Digimon Adventure 03 - O Brasão Lendário

13 Capítulo 12 - Anjos e Demônios.


Notas iniciais
Olá!
E... Desculpe! -> Novamente, queria me desculpar pela demora em postar. Eu estive reaaaaalmeeeeente ocupada esses dias, mas vou tentar compensar vocês com um bom capítulo.
Acho que ficou bem legal, mas não sei dar - muito detalhadamente - uma opinião sobre ele, então vou deixar isso para vocês. E, ALGUÉM NESSE MUNDO, sabe se o filme "The Revange of Diaboromon" foi traduzido para português? E, se sim, aonde posso encontrá-lo? Tentei assistí-lo em inglês, mas foi bem difícil. Muitos conteúdos das primeiras temporadas de Digimon não foram traduzidos para português, eu acho, isso é bem triste.
Fico feliz que a fic esteja conquistando novos leitores, e tal. Ah! Foi mal por qualquer erro ortográfico, meu pc está dando defeitos na hora da escrita. Se tiver um, me avisem, por favor.
Enfim, acho que vou encher mais as notas finais (como eu sempre faço).
Aproveitem!

–Eu definitivamente não imaginava nosso aniversário assim. – Izzy gemeu, segurando seu laptop com força, recuando vários passos da batalha que acontecia em sua frente.

Uma batalha que já durava um bom tempo. Ele, Willis e Ken agacharam-se atrás de um amontoado de rochas, tendo o cuidado de permanecer bem longe do mar negro. Kari e TK estavam atrás de outras rochas, junto com Tai e Davis.

–“Assim”? – Ken perguntou.

–No mundo das Trevas, atacados por um Demônio. – O ruivo esclareceu.

–Martelo Caveira! – o grito furioso de SkullSatamon fez todos tremerem. Ele moveu seu cajado violentamente contra Paildramon, que rodopiou no ar, mas conseguiu se estabilizar.

–Aniversário...? – Willis piscou, incrédulo.

–Hoje é primeiro de agosto. – Izzy sorriu um pouco, olhando no seu relógio de pulso. Em seguida, ele olhou para o céu negro. – Bem, pelo menos já deve ter amanhecido nos outros mundos.

–Martelo Caveira! – SkullSatamon rugiu novamente. Seu cajado conseguiu tentou atingir Angewomon, mas esta desviou rapidamente, voando para cima, e o ataque atingiu em cheio Paildramon. O Digimon arregalou os olhos, sendo arremessado no ar e aterrisando em um estrondo na areia cinza.

–Paildramon! – Davis e Ken gritaram simultaneamente. O Digimon conseguiu estabelecer-se em pé, mas ainda estava fraco. As ondas batiam violentamente nas rochas.

–Droga! – Tai apertou os punhos. Ele estreitou os olhos ao lado de Kari, que permanecia pensativa e imóvel.

–Paildramon, digivolva! – Davis berrou. Ken mordeu o lábio, preocupado.

A voz do Digimon misto saiu trêmula:

–Eu... Não consigo...

–O quê? Por quê? – Davis irritou-se. Ele olhou para seu Digivice, que estava escuro, sem qualquer sinal de vida. – Digivolva! Agora, Paildramon!

Nenhum resultado.

–Mas... Por que ele não consegue digivolver mais do que isso? – TK perguntou, confuso, sendo que seu Digimon chegara a fase da perfeição.

–É este lugar. – Disse o inimigo, despreocupado. – As Trevas aqui são muito poderosas e inusitadas. Afetam cada um de maneiras completamente diferentes. Geralmente, Digimons Divinos se dão melhor aqui, enquanto Digimons na Digievolução de DNA enfraquecem. Aprendam desde cedo, humanos tolos, a intensidade do poder de todos vocês é diferente, assim como seus Brasões.

–Ainda somos mais fortes do que você! – AtlurKabuterimon rosnou. – Chifre Colossal! – SkullSatamon desviou o ataque com apenas um gesto de mão, e o raio elétrico volta com toda a força para o Digimon-besouro. Ele colidiu com a areia e o impacto estremeceu o solo.

