Digimon Adventure 03
1 Prólogo
Três anos se passaram desde o ataque de Diaboromon ao mundo real, desde então não houve mais incidentes com digimons no mundo-R e nem de humanos no mundo-D, os escolhidos ainda convivem constantemente com seus digimons, o que eles e o mundo desconhecem é que houve outro incidente naquela mesma noite, não poderia ser considerado nem tão ruim e nem tão bom quanto o seu paralelo.
- — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -
Naquela não tão normal noite de verão enquanto dois irmãos acompanhavam a brava batalha, entre aquele vingativo demônio e um novo cavaleiro reluzente, receberam uma mensagem no computador, dois arquivos anexados do tipo que nenhum deles jamais tinha visto com os próprios olhos, o que se pode chamar por arquivo vivo. Um, dois, dois ovos digitais pulsando na tela, bem ali na frente deles. O da esquerda vermelho vivo com o que parecia ser um V dourado bem grande na frente e o da direita num azul brilhante com várias listras diagonais.
Os dois garotos não conseguiam acreditar, eles dois meninos comuns sem um nada a acrescentar? E naquela noite? Sim. Essa era resposta, agora só lhes restava esperar, decidiram não terminar de assistir a luta entre os monstros digitais, voltaram para suas camas, trocaram alguns olhares de felicidade,excitação,esperança e então, fecharam os olhos.
Ssshhh.Ssshhh.Ssshhh
Durante aquela noite o computador chia, talvez alguma interferência de Diaboromon, talvez alguma alteração pela onda de choque da espada de Imperiadramon, ou talvez simplesmente fosse pra acontecer provavelmente fosse pra ser assim.
Sssshhh.Sssshh.Ssshhh
O chiado continuava, talvez tivesse aumentado, um dos ovos parecia diferente, o azul continuava brilhante mas suas listras haviam se dividido e tomado linhas mais agressivas.
Silêncio. O chiado havia cessado, ainda era madrugada quando os ovos digitais finalmente chocaram, revelando um pequeno digimon de coloração preta e olhos amarelos e o seu irmão nas cores azul e branco. Enquanto seus novos domadores dormiam extasiados com as novas, estes começaram a ocupar o tempo, trocaram uma série jatos de bolhas até aumentarem de tamanho, evoluíram, a primeira de muitas, continuam madrugada a dentro comendo arquivos da lixeira do computador, arquivos de fora da lixeira, até evoluírem novamente, apenas alguns poucos MBytes de dados foram necessários até que chegassem a Veemon e Shoutmon, as horas passaram até que na metada da manhã o primeiro deles se levantasse. Magro,alto,olhos verdes fundos,14 anos, vestindo apenas a cueca do super-heroi favorito Luke se levantou,foi ao banheiro lavou o rosto,escovou os dentes e decidiu tomar uma banho. O quarto dos irmãos era uma suíte, a mãe solteira preferiu deixar aos dois adolescentes, não havia muita coisa no quarto além do par de computadores, a beliche dos dois irmãos, uma mesa de estudos e um armário ao lado de uma estante onde jogavam todas as tralhas que possuíam. Viktor ouviu um ruído e notou a porta do banheiro encostada apenas, adotou que o irmão estivesse tomando banho, Viktor menor em altura, porém quase tão magro quanto, com os mesmos olhos verdes fundos,apenas 13 anos se levantou da cama,vestindo apenas seu kigurimi de tigre e foi ao computador e logo viu as duas criaturas, olhando pra ele, esperando como que um comando, a chance para saírem, Viktor levantou da cadeira, correu até o banheiro, e começou a chamar o irmão:
- Luke,Luke! Anda logo, você precisa ver isso droga, vai logo!
— Já vou, droga! Mas o que dia... – foi quando ele se lembrou da noite passada. Eles tinham recebido digiovos. – DROGA! Já to indo.
