Diga: Eu te amo.
1 Capítulo Único - Koishiteru.
Notas iniciais
Lucy chorava, encolhida na calçada coberta de neve de Magnólia. Parte de suas lágrimas eram secas pelo vento gelado, dando-a arrepios, mas pouco ligava. Apenas ficava com aquela frase na mente:
Simplesmente não dá para dizer eu te amo para ti...
Sentia como se o coração estivesse sendo esmagado lentamente. Natsu não tinha ideia do quanto aquelas três palavras significavam para ela. Layla a havia dito vários “eu te amo”, mas lembrava-se apenas de dois. Jude apenas uma vez... Sabia que o rosado a amava, mas quem não gosta disso expressado em palavras?
Além disso, com cinco anos de casado, o Dragon Slayer retribuía muito vagamente suas carícias. Os beijos eram poucos e rápidos. Isso a feria e deixava-a na dúvida se era realmente amada.
O frio penetrava cada célula do seu corpo, pelo simples vestido branco de mangas até o cotovelo que usava e as sandálias azuis. Mas logo sentiu seu pescoço ser esquentado por algo quente, confortável e muito cheiroso.
Ao reconhecê-lo, tentou sair dali, mas seu braço foi pego e puxado contra um peito definido. Lucy se debatia, enquanto as lágrimas rolavam, lutando para se livrar daqueles braços.
– Me solta! Não quero te ver agora! Me solta! – Pedia, sua voz embargando – por favor... – já soluçava de novo antes que pudesse se conter.
– Você nem ao menos me deu a chance de explicar... – Natsu murmurou, suspirando. – Há muito tempo atrás, eu dizia ocasionalmente essa frase para o Igneel. E o tratava com carinho. Em seguida, ele sumiu, e quando retornou, morreu lutando. E a Lisanna. Também disse, mesmo que em sentido menor, um simples “gosto muito de ti” e a tratava com uma ternura a mais do que os outros. Ela quase morreu. Você não entende Lucy? – A apertou. – Tenho medo de dizer aquilo e você ir embora... Ou de retribuir o que você me dá e desaparecer em um piscar.
– Seu bobo. – Lucy disse, o surpreendendo – lembra Natsu? É sempre mais divertido quando estamos juntos! – Ergueu a cabeça e o encarou docemente – e por isso que nunca, jamais, irei te deixar baka.
– Você jura... ? – Sentia o hálito quente dele em seu rosto, dando-a arrepios.
– Pela eternidade... – E juntaram os lábios, num beijo mais profundo e longo do que os que trocavam diariamente. Num intervalo para respirar, o rosado aproximou-se de seu ouvido e sussurrou com a voz rouca:
– Koishiteru, Luce.
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