–AtlurKabuterimon! – Izzy arfou. O ruivo quase correu para seu parceiro, mas Ken o segurou. Segundos depois, AtlurKabuterimon transformou-se em Tentomon.

–Percam as esperanças, crianças. – o Digimon das Trevas riu maliciosamente. O Castelo de Devimon parecia ainda mais triunfante, à uma boa distância de todos eles, atrás de SkullSatamon.

–NUNCA! – HolyAngemon gritou, emanando força divina de seu corpo. – Raio Excalibur!

Um raio poderoso de luz sagrada saiu de sua espada, atingindo SkullSatamon. Este sentiu uma dor agonizante no corpo, mas durou apenas um segundo, e logo sua força, motivada pela Escuridão, voltou.

–Vocês acham que podem me deter com isso? – Movimentou seu cajado de forma ameaçadora.

–WarGreymon! – Tai berrou, concentrado na batalha.

–Iremos vencer você! – WarGreymon garantiu, irritado. Angewomon preparou sua flecha, estreitando os olhos de forma mortal.

–Sim! – Rapidmon e Turuiemon disseram ao mesmo tempo. Eles atacaram.

–Tiro Rápido! – Rapidmon gritou.

–Corte Relâmpago! – um raio rosa saiu das mãos do Digimon-coelho.

–Força Terra!

–Flecha Celestial!

SkullSatamon devolveu os dois primeiros com extrema facilidade, mandando Rapidmon e Turuiemon às suas formas infantis. Willis engasgou, preocupado, quando Terriermon e Lopmpn caíram de forma brusca na areia.

O Demônio teve mais dificuldade nos dois últimos ataques. A bola de fogo em uma temperatura altíssima, ardendo em milhares de chamas, foi quase bloqueada pelo seu bastão, mas parte do ataque o atingiu, machucando seu braço esquelético. Ele rugiu para WarGreymon.

A flecha de Angewomon o atingiu em cheio, numa explosão de luz, que quase cegou os espectadores. A Luz de seu ataque brilhou com força na Escuridão do Mundo das Trevas, irritando Devimon, que assistia tudo do alto pico.

Mesmo um tanto ferido, SkullSatamon ainda conseguiu sorrir maliciosamente. Então, ele disse, debochado:

–Vocês realmente não perceberam que a Criança Da Luz não está mais com vocês?

***


O vento gélido soprava as folhas violentamente nas montanhas nevadas. A neve começara a cair, o frio ficou ainda mais intenso. Os primeiros e bem-vindos raios de sol surgiam no céu, marcando o ínicio de uma nova manhã, um novo dia e a continuação de uma nova aventura. Primeiro de agosto.

–Quem é você? – Matt repetiu a pergunta, olhando de olhos arregalados para a bela figura resplandescente que surgira em meio as árvores. Gabumon arquejou.

–O que é isso? – Sora engasgou, sem enxergar nada. Yolei deu um passo para trás, atordoada com a Luz.

–Quanto brilho... – Hawkmon resmungou.

O brilho do Digivice de Sora diminuiu sua intensidade, permitindo
que os outros humanos e Digimons abrissem seus olhos. Eles encararam o Digimon, chocados.

Era um Digimon feminino em forma de anjo, claramente poderosa. Usava uma reluzente armadura azul-turquesa com detalhes em dourado brilhante, com uma espécie de vestido branco por baixo, cobrindo até os tornozelos, e ela usava sapatilhas da mesma cor da armadura. Longas e imponentes asas douradas saíam de suas costas. Em sua mão, havia um longo bastão cor de ouro, com asas angelicais e uma ponta afiada, como uma lança divina. Seu corpo brilhava levemente numa luz encantadora e ao mesmo tempo poderosa. Ela sorriu.

–Meu nome é Ophanimon. – Ela de uma pequena pausa. – Vim aqui com uma razão, queo ajudá-los.