Luke saiu do banheiro ainda enrolado numa toalha quando parou em frente ao computador junto ao irmão. Os dois se entreolharam enquanto pensavam em como tira-los dali, quando quase que paralelamente os celulares começaram a brilhar, eles pegaram os aparelhos e instintivamente apontaram para a tela do computador. Os digimons desapareceram da tela, quando começaram a se materializar no mundo-R, primeiro a base quadriculada e depois os dados por cima.
- Luke? – o digimon azulado pronunciou quebrando o silêncio. – Luke é você mesmo? – os olhos marejaram de alegria enquanto pulava na direção do garoto.
— Ei calma eu to sem ... – sem tempo os dois caem no chão enquanto Luke ainda tenta sair pra conseguir se vestir. Quando o segundo fala.
— Então você deve ser ... – antes de poder terminar a criatura vermelha é interrompida.
— ISSO! Eu sou Viktor! – o garoto diz olhando fixa e alegremente na direção de seu digimon.
— Bom acho que todos seremos ótimos amigos certo? – perguntou Luke já vestindo uma roupa adequada. – Agora a gente só tem que avisar a mãe Vik.
Conforme o tempo passava os quatros novos companheiros tentavam se conhecer, conhecer suas habilidades e ouvir sobre seus mundos,origens,conhecimentos e histórias. Digimons se tornaram criaturas comuns,adoráveis e muito conhecidas ao longo dos anos então não foi uma coisa muito complicada de se explicar a uma mãe.
Aquele sim foi o último incidente digital a 3 anos atrás, no entanto as criaturas feitas dados eram de conhecimento mundial e crianças por todo o mundo discutiam coisas como quem era mais forte Wargreymon ou Metalgarurumon, Omnimon ou Imperialdramon, e coisas desse tipo. No ano que se seguiu uma famosa empresa de card-games lançou a primeira leva do seu mais novo jogo, Digimon Card Battle, em questão de dias escolas inteiras estavam infestadas com as novas cartas e com o sucesso vieram mais e mais cartas com os mais diversos digimons que aquele grupo de empresários pode encontrar algo sobre.
Mais um verão terminou e mais um dia na escola a enfrentar Luke desceu da beliche de cima antes mesmo de a mãe vir acordar a ele e o seu irmão como sempre. Pelo menos é meu último ano, depois disso chega, nada mais desse lance de escola. Luke caminhou até o banheiro e entrou no chuveiro antes do irmão, sabia como ele iria demorar, no entanto Luke não fazia o tipo que demorava em fazer nada, logo saiu do chuveiro e se vestiu, o mesmo visual de sempre para a escola, um par de calças de jeans rasgadas, o mesmo velho par de all stars vermelhos desbotados, e a camiseta do uniforme. Hum, ainda tenho um pouuuuco mais que uma hora, é, acho que da tempo. Olhou o relógio. É com certeza da tempo. Mexeu no mouse e a tela do computador acendeu, não desligava mais o aparelho, o deixava hibernar enquanto algumas tarefas sempre permaneciam ocorrendo.Merda. Foi seu primeiro pensamento quando viu o que aconteceu.
-Vik.Vik.VIK!VIK! ACORDA! – enquanto Luke gritava o nome do garoto, este começa a se levantar. – Ele saiu Vik, ele saiu e entrou na rede.
— Ahn? Do que você ta falando droga.
— Do que? Do seu, agora “nosso” pequeno projeto digital,lembra? Da sua brilhante ideia de “clonar” a porcaria do Diaboromon porra!
— Ahhh, isso. – Viktor perdeu a reação, enquanto estava parando pensando os digimons entraram, já estavam acordados a algumas horas.
Os digimons pareciam reagir quando algo acontecia no mundo-D, algo parecido com animais se deslocando no nosso mundo antes de grandes catástrofes, eles tinham essa ligação com o mundo deles.
- Bom acho que agora já era né? – Luke estava impaciente,nervoso, sabia que aquilo não podia dar certo.
— É eu acho que não tem muito o que nós fazermos agora que ele ta na rede, certo Shoutmon? – Viktor não parecia ligar muito para aquilo, que pra ele é mais uma brincadeira.
