Kari estava sozinha em uma espécie de cela de cadeia, estava muito cansada e doente, sentia uma tristeza horrível e via seu irmão e cunhado presos em outra cela em frente à dela, e Ken logo ao lado da dela, e do outro lado uma pessoa que ela não sabia quem era, pois não dava pra ver direito, não sabia o que fazer e nem se escaparia de lá. Um barulho foi ouvido e logo um monstro negro que ela nunca viu antes na vida aparece em frente a ela e abre a cela, vai em direção a ela e a pega pelo braço com força, ela grita de dor e tenta sair dele, o mesmo ri da garota e vai arrastando ela.

– KARI, KARIIII – Tai sacode ela, que acorda assustada. – Foi só um sonho.

– Pesadelo... – Corrige.

– Tudo bem já passou, daqui a pouco vão achar que eu estou te matando...

– Acho que não foi só um sonho Tai... – Tai vira os olhos.

– Kari foi só um sonho para de nóia, levanta e vamos tomar café ou você esqueceu que hoje tem aula?

– Não esqueci... – Levanta troca de roupa e toma café.

– Vamos!

– Eau hoje vai ser o primeiro dia que você vai chegar cedo hein...

– Não enche e vamos logo! – Os dois foram a seus destinos. Kari chegou à escola e se deparou com uma foto de André presa no portão e foi ver.

– Desaparecido? Como assim?

– Falando sozinha? – Ela dá um pulo.

– Que susto T.K. – Diz com a mão no coração. A morena dá um selinho no namorado e volta a olhar o cartaz. – Não entendi isso...

– Desaparecido? – Olha Kari. – O que isso significa?

– Não sei... – T.K olha pra namorada e percebe que ela está estranha.

– Aconteceu alguma coisa? – Segura a cintura dela.

– Não é nada... – Abraça ele. – Acho melhor entrarmos...

– Tudo bem... – Não se convencem do que ela disse. A aula passa normalmente Kari nem prestava atenção em nada. T.K achava que tinha alguma coisa errada. – Kari o que aconteceu com você?

– Não aconteceu nada T.K... Porque você está achando isso? – Eles estavam andando pelo colégio, estava na hora do recreio. O loiro para na frente dela.

– Kari me conta eu estou sentindo que você não está bem. – Diz fazendo carinho no rosto dela, que o olha sorrindo de canto.

– Você me conhece muito bem né?! – O olha com carinho. – Eu só tive um pesadelo mais nada.

– Só um pesadelo? Sério? – Kari dá uma risadinha.

– É que não parecia um sonho, foi muito real...

– E como foi o sonho? – Kari conta o sonho pra ele. – E como era esse monstro?

– Ele parecia que tinha braços grandes, asas estranhas, era muito feio e aterrorizador... Parecia com o... — Kari não gostava muito de falar desse Digimon, pois T.K não tinha boas lembranças sobre ele. – Era assim feio e medonho...

– Parecia com o que?

– Eu acho melhor deixar isso pra lá foi só um sonho mesmo...

– Parecia com Devimon? – Kari olha pra ele, que estava sério.

– É... Mas não era ele... – Abraça o namorado. – Mas isso foi só um sonho como disse o Tai não tenho que me preocupar com essas coisas...

– É verdade, não fica assim se preocupando com sonhos, quero te ver bem e feliz! – Abraçando a namorada de volta. – O que vamos fazer hoje depois da escola? – Kari olha pra ele.

– Hmm, Yolei me chamou pra tomar um sorvete, ia te chamar pra ir junto, o Ken também vai... vamos? – Diz sorrindo, T.K sorri de volta.

– Claro que sim! – A hora da saída chegou T.K, Kari e Ken esperavam Yolei na porta de entrada da escola.

– GENTEE JÁ TO AQUI!

– Yolei a escola toda está olhando pra gente... – T.K diz envergonhado.

– O QUE FOI? PERDERAM ALGUMA COISA AQUI? – Kari e Ken riem dela.

– Vamos logo. – Diz puxando Kari pela mão pra sair dali logo. Chegaram à sorveteria, cada um pediu o seu sorvete e decidiram ir a praça pra comer em vez de comer na sorveteria.

– Esse sorvete é uma deliicia. – Yolei estava com a boca toda suja como criança com seu primeiro sorvete, Ken ri da namorada e tenta limpar a boca dela.

– Vocês são fofos! – Os dois ficam vermelhos, Kari e T.K riem. De repente Kari se assusta e deixa seu sorvete cair.

– O que foi?

– Deixei cair sem querer...

– Vamos lá comprar outro. – Ken sugere.

– Não precisa... – Responde meio nervosa.

– Kari o que foi agora?

– Vocês não viram? – Todos a olham sem entender. – Pelo jeito não...

– Não me diga que são aquelas coisas estranhas de novo? – Yolei diz enojada.

– Não...

– O que foi então Kari? – A abraça por trás, preocupado. – Não gosto quando você faz suspense...

– Parecia o monstro do meu sonho... Ele estava parado ali olhando pra gente, tem certeza que vocês não viram?

– Não tinha nada ali... – Diz Ken.

– Ótimo vai todo mundo achar que estou louca de novo.