–Nos ajudar? – Mimi perguntou lentamente. Por qualquer razão, era simplesmente impossível desconfiar dela, ou até mesmo duvidar de sua bondade.

–Sim, Digiescolhida da Sinceridade. – Ela confirmou. – Sei sobre a busca de vocês, crianças. Eu realmente confio que vocês salvarão o Mundo Digital e o Mundo Humano das Trevas.

–Estamos procurando meu Brasão. – Murmurou Sora.

Ophanimon estendeu a mãopara frente, então, de repente, em uma pequena explosão de luz, uma caixa azul escura com detalhes em ouro apareceu em sua mão.

–Vocês precisarão disso.

Yolei aproximou-se, vacilante, e pegou a caixa.

–O que é isso? – Joe ajeitou os óculos, levemente interessado.

–Olhem.

Yolei levantou a tampa, revelando um conjunto de seis colares dourados, com um buraco retangular no meio cada um, repousando suavemente em veludo preto.

–Os colares! – Pyomon piscou, perplexa, aproximando-se mais.

–Sim. Quando Apocallymon os destruiu, consegui restaurá-los, criando mais, para todos os Brasões. – A Digimon disse suavemente. – Peguem-nos.

Todos estenderam a mão para a caixa que Yolei segurava, pegando cada um, um colar sem placa. Assim que a caixa estava vazia, ela desapareceu, brilhando, das mãos de Yolei, que piscou de susto.

–Obrigado. – Sussurrou Cody, que sempre agradecia, contemplando o colar ao lado de Armadillomon. Cada um colocou o seu no pescoço.

–Continuem em frente, logo as placas aparecerão. – Ophanimon falou.

Quem exatamente você é, Ophanimon? – Matt perguntou gentilmente, erguendo uma sobrancelha. Simplesmente de olhar para ela, percebia-se que seu poder definitivamente não era comum.

–Eu sou um dos três Digimons Arcanjos que protegem o Digimundo das Trevas. – Ela disse. Em seguida, suspirou. – O Poder das Trevas está consumindo o Digimundo e... – Parou abruptamente. – Não posso dizer tanto assim, vocês terão que descobrir tudo sozinhos. O que lhes posso dizer é que o colapso que este mundo está sofrendo é maior do que vocês imaginam. Os quatro Digimons Divinos foram novamente celados pela Escuridão, e cabe à mim, Seraphimon e Cherubimon tentar equilibrar o Mundo Digital.

–Digimons... Arcanjos? – Cody piscou.

–Que eu me lembre, uma antiga ordem de poder no Digimundo. – Disse Gomamon. – Certo?

–Sim. Nosso poder equivale ao dos Digimons Divinos, mas não governamos mais o Digimundo como antigamente. Como o tempo é de crise, precisei muito ajudá-los. – Ela falou, séria. – Meu poder e o dos outros Arcanjos, está protegendo o Santuário Sagrado dos Brasões. Ele está escondido das Trevas na caverna do fundo do lago, como vocês viram. Porém não temos muito tempo. – ela franziu a testa, enigmática. – As Trevas estão poderosas demais, já não posso fazer muito. Depende de vocês salvarem nosso mundo.

–Andromon e Kentarumon disseram que precisamos juntar nossos Brasões num só... – Disse Joe.

–Exatamente. Juntando-os, o poder dele será tão grande, que restaurará a nossa paz. – ela sorriu. – Vocês ouviram a lenda, certo?

–Ouvimos. – Yolei suspirou, desanimada. – Precisamos encontrar as placas, enfrentar nossos maiores medos para ativá-las e uní-las.

–Não se preocupem, eu sei que vocês conseguirão impedir o domínio da Escuridão, fazendo com que a Vida volte à esse mundo... Qualquer medo pode ser vencido, basta determinação. E isso eu sei que vocês, Digiescolhidos, têm de sobra.