— Viktor isso não é brincadeira, pelo o que nós vimos ele é muito forte, quase impossível de se parar quando chega na sua forma mais forte. – Shoutmon tinha sempre um ar de adulto maduro, mantinha o parceiro no lugar.
— Poisé Diaboromon não parece brincadeira, nem algo que nós possamos arrumar sozinhos, principalmente depois do que vocês fizeram. – Veemon se referia aos estudos feitos em cima da cópia criada por eles. – Aliás porque vocês fizeram isso, seus imbecis?
Alguns meses antes Viktor achou pela rede alguns componentes de Diaboromon, decidiu salva-los e criar um algoritmo de busca baseado no que já possuía para encontrar o resto, ele conseguiu, criou uma cópia do digimon em seu nível mais baixo, o estudou, pontos fortes, pontos fracos, comportamento, ataques, evoluções, possíveis linhas alternativas, tudo. Seu próximo passo foi melhorá-lo, aumentar seu poder, pelo simples motivo de estudar as pequenas criaturas digitais, e mesmo sendo uma cria de Diaboromon não poderia fazer muito naquelas condições. Tanto Viktor como seu irmão eram exímios programadores, então melhorar a codificação não foi difícil mas pediu a opinião do irmão quando terminou que não exatamente o que dizer ou fazer quando soube. A única coisa que pode fazer foi checar para que ele não saísse. Algumas coisas simplesmente tem de acontecer, não importa como nem porque, essa, era uma delas.
- Bom Veemon eu não sei ainda porque o babacão ali não me deixou deletar ele, mas enfim a gente vai pra escola e eu vou pensar em alguma coisa, vocês vão ficar aqui com a mãe certo? – Era só mais uma daquelas perguntas de rotina, os dois digimons adoravam ficar ao redor da mãe dos garotos ajudando, eles simplesmente gostavam da companhia dela. E ela deles.
Os garotos deixaram a casa e seguiram para a escola, Luke montado em sua bicicleta e o irmão atrás no velho longboard. E agora, como eu faço pra acabar com ele, quer dizer o Veemon e o Shoutmon nem digivolveram ainda, o que eu vou...espera eu posso usar o mesmo algoritmo do Vik pra achar ele na rede, e fazer uma “trilha” de lixo de arquivos pesados até o computador e tentar deletar ele por la, é vai dar certo. Eu acho.
O dia foi passando os garotos aprenderam as mesmas baboseiras escolares de sempre, as mesmas apresentações de professores e alunos de primeiro dia escolar, os dois irmãos se encontraram no intervalo para discutirem as possibilidades e como iriam parar Diaboromon, os minutos foram passando, voltaram as respectivas salas, apesar de estarem no mesmo ano estavam em salas diferentes, isso porque Viktor estava um ano adiantado assim poderiam terminar a escola juntos, depois de uma série de explicações e apresentações intermináveis foram todos dispensados mais cedo pelo diretor, desceram as escadas da escola e foram direto pra casa. Não encontraram ninguém, mas isso acontecia com alguma freqüência. Entraram nos computadores e iniciaram o algoritmo, números, palavras e diversas outras associações choviam nas telas quando o algoritmo parou, o clone estava seguindo os passos do antecessor, estava na rede telefônica.
- E agora o que a gente faz? – Viktor fez como pedido mas não sabia como prosseguir.
— Faz ele voltar pra cá, cria varias copias de lixo com grande quantidade de dados e joga nas pastas dele vindo na nossa direção.
— Não vai funcionar Luke.
— O que? Porque? – Luke não sabia onde o plano poderia estar errado.
— Ta seguindo o que ele tem na memória. Ta no automático!
— Como assim? Você quer dizer que ele vai fazer exatamente como fez no último ataque Viktor?
-Não necessariamente, lembra eu melhorei ele! E se ele tem aquilo na memória vai mudar como puder. Mas vai seguir os passos e conforme pegar mais dados vai se tornar mais forte e mais inteligente. Vai ver onde errou! – Viktor já estava desesperado não sabia o que fazer quando finalmente percebeu o que tinha feito.
