Diga-me a Verdade
1 Capítulo 1
Amy Amelie Miller, 23 anos, nascida no dia 19/04, tem problemas respiratórios como asma, não fala com ninguém, não come direito, é sempre calada. Acusada de assassinato brutal no qual a vitima não pode se defender e possuir problemas de saúde pela idade avançada.
Após ser a principal suspeita do crime ainda tinha 17 anos, ficou foragida por 1 ano e meio, no seu julgamento se manteve quieta demonstrando não estar afeta ou remorso, aceitou a pena de 90 anos em regime fechado.
Dois anos após sua prisão se meteu em uma briga na qual a outra detento foi morta, após passar por exames contataram que ela era extremamente perigosa, ficou 1 mês e meio na solitária com uma camisa de força, após descobrirem isso, ela foi transferia, para o hospício após mais um exame contatando problemas mentais.
Nunca falou com ninguém a não ser Jesse Maison, o agente que estava trabalhando no caso o mesmo que lhe fez o interrogatório quando tinha 18 anos. O caso nunca foi arquivado, mais esta prestes a ser, junto com o ultimo julgamento o que dará pena de morte. O agente Jesse Maison foi morto em um tiroteio, e agora o caso completo será passado para um novo agente que terá total acesso aos documentos e provas e depoimentos sobre o crime. Amy Miller nunca confessou o crime foi acusada e julgada a base de provas.
Depois que eu terminei de ler o resumo do acontecido fiquei impressionado, depois de anos tentando finalmente eu pegaria um caso decente porem muito complicado.
— Senhorita Katherine Collins, fiquei feliz em saber que pegou esse caso _ a voz de Jack Morins soou.
— é um prazer Senhor Morins _ digo.
— apenas Jack _ ele sorriu, ele era um homem de 57 anos.
— tudo bem, então apenas Kate, o que mais você tem a me dizer sobre esse crime? _ pergunto dando mais uma olhada na folha.
— bom, sei que Amy Miller é uma garota ainda, e extremamente perturbada, e ainda esconde algo sobre o crime, seu irmão mais velho Jason Miller não estava no país há muito tempo, acompanho esse crime dês do começo _ ele diz se sentando na sua cadeira atrás da grande mesa de madeira cheia de papeis bem organizados.
—quem exatamente foi a vitima? _ pergunto.
— a mãe _ diz me entregando uma foto, uma mulher alta, cabelos negros e olhos extremamente verdes, ela sorria pra uma garota ao seu lado, a menina parecia muito com a mulher principalmente os olhos, ela sorria de volta pra mãe, um homem perto da menina, tinha os olhos castanhos e os cabelos em um loiro escuro e sentando no seu colo um garoto aparentemente mais velho que a menina tinha os cabelos no mesmo tom do homem e os olhos castanhos esverdeados.
— como assim uma adolescente de 16 anos mata a própria mãe? _ pergunto chocada.
— pois é ninguém entendeu, essa foto foi tirado no dia em que o pai morreu, ele iria fazer uma viagem de negócios e sofreu um acedente de carro, olha Kate, você terá o mesmo acesso que Jesse tinha e isso quer dizer que terá que vê-la nos mesmos dias que ele ia você realmente quer esse caso? Só precisa na minha confirmação e você ficar trabalhando nesse escritório comigo, te entregarei tudo que você precisar. _ ele disse me olhando.
— sim Jack eu aceito _ disse determinada.
— ok, eu vou, lhe entregar mais alguns dados pra você estudar em casa _ ele disse abrindo uma gaveta tirando alguns papeis me entregando.
— quando vamos começar? _ pergunto.
— agora mesmo, estou indo fazer a visita diária, gostaria de começar vendo ela? _ ele perguntou sorriso, eu poderia negar e dizer que é cedo, mais quando antes eu começar melhor.
— sim por mim tudo bem _ digo
— então vamos já esta na hora _ ele diz se levantando e o acompanho.
Fomos de carro até o local, não parecia tão horripilante assim exceto pelo fato de estar chovendo.
— viemos em um dia bom, ela gosta de chuva _ Jack sorri.
— como sabe?
— uma vez ela disse ao Jesse, foi chocante, estava caindo um pé d’água ela estava olhando na janela eu estava na porta e Jess sentando na poltrona da sala, então ele perguntou o que tanto olhava ela não se deu o trabalho de responder continuou na mesma, então ele foi até ela — os dois trocaram um olha e ela sorriu dificilmente víamos aquilo e ela simplesmente disse “eu gosto de chuva Jesse” então sabemos que é um bom dia, ela disse algumas palavras depois e se calou como sempre avezes esquecemos que ela tinha voz e nos assustávamos quando falava. _ ele disse parando em frente à recepção.