–E sobre os outros? – Sora perguntou, segurando com força seu colar. – Eles também precisam disso.

–Mandarei colares para eles também. Ah, sim. Quando todos vocês conseguirem as placas, os desafios começaram à vir. Tomem cuidado, sejam fortes. – O Anjo alertou.

Eles assentiram. Ophanimon mirou o horizonte.

–Eu... Preciso voltar para o meu castelo. Já interferi demais.

–Veremos você novamente? – Mimi perguntou, grata pela a ajuda.

–É claro. – ela deu um sorriso brilhante. – Provavelmente não será em breve, mas, um dia, quando estivermos em paz novamente... –Ophanimon piscou.

–Ah. – Sora deu um passo à frente, antes que ela fosse embora. – Para nós acharmos nossos Brasões...?

Ophanimon levou seu cajado ao coração e começou a brilhar, suas órbitas ficaram douradas. Ela desapareceu numa explosão de luz intensa, deixando um zumbido agradável no ar. Onde ela estava, pequenos feixes de luz coloridos rodopiaram no ar levemente, desaparecendo numa brisa refrescante.

Uma frase ecoou na cabeça de todos que na neve permaneceram, em forma de resposta:

“Continuem seguindo seus corações.”

***


Devimon conteu um rosnado brutal, pois ainda não queria revelar-se. Sua respiração acelerou-se, a névoa em volta do pico ficou mais densa.

“O que aquela menina pensa que está fazendo?”

Seus olhos vermelhos fixaram-se num único e distante ponto, muitos metros à baixo, rodeado por uma imensidão de areia cinza. Ela vinha da direção onde a batalha contra SkullSatamon ocorria. Um ponto castanho, movendo-se rapidamente, com um único e claro objetivo: Seu castelo.

Então, na mesma velocidade em que surgira, sua raiva desapareceu. Ele sorriu em satisfação.

“Não devo me preocupar.”

Ele parecia divertido. Mandou seu servos, por comandos mentais, não matarem-na. Ela era apenas uma criança, entrando num castelo cheio de demônios sombrios, querendo resgatar almas perdidas na escuridão. Que chances ela teria, afinal? Seu sorriso aumentou de forma sanguinária.

“Será interessante ver até onde aquela menina atrevida chegará...”

Ele observou um ponto maior correndo em direção ao primeiro ponto.

“...antes de morrer e arrastar o seu irmão junto. Má sorte, Criança da Luz.”

***


Kari corria. Sua mente esatva focada em simplesmente continuar movendo suas pernas, deixando um pequeno rastro na areia, ignorando a batalha atrás dela. Um zumbido ecoava em sua cabeça, quase como um lembrete de onde ela estava e quem a rodeava. Ela não vira nenhum dos demônios submarinos que serviam à Dragomon, e rezava para que seu trajeto fosse solitário até o grande castelo.

Ela franziu a testa. Realmente, não fora uma das suas melhores ideias, correr sozinha até a base do inimigo... Mas também não foi uma boa ideia Wizardmon jogar-se em sua frente anos antes. Ela devia isso a ele e a Tailmon. Por mais que ela tentasse pensar ao contrário, ela sabia que Tailmon perder seu melhor amigo tinha sido culpa dela. Ela precisava salvá-lo, não importava o que aconteceria com ela em seguida...

Kari suspirou. Parou abruptamente por um momento, irritada consigo mesma. O que ela poderia fazer quando chegasse lá? Kari nem ao menos sabia onde Wizardmon — e os outros prisioneiros — estavam sendo mantidos. Ou o que encontraria quando atravessasse o grande portão. E uma voz em sua mente insistia que ela devia voltar agora mesmo para os outros...

“Não.”

A ideia era insana, mas ainda valia.

De repente, Kari sentiu uma mão em seu ombro e seu sangue gelou. A menina arregalou os olhos, dando um pulo de susto. Ela mirou quem colocara a mão em seu ombro e suspirou de alívio.

– Tai! O que você está fazendo aqui?