— Ok, ok, calma vamos pensar se ele for repetir os passos, a gente tem que esperar ele na próxima parada.
Um carro para na garagem. Luke corre e vai chamar Veemon e Shoutmon o mais rápido possível.
- Bom nós temos um plano mas precisamos que vocês entrem na rede, agora antes que ele derrube as linha telefônicas. – Enquanto Luke fala o irmão pluga os digivices nas portas USB dos computadores.
— Tudo pronto Luke, acho que agora seila, aponta o digivice pra eles.
— Vocês não tem idéia do que estão fazendo né? – Quando terminou a frase Veemon notou que já estava na rede. – Ta, vocês conseguiram.
— Beleza agora vocês dois vão atrás dele. – disse Viktor um tanto quanto satisfeito por ter acertado, enquanto o irmão já direcionava os dois digimons para o site da empresa.
— Olha isso vai ser bem rápido vocês dois vão “entrar” no site e derrotar ele antes que ele possa evoluir certo? – perguntou querendo saber se eles entenderam o plano.
— Certo. – os dois digimons disseram em coro.
A conexão não levou mais que alguns segundo, o local tinha o formato como o de um cubo recheado de códigos e algoritmos de programação presos as paredes do cubo como se fossem plataformas se interligando por meio de cabos, quase um minuto inteiro até finalmente encontrarem Diaboromon felizmente não tão forte ainda um Keramon. Keramon os notou assim que chegaram, os três se entreolharam rapidamente quando Keramon fez seu movimento enquanto pulava até outra plataforma de dados, “CRAZY GIGGLE”, então um raio de luz foi disparado de sua boca vaporizando os dados a frente, os dois digimons desviaram do ataque indo para lados diferentes. Veemon se movimentava rápido indo de uma a outra plataforma rapidamente, então revidou com “JUMPING KICK” partindo em um chute aéreo na direção do inimigo, ele desvia, “VEEMON PUNCH”, se movimenta rápido para a esquerda defere um soco, Keramon desvia, “HOOPING KICK”, mais pra esquerda e da um pequeno salto tentando pegar Keramon numa joelhada, ele salta para trás para outra plataforma, “V-SHOT”, Veemon atira uma esfera de energia de sua boca. ”Te peguei.”. Keramon gira ainda no ar e devia da esfera. Veemon sorri. “Te peguei”. “SOUL CRUSHER”, enquanto Veemon o distraia Shoutmon teve a chance de pega-lo por trás, usando o microfone Shoutmon lanço uma labareda de energia que acabou por redirecionar o ataque de Veemon, gerando uma grande explosão e uma enorme quantia de fumaça e dados espalhados.
- Acabou Shout? – perguntou ofegante o pequeno dragão azul.
— Infelizmente eu acho que não Veemon. – respondeu o vermelho. – Bom pelo menos agora todo aquele lance de “precisamos estar prontos” do Luke serviram – continuou.
-Ai! Eu ouvi isso seu idiota! – gritou Luke olhando fixamente para a tela. – Enfim, Keramon ainda ta por ai, continuem lutando enquanto a gente tenta atrasar ele.
- Beleza, a gente aguenta Luke! – Veemon respondeu ao se virar para olhar para a pequena tela que a webcam de Luke mostrava.
— Veemon olha. – Shoutmon chamou enquanto a fumaça se dissipava. – Ele,ele digievoluiu. Cuidado! – Shoutmon gritou enquanto pulava em cima de Veemon para desviarem de um dos tentáculos de Chrysalimon.
