Digi-Shots

2 Digi-Shot II: O Digitama Perdido


Notas iniciais
Sim, eu postei no mesmo dia! Hahah, tecnicamente, não, já que passou de meia-noite e ninguém tomou conhecimento da históra ainda, e eu gosto de posts de madrugada. Alguém já percebeu que eu gosto disso? Começar uma história no silêncio da noite é quase um padrão para mim. *-*
Meu Deus, que TROÇO CURTO. Vou me acostumar com isso hahaha :)
De qualquer forma, aqui vamos nós! (Ou só eu, né) :)
Aproveitem mais um pequeno momento dessa inestimável coleção!

Sete não era o número certo.

Era oito — faltava ela!

Mas, para seu desespero, não havia como dar esse grito e reivindicar seu direito de ser amada por alguém; fora perdida antes mesmo de nascer e pôr os olhos no mundo que a cercava.

Que mundo solitário e escuro era aquele!

O Digitama perdido, após as explosões que desestabilizaram o seu meio de transporte, caíra pelo que teria parecido muito tempo ao pequeno ser dentro dele, se este fosse capaz de registrá-lo. Se ele fosse capaz de gritar, apenas...! No entanto, abandonaram-na no silêncio de sua inocência. Uma vez que as cascas do ovo branco enfeitado com círculos rosa um tanto avermelhados era a sua paisagem, ela não havia visto os outros irem embora.

E, assim, deixando um dos dois futuros Anjos à mercê do Mal.

Porém, se estivesse ali para ver e fosse suficientemente crescida para se recordar, teria a seguinte visão:

Sete pequenos companheiros — seus sete pequenos companheiros, os amigos que lhe eram de direito antes mesmo do berço — afastando-se pelo céu azul, sendo segurados pelas mãos de um homem unicamente focado em salvar os salvadores de ambos dos mundos para percebê-la, indefesa e esquecida, num mundo cruel.

Por conta própria.

O homem, em cima de um Digimon máquina, desviava de ataques proferidos pelos vilões que lhe arrancaram os sonhos de viver com a Luz em seu coração e foram os responsáveis iniciais por aquele infortúnio. O Digitama continuou em sua queda, e os outros em seu voo... Com lágrimas em seus pequenos olhos, contemplá-los-ia cada vez mais longe até se tornarem inalcançáveis, sombras insólitas destinadas a um caminho que acabara de ser separado do seu e que poderiam ser unidos um dia.

Mas ela não estava ali para ver isso, então a solidão foi sua primeira lembrança.

***

O Digitama eclodiu, e a criatura com a sorte amaldiçoada saudou a vida.

É claro que ela esperou — o que mais poderia fazer?

Aguardou, todo santo segundo, sua parceira para o resto da eternidade com a esperança ascendente em seu coração; Hikari. Luz. O nome, primeiro pensamento que despertou em sua mente, agradava-lhe de tal forma que chegava a ser incompreensível, mas, insistente, mantinha-se como a razão de sua espera e de sua existência. A única razão. O que a motivava a continuar.

“Onde está a minha luz?”

Essa era a pergunta que costumava, assustada, fazer a si própria num chiado quase inaudível nos dias mais frios e nas noites mais escuras. Frágil, encolhia-se, aquela bola de pelos minúscula de tom amarelado e rabo com listras roxas. A pequena Nyaramon. Seu medo e sua agonia eram tantos que, algumas vezes, as ganas de chorar não haviam como ser contidas.

Solidão, dor, vazio, medo!

“Porque Hikari não chega para espantar as Trevas?”

E ela esperava.

***

Cresceu um tanto mais e parou de esperar.

O pequeno aparelho eletrônico que fora sua única companhia — mesmo que inanimada — ao longo dos anos, havia sumido sem deixar rastro, como tudo que poderia ter sido presente em sua vida; deixou-a. Após ter sido repensada e aprovada a concepção de que permanecer naquele estado para sempre não lhe levaria à nada, Salamon decidiu, complacente, libertar-se de sua prisão sem grades e sair, para buscá-la por si mesma.

“Eu vou te achar, Hikari.”

Em vez disso, o Digitama Perdido achou apenas mais Trevas para fechar seu coração.

Notas finais
Onw, pobre Tailmon, o Digitama Perdido. O que acharam? Eu retrarei bem a situação? O desfecho foi meio abrupto pois ainda pretendo explorar isso, de outro ângulo, em outra Digi-Shot. :3
Certo - eu queria deixar as Digi-Shots com um teor lírico ou reflexivo, mas não acho que esteja funcionando, ou está? O que estão achando, hein? *Curiosa* Estou fazendo jus a minha ideia?
Ei! Até que eu sou boa com coisas curtas, que estranho. Fics de experimentação são para isso, descobrimos outros lados nossos! Uhul!! õ/ Eu gostei bastante dessa, e da outra, também. A próxima explorará o Taichi da primeira temporada, então certamente será maior... Eu espero kkkkk :)
Espero que tenham gostado! Até a próxima!