Ele a encarou, estreitando os olhos.

–O que eu estou fazendo aqui? – ele retrucou, com o rosto vermelho de irritação. Ele respirou fundo por um momento, mas não conseguiu se acalmar muito. – Kari, o que você estava pensando? – Tai falou, em um tom extremamente severo.

–Eu preciso ajudar Wizardmon. – ela disse calmamente.

–Eu sei! – Tai falou, irritado. – Mas você não devia ter feito isso! Você não devia ter saído correndo! Aqui está cheio de Digimaus! O que você queria fazendo isso? Tem ideia do que eu pensei que tinha acontecido com você? E ainda por cima sozinha... – Ele estava com tanta raiva que não conseguiu articular mais as palavras.

–Desculpe, maninho. – ela falou, distraída, olhando para o castelo. – Mas eu ainda preciso salvá-los... Agora.

–Não. – Tai disse, firme, pegando-a pelo braço. Ele ia arrastá-la até os outros, mas o olhar de sua irmã o deteve. Seus olhos castanhos-avermelhados estavam inundados de coragem, como se ardessem em chamas. Por um único momento ele viu, espelhado nos olhos dela, sua própria coragem e determinação.

Ele soltou o braço de Kari lentamente, rendendo-se. Respirou fundo, mirando o castelo.

Antes que um dos dois pudesse falar alguma coisa, um brilho rosa os cegou.

–O que é isso? – Kari deu um pulo para trás, apenas para perceber que o brilho vinha unicamente do bolso de sua bermuda jeans.

–O seu Digivice! – Tai piscou, atordoado. Kari recuperou-se do
choque, pegando o aparelho. Quando ela o tocou, o brilho ficou ainda mais
intenso.

–Por que ele está brilhando assim? – a menina perguntou, estreitando os olhos. De repente, a luz pulsou no ar, traçando um belo caminho iluminado até a construção maléfica, que estava à poucos metros dos dois irmãos. A tênue estrada de luz destacava-se na paisagem cinza e preta.

Tai arregalou os olhos para o castelo negro.

–O seu Brasão... – Ele murmurou.

Kari seguiu seu olhar, e arfou, sem aprovar aonde o Brasão da Luz estava escondido esse tempo todo.

–...está lá!

***


–“Continuem seguindo seus corações.” – Mimi resgmungou, chutando um punhado de neve com sua sandália rosa. – Eu definitivamente não sei aonde meu coração quer que eu vá, como vou chegar à algum lugar sem congelar antes disso?! – Ela puxou suas mangas compridas azuis até os pulsos. Eles tinham voltado a caminhar.

–Eu acho que ela quis dizer isso à Sora. – Matt riu um pouco.

–Não interessa. – Mimi franziu a testa por um momento.

–Já amanheceu. – disse Joe de repente, sorrindo.

–E daí? – Yolei franziu a testa.

–Hoje é primeiro de agosto. – Sora esclareceu, em nostalgia. Mimi, Matt e Joe compartilhavam exatamente a mesma sensação.

Sora estava na frente de todos, os guiando pela neve, junto com Pyomon. Matt e Mimi estavam atrás dela, junto com seus Digimons. Yolei e Joe estavam atrás deles, com Gomamon e Hawkmon. Cody fazia uma caminhada silenciosa com Armadillomon ao seu lado, com uma expressão pensativa no rosto.

–Cody? Tudo bem? – Joe chamou a atenção dele. Isso fez com que todos, menos Sora e Pyomon, que continuaram seguindo em frente, virassem o rosto para o menino mais novo, que corou bastante com a atenção

–Hum, sim.

–Cody, você não precisa esconder o que sente. – Armadillomon falou suavemente, com a calma que lhe era peculiar. – Se algo o preocupa, conte para nós!

Cody sorriu.

–Bem, eu só estava pensando um pouco.

–Sobre o quê? – Yolei perguntou para o menino.

–Sobre Ophanimon.

–Como assim, Cody? – Questionou Gomamon.