Os dois se levantaram e se mantiveram lado a lado enquanto os tentáculos afiados de Chrysalimon tentavam acertá-los, “DATA CRUSHER”, uma cobertura negra se fez sobre os afiados tentáculos que tentaram acertar os dois aliados, pularam um para cada lado, “MIS-CONNECTING”. O que? Mas...porque eu não consigo me mexer?DROGA! SE MEXE! VAAAAMOOOOSS. Veemon foi paralisado em contra-ataque, “DATA CRUSHER”, ele viu as laminas afiadas vindo em sua direção pouco antes de fechar os olhos. “ROCK DAMASHI”, uma esfera flamejante atinge Chrysalimon que erra o ataque e perde o controle sobre Veemon. Shoutmon corre até o amigo e o ajuda a levantar. Os dois esperam por mais um ataque de Chrysalimon. Nada. Se aproximaram devagar. Nada. “SOUL CRUSHER”, “V-SHOT”, os ataques não surtiram efeito. “HOPPING KICK”, “V-MON PUNCH”, “BOOM BOOM PUNCH”, tomou um pouco de espaço, “VOLLEY KICK”. Nem um movimento. Nenhum ataque surtiu efeito ou o tirou do lugar. Chrysalimon permaneceu ali, parado,imóvel, até aquilo, uma luz negra começou a envolve-lo e brilhar cada vez mais forte,nem cinco segundos se passaram, “COCOON ATTACK”, Chrysalimon se lançou na direção dos dois os derrubando bem abaixo de onde estavame, evoluiu mais uma vez, Infermon. “HELL’S GRENADE”, Infermon começou a atirar esferas de energia negra enquanto pulava e corria pelo cubo, acertaram em cheio, todas, os dois pequenos digimons não tinham chances sem mais poder.
-VEEMON! – gritou Luke agarrando a tela do computador. – DROGA,DROGA,DROGA!
— SHOUTMON! – seguiu quase que em coro Viktor com olhos marejados. – LUKE! O QUE A GENTE VAI FAZER? ELES VÃO MORRER DESSE JEITO!
Mais um ataque. “HELL’S GRENADE”. Os dois garotos, adolescentes, não sabiam o que fazer. “HELL’S GRENADE”. Como reagir aquilo? Não tinham ideia. Diaboromon parou e entrou na rede outra vez. Mas o mundo-D é um lugar estranho foi criado pelos humanos bem embaixo de seus narizes sem nem perceberem, nasceu de seus desejos e vontades mais profundos, misturado aos dados criados por eles, então pode-se dizer que ele é muito sentimental e reage a grandes desejos, naquela ocasião o mundo-D deu aos garotos a chance de salvar seus amigos. No instante seguinte as telas de ambos os digivices brilharam, uma inscrição. “Slash waiting...”. Os dois garotos notaram.
- Luke, Luke, o que é isso? – perguntava inquieto Viktor com o digivice em mãos.
— E-eu, eu acho que...pega as cartas! – disse com uma determinação visível.
— Você tem certeza? Não acho que...- foi interrompido pelo irmão.
— AGORA! – Luke não esperou reação, já levantando da cadeira.
Luke chegou a estante quase em um salto, agarrou uma caixa de papelão as mãos tremulas derrubaram a caixa espalhando centenas de cartas no chão. Luke pegou algumas, voltou ao digivice e olhou para a entrada lateral, um pequeno espaço ali, quase como se estivesse esperando por ele. “CULUMON’S LAST GIFT”. As palavras ecoaram pelo quarto enquanto o garoto com um sorriso deslizava uma carta pela entrada lateral. Uma luz. Uma reação. Um digimon se levantava em meio a poeira. Veemon o pequeno dragão se reerguia em meio ao que restava do cubo.
- Viktor pega isso, e vamos acabar com esse vírus. – Luke entregou algumas cartas como aquela para Viktor.
— Okay – nenhuma pergunta, ele nunca viu aquele olhar antes. – Vamos então.
Uma a uma as cartas passavam. Um a um equipamentos apareciam como que por mágica aos seus parceiros. “OMEGA BLADE”, seu microfone desapareceu, deu lugar a uma lamina branca com inscrições douradas, a espada da lenda. “TRANSCENDENT SWORD”. Shoutmon sentiu ser braço esquerdo perder a pele, se reconstruir, um braço do digimon final no local carrega a lâmina que tudo apaga. “ASSAULT BALANCER”, dois jatos se erguendo a partir das clavículas aparecem, presos por uma cota de metal digital. “DRAMON KILLER” as manoplas destruidoras de dragões com suas longas garras são materializadas enquanto Veemon ferozmente as empunha. “ZED HOU”, por fim o canhão gêmeo se ergue por entre os jatos. Uma troca de olhares entre os quatro companheiros. Uma afirmação sem palavras, um sentimento forte, uma certeza.
