinha vindo, era um mistério.
"Mas onde estã Tailmon?"
De repente uma cabeça surge, emergindo.
–Tai! – ela engasgou.
O menino rapidamente foi até sua irmã, sentando-se na grama também, ao lado dela.
–Kari! Você está bem? – ele perguntou preocupado, tossindo um pouco e a abraçando apertado. – Você se machucou?
–Não, eu estou bem. – ela sorriu um pouquinho com a preocupação de seu irmão, o tranquilizando. – Mas onde estão os outros?
–Eu não sei... – Tai foi sincero. Depois franziu a testa. "Espero que eles estejam bem.”
***
Izzy, surpreendentemente, era um bom nadador. A explosão, por um milagre, não destruíra seu laptop, que o menino agarrou com toda a sua força, agradecendo mentalmente à sua mãe por dar uma capa à prova d’água.
Assim, ele facilmente nadava em direção ao ar, onde ele poderia pensar com maior coerência.
Ia para a superfície quando sua visão, meio prejudicada pela água, avistou rochas esquisitas. Elas não podiam ser naturais, não mesmo. Curioso como ele só, agitou as pernas, indo em direção á elas.
Olhando mais atentamente, percebeu que elas davam a uma caverna, um pouco mais acima, que não deveria ser submersa. Ele nem ao menos cogitou voltar para a superfície, em parte por que não aguentaria mais tempo sem ar, em parte por que ele estava curioso demais para saber onde a caverna levava.
Tomando impulso, nadou a pequena passagem até lá, para cima, grato por não ser uma caverna submersa, e sim um tipo de reserva de ar, que provavelmente levaria para uma caverna na superfície. Ele surgiu num pequeno lago, envolvido por rochas. No momento, ar era sua prioridade.
Aliviado pelo oxigênio entrando em seus pulmões, conseguiu avaliar melhor o lugar que chegara, ficando boquiaberto.
Pelo visto, Gennai escondia algumas coisas bem interessantes perto de sua casa.
***
Sora estava em pânico.
Um pedaço do sofá de Gennai havia atingido fortemente seu braço, que agora estava numa condição lamentável, parecia que fora quebrado em milhões de pedacinhos diferentes no impacto.
Seus lábios estavam rígidos, abri-los para respirar estava fora de cogitação. Seu braço esquerdo doía muito, ela sabia perfeitamente que não conseguiria nadar até a superfície para salvar-se. Morreria ali mesmo, assim que a falta de oxigênio se tornasse demais para suportar.
“Quem diria... Eu, morta afogada!” Ela pensou.
A ruiva balançou fortemente sua cabeça, eliminando seus pensamentos deprimentes e inúteis no momento, irritada consigo mesma por desistir assim tão fácil. Ela iria sobreviver, sim.
Ela afundava de forma lenta. Sora se aproximou de umas rochas, que davam para uma espécie de caverna estranha.
“Talvez eu consiga me apoiar ali...” Ela pensou, apertando os olhos, louca por ar. Inutilmente. Ela não conseguiria...
Sua visão ficou preta, e a menina mergulhou na escuridão da inconsciência.
***
Matt foi arrastado, pela força de um pedaço de uma mesa, que atravessara o lago rapidamente. Por sorte, não ganhou nenhum machucado grave por causa do impacto. Uma parte dele ainda estava extremamente confusa com o que tinha acontecido exatamente, mas estava contente por ter um bom fôlego, ele suportaria bem.
Olhou em volta, tentado achar algum amigo. Ninguém à vista. Virou-se lentamente para se dirigir à sua superfície, mas pelo canto do olho conseguiu identificar uma figura conhecida, perto de alguma abertura rochosa. Sora. Quase se afogando.
O pânico o atingiu em cheio, ele nadou com força extrema até sua namorada, mas, no processo, esbarrou em alguém. Cody. Ao lado dele, TK. Perguntaria à eles se estavam bem depois.
Matt quase suspirou quando viu que, aparentemente, o irmão estava bem, tirando um arranhão feio na bochecha direita. O menino mais novo pareceu aliviado em ver Matt, assim como Cody, que deveria estar bem, sem apresentar nenhum arranhão nem nada.
O loiro fez um sinal, apontando para Sora. TK assentiu vigorosamente. Cada um pegou um braço dela, Matt não deixou de notar que seu braço esquerdo parecia muito mais mole do que deveria estar, e a conseguiram transportar à caverna onde Izzy estava, com Cody nadando atrás dos dois irmãos.
***
Tai já estava quase pulando no lago atrás de seus amigos. Na verdade, ele só não tinha feito isso por causa da irmã. Em hipótese alguma Tai deixaria Kari sozinha no Digimundo, enquanto ele pudesse protegê-la e ficar ao seu lado, tomando conta dela e a confortando. Ele era seu irmão mais velho, e Kari era, definitivamente, sua responsabilidade mais importante. Isso não mudaria nem em uma milhão de anos.