Ele suspirou.

–Eu fiquei bem curioso sobre os Digimons Arcanjos. Quando encontrarmos Izzy, quero tentar descobrir alguma coisa sobre isso com ele. – ele admitiu. – E também há outra coisa que está me incomodando... – Cody mordeu o lábio. – Ophanimon disse que o colapso que esse mundo está sofrendo é maior do que imaginamos. O que será que ela quis dizer?

Antes que alguém pudesse tentar pensar em uma resposta ou teoria, Sora deu um grito.

Matt pulou, sobressaltado. O loiro imediatamente virou-se para onde a namorada estava, notopo de uma pequena colina branca, bem perto deles.

–Sora? – Mimi perguntou, preocupada. A ruiva virou o rosto para o namorado e amigos.

–Venham aqui! – ela pediu, ao lado de Pyomon.

Ele correram até onde a menina e sua Digimon estavam rapidamente. Antes que Matt pudesse perguntar o que estava errado, o menino viu o que chamara a atenção de Sora. Quando subiram a pequena inclinação nevada, perceberam que havia uma caverna escura, ao lado de várias – e estranhas – pedras de gelo. Pareciam que tinham sido esculpidas por alguém há um tempo, mas como tratava-se do Digimundo, os próprios dados fizeram aquilo.

No meio das pedras de gelo, havia algo bem estranho. E familiar.

Esculpido no gelo, estava o Brasão do Amor.

Notas finais
E...É isso! 12 capítulos! Não sei quantos terão ainda, mas certamente a fic está longe do fim...
E, enchendo as notas finais... Nossa, eu não tinha A MENOR ideia de como era difícil escrever uma fic. Claro, eu ja tinha coisas prontas no meu pc, mas só o começo dessa aventura, o resto foi surgindo na minha mente como se apenas estivesse esperando um oportunidade para soltar-se da minha imaginação. Acontece que agora eu preciso prestar mais atenção à coisas como o tempo. Não sei administrá-lo muito bem, mas estou aprendendo. Me desculpem mais uma vez pela demora, mas escrever é realmente desgastante... E perfeito. Escrever é perfeito.
Ok, agora sobre o capítulo.
Cara, que jeito de comemorar primeiro de agosto, não?! Sobre as Digievuloções serem afetadas no mundo das Trevas, eu vou ter um tanto de dificuldade em desenvolver esse ponto, que eu só coloquei na história pois será a chave para mais coisas acontecerem.
Descrever a batalha foi difícil, contem-me se fiz um bom trabalho.
Ophanimon... Bem, eu estava lendo sobre os Digimons Arcanjos e simplesmente os adorei. Já havia assistido fragmentos de Fronteir, e achei interessante os Arcanjos. Os coloquei também por que não entendi muito bem sobre os Digimons Divinos, aqueles quatro que protegem, cada um, um canto do Digimundo. E, sobre eles comandarem "antigamente" o Mundo Digital, foi tido em base na teoria que o Digimon 4 é antes do primeiro, apesar de eu não ter tanta certeza assim.
Sobre a parte da Kari nesse cap... Eu acho que ela realmente herdou a coragem do irmão, e quis frisar nesse capítulo isso. Ela sempre foi retratada como fraca e indefesa, mas acho que ela é tão forte quanto os outros. Não estou escrevendo que ela não precisa mais da proteção dos amigos e do irmão (porque ela precisa), mas quero tirar da cabeça a imagem da garotinha de oito anos que pisou no Digimundo pela primeira vez ser a mesma de agora.
As coisas estão ficando interessantes, não?
NOSSA! Como escrevi aqui! Vou parando AGORA MESMO. Só queria dizer que não sei se vou demorar a postar. Provavelmente, pois estou determinada a fazer uma história que não dê a aparência de "largada pela autora". E outra coisa que digo é que estou feliz por que novas histórias de Digimon estão surgindo! É issoo aí!
Até mais!
Bia Star Fiction.