— fiquei sabendo que ela não fala desde que soube da morte dele, acho que isso a afetou _ digo, logo uma mulher apareceu nos levando até um sala.
— Kate, essa Dona, e esse e o Tayler, eles cuidando dela aqui _ me apresentou a mulher e ao homem parado na porta que julguei ser onde a garota estava.
— muito prazer _digo a eles que responde com um aceno.
— bom hoje ela esta bastante quieta, acordou muito agitada e depois passou, ela escreveu queria papel e um lápis para desenhar, e que o desenho era para o senhor Maison _ a enfermeira diz apreensiva.
— sei, Jesse disse a ela que sempre que estivesse nervosa ela poderia desenhar _ Jack diz
— essa garota é umas verdadeiras caixinhas de surpresa, vai ser sempre a nossa garota mesmo já sendo adulta _ Tayler diz.
– vocês acreditam na inocência dela? _ perguntei.
– sim, eu e Tayler acreditamos que tenha algo a mais _ Dona disse me fazendo pensar.
— trabalha cuidando dela desde quando Tayler? _ pergunto ao rapaz
— desde que ela chegou, eu e Dona cuidamos dela _ ele diz abrindo a porta.
Revelando uma sala branca, avia um sofá uma poltrona uma mesa branca com duas folha um lápis e uma jaqueta preta e três cadeiras, uma delas ocupada pela mulher, assim que ela percebeu nossa presença se levantou em um salto, ela deveria ter minha altura os cabelos negros repicados na altura dos ombros eles estavam bagunçados de um jeito selvagem e sexy? Usavam um all star vermelho surrado uma calça jeans preta e uma camisa de mangas compridas com gola V branca, subi meus olhos para os delas que me encarava, sua respiração era pesada apoiava uma das mãos na mesa, sua boca estava meio entreaberta e seus olhos estavam quase arregalados, aqueles olhos era mais fascinantes do que pela foto de criança, eles eram misteriosos e demostravam que esconde coisas que viu por eles, realmente ela me chamava à atenção.
Ela se sentou novamente de um jeito meio largado, realmente ela parecia uma adolescente, pegou os lápis em seus dedos e ficou brincando batendo levemente na mesa, Jack foi se sentar na cadeira de frente para ela e acenou para que eu sentasse na cadeira ao lado.
— Oi Amy _ ele disse, ela apenas o olhou e o ignorou. — essa aqui e a uma amiga, ela vai te ajudar agora _ ela olhou pra mim e abaixou a cabeça — ela era amiga do Jesse, o nome dela é Katherine Collins _ assim que ele disse o meu nome ela levantou a cabeça com um pequeno sorriso.
Olhei para Jack que só olhava a reação da garota, ainda me olhando ela puxou o papel e começou a desenhar sem nunca tirar seu olhar do meu, e ela era linda sua pela alva com os cabelos pretos e os olhos verdes eram incríveis assim que ela acabou empurrou o desenho em minha direção, assim que olhei meus olhos amentaram de tamanho coloquei a mão na boca e me levante Jack assustando se levantou e olhou para o desenho sem entender nada, ela se levantou vagarosamente, olhei pra ela que sorriu.
— Collins, Vladimir Collins _ ela disse levantando a manga direita da blusa revelando uma tatuagem preta no pulso, o mesmo desenho, sua voz me fez estremecer.
— o que esta acontecendo? Kate? _ Jack perguntou preocupado, ela ainda tinha o braço estendido mostrando o desenho, puxei a manga direita da minha jaqueta revelando o mesmo desenho do papel e da tatuagem.
— onde você fez, Amy? _ eu finalmente perguntei a expressão dela mudou algo para dor e magoa.
— seu pai é um homem bom, Katherine _ ela disse indo em direção à janela.
— Meu Deus ela conhece o meu pai _ disse olhando para Jack.
— como assim? _ ele perguntou.
— meu pai treinava jovens para o exercito, e depois que ele saiu criou um só para treinar jovens como um acampamento, ele me treinou e treinou meus irmãos nos tínhamos um símbolo, e cada aluno ganhava uma tatuagem com ela, por bravura e determinação _ ele assentiu endentando tudo que eu disse a ele abaixei a manga da blusa a vi fazer o mesmo.
— Jesse me disse sobre essa tatuagem, ele disse que ela deveria ter feito quando ficou foragida por um ano _ Jack — vou apenas observa as duas parece que ela dirá a você mas do que disse pro meu amigo _ ele diz se sentando na poltrona.