"Agumon... Onde você está?"
O menino estava ajoelhado na margem do lago, ansioso. Kari estava do seu lado, sentada, abraçando os joelhos, preocupada, os olhos fixos na água.
Parte da inquietação sumiu quando os dois viram três cabeças emergirem.
–Joe! Mimi! Yolei! – Tai gritou, pegando a mão de Mimi, ajudando-a. Joe conseguiu sair do lago sozinho, Kari ajudou Yolei, que tossia água para fora de seu organismo.
–Vocês estão bem? – Kari perguntou.
Em resposta, Mimi deixou escapar um gemido alto e angustiado.
–O que foi? – Joe perguntou.
–Minha perna. – sua voz tremeu. – Acho que quebrou. Fui atingida
em cheio por um livro bem grosso de uma das coleções de Gennai. Ele deveria ler menos. – ela tentou sorrir, mas pareceu mais uma careta.
–Vou ver o que posso fazer. – Joe garantiu.
–E você, Yolei? Está bem? – Kari olhou para a amiga.
–Mais ou menos...
Enquanto Joe cuidava de Mimi, e Kari verificava o estado de Yolei, Tai mordeu o lábio.
“E os outros, onde estão?”
***
Davis lutava para arrastar Ken até algum lugar em que houvesse pelo menos um pouco ar. O menino de cabelos pretos tinha sido atingido na cabeça, ficando instantaneamente inconsciente. Pelo menos Ken era um gênio, e ainda raciocinava, mesmo que precariamente, já que prendia, determinado, a respiração.
Davis amaldiçoou mentalmente o responsável pela explosão. Ele sentia raiva, e prometera a si mesmo que acabaria com quem tentou machucar seus amigos, tão preciosos para o líder da segunda geração.
Ele sentiu uma pontada de pânico quando viu a coloração azulada que o rosto de Ken assumia.
“Droga. Definitivamente, quem tentou nos matar vai sofrer.”
Ele tomou o maior impulso que conseguiu, num ato desesperado de achar algo que o salvasse. Achou milagrosamente uma caverna estranha, que, apesar de ele ainda não saber, estava ocupada por alguns de seus amigos. Ele agarrou com toda a força que conseguiu a blusa de Ken, e os dois conseguiram ali entrar, salvando-se.
***
Parte dois: A Caverna Secreta.
Izzy tentava assimilar o que seus olhos viam.
Aquilo não era uma caverna natural. Muito, muito longe disso. Alguém construíra. Gennai. O piso era de mármore branco e brilhante, era extenso. O rodapé era dourado, contrastando com a parede cinza-escura, imponente. Apesar de ter a cor de uma caverna, aquilo era claramente construído, ela era lisa. O teto era rochoso, característico de uma caverna real, e muito alto. As paredes eram decoradas por símbolos, mais especificamente os brasões das crianças, ampliados. Eles estavam com uma aparência meio desfocada, apagada, como se faltasse algo que os "ascendesse".
Os Brasões rodeavam toda a parede, num círculo. Todos agrupados na seguinte ordem: Coragem, Amizade, Amor, Curiosidade, Confiança, Sinceridade, Esperança, Luz e Bondade.
No centro, havia uma mesa de mármore bege, com detalhes dourados. Em cima, tinha uma espécie de suporte, para algo que não estava ali, mas que parecia importante.
“Parece... Um Templo.” Izzy pensou, confuso, enquanto andava
examinando o lugar. “Gennai construiu isso. E escondeu da gente. Por quê?”
Ele ouviu um barulho, que o fez pular. Vultos emergiram do laguinho, ele esperava que um deles fosse Tentomon, mas eram Matt, Cody, TK e Sora.
–Pessoal! – Ele ficou aliviado por não estar mais sozinho, e também por terem pessoas com ele que apreciariam e comentarem sua descoberta, apresentando teorias diferentes. Seu alívio sumiu assim que percebeu que TK e Matt apoiavam uma Sora inconsciente. – Sora! – Ele engasgou.
–Izzy! – TK tomou fôlego. O loiro passou levemente os dedos em seu arranhão na bochecha que sangrava um pouco. Ele estremeceu, lembrando-se do momento em que um pedaço fino de metal, provavelmente vindo de algum aparelho, o cortara.
–Que bom que te encontramos. – disse Cody – Hum, o que é esse
lugar?
–Eu estou tentando descobrir. – Ele garantiu. – Mas o que aconteceu com a Sora?
–Nós a encontramos assim, agora pouco. – a voz desesperada de Matt falhou.