– Acho melhor irmos pra casa não acham? – Todos concordam. – Vou te deixar em casa tudo bem? – Diz T.K.

– Certo... – Eles se despendem do casal e vão em direção a casa de Kari, eles vão em silencio o caminho todo. – Chegamos... Você quer subir? Tai ainda não deve ter chegado porque tem aula extra hoje... – T.K olha pra ela.

– Tai não vai achar ruim se eu ficar sozinho com você? – Kari ri.

– Você não vai ficar sozinho comigo, Tailmon e Agumon estão em casa... – T.K ri da situação.

– Tudo bem então, menos mal... – Os dois riem e sobem.

– Achei que você não ia chegar nunca! – Tailmon reclama.

– O que aconteceu? Porque você está tão estressada?

– Agumon não para de reclamar que está com fome! Não aguento mais ele falando.

– Mas eu estou com fome. – Fala igual criança que não sabe esperar pela comida, T.K e Kari riem dele.

– Vou fazer alguma coisa pra vocês... – Vai em direção a cozinha, T.K a segue. – Tem alguma coisa te incomodado T.K?

– Não, não... Só o fato de esta correndo risco de morte caso o Tai chegue, mas isso não é nada! – Kari dá uma gargalhada que faz T.K ri também e a puxa para um beijo, os digimons ficam olhando da sala e dando risadinha deles. Kari termina de fazer a comida e Agumon come como louco todos ficam olhando espantados pra ele.

– É acho que os digimons tem mesmo muito em comum com seus parceiros... – Todos riem, Kari tirou os pratos da mesa e foi levá-los pra cozinha, de repente Agumon entra em posição de alerta e Tailmon que estava em cima da bancada da cozinha fica toda arrepiada, e Kari deixa os pratos caírem no chão, um cai no seu pé. – Aaiii – T.K não entende o que está acontecendo com eles e corre pra ver Kari.

– O que aconteceu? – Olha pro chão e vê o pé de Kari sangrando, olha pra Tailmon que continua arrepiada e olhando pra um lugar fixo como um gato normal faz quando vê algo que não gosta. – Kari seu pé...

– Eu não quero nem ver T.K se não vou desmaiar, tem sangue não tem? — Pergunta de olhos fechados. – Ele já foi Tailmon?

– Ele quem? O que está acontecendo? – T.K já estava se sentindo louco naquele lugar.

– T.K, acho que a gente precisa ir ao hospital estou me sentindo estranha....

– Seu pé está sangrando muito deve te atingido uma veia. – Nessa hora Tai entra em casa e dá de cara com T.K pegando Kari no colo cheia de sangue no pé.

– O QUE É ISSO?

– Não dá pra explicar agora Tai, temos que levá-la pro hospital rápido! – Tai não fala mais nada, joga as coisas dele na sala e os dois saem “correndo”, pegam um taxi e vão pro hospital, chegando lá Kari é atendida e tem que levar pontos, pois os cacos haviam feito um corte profundo.

– Dá pra explicar agora? – Pergunta olhando pra T.K e Kari que estavam em uma salinha de curativos no hospital.

– Eu também adoraria saber por que você deixou os pratos caírem de repente... – Os dois olham pra Kari.

– Acho melhor a gente reunir todo mundo e ai eu conto tudo... – Diz olhando pro chão, Tai e T.K se olham sem entender e fazem o que Kari pediu, eles vão pra casa dos Kamiya e chamam o pessoal pra lá. Que aos poucos foi chegando, primeiro Matt, Sora e Mimi com seus parceiros, depois Izzy, Joe e seus digimons, Cody, Davis, e Ken e Yolei por último.

– O que aconteceu de urgente? – Izzy pergunta.

– Não sei, Kari pediu pra gente chamar vocês porque algo aconteceu... Só espero que não seja essas coisas que ela fica falando que não tem coerência...

– Já estou cansada de ninguém acreditar no que digo! – Diz olhando séria pro Tai. – Tem alguma coisa muito errada acontecendo... Eu não sei o que é, mas posso sentir, e hoje quando estávamos aqui almoçando... – Ela olha pra Tailmon e Agumon. – Vocês podem confirmar não é? – Os digimons acenam – Um Digimon que parece com Devimon estava aqui dentro de casa olhando a gente... Mas eu não entendo porque ninguém mais vê quando ele aparece.. Já é a segunda vez que ele aparece e ri de mim ou pra mim... – Todos olhavam pra T.K agora por conta de ser ou não o Digimon que fez ele sofrer com a morte de Angemon.

– Eu não vi nada, mas senti a presença dele aqui dentro, senti uma força das trevas terrível dentro da sala. – Todos ficam assustados com a revelação de Agumon. T.K senta ao lado de Kari, que estava sentada no sofá com a perna em cima da mesa.

– Isso não pode estar acontecendo... Porque e como ele voltaria? – Kari o abraça tentando confortá-lo.

– Vou tentar falar com Gennai... – Izzy pega o laptop.

– Porque será que essas coisas esquisitas ficam envolta da Kari? — Yolei diz revoltada.

– Outra coisa também... – Todos olham para Kari. – Porque na escola tem cartazes do André desaparecido?

– É verdade eu também vi o cartaz... – Diz Ken.

– Será que aquelas coisas prenderam o verdadeiro André no mundo das trevas?