Difícil Decisão
14 Contação de histórias
Notas iniciais
‘Hey, pessoal. Vamos para o Centro Pokemon agora?’ Max disse impaciente.
‘Vamos.’ Responderam.
Depois de três dias de viagem, nossos heróis aproveitaram o descanso dos pokemons para descansarem também. Os meninos já haviam se recolhido. May e Martha ficaram conversando na recepção.
‘Hey, Martha!’ May chamou a mais nova amiga.
‘O que foi, May?’ Helena respondeu preocupada.
‘Onde você pegou seu psyduck? Eu nunca vi um desses por aqui.’ May disse pensativa.
‘Ah, foi na minha primeira jornada pokemon, na região de Kanto.’ Martha respondeu um pouco tímida.
‘Viagens pelo mundo me fascinam.’ May comentou com os olhos brilhando. ‘Talvez eu vá para Kanto depois do Grande Festival, começar de novo.’
‘Sabe, May? Essa é a melhor parte. Nós somos livres e podemos nos reinventar quando bem entendermos. Se eu quiser, largo as batalhas de ginásio agora e viro coordenadora. Ou então, vou para a região de Sinnoh conhecer pokemons que nunca vi.’
‘Você tem razão. Eu nunca gostei muito de pokemons, as viagens me encantavam bem mais. Mas hoje em dia eu amo os pokemons e amo ser coordenadora. Quantas vezes você já se reiventou, Martha?’ May perguntou interessada.
‘Algumas.’ Martha sorriu. ‘Se você quer saber, eu já fui coordenadora.’
‘Jura? Por que decidiu ser treinadora?’
‘Eu era péssima como coordenadora. Cheguei até a ganhar uma fita — a única que tenho — mas coordenação nunca foi meu forte, apesar de me fascinar.’
‘Eu também era péssima no começo, fui melhorando aos poucos.’ May falou como se quisesse convencê-la de que ser coordenadora é muito melhor do que ser treinadora.
‘Eu acho que ainda posso melhorar. Não desisti de ser cooredenadora. Mas esse é o meu problema, eu quero ser tudo ao mesmo tempo e acabo sem ter foco em um único objetivo, como você e o Ash. Você acreditaria se eu te contasse que já fui líder de ginásio?’
‘Estou ficando confusa. Me conte a história direito.’ May ajeitou-se na cadeira, a fim de ouvir a longa história de Martha.
‘Eu nasci na cidade de Cherrygrove, na região de Johto. Quando completei dez anos e tirei minha licença pokemon, visitei o laboratório de Prof.Elm, que me deu um de seus pokemons. Recebi o Cyndaquil como meu primeiro pokemon e desde então fomos muito unidos. Tentei tornar-me coordenadora no começo. Há cinco anos, quando eu era novata, ganhei uma fita na cidade de Violet com um mês de experiência pokemon, com a ajuda de Marowak e Eevee. Cyndaquil era um pouco desengonçado e não tinha a leveza necessária para um concurso. Parei com a coordenação e construí, com a ajuda de Onix, um pequeno ginásio em minha cidade natal.’
‘E você se especializou em pokemons de que tipo?’ May perguntou curiosa.
‘Fogo. Na época, Typhlosion já havia evoluído e me ajudou muito. Evoluí meu Eevee para Flareon e capturei um Growlithe, que evoluí para Arcanine. Nós quatro éramos ótimos juntos, mas eu não me sentia completa. Comecei, então, a observar os desafiantes, que viajavam com seus pokemons em busca de suas insígnias e aquilo me fascinava. Me veio a ânsia por viajar em uma jornada e não aguentei mais ficar presa na mesma cidade. Depois de dois anos, fechei o ginásio e pus o pé na estrada, acompanhada apenas de Typhlosion e Marowak.’
‘E onde estão Arcanine, Flareon, Onix e Marowak que você mencionou?’ May perguntou curiosa.
‘Estão em Cherrygrove. Marowak e Flareon estão em casa com minha mãe. Onix e Arcanine estão com o Prof. Elm em seu laboratório.’
‘Você é muito corajosa. Não tem medo de perder o que construiu, apenas determinação para construir outras coisas. Eu queria ser assim.’ May abaixou os olhos.
‘Você já é, May. Teve coragem suficiente para sair de casa com seu pokemon, ainda que não gostasse muito de pokemons. Você e seu pokemon são muito próximos e isso é o mais importante. Tanto que venceu a partida contra mim e Ash.’
‘É, mas se o Drew não estivesse comigo eu não teria a menor chance.’
‘Claro que teria, May. Seu Combusken te ama, nota-se claramente a ligação entre vocês. E isso é o que mais conta. Você é uma coordenadora talentosa, tenho certeza. Err, já te vi pela televisão, quando venceu um concurso em Pacifidlog, foi incrível. Eu é que queria ser como você.’ Martha sorriu, tentando deixar a amiga mais confiante.
‘Isso! Se eu treinar bastante e ser unida a meus pokemons, eu posso chegar a ser uma Top Coordenadoora.’ May disse com mais determinação e brilho nos olhos. ‘E então eu vou para Johto, começar de novo. Obrigada, Martha.’
‘Agradeça a si mesma.’ (Martha piscou e fez um paz-e-amor como as meninas fazem no anime). ‘Agora, mudando de assunto, onde você e Drew estavam quando estávamos em Mauville?’ perguntou, pensativa.
May, ficou muito vermelha com a pergunta. ‘Err, na entrada da cidade tinha um lindo cartaz do Grande Festival. Paramos para olhar. Quando voltamos a andar, vocês haviam sumido. Não nos importamos muito em ficar sozinhos, na verdade.’ May ficou ainda mais vermelha.
‘Que bonitinho, você ficou vermelha.’ Martha ficou com os olhos brilhando. ‘Isso significa que está apaixonada, eu sabia!’
‘Não conte para o Max, por favor! Ele nunca mais me deixaria em paz.’ May falou com certo desespero.
‘Calma, May. Eu sei guardar segredos, isso é coisa sua.’ Martha sorriu.
‘Quando chegamos ao Centro Pokemon de Mauville, pegamos outro quarto.’ May se arrependeu de o ter dito em uma fração de segundos.
‘Sério? Nem percebi que vocês não estavam no nosso quarto, quando acordei já estavam todos lá.’
‘Hehe, o Grande Festival é depois de amanhã!’ May gritou, querendo mudar de assunto.
‘É isso aí.’ Martha percebeu o incômodo de May e parou de falar em Drew. ‘Vamos dormir?’
‘Ótima ideia!’ May disse, soltando um bocejo em seguida.
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