Digimon - A Nova Geração
1 Capítulo 1: Prólogo - Lembranças de um mundo novo
Notas iniciais
18 Dezembro de 20002 – Digimundo
Era uma tarde do que parecia ser de verão, o céu estava limpo e fazia uma temperatura bem agradável, quente na medida certa. Duas crianças estavam deitadas à beira da margem de um lago, outras três estavam nadando nele junto com seus digimons e um pouco mais dentro da floresta estavam um menino e um digimon laranja pareciam estar procurando algo.
— Patamon, ali! – O menino de rebeldes cabelos loiro-escuros apontava para um cacho do que pareciam ser bananas em uma árvore, exceto que a casca era rosa claro em vez do amarelo normal. – Elas são comestíveis?
— Claro Bruno! São deliciosas! – Tiro de Ar! — o digimon laranja que estava olhando em direção as frutas estranhas inflou as bochechas e disparou uma rajada de ar fazendo-as despencarem no chão.
O menino pegou uma das frutas, descascou e a observou:
— Nossa, é rosa por dentro também – aproximou a fruta do nariz – Hmm, tem cheiro de chiclete de tutti-frutti – por fim abocanhou um pedaço – O gosto também é de chiclete. – Patamon vamos levar mais algumas pros outros!
Os dois pegaram mais dois cachos que estavam em árvores próximas e levaram para a margem do lago.
— Pessoal, conseguimos arrumar comida! – o menino gritou correndo para a margem enquanto o digimon o acompanhava voando.
Os três meninos que estavam andando saíram do lago acompanhados dos digimons e se sentaram num tronco de árvore onde o sol batia.
Uma menina de cabelos castanhos claros que agora estava sentada na sua toalha, perguntou:
— Bruno, tem certeza de que isso é bom? Aliás, que tipo de fruta é essa? – a menina olhava a fruta com uma cara de dúvida.
— São gostosas sim Júlia, têm gosto de chiclete, agora que tipo de fruta é eu não sei. – Bruno respondeu.
— O que você acha Lalamon? – Júlia perguntou mostrando a fruta para sua digimon.
— São deliciosas Júlia, uma das melhores que já comi! – disse a digimon que parecia uma flor prestes a desabrochar.
— Gabumon, você sabe que fruta é essa? – um menino negro de pele clara com cabelos pretos e lisos que aparentava ser o mais velho do grupo perguntou.
— Não sei Felipe, existem muitos tipos de fruta no digimundo. – respondeu o digimon.
— Bom, espero que não faça mal. – o menino disse por fim mordendo um pedaço da fruta.
— Yolanda o que você está fazendo? – perguntou uma digimon raposa que estava sentada em um galho de uma árvore.
— Tentando ver se consigo alguma informação desse trem. – uma menina negra de pele clara e cabelos lisos e castanhos até os ombros mexia em um dispositivo que parecia um tamagotchi, só que esse era oval, tinha uma pequena tela retangular e tinha dois botões em formato de seta um em cada lado menor do retângulo. O de Yolanda em específico era todo roxo e os botões eram cinza.
Um menino magro com cabelos pretos se aproximava lentamente por traz de Yolanda, estava com um sorriso maroto no rosto. Foi chegando mais perto até que...
— Buh! – gritou alto
— Ai Vitor! Que susto seu ridículo! – Yolanda se virou pronta pra bater nele, mas foi interrompida pelo digimon dele.
— Não bate nele não! – O Agumon do Vitor disse. – Ele só estava querendo te chamar pra comer umas frutas que o Bruno achou.
— Isso mana, só queria chamar sua atenção. – Vitor parecia aliviado com a intervenção de Yolanda.
— Hum. – Yolanda simplesmente deu de ombros e foi se juntar aos outros, enquanto Renamon lançou um olhar gelado para Agumon que fez o digimon ficar paralisado por uma fração de segundo e sair de fininho.
— Precisamos ter um plano, não podemos simplesmente andar até cansar, precisamos saber porque viemos parar aqui – Felipe disse, claramente ele era uma espécie de líder daquele grupo.
— Sim, eu estava tentando ver se esse digivice nos ajudava em algo, mas não consegui nada. – Yolanda completou.
— Eu só queria minha cama, ouvir minhas músicas no meu quarto. – Ouviu-se a voz de Júlia.
— Eu só queria comer algo que não fosse fruta pra variar. – Vitor lamentou.
— Em pensar que viemos parar aqui porque estávamos jogando no computador. – Bruno falou pensando alto.
Essas crianças continuaram conversando por mais um tempo, mal imaginavam que esse era apenas o primeiro dia do que foi uma grande aventura nesse mundo que é chamado de Digimundo.
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