—Amy, porque ainda está aqui? _ eu perguntei e ela se vira pra me encarar. — se você tem essa tatuagem, tem a capacidade de sair desse lugar quando quiser _ dou uma provocada.
— certamente tenho _ ela diz mais abaixa a cabeça para não me olhar, — mais se ficar aqui é pagar por isso, eu ficarei.
— você sabe que o têm dois julgamentos e o ultima é pra saber que ira pra sentença de morte _ diz e ela me olha, vejo medo em seu olhar.
—eu pagarei por isso, e..eu...eu quero ir pro meu quarto, eu preciso processar _ ela diz para o Jack.
—nunca te vi falar tanto _ ele diz rindo.
—poderia levar ao tumulo dele _ ela entrega um desenho para ele, — venha amanhã, esta chovendo mais não é um bom dia _ ela diz e logo escutamos um barulho e a porta se abre um homem alto e forte de pele meio bronzeado e cabelos loiros escuros e olhos castanhos esverdeados entra na sala, Jack faz um sinal para mim ficar mais perto da Amy.
—escutei a sua voz _ ele diz pra Amy — deveria abrir logo essa boca e dizer para o juiz que a matou ai você finalmente ira para a pena de morte e é obvio e não voltaria e pagaria pelo que fez a nossa mãe _ ele diz sua voz é carregada de ódio.
—como se você se importasse Jason_ ela diz para ele.
— já tivemos essa conversa, você sabe que eu me importava com ela _ ele praticamente a grita o ignora. — você realmente é uma louca e tem que morrer pra queimar no inferno _ ele realmente grita, a postura de Amy fica rígida seus lindos olhos ganha uma cor mais escura mais assustadora.
—você não sabe o que aconteceu, o que nos duas passamos você foi embora à primeira oportunidade, VOCÊ NÃO SABE OS MEUS MOTIVOS, EU NÃO PRECISO DE VOCÊ ME DIZER TODA VEZ QUE ME Vê QUE EU A MATEI, PORQUE SÓ EU SEI O QUE ACONTECEU NAQUELA NOITE, VOCÊ NÃO ACHO QUE JÁ O SUFICIENTE EU ESTAR AQUI? SER CONSIDERADA LOUCA PROBLEMÁTICA E PSICOPATA_ ela gritou aquelas palavras me fizeram pensar o porquê dessas palavras. — por isso não gosto de falar, Tayler eu só vou pro meu quarto quando ele sair daqui _ ela falou vi o rapaz ir pedindo que Jason se retirasse mais antes a encarou.
— sabe acho mesmo que você é louco é psicopata, porque alguém normal não mataria a própria mãe aos 16 anos. _ ele diz se retirando.
— melhor vocês também irem, ela passou muito estresse hoje _ Dona fala pra mim é para o Jack.
Saímos o caminho todo foi um silencio, as palavras da garota me fazia pensar, aquilo tudo era estranho demais, tinha algo a mais em tudo aquilo, se despediu de Jack e fui pra casa com vários papeis pra rever.
Assim que entre vi algumas luzes acessas e estranhei fui em direção a sala assim que olhei para a mesinha de centro especificamente para o molho de chaves que estavam no local.
— me desculpe eu deveria ter avisa que viria até aqui _ assim que ouvi essa voz olhei e lá estava minha ex. com algumas sacolas nas mãos.
— o que faz aqui Jenny? _ Kate pergunta.
— vim pegar algumas coisa e devolver as chaves _ ela diz.
— bom, se já pegou tudo pode ir _ digo seca e ela sorri.
— não fica assim não Kate, vou te visitar sempre que poder _ ela diz rindo se aproximando.
— quem disse que eu vou querer te ver? Espero não encontrar mais com você ou a sua namorada é serio _ Kate diz se afastando.
— ok? Vou fingir que você não me ama mais e que não esta loca pra implorar pra que eu fique com você _ Jenny fala com um sorriso sínico no rosto
— não me faça rir, agora vai, eu tenho trabalho amanhã eu estou cansada.
– tudo bem eu vou, mais saiba que seu trabalho fez você me perder _ Jenny diz indo em direção a porta.
— eu deixei meu trabalho por você e o que ganhei em troca foi um belo par de chifres, e agora o que eu mais quero e trabalhar e ficar longe da minha ex e da minha ex-melhor amiga _ digo com raiva.
—ok, Kate a gente se vê depois _ ela diz saindo da minha casa.
Entro no meu escritório e não consigo deixar de pensar de como esse dia foi estressante demais e que tenho que ter uma conversa com meu pai e de como aqueles olhos verdes mexeu comigo em um simples olhar.
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