Infermon tinha alcançado os servidores militares. Evoluiu, de novo. Suas evoluções fluíam como água. Agora em sua forma final, Diaboromon, sentiu os destemidos dragões e os recebeu com um tiro de energia do peito. “CATASTRPHE CANNON”. A esfera percorreu a área em linha reta na direção dos dois. Shhhng. A esfera foi dividida e seus dados desfeitos pelo corte da Transcendent Sword.
- HEEEYY! – gritou Shoutmon apontando sua espada. – SEU BABACA NÓS VOLTAMOS E VAMOS ACABAR. COM. VOCÊ! – Shoutmon investiu na direção de Diaboromon seguido por Veemon.
Diaboromon sorriu. Igualmente se lançou na direção dos oponentes. “TENTACLE BUG”. Lançou ambos os braços como cordas, usando as mãos como pesos. Shoutmon desviava pela lateral enquanto seu amigo defendia ambos os braços sendo empurrado para trás. Uma abertura! . “OMEGA BLADE”. Shng. Shoutmon desferiu apenas um golpe, no entanto a lâmina não transpassou Diaboromon. “LINE SURGE”. Diaboromon recolheu os braços rapidamente enquanto começa a girar acertando Shoutmon e lançando Shoutmon longe. Veemon aproveitou a abertura no meio do golpe do inimigo. “WAR DRIVE” , Veemon da um salto, se aproxima o mais rápido de Diaboromon carregando suas novas manoplas com o máximo de energia e desfere os dois golpes o atirando várias plataformas abaixo dele. Você não vai fugir! DESGRAÇAAADOOO!. “GREAT TORNADO”. Veemon o segue se aproximando rápido, girando, criando um tornado a sua volta. O ataque é certeiro. Sem erros. “V-DRAMON PUNCH”. Numa mistura de ataques desfere um devastador soco atirando Diaboromon mais uma vez.
- “SWORD OF RUIN” – Shoutmon surge por entre as plataformas com a lâmina transcendental carregada, corta Diaboromon fazendo a energia da lâmina explodir em contato com ele. – TODO SEU VEEEEEMOOON! – Shoutmon segue em frente.
— “Z’D CANNON” – Veemon força os pés contra a plataforma, salta, voando rápido, focado em Diaboromon, seu canhão exibe uma luz azul clara aumentando a cada segundo. – VAAAAAIII CANHÂO GEMEOOOOO! – o tiro sai, um foco de energia sai continuamente do canhão acertando Diaboromon, o jogando contra uma das paredes. – SHOOOOOOT! – o ataque final. Uma luz ainda mais intensa se aproximando do cano, a última parte do foco de energia sai do canhão e atinge o oponente.
Diaboromon começa a tremular, seus dados começam a perder foco, ele cai. Seus dados se soltam uns dos outros enquanto flutuam. Vitória. A primeira de muitas. Os novos heróis comemoram enquanto suas armas lentamente desaparecem, os dois garotos os tiram da rede todos trocam abraços, apertos de mão, mas o sentimento não dura muito. A batalha, a luta, o desafio de Diaboromon foi fácil demais.
- Vocês concordam não é? – perguntou Luke com um olhar ainda sério.
— Bom irmão eu tenho que concordar mesmo com a ajuda ainda foi fácil.
— Shout você notou também não é? – perguntou Veemon.
— É, tinha alguma coisa diferente. Parecia que ele queria perder.
— Eu sei que a gente ficou mais forte, e eu senti a vontade do Luke queimando dentro de mim mas mesmo assim não parecia real.
— E se ele nos enganou mesmo? – perguntou novamente Luke olhando fixamente para a tela do computador.
