Digimon 3 - A Luz Do Digimundo
26 Destino -Atualizado-
– Claro que não! – Corre pra abraçá-lo. – Mas eu não sei como a gente vai ficar depois que você for embora... – Os dois ficam abraçados um tempo.
– Não vai mudar nada Kari, vou te amar do mesmo jeito, ou até mais um pouquinho... – Olha ela com carinho. – E assim que eu terminar a escola vou voltar pra cá de qualquer maneira!
– Não sei se vou conseguir ficar sem você... – Carinha triste. –
– Só me promete que vai esperar eu voltar?
– Não é obvio? – Os dois sorriem.
O dia passa e eles ficam juntos, vendo filmes e comendo besteiras, tentando esquecer que no dia seguinte ele teria que partir. Tai chega do estágio.
– Agumon, aconteceu alguma coisa diferente aqui? – Cruza os braços.
– A gente viu filmes, comeu doces, muitos doces... E só.
– Ainda bem! – T.K e Kari dão risadinhas.
– Acho que tenho que ir pra casa... Tenho que arrumar as coisas... – Kari sente seu peito apertar.
– A Mimi disse que vai amanhã também, acho que vão no mesmo voo...
– Deve ser... Você me leva até a porta? – Pergunta olhando Kari, que estava muito triste e sem reação com tudo isso.
– Claro... – Ela segue ele até a porta.
– Vai amanhã no aeroporto né?
– Não é um dos meus dias preferidos, mas eu vou sim... – Ele segura ela pela cintura e a beija com carinho.
– Eu não vou deixar que isso abale a gente! – Diz com certeza, ela beija ele mais uma vez, e ele vai embora.
O resto do dia Kari passa na cama triste. Tai ia ao quarto tentar animá-la, mas não adiantava muito.
No dia seguinte eles levantam para ir ao aeroporto se despedir dos amigos, quando chegam lá, todos estavam juntos esperando à hora deles irem. Kari fica abraçada com T.K, se sentia totalmente perdida com ele indo embora.
A hora de embarcar chega, Kari desabava em lagrimas assim como T.K, ele e Mimi vão andando para o portão de embarque.
– MIMI – Izzy grita. A garota vira pra trás ao ouvir o grito. – Desculpa não falar antes mas.... EU TE AMO! – A puxa e a beija de repente. Todos olham a cena de boca aberta, quando se separam, ela olha pra ele com lagrimas nos olhos.
– Porque você só falou isso agora que eu tenho que ir embora?
– Desculpa eu...
– Você poderia ter falado isso muito antes! – Se altera um pouco.
– Mimi, a gente tem que ir... – Diz T.K .Ela olhava Izzy séria.
– Vamos indo então... – Vira pra T.K que coloca a mão no ombro dela e os dois vão indo.
– ESPEREM! – Os dois param e olham pra ele. – Eu também vou!
– O QUE?
– Vou fazer faculdade lá.. Consegui uma bolsa.. – Mimi corre pra ele e o abraça forte.
– NÃO POSSO ACREDITAR!
– Gente, temos que ir, não que eu tenha pressa... Por mim eu ficaria pra perder o voo, mas se eu fizer isso vou ser morto! – Os dois acenam e vão.
Kari fica do aeroporto olhando o avião decolar aos prantos abraçada em Tai. Os dias a seguir foram terríveis pra ela, não conseguia nem comer direito de tanta saudades do seu amado. Não saia mais de casa. Só pra ir à escola e quando chegava, ficava o dia todo no quarto, Tai estava muito preocupado com ela.
Cinco meses se passaram, ela todos os dias falava com T.K pela internet, ele contava como estava lá e como o novo casal estava feliz. Kari ficava feliz por eles, mas ao mesmo tempo sentia inveja, por não poder estar lá também.
– Kariii! – Tai chama da sala.
– Oi...
– Vem cá. – Ela levanta da cama sem animo, vai até a sala e vê Tai sentado no sofá com uma cara estranha.
– O que foi?
– Tenho uma surpresa pra você... – Ela nem se empolga, só fica esperando ele falar. – Credo... Enfim, eu te matriculei em uma escola diferente...
– Por quê? Lá na escola eu já conhecia todo mundo!
– E daí? Essa escola é bem melhor!
– Por quê?
– Porque o ensino é melhor...
– Tanto faz...
– Nossa quanto animo...
– Não me importo, ainda falta um ano e meio pra acabar a escola... – Suspira.
– Mas não um ano e meio pra você encontrar quem você tanto quer encontrar...
– O que você quer dizer com isso? – Tai sorri.
– Eu consegui matricular você em uma escola um pouquinho longe daqui...
– Tai sem rodeios, por favor!
– Tudo bem, apressadinha! Eu consegui uma bolsa pra você lá na escola do T.K. – Kari paralisa, será que estava sonhando? — O que tem a dizer? – Pergunta Tai por não ver reação, ela corre pra ele e o enche de beijinhos.
– Que dia eu vou?
– Nossa está mesmo com pressa de me deixar sozinho. – Faz biquinho e cruza os braços.
– Ai Tai, eu só estou doida pra ver o T.K...
– Eu sei disso. – Eles sorriem. – Você vai amanhã...
– Como você conseguiu isso?
– Mandei seu boletim a eles e insisti muito, não antes de pergunta nossos pais, obvio, mas eles aprovaram. Ainda bem que você sempre teve boas notas, apesar das últimas não serem tão boas né... Mas eles aprovaram, que bom se não ia ter que esperar... – Kari abraça ele tão forte que chega a ficar sem ar. Depois disso, ela mudou totalmente e voltou a ser a Kari de sempre, deixando Tai mais feliz e tranquilo.
No dia seguinte ele a leva no aeroporto, com o coração na mão, mas sabia que era o que ela mais queria.
– Se cuida!
– Pode deixar! – Dá um beijo na bochecha dele. Ela passa pelo portão de embarque e entra no avião ansiosa pra chegar logo. Nem avisou a T.K que ia. Os pais dela iam pagar um quartinho pra ela ficar lá, ela não se importava com nada disso, só queria ver ele. Ela dorme durante a viajem, quando chega o coração dispara, ela vai com o pessoal que a esperava no aeroporto, eles a levam pro lugar que iria ficar agora. Quando chega lá, já pega o notebook e chama T.K pra conversar.
– Como eu queria te ver, sem ser por aqui... Onde você está? – Percebe que não era o quarto dela.
– Mais perto do que você imagina... – T.K não entende nada. Ela fala o endereço de onde estava, T.K olha pra ela não acreditando, além de tudo, o quarto era do outro lado da rua da casa dele. Na mesma hora que ela fala, ele sai do computador e vai até lá. Quando ela abre a porta do quarto, ele já a abraça forte e a beija.
– Porque você não me disse que viria aqui?
– Queria fazer surpresa, você não disse que gosta? – Ele sorri e a beija de novo.
– Te amo!
– Também te amo! Daqui pra frente vai ser difícil alguém separar a gente!
– Pra sempre juntos! – Entrelaça suas mãos nas dela.
Aquele foi o melhor dia da vida deles, e desde então não se separaram. Kari nunca mais sentiu nada estranho, dessa vez todo o mal tinha morrido.
Fim
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