Ele sentou-se, colocando gentilmente a namorada deitada, com a
cabeça encostada na parede da caverna. Ele tentou reanimá-la, dando um tapinha muito leve em sua face.
A garota piscou, desnorteada. Então abriu os olhos.
–Matt? – ela murmurou.
–Sora! – o garoto aliviou-se, a abraçando fortemente. Primeiramente, a menina sorriu, mas Matt cometeu o erro de apertar um pouco seu braço. Ela gemeu, o empurrando fracamente para longe.
–O que foi? – TK perguntou preocupado, encostando seu corpo na
parede, perto dos dois.
–Meu braço. – ela explicou. – Dói.
Matt ficou com uma expressão muito mais preocupada do que já
estava, acariciando levemente a cabeça dela.
–O que aconteceu? – Sora perguntou, sentando-se melhor.
–Houve uma explosão, nós fomos arremessados e ficamos submersos. – Cody deu uma versão curta dos fatos, estremecendo ao lembrar-se de tudo. Por sorte, nada o atingira, e ele encontrou TK rapidamente, em seguida Matt. – Você perdeu a consciência e nós chegamos aqui. – ele disse por fim.
Sora assentiu vagamente, dando uma olhada no local peculiar, que
parecia uma espécie de santuário.
–Certo, quase nos afogamos. – ela murmurou. – Mas... Onde é “aqui”?
–Ainda não sabemos. – Matt disse, olhado interrogativamente pra Izzy, que observava as imensas marcas dos Brasões na parede, de forma cuidadosa.
–Não sabemos, mas vou descobrir.
Cody andou até o centro, chegando perto da mesa com o suporte. O menino mais novo, tão curioso quanto Izzy, também ficara extremamente intrigado com a existência inusitada daquele lugar. Seus
dedos moveram-se por cada centímetro do suporte dourado. Era pequeno, não poderia sustentar algo maior que um colar, por exemplo...
“O que será que ficaria aqui? Onde esse objeto está?”
Antes que qualquer hipótese passasse por sua mente, todos ouviram um ruído. Vinha da entrada da caverna, duas cabeças surgiram na água. Uma delas olhando frenética, em busca de seus amigos.
–Davis! Ken! – Matt exclamou, correndo até os dois e ajudando
Davis a colocar Ken sentado ao lado de Sora.
O menino de cabelo espetado suspirou, aproveitando o ar como nunca fizera antes. Então, prestou atenção onde eles estavam.
–UAU! – Davis berrou. – Que lugar irado é esse?
–Eu ainda não descobri! – Izzy repetiu um tanto impaciente. Seus olhos moviam-se, percorrendo cada centímetro da caverna secreta.
Cody suspirou, indo até o lado de Ken, ainda inconsciente,
sentando-se.
–Se ao menos soubéssemos onde os outros estão! – disse, franzindo a testa.
–Eu acho que eles estão bem. – TK opinou calmamente.
–E os Digimons? – Davis questionou, triste. – E se eles ainda estiverem submersos? Nós precisamos...
–Ficar aqui. – Ken disse, acordando e dando um pequeno susto em
todos. O garoto parecia ainda meio fraco, mas teve força o suficiente para
sentar-se melhor e argumentar– Nós não sabemos onde procurar nossos amigos e nem nossos parceiros. Já ficou bem claro que o lago é bem maior que nós pensávamos. É mais prudente ficar aqui.
–Ken tem razão. – concordou Cody. – Seria imprudente sair. Além do mais, precisamos explorar esse lugar! – seus olhos brilharam curiosamente.
–Mas e os outros? – Davis insistiu.
–Vamos achá-los. – TK prometeu. Matt assentiu.
–Nós já ficamos separados antes.– Sora ponderou, lembrando-se de várias situações. – Mas não sem os Digimons... – ela acrescentou baixinho.
–Gente! – Izzy berrou repentinamente. – OLHEM ISSO!
Notas finais
Não sei se retratei bem os personagens, mas acho que fui realistas nas emoções deles ao quase se afogarem, apenas acho, mas quem julga são vocês. Eu não fiz o "quase afogamento" de alguns presonagens, ficaria muito cheio, mas espero dar destaque a eles. Acho que quem dei maior destaque foi Izzy, com a Caverna e tal...
Claro que todos sobreviveram a explosão, né? Ok, isso pode ser coisa de Fic, mas minha mãe me convenceu a não matar ninguém! kkkkk! Brincadeirinha, era para todos sobreviverem mesmo.
E...Wow!
Que lugar era aquele que Izzy encontrara? O que deveria estar no suporte? Qual a finalidade do tal objeto? Gennai o criara? Ele escondeu das crianças esse tempo todo por quê?
Onde estão os Digimons? E Gennai?
De onde a explosão veio?
Há muitos segredos digitais a serem descobertos...
...e comentados!
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