— Tipo, ele queria ser destruído? – continuou Viktor. – Como se ele precisasse?
— É! É isso! Ele não queria exatamente foi mais como se precisasse perder. – Luke apontou uma coisa intrigante, uma necessidade do digimon, não um desejo. – Veemon quando digimons morrem eles viram dados e voltam para o mundo-D como ovos certo?
— É Luke porque? – respondeu o dragão azulado ainda sem entender.
— Então porque os dados dele ainda estão flutuando não é Luke? – perguntou Shoutmon.
— Exatamente.
Luke virou a tela do computador apontando para os dados flutuantes de Diaboromon, durante os minutos seguintes eles permaneceram ali observando os dados, ouvindo as noticias sobre um certo “ataque hacker” em alguns sites importantes, como a 3 anos, os minutos se passarão, as horas chegaram, já era a noite e eles não haviam comido ainda, a mãe não se importava muito eles sabiam se virar e sempre vinham conversar com ela. Tinham um relacionamento bom e sabiam exercer bem a liberdade que lhes foi dada.
- Bom pessoal olha, o computador está gravando agora e com certeza assim que sairmos os dados vão fazer alguma coisa porém não podemos ficar aqui a noite toda. – apontou Luke já se levantando da cadeira e caminhando até a cozinha. – A gente devia ir comer, nos arrumarmos e ir dormir.
Os outros 3 concordaram não poderiam fazer muita coisa sobre os dados da rede. Fizeram o que tinham que fazer. Viktor foi procurar sua mãe queria contar sobre a incrível tarde que tiveram e saber a reação dela. Não a encontrou no quarto ouviu o chuveiro, bateu a porta e entrou sentando-se num banquinho para contar tudo. Os 3 sempre foram unidos, nenhum tipo de vergonha era partilhado pelos 3, tinham muita liberdade um com o outro, afinal eram uma família, a mãe nunca ligara para aquele tipo de coisa de toda a maneira. Quando voltaram para o quarto para o quarto os dados haviam sumido. Luke logo pós a gravação avançou alguns minutos e não acreditou. Os dados estavam cientes de tudo. Abriram pequenas portas na rede e desapareceram iriam se unir em outro lugar ou sabe-se lá o que fariam a seguir.
- — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -
O tempo correu, o tempo se foi até que o dia da formatura dos dois garotos chegou. Até aquele momento nada de ruim aparecera, nada de digimons ruins invadirem o mundo humano. Nada. Seis meses haviam se passado e os dois irmão e seus parceiros já haviam dado inicio a seu próximo projeto. Até aquela noite. Chegaram tarde em casa a festa foi incrível. Estavam acabados. Apenas entraram e se deitaram.
Um flash.
Uma luz amarelada surgiu na tela do computador. Os dois se virararam para olhar. Um digimon apareceu no fundo. Eles se levataram ainda cansados e caminharam até o computador. Um digimon diferente. Um dos cavaleiros. Omegamon, um dos mais poderosos dentre todos, tinha uma mensagem para eles.
- Luke,Viktor,Shoutmon,Veemon, eu Omegamon trago uma mensagem, como um pedido de ajuda. Nós sentimos a luta de vocês contra o Diaboromon renascido a cerca de seis meses e precisamos de suas forças novamente. Os dados corrompidos daquele amaldiçoado digimon se espalharam pelo Digimundo e se multiplicaram durante todo esse tempo e agora pontos de energia negra estão espalhados por todos os cantos do meu mundo. A energia negra aumenta as forças dos digimons na área de uma maligna criando uma loucura interminável para eles, restam poucos de nós digimons sãos, então por favor, por favor venham logo.
Silêncio.
Não tinham resposta, não sabiam o que dizer. Ali seis meses depois de uma batalha quase mortal serem convocados para aquilo novamente era loucura. Mas eles ainda tinham um peso. A culpa era deles. Então para limparem as mentes e salvar as vidas de muitas outras criaturas como seus amigos. Eles aceitaram. Em um instante uma nova aventura começaria, muita coisa os aguardava.
Fale com o autor